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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Toda Luz que Não Podemos Ver

Olá pessoal... e este foi um daqueles livros difíceis de ler.... senhor, foi muito tempo pra finalizar. A leitura iniciou em setembro de 2024 e só consegui finalizar no dia 01 de janeiro deste ano. Levei 3 meses pra ler um livro de 528 páginas, escrito por Anthony Doerr.

A escolha deste livro se deu por ter assistido à minissérie na Netflix. São 4 capítulos que me arrebataram. Achei a história linda e como foi algo tão bem feito televisivamente, pensei, é claro, tenho que ler o livro, vai valer a pena. E vale, mas é uma leitura difícil mesmo assim!

Porém, neste momento, eu esqueci de que o livro sempre é muito mais detalhista, muito mais denso e neste caso, a história descreve de forma muito minimalista a guerra e por diversos momentos isso cansa. Corro o risco de pecar aqui, de que ofenda alguém com essas palavras, mas foi assim que me senti!

Mas vamos à história deste super livro. Ele conta a história de Marie-Laure e de Werner. Elas são contadas de forma distinta, um capítulo sobre um e depois outro, sobre o outro....

Marie-Laure é uma menina que vive com seu pai, que é chaveiro no Museu de História Natural de Paris, lá enquanto o pai cuida de milhares e milhares de fechaduras, Marie-Laure vive o seu conto de fadas à reverso, pois ainda muito pequena ela ficou cega e agora vê com os olhos do coração., o que não a impede de viver uma vida plena, dentro de suas limitações.

Seu pai, um artesão de mão cheia, construiu uma maquete do bairro aonde moram, e através dessa maquete ela conhece as ruas, os estabelecimentos comerciais, e consegue se locomover sem maiores problemas pela região... normalmente seu pai sempre a acompanha, contando bueiros e postes para ela ter um critério de localização e distâncias.

Suas vidas mudam com a ocupação de Paris pelos nazistas e eles precisam se refugiar em Saint-Malo, levando consigo poucos pertences pessoais, além de um tesouro inestimável do Museu que foi confiado ao seu pai.

No outro “lado da história”, temos Werner Pfenning, um menino que fica órfão após a morte de seu pai nas minas de carvão em uma região da Alemanha, e que agora vive com sua irmã mais nova, Jutta, em um orfanato. Ele e a irmã costumam sair em busca de relíquias, que são os lixos descartados pelos outros e é assim que Werner pega um rádio quebrado...  e sozinho, aprende sobre seu funcionamento, como montar e desmontar, como identificar defeitos e arrumar e assim, leva vida ao orfanato através das histórias e músicas que consegue sintonizar em seu rádio feito com peças descartadas pelos outros.

A habilidade que Werner tem com os rádios não passa despercebida pelos oficiais alemães no momento da guerra e ele é “convidado” a ingressar numa escola nazista, onde o foco é se preparar para o combate e no caso de Werner, aprender mais sobre rádios transmissores com oficiais mais velhos.

Seus talentos o levam para uma missão muito importante nos campos inimigos, identificar/localizar transmissões de rádio que passam dados aos aliados. No começo Werner se sente muito importante afinal, está utilizando o que mais gosta para ajudar ao seu país... mas com o passar do tempo ele percebe que aquela atividade não é tão nobre assim, que suas ações levam a muita morte e tristeza.

Ao ser designado para Saint-Malo para identificar transmissões ilegais, as vidas de Werner e Marie-Laure se cruzam brevemente.... é um relato muito fiel, apesar de ser uma ficção, sobre os males da Segunda Guerra Mundial.

Em paralelo temos a história da busca pelo tesouro inestimável levado pelo pai de Marie-Laure quando fugiram de Paris. Seu pai é perseguido e preso por conta disso, pois a pedra que lhe foi confiada, segundo as lentas, tem o poder de “dar a vida eterna” à quem a possuir.

E por aqui paro, pois são muitos detalhes, muitos desdobramentos e uma riqueza de detalhes sensacional. Aos que gostam de livros sobre guerras, recomendo, aos que já leram, vamos conversar?

Bjo bjo

 

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Apenas Um Ano

 Oi Pessoal, olha eu ai outra vez... e senhores, como é difícil escrever sobre um livro que lemos a mais tempo e não fizemos anotação nenhuma no decorrer da leitura. Quando eu não demorava para escrever os textos era mais fácil hehe!

Agora tenho feito as leituras ladeada por um caderno e uma caneta e isso tem facilitado muito as coisas... tanto que já estou no terceiro livro depois desse, os dois seguintes já com resenha feita e postada e agora que estou conseguindo sofridamente escrever sobre este, apesar de ter amado cada página lida.


Mas sem mais delongas, vamos a versão do mocinho da história? O que aconteceu em apenas um ano?

Como é que foi que tudo aconteceu aos olhos de Willem desde o dia que conheceu Alysson, que para ele, na verdade se chamava Lulu, pois, pior do que ela, ele não sabia mesmo seu nome verdadeiro.

O que fica claro, é que assim como Alysson, para Willem o relacionamento deles também foi um marco para o amadurecimento. E fica claro que a gente fica na maior expectativa o livro todo, pois não é bem uma sequência o livro, pois Apenas Um Ano conta toda a história, a mesma história, só que da perspectiva de Willem, então, aquele momento crucial em que acaba o primeiro livro, só é desenrolado lá no final deste... (quer dizer, mais ou menos – ops, spoiler) o que deixa a gente muito, muito ansioso para ler logo e saber o que vai acontecer hehe...

É interessante ver que o tão despretensioso Willem na verdade é um jovem com muitos problemas e anseios assim como a própria Alysson, mas que lida de forma diferente com tudo. Ele corre atrás da vida “desregrada” da vida artística (mostrada no livro, não a minha opinião), para fugir dos seus relacionamentos familiares – pai, mãe, tio.... e assim ele encontra Alysson – Lulu, e eles vivem aqueles momentos mágicos juntos em Paris.

Momentos que acabam de forma abrupta quando ele sai para buscar o café da manhã para eles, mas que é interrompido inesperadamente e não consegue mais voltar e dai que começa todo aquele mal entendido de que Allyson acredita ter sido “usada e abandonada” e que Willem fica desesperado pois quando consegue voltar ao local em que estavam juntos, já é tarde demais.

O desenrolar da história mostra todos os dramas vividos por Willem enquanto ele busca reencontrar a sua Lulu, aquela menina toda certinha que mudou a sua vida, e assim vamos vendo que ele tem dores e dissabores também e que sua vida não foi nada fácil, mas também, que nessa busca, ele consegue resgatar alguns sentimentos e laços que pareciam estar perdidos para sempre.

Até que chega aquela cena, aquela lá, do final do primeiro livro, em quem eles estão, finalmente, frente a frente, depois de tanto tempo. E o que acontece?

Bom, isso eu deixo para vocês descobrirem sozinhos, senão é spoiler demais.

Mas o que tenho a dizer é que o livro é ótimo, fluído, gostoso de ler, vale cada minuto de leitura.

Mas me contem, vocês já leram? Gostaram?

Vamos conversar?

Bjo bjo

domingo, 14 de novembro de 2021

Apenas um Dia


 Este foi mais um daqueles livros que comecei a ler de forma despretensiosa e quando percebi, estava totalmente envolvida e devorando o “bichinho” hehehe... demorei pra escrever sobre ele pois o dia a dia estava muito corrido e também, porque eu queria continuar a leitura, pois ao final dele, percebi que havia uma continuação e não sosseguei até encontrá-la. Livro lido entre abril e junho apesar da vontade de terminar logo, tinha aquele desespero de não achar a continuação e o medo de ficar “órfã”. E a demora pra escrever é que o dia a dia está corrido mesmo e confesso que já li alguns vários livros depois desse, até já escrevi sobre eles e agora retomei essa escrita e cá estamos... bora contar um pouco sobre Allyson Healey?

Pois bem, lhes apresento Apenas um dia, de Gayle Forman, mesma autora de Para Onde Ela Foi  e Eu Estive Aqui... pela autora eu já sabia que a leitura valeria a pena, mas aff, já no começo foi aquele amor arrebatador, de não querer parar de ler, de querer saber o que ia acontecer... mas aquela sensação citada ali em cima, de medo de ficar órfã até achar a continuação me fez demorar bastante pra terminar... e também a correria do dia a dia (repetitiva a menina, eu sei).

Num primeiro momento, ao iniciar o livro, parece que você vai acompanhar o Tour de uma adolescente (até meio chatinha e sem graça) com sua grande amiga (super fashion e descolada) pela Europa. Mas no decorrer da história você percebe um grande desenvolvimento na vida desta adolescente e em seu amadurecimento no decorrer dos acontecimentos, tornando a história muito mais interessante e profunda.

O tour foi presente dos pais por finalizar o ensino médio, porém, Allyson se sente um peixe fora d’água a viagem toda, pois ela não se encaixa no perfil dos jovens da sua idade. Sua grande expectativa é ir à Paris, porém, devido a problemas, bem esta parte da viagem é cancelada o que a deixa bem frustrada.

Mas tudo muda de figura quando ela conhece Willem, um despretensioso ator shakespeariano que pasmem, a convida para ir à Paris e ela, em um único impulso insano, fora de tudo o que ela costuma ser e fazer, aceita e vai. E neste dia “fora do script” em Paris, Allyson revela para si mesma a verdadeira personalidade que gostaria de ter, quem realmente gostaria de ser. Um dia repleto de aventuras e por que não, da descoberta do primeiro amor verdadeiro, por si mesma e por alguém... porém, o dia não termina (ou o seguinte não começa) exatamente como ela gostaria, e Allyson retoma sua vida, em sua cidade, porém de uma forma mais madura e o decorrer da história se passa mostrando como ela seguiu em frente...

Será? Como ela seguiu em frente depois daquele belo dia em Paris, com aquele belo moço? Ela não compreendia como algumas coisas aconteceram, ou não aconteceram... e precisava de respostas e então, resolveu sair em busca de Willem, porém, sem maiores informações sobre quem ele realmente era, se o nome que lhe dera era realmente verdadeiro, onde morava, se tinha um endereço fixo, telefone, enfim, coisas básicas que parecem não fazer muito sentido não terem trocado num mundo tão tecnológico como hoje em dia... mas o desenrolar da história mostra que tudo foi perfeitamente orquestrado pelo destino para fazê-los se reencontrarem... mas e dai, o que aconteceu?

E daí que o livro acabou e eu corri para o próximo e nele... o que tivemos? O lado do rapaz da história... e é ele que vamos contar no próximo capítulo, digo, no próximo post hehehe...

E é isso, termino por aqui, pois a continuação fica para o próximo post, com as palavras de Willem Guerrilheiro!

Bjo bjo

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

100 Dias em Paris

 Hello Peoples, tudo bem com vocês?

Olha só, tô aqui pra contar sobre um livro lindão que eu li tão tão rápido, se levarmos em consideração o tempo que eu estava levando para ler os livros nos últimos 3 anos, foram 15 dias, 15 dias em que eu viajei junto com a Tania Carvalho durante os 100 dias dela em Paris.


Pensem num livro super fluído, uma leitura gostosa... é esse, ele é simplesmente DELICIOSO.


Nunca se é tão velho que não possa sonhar e realizar os próprios desejos”. (p. 8 – dedicatória)

Ici sou feliz e là também. Com sol ou chuva”. (p. 27)

 

E esta é uma história no mínimo interessante. É de fato algo que aconteceu e com uma brasileira que, desde muito jovem, foi apaixonada por Paris e em muitas idas e vindas como turista, resolveu passar 100 dias em Paris e descrever neste livro suas experiências.

Gente, sério, que sonho sensacional. Ela se deu isso de presente de 60 anos, ou seja, ainda tenho chances, hehe! Estive duas vezes em Paris e foi pouco, com toda a certeza. O sentimento que ela descreve no início do livro, de ter voltado várias vezes é o que sinto, que voltaria 1000 vezes se fosse possível.

 

E a cada dia descobria mais que a felicidade está nas coisas miúdas, não as que são especialmente planejadas com obsessão”. (p. 60)

 

Em cada capítulo ela descreve algo diferente, sobre os franceses, sobre os passeios “turísticos”, sobre os passeios não tão “turísticos”, sobre a comida, e até sobre as atividades físicas (ela adora dançar) e as dificuldades que teve em conseguir fazer uma aula de dança ou frequentar uma academia devido a todo processo “metódico” dos franceses.

Tania falou também sobre a Paris dos parisienses... a Paris que só quem mora lá conhece.

 

Vivi com a permanente sensação de plenitude que algumas pessoas acreditam que só é possível quando se está grudado com a outra metade da laranja, cheio de endorfina após o sexo ou o exercício físico ou vivendo uma sensação espetacularmente forte e cheia de adrenalina”. (p. 61)

 

Poderia ter feito tudo isso no Brasil, claro que podia, mas enfrentar a barreira da língua, o desafio de interagir com um povo rabugento como  francês tornou tudo mais engraçado. E vamos combinar, estava em Paris, para mim a cidade construída mais bela do mundo. No balanço dos 50 dias, a metade do caminho, pude sentir que estava tudo perfeito, que minha alma estava aquecida, meu coração alegre e meu cérebro, estimulado – e podia querer mais do que isso?” p. 74

 

Ler como Tania descreve Paris e seus 100 dias por lá é de encher os olhos de lágrimas e apertar o coração de saudades, e aumentar ainda mais a vontade de, algum dia, quem sabe, voltar.

Este livro foi tão maravilho e fluído que me refiro a autora de uma forma como se ela fosse aquela amiga que conheço a anos, íntima, como pode né?!

Ao final do livro ela faz um tipo de check list por todos os lugares que mais gostou de todos os gêneros que vocês possam imaginar, desde comida, até roupa, médicos e templos, tudo com referências, endereços e tudo.

 

“(...) ir embora de Paris não é uma questão de querência, mas de precisância”. (p. 118)

 

E é isso... vocês já ouviram falar deste livro? Já leram? Vamos conversar?

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Antes que Os Pássaros Acordem



Sempre que termino de ler um livro muito bom, fico com aquela sensação de “abandono”, de que fiquei órfã do livro finalizado e iniciar uma nova leitura é um desafio, pois a expectativa está muito alta devido ao livro findado.

E como o último livro lido foi simplesmente perfeito, quando comecei a ler “Antes que os Pássaros Acordem”, não gostei muito dele... ou melhor, eu não estava entendendo ele... e confesso que pensei até em desistir da leitura, mas como vocês já devem saber, não gosto disso, não gosto de desistir de uma leitura, então continuei, apesar de não estar entendendo direito a história, muito menos o seu objetivo.

Este livro é uma obra de Josué Montello, escritor brasileiro, que era membro da Academia Brasileira de Letras e que faleceu em 2006. Foi escrita em 1987 e todas as resenhas que vi na internet sobre ela (muito poucas por sinal), foram negativas, todas dizem não ter gostado da história, que o livro é fraco, que o romance é sem “sal” como foi o termo utilizado por alguém.

Este foi um dos livros que comprei na Bienal do Livro ano passado, e o fiz por conta da capa... e adivinhem o que tem na capa do livro? A Torre Eiffel, claro, hehe... 



 A história contada é sobre Gérard, Isabelle (sua esposa) e David (um judeu que fez algo que muitos gostaria de ter feito) e da invasão dos alemães à França e de todo estrago que Hitler fez por lá naquele período e mais especificamente na vida destas três pessoas.

No final das contas a história me envolveu e eu queria saber o que um episódio de reflexos mundiais faz na vida de pessoas comuns, o que muda no seu dia a dia e, portanto, segui a leitura, que acabou me envolvendo pouco a pouco, até chegar ao final que sim, pode-se dizer, foi mais surpreendente e inesperado do que o possível. 

Não foi o melhor livro, porém, classificá-lo como o pior seja injusto. É um livro mediano eu diria, uma leitura muito diferente do que estou acostumada, mas que gostei de experimentar.

Descobri nas minhas pesquisas, uma vasta lista de literatura de Josué Montello. 

E vocês, já leram algum livro dele? Vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 3 de junho de 2014

Aconteceu em Paris



Olá Pessoas.... depois de alguns livros que eu não gostei tanto assim, um que eu AMEI... sério, 480 páginas que fluíram tão rápido que até me surpreendi. E este livro serve de inspiração para algumas ideias malucas que estou em mente também: Aconteceu em Paris de Molly Hopkins


Ele conta a história de Evie Dexter... já começou que gostei do sobrenome dela, porque Dexter me remete ao seriado do Dexter que eu gosto muito muito muito... mas não, ela não tem absolutamente nada haver com aquele Dexter. Evie Dexter é uma maluquinha que com certeza vai te conquistar assim como me conquistou também.

Agora vamos para a história...

Evie é uma jovem que não sabe exatamente o que quer da vida, está solteira e desempregada... cheia de dívidas que prefere ignorar.... até descobrir que quer ser guia turística em Paris. Mas só tem um detalhe, ela foi para Paris apenas uma vez e quando era criança, ou seja, não tem nenhuma experiência como guia turística, nunca nem pensou em estudar algo do gênero. Mas mesmo assim, vai para a entrevista toda confiante e com um bom papo que ela super tem, leva a entrevistadora (que é fato, estava de ressaca e isso ajudou muito) na conversa e ganha a vaga.

Em seu primeiro dia de trabalho tudo começa errado, ela consegue se trancar para fora de casa apenas com a mala de viagem, sem a sua bolsa, ou seja, sem documentos, dinheiro e tudo o mais, e também sem a chave da porta para poder entrar e “recuperar” sua bolsa. Assim, ela dá o seu jeito e consegue chegar ao ponto de encontro para sua primeira experiência como guia turística por Paris, depois de uma grande aventura com uma mala imensa e pesada.

Chegando no ponto de encontro ela se desespera, pois não lembra o nome do motorista que irá acompanhá-la, muito menos o nome da companhia de ônibus. Mas para sua sorte, o motorista vai ao seu encontro... e para sua felicidade, ele é LINDO DE MORRER!

Rob, o motorista, passa a ser seu anjo da guarda em diversas situações, pois Evie tem o dom de ser atrapalhada e se meter em enrascadas, digamos assim, e consegue quase colocar tudo a perder no seu supernovo emprego.

E adivinhem?! A relação de Evie com Rob é adrenalina pura, fogo mesmo, eles desenvolvem em poucos minutos uma afinidade incrível e dai vocês já imaginam o que acontece não é mesmo? Sim, eles se apaixonam hehe.... e o “resto” da história eu não vou contar, ou vai perder toda a graça.

Mas uma coisa eu posso dizer, vale a pena cada página, cada risada, cada momento desta história deliciosa de se ler.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Anna e o Beijo Francês



De Stephanie Perkins

“Por que as pessoas certas nunca ficam juntas? Por que as pessoas têm tanto medo de sair de um relacionamento, mesmo sabendo que não é um relacionamento bom?” p. 206





Como o último livro que li era de auto ajuda, achei que era hora de um livro mais romântico, e este era o último da leva anterior de compra de livros.


Mais um livro em que o plano de fundo é Paris... como eu amo essa cidade, que vontade de voltar, de rever os lugares, de conhecer novos lugares que não tive a oportunidade de ir enquanto estive lá... e como essas histórias me transportam, como me identifico e vivo os momentos dos personagens.


Este livro conta a história de Anna Oliphant, uma adolescente americana enviada pelo seu pai para estudar em um colégio interno em Paris. Mas um colégio interno diferente, onde as regras não pareciam assim tão rígidas, dormitórios de um lado, escola de outro e uma Paris em volta. Direito de ir e vir, desde que respeitadas certas situações.


Confesso que no começo eu achei o romance adolescente demais, mas como não desisto de uma leitura (só uma vez até hoje), prossegui... e tudo ficou muito mais interessante do meio para o final, tanto que o li rapidinho a partir de então.


Quando Anna e St. Clair (amigo que ela conheceu no ‘colégio interno’) viajam para suas casas no feriado, e percebem que realmente não conseguem deixar de se falar um dia sequer, e que Anna observa, sente que seu lar agora é em Paris... o romance está no ar! =)


Sentimentos confusos, mal entendidos, amigos e amores magoados, perdões reais, sinceros... uma roda gigante... não, não, uma montanha russa na verdade, com muitos altos e baixos na vida destes dois jovens que descobrem o verdadeiro amor juntos, que nasce de uma bela amizade e se transforma num amor verdadeiro.


Ai ai, estou precisando de um pouco de romance na minha vida, alguém se habilita?!


Enfim, o livro é um pouco bobinho, mas fofo, recomendo para descontrair, quando sua cabeça estiver entrando em parafuso pelos stress do dia a dia.


É isso, uma boa leitura e depois, me diga as suas impressões sobre o livro!



Beijinhos e + beijinhos franceses para vocês!!!!!!

Texto escrito em 06/09/2013.

sábado, 20 de julho de 2013

Minha Doce Paris






Bom, como já adiantei no post anterior, o livro da vez se chama “Minha Doce Paris – um ano na cidade luz (e do chocolate amargo)”, de Amy Thomas, livro que conta a trajetória de nossa autora pela cidade mais encantadora que já conheci. 

Este é um livro que eu recomendo para todos os que amam Paris e para aqueles que ainda não tiveram esse prazer, pois através da leitura, sua vontade de saber mais e quem sabe até visitar Paris vai aparecer. Ah, não posso esquecer dos amantes de doces, pois a história toda se passa em volta de sobremesas e chocolates: trufas, caramelos, wafers, cupcakes, barrinhas Bernachon de Lyon, chocolate quente, croissants doces e salgados, macarons, crumbles, bolos dos mais diversos sabores, entre outros. Ok, ok, vocês devem estar estranhando que alguns desses doces não são franceses, mas nossa autora também não era francesa, e sim americana e ela descobriu que muitos doces americanos também fazem sucesso na França. O único problema do livro é que tem tantas opções de doces gostosos que só de ler é capaz da gente engordar, hehe...


Existe também outra questão que é tratada no livro e que merece atenção: Qual é a nossa verdadeira identidade? Onde nascemos é o nosso lar? Ou para onde vamos é que seria? Os incontáveis dias em que Amy refletiu se deveria permanecer em Paris (ainda que só por mais seis meses) ou se deveria voltar para Nova York também nos fazem refletir se estamos no lugar certo... o livro fala também sobre identificação e realização profissional.

Enfim, é um livro encantador, assim como Paris... leia, delicie-se e depois me conte como foi!



“Por que estava em Paris? Qual a verdadeira razão de eu estar ali? Ou não havia motivo – talvez tivesse sido apenas um incrível e bobo golpe de sorte. Paris era o meu destino? Como não conseguia resolver a questão, achei que um grupo de amigas e algumas cervejas poderiam me ajudar” (THOMAS, 2012, p. 259).


Escrito em 18/07/2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Férias, Livros, Paris...



Estou em férias, apenas 10 dias, mas já dá pra relaxar um pouco... e pra não ficar em casa sem fazer nada, resolvi fazer nada na praia, na casa do meu amado padrinho em Caiobá. E como estamos em pleno inverno e não dá pra ficar fritando lá na beira mar, trouxe minhas revistas para colocar a leitura em dia e também trouxe um livro pois por mais corrida que esteja a vida, estou sempre lendo e não seria diferente num momento de descanso. O livro da vez é “Minha Doce Paris – um ano na Cidade Luz (e do chocolate amargo)” de Amy Thomas.

História muito interessante... confesso que quando comprei o livro, foi pelo nome, por falar de Paris, cidade que me encanta e que voltarei a visitar quantas vezes forem possíveis. Mas eu jamais imaginaria que me encantaria mais ainda depois de ler o que Amy relatou. Ela é autora e protagonista da história, e viveu uma experiência que para mim seria perfeita (impossível hoje, em virtude da minha realidade, mas daqui a algum tempo, quem sabe). Ela foi convidada para trabalhar em Paris e para a Louis Vuitton, quase não é chato heim?! Mas o mais interessante é que realmente acontece o que eu comentei um dia com a minha mãe. Quando a gente viaja para passear, sem responsabilidades com horários e contas para pagar, é tudo lindo, mas quando você se muda e reconstrói a sua vida num lugar, independente de onde seja, a vida se torna uma rotina natural (mas que seja saudável). Mas este não é o meu foco. Eu ainda estou na metade do livro, mas que maravilha ler e relembrar momentos pelos quais eu mesma passei nas duas oportunidades em que estive por lá. Que saudades, que vontade de voltar... mas não vou me aprofundar agora no livro, vou deixar isto para um post quando terminar a leitura. Mas pra dar uma água na boca, vai ai um trechinho que sala sobre a Torre Eiffel: “Era brega, mas ver aquela silhueta pontuda nunca deixou de fazer meu coração palpitar” (página 72).

Sei tão bem como é essa sensação... a emoção de ver a torre, mesmo na segunda viagem... foi única, uma emoção difícil de descrever... tem que estar lá e sentir!!!

Texto escrito em 13/07/2013