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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Tem Alguém Ai?

Oi Gente,

Estou aqui para escrever sobre o livro Tem Alguém Ai? Da Marian Keyes.



Até hoje, todos os livros que eu li dela foram sempre muito divertidos, uma leitura fluída, descontraída, que eu queria ler o tempo todo para saber o que iria acontecer. E era uma leitura que me distraía, que me tirava do dia a dia da vida agitada e cansada. Porém, este livro foi um pouco diferente... não sei explicar exatamente por que, mas foi. Talvez a situação pessoal que eu estava vivendo no momento da leitura não tenha ajudado muito... um misto de coisas boas (praticamente todas voltadas ao pedal) com coisas bem ruins (mais uma vez a pessoa achar que conhece o ser humano e se enganar grandemente) fizeram com que a leitura se tornasse “ruim”, digamos assim.

Foi uma leitura lenta, difícil, cansativa... Anna Walsh não me cativou. No início ela se mostrou cansativa demais para mim... não consegui sentir empatia pela história ou pela dor dela. Nem pela busca que ela achava ser correta, ou pelos seus sentimentos confusos. Então, foi realmente difícil iniciar este post, eu não conseguia organizar as ideias para escrevê-lo. Na realidade, ainda não estou conseguindo direito, pois quando achei que as coisas estavam tomando um rumo adequado na minha vida novamente, recebi outras “lambadas” da senhora vida. Pois como diz um colega de trabalho, “nada está tão ruim que não possa piorar”. Aff...

Mas como estava ficando muito tempo sem posts e não gosto disto, resolvi arriscar umas letras ai...

Enfim, para escrever sobre o livro, busquei inspiração em blogs que fazem resenhas e acabei descobrindo que na realidade, Marian escreveu um livro para cada uma as irmãs Walsh (e que estes são os seus mais famosos livros – e que eu não os li – oxi). Eu não tinha ideia disso... talvez eu me dê a chance de ler os demais livros e tirar essa má impressão, pois realmente acho que foi o meu momento que não colaborou com a leitura (e que não está colaborando com a escrita agora).

Mas vamos lá. Anna Walsh sofre um grave acidente que faz com que ela retorne para a casa dos pais em Dublin para se recuperar... neste acidente, suas feridas não são somente físicas, mas muito mais emocionais que outra coisa.

 "Eu me arrastava ao longo de cada dia e a única coisa que me mantinha viva era a esperança de que o seguinte seria mais fácil. Só que não era. Todos os dias eram exatamente iguais. Era como se eu estivesse entrando por uma porta errada da minha vida e estivesse em um mundo onde tudo era idêntico, exceto por uma enorme diferença. Tinha esperança de que voltar a Nova York, levar uma vida normal, curtir meu trabalho e meus amigos fizesse o pesadelo se dispersar. Nada disso aconteceu. O trabalho e os amigos simplesmente passaram a fazer parte do pesadelo" (p. 224).

Demorei muito tempo para entender o que tinha acontecido com ela, pois ela não deixa claro em suas divagações sobre o acidente. Ela só quer retornar à Nova York e ao trabalho e quer encontrar seu amado Aidan, seu marido, aquele que dá sentido à sua vida. E indo contra seus pais e irmãs, ela retorna e tenta retomar a vida.

Porém, ela trabalha como relações públicas de uma grande marca de cosméticos e o tal acidente deixou-a com uma cicatriz muito feia no rosto, o que dificulta as coisas, pois ela trabalha com a imagem e, digamos que a sua imagem está afetada.

Mas a pior parte nem é essa... a questão é que neste acidente, ela perde o seu tão amado Aidan, questão esta que realmente eu demorei para entender. Pois ela vê Aidan em todos os lugares, mas isto é uma coisa da sua cabeça, da sua imaginação, do seu desejo. E este seu amor incondicional por ele à leva aos extremos, em busca de algum contato, qualquer que seja com ele, para saber o que ela pode fazer para que sua vida seja o mínimo “normal” depois de tudo o que aconteceu.

Dá para entender isto, tendo em vista que a maneira como tudo aconteceu em suas vidas e o amor que tinham um pelo outro era algo realmente lindo, puro, sincero... e pior (se é que posso dizer isso), muito real, algo que pode acontecer com qualquer um de nós, pois é uma história comum, não como num conto de fadas. Então é compreensível que, ao perder seu amor, que, no entender de Ana, seria para a vida toda, ela se desespere e queira entrar em contato com ele de qualquer maneira, para saber se ele está bem, para saber por que ele teve que ir tão cedo, por que ela teve que ficar sozinha... e o que ela deveria fazer daqui para frente, quais os caminhos a seguir a partir de agora. Por que não seguir com ele? Como fazer isso? Não seria mais fácil ir também? Por que ela não foi levada em seu lugar? Por que não morreu também?

E nesta busca, ela conhece pessoas que acabam mudando sua vida, porém, sem que ela perceba num primeiro momento. Há também a sua família... mãe, pai, irmãs, que de um jeito ou de outro, lhe dão apoio, estão presentes e buscam confortá-la e ajudá-la a superar este momento de dor e perda.

Há também os amigos de Anna, em especial Jacqui, sua melhor amiga... que se mostra realmente especial. Alguém que está ao seu lado, que lhe dá força, mas que também lhe mostra que tem uma hora que ela precisa cair na real e voltar para a sua vida de forma verdadeira, totalmente, presente, de fato.

Como citado em um dos blogs que li para me ajudar a construir meu texto, o livro nos permite montar o quebra cabeças que é o passado de Anna e entender o que esperar (ou achar que esperamos) do seu futuro, mas até chegar nisso, demoooooora!

Mas nossa, meu texto está ficando horrível, credo... realmente não estou boa para escrever, aff. Não sei se não era melhor deixar mesmo de escrever por um tempo do que  lhes oferecer algo tão bagunçado assim. Um texto sem pé nem cabeça,  tão confuso quanto anda a minha vida. Hehe!

Mas foco, vamos voltar ao livro. Anna volta para Nova York, tenta retomar sua vida, o que é difícil, pois sem Aidan nada é como antes, porém, ela resolve focar em seu trabalho, e um novo desafio faz com que, aparentemente, isto fique mais fácil, e assim ela vai para seu escritório todos os dias, e aos domingos, se une a um grupo de pessoas que tentam entrar em contato com seus entes queridos que já partiram. Num primeiro momento isto à conforta, porém, por não conseguir “falar” com Aidan, ela acaba se desmotivando disto também, e desistindo.

Em paralelo, ela mantêm uma relação com seus pais, suas irmãs e amigos, porém, esta relação é superficial. Ela se preocupa com a irmã que se mete com uma investigação de traição entre os mafiosos da região onde mora (ela é um tipo de detetive particular), mas às vezes se questiona se toda a história da irmã não passa de imaginação. Isto a distrai, o que é bom, mas ainda assim ela não consegue seguir com uma vida “normal”.

A questão é que ela demora muito tempo para entender que todo aquele sofrimento não a deixa seguir em frente, e também, de alguma forma, não deixa que seu amado Aidan descanse em paz. E como em todos os livros deste mote, há uma questão surpresa, algo que deixa o livro um tanto interessante, que chega até a dar um pouco de emoção em certo ponto (para mim). E que faz com que o sangue corra um pouco mais rápido nas veias desta pessoa que anda sem tanta emoção assim. O fato é que Anna percebe que precisa seguir em frente... que ela pode e deve construir uma nova vida e que Aidan estará ao seu lado de um jeito ou de outro e que o amor que sentem um pelo outro não morreu naquele acidente, mas que também não precisa ser um fardo a ser carregado de forma tão pesarosa.

Bem lá no finalzinho, entendi o que o livro estava querendo me mostrar... ufa!

Mas é isso... desculpa aí gente... a inspiração fugiu sem destino, espero que volte logo e me ajude a não torturá-los mais com textos tão ruins!

E vocês, já leram este livro? Sabiam desta questão os outros livros das irmãs? Vamos conversar?


Bjo bjo

domingo, 24 de julho de 2016

Depois de Você



“Dançamos como se não tivéssemos mais nada para fazer. Nossa, foi muito bom. Eu tinha me esquecido da alegria de simplesmente existir, de se perder na música, em meio a uma multidão, as sensações que surgiam quando nos tornávamos uma única massa orgânica, animada apenas por um ritmo pulsante. Durante algumas horas noturnas e vibrantes, coloquei tudo para fora, e meus problemas saíram flutuando como balões de gás: meu trabalho horrível, meu chefe meticuloso, meu fracasso em seguir adiante. Eu me tornei cheia de vida e alegre”. (p. 105)



E este é o livro continuação do filme que está fazendo grande sucesso nos cinemas de todo o país.
E depois que eu saí do cinema, eu só conseguia pensar que eu tinha que terminar logo o livro que eu estava lendo para começar logo a ler esse. Sabe aquela ansiedade, aquele desespero pra saber o que vinha depois? Pois é.... fiquei um tempão sem saber, mesmo tendo em livro no kobo, mas foi só assistir ao filme que esse “desespero” voltou.

Então vamos lá, Depois de Você conta o que aconteceu com a nossa querida e atrapalhada Louisa Clark depois que Will se foi.

Como é a vida de alguém depois que a pessoa que ela mais amou se foi? É possível seguir em frente? Como?

 Lou não consegue superar a perda de Will e segue levando uma vida estilo piloto automático. Primeiro ela faz as viagens que Will tanto queria, mas como não consegue ver sentido em tudo aquilo, volta para Londres, onde compra um flat com o dinheiro que Will deixou para ela e arruma um emprego como garçonete em um pub irlandês dentro do aeroporto (emprego medíocre que a leva a viver situações cretinas hehe).

No flat onde ela vive, ela tem acesso ao terraço do prédio, e sempre sobe lá, para pensar na vida, e na morte... um dia, acaba por beber demais e, andando pelo parapeito do prédio, tem a impressão de ter visto uma moça, o que a assusta, fazendo com que ela acabe caindo, o tendo em vista a gravidade dos ferimentos, precise voltar para casa dos pais, para se recuperar. 

Todos acham que ela tentou o suicídio, não creem que foi um acidente, então, quando se sente um pouco melhor, ela prefere voltar para o flat, a ficar aguentando os olhares julgosos dos moradores de sua pequena cidadezinha. Mas para deixar os pais mais tranquilos, ela concorda em entrar para um grupo de luto. Um grupo de pessoas que se reúne para falar sobre os entes queridos que perderam e como estão lidando com a perda. O grupo se chama “Seguindo em Frente” e eles se reúnem no salão de uma igreja pentecostal... de início Lou se sente deslocada, mas acaba seguindo com os encontros, pois de alguma forma, é melhor estar lá, do que só em seu flat. 

Através do grupo ela acaba reencontrando Sam, o paramédico que a atendeu quando ela caiu do prédio. 

Depois de esclarecer um grande mau entendido sobre quem ele é na realidade, eles iniciam um tipo de romance, que é incentivado pelo grupo de apoio e pelos pais de Lou.... mas ela não está tão segura, pois Will está sempre entre eles, o que não deixa o romance “engatilhar” de vez.

“Não olhei para baixo, não me permiti pensar na altura em que eu estava, nem em como a leve brisa me lembrava de um momento que tinha acabado mal, nem na dor no meu quadril que parecia nunca passar. Pensei em Sam, e a fúria que senti me fez prosseguir. Eu não queria ser a vítima, a pessoa a quem as coisas simplesmente aconteciam”. (p. 159)

Para deixar tudo mais confuso ainda, surge uma figura inesperada na vida de Lou... alguém ligado fortemente à Will que vai mudar totalmente a sua vidinha sem grandes emoções. Quem será essa pessoa? O que ela faz com a vida de Lou?

Uma coisa é certa... mais uma vez, Lou precisa amadurecer para dar conta do recado... e mais uma vez, aprendemos com essa mocinha, a Srta. Clark.

“Quero ficar com ele, mas estou com medo. Não quero que toda a minha felicidade dependa de outra pessoa, não quero ser refém de destinos que não consigo controlar”.  (p. 166)

Mas e ai, já leram Depois de Você? O que acharam? Curtiram? Acham que Jojo Moyes foi feliz nesta continuação? Vamos conversar?

Bjo bjo

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Fernanda Takai - Na Medida do Impossível

No dia 08 de maio eu tive o grande prazer de assistir ao show da Fernanda Takai e não foi de qualquer jeito, foi em grande estilo... no Teatro Guaíra e não foi em qualquer lugar... foi muito bem localizada... na platéia... num lugar bem central... ai ai... e foi tão lindo gente, mas tão lindo! *-*

Bom, é muito suspeito da minha parte falar sobre ela, hehe... eu sou fã da banda Pato Fu desde que me conheço por gente... como a própria Fernanda falou para mim... siiiiim eu falei com ela, e tirei fotos! =D

“Mas então você era muito pequenininha” hehe... tão linda... tão intimista, disponível aos fãs... enfim, ela é PERFEITA...

Foi com ela, a alguns anos atrás que eu aprendi o termo MOMENTO PERFEITO e mais uma vez isso aconteceu... eu tive um momento perfeito com Fernanda Takai em 08 de maio de 2015 e eu estava precisando tanto disto. E eu estava sozinha, e mesmo assim isto não foi um problema. Como costumam dizer por ai, eu estava na melhor companhia: a minha!

Mas vamos falar sobre o show... ele foi do CD “Na Medida do Impossível”, contando com os singles (se não estou errada) o seu quinto disco solo, que possui 13 faixas, todas com aquele toque todo especial que só a Fernanda Takai consegue colocar nas músicas. Tem até uma música de Deus... S2... tão lindo!!!! “Amar como Jesus Amor”... com a participação especial do Padre Fábio de Melo.

No seu site, achei algumas palavras da própria Fernanda Takai sobre este álbum:

“Eu poderia responder apenas: porque eu sonhei assim!
Só que nada pode resumir com tanta facilidade os motivos que me levaram a fazer o disco desse jeitinho.
Tudo à primeira vista parece meio caótico musicalmente, mas foi pelas arestas que encontrei o encaixe de mundos tão distintos. Não pelo insólito. Pela nobreza de cada voz, compositor e músico que participa desse caminho.
Gente que ouvi muito durante minha vida, gente que cresceu profissionalmente à mesma época que eu, autores que talvez gerações desconheçam, parcerias que soam como sacrilégio ou privilégio…
Dediquei-me a esse álbum de uma forma agressivamente leve. Tinha prazos a cumprir e todos tem agenda comprometida.
Às vezes algumas vontades não acontecem por conta da inércia. Ou por timidez. Ou por qualquer um buzinar ao seu ouvido que isso ‘não funciona bem assim’.
Hoje com internet e avião, nada pode deter o encontro. Gastei todo o meu arsenal de convicção para convocar alguns amigos e outros que se tornam agora parte da minha história.
‘Te mandei a música’, ‘vamos marcar?’, ‘eu vou aí!’, ‘sim, posso mudar o dia’, ‘eu te busco no aeroporto!’, ‘vale almoço no Xapuri…’ foram frases recorrentes.
Tudo o que faço precisa ainda encontrar pares visuais e sensoriais, por isso o grande ajuntamento de talentos para embalar as canções. A equipe que se reuniu para dar conta dessa necessidade trabalhou de modo inspirado e obstinado. O projeto gráfico, a roupa, os vídeos, a produção, a logística, o patrocínio, a gravadora. A arte!
Não, não é só a música. É o olhar, o sorriso, a lágrima, o detalhe.
É o sim!
Foi por causa de várias respostas positivas que este disco aconteceu. O que me resta é esperar de volta alguma cumplicidade e satisfação de quem torceu a favor.
E quem mais quiser se juntar a nós…
Feliz eu já estou”.
                                                                                                                         Fernanda Takai, 2014
Fonte: http://fernandatakai.com.br/na-medida-do-impossivel/

O início do show tem todo um clima de mistério... com muita fumaça de gelo seco... no decorrer do mesmo, as cores vão mudando conforme a música... os músicos que acompanham Fernanda também são ótimos, eles possuem uma sintonia perfeita também. Foi realmente lindo, empolgante e, acima de tudo, hipnotizador! Sabe quando você se desliga de tudo, e só consegue prestar atenção ao que está a sua frente? Eu só conseguia enxergar e ouvir o que se passava no palco. Eu realmente me transportei para um mundo somente meu... por aquela uma hora e pouco eu me desliguei de tudo e vivi o momento e foi bom demais!

Acredito que todos precisam ter momentos únicos como estes em suas vidas.... "Obrigada Fernanda Takai!"

Depois que o show acabou, depois do famoso “bis”... várias pessoas ficaram no saguão do teatro aguardando a querida Fernanda que foi ao encontro de seus fãs, super solícita... tirou fotos, autografou CDs, DVDs,LPs postais e eu acho que até as lindas almofadas que tinha lá para vender!

Tive o prazer de bater um papinho com ela e registrar o momento como vocês podem ver ai embaixo... e fui embora super feliz... feliz de verdade... na medida do impossível *-*




 



Então, alguém ai foi no show da Fernanda Takai? Aqui em Curitiba ou em outra cidade deste lindo Brasil Baronil? Vamos conversar?

Bjo bjo

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O Destino do Tigre


E a Saga do Tigre chegou ao fim... confesso pra vocês que além de todos os problemas de saúde que me ocuparam no último mês, o livro é um pouco cansativo e tive dificuldade para terminá-lo.
Mas a demora na postagem é porque realmente as últimas 3 semanas foram uma correria total total total... muitos trabalhos postados para corrigir, bancas da Federal para participar (que por sinal foram ótimas) e prova de espanhol... aulas de hidro três vezes por semana por ordem médica... mas cá estou eu para contar para vocês o que eu achei do último livro da Saga do Tigre!!!!
Sabe quando parece que gira em torno de tudo o que já foi dito nos outros três? Algo do tipo, ai vêm mais “aventuras” e eles vão sofrer, e a Kelsey vai fazer alguma “burrada”... enfim, até a metade, um pouco mais pra frente do livro foi assim que me senti... mas as últimas 30 páginas deixam a história mais emocionante e a animação volta... fico imaginando quantos filmes eles vão ter que fazer para retratar tudo que aconteceu hehe...
Neste livro o elemento que se destaca é o fogo e conseguir a corda de fogo é o objetivo, além claro, de vencer Lokesh em uma grande batalha.
A batalha contra Lokesh se passa no passado e desta vez é bem mais emocionante, com a Deusa Durga lutando junto com eles... tem um desenrolar que descreve a preparação de todos para a grande batalha, os ciúmes de Kelsey por causa do “poder” que a Deusa Durga (que ainda não é efetivamente a Deusa) tem sobre os seus dois amados tigres. Lokesh sequestra Kelsey e consegue o poder de mais um amuleto... rola muita ação, muito medo de eles não darem conta do recado, mas no final das contas, o bem sempre vence do mal!
Mas o mais interessante deste livro são algumas escolhas que precisam ser feitas para que a maldição seja realmente quebrada... escolhas estas, que podemos trazer para a nossa vida, para o nosso dia a dia... escolhas que geram consequências, mas que podem ser decisivas para o nosso futuro.
E o melhor, as escolhas que precisam ser feitas, geram consequências que não deixam todos felizes para sempre como toda a história que costumamos ler... pois é, e isso é realmente surpreendente... e bom, afinal, nossa realidade é assim, nem tudo são flores.
Resumo da ópera... cá estou eu agora, órfã de tigres, hehe (e sem muita motivação para o livro que comecei... sabe quando parece que falta emoção, mas também, depois de tantas emoções nestes livros... fica difícil mesmo )... mas vale muito a pena a leitura desta saga que, com seus altos e baixos, acabou me conquistando de verdade!

sábado, 9 de agosto de 2014

Bridget Jones Louca pelo Garoto



E cá estamos nós com mais uma história divertidíssima da Bridget Jones (livro de Helen Fielding), mas preciso confessar algo para vocês... eu não li os outros livros, apenas assisti aos filmes, mas como os filmes são ótimos, imaginei que este livro seria tipo muito bom e eu estava certíssima, ele é mais que divertido e o pior, tão real que dá até medo, hehe!

Como eu suponho (pois não li os outros) este livro também é escrito em forma de diário, com a data, horários e sempre uma tirada engraçada da Bridget como por exemplo: 60 kg, 3482 calorias (ruim), número de vezes que vi se o Roxster estava com piolho: 3, número de piolhos encontrados no Roxster: 0, número de larvas encontradas na comida do Roxter: 27, quantidade de larvas encontradas na casa: 85 (ruim)... e assim por diante, hehe

Ele conta a história da nossa querida Jones quando ela já passou dos 50 anos (idade que ela não admite assim claramente, é óbvio) e está com dois filhos... um casal descrito de maneira fofíssima.

Ela ainda continua com seus antigos amigos, aqueles fiéis escudeiros do passado que estão ao seu lado para o que der e vier nesta nova fase da vida, assim como estavam antes... mas tem algumas coisas que eu não posso escrever aqui, pois seria um spoiler imenso e para os fãs da série, uma afronta hehe, então, o que eu posso dizer é que o livro é delicioso... leve, daqueles que fazem você viajar, se visualizar em algumas situações, desejar passar por outras, se desligar deste mundo cão em que vivemos e dar boas risadas. Mas ele também tem algumas reflexões, como o valor das verdadeiras amizades com o passar dos anos, como neste trecho:
"Nós todos nos olhamos alegremente. O triunfo de um era o triunfo de todos" (p. 123)

Ou ainda, como o "amor" pode ser cruel, mas sempre podemos comer:
"Quem quer quer, quem não quer não quer. Mas pelo menos, sempre é possível comer" (p. 392).

E é isso, não vou me prolongar, pois senão vou contar algo que não devo hehe... leiam, me contem se gostaram...

Bjo bjo... :)

domingo, 29 de junho de 2014

Réquiem



E chega ao fim uma das trilogias mais interessantes que já li... sabe aquela vontade de saber o que vai acontecer mas ao mesmo tempo aquele medo de que o livro acabe? Pois é... me vi nesta situação... hehe! Confesso que me enrolei por quase uma semana nos últimos capítulos. Confesso também que esperava um tiquinho mais do desfecho, mas enfim, ao que me parece, tem história para pelo menos mais uma trilogia hehe! Lauren Oliver... continue a história, por favor!!!!!!

Neste livro, uma grande surpresa, algo inesperado... até agora ainda não digeri muito bem uma determinada situação... sobre ela, só tenho a dizer:

“Deve ser por isso que ainda penso nela. A cura não acaba com todos os sentimentos.
A culpa ainda pulsa em mim”. (p. 59)

Os capítulos são divididos entre Lena e Hana, e contam as histórias das duas grandes amigas que continuam em paralelo... uma vida de cura e uma vida de “inválida”. Uma vida de conforto e segurança e uma vida de incertezas e muita luta.

Aqui a revolução dos não curados, inválidos, simpatizantes toma forma e acontece efetivamente. Aqui Lena toma conhecimento de pessoas e situações que não imaginava. Hana também, passa pela intervenção que deveria curá-la do “amor”, porém, com o passar do tempo, percebe que tem algo errado... parece que a cura não foi bem sucedida nela...

Mais do que isso também não posso, não devo contar, ou vai perder a emoção, a surpresa, aquela sensação de quero mais que o livro proporciona.

A única coisa que posso dizer é que vale muito a pena tal leitura, que todos os livros são ótimos e que super recomendo.

Ainda me questiono sobre ser curada... talvez isso ajudasse a “resolver alguns problemas”... mas no fundo, no fundo, sei que o amor vence no final hehe!


Beijos e abraços meus queridos amigos... comentem, compartilhem!!!! ^^

quarta-feira, 12 de março de 2014

Não Conte a Ninguém



Este livro de Harlan Coben conta a história de David Beck (pediatra do sistema público de saúde) e sua esposa, Elizabeth.

Quando estavam comemorando o aniversário do primeiro beijo, Elizabeth é raptada e encontrada morta dias depois e o Dr. Beck é atacado e fica hospitalizado por um tempo.
As investigações criminais levaram à um serial killer que foi preso e condenado.

Dr. Beck ficou internado um tempo, e depois retornou sua rotina como era possível. Nunca mais foi o mesmo, sempre faltava-lhe um pedaço, pois o amor que ele e Elizabeth sentiam um pelo outro era mágico, desde a infância. Eles se conheceram ainda crianças e quando o amor surgiu, foi natural, parte de ambos. E juntos eles tinham um ritual, todos os anos, no aniversário do primeiro beijo, retornavam ao Lago Charmaine, e na árvore aonde este primeiro beijo aconteceu, estavam as suas iniciais gravadas e barras que correspondiam a cada ano desde o primeiro beijo. Haviam 12 barras no fatídico dia.

E Dr Beck procura levar a vida como é possível, trabalhando no posto como pediatra, atendendo meninas de 12, 13, 14 anos grávidas. Com o tempo ele aprendeu a não julgar, apenas tratar e se tornar um tipo de amigo.

O que lhe dava certa forças de continuar era o trabalho, sua irmã Linda e a companheira dela, Shauna, além de Mark, o filho delas.

Porém, tudo muda de figura quando, 8 anos depois da morte de Elizabeth, 2 corpos são encontrados próximos ao lugar onde toda aquela tragédia aconteceu e o Dr. Beck é considerado suspeito de ter matado a própria esposa. Isso porque a polícia acredita que na verdade os homens encontrados foram contratados pelo Dr. Beck para matá-la e depois ele matou-os para não ter testemunhas.

A partir dai, a vida dele muda totalmente, pois além de ser perseguido pela polícia e também por homens que ele não sabe quem são, Dr Beck passa a receber mensagens confidenciais via e-mail onde, mesmo parecendo loucura, mostra-se que sua Elizabeth está viva. E o que ela pede nestas mensagens?! Que ele NÃO CONTE A NINGUÉM... e se eu contar a partir daqui, perderá a graça!!!! ;)

É um romance policial por assim dizer, super envolvente, um livro daqueles que você não consegue parar de ler, pois PRECISA saber o que vai acontecer... super recomendo!

Leiam, depois comentem o que acharam... pois várias situações no decorrer do mesmo se “resolvem” e esclarecem de forma surpreendente e inesperada.


E é isso ai... aproveitem e boa Leitura!!!!

domingo, 7 de julho de 2013

A Travessia



Indicação de Livro

E lá vamos nós para a indicação de mais um livro.
Confesso que estava um tanto receosa de lê-lo, e não sei explicar o por que, ou melhor, não sabia, até iniciar sua leitura.
O livro em questão é “A Travessia” de William P. Young, o mesmo autor de “A Cabana”.
O livro é simplesmente um tapa bem dado na cara das pessoas que pensam apenas no trabalho e em si mesmas, em detrimento de todo o resto.
No decorrer da leitura me vi em tantas das situações egoístas protagonizadas por Tony que realmente me assustei. Foi um momento de reflexão, de pensar no rumo que estou tomando para a minha vida e nas consequências que já tenho recebido em virtude deste comportamento.
Mesmo ao escrever agora, ainda estou assustada, com medo, mas o livro abriu algumas portas e algumas janelas que estavam bem trancadas ou que eu acho que estavam é emperradas mesmo e agora estou tomando cuidado com a manutenção delas, ainda um pouco atrapalhada e sem jeito, mas sei que posso e vou melhorar.
Na capa do livro tem uma frase com a qual eu refletia todas as vezes que pegava o livro para ler: “Espero que este livro incentive você a ter conversas sinceras sobre a vida, Deus e o amor. E que consiga curar a sua alma”.
O processo de cura da alma é tão doloroso, ele sangra e por muitos momentos, a vontade é desistir, pois enquanto não se mexe, não há dor, não há sangramento.
Ainda existem muitas “curas” a serem feitas em minha vida, mas acho que agora estou no caminho certo apesar do medo arrebatador que aperta o meu coração toda vez que penso a respeito disso.
Enfim... a orelha do livro nos diz:
“Esta é uma história sobre as escolhas que fazemos e a maneira imprevisível como elas afetam não só a nossa vida, mas também o coração e o mundo das pessoas à nossa volta. É sobre sermos convidados pelas circunstâncias a examinar quem somos e, talvez, a abraçar as escolhas que fizemos e suas consequências – em vez de fugir delas.
O extraordinário se esconde nas coisas mais simples, mas a maioria das pessoas está ocupada demais perseguindo ou alcançando o sucesso, sem se preocupar com o alto preço que terá que pagar, sacrificando os relacionamentos e aquilo que realmente importa em nome de ilusões.
Como A Cabana, espero que A Travessia toque o que existe de mais profundo em você, que o incentive a ter conversas sinceras sobre a vida, Deus e o amor. E que consiga curar parte do que este mundo e as circunstâncias possam ter danificado no precioso milagre que é a sua alma. Vamos torcer juntos para que sim”.
Uma das partes que mais me marcou no livro foi: “Grande parte do que você precisa perdoar nas outras pessoas, e especialmente em si mesmo, é a ignorância que machuca. Não é só de propósito que as pessoas magoam umas às outras. Na maioria das vezes, elas simplesmente não sabem agir de outra forma. Não sabem ser algo diferente, algo melhor”. (página 70)
Espero que ele possa abrir os seus olhos, como abriu os meus!
Boa leitura e depois, me contem o que acharam!!!!!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Cinema Nacional




No final de maio e início de junho assisti dois filmes brasileiros no cinema que valeram a pena. E ambos vinculados de alguma maneira ao Renato Russo e à Legião Urbana.
Muito se critica o cinema nacional, que teve os seus momentos de tormento no passado, e volta e meia ainda dá algum deslize, porém, o cinema “estrangeiro” também não faz o mesmo? Tem erros e acertos? Desta forma, preciso parabenizar o cinema nacional por estes dois ótimos filmes.

Em Somos Tão Jovens, conta-se a história da adolescência (dos 16 aos 22 anos) de Renato Russo (ou Júnior, se preferir), a formação da sua primeira banda - o Aborto Elétrico - e como começou a Legião Urbana....Thiago Mendonça, que dá vida (literalmente) ao Renato Russo é fantástico, por diversos momentos parece que é o próprio Renato que está ali, interpretando a si mesmo. E a trilha sonora, um capítulo a parte que merece toda a sua atenção! Ouvindo aquelas músicas e se remetendo ao passado, à adolescência. Bons tempos que não voltam mais... e como eu aproveitei! =)
Fica claro também que Renato tinha um gênio forte e que nem todos conseguiam se manter ao seu lado, mas também fica muito mais claro ainda toda a sua inteligência e percepção ao escrever as letras que são cantadas até hoje a fortes pulmões por “velhos”, adultos, jovens e adolescentes...

O outro filme é Faroeste Caboclo, história baseada na letra da música com o mesmo nome. Tudo bem que o filme não segue toda a letra, no meu ponto de vista ficaram algumas coisas faltando, mas enfim, o filme é baseado o que não quer dizer que seja exatamente igual. De qualquer forma, Isis Valverde e Fabrício Boliveira interpretam muito bem Maria Lúcia e João de Santo Cristo. Felipe Abib interpreta Jeremias, o “menino mal” da história e nos deixa com muita raiva, playboyzinho babaca, hehe.
Achei muito interessante que, no decorrer do filme me peguei torcendo por João de Santo Cristo e vejam, ele era o bandido da história também. É interessante como a mídia nos leva para onde quiser... de qualquer maneira, o filme é ótimo, prende a atenção e também tem uma trilha sonora muito boa.
Como diz o site cinepop, uma história de amor, ódio, vingança e violência, mas que vale muito a pena assistir.

Resumindo, recomendo os dois... =)

Abaixo sinopses:

Somos Tão Jovens
O jovem Renato Russo não tem tempo a perder: sonha ser um astro do rock. Mas ainda é cedo. Ele precisa estudar, dar aulas de inglês, tranquilizar os pais, curtir a turma, curar dores de amor e, principalmente, arrumar quem toque na sua banda. Do Aborto Elétrico à Legião Urbana, “Somos Tão Jovens” apresenta os primeiros acordes do mito Renato Russo e da turma do Rock Brasília, criadores de sucessos como “Que País é Este”, “Geração Coca-Cola”, “Eduardo e Mônica” e muitas outras músicas que marcam e transformam fãs geração após geração, iniciando a trajetória que a tornará a maior banda do Rock Brasil e Renato Russo o porta-voz da juventude urbana do país inteiro.
Fonte: http://www.somostaojovens.com.br/page/sinopse-1

Faroeste Caboclo
João (Fabrício Boliveira) deixa Santo Cristo em busca de uma vida melhor em Brasília. Ele quer deixar o passado repleto de tragédias para trás. Lá, conta com o apoio do primo e traficante Pablo (César Troncoso), com quem passa a trabalhar. Já conhecido como João de Santo Cristo, o jovem se envolve com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo em que mantém um empregro como carpinteiro. Em meio a tudo isso, conhece a bela e inquieta Maria Lúcia (Ísis Valverde), filha de um senador (Marcos Paulo), por quem se apaixona loucamente. Os dois começam uma relação marcada pela paixão e pelo romance, mas logo se verá em meio a uma guerra com o playboy e traficante Jeremias (Felipe Abib), que coloca tudo a perder.
Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-202601/