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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Viagem à Aparecida

E pelo terceiro ano seguido, fui para Aparecida com a Romaria dos Amigos de Chris e Lidi, Romaria que eles organizam à 16 anos já e que tive a satisfação de ir nos últimos dois anos com a mãe e este ano novamente, nos dias 25, 26 e 27 de agosto.

Desta vez, diferente do ano passado, nos antecipamos pra não perder a viagem, já confirmei que iríamos no mesmo dia que a Lidiane mandou as informações.

Mais uma vez uma Romaria muito organizada, com um valor justo, e novamente com dois pontos de encontro para facilitar a vida de todos os interessados.

E lá fomos nós... rumo à casa da Mãe... uma viagem tranquila, aquela parada estratégica em Registro... e quando vimos, já estávamos lá no Hotel Hollywood... o mesmo das outras vezes.
Um descanso básico, café da manhã bem reforçado e bora para o Morro da Via Sacra...  como já sabíamos o caminho, fomos na frente... bem tranquilas e sem pressa... e ainda tivemos que esperar um tempão todo mundo chegar para fazer a via sacra.

E este ano, eu tinha muitos, mas muitos motivos mesmo para agradecer à Mãe... e também, alguns pedidos especiais à fazer... afinal de contas, a gente não é de ferro né, tem que pedir uma ajuda divina para nossas vidas.

Então a via sacra teve um significado mais especial... a entrega foi maior... e a minha participação efetiva também... fiz a leitura de muitos trechos no decorrer das nossas orações, pedidos e agradecimentos. Foi tão bom, tão leve, tão... não sei nem dizer.

Também fomos à Basílica para a tradicional missa das 20h.... onde consegui abençoar algumas lembranças que comprei para pessoas especiais que ficaram em Curitiba.

Sim, claro que teve aquele momento consumo, mas bem mais suave do que da vez passada, que já foi leve, hehe!

A questão é que, como já disse lá em cima, os motivos de agradecimento eram imensos... e ainda são... todos os dias tenho algo à agradecer e é por isso que quero ir todos os anos, sendo possível, é claro.

Então é isso... terceiro ano visitando a casa da Mãe.... que venham outros e mais outros!







E vocês, conhecem Aparecida? Tem vontade de visitar a Basílica e fazer a peregrinação? Contem suas experiências... vamos conversar?


Bjo bjo

domingo, 24 de julho de 2016

Depois de Você



“Dançamos como se não tivéssemos mais nada para fazer. Nossa, foi muito bom. Eu tinha me esquecido da alegria de simplesmente existir, de se perder na música, em meio a uma multidão, as sensações que surgiam quando nos tornávamos uma única massa orgânica, animada apenas por um ritmo pulsante. Durante algumas horas noturnas e vibrantes, coloquei tudo para fora, e meus problemas saíram flutuando como balões de gás: meu trabalho horrível, meu chefe meticuloso, meu fracasso em seguir adiante. Eu me tornei cheia de vida e alegre”. (p. 105)



E este é o livro continuação do filme que está fazendo grande sucesso nos cinemas de todo o país.
E depois que eu saí do cinema, eu só conseguia pensar que eu tinha que terminar logo o livro que eu estava lendo para começar logo a ler esse. Sabe aquela ansiedade, aquele desespero pra saber o que vinha depois? Pois é.... fiquei um tempão sem saber, mesmo tendo em livro no kobo, mas foi só assistir ao filme que esse “desespero” voltou.

Então vamos lá, Depois de Você conta o que aconteceu com a nossa querida e atrapalhada Louisa Clark depois que Will se foi.

Como é a vida de alguém depois que a pessoa que ela mais amou se foi? É possível seguir em frente? Como?

 Lou não consegue superar a perda de Will e segue levando uma vida estilo piloto automático. Primeiro ela faz as viagens que Will tanto queria, mas como não consegue ver sentido em tudo aquilo, volta para Londres, onde compra um flat com o dinheiro que Will deixou para ela e arruma um emprego como garçonete em um pub irlandês dentro do aeroporto (emprego medíocre que a leva a viver situações cretinas hehe).

No flat onde ela vive, ela tem acesso ao terraço do prédio, e sempre sobe lá, para pensar na vida, e na morte... um dia, acaba por beber demais e, andando pelo parapeito do prédio, tem a impressão de ter visto uma moça, o que a assusta, fazendo com que ela acabe caindo, o tendo em vista a gravidade dos ferimentos, precise voltar para casa dos pais, para se recuperar. 

Todos acham que ela tentou o suicídio, não creem que foi um acidente, então, quando se sente um pouco melhor, ela prefere voltar para o flat, a ficar aguentando os olhares julgosos dos moradores de sua pequena cidadezinha. Mas para deixar os pais mais tranquilos, ela concorda em entrar para um grupo de luto. Um grupo de pessoas que se reúne para falar sobre os entes queridos que perderam e como estão lidando com a perda. O grupo se chama “Seguindo em Frente” e eles se reúnem no salão de uma igreja pentecostal... de início Lou se sente deslocada, mas acaba seguindo com os encontros, pois de alguma forma, é melhor estar lá, do que só em seu flat. 

Através do grupo ela acaba reencontrando Sam, o paramédico que a atendeu quando ela caiu do prédio. 

Depois de esclarecer um grande mau entendido sobre quem ele é na realidade, eles iniciam um tipo de romance, que é incentivado pelo grupo de apoio e pelos pais de Lou.... mas ela não está tão segura, pois Will está sempre entre eles, o que não deixa o romance “engatilhar” de vez.

“Não olhei para baixo, não me permiti pensar na altura em que eu estava, nem em como a leve brisa me lembrava de um momento que tinha acabado mal, nem na dor no meu quadril que parecia nunca passar. Pensei em Sam, e a fúria que senti me fez prosseguir. Eu não queria ser a vítima, a pessoa a quem as coisas simplesmente aconteciam”. (p. 159)

Para deixar tudo mais confuso ainda, surge uma figura inesperada na vida de Lou... alguém ligado fortemente à Will que vai mudar totalmente a sua vidinha sem grandes emoções. Quem será essa pessoa? O que ela faz com a vida de Lou?

Uma coisa é certa... mais uma vez, Lou precisa amadurecer para dar conta do recado... e mais uma vez, aprendemos com essa mocinha, a Srta. Clark.

“Quero ficar com ele, mas estou com medo. Não quero que toda a minha felicidade dependa de outra pessoa, não quero ser refém de destinos que não consigo controlar”.  (p. 166)

Mas e ai, já leram Depois de Você? O que acharam? Curtiram? Acham que Jojo Moyes foi feliz nesta continuação? Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Sobre o Feriado...



E neste feriado eu fiz algo diferente... parando de fugir como eu tenho feito no último ano, resolvi aceitar o convite da galera e fui viajar com a Tribo Atlântida.

Fomos para São João da Graciosa... a intenção era subir o Morro de Abrolhos, mas por conta da chuvarada que rolou durante a semana, nossos planos tiveram que ser alterados, mas é quando os planos são alterados que a coisa fica legal.

Quem fez o convite para irmos para lá foi o Leo... para ficarmos na casa de uma amiga dele, e ele mandou fotos do lugar, e baseado nisso várias expectativas foram geradas em mim (e em todos os demais, eu acho), e toda aquela sessão, ir ou não ir, passar frio ou ficar na minha caminha quentinha em casa... oh dúvida cruel! Mas no último minuto do segundo tempo, não, vamos sim, é o que tem pro feriado, algo me diz que eu devo ir, deixa o medo de lado e bora lá!

E pra variar todo aquele atraso já esperado e programado... e mais um atraso não esperado e não programado por causa do show do Wesley Safadão (sim, a gente teve que ir praquele lado da cidade)... e pegar a Estrada da Graciosa na madruga (tenso)... e chegamos na casa da Cleide (nossa anfitriã) às 2h da manhã hehe... quase nada fora do horário previsto.

Mas não tem problema, pois quando chegamos lá, tivemos uma grata surpresa... o lugar era mil vezes melhor do que o imaginado... muito mais surpreendente do que eu sonhava.

A Cleide é uma pessoa iluminada, de uma gentileza, amabilidade e hospitalidade incríveis. Fez questão de que ficássemos na casa dela, sendo que poderíamos muito bem ficar na casa anexa sem problema nenhum... mas enfim, nos ajeitamos nos quartos e na sala... não sem antes conhecer toda a propriedade, mesmo “no escuro”... fomos até a “oca”, onde em tese faríamos a nossa fogueira, que foi ideia abortada num primeiro momento.

Retornando à casa e definindo os cantinhos de cada um, a Cleide nos convidou à lareira e à nos apresentar... contando um pouco de nós para que ela soubesse quem somos e o que fazemos. Mesmo conhecendo quase todos ali, foi tão bom ouvir um pouco sobre os meus amigos... e também conhecer melhor aqueles que ainda não conhecia... foi meio que uma lareiraterapia hehe! Com direito a quentão e pipoca... ah, e marshmallow também. =)

Sei que já era quase de manhã quando fomos dormir...dormi no meio dos amigos Lu e Fabinho e do filhinho do Fábio, o Henrique (a mais “entrona” eu, kkkkkk) – ainda bem que a Lu é ótima e não ligou para o nível de carência master da pessoa aqui - .

Na manhã seguinte levantei e até achei que o povo todo já tivesse se mexido pra fazer a trilha (de tão silenciosa que a casa estava), mas na verdade não, estavam todos começando a despertar.... então, vamos fazer o café da manhã desse povo! O Leo cuidou do “café” e eu dos sandubas da galera (pelo menos de quase todos)!

E mais muitas boas conversas.... e a manhã se foi que ninguém nem viu. E logo já era a hora do almoço e os meninos encararam a cozinha! Leo e Daniel no comando das bocas do fogão, hehe!

E a bóia ficou boa, boa mesmo.... uma super macarronada com molho quatro queijos e palmito! Louco de bom.

Depois de darmos um jeito na cozinha e de mais muita conversa, reflexão, calorões fora de hora, risadas e outras coisitas mais, resolvemos encarar a trilha... pela região ali mesmo, mas a gente achou que seria uma caminhada leve... e aff, teve um momento que a Melzinha aqui entrou em pânico mesmo, pois a coisa ficou tensa, subida nervosa, barrancão pela frente, sobe sobe, força nas pernas, escorrega daqui, escorrega dali.... um alongamento forçado (leia-se tombo) mas vamos lá... muitas mãos ajudando e a gente consegue. E consegue mesmo, pois uma coisa ficou muito clara nessa viagem, eu realmente tenho pessoas ÓTIMAS na minha vida, parceiros de fato. As meninas que já tenho a anos na minha vida eu não tinha dúvidas, mas aqueles que entraram este ano, Carlinha, Leo, Daniel... obrigada, vocês são show de bola!

Acabou que saímos na propriedade de uns vizinhos e de lá pegamos a estrada para ir até um rio que tem uma pequena cachoeira, dentro de um camping. Coisa linda de se ver.... lá absorvemos toda aquela beleza por um tempo e voltamos para o nosso lar temporário.

E como um dos motivos de termos ido foi comemorar o aniversário do Leo, enquanto uns conversavam na rede, outros organizavam a festinha.... bolo de abacaxi como o aniversariante pediu, bexigas e muito barulho!!!!! =)

E assim a noite veio, e mais conversa... e finalmente a tão desejada fogueira aconteceu... e muitas boas conversas (sim, o que mais rolou foi conversa... ou comida, não sei, hehe), e troca de experiências, pão de alho e marshmallows, hehe!

Gente, como eu comi.... e como eu ouvi.... e como eu aprendi.... e como ficou claro o encerramento de um ciclo e o início de outro.... e como foi bom ter ido!

E eu não queria ir embora...tanto que era pra ir na quinta a noite e acabamos voltando na sexta quase na hora do almoço, hehe!

De fato, ficou claro que foi muito bom ter ido, pois além de constatar que realmente tenho bons amigos e que os novos são muito bons também, consegui enxergar algumas coisas que eu não queria, esclarecer outras.... colocar as coisas no seu devido lugar, sabe como?! Coisas que eu ouvi que nem eram para mim, mas que serviram... realmente um ciclo encerrado.
Espero que o que se inicia seja mais leve, que eu consiga dar conta do que vêm por ai, e que eu possa contar sempre com a companhia dessa turma do barulho que é ÓTEMA! Hehe...

Valeu IIIbo, vocês são D+!!!!!

Abaixo algumas fotinhos dos bons momentos vividos.


 

 

 
 

 

 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Lugares Escuros






Este é mais um livro de Gillian Flynn, responsável por Garota Exemplar e Objetos Cortantes, livros excelentes e que prenderam a minha atenção de forma peculiar.


E com este não foi diferente... para a minha alegria. Esta autora tem um dom espetacular, e isto é maravilhoso, pois nos brinda sempre com leituras fantásticas. Envolventes, misteriosas, daquelas que você entra no livro, participa da história, sente medo, dor, tristeza, raiva, quer saber logo o que vai acontecer, o que ocorreu, quem foi, quem fez, se desespera, tem aquele embrulho no estômago... aquela ânsia, aff, faltam palavras para descrever todos os sentimentos que brotam durante a leitura. 


Especificamente neste livro, no decorrer do mesmo fica claro que, para a autora, lugares escuros são todos aqueles lugares sombrios para os quais o seu pensamento se transporta quando você começa a lembrar de certas coisas que aconteceram em sua vida... certas situações que viveu, e que preferia não ter vivido e que gostaria de esquecer, e que deixaram sequelas que podem ser consideradas irreparáveis em sua vida!


E assim é a vida de Libby Day, única sobrevivente de um massacre ocorrido na madrugada de 03 de janeiro de 1985, na fazenda em que vivia com a sua família. Libby Day que tem uma mente cheia de lugares escuros... na realidade, uma vida repleta de lugares escuros.


Ela tinha somente 7 anos quando foi testemunha de uma triste tragédia: a morte da mãe e das suas duas irmãs. E como se isto não bastasse, seu irmão mais velho, Ben, naquela época um adolescente cheio de problemas, e um dito adorador do diabo, foi acusado do crime e Libby, muito nova e confusa, acabou testemunhando que sim, tinha sido ele o assassino. Devido a esta acusação, Ben foi condenado à prisão perpétua e Libby viveu pulando de lar em lar, com tios que tentavam de toda a forma possível, dar uma vida digna a uma menina que só queria saber de fazer da vida de todos um inferno. E por isso, ela acabou sozinha e com uma vida totalmente infeliz, sobrevivendo de uma ajuda de custo do governo e também de doações feitas por pessoas que tinham pena dela, além dos direitos autorais de um livro de autoajuda escrito por ela, mas que não teve todo aquele sucesso que ela gostaria.

Passados 24 anos desta tragédia ela se vê com pouco dinheiro e pensando o que fazer para continuar sobrevivendo, pois as pessoas não se interessam mais por ela, já que há outros casos que chamam mais atenção, que “dão mais audiência”... e é neste momento em que ela não vê mais perspectivas que entra em sua vida Lyle Wirth, representante de um grupo chamado Kill Club, clube este que está lhe oferecendo um “trabalho”... que vai lhe pagar 500 dólares, então ela resolve ver qual é a do tal clube.


Na realidade eles vão fazer um tipo de evento e ela terá que participar como um tipo de atração principal, e falar sobre o dia mais difícil da sua vida. Porém,  neste clube, as pessoas acham que o seu irmão é inocente, e é aí que tudo começa a mudar na vida de Libby.


Mesmo meio contrariada, mas principalmente por causa do dinheiro, ela vai, e a partir daí, ela começa a rever seus conceitos (literalmente), e junto com Lyle e aquelas pessoas “estranhas” (porém não mais estranhas que ela própria), Libby resolve reabrir uma ferida que na realidade nunca cicatrizou e  investigar o que realmente aconteceu aquele dia.


A narrativa do livro se passa nos dias atuais e no passado. Os personagens que narram a história são Libby, Patty (sua mãe) e Ben, apenas um capítulo é narrado por outro personagem, e de forma geral, os capítulos de Libby são no tempo presente e os de Patty e Ben são do passado. Apenas um capítulo é de Ben nos tempos atuais. Esta alternância, por diversas oportunidades, trás respostas ao leitor.


E assim, Libby, juntamente com Lyle buscam informações com as pessoas envolvidas... desta forma ela resgata o contato com seu pai, e até com Ben, que em todos estes anos ela nunca foi visitar na cadeia.


Entram em cena, a partir daí, diversos outros personagens que são importantíssimos para desvendar os acontecimentos daquela madrugada.... mas e ai, será que Ben é culpado? Ou seria outra pessoa? Ele fez aquilo tudo sozinho? Alguém ajudou-o? Ele realmente era adorador do diabo como todos diziam? Grandes mistérios são desvendados por Libby que depois de tantos anos, finalmente, encontra um pouco de paz e elimina alguns dos lugares escuros da sua vida!



Sinopse Retirada do Skoob:

“Libby Day tinha apenas sete anos quando testemunhou o brutal assassinato da mãe e das duas irmãs na fazenda da família. O acusado do crime foi seu irmão mais velho, que acabou condenado à prisão perpétua.
Desde aquele dia, Libby passou a viver sem rumo. Uma vida paralisada no tempo, sem amigos, família ou trabalho. Mas, vinte e quatro anos depois, quando é procurada por um grupo de pessoas convencidas da inocência de seu irmão, Libby começa a se fazer as perguntas que até então nunca ousara formular. Será que a voz que ouviu naquela noite era mesmo a do irmão? Ben era considerado um desajustado na pequena cidade em que viviam, mas ele seria mesmo capaz de matar? Existiria algum segredo por trás daqueles assassinatos?

Gillian Flynn intercala a trajetória detetivesca de Libby com flashbacks dos acontecimentos do dia dos crimes com tanta habilidade que o leitor é levado a diferentes direções. Escrito com primor, Lugares escuros não só mostra como a memória é passível de falhas, mas também evidencia as mentiras que uma criança pode contar a si mesma para superar um trauma”.

Fonte: http://www.skoob.com.br/lugares-escuros-445494ed504765.html




Mas e ai, vocês já leram este livro? Conhecem os livros de Gillian Flynn? Curtem este tipo de história? Vamos conversar?


Bjo bjo