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terça-feira, 18 de abril de 2017

Macumba – Uma Gira Sobre Poder


“Ah Zumbi! Avisa Dandara, nós continuaremos aqui! Ativando nosso efó, fortalecendo o nosso axé, porque eu empodero a minha alma e meu cabelo, eu empodero a minha pele e a minha história, nada nem ninguém tem o poder de tirar a minha fé, de tirar o meu ilê, de tirar o meu dinheiro, de tirar a minha roupa. Eu sou poder! Axé!”
(Fernanda Júlia – encenadora e dramaturga)

E no Festival de Curitiba eu fui agraciada pela minha querida empresa com um par de convites para assistir à peça Macumba, uma gira sobre poder.


Confesso que de início eu não tinha certeza que seria uma boa escolha, fui atraída pelo nome, achei diferente (no mínimo)... mas ao chegar lá na Sociedade 13 de Maio, já na entrada, tive certeza que sim, foi uma ótima escolha.

Como eles mesmo chamam, que espetáculo cênico (espetáculo pois engloba teatro, música, dança e artes visuais) emocionante, que boa descrição de empoderamento do negro e também da mulher. Este espetáculo faz parte do Projeto Macumba, que é contemplado pela Bolsa Funarte de Fomento a Artistas e Produtores Negros de 2014. Sem querer entrar em mérito nenhum, ter que ter um fundo próprio já é um grande pré-conceito, mas também, é uma dádiva, pois nos proporciona ensinamentos como os passados nesta bela apresentação.

“Empoderar-se significa, além de ter acesso a todos os direitos de cidadania, conhecer a sua história, ter consciência da sua cultura e identidade. O negro tem poder? Onde o negro tem poder? Por meio de um espetáculo afrografado e afro centrado, a Companhia Transitória convida a todas e todos para uma reflexão, para um provocação. O que é poder? Como se tem poder? (Fonte: http://www.bemparana.com.br/noticia/495789/macumba-uma-gira-sobre-poder-e-o-empoderamento)

O cenário “montado” já mostra que o foco é desmistificar, pois a platéia fica em volta dos artistas, o cenário é como uma cruz ou um sinal de mais... e não há cenário na realidade, apenas as falas (e que falas) de 4 atores (homens e mulheres), descrevendo a questão do empoderamento do negro e das mulheres, do racismo, solicitando o reconhecimento dos valores e da cultura negra neste país tão negro e tão preconceituoso. Inclusive, mostrando diversos negros que são “podres de ricos”, indo contra o pré-conceito de muitos.

E as músicas, ah, as músicas... músicas criadas para este espetáculo, músicas que nos envolvem de tal forma e quando nos damos conta, já estamos cantando junto, e batendo palmas e pés e vibrando com toda aquela energia positiva, com todo aquele axé.

O que dizer, simplesmente que, se você ainda não assistiu, e tiver oportunidade, assista, pois você vai sair de lá mais leve, mais feliz, mais centrado.... e mais do que tudo, você sairá com mais conhecimento sobre uma cultura que é nossa!








E aí, vamos conversar?

Bjo bjo

sábado, 24 de setembro de 2016

Lemoskine convida Fernanda Takai



E no domingo, dia 18 de setembro, eu tive o prazer de ver dois grandes artistas juntos no palco. E quase que não deu, como coloquei no face, tudo conspirando contra... é carro que perde a vida, é chuva que chega, entre outras coisas que não vêm ao caso... mas no final das contas, com a ajuda da amiga Lu (super carona de ida) e com a companhia da sempre companheira Mamys Poderosa (encarando a aventura sem carro – incrível como somos dependentes dessa máquina), fomos para a Fiep assistir a este belo espetáculo.

Só para contextualizar como funciona este esquema de Lemoskine convida Fernanda Takai, esta parceria se deu através do Projeto Sesi Música, que busca reunir artistas locais e nacionais para valorizar esta conexão musical.

O Rodrigo Lemos já tem contato com o Pato Fu desde a época da Poléxia e o John Ulhoa produziu o seu CD Toda a Casa Crua, então, parece natural que ele divida o palco com a Fernanda Takai... e gente, foi tão lindo.

O show iniciou com músicas do Lemoskine, do CD Pangea I Palace II, e também do Toda a Casa Crua, e em certa altura da apresentação chegou a Fernanda Takai, para abrilhantar a noite. A parceria na voz foi muito interessante, e a escolha das músicas também... não tinha como ficar parada... eram mãos, pés e cabeça mexendo... fora o coro hehe... não tinha como não cantar todas as músicas junto. E não podemos esquecer dos momentos em que assobiamos, batemos palmas, estalamos os dedos hehe! Tudo parte do show.

Parceria perfeita... espero que se repita! Saí de lá com as energias renovadas, pronta pra encarar a semana bem mais motivada.

Obrigada Rodrigo Lemos, obrigada Fernanda Takai, por deixarem nossa cena musical muito melhor! =)

E vocês, curtem o som dessas feras? Estiveram no show? Vamos conversar?

Bjo bjo

 


terça-feira, 14 de junho de 2016

Pedalar é Vida! S2



A evolução da pessoa com a bicicleta tem sido linda!!!!

Pois é, o que se iniciou como uma necessidade, se tornou um vício, confesso que para algumas pessoas tenho me tornado até chata, mas que se dane (ops), tem tanta gente chata nesse mundo, pelo menos eu sou chata por uma coisa legal, hehe!

A questão é que eu tenho pedalado todos os finais de semana (ou quase todos)... e pasmem, descobri que é legal pedalar em turma.

Antes, quando comecei e até algum tempo atrás, eu curtia pedalar sozinha... fazia o meu pedal até o parque, dava a minha volta por lá e boa... e eu super curtia, um momento só, mas não sozinha! Um momento de introspecção, de reflexão... e era louco de bom. Volta e meia, a amiga Lu ia comigo, mas não era sempre... a mãe também, quando podia, me acompanhava... mas era bem raro.... e não era ruim, estava muito bom!

Mas de repente, um casal de amigos resolveu se juntar a mim (Tati e Júlio), mais a Lu.... e mais outra amiga, e mais outro... e mais outra... e estes últimos, pessoas que conheci nos últimos tempos.... e não é que é divertido pedalar em turma?! Mudam as reflexões, a gente faz a biketerapia como costumamos dizer... mas elas não deixam de existir... e são ótimas também!

E mais, a gente vai mais longe juntos... literalmente!

Tudo começou com uma pedalada com a mamys poderosa, no feriado de Tiradentes.... resolvemos “tentar” chegar até o Passeio Público... só pra ver se dava, se a gente aguentava... e devagar e sempre, chegamos, e foi muito tranquilo, pois tem ciclovia e ciclofaixa até lá, então é muito sossegado mesmo.

Naquele mesmo final de semana convidei os amigos e voltamos lá... e no outro final de semana estávamos no Bosque do Papa... e no outro, Parque São Lourenço! Parques estes últimos que eu não visitava desde a minha infância. Em outro final de semana, fomos na Feirinha do Largo da Ordem... e desta vez, quem nos acompanhou em boa parte do trajeto foi a chuva... sim, pedal com chuva. Mas pra quem gosta do que faz, nada é empecilho.

Isso é bem importante enfatizar, não tem tempo ruim não... pode estar frio, estamos lá, firmes e fortes.... um pouco mais cheios de roupas (menos o Tiuzão, hehe), com capas de chuva se ela resolve aparecer... lenços nos pescoços, luvas mais grossas... mas o importante é ir e ter aquela sensação gostosa que só o pedal consegue proporcionar.

Vocês podem até achar que é um certo exagero, mas só pedalando pra entender... o destino mais longo que fizemos foi o Parque São Lourenço, o que deu praticamente 30km (da minha casa até lá, ida e volta), e tudo com ciclovias e ciclofaixas, com alguns motoristas nos respeitando e dando a vez nos cruzamentos, com muitos bons dias dos passantes, com sorrisos e até algumas pescarias como alguém por ai diria, hehe!

Fomos também até o I Encontro de Food Kombis que rolou ao lado do Shopping Total, lá no Portão.... e essa aventura foi a que envolveu o trecho com maiores subidas.... mas também bem interessante... e foi o que envolveu o trajeto sem ciclovias e ciclofaixas, porém, até que foi tranquilo, mas acredito que isso se deve muito ao fato de que era domingo e o trânsito está mais calmo.

Ainda vamos para o Náutico e o São José... pois quando não podemos nos demorar muito, eles são a nossa melhor opção, e no final das contas a gente acaba demorando de toda forma, pois a hora passa que a gente nem percebe quando está pedalando.

A questão é que pedalar é vida.... se você ainda não pedala, o que está esperando? Não tem bike? Ah vários lugares que alugam bike, por período, por hora... procurem se informar nas suas regiões.... vocês vão ver o quanto é bom e vão querer comprar as suas, né Danutha? Hehe...


Pode até ser que alguns digam que comprar uma bike é caro... e é verdade, é caro, mas o retorno que ela dá, é muito maior que o custo dela, pois além da saúde, é a satisfação pessoal, é o relacionamento com as pessoas, é o contato com a natureza, é conhecer a cidade através de uma outra visão, por outros caminhos... experimente, tenho certeza de que você vai curtir!

Bjo bjo!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Leoni - Trajeto Lumen



E ai pessoas, tudo bem com vocês?

Hoje eu estou aqui para compartilhar um final de tarde delicioso que eu tive no dia 14 de dezembro, lá no Largo Curitiba (que fica dentro do Shopping Curitiba), participando do Trajeto Lumen, que é uma iniciativa realizada pela Rádio Lumen, de trazer músicos/bandas do Brasil para um bate papo que é transmitido ao vivo na rádio, onde há inclusive interação com o público presente no shopping. E quem estava nesta ocasião foi o Leoni, músico e compositor que faz parte da trilha sonora da minha vida a muito tempo. A última vez que o vi ao vivo foi em 17 de abril de 2009, ocasião em que ele esteve na FNAC para um bate papo musical. Naquele dia até pedi um autógrafo em um guardanapo hehe... coisa de iniciante.

Desta vez até comprei o CD que ele está lançando: Notícias de Mim, para pegar um autógrafo adequado, mas não consegui senha... não deu tempo! Hunf, mas tudo bem, valeu a pena aquela uma hora de boa música e de uma boa conversa, pois eu preciso dizer para vocês que ele fala muito bem. Cara politizado, coerente, inteligente pra caramba... =)

Foi muito bacana olhar ao redor e constatar várias gerações ali reunidas para ouvi-lo, sinal de que as suas letras são parte da vida de adolescentes, jovens, adultos... um cantor atemporal, muito a frente do seu tempo. Canções que falam da vida, do amor, da realidade do dia a dia, de política...

Durante o bate papo ele contou um pouco sobre a sua história com a música e também sobre algumas das suas composições, como elas aconteceram... e também sobre as parcerias em algumas músicas... como elas surgiram. São muitas histórias interessantes.

É muito bacana saber as histórias das músicas, como elas surgiram, por que elas passaram a existir... o que as inspirou... qual era o momento na vida do compositor que o fez escreve-las... enfim, foi lindo!



E é isso... se vocês não conhecem o Leoni, ou se faz tempo que não ouvem nada dele, entrem no site http://www.leoni.art.br/ e divirtam-se!!!!

Mas e ai, vocês estiveram lá no Trajeto Lumen? Vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Corrente Cultural



Olá Pessoal... e finalmente algo me inspirou para escrever!

*-*

E na semana que passou aconteceu a Corrente Cultural em Curitiba... e foi uma coisa linda! =D
E eu resolvi me libertar da preguiça e do desânimo, convidei um casal de amigos e fui curtir um domingão super cinza (traço característico da nossa amada Curitiba), com uma chuva que ia e voltava a todo momento, mas que não impediu que o Centro Histórico da cidade estivesse forrado de pessoas para prestigiar os bons músicos que nossa capital tem.

Pra começar: Lemoskine no Palco das Ruínas de São Francisco, apresentando o seu novo disco Pangea I Palace II... gente, é muita energia boa emanada daquele som. Se vocês não conhecem, precisam ouvir...http://www.deezer.com/album/10864836 e para saber mais do Rodrigo Lemos, visitem o seu site:  http://www.lemoskine.com/





Depois uma pausa para o almoço no Quintal do Monge, onde degustei um delicioso sanduíche de filetes de mignon com muito queijo e batata frita... acompanhado de uma cerveja Klein Weiss que eu descobri que deve ser tomada com carnes brancas e queijos, mas enfim, caiu bem com a minha carne vermelha mesmo hehe!



Após este almoço delicioso, rumamos para o TUC, onde o show da vez era a Banda Gentileza. O show já havia começado e estava bombando... faziam muitos anos que eu não assistia a um show deles... e também, não conhecia as músicas novas, mas levei sorte, pois eles mesclaram as novas, com as velhas conhecidas. Mas de toda forma, a diversão e a irreverência das letras continuam e deu pra cantar, rir, pular, dançar... foi demais! E ainda fechei dando uma de fã tiete, comprei CD, pedi autógrafo, tirei foto... hehe. E eles ainda me zoaram na dedicatória... figuras!
E vocês, conhecem esses meninos? Não? Então visitem: http://www.bandagentileza.com.br/



De lá voltamos para as Ruínas e encaramos um rock nas veias... com o show da Relespública, onde o Fábio Elias convidou vários artistas para dividirem o palco com ele e fazerem um som de responsa. Neste momento o tempo super colaborou e não teve um pingo sequer de chuva! Acho que São Pedro curte um rock hehe!

E pra fechar com chave de ouro, no Palco da Boca Maldita.. um show que eu achei que nem fosse curtir na realidade, pois ele não estava na minha listinha... o show do Diogo Nogueira... e olha que eu até me diverti, até dancei hehe! Mas o melhor desse show na realidade foi ter os amigos queridos ao meu lado, mesmo que só por um tempinho, sem conversar, só curtindo um som, dando risada e achando ruim que o “câmera men” não sabia nem focalizar o dito do Diogo Nogueira direito na tela, né pessoal? E o bêbado perturbando? Sempre tem um desses no meio de um show assim, hehe... aff! Comédia...



Mas o que eu quero enfatizar disso tudo é que foi bom sair de casa apesar de estar podre podre ontem e ter trabalhado meio que no piloto automático... pois os últimos tempos foram tão difíceis por tantos motivos, eu merecia um refresco assim! E também, é importante dizer que a Corrente Cultural estava muito bem organizada, pelo menos o que eu pude ver e participar e que toda a equipe que trabalhou para isto está de parabéns.

São eventos como estes que devem estar em destaque nos jornais da TV... que a nossa cidade deixe de ser evidência por causa de corrupção, violência no trânsito e ausência de punições, casos mal resolvidos de jovens mortos, entre outras situações bem conhecidas por todos. Claro, eu sei que estas coisas acontecem todos os dias e que devem ser divulgadas, mas é triste ligar a televisão e saber que a cidade onde você mora se tornou destaque no noticiário nacional apenas por coisas ruins, apenas por vergonheira política ou violência.

Que sejamos destaque por um evento cultural bem organizado, com bandas locais que tem música de qualidade (um viva para os shows nacionais também, ok hehe – sou bairrista, confesso), pelo povo que sabe se divertir e é educado... que procura uma lata de lixo para jogar a latinha da cerveja, o palitinho do kreps... ou seja lá o que gerou de lixo. Ou que guarda na bolsa ou no bolso da calça pra jogar assim que encontrar a primeira lixeira no seu caminho! Ou que dá o seu lugar para o senhor que está de bengala... ou que deixa a mulher com a criança ficar na sua frente para poder ver o show melhor... que divide o guarda-chuva... e tudo isso regado a uma garoa que vinha e voltava... que quis se fazer presente na maior parte do domingo, mas que nem por isso fez o povo não comparecer.

Ufa, é isso... a Corrente Cultural foi linda e deixou uma Mel mais feliz! Amigos queridos, obrigada por aceitarem o meu convite... sua companhia foi de extrema importância... aos que apareceram depois, foi muito, muito bom revê-los também! Bandas do meu coração, obrigada... suas músicas sempre fizeram e farão parte da minha rotina diária... vocês sabem disso! =)

E é isso ai, espero que tenham gostado deste texto, primeiro depois de um longo tempo sem escrever “de verdade”.

Mas e vocês, estiveram na Corrente Cultural? Curtiram? Sim? Não?  Vamos conversar?

Bjo bjo