Mostrando postagens com marcador Preconceito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Preconceito. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Um Lugar bem Longe Daqui – o filme

 

 

Oi pessoal, bom dia, boa tarde e boa noite, tudo bem com vocês?

Hoje a conversa é sobre filme, a um tempo atrás escrevi sobre o livro lido: Um Lugar bem Longe Daqui.... indicação da amiga Grasi e esses dias, assisti ao filme baseado no livro.

Tenho que contar pra vocês, a fotografia e a trilha sonora do filme são um espetáculo.

O filme começa com a morte de Chaise e as autoridades da região atrás da Menina do Brejo como principal suspeita.

Ela é presa e no tempo de prisão, o gato, que é bem evidenciado no livro, também aparece como um conforto para Kya em seu tempo encarcerada.

Já na sequência, um advogado aposentado aparece na prisão para se oferecer para atender o caso de Kya, para lhe representar.

E a história volta para a sua infância, para sua família, no brejo.

Uma coisa que me chamou muito atenção é que no livro se enfatizava muito a pobreza e o mal vestir deles e no filme isso é bem diferente. Roupas limpas, todos bem arrumados e bem branquinhos, no livro dá impressão de que seriam pardos. Mas enfim, no livro a gente sempre imagina como queremos não é mesmo?

Então a descrição da pobreza que eles viviam não é muito evidente no filme.

Quando vai para a escola pela primeira e única vez é um dos poucos momentos que vemos Kya “suja”, descalça.... mas já na sequência que mostram ela ajudando seu pai com as pescas no barco, está asseada.

Reforçando o que já disse lá em cima, a fotografia do filme é divina, o brejo, um lugar lindo, acolhedor, cheio de vida.... muito verde, muitos sons, é um espetáculo a parte.

A história de Kya com Tate é contada de forma linda, romântica, mas Tate não aceita quando ela quer se entregar e deixa tudo triste e “frio” entre eles... e depois ele vai para a faculdade, deixando Kya “à espera”... e como ele não volta, ela acaba se envolvendo com Chaise, que parecia ser alguém legal, mas que no fundo não queria assumir nada com ela. Em paralelo rola o julgamento de Kya, com muitos detalhes como no livro.

Os pássaros que vinham sempre ao seu encontro no livro, aparecem muito pouco no decorrer do filme.... deveriam ter explorado isso um pouco mais, visto que em muitos momentos eram os pássaros seus únicos amigos e companheiros.

O julgamento passa e ela é absolvida... finalmente se junta à Tate e tem uma vida feliz.

A passagem de sua vida, até o seu envelhecimento, no brejo, junto ao seu amado Tate é retratado de uma forma muito linda, pura, envolvente.... emocionante na verdade. E ela deixa essa terra no seu barquinho, no seu brejo, em paz.... e ao recolher suas coisas no final da vida, Tate acaba por descobrir seu segredo mais bem escondido... e fim.

 

Ufa, que lindo, lógico que falta muito do livro, mas adaptações são assim mesmo e tudo bem. E essa é uma adaptação que vale o seu tempo... assistam.

 

Bjo bjo




domingo, 30 de abril de 2017

Assédio Moral no Ambiente de Trabalho



E muito tem-se falado na empresa em que laboro, do tal assédio moral. Ele acontece diariamente em todas as empresas. Às vezes de forma velada, às vezes descaradamente, mas acontece.

Como é assunto forte, porém está ligado com o nosso dia a dia, resolvi escrever sobre o mesmo.
Já havia escrito antes... se quiserem conferir, clica aqui: http://entreagendas.blogspot.com.br/2013/11/assedio-moral.html

Resolvi escrever também, pois por muitas vezes me sinto assediada, então achei por bem fazer uma pesquisa e verificar se o que se passa comigo é de fato um assédio moral ou não.

Segundo o site Guia Trabalhista, “o assédio moral caracteriza-se por condutas que evidenciam violência psicológica contra o empregado. Na prática o ato de expor o empregado a situações humilhantes (como xingamentos em frente dos outros empregados), exigir metas inatingíveis, negar folgas e emendas de feriado quando outros empregados são dispensados, agir com rigor excessivo ou colocar ‘apelidos’ constrangedores no empregado são alguns exemplos que podem configurar o assédio moral. São atitudes que, repetidas com frequência, tornam insustentável a permanência do empregado no emprego, causando danos psicológicos e até físicos, como doenças devido ao estresse causado pelo assédio” (Fonte: http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/assediomoral2.htm).

Já segundo o site assediomoral.org, baseado em texto de Barreto (2000), assédio moral é “a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinados, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego. Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, frequentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ‘pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vítima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ‘perdendo’ sua autoestima (fonte: http://www.assediomoral.org/spip.php?article1). 

Ufa, que triste e horrível tudo isso... mas então, o assédio moral basicamente é um tipo de bullying,  assim como os sofridos pelas crianças e adolescentes nas escolas ou entre seus grupos de afinidade (quando não são tão afinados assim). 

Quando o seu superior ou outra pessoa só “pega no seu pé”, sem cobrar o desenvolvimento das atividades de outras pessoas e apenas a sua, quando tudo o que você faz não é bom o suficiente, entre outras situações, pode ser configurado como assédio, desde que seja um comportamento repetitivo, pois quando a situação acontece de forma isolada, não configura-se assédio. Porém, quando tal ação constrange o atingido e faz com que o mesmo não queira mais ir ao trabalho, ou ainda o faça se sentir mal psicologicamente falando, sentindo-se humilhado, com vontade de chorar, e às vezes até com vontade de “agredir” a pessoa que está lhe agredindo, pode ter certeza de que ai se encontra uma situação de assédio.

E como é difícil quando você percebe que está passando por isso, pois como é que você sai dessa? Segundo o texto que escrevi lá em 2013, a melhor saída é denunciar o assediador. Mas por vezes, na maioria das vezes, este ser é o seu superior... e só isto já intimida a denúncia... segue-se a isto, o fato de que é muito difícil comprovar um assédio... normalmente é necessário o testemunho de pessoas próximas e que presenciaram a situação. Mas, mais uma vez por medo, estas pessoas não se pronunciam, ficam caladas. Vai que eu sou demitida, preciso do emprego para pagar as contas, sustentar minha família, etc. Complicado não?!

Digo isto, fica claro que não é só o assediado que fica com sequelas psicológicas e até fisicas do assédio. Este tipo de situação afeta a todos que estão no mesmo ambiente. 

Mas acho que é isso... eu só queria escrever um pouco sobre para desabafar, para desestressar mesmo e rever, e tentar entender o por que de alguns comportamentos que ando observando e vivenciando.

E vocês, já sofreram assédio moral? Já presenciaram alguém ser assediado? 

Vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 18 de abril de 2017

Macumba – Uma Gira Sobre Poder


“Ah Zumbi! Avisa Dandara, nós continuaremos aqui! Ativando nosso efó, fortalecendo o nosso axé, porque eu empodero a minha alma e meu cabelo, eu empodero a minha pele e a minha história, nada nem ninguém tem o poder de tirar a minha fé, de tirar o meu ilê, de tirar o meu dinheiro, de tirar a minha roupa. Eu sou poder! Axé!”
(Fernanda Júlia – encenadora e dramaturga)

E no Festival de Curitiba eu fui agraciada pela minha querida empresa com um par de convites para assistir à peça Macumba, uma gira sobre poder.


Confesso que de início eu não tinha certeza que seria uma boa escolha, fui atraída pelo nome, achei diferente (no mínimo)... mas ao chegar lá na Sociedade 13 de Maio, já na entrada, tive certeza que sim, foi uma ótima escolha.

Como eles mesmo chamam, que espetáculo cênico (espetáculo pois engloba teatro, música, dança e artes visuais) emocionante, que boa descrição de empoderamento do negro e também da mulher. Este espetáculo faz parte do Projeto Macumba, que é contemplado pela Bolsa Funarte de Fomento a Artistas e Produtores Negros de 2014. Sem querer entrar em mérito nenhum, ter que ter um fundo próprio já é um grande pré-conceito, mas também, é uma dádiva, pois nos proporciona ensinamentos como os passados nesta bela apresentação.

“Empoderar-se significa, além de ter acesso a todos os direitos de cidadania, conhecer a sua história, ter consciência da sua cultura e identidade. O negro tem poder? Onde o negro tem poder? Por meio de um espetáculo afrografado e afro centrado, a Companhia Transitória convida a todas e todos para uma reflexão, para um provocação. O que é poder? Como se tem poder? (Fonte: http://www.bemparana.com.br/noticia/495789/macumba-uma-gira-sobre-poder-e-o-empoderamento)

O cenário “montado” já mostra que o foco é desmistificar, pois a platéia fica em volta dos artistas, o cenário é como uma cruz ou um sinal de mais... e não há cenário na realidade, apenas as falas (e que falas) de 4 atores (homens e mulheres), descrevendo a questão do empoderamento do negro e das mulheres, do racismo, solicitando o reconhecimento dos valores e da cultura negra neste país tão negro e tão preconceituoso. Inclusive, mostrando diversos negros que são “podres de ricos”, indo contra o pré-conceito de muitos.

E as músicas, ah, as músicas... músicas criadas para este espetáculo, músicas que nos envolvem de tal forma e quando nos damos conta, já estamos cantando junto, e batendo palmas e pés e vibrando com toda aquela energia positiva, com todo aquele axé.

O que dizer, simplesmente que, se você ainda não assistiu, e tiver oportunidade, assista, pois você vai sair de lá mais leve, mais feliz, mais centrado.... e mais do que tudo, você sairá com mais conhecimento sobre uma cultura que é nossa!








E aí, vamos conversar?

Bjo bjo

sábado, 3 de setembro de 2016

O Meio do Caminho




E cá estou eu para falar de um livro que impactou de forma diferente na minha vida, principalmente neste momento familiar que estou passando... e é interessante pois quando escolhi este livro especificamente para ler, não fazia ideia do tema do mesmo... a escolha foi simplesmente porque resolvi que iria ler todos os livros físicos que tenho antes de voltar aos livros do kobo e como este foi um livro que comprei na Bienal do Livro lá em São Paulo, em 2014, já está na prateleira a muito tempo.... enfim, quando li o resumo do livro pensei, será mesmo que devo ler este livro neste momento? Depois pensei de novo... se peguei este livro bem agora, é porque é pra ser, é pra ler e tomar conhecimento da realidade de outras pessoas então, bora lá, abrir estas páginas e mergulhar nesta história.

Mas diferentemente dos meus outros posts, onde costumo descrever, às vezes até excessivamente, a história do livro, no caso de “O Meio do Caminho” de Kelly Corrigan, vou me limitar a dizer que é um livro autobiográfico, onde Kelly conta a história da sua vida... presente e passada... mas principalmente, da sua luta contra uma doença que aflige hoje quase todas as famílias que conheço: o tão malfadado câncer.

O título, o meio do caminho, se refere ao caminho entre a sua juventude e a sua vida adulta e como ela lidou com o fato de ter câncer neste entremeio e como lidou também, com o fato de que, além de ter que tratar do seu câncer, teve que lidar com o fato do seu Verdão (o seu amado pai) estar com câncer novamente.

E eu só tenho isso para dizer à vocês... que vocês devem ler, conhecer a história de Kelly Corrigan, que talvez seja muito parecida com a história de muitos de vocês.

Boa leitura... bjo da Mel

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A Garota que Você Deixou para Trás




Sinopse:
Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo: a família, a reputação e a vida, na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

 
E coincidência ou não, quando eu escolhi o livro que me acompanharia para a viagem de férias de inverno, escolhi um livro da Jojo, mais um... então foram dois livros seguidos dela... e confesso que o início dessa leitura não foi muito legal. Sei lá, não parecia um livro dela. Meio livro de época, não curto muito. Confesso que me lembrou bastante A Última Carta de Amor, que também é da Jojo e também causou estranheza de início.

Ele conta a história de Sophie... ou podemos dizer que primeiramente a história de Sophie. Uma jovem forte e muito impetuosa até, tendo em vista a época em que viveu. Época da Primeira Guerra Mundial... quando a França foi invadida pelos alemães.

Enquanto o seu marido precisou ir para o front de batalha, ela ficou cuidando dos negócios da família junto com a sua irmã Hélène. O que antigamente era um belo hotel, limitava-se agora a um pequeno bar, que era um refúgio para os poucos franceses que se arriscavam a sair de casa e também que tinham algum dinheiro para gastar. Mas mesmo que não tivessem, só de estarem entre pares, já se sentiam confortáveis.

Para entender o tamanho da ousadia de Sophie, é preciso relatar um fato interessante... um enfrentamento que ela fez aos oficiais alemães: ela escondeu um porquinho em sua casa no momento em que ninguém poderia ter fartura de comida, muito menos animais, e quando delatada por sabe-se lá quem, enfrentou o Her Komandant, alegando que era um insulto dizer que eles esconderiam comida enquanto tantos passavam fome.

Por causa deste enfrentamento, ela e seu bar passaram a ser um ponto de fornecimento de refeições aos oficiais alemães (maneira que encontraram de ficar de olho nela, pensando se tratar de uma subversiva, ou ainda, de uma espiã).

Assim, o Le Coq Rouge passou a receber alimentos para que a refeição dos alemães fosse preparada... agora vocês conseguem imaginar alguém conseguir cozinhar bem com fome? E cozinhar todas aquelas coisas gostosas enquanto os seus estão com fome no cômodo ao lado? Pois Sophie e sua irmã fizeram isso... mesmo sendo, no mínimo, desumano. Porém, aquele que deveria ser o seu algoz, o Her Komandant, percebendo sua fome, disse que ela e sua irmã poderiam comer, pois assim se sentiriam melhor para cozinhar e que sim, os seus também poderiam comer. Este gesto fez com que ela o visse como alguém diferente. Com o passar do tempo, com a convivência diária, Sophie criou até certa afinidade com o Komandant, pois ele gostava de arte e ao ver um belo quadro na parede do Le Coq Rouge, e questiona-la sobre o mesmo, passaram a conversar mais. Com essa aproximação, Sophie vê alguma possibilidade de salvar seu marido e acaba não medindo as consequências de seus atos para tanto.

Em paralelo a história de Sophie, Jojo nos conta a história de Liv, já nos anos 2000, uma jovem viúva que vive em uma bela casa que foi projetada por seu amado David, seu mais ambicioso projeto, uma casa toda de vidro, pois ele gostava de projetar casas, prédios, sempre com vidro. Casa essa, a qual ela não consegue pagar mais os impostos, pois quando se casou com David deixou de trabalhar para acompanha-lo em suas empreitadas, entendendo à época  ser o certo a fazer, e agora, vivendo apenas de trabalhos eventuais, não consegue manter em dia suas contas e as ligações mais “urgentes” que recebe são de bancos e financeiras.
Como já está viúva à algum tempo, seus amigos organizam um jantar para que ela conheça “alguém”, um cara super chato e Liv se vê em situação desconfortável e louca para ir embora, até que a garçonete aparece dizendo que tem uma ligação para ela... mas na verdade não há ligação alguma, é apenas uma artimanha daquela que, na realidade, é uma antiga amiga de faculdade da qual Liv não se recorda, que à salva. Por ficar grata ao que Mo faz, Liv acaba convidando-a para ficar em sua casa. E assim a vida de Liv começa a mudar, pois agora ela tem uma hóspede, que era para ser de uma noite e acaba se tornando constante... o que incomoda Liv no início, porém acaba sendo um conforto no final das contas, pois é bom ter alguém com que dividir um prato de comida e também, ter com quem conversar no final do dia. Digamos que sua “nova” amiga Mo, coloca um pouco de bagunça naquele que até então era o seu “santuário” intocável, aquele lugar imaculado que tanto remete ao seu falecido marido.... e a casa de vidro parece ganhar cor, sons, cheiros... 

...

No aniversário de morte de David, Liv fica muito mal, não quer ficar em casa e como Mo precisa trabalhar no restaurante, ela acaba buscando conforto num bar gay, por entender que ali não correria o risco de ser assediada por estar bebendo sozinha. Mas lá acontece algo que muda mais ainda a sua vida, algo de fato inesperado. Por um descuido, ela tem sua bolsa roubada, e entra em sua vida Paul, um jovem que está disposto a ajudá-la. E por imaginar que Paul é gay, Liv abre seu coração e se sente muito bem ao lado daquele “homem”, falando sobre tudo e todos, sem pudor ou qualquer vergonha. Até descobrir que na verdade ele é muito homem, o que a faz se sentir traída.

Mas como a vida dá muitas voltas e “desgraça pouca é bobagem”, Paul consegue resgatar a bolsa dela, como um tipo de pedido de desculpas, e eles acabam começando uma relação... o que a deixa muito feliz, apesar dos seus medos por sempre acabar se remetendo àquele que foi o seu grande amor.

Porém, em uma visita à casa de Liv tudo muda. Ao prestar atenção ao quadro que adorna a parede do seu quarto, Paul percebe que terá que se afastar daquela que lhe faz tão bem.

Tudo porque ele trabalha com a recuperação de obras de arte perdidas... e aquele belo quadro que adorna o quarto de Liv, presente de casamento do seu amado David, é na verdade, o famoso “A Garota que Você Deixou para Trás”, objeto de uma ação de restituição aos verdadeiros donos em que Paul é o representante da família Lefèvre, descendentes de Édouard.  E é ai que as duas histórias se cruzam... que a vida destas duas mulheres se cruza e que a força que Sophie sempre teve, passa de alguma forma para Liv, que defende com unhas e dentes, no tribunal, a posse daquele quadro que ela entende ser seu por direito, afinal, ele foi comprado (há até um recibo), não foi dado, muito menos roubado.

Mas afinal de contas... quem ficou com o quadro? E Sophie, conseguiu encontrar seu amado Édouard? 

Já leram este livro? Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Como Eu Era Antes de Você - O Filme

Então, como já era previsto, eu não podia deixar de ver este filme, já que o livro foi tão impactante na minha vida...fui com a mamys ao cinema e pra variar a expectativa estava lá no alto.

A primeira coisa intrigante foi achar um cinema onde o filme fosse legendado, pois por mais incrível que pareça, em quase todos os cinemas da cidade, ele só estava passando dublado, e dublado não dá né.

A segunda questão é que, quando finalmente achamos um cinema que estava exibindo o filme legendado, só tinha sessão na sala VIP... sabem aquela ultra mega ninja power cara? Pois é... e eu ainda não tenho minha carteirinha de estudante... então seriam R$ 47,00 só de entrada, mas o rapaz da bilheteria foi um amor e fez meia entrada pra mim e pra mamys (ela já tem direito em virtude da idade)! E pela primeira vez eu entrei numa sala VIP hehe... e achei o máximo! =D

Mas vamos ao filme que é o objetivo do post... primeiramente, os atores escolhidos representaram muito bem os personagens principais do livro, o que é ótimo.

Escrevi sobre o livro em 10 de abril de 2015, e ainda lembro muito bem como o livro me impactou... fiquei semanas meio perturbada pela força do livro, pela força daquelas palavras. Pois a história é forte de fato, não é uma história de amor e vida, é uma história de morte... e isso é triste, bem triste. Porém, sempre nos leva à reflexão. Principalmente sobre o que estamos fazendo da nossa vida e como estamos tratando as pessoas que estão ao nosso lado... aquelas que nem sempre damos a devida atenção e respeitamos.

E é isso que Will Traynor faz quando se vê, aos 35 anos, lindo e loiro, preso a uma cadeira de rodas... ele esquece que existem outras pessoas à sua volta, trata a todos muito mal, é grosseiro, antipático, terrivelmente insensível. E na ânsia de tentar dar o mínimo de qualidade de vida à ele, seus pais buscam por um cuidador que tenha coragem de ficar ao seu lado.

Como as pessoas especializadas não estavam dando conta do negócio, a sua mãe resolve contratar uma mocinha, sem experiência nenhuma, já que a contratação é por tempo determinado (seis meses).

E esta mocinha é Louise Clark... A cena de Will imitando Christy Brown, do filme Meu Pé Esquerdo, para assustar Lou, é excelente, e a cara dela é fantástica, porém, ela consegue disfarçar bem. Mas na real, ela queria era sair correndo de lá, mas já tinha aceitado o emprego hehe!

As roupas de Lou no filme são um comentário a parte... quem ficou responsável pelo figurino caprichou, pois ficou show de bola mesmo! Já visualizava de forma autentica para dizer o mínimo, mas no caso, superou as minhas expectativas. Digamos que ela pode ser definida como excêntrica para os mais comedidos. O traje do seu aniversário, quando ela  ganha a famosa meia calça de abelhinha, gente, ela realmente é uma abelha em pessoa! =D




Outra cena que vale muito, é a cena do casamento, o fatídico casamento da ex com o melhor amigo... quando Lou “dança” com Will na cadeira de rodas.

Mas enfim, como no livro, no filme Will procura ser de uma simpatia extrema (só que não) com Lou para que ela desista da função e vá embora, deixando-o com sua autopiedade. Mas ela não desiste... simplesmente o deixa só, no seu canto, enquanto isso, limpa a casa, faz um chá, lê um livro.... e aos poucos conquista a confiança dele, e com o tempo, sua amizade. Aos poucos ele conversa, conta histórias, ouve também, e até permite que ela faça algumas coisas por ele, e com ele.

E disto nasce uma bela amizade, e depois um amor... até que Lou toma conhecimento do desejo de Will... algo que ela não consegue digerir, não consegue entender... como alguém, em sã consciência tem coragem de desejar isso? Mesmo nas condições de Will, ela não consegue entender. Ele tem tanto dinheiro, pode recorrer a todos os recursos possíveis.

E na tentativa de fazê-lo mudar de ideia, busca alternativas para sua qualidade de vida! O que é ótimo, o que o deixa muito feliz, o que o faz ter bons momentos... porém, não o faz desistir.

E isto deixa Lou muito mal, se sentindo de alguma forma irresponsável, inapta, incompetente, pois ela “não conseguiu”.

Porém, no último momento, indo contra todas as suas convicções, ela corre ao encontro do seu amado Will, para estar ao seu lado naquele momento tão intenso.

Esta é uma história de amor, de amizade, de respeito e também, de morte. Pois, por mais que todos tentem e queiram diferente, nada faz com que Will mude de ideia, e ele, com a ajuda de uma clínica especializada, tira a própria vida. Pois a vida que está levando, não é a vida que ele quer ter, aquela não é vida para ele, que antes de sofrer o acidente que o levou à cadeira de rodas, estava rodeado de aventuras e agitação.

Confesso que não me emocionei como achei que me emocionaria durante o filme... não chorei, não fiquei com aquela angústia que achei que ficaria. Creio que faltaram algumas cenas que considero importantes no livro... e que são relevantes para mostrar a relação criada entre os dois, mais enfim, é uma adaptação né, e não dá pra agradar todo mundo hehe!

Mas é isso... e vocês, leram o livro? Assistiram ao filme? O que acharam?

Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A Saga dos Instrumentos Mortais




Olá Pessoal...

E ai, tudo bem com vocês? Depois de um longo e tenebroso inverno, digo, tempo, cá estou eu para falar sobre a saga adolescente hehe... Uhuuuu! É, finalmente eu terminei de ler os seis livros dos Instrumentos Mortais. Juro pra vocês que criei um laço de amor e ódio com essa história. Ao mesmo tempo que eu queria ler e saber o que ia acontecer, eu queria ler para acabar logo e eu queria largar porque não acabava nunca. Sentimentos opostos, ambíguos, confusos. Bem coisa de adolescente mesmo o que ele me despertou, kkkkk... Mas também, foram praticamente sete meses lendo, quase uma gestação! Aff... E nesse tempo aconteceram tantas coisas que vocês acompanharam aqui no blog, tive o tempo, ou a falta de tempo, o inferno astral de época e o fora de época, o excesso de artigos pra corrigir, a viagem a trabalho, enfim, vários motivos que me impediram de ler no ritmo que eu gostaria. 

Mas vamos lá, foco no livro, ou melhor, nos livros, que como disse, foram 6: Cidade dos Ossos, Cidade das Cinzas, Cidade de Vidro, Cidade dos Anjos Caídos, Cidade das Almas Perdidas e Cidade do Fogo Celestial... Ufa! As publicações começaram em 2007 e foram até 2014. O nome da série é “Os Instrumentos Mortais”, dos quais tenho dois livros em meio físico e os outros no kobo!
Ah, importante dizer, a autora é Cassandra Clare e eu a conheci, mesmo que de longe, lá na Bienal do Livro em São Paulo, mas era humanamente impossível chegar perto dela. Tinha muuuuuita gente em sua volta para ouvi-la falar e pegar autógrafos. Até levei meus exemplares para tentar a sorte, mas confesso que nem tentei, pois era realmente impossível chegar perto dela. =)

Como disse, a leitura foi lenta, e apesar de gostar da história, do enredo, a leitura não fluiu como deveria... parece que por mais que eu lia, as páginas não eram viradas, não mudavam... sei lá, difícil explicar. Fases e fases.

Ele conta a história de Clary Fray, 15 anos, que ao ir com seu amigo Simon a  uma discoteca em Nova York não imaginava como a sua vida mudaria totalmente.

Durante a leitura dos livros, deu uma olhada nos blogs da vida e fui obrigada a concordar com eles, que o primeiro e o segundo livros não são assim os melhores, a história começa a ficar mais interessante a partir do terceiro volume... o que justifica, talvez, e eu digo talvez mesmo, o por que de não terem feito outros filmes, pois só tem o primeiro. E eu tenho que dizer, o Jace do filme não tem nada haver com o Jace do livro... gente, cadê todo aquele sex appeal que o garoto tem no livro? Menininho sem graça no filme, aff hehe! E confesso pra vocês que, assim como em Jogos Vorazes, eu fui para os livros por causa do filme... Enfim, é no terceiro livro que a vontade de não largar aparece, de querer saber o que vai acontecer, de saber o próximo passo dos personagens, de se ver nas cenas... Uhuuuu... nem tudo está perdido! =D O que será que o Valentin vai aprontar agora? Me senti em Alicante por diversos momentos, no meio de toda aquela confusão, ai ai!

No quarto livro parece que tudo está se ajeitando, que as coisas finalmente entrarão em clima de paz e que Clary voltará a ter uma vida “normal”... e este normal é com muitas aspas, pois nunca mais a vida dela será normal, mas enfim, ela começa a treinar para se tornar uma verdadeira caçadora de sombras, entre outras coisinhas que se eu escrever aqui serão consideradas spoilers, então, deixa pra lá hehe... mas daí é que a gente se engana, pois a história dá mais uma reviravolta daquelas, e começa mais uma guerra, que tem tudo pra ser muito maior do que se imagina. Pois alguns não querem enxergar o que está ali, muito claro e acabam dificultando as coisas (meio clichê, não acham? Mas no final das contas acaba funcionando na história). E se desenrolam os outros livros em descobrir quais são os planos de Sebastian, que se mostra muito pior que o seu pai Valentin... 

Mas o importante é que no final dos seis volumes deu tudo certo... o bem venceu o mal e todo mundo viveu feliz. Algumas perdas foram inevitáveis, alguns corações foram partidos, outros reestabelecidos e um final feliz reinou.

O que tiro de tudo isso, é que realmente vou levar muito tempo para ler uma saga tão extensa, se é que lerei algo assim novamente. 

Não estou desmerecendo a história, muito menos a autora, mas é que realmente foi bem cansativo.

Mas e vocês, já leram a saga dos Instrumentos Mortais? Curtiram? 

Eu vou ver o seriado que a Netflix está passando agora, para ver se é legal e depois conto pra vocês. 

Bjo bjo