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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Os Meus 40 Anos



Este ano, em agosto, completo 40 anos!

E eu acho que isso está me afetando um pouco... ando meio triste, cabisbaixa... 40 anos, Meu Deus... eu tô ficando velha... Socooooorro!

É, parece bobeira, mas a idade começou a pesar. Muitos dizem que a vida começa aos 40 e, de certa forma, concordo, afinal, minha vida mudou totalmente muito próximo dos 40 anos.
Existem aqueles que dizem que a mulher, quando completa 40 anos, está na Idade da Loba!
E olha que em termos físicos, eu até que não posso reclamar... quem olha para mim, diz que tenho menos idade... apesar do sobrepeso me assombrar novamente e contribuir para a tristeza que me assola. Mas apesar de gordinha, já cheguei a ouvir que eu durmo no formol... não não, pelo menos nisso, a genética me favoreceu. Até espinhas eu ainda tenho (de vez em quando só, kkk)! (aff)

Se eu for comparar com o que pensava dos 40 anos quando eu era uma criança e uma adolescente, hoje eu teria praticamente toda a cabeça branca e quem sabe até já seria avó, kkkkk 
Como os conceitos mudam não é mesmo? Hoje me vejo jovem... no documento, o ano 79 de nascimento, mas na cabeça, e na vida, uma realidade totalmente diferente. Me sinto “jovem”, ou menos velha do que me imaginava. Mas como eu disse, isso não quer dizer que o peso da palavra QUARENTA não esteja meio “forte”.

Eu nunca imaginei que estaria completando 40 anos com uma filha pequena (hoje com 1 ano e 2 meses), muito menos que seria “recém casada” (em dezembro completamos 2 anos de casamento). Confesso que imaginava ter minha casa própria e ainda pago aluguel, mas foram consequências da vida... e também, dos programas de financiamento que acham que se eu quero fazer um financiamento eu tenho 100.000,00 pra dar de entrada... se eu tivesse esse dinheiro, não estava pedindo pinico pro banco. Enfim... tudo é bem diferente do que eu imaginava... e é bom, não entendam mal. Não estou reclamando, me queixando, apenas constatando que os 40 anos chegaram, que me parecem pesar um pouco, mas que eu estou preparada para enfrentar o que vêm pela frente. 

O texto abaixo valida minha fala :

"Há algumas décadas, uma mulher dessa faixa idade já era uma senhora e se aproximava do fim da vida. Não podia usar os braços de fora e nem tomara-que-caia que seria um escândalo, porque ela já estaria velha", diz Hilaine. Hoje em dia, as mulheres de 40 ainda estão engravidando ou têm filhos pequenos, uma vez que estavam ocupadas demais investindo na carreira e com uma vida social agitada.

Sempre costumo fazer pesquisas para desenvolver meus textos... mesmo sabendo sobre o que vou escrever, me parece seguro ler o que os outros pensam sobre o mesmo assunto... então, na busca por textos que inspirassem, me deparei com muita coisa boa na internet sobre se completar 40 anos sendo mulher neste mundo onde ser mulher parece uma ofensa. Vou compartilhar agora, um trecho do texto de Claudia Freitas, que retirei do http://velhaerasuaavo.com.br/de-repente-40/:

“De repente 40
Sempre tive uma estranha relação com o tempo. Desde pequena achava que eu estava no lugar errado com a idade errada. Eu não me encaixava e, por isso não via a hora de fazer 18 anos.
Achava que sendo “de maior”, eu teria mais liberdade, poderia fazer o que eu quisesse e encontrar meu caminho. Mas logo percebi que para ser livre eu não precisava ter 18 anos. Eu precisava era ter dinheiro.
Esperei ansiosa pelos 22, 25 e, depois pelos 30 anos, acreditando que quando chegasse aí, todos os meus sonhos já estariam realizados. Entende-se por sonhos, uma boa colocação profissional, casar, ter filhos, viajar pelo mundo e por aí vai.
Percebi que como eu, as outras mulheres também se apegavam aos objetivos não atingidos para justificarem sua frenética corrida atrás do tempo perdido.
Mas o engraçado do tempo é que quanto mais se corre atrás, mais ele foge e, vou dizer uma coisa, depois dos 35 ele voa, escorre pelos dedos.
A gente deseja que pelo menos para as mulheres, o dia tivesse 36 horas. Só assim para fazer tudo o que precisa e ainda conseguir descansar.
Mas o tempo, que também é a favor da igualdade de gêneros, corre igual para todos e, aí quando menos se espera, tem 40 anos.
E juro por Deus, mesmo que todos digam que eles são os novos 30, ainda continuam sendo 40.”

Gente, querem texto mais real que esse? A gente quer crescer e depois que cresce descobre que não tem muito haver com crescer e sim com o ter... muito bom!
E ela segue me representando:

“Ter 40 anos é perceber que apesar da idade, a aparência é a mesma de quando tinha 39.
É tentar imaginar como serão as coisas daqui pra frente, como se acontecesse alguma mágica que de repente nos transformasse em uma mulher de 40.
Mas este mistério logo é desvendado com a realidade de que nada mudou, a não ser que agora se tem mais um ano de vida.
E aquela dúvida de como se comportar, como se vestir, como viver com 40 anos, logo é esclarecida pelo simples fato de que não precisa mudar nada.
Como dos 18 para os 30, aqui também as transformações acontecem gradativamente. Sejam elas internas ou externas. Como as rugas e os cabelos brancos que teimam em aparecer.
Com o tempo se percebe que o medo de ser uma “velha” é mesmo um mito, porque você vai completar 40 e, continuar exatamente igual está agora, sem falar que velha era sua avó, não é mesmo!”

Li outro texto sensacional também, que tem como título “Simplesmente, 40 anos!”, fazendo referência ao Simplesmente 30.... nele, Kátia Valéria Lima Oliveira nos diz sabiamente (https://osegredo.com.br/simplesmente-40-anos/)

Quando chegamos aos 40, descobrimos que ainda há tempo para fazer muita coisa. Que não somos tão jovens, mas que também não somos velhos. Que ainda temos sonhos a serem realizados. Mudamos o foco das nossas prioridades e não nos importamos mais com o que pensam de nós, pois temos a consciência de que, se estivermos nos sentindo bem com nosso jeito e nossas escolhas, quem nos ama verdadeiramente estará sempre ao nosso lado.
 

Outra coisa curiosa que li é a preocupação com os cabelos brancos e com as mudanças no corpo... os cabelos brancos nunca me incomodaram... já tem um tempo que eles começaram a aparecer e aumentaram muito desde que me tornei mãe.... não ligo, não ligo mesmo! Acho até um charme. Já as mudanças no corpo, essas realmente tem me incomodado. Mas elas não são decorrentes dos 40 anos, ou não são só disso... eu engordei muito durante a gestação. E não segui a tendência amamente que você emagrece... minha filha me arrancava a alma mamando, mas eu não emagreci... acho que isso é biológico na realidade... meu organismo não é tão bonzinho assim e o peso que eu “ganhei”, insiste em continuar comigo... tudo bem que também não tenho feito a minha parte... mas pensem, não adianta voltar a fazer o tratamento que fazia para emagrecer se eu não posso voltar ao mesmo ritmo de atividade física... antes da gestação, eu pedalava pelo menos 5 vezes por semana.... entre 30 e 50 km.... e isso faz muuuuita falta... tanto para o equilíbrio do peso quanto para o equilíbrio da alma. 

Hoje, estou pesando mais do que quando comecei a fazer o primeiro tratamento, em que emagreci em torno de 25 quilos.  Me pesei ontem e me assustei de verdade... estou pesando mais que o meu marido... aff... mas vamos lá, isso vai mudar! =D

Outra questão que aparece bastante é a realização de sonhos... olha, nesse quesito, preciso dizer que muito provavelmente, fazendo assim uma avaliação breve, o único não cumprido e ainda desejado, seria a casa própria... pois eu já viajei bastante (mas viajar nunca é demais, então, quero viajar muito mais ainda), estive muito com amigos, fiz novos amigos, conservei alguns antigos (mas ainda tem bastante espaço nesse coraçãozinho pra que tiver interesse em uma amizade sincera e sem interesses escusos, e resgatar amizades também são bem vindas); já saí muito, dancei, aprontei, curti.... Ah, amo o que faço no meu trabalho (mas sinto uma falta absurda – que chega a doer – de dar aulas e gostaria de voltar algum dia)... São 13 anos na mesma empresa e muito, muito aprendizado acumulado mesmo. E muita gratidão também, afinal foram esses 13 anos que ajudaram a construir o que sou hoje... física, mental e financeiramente. E , por fim, nas não o final, casei e tive minha menininha...
Então é isso, texto gigante, mas que expressa o tamanho da chegada dos 40 anos para a pessoa aqui... Espero que tenham gostado e que não tenham se cansado e desistido na metade do texto.


Mas e vocês, já chegaram aos 40? Estão chegando? Vamos conversar?

Bjo bjo

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Todo Mundo Que Vale a Pena Conhecer

Hello People... e cá estou eu para escrever sobre mais um livro finalizado: Todo Mundo que Vale a Pena Conhecer, de Lauren Weisberger.



Eu não sei se é porque eu demorei muito tempo (3 meses), para terminar de ler este livro, ou se foi porque eu criei faltas expectativas, mas eu não gostei do final dele. Terminei de ler agora (02/08) e confesso que me decepcionei um pouco.

Todo Mundo que Vale a Pena Conhecer conta a história de Bette. Uma jovem que leva uma vida mais ou menos, trabalhando para um banco local, que não tem nada de estilo e que se compreende feliz dentro desta realidade que pode-se dizer até que é meio medíocre. Pois bem, ela é a típica personagem “mocinha bobinha”, que tem uma melhor amiga, pais “cafonas” e tios refinados.

Um belo dia ela cansa desta vidinha mais ou menos e aceita as investidas do tio para buscar algo melhor e mais útil para fazer e assim começa a trbalhar numa empresa de relações públicas que organiza festas de todo tipo, de segunda a segunda. E neste novo mundo, Bette conhece todo tipo de gente, desde artistas famosos de todo o mundo, até o segurança daquela boate do momento.

Assim ela emagrece, passa a se vestir “bem” (entre aspas sim, pois o bem pra mim pode não ser para você, coisa beeeeem relativa) e sai em colunas sociais praticamente todos os dias. Ela até “ganha” um namorado de fachada, desses bad boys super famosões, desejados por todas as mulheres (e homens) da face da Terra.

Porém, o que Bette não imaginava, é que afora todos estes “ganhos”, ela perderia muito... sua privacidade, sua melhor amiga, o respeito dos pais e até do tio que foi quem a ajudou a entrar nesta nova vida.

Ela não tem mais tempo para nada a não ser frequentar festas badaladas, paparicar estrelas da mídia, e dormir pouco, muito pouco. No começo tudo é alegria e felicidade... mas com o tempo, esta vida tão agitada começa a cansar Bette... principalmente porque ela pensa ter encontrado o grande amor da sua vida, que não é o bad boy famosão, mas sim o segurança da boate badalada.

E em um momento de stress intenso, em uma grande festa que ela organizou para a empresa em que trabalhava, ela simplesmente abandona tudo e vai pra casa... desiste desta vida.

Então ela passa por aquele famoso momento depre, até que no dia do seu aniversário, meses depois de ter abandonado a festa e tudo aquilo (inclusive o seu segurança amado), ele aparece, o seu grande amor, em uma ligação, a convida para um drink e conhecer o restaurante que ele abriu, seu grande sonho de ser chef. E ai, você imaginam o que acontece né? Já imaginam o final também, não?!

Achei tão, tão sem graça, hehe... tão, tão clichê. Esperava mais romance, mais “pimenta”, mais vida... ou sei lá o que eu esperava de fato.

Enfim, talvez seja porque eu não ando lendo tanto quanto gostaria, e acabei deixando o “climax” da história se perder...

Ressalto aqui duas questões: Bette participa de um clube do livro, daqueles livros de bancas de revista, tipo “Sabrina”, romances açucarados e que sempre, sempre tem um final feliz... e isso é bem fofo nela. E também, nas minhas investidas pela  internet para ler sobre o livro, descobri que várias pessoas concordam que o livro é extenso e fraco para a autora, afinal é a autora de O Diabo Veste Prada, maaaaas, faz parte!

Mas é isso, livro extenso, longo, que me cansou e que no final das contas não recomendo.

E vocês, já leram? Curtiram? Vamos conversar?


Bjo bjo

segunda-feira, 17 de julho de 2017

As Mudanças da Vida



Agora estou aqui para falar um pouco sobre as mudanças que ocorreram na minha vida nos últimos seis (sete, ou oito) meses. 

Como alguns sabem, em novembro do ano passado, eu resolvi que era hora de partir da casa dos meus pais... tentar ser um pouco mais independente e tomar pose da minha vida de vez. 

No começo a procura por um lugar foi bem difícil, não queria sair do bairro, mas os aluguéis excessivamente caros me fizeram ter que ampliar o entorno da procura. Com a ajuda dos amigos e colegas de trabalho, fui visitar vários imóveis, até que finalmente encontrei um bacana, próximo ao meu trabalho e que cabia no orçamento. 

O processo da mudança foi muito doloroso, tanto para os meus pais quanto para mim, e também foi lento, muito lento. Mas no último dia das minhas férias de janeiro, eu tinha me mudado 100%.

Com o básico para a sobrevivência, comecei uma nova fase!

Quando vamos morar sozinhos, temos uma falsa impressão de que tudo será fácil, lindo, florido e tranquilo. Que serão só festas, bagunça e pernas pro ar. Mas não, não é assim não... muito pelo contrário, é bastante trabalho, muitas coisas para organizar diariamente, casa pra limpar, roupa pra lavar, comida pra fazer... mas também tem sim, muitas coisas boas. É o seu espaço, que você organiza quando puder e como quiser. É você aprender que sabe cozinhar sim, e que faz uma comida gostosa... é você terminar de limpar a casa e se sentir feliz e satisfeita pois ela está linda, cheirosa e bem do jeitinho que você queria.... aconchegante... e com cara de lar. 

Claro que tive que abrir mão de muitas coisas por isso!  O dimdim é sempre curto, contado e mais suado do que nunca. Ainda não tenho um guarda-roupas (e nem espaço pra isso), nem um sofá de verdade (sofá cama, eu te amo, mais você sabe que é bem velhinho e já está quase no osso, hehe).


Edit 1: Agora eu já tenho um sofá... e um armário que atende bem como guarda-roupas.


Mas a experiência é maravilhosa... o aprendizado é fabuloso... a relação comigo mesma tem melhorado muito... o amor próprio... o autoconhecimento... cada dia descubro algo diferente, novo e muito bom.

Sim, tem dias que fico triste... sinto falta dos meus pais e da Pepê... do som deles fazendo suas coisas nos cômodos ao lado. Sinto-me sozinha também... tenho medo... mas vou aprendendo a viver e conviver com tudo isso.

Foi uma escolha da qual não me arrependo. Descobri que nós geramos muito, mas muito lixo mesmo, descobri que dá pena de tomar banho e fazer comida depois que a gente deixa tudo limpinho e arrumado. Descobri também que estou crescendo e amadurecendo mais e mais. E que isto é bom, muito bom.

O saldo geral é positivo no final das contas, e assim a vida segue, traçando novos rumos, conhecendo novas pessoas, aprendendo com a vida... vivendo verdadeiramente a alegria e a tristeza de ser quem sou!

Alguns dizem que eu não deveria ter feito isso, outros que a saída foi tardia... eu acho que foi no momento certo.

Viver um dia de cada vez, aproveitando todos os momentos para crescer e ser feliz!

E vocês já passaram por esta experiência? Como foi? Vamos conversar?


Bjo bjo

terça-feira, 25 de abril de 2017

13 Reasons Why

“E se o único jeito de não se sentir mal for parar de sentir qualquer coisa para sempre?”



E cá estou eu para falar da série do momento do Netflix: 13 Reasons Why. Série que assisti em uma semana (coisa rara), mas é porque eu realmente queria saber o que levou Hannah ao suicídio e se de fato o que ela alega como motivos, eram motivos para tanto.

A série foi baseada no livro de mesmo nome, de Jay Asher, publicado em 2007.

Quando comecei a assistir, por recomendação de um amigo, comecei a ler sobre ela diversas opiniões... algumas positivas, outras negativas, mas ainda não tinha formado uma opinião própria, afinal não tinha terminado de assistir. O que podia adiantar é que o rapaz que é “foco” juntamente com Hannah, o Clay, me irritava profundamente com o seu comportamento. Mas também, como julgar né, adolescente, envolto em uma situação tão delicada.



Enfim, vamos à história. A série conta quais foram os motivos (13) que levaram Hannah Baker a cometer suicídio... quem nos “mostra” os acontecidos, na maior parte dos episódios, é Clay Jansen, aquele típico estudante do ensino médio, que não é assim tão enturmado com os populares, mas também não passa 100% despercebido.

Um dia, depois da morte da sua colega de classe e de trabalho, ele encontra uma caixa em frente à sua casa, cheia de fitas cassetes e um mapa, com instruções de como proceder. Eram fitas gravadas por Hannah... 7 fitas que descreviam os motivos que a levaram ao suicídio... ou, no caso, a identificação das pessoas que a levaram a tal e por que. As instruções diziam que cada um que fosse considerado responsável pela sua morte deveria ouvir as fitas... mas não somente a sua, todas, para entender o contexto geral, já que de toda forma, como são os seus colegas de colégio, estão relacionados e suas histórias se cruzam.

Outros já ouviram as fitas, e está na vez de Clay.... mas ele não consegue fazer isso de forma direta, ou racionalizar. Ele se envolve totalmente com cada fita e quer, de alguma forma, punir os colegas que contribuiram para a morte de Hannah. E quando ele aborda seus colegas, sempre é lembrado de que ele também está nas fitas e também é responsável pelo que aconteceu.

Se alguém decidir “dar fim” nas fitas, ou levar às autoridades, Tony, amigo de Hannah, que além de ter as cópias das fitas, tem instruções para tornar público o conteúdo das mesmas, caso isso acontecesse. E tornar públicas as gravações da menina, seria, no mínimo, vergonha aos envolvidos, pois como sempre é dito no decorrer dos episódios, cada um sabe muito bem o que fez para levá-la à morte.



É importante ressaltar que as fitas falam sobre o comportamento de cada uma dessas 13 pessoas que Hannah culpa pela sua morte! O comportamento delas com a garota... são questões de assédio moral e sexual, bullying, depressão, fofocas adolescentes, descaso de quem podia ajudar, enfim, falam sobre como o ensino médio pode ser nocivo se você não estiver “blindado” de alguma forma. Ufa.... lembrei de muitas coisas que passei no ensino fundamental e médio.... por causa do tamanho dos meus lábios... aquilo era bullying, com certeza!

Agora, voltando às críticas que li enquanto assistia ao seriado e também agora, para escrever meu post: muitos entendem que a série é um desserviço, devido ao efeito Werther, que é utilizado para designar os suicídios que seguem um modelo, que são imitados. Ou seja, tem-se o medo de que a série instigue adolescentes e jovens a comenterem o suicídio como fez a protagonista da história. E isso é preocupante, pois de fato, a intenção é alertar para o problema, porém, não há um canal de contato para promover a vida, uma central de atendimento para que aqueles que estão assistindo ao seriado e se sentem mal, possam conversar (pois nem sempre, ou na maioria das vezes, estes adolescentes e jovens não tem liberdade para conversar com seus pais e familiares sobre este assunto e os seus amigos, que tem a mesma idade, não vêem como algo sério). No caso do Brasil, este contato é através do CVV – Centro de Valorização da Vida. Inclusive, o telefone de contato do CVV é 141 e o site http://www.cvv.org.br/. Se você se sente mal, se você pensa em tirar a própria vida, procure ajuda.

Quero colocar aqui também, que fiquei muito mal depois que terminei de assistir a série. Na realidade ainda não estou 100%. Há, no decorrer dos episódios, muitas cenas fortes, de violência ao outro, de violência à si próprio, de tortura psicológica.... e não tem como não mexer com a gente uma coisa dessas. É um trabalho psicológico perigoso mesmo... e se a cabeça é fraca (ou está fraca), é possível ceder aos encantos de tirar a própria vida e deixar “recados”, culpando quem fica.

Mas apesar disto, acho que vale a pena assistir, mas tentando, dentro do possível, não se envolver, utilizando um filtro interno, pois por diversos momentos eu me senti mal, deprimida, envolvida aos extremos com tudo o que estava acontecendo por não ter feito isso. Então, bora assistir, se conscientizar e ajudar a orientar as pessoas que estão à nossa volta. Principalmente, observando o seu comportamento.

Como leitura complementar, sugiro que leiam o texto do Diário de Permambuco, postado em 10 de abril, ou seja, super recente:

E vocês, já assistiram? O que acharam? Vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 18 de abril de 2017

Macumba – Uma Gira Sobre Poder


“Ah Zumbi! Avisa Dandara, nós continuaremos aqui! Ativando nosso efó, fortalecendo o nosso axé, porque eu empodero a minha alma e meu cabelo, eu empodero a minha pele e a minha história, nada nem ninguém tem o poder de tirar a minha fé, de tirar o meu ilê, de tirar o meu dinheiro, de tirar a minha roupa. Eu sou poder! Axé!”
(Fernanda Júlia – encenadora e dramaturga)

E no Festival de Curitiba eu fui agraciada pela minha querida empresa com um par de convites para assistir à peça Macumba, uma gira sobre poder.


Confesso que de início eu não tinha certeza que seria uma boa escolha, fui atraída pelo nome, achei diferente (no mínimo)... mas ao chegar lá na Sociedade 13 de Maio, já na entrada, tive certeza que sim, foi uma ótima escolha.

Como eles mesmo chamam, que espetáculo cênico (espetáculo pois engloba teatro, música, dança e artes visuais) emocionante, que boa descrição de empoderamento do negro e também da mulher. Este espetáculo faz parte do Projeto Macumba, que é contemplado pela Bolsa Funarte de Fomento a Artistas e Produtores Negros de 2014. Sem querer entrar em mérito nenhum, ter que ter um fundo próprio já é um grande pré-conceito, mas também, é uma dádiva, pois nos proporciona ensinamentos como os passados nesta bela apresentação.

“Empoderar-se significa, além de ter acesso a todos os direitos de cidadania, conhecer a sua história, ter consciência da sua cultura e identidade. O negro tem poder? Onde o negro tem poder? Por meio de um espetáculo afrografado e afro centrado, a Companhia Transitória convida a todas e todos para uma reflexão, para um provocação. O que é poder? Como se tem poder? (Fonte: http://www.bemparana.com.br/noticia/495789/macumba-uma-gira-sobre-poder-e-o-empoderamento)

O cenário “montado” já mostra que o foco é desmistificar, pois a platéia fica em volta dos artistas, o cenário é como uma cruz ou um sinal de mais... e não há cenário na realidade, apenas as falas (e que falas) de 4 atores (homens e mulheres), descrevendo a questão do empoderamento do negro e das mulheres, do racismo, solicitando o reconhecimento dos valores e da cultura negra neste país tão negro e tão preconceituoso. Inclusive, mostrando diversos negros que são “podres de ricos”, indo contra o pré-conceito de muitos.

E as músicas, ah, as músicas... músicas criadas para este espetáculo, músicas que nos envolvem de tal forma e quando nos damos conta, já estamos cantando junto, e batendo palmas e pés e vibrando com toda aquela energia positiva, com todo aquele axé.

O que dizer, simplesmente que, se você ainda não assistiu, e tiver oportunidade, assista, pois você vai sair de lá mais leve, mais feliz, mais centrado.... e mais do que tudo, você sairá com mais conhecimento sobre uma cultura que é nossa!








E aí, vamos conversar?

Bjo bjo

quinta-feira, 30 de março de 2017

A Teoria de Tudo

Eu sei que pra variar estou bem atrasada, mas só agora que liberou no netflix o filme, então vamos assistir hehe!

Enfim, hoje eu quero falar com vocês sobre o filme “A Teoria de Tudo”, filme baseado no livro de mesmo nome (livro escrito pela primeira esposa do protagonista), filme biográfico que conta a história, ou pelo menos parte dela, da vida do chamado “gênio”, o físico, Stephen Hawking.


 Ao ler diversas resenhas para escrever aqui no blog, observei muitas críticas ao filme. Eu não li o livro, então não sei se ele foi fiel ou não a história escrita, porém, eu me encantei com o filme. Mesmo as pessoas tendo dito que ele era voltado apenas para o primeiro matrimônio de Stephen e dizendo que romantizaram demais tudo. Mas vamos combinar, é um filme, é baseado em e não fidedigno.... então tem que ser comercial, certo? E se romantizar o torna comercial, então...

Bom, o filme é de 2014,  mas só essa semana eu o assisti.  E eu realmente gostei do que vi.

É muito importante aqui, ressaltar a atuação de  Eddie Redmayne como o protagonista. Ele realmente se transformou para fazer o papel e chega a incomodar a interpretação do ator. Na minha opinião, uma das melhores atuações que já vi por ai. Seus movimentos e expressões quando a doença começa a acomoter Stephen, a debilidade física que o assola, aff, muito bom mesmo.

Mas vamos a história do protagonista e também ao filme. Stephen Hawking é o autor da teoria sobre os buracos negros. Brilhante desde muito jovem, tem o diagnóstico precoce de uma esclerose lateral amiotrófica – ELA (doença incurável que leva à perda dos movimentos), que o fez perder os movimentos das pernas, braços, entre outras coisas, deixando seu corpo “preso” em uma cadeira de rodas.

Ao ser diagnosticado, o médico lhe dá apenas 2 anos de vida, porém, contrariando todas as expectativas, ele teve uma vida praticamente normal(logicamente, dentro das suas limitações). Casou, teve filhos... e dentro de tais limitações, conseguia até cuidar dos seus filhos.


E a história discorre sobre suas teorias e descobertas, e seu relacionamento... com todos os altos e baixos de um relacionamento, principalmente com alguém tão debilitado.

Em determinada altura de sua vida, Stephen entra em coma e sua esposa, Jane, contrariando todos os pedidos médicos, pede para reanimá-lo. Para que isso acontecesse, foi necessário fazer uma traqueostomia que o deixou mudo... então, além dos movimentos seriamente comprometidos, agora Stephen não falava também.

Porém, isto não foi impeditivo para que continuasse sendo brilhante. Com a ajuda de um computador acoplado a sua cadeira de rodas, ele conseguia se comunicar através de uma voz robótica, porém, conseguia assim, continuar com a sua vida praticamente “normal” se assim podemos dizer.

A doença, em nada prejudicou o seu cérebro e ele continuou sendo um homem brilhante, inteligente, que desenvolvia teorias (e queria sempre prová-las fatos) e escrevia livros... além de ministrar palestras sempre lotadas com pessoas que queriam aprender com ele.

É interessante observar a relação de Stephen com a sua esposa... primeiro pois aquela moça linda se apaixona pelo nerd da turma, contrariando o que todos “achariam normal”. Depois, pois a sua dedicação ao marido quando sua saúde fica mais e mais delibitada é lindo de ver. Ela realmente vive em função dele, de cuidar, de apoiar, de ajudar em tudo o que era possível para que sua vida fosse boa, confortável.

Não que ela não se cansasse ou ficasse triste e desanimada, mas o amor era maior que isso... pelo menos até um ponto da vida, quando ela percebeu que ele também já não a amava mais... e assim eles se separaram, mas certamente essa mulher tem lugar garantido no céu hehe! Ele casa-se novamente (com sua cuidadora), e ela se envolve com um homem que já tinha feito parte de suas vidas anteriormente e tinha se afastado.

O filme acaba, mas a vida do protagonista não... então, vale a pena ler sobre ele, pois afinal de contas, é alguém que faz a diferença conhecer.

Ah, é importante dizer que o meu texto foi baseado no filme assistido, mas também no site:

E vocês, já viram este filme? Conhecem a história de Stephen Hawking?


Vamos conversar? 
Bjo bjo