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domingo, 22 de junho de 2014

Pandemônio



Oi Pessoal... e ai, tudo bem com vocês?

Dando continuidade à trilogia da Lauren Oliver, vamos para o segundo volume que se chama Pandemônio.

Nele, o foco passa a ser a nova realidade de Lena... ou melhor, as duas realidades de Lena, pois os capítulos se alternam entre: “Antes” e “Agora”... contando o que aconteceu até Lena ser “pega” pelos reguladores e passar a ter uma vida sem Alex e tendo que aprender a conviver na Selva sem seu grande amor, e o que aconteceu depois, onde ela começa a participar mais ativamente das atividades da resistência, se infiltrando inclusive aos seus inimigos... 

E agora, entra na história Julian, um jovem rapaz que ainda não foi curado devido a um problema sério de saúde, onde a intervenção pode inclusive, levá-lo à morte.

Prego e Graúna, os novos amigos “do outro lado” de Lena , orientam-na para, durante um grande evento realizado pela ASD (América Sem Deliria), que ela não perca de vista Julian Fineman, filho do fundador da ASD e modelo da divisão jovem desta organização.


Seguindo tais ordens, ela acaba se metendo na maior enrascada, pensando inclusive, que pode morrer... mas quando ela para pra pensar, refletir, percebe que Prego deixou algumas pistas nas coisas que fez ela carregar na mochila e ela consegue fugir e leva consigo Julian... e a partir daqui meus queridos, só lendo mesmo, ou vou relevar segredos que podem comprometer a história!!!!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Delírio



Como já citei anteriormente, estou nessa fase de super leitura e mais uma vez encontrei um bom livro. Outra indicação da amiga Grasi que eu também indico pois é fantástico.
O livro em questão é Delírio de Lauren Oliver e trata-se de uma trilogia, sendo sua sequência: Pandemônio e Réquiem. Confesso pra vocês que estava terminando de ler Delíria e entrando em pânico. Por que? Explico... eu não tinha os outros dois livros hehe! Então corri na livraria para providenciar e não ter que passar por um período de abstinência, hehe! Logo, você podem ver que a história é boa e envolvente.

“Afeta nossa mente, impedindo-nos de pensar com clareza ou tomar decisões racionais sobre nosso próprio bem-estar” (p. 8)

Nossa, o que será isso que faz tão mal para nós?

Acreditem, segundo o livro, é o amor... chamado também de amor delíria nervosa... uma doença que deveria ser erradicada e para isso, todos os jovens, ao completar 18 anos, são submetidos a uma intervenção cirúrgica para se “curar” e poder ter uma vida plena e segura.
Até este procedimento acontecer, meninos e meninas tinham que viver separados, não podiam se tocar de maneira alguma e o contato deveria ser o mínimo possível, apenas acontecer em situações que não houvesse outro jeito.

“Os curados, incapazes de desejos intensos, estão, portanto, livres de dores tanto recordadas quanto futuras” (p. 49)

Veja que coisa maravilhosa... sem sentir o amor, sem ter sentimentos, as pessoas estão ilesas também a dor, ao sofrimento.

Mas Lena acabou descobrindo que não era bem assim... primeiro sua mãe foi contaminada e mesmo tendo passado por diversas intervenções, não conseguiu a cura e acabou cometendo o suicídio.

Por isso, Lena contava os dias para a sua intervenção, para a sua cura... ela não queria acabar como a mãe. Mas então ela conhece Alex... e tudo muda.

E a partir daqui, só lendo mesmo o livro para saber o que vai acontecer... senão vai perder a graça e o surpreendente da história.

A única coisa que eu posso lhes dizer é que é excelente e muito, muito interessante a reflexão que me levou a ter sobre o amor, suas consequências e sua validade na vida de cada um.

Tendo em vista o momento pessoal que estou passando, confesso que não seria nada mal passar por esta intervenção e ser “curada”, não ter mais sentimentos, não sentir mais amor, mas também não sofrer mais, não se decepcionar com as pessoas, entre outras coisas... mas isto é literatura e no final das contas, aprendi muito.

Agora já estou terminando de ler Pandemônio, que é a continuação da história, mas que tem um foco diferente (ainda é sobre o amor delíria nervosa, mas de forma diferenciada), mais maduro talvez, mais forte e só tenho a dizer que também estou AMANDO!


Sendo assim, leiam, comentem, vamos conversar!!!

terça-feira, 26 de março de 2013

Reciprocidade

Dar e receber...

Reciprocidade é uma troca entre duas pessoas, entidades ou grupos.

Sempre que dispensamos tempo, mente e coração para alguma coisa, gostaríamos que isto fosse recíproco, ou seja, que obtivéssemos um retorno... acredito que esteja de alguma maneira, ligado às expectativas que criamos, que já usei como tema por duas vezes somente este ano... minha vida tem sido rodeada de expectativas frustradas e reciprocidade negada. E por isso tenho lido e escrito sobre tais assuntos.

É difícil quando estamos apaixonados por alguém e este alguém não corresponde aos nossos sentimentos... quando empenhamos a nossa vida em função de alguém, seja amor ou seja amigo e este alguém não se empenha da mesma maneira. Quando dedicamos tempo e “mufa” em algum projeto profissional que depende de outras pessoas e estas pessoas não correspondem ao que esperávamos, não abraçam com o mesmo empenho tal projeto.

Dizem que não podemos fazer as coisas desejando algo em troca, mas somos humanos, e por mais desprendidos e altruístas que sejamos, alguma coisa a gente sempre espera, sempre deseja e por muitas vezes, acha que merece.

No que tange a área profissional, o prof. Paulo Sérgio Buhrer, em artigo intitulado Reciprocidade, no site do administradores.com.br fala com muita propriedade. Seguem alguns fragmentos: “Recíproco é o dono da empresa que, ao final do ano, ou, nos meses em que os resultados crescem exponencialmente, premia todas as pessoas da empresa, do zelador ao diretor, com bônus, e não necessariamente pelo cargo que ocupam, mas pela necessidade premente que apresentam”... “Não se trata de comunismo, socialismo, assistencialismo. Trata-se de reciprocidade, de distribuir a riqueza entre os que dão o melhor de si, participam ativamente dos negócios. Não penso em premiar quem não se importa em crescer na vida, estudar, trabalhar duro e com inteligência. Também não imagino um colaborador ganhando o mesmo que a pessoa que fundou a empresa. Por certo as ideias, a ousadia, o empreendedorismo devem ter seu valor, mas, não com tanta disparidade”.

No que diz respeito a reciprocidade afetiva, Reinaldo Müller tem um texto muito interessante do qual também compartilho alguns fragmentos: “Por quê escolhemos "certas" pessoas como amigas e não outras?” … “Porque identificamos, sentimos (veja o verbo da "amizade" é SENTIR -- do AMOR, também o é!) que com ALGUMAS PESSOAS temos mais proximidade AFETIVA -- mais TROCA AMOROSA -- mais CUMPLICIDADE -- mais... AMOR!!” … “O que eu quero dizer que é natural que tendamos a interagir com pessoas que percebemos -- sentimos e notamos, inequivocadamente, que estas pessoas "em questão", em graus e intensidades variadas (a partir de uma expressão "mínima" que aceitamos como tolerável de RESPOSTA E INTERAÇÃO AFETIVA) de alguma forma correspondem e retribuem aos nossos SENTIMENTOS...” … “Agora, quando a pessoa em questão, objeto de nosso AFETO, tem um jeito contido -- frio -- reprimido -- ausente -- distante de manifestar os seus sentimentos em relação à nós (se é que eles existem, "mesmos"...) persistir num relacionamento assim -- numa troca inexistente (ou não-expressada) de carinho, ternura, afinidades de uma maneira geral, revela que nós alimentamos "dentro de nós" -- conteúdos MASOQUISTAS...” … “Este pseudo AFETO "franciscano" de se entregar sem esperar nenhuma reciprocidade afetiva não encontra contrapartida na Realidade. Só existe no cinema na literatura -- e no "imaginário" das pessoas...” … “Por fim, e por último. É adulto, necessário e até indispensável que devemos e precisamos aceitar, e aprender a conviver e operar com a diversidade e a multiplicidade de pessoas e suas respectivas personalidades, temperamentos e características pessoais...”

Trocando em miúdos, voltamos ao início deste post.... “dar e receber”, a reciprocidade é isso e entendo que ela é primordial em nossa vida.

Abaixo os sites utilizados como referência:

E ai, o que você achou? Está passando por alguma situação de ausência de reciprocidade? Em casa, na empresa, em suas relações pessoais? Comente, compartilhe conosco....

sábado, 2 de março de 2013

Indicação de Livro - Seu Futuro



Seu Futuro, educação financeira e atitudes para conquistar sua independência – José Pio Martins

Está é uma indicação muito especial, pois foi indicação de outra pessoa que apesar de não conhecer pessoalmente, tem muito crédito para mim.
Antes de falar do livro, preciso falar do autor, pois é alguém muito próximo a nós, professor universitário em Curitiba.
José Pio Martins, além de professor universitário, é economista, foi vice-presidente de finanças de um banco, diretor financeiro de uma cooperativa agrícola e de uma grande empresa no setor de papel. Atualmente, é vice-reitor do Centro Universitário Positivo (UnicenP) e comentarista econômico da Rádio CBN em Curitiba.
Já o ouvi muito, mas no Programa Light News, na Transamérica Light. Ele fala maravilhosamente bem e escreve muito bem também!
Num primeiro momento, quando se lê o título do livro já vêm à mente que o livro é sobre educação financeira e tenho certeza de que muito pensam que não precisam de educação financeira, que já sabem como gestionar seu dinheiro. Ledo engano.
Primeiro que o livro não fala somente de educação financeira, ele é uma lição de casa para todos que pretendem ter sucesso na vida profissional e pessoal, pois ele aborda inicialmente a questão de quem é você, onde você deve realmente identificar seu perfil psicológico, econômico, entre outras questões. Depois, Pio Martins te leva a identificar quem é o profissional que o mercado deseja, enfatizando que existem seis características que são essenciais: ser ético, ter conhecimento técnico, ter visão de mundo, ter habilidade de relacionamento, saber trabalhar em equipe e ter capacidade de aprender. Fala também de empreendedorismo entre outras questões essencialmente importantes para nossa vida profissional, para só então entrar no assunto financeiro e começa com título muito sugestivo: “Aumentando sua Inteligência Financeira”... duvido que você não queira aumentar sua inteligência financeira, então, bora lá ler este livro. =)
Explica-se qual é a necessidade de termos uma educação financeira e ele enfatiza que isto deveria começar lá na escola, com as crianças. Explica também a diferença entre um ativo bom e um ativo ruim (o que me foi muito útil para mudar de ideia sobre um projeto pessoal), ajuda a elaborar um orçamento mensal eficiente e também como podemos entender de demonstrações financeiras. E por fim, como podemos planejar nosso futuro.
Ou seja, leiam pois vale muito a pena.
Finalizo meu post de hoje com o fragmento de uma frase do livro: “é preciso escolher e agir”.

Mãos a obra????

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Facebook



Volta e meia vejo aquelas mensagens no facebook dizendo para tomarmos cuidado com o que falamos, com o que contamos, expomos através de fotos e palavras. Recentemente até saiu uma reportagem em revista de grande circulação sobre o assunto: “não exponha a sua alegria e felicidade pois a inveja tem facebook”.
Tão difícil isso não? Pois quando algo bom nos acontece, queremos é contar para todo mundo, compartilhar, repartir. Mas realmente isso é uma via de mão dupla e explico o por que.
Ao mesmo tempo que aquelas pessoas que te amam, que gostam de você, ficam imensamente felizes em saber das suas vitórias, das suas viagens, dos seus novos amores, do seu crescimento profissional... também tem aquele ser que só se diz seu amigo, mas que ao saber da sua alegria, deseja o seu mal, sente inveja, cobiça as suas vitórias. Está certo que muitos o fazem sem nem perceber, mas tem aqueles que tem esses sentimentos ruins com total consciência.
E ai vêm mais uma situação interessante... por que muitas vezes esta inveja nos passa despercebida e em outras vezes parece que nos atinge tão fortemente que tudo começa a dar errado?
As pessoas e seus pensamentos e palavras tem poder... só por isso!
Tudo o que você sente quanto aos outros retorna pra você... então, se está com inveja de alguém, seja pelo motivo que for, este sentimento será refletido em você e as coisas não vão melhorar. Esta é a famosa lei da atração, da qual falei em um post mês passado.... sobre o livro que li e recomendo a todos.
Às vezes estamos numa sintonia tão perfeita com a vida, que nem percebemos a maldade no coração e nas palavras das pessoas. Parece que estamos imunes... mas isso é simplesmente reflexo de nossos bons sentimentos, pensamentos, atos e palavras.
Porém, se não estamos bem, parece que é um círculo vicioso do mal.... e tudo tende a dar errado mesmo.
Outra coisa que percebi é que as pessoas SEMPRE, sim SEEEEMPRE pensam que o que compartilhamos é o que estamos sentindo naquele momento. Ok, por muitas vezes é isso mesmo, mas em outras, não. Muitas vezes é somente porque achamos “bonitinho”, ou já vivemos aquilo em outro momento de nossas vidas... não é porque compartilho frases de amor que estou apaixonada, ou porque as frases são de coração partido que alguém me magoou.
Mas e ai, o que fazer? Postar ou não postar? Se expor ou não se expor? Olha.... não existe uma resposta certa. Você tem liberdade para fazer o que achar melhor, mas também precisa estar disposto a assumir as consequências da sua exposição.
Nos últimos tempos achei que estava me expondo demais, contando demais da minha vida e dos meus sentimentos e que isso estava criando uma áurea de inveja muito grande ao meu redor e por algum motivo que desconheço, estava me deixando atingir por isso.... e achei melhor diminuir as postagens, curtir somente algumas coisas... não dizer mais aonde estou, a menos que seja algo realmente excepcional... e me senti em harmonia comigo mesma.
O que te leva à harmonia? Não faça apenas porque todos estão fazendo... faça sim, o que te deixa feliz, faça por você... lembre-se, sua vida não é uma novela que todos precisam acompanhar e, às vezes, ser mais reservado é se preservar e cultivar uma vida saudável e mais feliz.

Texto de: Andréa Melissa Grigowski, 17 de fevereiro de 2013.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Expectativas

Esses dias estava refletindo acerca das expectativas que criamos com várias situações em nossa vida, seja na área profissional, pessoal, acadêmica... 
Percebo que normalmente, quando a expectativa é muito grande, as chances de se frustrar e chatear são imensas, então, o negócio e trabalhar as expectativas e esperar somente o que se sabe que é 100% possível, pois se algo a mais acontecer, "é lucro".
Além de pensar e pensar e pensar.... e refletir, resolvi pesquisar alguns textos e ver o que pessoas mais experientes sobre o assunto dizem e me deparei com um texto que achei excelente e compartilho com vocês agora.
Quem escreveu-o foi Rosemeire Zago, ela é psicóloga clínica com abordagem jungiana, possui especialização em psicossomática, além de desenvolver o autoconhecimento e ministrar palestras motivacionais.

Segue o texto:

Diminuindo as Expectativas, as Decepções Também Diminuirão

É muito comum criarmos expectativas sempre que estamos em um projeto ou querendo obter algum resultado de algo que esperamos ou ainda, participando de um programa de reeducação alimentar.
A espera do resultado sempre gera ansiedade e expectativa. A maioria de nós sempre espera que certas coisas aconteçam de uma certa maneira. O que dizer quando estamos dentro de um relacionamento instável e ficamos sempre esperando um telefonema, a presença constante, uma atitude?
As expectativas são o que pensamos que deve acontecer como resultado do que fazemos, dizemos ou planejamos. E a decepção é inevitável quando as coisas não saem como planejamos. Você espera pelo aumento que acredita merecer.
Você espera ser amada para sempre. Deseja nunca mais ser abandonada. Espera que seus amigos a compreendam quando mais precisa deles. Espera não ser julgada nem criticada quando algo não dá certo.
Quando somos frustrados em nossas expectativas, nossos medos mais secretos podem surgir, como o medo de não mais ser amada, ser abandonada, rejeitada. A sensação de que não temos valor, que não valeu a pena a espera, que já sofremos tanto, por que de novo, por que comigo, são alguns dos pensamentos que tomam conta de nossa mente.
Esperamos sem nada fazer quando acreditamos no pensamento mágico, em nossas fantasias e desprezamos os dados de realidade. Suas expectativas são coerentes com a realidade? Talvez seja uma pergunta importante para explorar.
Muitas vezes a realidade está muito distante de nossas expectativas, mas a ignoramos.
A expectativa consome nossa paciência, harmonia e equilíbrio interno. Parece que quanto mais esperamos mais difícil se torna chegar ao resultado. E nesse compasso de espera, como nem sempre temos controle de tudo, nos decepcionamos.
Nesse momento é muito comum a busca por culpados. Costumamos culpar alguém por quase tudo. Essa é uma maneira sutil de não enfrentar os próprios desejos, que em geral ficam ocultos. As expectativas não realizadas geram raiva, autopiedade, e nos colocamos no papel de vítima.
Pensamos o quanto o outro foi injusto. Pode até ser que tenha sido mesmo, mas será que não recebemos sinais de que isso poderia acontecer e os desprezamos? Será que é a outra pessoa que nos decepciona ou nós que esperamos algo que nem sempre podem nos dar? Claro que dependo do caso. É diferente da situação no trabalho quando alguém te prejudicou seriamente.
Outro conflito muito comum gerado pela expectativa é quando esperamos alguma atitude de alguém e não expressamos o que queremos, como se o outro tivesse a capacidade de ler nossos pensamentos. Um exemplo muito comum é do marido ao chegar em casa depois de um dia de trabalho. A esposa está preparando o jantar, esperando que o marido ao chegar irá lhe dar um abraço e ele ao ver sua seriedade pensa que ela deve estar envolvida com o que está fazendo e para não atrapalhar, a cumprimenta rapidamente com algumas palavras.
Conclusão: os dois queriam receber um abraço, mas como reagiram de acordo com os próprios pensamentos, imaginando o que o outro estaria pensando, ambos acabam se frustrando. O mesmo pode acontecer com quem faz um programa de reeducação alimentar. Espera que os demais membros da família adivinhem o quanto está sendo difícil manter os novos hábitos, principalmente enquanto todos desfilam com seus pratos recheados de tudo que adora comer. Será que eles imaginam sua dificuldade? Nem sempre as pessoas sabem exatamente como nos sentimos. Por isso, o mais indicado é identificar suas expectativas. Ao dizer: “você me ignora quase toda noite ao ficar assistindo televisão” é muito diferente de dizer: “eu me sinto ignorada quando você está assistindo TV”.
Quando as expectativas não são expressas tendemos a fazer um julgamento impulsivo diante do comportamento do outro e que nem sempre corresponde ao que o outro deseja demonstrar. Verbalizar suas expectativas é importante em qualquer relação. Como o caso citado acima de quem faz uma reeducação alimentar. Pactos de silêncio acontecem muitas vezes sem que percebemos e geram muitos conflitos. Todos nós queremos que as coisas aconteçam de um certo modo, mas quando este desejo não se realiza ficamos irados e sequer conseguimos pensar.
As expectativas em geral nos deixam com uma venda nos olhos, não conseguimos enxergar a situação em sua totalidade e podem impedir nosso crescimento e a capacidade de manter relações saudáveis.
Quando compreender que não é responsabilidade de ninguém “adivinhar” o que você quer seus conflitos podem diminuir. Quando nossas expectativas são um fator primário na maneira em que pensamos, ouvimos, falamos, a decepção se torna uma constante. E quando as expectativas de nossos próprios comportamentos são frustradas? É muito doloroso manter a expectativa enquanto percebe que o tempo passa e que seu desejo está longe de ser alcançado. Você aguarda e aguarda, até desistir.
Mas, o que tem feito para alcançar efetivamente o que deseja? Muitas pessoas simplesmente ficam em compasso de espera, acomodadas ao velho e conhecido padrão antigo de comportamento, como se não dependessem delas para que as coisas aconteçam como deseja. É certo que há situações que somos impotentes ou quando esperamos a atitude de alguém, mas, ainda assim, se criar expectativas em relação ao comportamento de outra pessoa, estará no caminho mais seguro para se decepcionar e se frustrar.
As expectativas podem nos mover, motivar, mas também nos destruir internamente. Quanto mais expectativas criamos, mais estaremos propensos a nos decepcionar. Pense sobre suas expectativas, em que áreas elas aparecem mais? O que você tem feito para que se realizem? Se quiser se aprofundar mais, escreva sobre cada uma de suas expectativas não realizadas e veja se eram coerentes com a realidade.
Talvez você descubra coisas novas sobre si mesma. Talvez aprenda a aceitar o que realmente está acontecendo e como lidar com a situação. Nem sempre as coisas acontecerão da maneira como desejamos, mas, nem por isso devemos parar de lutar e desistir. Talvez seja um sinal de que o mais indicado é mudar o caminho e não seu destino em chegar onde deseja.
Por Rosemeire Zago

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"O Banqueiro dos Pobres"

Agora vamos falar um pouco de livros.... durante o mês de outubro e novembro li um livro chamado "O Banqueiro dos Pobres", de Muhammad Yunus e Alan Jolis, que fala sobre como a visão de uma única pessoa, validada pelo esforço coletivo, pode mudar a vida das pessoas de baixa renda.

O livro é de leitura obrigatória para os alunos do 6º período de Administração e nós, professores, devemos cobrá-lo de alguma maneira deles. Resolvi fazer uma questão na prova, vinculada aos temas pertinentes a minha disciplina.

O livro é realmente interessante e real, retrata uma vida diferente da nossa aqui, porém com as mesmas mazelas e tristezas.

Segue abaixo texto de Paulo Cunha sobre o livro.
Retirado do site planetasustentavel.abril.com.br/noticia/estante/estante_264059.shtml.


O Banqueiro dos pobres

Confiando nos mais pobres, o indiano Muhammad Yunus mostra como é possível lucrar e ajudar na distribuição de renda

Bangladesh é um país de 120 milhões de habitantes que está entre os mais pobres do mundo. Quarenta por cento de seu povo vive na mais absoluta miséria. O resto se aguenta. Os endinheirados, donos do poder, constituem uma minoria ridícula em termos numéricos. A cada década algum infortúnio de enormes proporções - inundação, ciclone ou terremoto - deixa milhões de desabrigados. Porém, as catástrofes naturais que assolam este pequeno país asiático não são nada perto da fome que fustiga seus habitantes. Por causa da desnutrição, a média de peso e altura da população está diminuindo. Boa parte das crianças não chega à idade adulta. Além disso, um número assustador de pessoas vaga pelas ruas todos os dias em busca de comida e de um teto para passar a noite. Em Bangladesh, não se vive, sobrevive-se.

Foi a partir desse cenário desolador que o economista Muhammad Yunus teve uma idéia não apenas brilhante, mas revolucionária. Em 1974, logo após a terrível estiagem que se abateu sobre o país, Yunus era o chefe do departamento de economia na Universidade de Chittagong, um pequeno distrito no sudeste do país. Em suas aulas, ele ensinava as teorias que se propunham a resolver os grandes problemas da humanidade. Falava-se em milhões de dólares como se fossem nada. Fora do campus, a realidade era outra, bem mais cruel. Era impossível não ver as hordas de famintos, que estavam por toda parte. O que separava essas pessoas da morte era apenas um punhado de comida. Yunus passou a ficar incomodado com a distância entre o conteúdo de suas aulas e a vida do lado de fora. "Comecei a achar que minhas aulas eram uma sala de cinema onde podíamos relaxar, tranqüilizados pela vitória certa do herói. (...) Mas a partir do momento que saía da sala de aula me confrontava com o mundo real. Lá os heróis eram moídos de pancadas, selvagemente pisoteados", conta no livro. Então, tomou, como ele próprio admite, a decisão mais importante de sua vida. Largou a faculdade e foi descobrir o que estava acontecendo com aquelas pessoas. Yunus queria compreender a realidade do pobre, entender a economia da vida real. "O banqueiro dos pobres" escrito por ele (com a ajuda de Alan Jolis), em 1997, é a história dessa decisão e de tudo o mais que ocorreu - não só em Bangladesh, mas em todo o mundo - por conta dela. A empreitada valeu-lhe o Prêmio Nobel da Paz.

Yunus começou seu trabalho pela pequena aldeia de Jobra, que ficava perto da universidade. Aproximando-se das famílias, começou a perceber como funcionava a economia doméstica naqueles lares e chegou a uma triste constatação: a de que cada trabalhador ganhava no final de uma longa e extenuante jornada, em média, o equivalente a dois centavos de dólar. O grosso da produção ficava todo nas mãos dos intermediários, que obviamente pagavam muito menos do que o valor de mercado. Era exatamente esse sistema de produção que estava, havia décadas, gerando a pobreza de uma população quase inteira. A diferença entre viver decentemente e morrer de fome era dois cents. Yunus, então, decidiu emprestar aos moradores da aldeia o valor que precisavam para não depender mais dos intermediários. Não seriam cobrados juros e eles poderiam pagar quando pudessem. Estava assim lançada a idéia que aos poucos foi crescendo e se transformou no Grameen, o primeiro banco da história criado para os pobres. A instituição que, há três décadas, vem concedendo microcréditos a pequenos produtores e comerciantes como uma estratégia vitoriosa para combater a pobreza.

O que se sucedeu a partir daí é a história de uma transformação, muito bem narrada nas páginas de "O banqueiro dos pobres". O Grameen é um banco completamente diferente dos demais - ele é destinado aos deserdados da sociedade, àqueles que, à primeira vista, não oferecem nenhuma garantia para pagar os empréstimos concedidos e que, por isso, são sempre rejeitados pelos bancos comuns. Yunus constatou que, por mais difícil que seja a situação dos financiados, os empréstimos são sempre pagos, ainda que leve algum tempo. O sucesso do Grameen foi tão grande que colocou por terra os argumentos dos economistas do mundo todo, que não davam nada ao projeto. Os números não deixam dúvidas: de um punhado de dólares emprestados a 42 pessoas da aldeia de Jobra em 1976 até os bilhões de dólares concedidos a 100 milhões de famílias em 2005, com a ajuda do Banco Mundial, foi um longo caminho percorrido. O grande diferencial do Grameen é que ele é baseado em princípios humanistas - não apenas econômicos. Sua ação e seus valores não vêem os pobres como sobra da sociedade, mas como seres humanos que merecem alcançar a cidadania, a vida digna. "Nós acreditamos que a pobreza não tem lugar numa sociedade civilizada, e sim nos museus", afirma Yunus a certa altura do livro, com a certeza de quem sabe o que está dizendo.


domingo, 28 de novembro de 2010

Tropa de Elite 2

Depois de vários dias ausentes tendo em vista a correria na faculdade e no meu outro emprego também, cá estou eu novamente... o primeiro post será sobre o filme "Tropa de Elite 2" que todos vocês já devem ter assistido, pois se não foram, vão.... o filme é fantástico, apesar de dito ser ficção, muito do que lá se passa é a nossa realidade. É só tomarmos como exemplo tudo o que tem acontecido no Rio de Janeiro.

Wagner Moura como o Capitão Nascimento dá um tom mais real ainda à história. Sua atuação é de tirar o chapéu e só confirma que excelente ator ele é.
O foco continua sendo a violència e a corrupção, porém não mais voltado para os "riquinhos que alimentam o tráfico", mas para policiais e políticos corruptos que visam o benefício próprio, envolvendo ai até questões eleitorais.
Na minha opinião, o capitão Fábio (Milhem Cortaz) também é um caso a parte, mostrando que no final das contas, por mais que existam corruptos e que você entre no jogo, no fundo no fundo, ainda há uma esperança para tudo isso.


Segue abaixo link com crítica de Renato Marafon:
www.cinepop.com.br/criticas/tropadeelite2_101.htm

Repito, para quem ainda não assistiu, corram!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Jogar ou Recolher, Você Escolhe

Acabei de receber este texto por email e ele cabe nas aulas de Gestão Secretarial Avançada... e também cabe na nossa vida diária.... Leiam, reflitam e mãos a obra:

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Este é o slogan de campanha desencadeada pela Prefeitura de importante capital brasileira, estampado em cartaz que mostra uma mão sobre um pedaço de papel ao chão.

Tem a ver com educação. Tem a ver com cidadania. Convida o cidadão a refletir sobre o tipo de cidade que ele deseja para si: uma bela e limpa cidade ou ruas cheias de entulho.
Chama o cidadão à responsabilidade, a partir da sua decisão que, naturalmente, tem a ver com a sua formação moral, com sua ética, com seu comprometimento como cidadão.
Em verdade, tudo que nos rodeia, de alguma forma, é de nossa responsabilidade. E depende de nossas escolhas.
Vejamos que podemos morar em um bairro aprazível, mas somente teremos bons vizinhos, se cultivarmos a gentileza e a boa educação.
E isso é feito a partir de pequenos cuidados. Lembremos, por exemplo, de uma saída de carro muito cedo pela manhã, para o nosso trabalho.
Podemos retirar o carro da garagem sem barulho, sem acelerar ruidosamente e, portanto, sem acordar o vizinho que ainda dorme.
Ou podemos fazer todo o barulho que nos achamos no direito de produzir pensando que se nós estamos despertos, tão cedo, os outros também podem acordar à mesma hora.
Podemos limpar a frente de nossa casa, lavar a calçada, tomando cuidado para não sujar a frente da casa ao lado. Ou podemos, de forma descuidada, ir jogando tudo justamente para os lados e emporcalhando a frente das casas próximas.
Podemos ser gentis no trânsito, detendo-nos mínimos segundos a fim de permitir que outro carro, que aguarda no acostamento, possa adentrar a via à nossa frente.
Ou podemos ser totalmente insensíveis e deixar que o seu condutor canse de esperar, até a enorme fila de veículos findar.
Antipatia, simpatia. Nós decidimos se desejamos uma ou outra.
Podemos entrar no elevador e saudar as pessoas. Ou podemos fazer de conta que todas são invisíveis.
Podemos fazer uma gentileza e segurar o elevador um segundo para permitir a entrada de alguém que vem chegando, depressa.
Ou podemos apertar o botão e deixar que a porta se feche, exatamente à face de quem tentou chegar a tempo.
Podemos pensar somente em nós, viver como se mais ninguém houvesse no mundo.
Ou podemos viver, olhando em derredor, percebendo que alguém precisa de ajuda e ajudar.
Podemos fingir que somos surdos ou podemos nos dispor a escutar alguém a pedir informação a um e a outro e nos dispormos a ofertá-la.
Podemos fingir que somos cegos e não enxergar a pessoa obesa, em pé, no transporte público, ou a grávida, ou o idoso.
Ou podemos ser humanos e oferecer o nosso assento, com a certeza de que esse alguém precisa mais dele do que nós.
Mesmo que o cansaço esteja nos enlaçando, ao final do dia, os pés estejam doendo e o corpo todo diga: Preciso descansar.
Pensemos nisso e nos disponhamos a contribuir, desde hoje, com o mundo mais justo, harmonioso e feliz com que tanto sonhamos.


Redação do Momento Espírita.
Em 30.08.2010.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Meu Lixo, sua Economia e nosso Planeta mais Sustentável

Olá Pessoal,

Continuando com matérias relacionadas às nossas aulas de Gestão Secretarial Avançada, encontrei no site da Gazeta do Povo, no Blog Giro Sustentável um texto que fala sobre reuso e sustentabilidade.

http://www.gazetadopovo.com.br/blog/girosustentavel/?id=1039592

Dêem uma olhada, reflitam, se cadastrem e vamos trocar coisas.

Abraços,

Profa. Melissa

domingo, 22 de novembro de 2009

Pequeno Manual da Civilidade

Agora que já aconteceu o que eu estava esperando, na verdade não bem como eu estava esperando, mas aconteceu, quero ver se reestabeleço meus contatos com o blog... mas, além de falar sobre assuntos relacionados à minha tão amada profissão e também sobre assuntos que eu gosto e que estejam relacionados a lazer, começo hoje a postar textos que estou produzindo. Preciso melhorar a minha escrita, preciso de artigos científicos na minha área para melhorar minha titulação, e assim, vou começar escrevendo sobre artigos e matérias de revistas e sites que eu ache interessante.

O primeiro deles é sobre uma matéria que saiu na Revista Veja de 04 de novembro de 2009 e que tinha como título "Pequeno Manual da Civilidade".

Após a leitura, registrem a sua opinião, sugiram melhoras... obrigada

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A Revista Veja de 04 de novembro publicou um texto falando sobre o “Pequeno Manual da Civilidade” e eu gostaria de comentar, pois achei interessantíssimo.

São atitudes diárias e tão simples, que caem no desuso facilmente, pois achamos que, se fulano e ciclano não fazem, porque eu preciso fazer?

Então o assunto é civilidade e diz respeito a todos nós. O texto dividiu a civilidade em 10 itens:

01 – Honradez: ter honra é ter fidelidade aos próprios princípios ou ao próprio eu. Como diz o texto, é “ter vergonha na cara”. Ser honrado é ter integridade moral e escrúpulos e, hoje em dia, é tão fácil ver situações em que a honra é totalmente esquecida. Ter honra é dar exemplo, é ser exemplo. Pensemos em todas as situações que passamos em nossa vida e reflitamos se agimos, ou não, com honra.

02 – Integridade: ter integridade é ter a qualidade do que é inteiro, completo, é ser alguém que não tem duas palavras, duas lealdades. É ser honesto, incorruptível. Como está no texto, ser íntegro é não “deixar o carro aqui só um minutinho”, não dizer que vai atender “só esta chamada” no meio da refeição compartilhada. Quantas vezes você já não passou por situações em que disse, eu vou deixar o meu carro aqui, estacionado na vaga para idosos ou deficientes, mas é que eu só vou pegar o pão no mercado, é rapidinho.

03 – Boas Maneiras: cortesia, uma palavra tão simpática e tão pouco utilizada. Ser cortez, ter boas maneiras caiu tanto em desuso que chega a assustar. Qual é a dificuldade de você chegar no ponto do ônibus onde você está todas as manhãs e encontra sempre as mesmas pessoas e dizer um “bom dia”? Ou então no elevador, ou nos corredores da empresa? Parece que dizer “bom dia”, “boa tarde” vai tirar um pedaço de si, então você se cala, por vezes até abaixa a cabeça. Dar lugar para um idoso ou uma gestante? De jeito nenhum, eu trabalhei o dia inteiro, estou cansado. Além destas situações e palavras temos: um muito obrigada, um com licença, por favor. Para refletirmos, ficam alguns sinônimos de boas maneiras: cortesia, maneiras delicadas, urbanidade, civilidade, polidez, afabilidade.

04 – Tolerância: segundo o texto, a tolerância é o campo da civilidade que mais exige autoaprendizagem. É a aceitação das diferenças, que começam com um simples time de futebol diferente do seu, mas que podem entrar no âmbito da religião, raça, comportamento sexual e ai é que a situação se complica. Na vida social, a tolerância é a virtude mais útil. Dentro desta tolerância podemos falar também sobre respeito. Ser tolerante é ter respeito ao seu próximo, mesmo que ele seja diferente, tenha gostos, modos de pensar, agir e sentir diferentes dos nossos.

05 – Autocontrole: o autocontrole nada mais do que o domínio dos seus próprios impulsos e emoções. Acessos de raiva, stress, descontrole emocional, sentimento de vingança, todas essas situações podem te levar a cometer algum ato de violência, física ou verbal. O texto cita exemplos de trânsito: levar uma fechada, ouvir uma buzinada milésimos de segundo depois que o sinal abre. Todas essas situações nos levam a testar nosso autocontrole. E, ainda segundo o texto, a única maneira de adquirir autocontrole é tomarmos a decisão, de maneira íntima e compromissada, de não agir com violência diante de uma situação de stress.

06 – Civilidade: saber viver em sociedade, bons modos à mesa e em todas as situações da vida e, principalmente, respeito entre as pessoas, respeito ao próximo, é disso que fala a civilidade. Ela é a observação das conveniências, das boas maneiras em sociedade; cortesia, urbanidade, polidez. O texto propõe uma pergunta simples para aplicarmos o conceito de civilidade em diferentes situações de nossa vida cotidiana: o que posso fazer pelo outro para que a vida de todos seja suportável? Fica ai a reflexão.

07 – Honestidade: ser honesto é ter decoro, decência, probidade. É não fazer qualquer coisa para se dar bem na vida. A desonestidade é muitas vezes entendida como a trapaça, o passar a perna em alguém para se conseguir o que quer. E quem nunca fez algo pequeno, porém desonesto e disse, “ah, mas é só nessa prova que eu vou colar, mas é porque não deu tempo de estudar”. E aquele filme que você baixou da internet, e aquela música, ou aquele livro? São coisas simples e que todo mundo faz. Que mal tem em eu fazer também? Comportamentos como esses são desonestos. E é por estes e outros comportamentos que os brasileiros são considerados desonestos, e que o termo “o famoso jeitinho brasileiro” é considerado desonestidade.

08 – Contenção verbal: será que nós podemos falar o que quisermos, sem nos preocuparmos com as consequências de nossas palavras? Eu acho que não. Devemos, como diz o texto, obedecer ao mecanismo de freios sociais pelo qual as opiniões próprias são atenuadas de forma a não ofender os sentimentos alheios. Isso acontece muitas vezes quando falamos sem pensar. Alegamos que estamos nos expressando e que precisamos disso, mas ter má-educação e não levar em conta as consequências de nossas palavras é fortalecer a desagregação social.

09 – Pedir desculpas: quando foi a última vez que você pediu desculpas a alguém sinceramente? Sim, sinceramente, aquelas desculpas cuja intenção é menos aliviar a sua consciência e mais dar uma satisfação moral a quem você ofendeu. Lembre-se sempre: não adianta só pedir desculpas da boca pra fora, o que vale é demonstrar que você está ciente de que fez algo errado e que realmente se arrependeu de ter magoado a outra pessoa. Pedir desculpas é ter respeito ao sentimento do outro.

10 – Decoro: ter decoro é ter decência, respeito próprio, dignidade e conveniência. Ser decoroso é falar adequadamente, é dizer o que tem que ser dito sem adular ou ferir o outro, é não ser exibicionista ou apelativo. O exemplo citado pelo texto é ótimo, pois é da personagem Lady Kate, interpretada por Katiuscia Canoro. Ela esbanja o dinheiro de um certo senador, sendo exibida, decotada e exagerada, além de usar o bordão que está na boca de todos: “tô pagando”. E nossa vida, devemos perseguir nossos objetivos, porém devemos ter certeza de que somos justos com os outros.

Bom, como fica claro no decorrer do texto, todas essas virtudes se complementam, são sinônimos umas das outras e, se passarmos a prestar um pouquinho mais de atenção e as praticarmos diariamente, em todas as situações de nossas vidas, conseguiremos viver com mais civilidade e melhor.