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sexta-feira, 5 de março de 2021

Tamanho Não Importa

E o primeiro livro do ano foi lido na primeira quinzena do ano... olhem só que ótima motivação para se começar bem o ano literário hehe! Será que esse ano promete ser um ano melhor em termos de leitura?

Pelo menos a intenção é boa.... e a primeira escolha do ano foi boa... começamos muito bem com Tamanho Não Importa de Meg Cabot.


E ao comentar com a amiga Grasi a leitura, ela disse, ah esse é um dos livros (terceiro) de uma coleção da Meg Cabot, que eu descobri ter 5 volumes:

Tamanho 42 Não é Gorda; Tamanho 44 Não é Gorda; Tamanho Não Importa; Tamanho 42 e Pronta para Arrasar e A Noiva é Tamanho 42.

E depois de pensar um pouco eu lembrei já ter lido um deles... e comecei a procurar nas minhas anotações literárias e nada de encontrar qual já tinha lido... fui até a casa dos meus pais e encontrei minha primeira caderneta de registro de filmes, séries, livros e shows (de 2007) e lá eu encontrei o livro: o primeiro: Tamanho 42 Não é Gorda, lido em 2007.

Mas assim, mesmo havendo uma sequência, e tendo ai, um livro no meio e meros 14 anos entre uma leitura e outra, não senti que a leitura ficou prejudicada, pois é um livro leve, de escrita gostosa, divertida, apesar de ter uma trama que, ao começar a ler, parece ser bem água com açúcar, e no desenrolar, se mostra até um pouco romance policial hehe...

Para lembrar quem é a protagonista desta história, estamos falando de Heather Wells, é ela que conta a narrativa do livro, ela foi uma cantora teen quando adolescente, super famosa, e agora foge aos padrões, trabalhando em uma universidade, e mantendo um corpo digamos assim “fora do padrão”, para os “padrões” (não que eu concorde com eles, pois quem me conhece sabe que eu sou beeeem fora dos padrões).

Neste livro ela já passou dos 30 anos e mora de favor no apartamento do ex cunhado, Cooper (por quem nutre uma paixão que não quer admitir), namora – escondido – Tad, o seu professor de matemática, e trabalha em um tipo de casa do estudante da Universidade de Nova York.

E mais um dia começa, e tem tudo para ser um dia comum, ou não, pois Heather resolveu sair para correr com seu super namorado, mas, primeiro: ela não está acostumada a acordar tão cedo, já que mora ao lado do trabalho (então pode acordar faltando praticamente 5 minutos para começar a trabalhar); segundo, ela não está acostumada a correr, e já nos primeiros 30 segundos, percebeu que tinha sido uma má ideia... então, não sei se tem tudo para ser um dia comum... e no final das contas não, aquele não seria de jeito nenhum um dia comum.

Depois do que pareceu uma São Silvestre, Heather seguiu para o trabalho e lá ela teve a certeza de que aquele, definitivamente, não seria um dia comum... ao entrar em sua sala de trabalho ela encontrou Owen Broucho, diretor interino do Conjunto Residencial Fischer Hall, e, no caso, seu terceiro chefe em menos de um ano, morto dentro de sua sala de trabalho, e não simplesmente morto, assassinado com um tiro que atravessou sua cabeça.   E como ela quase não gosta de um mistério e mesmo indo contra todos os pedidos e alarmes dentro do seu ser dizendo para ficar longe de tudo isso, ela resolveu que deveria desvendar o mistério por trás da morte do seu não tão amado chefe.

Todos os indícios apontavam para um jovem chamado Sebastian, porém, no desenrolar do livro, prova-se que o obvio não é tão obvio assim.  Mas daqui para frente, se escrever muito mais, é capaz de rolar uns spoilers meio comprometedores demais, apesar de que, pelo ano do livro (2011), talvez todo o mundo já tenha lido o livro e conheça muito bem a história... hehehe... Enfim, adorei a escolha do primeiro livro do ano e espero que continue assim com os demais.

Já estou lendo outro que estou amando, mas já estou demorando um pouco mais para terminar, assim como demorei para terminar de escrever este texto de apenas algumas linhas... o que demonstra que o otimismo das primeiras linhas precisa ser persistente para vencer a avalanche que o dia a dia nos impõe.

Mas e ai, vocês já leram este livro? Conhecem a história? Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

A Garota no Trem

 Oi Pessoal, tudo bem com vocês?

Como disse na semana passada, este texto eu escrevi ano passado no meu caderno, mas não passei pro PC e ele acabou ficando “esquecido”.

Passo por aqui para escrever sobre o livro que li nas minhas férias de agosto... um livro de leitura voraz, uma daquelas leituras que fazia muito tempo que não tinha e que foi tão tão bom ter... sabe aquela sensação de prazer ao ler? Então, foi essa a sensação ao ler este livro.

Foi a leitura das mini férias de uma semana. Férias de agosto, férias de pandemia... aí vocês me questionam... pegar férias na pandemia? Você não está em casa? Sim, estou em casa, em home Office, trabalhando mais do que se estivesse fisicamente no meu ambiente de trabalho.

O home Office se mostra cada vez mais desafiador e mais cansativo, confesso. Enfim, mas o foco aqui não é esse.

O foco aqui é a leitura... em 5 dias de férias consegui ler um livro, um livro que foi escolhido aleatoriamente, que estava a muito tempo no meu kobo... sabe aquelas histórias que você se envolve totalmente e não quer parar por nada? Sorte que Dona Maria colaborou aqueles dias e as pausas eram só pra fazer almoço, hehe...

Então vamos ao livro: A Garota no Trem, de Paula Hawkins conta a história de Rachel e depois de conhecê-la, eu nunca mais farei uma viagem de ônibus (faço poucas) da mesma maneira...

Rachel sai de casa todos os dias rumo a Londres como se fosse para trabalhar, mesmo já fazendo meses que ela está desempregada. Mas prefere manter a rotina a ter que contar a verdade para sua colega de casa, que a abrigou depois do seu divórcio.

Durante o trajeto de trem ela tem em sua companhia uma garrafa de água, mas o líquido que está ali dentro não é bem água, pelo menos não água que passarinho bebe.

Em seu percurso diário, o trem tem uma parada em um sinal vermelho “obrigatório”, ou seja, este sinal sempre fica vermelho ao passarem por ali. E é bem neste trecho que o trem passa próximo a  duas casas “especiais”, digamos assim, a primeira delas onde Rachel viveu com seu ex marido, Tom, e onde hoje ele vive com Anna, sua atual esposa e sua filha; e a segunda, o número 15, onde vive o casal Jess e Jason (nomes que Rachel inventou, para ela são estes os nomes que combinam com eles). Para Rachel, eles são o casal perfeito, amoroso. Eles são lindos e tem a vida que qualquer casal gostaria de ter, pelo menos é isso que ela acha, que ela criou em sua mente. É esta a fantasia que ela vive todos os dias ao passar por ali... é esta a expectativa dela, que chega a criar certa ansiedade diária quando está chegando perto daquele sinal, pronta para vê-los e saber o que estão fazendo hoje.

Mas um belo dia tudo isso muda, pois Rachel vê algo que a deixa profundamente perturbada. Ela vê Jess com outro... Jess está traindo Jason. Como ela pôde?

Dias depois Rachel descobre que Jess, que na verdade se chama Megan, está desaparecida.

Achando que pode ajudar com o desaparecimento de Jess/Megan, Rachel procura a polícia para contar o que viu naquela manhã, durante a breve parada do trem, porém, pelo histórico de embriaguez, ela não passa muita credibilidade, já que o uso excessivo de álcool tem comprometido a sua memória e sua aparência.

Mesmo não sendo levada a sério, ela acaba se envolvendo em toda aquela situação de uma maneira que jamais imaginaria.

No desenrolar da história, as vidas de Rachel, Anna (a atual do seu ex)  e Jess/Megan acabam se relacionando de uma maneira muito intrigante, o que deixa este thriller psicológico impossível de largar. Ah, tem o filme pessoal, que é bonzinho, mas não chega aos pés do livro, como quase todos os filmes baseados em livros, claro hehe!

Mas vou parando de escrever por aqui, para evitar spoilers que comprometam a boa leitura que é este livro!

E vocês, já leram este livro, o que acharam? Vamos conversar?

Bjo, bjo