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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Os Três – Sara Lotz



E finalmente eu consegui terminar de ler o livro “Os Três”, de Sara Lotz... confesso que foram vários os motivos para demorar, primeiro minha mudança, depois a correria de organizar tudo, depois que o livro meu deixou muito confusa desde o início e até agora ainda deixa um pouco.



Ele conta a história da Quinta Feira Negra... mas agora me questiono, ela existiu de fato? Eu perdi essa parte da nossa história geral? Confesso que não fico prestando muito atenção à essas coisas, mas creio que eu me lembraria de algo do gênero.

E lendo as resenhas e comentários de diversos internautas, questiona-se exatamente isso... foi baseado em fatos? Aconteceu realmente?

Parece que não, parece que foi uma história criada pela autora, e portanto, é preciso, antes de mais nada, parabenizá-la pela veracidade que passa durante o desenrolar da história. 

A sinopse do livro diz o seguinte:

“Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: ‘Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele...’ Essa mensagem irá mudar completamente o mundo”.

12 de janeiro de 2012 amanhece como um dia normal, como todos os outros dias, e neste dia, muitas pessoas, em quatro continentes distintos, embarcam em um voo, com o objetivo de chegar em seus destinos.... visitar suas famílias, passear em férias, para um reunião de trabalho... não importa. A questão é que este dia não acabará como todos os outros, pois sem uma explicação oficialmente plausível, estes quatro aviões caem, mais ou mesmo no meu instante e mudam a vida de muitas pessoas. 

Consternadas com os acidentes, as pessoas ficavam ainda mais perplexas ao tomar conhecimento de que três crianças sobreviveram... foram encontradas com vida em meio aos escombros das aeronaves.
Além delas, sobrevive, mesmo que por pouco tempo, Pam, que estava indo ao Japão para visitar a filha... ela sobrevive tempo suficiente para deixar um recado que parece, para alguns, um tipo de profecia e que acaba, no final das contas, transformando a vida de muitas pessoas... primeiramente do Pastor Len, que ela cita na mensagem... mas também do seu esposo, e até do cachorrinho dela. 

E assim está enredada a história, que é contada através de entrevistas, confissões, matérias, artigos e conversas que uma jornalista tem com pessoas que estiveram de alguma forma envolvidas com o acidente e com as pessoas que estavam nos voos e também, com as pessoas que ficaram como cuidadoras destas três crianças sobreviventes. Todas informações que balisaram um livro escrito por ela e que dá uma repercussão muito grande dentro da história também. 

É ela também, que no final do livro nos dá uma pequena ideia do que poderia ser a verdade... verdade essa que fica a critério de cada pessoa, conforme suas crenças. 

Mas voltemos ao início...

Há todo tipo de especulação sobre os acidentes... que eram indícios do final do mundo para os religiosos, que eram os extraterrestes tentando tomar conta do que acham ser seu,  entre várias outras teorias de conspiração mesmo. Mas as autoridades, em cada um dos continentes, tratou de desmentir tudo e identificar falhas aceitáveis para justificar os acidentes. Um deles foi dito que foram pássaros que ao se chocar com as turbinas, causaram o acidente. 

Porém, de nada adiantavam estas justificativas, pois as teorias mirabolantes eram mais interessantes à população, que passou a acreditar no que mais lhe conviesse. 

No decorrer do livro é contada a história de cada um dos sobreviventes e, juntamente, das pessoas que estavam como seus cuidadores. Mostra-se a pressão sofrida por essas famílias diante de uma mídia que não mede esforços para conseguir qualquer tipo de imagem ou declaração para abastecer o criativo alheio. São abordadas questões psicológicas muito interessantes e que levam à reflexão... questões de manipulação individual e coletiva também são abordadas com muita propriedade. Fanatismo, cegueira, crenças arraigadas são abordadas também de forma a fazer o leitor refletir sobre no que acreditamos.... a Quinta Feira Negra aconteceu? Ela foi o prenúncio do fim do mundo? Como se salvar? Até que ponto o nosso psicológico é afetado por isso? 

É “perigoso” escrever muito e acabar soltando alguma informação que possa prejudicar a leitura daqueles que ainda não conhecem o livro... 

Mas vale aqui falar sobre a Floresta Aokigahara, que também é conhecida como a Floresta do Suicídio... para onde japoneses sem perspectivas vão para dar cabo da própria vida. Esta é uma parte da história que é bem sombria... principalmente porque a jornalista que faz o apanhado das informações para o seu livro, se vê diante desta floresta no final da história... em busca de esclarecimentos, mesmo depois de alguns anos passados dos acidentes. E assim ela acaba aclarando, ainda que pouco, o que realmente aconteceu naquela Quinta-Feira Negra. Digo pouco, pois o final desta história fica aberta a diversas interpretações, justamente baseadas na crença de cada um... e isto me parece, muito sensato por parte da autora, demonstra respeito aos seus leitores! 

Mas e aí, vocês já leram este livro? Curtiram? Ele mexeu com vocês? Confesso que ainda estou refletindo sobre ele e agora vou em busca de um livro bem mais suave para dar um tempo nessa tensão toda hehe! 

Vamos conversar?

Bjo bjo




sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Que la Muerte te Acompañe

Oi Pessoal, comecei a escrever este post a muuuuito tempo, muito tempo mesmo... meses, vários... e acabei deixando de lado, pois como se trata de um livro em espanhol, eu queria dar toda a atenção e todas as “desventuras” da vida sempre me levavam a deixar de lado este texto. Enfim... quando comecei, a ideia era contar toda a história, toda mesmo, em português para vocês, o que daria um post gigantesco. Mas depois de muito refletir... e também com a intenção de finalmente startar este post, resolvi mudar a minha estratégia.
Vou fazer como faço com os outros... comentar, contar superficialmente... tentar explicar do que se trata a história e assim “tentar” despertar o interesse de vocês para uma leitura bem diferente.

Apenas para contextualizar, como muitos de vocês sabem, eu fazia o curso de espanhol que por diversas questões terei que suspender temporariamente, e ler livros no idioma me pareceu uma boa, afinal, apenas assistir aos filmes deixava a lacuna da leitura, do tentar entender ao ler, do interpretar e visualizar, imaginar em outro idioma. Então, ao encontrar este livro por uma bagatela de R$ 35,00 na Livrarias Cultura, abracei-o com todas as forças e me dirigi ao caixa. Acreditem, R$ 35,00 para um livro estrangeiro, é muito barato, pois estes livros custam sempre em torno ou muito próximo dos R$ 100,00. Mas vamos ao nosso foco que é a história do livro.



Mas antes de falar sobre a história do livro, que se chama “Que la Muerte te Acompañe”, vamos falar sobre o autor.
Ele se chama Risto Mejide, é formado em Administração de Empresas e tem MBA em Administração pela ESADE, onde foi professor. Também deu aulas na Escuela Superior de Diseño ELISAVA. Na sua ampla trajetória dentro do mundo da publicidade e da comunicação, trabalhou como redator e diretor criativo de algumas das agências mais conhecidas das Espanha. Em 2012 foi eleito um dos Melhores Criativos do Ano. Já foi (e ainda é) colunista de jornal, em programa de rádio, apresentador de programas na TV e é escritor. É sócio fundador e diretor executivo criativo da agência Aftershare.tv desde 2007, sócio produtor executivo da produtora de tv 60dB, associada ao grupo Mediaset e sócio fundador da “aceleradora” para startups Conector. Ufa... tem mais algumas coisas, mas acho que já tá bom né? Hehe... todas essas informações retirei do site dele mesmo: http://ristomejide.com/bio/ Visitem... vale a pena! =)

Agora vamos ao livro... (alerto que possivelmente constem alguns spoilers por aqui, desculpem por isso).

Primeiro fato interessante: ao abri-lo para começar a ler, observei que o mesmo tinha o seu capítulo 1 iniciando na página 214... isso mesmo, página 214. As páginas são numeradas de trás para frente.... e isto tem um propósito? Não sei... vamos descobrir juntos?
Outra coisa... ele é uma história de amor, mas uma história de amor às avessas... ele também é uma história de morte.... e ao mesmo tempo, uma história de vida.
Ele conta a história de Toscano... e em paralelo, a história de Paula.

Toscano é caixa de supermercado, e sua maior “diversão” é ficar prestando atenção nas compras das pessoas e fazendo comentários maldosos sobre elas (as pessoas e as compras delas). E o pior, diretamente para elas... deixando-as constrangidas e desconfortáveis.
Para justificar tal situação, faz uma comparação de sua vida ao nascer e quando criança, dizendo que enquanto todos eram laranjas, ele era um limão, mas que isso não deveria justificar tanta acidez... mas que é este o motivo de ser tão “maldoso” com as pessoas.

“Em fin. Supongo que todo este rollo de limones y naranjas no justifica que me dedique a tratar la gente como la trato. Pero igual así entiendes el principio de tanta acidez” (p. 204).

Ele era ácido assim, porém nutria algo bom, nutria um amor em silêncio... um amor por uma das clientes do supermercado em que trabalhava.

Em outra esfera da história está Paula... desafortunada no amor, e mais uma vez abandonada, mais uma vez apenas com a metade de suas coisas, de sua vida.

“Fue entonces cuando dibujó media sonrisa y enjugó la mitad de todas sus lágrimas” (p. 199).

Voltando à Toscano, em um dia como outro qualquer de trabalho, o próximo da fila do seu caixa, nada levava, apenas um cartão de visitas, e nele, algo estranho escrito. Era a morte a levá-lo embora.

Toscano, ao olhar para seu corpo morto não podia crer que era ele mesmo e só conseguia pensar em Paula e em porque a amou calado.

“Porque amar em silencio no es nada. Porque quien ama en secreto, muere en soledad. pensó. ¿Y cómo sabía que era una gran lección? Porque las grandes lecciones son las que llegan en los peores momentos” (p. 197).

A morte se apresentou dizendo ser aquela que muitos querem e muitos não e pediu para ser chamada de Max. Mas na verdade Max não era a morte e sim, um agente de almas, como explicou mais tarde.

E se dirigiram a um grande prédio bem conhecido de Toscano, e lá, entraram em diversos elevadores, alguns que subiam, outros que desciam, outros que iam de lado, e enquanto isso, Max explicava a sua função de agente de almas. Dizendo que como São Pedro e os anjos e santos não estavam dando conta do serviço de receber as pessoas nas portas do céu e direcioná-las ou ao céu ou ao inferno, foi necessária a ajuda de “outros”... pessoas más, da pior espécie possível: os publicitários.

E assim foram rumo às portas do céu, conversando, até que Toscano não se aguentou e disse que não poderia morrer, que pessoas dependiam dele, que ele precisava viver. Por causa do amor. Nisso Max é muito irônico com ele, dizendo que ele nunca amou e coisas do gênero, mostrando como ele mesmo era cruel com as pessoas.

“Toscano sintió la estocada letal. Lo más sorprendente era que venía de alguien casi tan bueno como él en el enrevesado arte de la dialéctica destructiva, algo a lo que no estava acostumbrado. De pronto, lo que él siempre había considerado que eran dardos se conviertieron em bumeranes” (p. 184).


O desenrolar do livro se dá nos diversos estágios que Toscano deve passar para chegar às portas do céu... porém, o que não se imagina é a reviravolta de toda esta história e quem, na realidade, é Max de fato. E também, tudo o que acontece à Paula e como ela toma conhecimento deste “amor” que Toscano “sentia” por ela.

Ah uma nota na orelha do livro que o descreve brilhantemente:
“Que la Muerte te Acompañe es muchas cosas, pero, sobre todo, es un ejercicio de contradicción. Un texto novel con golpes de madurez. Una historia ligera cargada de sabiduría. Que habla de la muerte y trata de la vida. Con personajes imposibles, reflejo de cada uno de nosotros. Es una historia de amor, y es un thriller y un manual de supervivencia. Es un libro que comprarás con recelo, empezarás con curiosidad y devorarás en horas. Y seguro que después no lo guardarás muy lejos”.
Iván de Cristóbal

Ah, estava quase esquecendo... o propósito das páginas invertidas... só lendo mesmo para entender e se eu contar aqui, vai ser um spoiler grande demais.

E vocês, conhecem este autor? Este livro? Já leram? Já leram algum livro em espanhol? Vamos conversar?


Bjo Bjo

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Simplesmente Acontece – O Filme



E o filme, pra variar é muito diferente do livro. Sempre é, eu sei... mas a gente sempre tem uma esperança. Hehe!
Enquanto o livro começa lá na infância (mesmo sendo só um capítulo, eu sei), o filme já começa na adolescência, mais precisamente quando Rosie completa 18 anos e toma um porre e precisa ir ao hospital porque caiu de uma banquetinha na discoteca.... tá certo que no livro se desenrola um pouco diferente... o aniversário é de 16 anos, eles vão para um pub, de manhã, pois até enviam bilhetes para a escola dizendo que tem que faltar pois tem uma consulta médica. O que quer dizer que era de dia, mas enfim, baseado em, não igual a.
No livro o baile que muda a vida de Rosie, só muda a sua vida porque Alex não pode ir.... no filme, Alex vai ao baile, mas com outra pessoa: a Bethanie Piranha, que acaba se tornando a sua segunda esposa no livro.
Fora a situação constrangera com a camisinha que “criaram” no filme... o que foi aquilo?! Aff!!!
Só aí que Boston apareceu na história.... sendo que no livro, Alex já morava lá.

No livro, Rosie tem uma amiga que faz no seu ambiente de trabalho, no filme, essa personagem ela conhece na farmácia, onde ela vai para comprar um exame de gravidez.
E ela está grávida... e o bebê nasce... e ela não conta nadinha de nada para o seu best friend... pode isso produção?! Indignação pura ao assistir esse filme!
Alex só fica sabendo que Rosie teve um bebê porque Bethanie encontra-a na rua com a menina e acaba contando para ele. Hunf!
E a menina cresce.... e eles vão tocando a vida.
E a vida profissional de Rosie?! Tá certo que no livro é uma atrapalhação só a vida profissional da nossa protagonista, mas camareira de hotel?! Argh.
E a cada minuto mais uma coisa bizarra acontece... em um momento de sentimentalismo barato, Rosie envia uma carta para o pai de Katie (quando a menina está com 5 anos). Lembrando que no livro é o pai que procura saber da menina quando ela já é uma adolescente na verdade.
E no filme, Rosie se casa com ele.... como assim?! Socoooooorro!
E o Alex se separa da Sally antes do bebê que ela está esperando nascer... e se separa dela pois ela está tendo um caso com um artista excêntrico. E parece até que o filho é do cara e não do Alex (nada haver).
Quanta confusão... o livro já tinha história... e uma história boa, pra quê inventar coisa!
Os pais de Rosie começam a viajar pelo mundo quando Katie está com 10 anos no filme... bem mais cedo do que no livro. Além de Bethanie ser uma modelo famosa...

Rosie é promovida à recepcionista do hotel onde era camareira, o pai morre na viagem... e no enterro é que Alex tem a certeza de que Greg, o pai de Katie, é um babaca completo e resolve se declarar para a sua melhor amiga. Só que isso ele faz como o livro se passa... escrevendo uma carta, que na realidade chega às mãos de Greg e não de Rosie.

Uma coisa que ficou igual e foi legal foi que Rosie recebe uma carta do seu pai depois da sua morte... carta que ele escreveu enquanto estava viajando e que por conta do serviço de correios, só chega depois... e a carta é linda, cheia de emoção e motivação.

A maneira como ela descobre que está sendo traída também é a mesma, mas não é o seu irmão que lhe conta, e sim a tal amiga da farmácia, que nessa altura da história, trabalha com ela no hotel. Inclusive, os irmãos dela nem aparecem no filme.

O tempo da história e a maneira como ela acha a carta do Alex também são diferentes. E como Alex e Bethanie voltam.... e eu me remexendo de “injuriação” (existe essa palavra?! Hehe) na cadeira assistindo!

E lá estava Rosie, como madrinha de casamento de Alex e Bethanie.... que coisa. Sabendo que ele tinha declarado seu amor por ela, e ela não sabia no momento certo.... e mais uma vez a vida deles seguiu um caminho diferente. E seu depoimento durante o casamento... aquele famoso “discurso” de madrinha.... foi no mínimo constrangedor, pois foi de uma profundidade absurda, de fato uma declaração de amor... de amigo como ela teve que complementar no final, para não estarrecer as pessoas.

Durante o casamento, Katie (a filha de Rosie) e Tobby (seu melhor amigo) se beijam.... e Alex e Rosie vão atrás dela e Alex diz para ela o que, na realidade, sempre deveria ter dito à Rosie.... sobre o verdadeiro sentimento “escondido” atrás da amizade... daquela relação de melhores amigos desde a infância e que ela não deveria deixar aquilo escapar.

Depois da morte do pai, Rosie recebeu um dinheiro da venda da casa dos pais e com ele, comprou o seu próprio hotel, que ela o seu sonho de infância, e no dia da inauguração, Alex aparece, separado de Bethanie, pedindo para se hospedar, e dizendo que teve um sonho com ela, e que eles ficam juntos.... e fim, final feliz, blim blim!

Tá, tá, eu sei que não dá para reproduzir fielmente todo o livro... e no final das contas, o filme é bom, mas não quando você já leu o livro. Então, se você já leu o livro, veja o filme sem grandes expectativas... se não, prepare a pipoca, e aproveite!

E é isso, ufa!


Bjo bjo!

domingo, 18 de outubro de 2015

Inferno Astral Fora de Época



Bom, como vocês já devem ter percebido, estou sumida... e o motivo está ali em cima, no título desde post e este é mais um tipo de desabafo do que outra coisa... a noite passada foi mais uma daquelas noites que eu não conseguia dormir e me perguntava por que? Por que todas essas coisas estão acontecendo comigo...
Já tem mais ou menos um mês que a minha vida desandou novamente... por isso eu digo que estou neste inferno astral fora de época, afinal, o inferno astral deveria ser antes do nosso aniversário e como o meu é em agosto, tá meio atrasado esse inferno todo pelo qual estou passando... mas enfim, explico.
Quando eu estava de férias em agosto, e viajei para aquele hotel fazenda em Joinville, como compartilhei com vocês, foi tudo lindo, e eu até arrumei um namorado lá gente... é, eu estou namorando, ou estava, pois por incrível que pareça, eu conheci um rapaz bacana, que se diz apaixonado, que quer casar, ter filhos, tudo aquilo que eu sempre sonhei... maaaas, e comigo é impressionante como sempre tem que ter um mas, eu não consigo corresponder aos sentimentos dele... aff! Não sei se é a distância, ou se é porque eu já vivi tantos anos sozinha, ou se são as nossas diferenças, ou se é a diferença de idade, sei lá, a questão é que eu não consigo... e isso está acabando com a relação, se é que já não acabou!
Dai eu fico vendo fotos e posts e comentários e a vida das outras pessoas e em como elas estão “felizes” e em como a vida pessoal delas é “perfeita” e me pergunto por que não pode ser assim comigo? Qual a dificuldade de eu conhecer alguém legal, me apaixonar, casar, ter um filho e ser feliz? Não era esse o plano? Por que não? Daqui a pouco eu serei a tia encalhada que mora com os pais... ou melhor, nem isso, pois não tenho irmãos, nem pra tia servirei! Aff de novo! =/
E eu sei que as pessoas já falam isso.... “olha lá a Melissa, 36 anos e ainda mora com os pais”. Já cansei de ser questionada em por que ainda vivo com os meus pais... em por que não moro sozinha.. em por que eu não tenho a minha casa.
Gente, eu não tenho a minha casa, pois eu não consigo fazer um financiamento, só por isso... pois o meu salário é tão bom, só que não, que eu não consigo fazer um mísero financiamento na Caixa Econômica. É isso! Humilhante né? Quase 10 anos na mesma empresa e constatar que não se pode nem fazer um financiamento.
Outra questão é na empresa... o clima é um caso a parte... tem dias que está tudo lindo (mais ou menos), mas na maioria deles é aquele mi mi mi, aqueles cochichos, parece que trabalho com adolescentes e não com adultos que tem um objetivo profissional em mente. Mas este nem é o “problema”, pois acabei me acostumando em certo ponto com isso. O problema é a falta de pulso da gestão, é a falta de direcionamento de atividades... eu não tenho tempo nem de ir ao banheiro e isso não é drama, nem exagero... convido qualquer um a passar um dia comigo e vocês verão. É também a falta de comprometimento dos colegas dos quais dependo para fazer o meu trabalho... os processos chegam em cima da hora, errados, sou cobrada por questões que não dizem respeito a mim... sério, tem dias que dá vontade de chorar, em outros de sair correndo, e em outros ainda, de desistir de tudo, pedir a conta e ir pra casa dormir e não acordar nunca mais.
E agora, pra piorar tudo, passei a ter problemas na faculdade também... um mês sem receber salário, outro recebendo ¼ do valor a que tenho direito... ouvindo no dia dos professores que eu não sou obrigada a trabalhar se eu não quiser... aff mais uma vez! Quem me conhece sabe o quanto sou comprometida com o que faço. Eu não oriento os alunos de qualquer jeito... faço um trabalho sério, comprometido. Tem gente que até acha que eu faço demais, que eu não deveria me dedicar tanto... mas eu sou assim, quando assumo uma responsabilidade, é para fazer o meu melhor, e eu acho que o mínimo é receber por isso... e ter respeito pelo que faço.
Ai tiveram os concursos... para o da Itaipu eu estudei... fiz um cronograma, estudava todo dia, me dediquei, pedi ajuda com as disciplinas que tinha dificuldade, corri atrás, horas e horas dedicadas a isso para não dar em nada... para não ter nem a minha redação corrigida por causa de uma prova de informática que nem os meus amigos que entendem muito conseguiram responder... e ainda disseram que as perguntas não faziam sentido... no sentido de que não eram avaliativas de fato, que elas eram apenas para eliminar e não para verificar conhecimento. É muito triste isso... decepcionante mesmo. Dai nem me esforcei de fato para os outros... até li as leis, dei uma olhada por alto em outras provas de concursos anteriores para não ir totalmente “vazia” para as provas... há alguma chance? Para o da COPEL eu já sei que não... para o outro, talvez... mas não quero criar expectativas e me frustrar novamente.
Enfim... este post é mais um desabafo do que qualquer outra coisa... porque eu não consigo entender o que acontece... eu sou uma pessoa esforçada, eu não faço mal para os outros... eu procuro levar uma vida direita, qual é a dificuldade de que as coisas deem certo pra mim?
Eu não consigo nem sentir mais vontade de escrever aqui... estou lendo mas não sinto vontade de escrever sobre os livros... não tenho ido ao cinema, não tenho saído, bom, também não tenho companhia na realidade, afinal de contas cada um conseguiu seguir a sua vida... então a minha é do trabalho para hidro, da hidro para casa... nas quintas para a aula de espanhol e só! Parece que só a minha ficou nesse círculo vicioso... neste inferno astral fora de época e agora, contínuo...
Ai vem alguém e diz, tudo tem o seu tempo, calma... ok, concordo, mas o tempo está passando e as coisas não estão acontecendo... e eu gostaria realmente de levar uma vida como as outras pessoas...uma vida normal, uma vida considerada até monótona por alguns, enfim, é isso! Pode ser que eu não esteja enxergando o lado positivo das coisas... pode ser, talvez, mas agora ele não está aparecendo pra mim... se alguém estiver vendo, por favor, me mostrem, estou precisando de uma luz.
Eu só queria paz no meu coração!

sábado, 13 de junho de 2015

Livro Faltando Páginas...



Hello Pessoal!!!

Hoje eu não tenho como falar do próximo livro lido... e isto é porque eu não consegui terminar de lê-lo... sim, é isso mesmo!
E sabem por que? Porque estão faltando páginas nele... para ser mais exata, 16 páginas.

O livro é “O Garoto da Casa ao Lado” da autora Irene Sabatini da editora Nova Fronteira, da Ediouro.
Em 25 de maio eu mandei um email para editora relatando o fato e vocês sabem qual foi a resposta que eu tive? Nenhuma!!!!

Eles não se dignaram nem a dar uma daquelas respostas automáticas do tipo: “recebemos a sua mensagem, entraremos em contato em breve”, ou algo do tipo.
Achei a maior falta de respeito com o leitor.

Este foi um dos vários livros que comprei na Bienal ano passado, lá em São Paulo... e tenho outro da mesma editora sem ler... será que também faltarão páginas???? Enfim... só me restou então começar a leitura de outro né... no kobo, pois assim, é garantido que não faltarão páginas...

Se por acaso algum dia eles me derem um retorno, conto para vocês, mas por enquanto, a Ediouro está em saldo negativo comigo... e vou fazer a maior propaganda negativa dela!
E tenho dito! =P

E com vocês, já aconteceu algo assim? Vamos conversar?

Bjo bjo

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Antonia e Suas Filhas





E o terceiro livro do ano, foi Antonia e Suas Filhas, de Marlena de Blasi. Pelo título, achei que fosse um livro diferente dos outros, pois ela sempre escreve livros sobre a sua vida, sobre as suas aventuras e é justamente isso que me atrai nela.
 
E mais uma vez eu não me decepcionei... o livro é fantástico... segundo livro lido no meu lindo kobo, que confesso que ainda não me acostumei, parece que cansa mais a vista, deixa os olhos ressecados, mas acho que é só impressão.

Enfim, voltemos ao livro... li em cinco dias, comecei em Búzios e terminei em casa... em meio a correção de oito artigos postados enquanto eu viajava... mas vamos lá, a história do livro, hehe!

Como é a linha de trabalho de Marlena, este é mais um livro que conta a sua história... a continuação da sua história, da sua vida na Itália, dos altos e baixos da sua relação com o país, com seu amado Fernando e com todas as pessoas que ela conhece, que passam a fazer parte da sua vida.

Amo a maneira como as coisas são expostas, sem medo, sem vergonha... e desta vez, “pressionada” por prazos, Marlena busca isolamento para escrever seu livro e lá ela conhece Antonia e suas filhas... Antonia, uma senhora de 83 anos, que nas palavras de Marlena, mais parece “uma muher de 60 anos bem conservada”. Mas a primeira aproximação é com Filippa, filha de Antonia, que mesmo sabendo da necessidade de Marlena escrever e ficar isolada, sempre dava um jeito de estar por perto e puxar papo. 

Até que ela convida Marlena para jantar em sua casa e conhecer melhor Antonia, que foi até um pouco agressiva com ela, em seu primeiro contato, num café da cidade.

Antonia, num primeiro momento, se sente “insegura” com a estrangeira, mas os seguidos encontros e a afinidade “velada” das duas é notória e quando se dá conta, Antonia começa a contar sua história, e a de suas filhas, netas e bisnetas... tudo regado a muita comida preparada com imensas doses de amor e vinhos deliciosos.

E quais foram essas histórias? A história da vida de Antonia, aquela que até o momento ela não tinha contado para ninguém... quer dizer, não que não tivesse contato, mas alguns detalhes sempre ficaram guardados em sua memória e ela não queria compartilhar com ninguém, até que sentiu que deveria abrir a boca, e muito mais, o coração para aquela estrangeira que passava horas e horas apenas ouvindo o que aquela velha senhora falava.

A história da vida de Antonia é muito interessante, difícil, dura, mas também feliz, leve... algumas dificuldades, algumas omissões e mentiras, mas tudo por um bem maior.

Quer saber mais? Leia o livro, pois qualquer coisa que eu escrever daqui por diante, pode estragar tudo!

E se já leu, vamos conversar?

Bjo bjo