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quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Antes de Morrer

 E o livro da vez, o terceiro do ano... nossa, que beleza, já fazia um bom tempo que não chegava no terceiro livro do ano, foi Antes de Morrer de Jenny Downham.  Mais um livro aleatório, escolhido dentre vários livros “velhos” guardados dentro do meu tão amado kobo.

Ele é de 2007 e considerado como uma ficção juvenil, aquele típico livro adolescente... sabe aquela leitura despretensiosa, que você faz sem culpa, sem grandes expectativas, só pra aliviar a mente do stress do dia a dia, para distrair a cabeça mesmo? Pois então, é essa. Mas não pense que é um livro fraco ou sem sentido por se tratar de um livro juvenil.

Na realidade ele trata de um tema forte, pesado, difícil, porém, de uma forma leve, suave, mas sem perder o foco de que “estamos lidando” com algo delicado.

Antes de Morrer conta a história de Tessa, uma adolescente de 16 anos que tem uma doença incurável (adivinhem qual) o que faz com que sua adolescência não seja a mais comum e corriqueira como ela gostaria que fosse. Diante disso, ela decide criar uma lista de coisas que deseja fazer antes de morrer... como por exemplo, fazer sexo, dizer sim para tudo por um dia, roubar uma loja, dirigir escondida, entre várias outras coisas ditas comuns para a idade dela mas que, devido a doença, não são tão simples e tão fáceis de fazer.

E assim, juntamente com Zoey, sua melhor amiga, elas começam a realizar as coisas da sua super lista que, em princípio, teriam 10 coisas, mas que com o passar da história, se transformam em muito mais.

Em meio a tudo isso, Tessa conhece seu vizinho, Adam... um lindo rapaz, e eles passam a conviver mais e se apaixonam e assim, ela pode riscar mais um item da sua lista... e tantas coisas acontecem devido a este amor que nasce em meio a situação que Tess está vivendo!

Mas dessa vez o texto será curto, pois se escrever mais, estraga a história que é linda e que você vai ler rapidinho, pois é muito fluída, gostosa.

E vocês, já leram a história de Tessa? Gostaram? Vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 18 de abril de 2017

Macumba – Uma Gira Sobre Poder


“Ah Zumbi! Avisa Dandara, nós continuaremos aqui! Ativando nosso efó, fortalecendo o nosso axé, porque eu empodero a minha alma e meu cabelo, eu empodero a minha pele e a minha história, nada nem ninguém tem o poder de tirar a minha fé, de tirar o meu ilê, de tirar o meu dinheiro, de tirar a minha roupa. Eu sou poder! Axé!”
(Fernanda Júlia – encenadora e dramaturga)

E no Festival de Curitiba eu fui agraciada pela minha querida empresa com um par de convites para assistir à peça Macumba, uma gira sobre poder.


Confesso que de início eu não tinha certeza que seria uma boa escolha, fui atraída pelo nome, achei diferente (no mínimo)... mas ao chegar lá na Sociedade 13 de Maio, já na entrada, tive certeza que sim, foi uma ótima escolha.

Como eles mesmo chamam, que espetáculo cênico (espetáculo pois engloba teatro, música, dança e artes visuais) emocionante, que boa descrição de empoderamento do negro e também da mulher. Este espetáculo faz parte do Projeto Macumba, que é contemplado pela Bolsa Funarte de Fomento a Artistas e Produtores Negros de 2014. Sem querer entrar em mérito nenhum, ter que ter um fundo próprio já é um grande pré-conceito, mas também, é uma dádiva, pois nos proporciona ensinamentos como os passados nesta bela apresentação.

“Empoderar-se significa, além de ter acesso a todos os direitos de cidadania, conhecer a sua história, ter consciência da sua cultura e identidade. O negro tem poder? Onde o negro tem poder? Por meio de um espetáculo afrografado e afro centrado, a Companhia Transitória convida a todas e todos para uma reflexão, para um provocação. O que é poder? Como se tem poder? (Fonte: http://www.bemparana.com.br/noticia/495789/macumba-uma-gira-sobre-poder-e-o-empoderamento)

O cenário “montado” já mostra que o foco é desmistificar, pois a platéia fica em volta dos artistas, o cenário é como uma cruz ou um sinal de mais... e não há cenário na realidade, apenas as falas (e que falas) de 4 atores (homens e mulheres), descrevendo a questão do empoderamento do negro e das mulheres, do racismo, solicitando o reconhecimento dos valores e da cultura negra neste país tão negro e tão preconceituoso. Inclusive, mostrando diversos negros que são “podres de ricos”, indo contra o pré-conceito de muitos.

E as músicas, ah, as músicas... músicas criadas para este espetáculo, músicas que nos envolvem de tal forma e quando nos damos conta, já estamos cantando junto, e batendo palmas e pés e vibrando com toda aquela energia positiva, com todo aquele axé.

O que dizer, simplesmente que, se você ainda não assistiu, e tiver oportunidade, assista, pois você vai sair de lá mais leve, mais feliz, mais centrado.... e mais do que tudo, você sairá com mais conhecimento sobre uma cultura que é nossa!








E aí, vamos conversar?

Bjo bjo

segunda-feira, 10 de abril de 2017

4 Vidas de Um Cachorro de W Bruce Cameron

E eu comprei este livro na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, em 2014 e só fui ler agora. E só porque saiu o filme... pois na lista de leitura, ele estava mais pra frente ainda hehe! E também porque a mãe assistiu ao filme e disse que era muito bom, emocionante.



Confesso que até quase metade do livro, eu estava achando a história muito infantil, não estava gostando, mas quando este cachorrinho chegou no sua terceira vida, tudo mudou... aí eu comecei a ver o sentido do livro, o propósito da história, e então eu comecei a me emocionar e a entender o que a mãe queria dizer.

Contar a história seria estragá-la e no final das contas, acho que realmente vale a leitura. Se no começo você achar a história e as vidas deste cachorro meio “boboca”, insista um pouco mais, pois quando você entender, junto com ele, qual era o seu propósito de vida, você vai olhar o seu cachorrinho com outros olhos.  E se você não tem um cachorrinho, pode até ser que queira um depois disso.

Coração está aqui na mão, olhos estão marejados... os cachorros são seres especiais... assim como os gatos, os coelhos... e todos so bichinhos de estimação que temos e nos trazem tantas alegrias incondicionais.

Agora quero ver o filme hehe... ter que correr atrás, pois no cinema já não tá mais.

E vocês, já leram o livro? Viram o filme?
Vamos conversar!

Bjo bjo

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Um Certo Verão



E este foi um dos livros que me foi “repassado” pela amiga Grasi, então eu sabia que era garantia de boa leitura, apesar a surpresa de saber que ela ainda não o leu, hehe!

Já na capa há uma pergunta: “Como começar de novo quando o amor da sua vida se foi?”. Este é o questinamento feito pelo livro “Um Certo Verão” de David Baldaca.

Confesso que até repensei a leitura, já que o coração da pessoa aqui está uma confusão só, e histórias de amor talvez não seriam muito indicadas, mas devo confessar que foi ótimo tê-lo escolhido. Principalmente porque aquela reviravolta de todo romance que é tão clichê e que aqui também acontece, é tão bem elaborada, que dá até vontade de “perdoar o autor” (quanta pretensão a minha, heim).

Um Certo Verão conta a história de amor de Jack e Lizzie, que começaram a namorar lá na escola e se casaram... e tiveram três lindos filhos (quer mais clichê que isso?, kkkkkkk).

Jack serviu o exército honrosamente por muitos anos, e quando voltou para casa, seu único objetivo era trabalhar e estar ao lado de sua família. Porém, algo inesperado acontece. Ele é acomedido de uma doença que não tem cura e seu único destino é a morte. Ele passa os dias em uma cama, riscando os dias no calendário, esperando seu fim. Lizzie, sua amada esposa, faz de tudo para tornar seus dias mais confortáveis, e isto enquando cuida dos três filhos: Mikki - uma adolescente com todas as características da adolescência bem acentuadas, Cory – uma criança adorável e introspectiva, e Jackie – um bebezinho que ainda está em seus primeiros anos de vida.

Com muitas coisas em mente, ela ainda sonha que a família possa passar o verão no “Palácio”, a casa em que ela viveu quando criança, lugar que guarda muitas lembranças, nem todas tão boas... porém, os médicos alertam que Jack dificilmente passará do Natal. Ainda assim, eles fazem planos.

Planos estes que acabam mudando totalmente quando Lizzie, ao sair para buscar os remédios de Jack, na véspera de Natal, acaba se envolvendo em um acidente, e morre tragicamente.

E agora? Como Jack fará? Ele está morrendo... como ficam as crianças? Sua sogra acaba ficando com Mikki e os meninos com uma tia, enquanto Jack vai para um asilo esperar pela sua morte certa.

Porém, no asilo, algo mais inesperado ainda acontece. Indo contra todos os prognósticos médicos, Jack começa a melhorar e, em algum tempo, recupera 100% da sua saúde, e assim, vai atrás dos filhos para recuperar então a sua família e partir para uma nova aventura... recomeçar a vida sem o seu grande amor e tendo que cuidar dos três filhos, missão essa que Lizzie fazia de olhos fechados e que parecia tão simples... e que Jack viu no seu dia a dia, ser muito mais dificíl do que realmente sua amada demonstrava parecer. E isto só o fez amar ainda mais sua querida esposa que teve que deixá-lo tão precocemente.

Para surpresa de Jack, sabendo do desejo de Lizzie quanto ao “Palácio”, sua avó deixa em testamento a “velha casa” para Jack e seus filhos e ele, então, parte com a família para lá, para realizar o último desejo de sua esposa, passar o verão no Palácio.... e lá suas vidas, dele e de seus filhos, muda totalmente.

Enfim, muitas coisas acontecem nesta nova cidade, nesta nova vida... eles conhecem pessoas que os recebem super bem e outras nem tanto. Eles tem que encarar seus “monstros” e recomeçar, literalmente. Não vou escrever, pois como sou apegada aos detalhes como vocês sabem, seria spoiler demais, hehe... mas o que eu posso garantir é que vale cada página... leiam, vocês não vão se arrepender!

Mas e ai, já leram este livro? Gostaram? Vamos conversar?


Bjo bjo

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Tem Alguém Ai?

Oi Gente,

Estou aqui para escrever sobre o livro Tem Alguém Ai? Da Marian Keyes.



Até hoje, todos os livros que eu li dela foram sempre muito divertidos, uma leitura fluída, descontraída, que eu queria ler o tempo todo para saber o que iria acontecer. E era uma leitura que me distraía, que me tirava do dia a dia da vida agitada e cansada. Porém, este livro foi um pouco diferente... não sei explicar exatamente por que, mas foi. Talvez a situação pessoal que eu estava vivendo no momento da leitura não tenha ajudado muito... um misto de coisas boas (praticamente todas voltadas ao pedal) com coisas bem ruins (mais uma vez a pessoa achar que conhece o ser humano e se enganar grandemente) fizeram com que a leitura se tornasse “ruim”, digamos assim.

Foi uma leitura lenta, difícil, cansativa... Anna Walsh não me cativou. No início ela se mostrou cansativa demais para mim... não consegui sentir empatia pela história ou pela dor dela. Nem pela busca que ela achava ser correta, ou pelos seus sentimentos confusos. Então, foi realmente difícil iniciar este post, eu não conseguia organizar as ideias para escrevê-lo. Na realidade, ainda não estou conseguindo direito, pois quando achei que as coisas estavam tomando um rumo adequado na minha vida novamente, recebi outras “lambadas” da senhora vida. Pois como diz um colega de trabalho, “nada está tão ruim que não possa piorar”. Aff...

Mas como estava ficando muito tempo sem posts e não gosto disto, resolvi arriscar umas letras ai...

Enfim, para escrever sobre o livro, busquei inspiração em blogs que fazem resenhas e acabei descobrindo que na realidade, Marian escreveu um livro para cada uma as irmãs Walsh (e que estes são os seus mais famosos livros – e que eu não os li – oxi). Eu não tinha ideia disso... talvez eu me dê a chance de ler os demais livros e tirar essa má impressão, pois realmente acho que foi o meu momento que não colaborou com a leitura (e que não está colaborando com a escrita agora).

Mas vamos lá. Anna Walsh sofre um grave acidente que faz com que ela retorne para a casa dos pais em Dublin para se recuperar... neste acidente, suas feridas não são somente físicas, mas muito mais emocionais que outra coisa.

 "Eu me arrastava ao longo de cada dia e a única coisa que me mantinha viva era a esperança de que o seguinte seria mais fácil. Só que não era. Todos os dias eram exatamente iguais. Era como se eu estivesse entrando por uma porta errada da minha vida e estivesse em um mundo onde tudo era idêntico, exceto por uma enorme diferença. Tinha esperança de que voltar a Nova York, levar uma vida normal, curtir meu trabalho e meus amigos fizesse o pesadelo se dispersar. Nada disso aconteceu. O trabalho e os amigos simplesmente passaram a fazer parte do pesadelo" (p. 224).

Demorei muito tempo para entender o que tinha acontecido com ela, pois ela não deixa claro em suas divagações sobre o acidente. Ela só quer retornar à Nova York e ao trabalho e quer encontrar seu amado Aidan, seu marido, aquele que dá sentido à sua vida. E indo contra seus pais e irmãs, ela retorna e tenta retomar a vida.

Porém, ela trabalha como relações públicas de uma grande marca de cosméticos e o tal acidente deixou-a com uma cicatriz muito feia no rosto, o que dificulta as coisas, pois ela trabalha com a imagem e, digamos que a sua imagem está afetada.

Mas a pior parte nem é essa... a questão é que neste acidente, ela perde o seu tão amado Aidan, questão esta que realmente eu demorei para entender. Pois ela vê Aidan em todos os lugares, mas isto é uma coisa da sua cabeça, da sua imaginação, do seu desejo. E este seu amor incondicional por ele à leva aos extremos, em busca de algum contato, qualquer que seja com ele, para saber o que ela pode fazer para que sua vida seja o mínimo “normal” depois de tudo o que aconteceu.

Dá para entender isto, tendo em vista que a maneira como tudo aconteceu em suas vidas e o amor que tinham um pelo outro era algo realmente lindo, puro, sincero... e pior (se é que posso dizer isso), muito real, algo que pode acontecer com qualquer um de nós, pois é uma história comum, não como num conto de fadas. Então é compreensível que, ao perder seu amor, que, no entender de Ana, seria para a vida toda, ela se desespere e queira entrar em contato com ele de qualquer maneira, para saber se ele está bem, para saber por que ele teve que ir tão cedo, por que ela teve que ficar sozinha... e o que ela deveria fazer daqui para frente, quais os caminhos a seguir a partir de agora. Por que não seguir com ele? Como fazer isso? Não seria mais fácil ir também? Por que ela não foi levada em seu lugar? Por que não morreu também?

E nesta busca, ela conhece pessoas que acabam mudando sua vida, porém, sem que ela perceba num primeiro momento. Há também a sua família... mãe, pai, irmãs, que de um jeito ou de outro, lhe dão apoio, estão presentes e buscam confortá-la e ajudá-la a superar este momento de dor e perda.

Há também os amigos de Anna, em especial Jacqui, sua melhor amiga... que se mostra realmente especial. Alguém que está ao seu lado, que lhe dá força, mas que também lhe mostra que tem uma hora que ela precisa cair na real e voltar para a sua vida de forma verdadeira, totalmente, presente, de fato.

Como citado em um dos blogs que li para me ajudar a construir meu texto, o livro nos permite montar o quebra cabeças que é o passado de Anna e entender o que esperar (ou achar que esperamos) do seu futuro, mas até chegar nisso, demoooooora!

Mas nossa, meu texto está ficando horrível, credo... realmente não estou boa para escrever, aff. Não sei se não era melhor deixar mesmo de escrever por um tempo do que  lhes oferecer algo tão bagunçado assim. Um texto sem pé nem cabeça,  tão confuso quanto anda a minha vida. Hehe!

Mas foco, vamos voltar ao livro. Anna volta para Nova York, tenta retomar sua vida, o que é difícil, pois sem Aidan nada é como antes, porém, ela resolve focar em seu trabalho, e um novo desafio faz com que, aparentemente, isto fique mais fácil, e assim ela vai para seu escritório todos os dias, e aos domingos, se une a um grupo de pessoas que tentam entrar em contato com seus entes queridos que já partiram. Num primeiro momento isto à conforta, porém, por não conseguir “falar” com Aidan, ela acaba se desmotivando disto também, e desistindo.

Em paralelo, ela mantêm uma relação com seus pais, suas irmãs e amigos, porém, esta relação é superficial. Ela se preocupa com a irmã que se mete com uma investigação de traição entre os mafiosos da região onde mora (ela é um tipo de detetive particular), mas às vezes se questiona se toda a história da irmã não passa de imaginação. Isto a distrai, o que é bom, mas ainda assim ela não consegue seguir com uma vida “normal”.

A questão é que ela demora muito tempo para entender que todo aquele sofrimento não a deixa seguir em frente, e também, de alguma forma, não deixa que seu amado Aidan descanse em paz. E como em todos os livros deste mote, há uma questão surpresa, algo que deixa o livro um tanto interessante, que chega até a dar um pouco de emoção em certo ponto (para mim). E que faz com que o sangue corra um pouco mais rápido nas veias desta pessoa que anda sem tanta emoção assim. O fato é que Anna percebe que precisa seguir em frente... que ela pode e deve construir uma nova vida e que Aidan estará ao seu lado de um jeito ou de outro e que o amor que sentem um pelo outro não morreu naquele acidente, mas que também não precisa ser um fardo a ser carregado de forma tão pesarosa.

Bem lá no finalzinho, entendi o que o livro estava querendo me mostrar... ufa!

Mas é isso... desculpa aí gente... a inspiração fugiu sem destino, espero que volte logo e me ajude a não torturá-los mais com textos tão ruins!

E vocês, já leram este livro? Sabiam desta questão os outros livros das irmãs? Vamos conversar?


Bjo bjo

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Viagem à Aparecida do Norte



E pelo segundo ano seguido, fui para Aparecida com a Romaria dos Amigos de Chris e Lidi, Romaria que eles organizam à 15 anos já e que tive a satisfação de ir ano passado com a mãe e este ano novamente, nos dias 26, 27 e 28 de agosto.

Digo satisfação, pois não era para ir esse ano... mas como disse a Lidiane, quando a Mãezinha quer, ela dá um jeito, e acabou dando certo.

Mais uma vez uma Romaria extremamente bem organizada, com um valor justo, desta vez com dois pontos de encontro para facilitar a vida de todos os interessados, porém com menos gente, pois ano passado foram dois ônibus e este, somente um. Mas enfim, quem era para ir, foi e quem foi, rezou com certeza por quem não pôde ir por qualquer motivo que seja.

Como foi o segundo ano seguido, já sabia como funcionavam algumas coisas, então foi mais fácil me programar com algumas situações, o que ajudou bastante. E também, foi mais proveitoso o real objetivo de uma Romaria, que é visitar ao Santuário, agradecer, pedir, rezar pelos nossos, enfim, aquela parte espiritual tão forte que talvez eu não tenha dado a devida atenção e importância na primeira vez em que fui.

Este ano foram muitos os agradecimentos e também os pedidos, porém, foram diferentes do ano passado... quer dizer, algumas coisas nem tanto, mas outras sim. A questão é que me senti mais presente lá... e senti a presença de Nossa Senhora mais em mim. Acho que foi muito mais intenso, mais santo, mais verdadeiro, não sei explicar. Talvez a palavra correta seja fé, foi com mais fé desta vez. Talvez os motivos também tenham sido mais corretos, se é que a gente pode dizer isso...

Claro que teve também aquele momento consumo, mas bem mais leve desta vez.... realmente o objetivo era outro!

E o retorno, não a viagem, mas o agora, o que se processa nos dias vindouros é o que mais se ganhou com essa viagem.

Obrigada Nossa Senhora Aparecida, por no final das contas, permitir que desse certo que eu fosse... Obrigada Lidiane, por lembrar de mim quando surgiu a desistência, obrigada mãe, por sempre me acompanhar.

Que Nossa Senhora Aparecida esteja sempre presente na vida de todos os que acompanham o meu blog... que ela interceda por seus pedidos e olhe por todos.

Amém! 














sábado, 3 de setembro de 2016

O Meio do Caminho




E cá estou eu para falar de um livro que impactou de forma diferente na minha vida, principalmente neste momento familiar que estou passando... e é interessante pois quando escolhi este livro especificamente para ler, não fazia ideia do tema do mesmo... a escolha foi simplesmente porque resolvi que iria ler todos os livros físicos que tenho antes de voltar aos livros do kobo e como este foi um livro que comprei na Bienal do Livro lá em São Paulo, em 2014, já está na prateleira a muito tempo.... enfim, quando li o resumo do livro pensei, será mesmo que devo ler este livro neste momento? Depois pensei de novo... se peguei este livro bem agora, é porque é pra ser, é pra ler e tomar conhecimento da realidade de outras pessoas então, bora lá, abrir estas páginas e mergulhar nesta história.

Mas diferentemente dos meus outros posts, onde costumo descrever, às vezes até excessivamente, a história do livro, no caso de “O Meio do Caminho” de Kelly Corrigan, vou me limitar a dizer que é um livro autobiográfico, onde Kelly conta a história da sua vida... presente e passada... mas principalmente, da sua luta contra uma doença que aflige hoje quase todas as famílias que conheço: o tão malfadado câncer.

O título, o meio do caminho, se refere ao caminho entre a sua juventude e a sua vida adulta e como ela lidou com o fato de ter câncer neste entremeio e como lidou também, com o fato de que, além de ter que tratar do seu câncer, teve que lidar com o fato do seu Verdão (o seu amado pai) estar com câncer novamente.

E eu só tenho isso para dizer à vocês... que vocês devem ler, conhecer a história de Kelly Corrigan, que talvez seja muito parecida com a história de muitos de vocês.

Boa leitura... bjo da Mel

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A Garota que Você Deixou para Trás




Sinopse:
Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo: a família, a reputação e a vida, na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

 
E coincidência ou não, quando eu escolhi o livro que me acompanharia para a viagem de férias de inverno, escolhi um livro da Jojo, mais um... então foram dois livros seguidos dela... e confesso que o início dessa leitura não foi muito legal. Sei lá, não parecia um livro dela. Meio livro de época, não curto muito. Confesso que me lembrou bastante A Última Carta de Amor, que também é da Jojo e também causou estranheza de início.

Ele conta a história de Sophie... ou podemos dizer que primeiramente a história de Sophie. Uma jovem forte e muito impetuosa até, tendo em vista a época em que viveu. Época da Primeira Guerra Mundial... quando a França foi invadida pelos alemães.

Enquanto o seu marido precisou ir para o front de batalha, ela ficou cuidando dos negócios da família junto com a sua irmã Hélène. O que antigamente era um belo hotel, limitava-se agora a um pequeno bar, que era um refúgio para os poucos franceses que se arriscavam a sair de casa e também que tinham algum dinheiro para gastar. Mas mesmo que não tivessem, só de estarem entre pares, já se sentiam confortáveis.

Para entender o tamanho da ousadia de Sophie, é preciso relatar um fato interessante... um enfrentamento que ela fez aos oficiais alemães: ela escondeu um porquinho em sua casa no momento em que ninguém poderia ter fartura de comida, muito menos animais, e quando delatada por sabe-se lá quem, enfrentou o Her Komandant, alegando que era um insulto dizer que eles esconderiam comida enquanto tantos passavam fome.

Por causa deste enfrentamento, ela e seu bar passaram a ser um ponto de fornecimento de refeições aos oficiais alemães (maneira que encontraram de ficar de olho nela, pensando se tratar de uma subversiva, ou ainda, de uma espiã).

Assim, o Le Coq Rouge passou a receber alimentos para que a refeição dos alemães fosse preparada... agora vocês conseguem imaginar alguém conseguir cozinhar bem com fome? E cozinhar todas aquelas coisas gostosas enquanto os seus estão com fome no cômodo ao lado? Pois Sophie e sua irmã fizeram isso... mesmo sendo, no mínimo, desumano. Porém, aquele que deveria ser o seu algoz, o Her Komandant, percebendo sua fome, disse que ela e sua irmã poderiam comer, pois assim se sentiriam melhor para cozinhar e que sim, os seus também poderiam comer. Este gesto fez com que ela o visse como alguém diferente. Com o passar do tempo, com a convivência diária, Sophie criou até certa afinidade com o Komandant, pois ele gostava de arte e ao ver um belo quadro na parede do Le Coq Rouge, e questiona-la sobre o mesmo, passaram a conversar mais. Com essa aproximação, Sophie vê alguma possibilidade de salvar seu marido e acaba não medindo as consequências de seus atos para tanto.

Em paralelo a história de Sophie, Jojo nos conta a história de Liv, já nos anos 2000, uma jovem viúva que vive em uma bela casa que foi projetada por seu amado David, seu mais ambicioso projeto, uma casa toda de vidro, pois ele gostava de projetar casas, prédios, sempre com vidro. Casa essa, a qual ela não consegue pagar mais os impostos, pois quando se casou com David deixou de trabalhar para acompanha-lo em suas empreitadas, entendendo à época  ser o certo a fazer, e agora, vivendo apenas de trabalhos eventuais, não consegue manter em dia suas contas e as ligações mais “urgentes” que recebe são de bancos e financeiras.
Como já está viúva à algum tempo, seus amigos organizam um jantar para que ela conheça “alguém”, um cara super chato e Liv se vê em situação desconfortável e louca para ir embora, até que a garçonete aparece dizendo que tem uma ligação para ela... mas na verdade não há ligação alguma, é apenas uma artimanha daquela que, na realidade, é uma antiga amiga de faculdade da qual Liv não se recorda, que à salva. Por ficar grata ao que Mo faz, Liv acaba convidando-a para ficar em sua casa. E assim a vida de Liv começa a mudar, pois agora ela tem uma hóspede, que era para ser de uma noite e acaba se tornando constante... o que incomoda Liv no início, porém acaba sendo um conforto no final das contas, pois é bom ter alguém com que dividir um prato de comida e também, ter com quem conversar no final do dia. Digamos que sua “nova” amiga Mo, coloca um pouco de bagunça naquele que até então era o seu “santuário” intocável, aquele lugar imaculado que tanto remete ao seu falecido marido.... e a casa de vidro parece ganhar cor, sons, cheiros... 

...

No aniversário de morte de David, Liv fica muito mal, não quer ficar em casa e como Mo precisa trabalhar no restaurante, ela acaba buscando conforto num bar gay, por entender que ali não correria o risco de ser assediada por estar bebendo sozinha. Mas lá acontece algo que muda mais ainda a sua vida, algo de fato inesperado. Por um descuido, ela tem sua bolsa roubada, e entra em sua vida Paul, um jovem que está disposto a ajudá-la. E por imaginar que Paul é gay, Liv abre seu coração e se sente muito bem ao lado daquele “homem”, falando sobre tudo e todos, sem pudor ou qualquer vergonha. Até descobrir que na verdade ele é muito homem, o que a faz se sentir traída.

Mas como a vida dá muitas voltas e “desgraça pouca é bobagem”, Paul consegue resgatar a bolsa dela, como um tipo de pedido de desculpas, e eles acabam começando uma relação... o que a deixa muito feliz, apesar dos seus medos por sempre acabar se remetendo àquele que foi o seu grande amor.

Porém, em uma visita à casa de Liv tudo muda. Ao prestar atenção ao quadro que adorna a parede do seu quarto, Paul percebe que terá que se afastar daquela que lhe faz tão bem.

Tudo porque ele trabalha com a recuperação de obras de arte perdidas... e aquele belo quadro que adorna o quarto de Liv, presente de casamento do seu amado David, é na verdade, o famoso “A Garota que Você Deixou para Trás”, objeto de uma ação de restituição aos verdadeiros donos em que Paul é o representante da família Lefèvre, descendentes de Édouard.  E é ai que as duas histórias se cruzam... que a vida destas duas mulheres se cruza e que a força que Sophie sempre teve, passa de alguma forma para Liv, que defende com unhas e dentes, no tribunal, a posse daquele quadro que ela entende ser seu por direito, afinal, ele foi comprado (há até um recibo), não foi dado, muito menos roubado.

Mas afinal de contas... quem ficou com o quadro? E Sophie, conseguiu encontrar seu amado Édouard? 

Já leram este livro? Vamos conversar?

Bjo bjo