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domingo, 22 de fevereiro de 2026

A Bruxa Rebelde

Cá estamos nós para finalizar a história de Rune e Gideon....


Sinopse:

Rune Winters está em fuga. Desde que Gideon Sharpe a traiu e revelou seu disfarce, todos a querem morta. Para ter chance de sobreviver, ela precisa se unir a uma cruel e poderosa bruxa que planeja conquistar a República.

Gideon não pode permitir que seu lar caia nas mãos das impiedosas mulheres. Para atingir seu objetivo, todas as bruxas devem morrer... inclusive Rune Winters.

Porém, quando ela lhe faz uma proposta irrecusável, os dois se juntam para realizar um plano perigoso. E logo Gideon se dá conta de que seus sentimentos por Rune ainda estão bem vivos.

Então ele se vê diante de uma escolha terrível: sacrificar a mulher que ama e impedir um monstro de ascender ao poder ou deixar Rune viva e ver o mundo pelo qual tanto lutou desmoronar.  Nesta empolgante conclusão da série, o amor nunca foi tão mortal.

 

                                              

E como diria o Pica Pau, e lá vamos nós: Rune foge com Cressida e está diferente, se tornou submissa aos mandos da “bruxa mor”. Em paralelo, Gideon mantem firme seu propósito de exterminar todas as bruxas que existem, inclusive Rune.

Esta submissão de Rune incomoda, mas ela acredita que fazer todas as vontades “da sua rainha” é a única maneira de deixar todas as suas companheiras em segurança e por isso, se sujeita a situações que jamais imaginou. Agora é noiva de um príncipe, Soren Nord, de um reino da Umbria e lá estão juntando forças para voltar a ter seu domínio novamente. Mas aos poucos ela percebe que na verdade, Cressida é uma louca e que não está buscando o bem de todos e sim, seu próprio bem a revelia de todos.

Porém, para garantir a segurança das bruxas, ela foi levando até aonde deu o plano de Cressida, condicionando o pedido de casamento de Soren à segurança de suas irmãs bruxas.

Gideon, ao conseguir chegar à Umbria, acaba capturado, e quando Rune vê ele sendo torturado por Cressida, ela não suporta mais aquela situação e se rebela contra “sua rainha”, revelando uma grande ira.

Juntos eles propõe uma trégua para “se salvar” e à Nova República. Porém, sempre com um pé atrás um com o outro, sempre desconfiados, achando que um vai trair o outro, são várias as situações em que eles se metem e o romance acaba surgindo novamente, deixando nossos corações batendo forte... ai ai.

Grandes emoções se revelam nesta duologia... e por aqui paro a escrita visto correr o risco de muitos spoilers... mas só digo uma coisa mais... vale a pena a leitura, ah se vale.

Mas me contem, já se aventuraram neste mundo de magia e aventura? Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O Caçador Sem Coração

O Caçador sem Coração é o primeiro livro de uma duologia de Kristem Ciccarelli, uma fantasia romântica cheia de bruxas e emoções.

 Sinopse:

Na noite em que uma revolução derruba o Reinado das Bruxas, a vida de Rune Winters muda para sempre. Agora, com a Nova República no poder e bruxas sendo caçadas e executadas, a jovem precisa esconder quem realmente é.

Durante o dia ela finge ser apenas uma socialite fútil, mas à noite se torna a Mariposa Escarlate, uma vingadora que salva suas companheiras de magia. Porém, quando um dos resgates dá errado, ela tem que arrumar um jeito de despistar os perseguidores e conseguir a informação de que precisa. A solução é flertar com o belo e impiedoso Gideon Sharpe, um dos mais famosos caçadores de bruxas.

Gideon odeia todo o luxo que Rune representa, mas, quando descobre que a Mariposa Escarlate usa os navios mercantes da jovem para ajudar bruxas a fugirem, resolve se infiltrar em seus círculos sociais e cortejá-la. Logo percebe que, sob toda a beleza e frivolidade, ela é incrivelmente inteligente e sensível e parece seu par perfeito. Porém... e se ela for a inimiga que ele está há anos caçando?

 

Aqui temos como personagens principais Rune e Gideon, porém, não podemos deixar de lado Alex e Verity que são primordiais para todo o contexto e desenrolar desta fantasia romântica que foi o livro de setembro do Clube das Gurias Literárias e que foi deliciosamente mágico de ler.

Rune é tudo que toda garota da sua idade gostaria, tem posses e pose, vai e dá grandes festas, é cobiçada pelos jovens mais bonitos e abastados... mas o que ela realmente gosta é das suas noites, quando se transforma na Mariposa Escarlate, e vive grandes aventuras salvando suas irmãs bruxas das garras dos malfeitores que querem vê-las mortas. Sim, Rune é uma bruxa, mas só quem sabe disso são seus fieis amigos, Alex e Verity.

A Nova República quer a extinção das bruxas e o principal algoz dessa caçada é Gideon Sharpe, que nutre um ódio particular pelas bruxas e começa a desconfiar que Rune pode ser uma delas ou se não, que pelo menos está ajudando a Mariposa Escarlate, ele precisa encontrar meios de descobrir e talvez a melhor maneira para isso seja cortejar a bela Rune... o que ele não imaginava é que Rune estaria fazendo o mesmo para tentar descobrir onde está presa uma de suas irmãs bruxas.

O que ambos não imaginavam é que desse cortejo nascesse um sentimento, que eles descobrissem que no final das contas, existia um coração dentro de cada peito, que Gideon no final das contas é um homem gentil e que Rune, não é uma moça tão fútil assim.

Cada um deles, com suas artimanhas e estratégias, tenta tirar do outro, informações que possam sanar suas dúvidas e chegar ao que desejam. Cada estratégia é muito inteligente e mostra suas verdadeiras faces. Só que entre uma estratégia e outra, uma artimanha e outra, esse jogo de sedução que seria apenas para conseguir informações acaba fazendo com que se apaixonem e desta paixão nascem cenas deliciosas de ler. Um livro lido daquela forma que a gente nem percebe, quando me dei conta eu já estava acabando e eu já me sentindo desesperada pelo próximo... querendo saber aonde tudo aquilo iria acabar, ou não, não queria saber aonde iria acabar, não queria que acabasse.... não acaba.... nããããããão....

Mas e ai, já leram essa duologia? Gostaram da história?

Vamos conversar?

Bjo bjo

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Balanço 2025

Origem: vecteezy.com 


Bom dia, boa tarde e boa noite, tudo bem com vocês? E o primeiro post do ano está chegando... aquele famoso de todo ano... o balanço de 2025!

Mas e então, como foram de virada? E 2025, foi do jeitinho que vocês esperavam? Melhor? Pior? Igual? Inesperado?

O post do ano passado iniciei falando das perdas de 2024 que tanto me doeram e confesso que ainda doem, e às vezes ainda parecem inacreditáveis, e no discurso de que a vida é um sopro, e que devemos aproveitar, em 2025 fizemos uma viagem muito especial, relato descrito em detalhes aqui no blog, Post de 24 de setembro, vejam lá quando quiserem, foi muito especial mesmo... conhecer meu sogro e outros familiares do esposo por parte da mãe foi deveras importante.., foram quase 2 mil quilômetros rodados de carro em família e muitas histórias pra contar!

Em 2025 a Maria iniciou o ensino fundamental e mudou de escola... e com a graça de Deus escolhemos uma boa escola, a professora Adriana foi maravilhosa no decorrer do ano, Maria fez amiguinhos muito especiais, uma turminha pequena, acolhedora, com aulas de robótica que ela amou conhecer, se apaixonou pela matemática, foi Aluna Destaque em dois bimestres nos deixando muito orgulhosos enquanto pais e avós e cresceu e aprendeu muito em 2025... e acreditem, está super animada para que comecem as aulas em 2026! Ah, e o fato de termos saído da antiga escola não excluiu as amizades estabelecidas, foram alguns aniversários da turminha do Adventista ainda da agenda da Maricotinha em 2025, o que nos deixa muito felizes e agradecidos.

Este foi o ano que o esposo fez a sua primeira tatuagem e eu mais uma... já até perdi a conta... fizemos a mesma tatuagem, uma homenagem a nossa menina... o seu pezinho ao nascer.  Ficou fofo, delicado e ela ficou muito feliz com a homenagem.

Além da viagem das férias em julho, antes, em abril, passamos uns diazinhos em Caiobá, ainda não estava frio então deu para aproveitar um pouco do mar e se divertir... momentos felizes em família, criando memórias... este foi um bom ano para criar memórias. Procuramos ter momentos em família passeando no parque também, no shopping, indo tomar sorvete, levando o Bolinha pra passear, fazendo um lanche... sempre que possível, estar juntos, partilhar o momento, curtir... foram momentos especiais. =)

Mas também foi um ano de deixar o coração apertado, primeiro com o AVC do meu tio Aurival e depois com a saúde do meu pai que ficou bem debilitada... foram meses de muita apreensão, medo, tensão, mas graças a Deus ambos estão bem, meu tio em recuperação, um dia de cada vez, uma pequena vitória por vez... e o pai, dentro das limitações da idade e de alguns descuidos ao longo da vida, está bem. Por isso, tenho muito o que agradecer.

Por estas questões de saúde chegamos a pensar que o Natal em Família estaria “cancelado”, mas graças a Deus ele aconteceu... com menos familiares do que a gente gostaria, mas ainda assim repleto de muito amor, alegria, comida gostosa e aconchego. Para 2026 desejo que possamos ter todos aqui em casa e repartir a mesa novamente... tenho fé de que será possível.

É importante compartilhar também, que no ano que passou, o Kadu iniciou sua trajetória mais engajada dentro da Igreja, de forma mais participativa. Através do catecumenato e em consequência do seu Batismo, entendeu a importância de uma vida cristã, fez boas amizades, ganhou padrinhos ativos que o acolheram de forma muito especial e isso aquece o coração e emociona só de escrever aqui, de ver emociona mais ainda, vocês nem imaginam. =)

Mudando o rumo da proza, o meu ano fitness foi meio fraco... me desviei do caminho, mas ainda assim, consegui manter o foco de não engordar... a reeducação alimentar foi mantida em termos o que foi muito positivo, então consegui finalizar o ano com um peso que me deixa satisfeita... mudamos de academia e este ano pretende ser mais fiel aos treinos, espero cumprir esse propósito =)

No trabalho tudo em ordem, bastante agito no ano que passou, muitas mudanças, rolou concurso, gente nova entrando, gente de outras áreas vindo para a nossa coordenação, substitui minha coordenadora em duas oportunidades, com grandes desafios em ambas as vezes... mais uma vez feliz pela escolha e aprendendo muito com tudo isso.

Em junho tive a oportunidade de ir à São Paulo participar do CBTD, um dos maiores eventos de Treinamento e Desenvolvimento do Brasil... é coisa do outro mundo, sério... foi sensacional. Foram quatro dias de imersão no que tem de mais moderno na área e conhecendo gente das mais diversas empresas e cidades de todo o Brasil, aprendendo sobre novas tecnologias, modernidades, tudo de mais avançado para melhorar nossa área. Foi delicioso participar.

E agora, vamos aos números de 2025.

As postagens no blog foram 19 no decorrer do ano, quatro a mais que em 2024, ainda não é o ideal, mas já melhorou. Mais uma vez a grande maioria sobre os livros lidos... mas também, vejam só...

Sobre os livros, só gratidão ao clube das Gurias Literárias... muitos livros lidos, dos mais diversos gêneros, ampliando horizontes, experimentando... descobrindo e redescobrindo... entendendo que tem alguns gêneros que não gosto mesmo e outros que gostei e vou ler mais! Foram 22 livros em 2025... olha só que lindo! Exatamente o dobro de 2024. Aqui uma curiosidade... pela primeira vez na vida, me permiti abandonar um livro... não consegui terminar de ler um dos livros que não gostei, não me senti bem lendo e fiquei tranquila com isso. Ai que orgulho hehe!

O destaque do ano foi para Tudo é Rio, de Carla Madeira, um livro que me impactou sobremaneira...

Entre filmes e seriados, assisti a 1438 títulos, 145 a mais que em 2025, um número bem considerável. Muitos no cinema, e como no ano de 2024, todos infantis, ossos do ofício de mãe, fazer o que.

Destaque para séries que fazem dar risada, tipo Machos Alfa e as “genéricas” que fizeram na mesma linha, os doramas, que foram em grande escala esse ano, sem destacar nenhum em específico pois todos são muito bons, Flores e Esperança foi uma minissérie que marcou bastante. Outra minissérie muito boa foi Duas Covas, e este ano tivemos muitas novelas colombianas para “chorar” também, hehe! Além, é claro, de todos os seriados policiais de sempre.

Para o ano de 2026, temos muitos projetos, alguns que já se iniciaram em 2025 mas que só vou contar para vocês mais para frente, senão perde o sspense e também, evita-se os olhos gordos, se é que me entendem, hehe... Então, acho acho que é isso, gratidão por tudo que foi vivido em 2025, seja bem vindo 2026! Chegue com tudo e me surpreenda, positivamente, claro! =D

sábado, 6 de dezembro de 2025

Sobre Livros Difíceis

Oi Pessoal, estou um pouco ausente para variar, e para variar, a “desculpa” é a mesma... a correria. Trabalho, em casa, saúde do pai, minha, mudanças do trabalho, assumimos várias atividades na nossa Comunidade e assim acabou que reduzi muito da leitura e também, muito da escrita... mas estou aqui agora, pois minha baixinha está na sua primeira festa do pijama na escola e eu não consigo dormir, hehe, coisas de mãe. Então fiz aulas do curso que a firma proporcionou, mais umas outras aulas aí que valerão outro post um dia desses... atualizei parte do meu Diário de Leitura que está super atrasado também... e resolvi escrever um texto tripo para falar um pouco sobre três livros que fizeram parte deste ano e foram leituras propostas pelas Gurias Literárias... três livros difíceis... um deles que eu confesso, pela primeira vez na vida, desisti, pois não deu, não consegui mesmo finalizar... tá lá, no meu belo Kobo, mas quem sabe um dia eu volte e finalize: A Sociedade da Neve, de Pablo Vierce, livro do mês de agosto. Ele entrou no gênero de não ficção, história real e conta a história dos 16 sobreviventes do acidente que aconteceu em 1972 em que um avião se chocou contra uma montanha nos Andes e para sobreviver eles tiveram que se alimentar dos corpos dos colegas mortos... foram 72 dias sobrevivendo em temperaturas de até 30 graus negativos e sem alimentos ou roupas adequadas. Como o livro é escrito como memórias e são cenas fortes, e como a história é de um tema que não me chama muito a atenção, por mais que eu tenha tentado, não consegui dar continuidade.

O segundo livro difícil do ano foi O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson, título do mês de outubro, no gênero de suspenso/terror... esse foi difícil mas foi finalizado com sucesso... um clássico curtinho, mas confesso que achei confuso, com termos rebuscados, e que em minha vã ingenuidade levei um tempo para entender toda a situação, mas no final das contas gostei... Utterson foi fiel ao seu querido amigo, o doutor Henry Jekyll, tão fiel que decidiu investigar seu amigo de hábitos grosseiros e feições assustadoras, o paralisante Edward Hyde... Originalmente publicado em 1886, este livro trata da alma humana de uma forma tão atual que é assustador, pois no final das contas, todos nós temos um lado sombrio e perverso que fica muito bem guardado e só aparece eventualmente, mas que tentamos esconder muito bem, porém, sem nem perceber, às vezes ele aflora descaradamente, mesmo em meio a todo nossa “amabilidade”.

Por final, mesmo ainda não terminado, mas quase quase, temos A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, livro do mês de novembro, mais um super clássico, do gênero clássico, ops hehe... que conta a história de Macabéa, uma nordestina, mulher miserável que vivendo na extrema pobreza parece não ter consciência nem da sua própria existência.. sua ignorância dói, mas ensina, assusta e emociona, e por tudo isso, fecha esse post de livros desafiadores do ano de 2025. Gratidão Gurias Literárias, por tantas ótimas experiências literárias.


Mas e vocês, me contem, já leram alguns destes livros, concordam que são livros desafiadores? Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Viagem em Família

Bom dia, boa tarde, boa noite... tudo bem com vocês?

Hoje estou aqui para escrever sobre um tema diferente... nada de livros! Ufa né? Sei que acabou que o blog ficou mais literário que outra coisa hehe, mas tudo bem, amo livros e escrever sobre eles é uma delícia apesar de que nos últimos tempos, percebi que escrever, de forma geral, sobre o que quer que seja, tem sido bem difícil, parece que me faltam palavras para descrever tudo que me vêm à mente, tudo que me vêm à imaginação, aos pensamentos... mas enfim, foco...  O post de hoje é sobre viagem... a grande viagem... sim, grande, pois foram pouco mais 1800 quilômetros rodados em 09 dias... e foram 08 cidades em 02 estados: Paraná e São Paulo... as férias em família de julho deste ano foram memoráveis.

Saímos em 07 de julho, cedinho cedinho de Curitiba, rumo à Maringá (1) para visitar nossos queridos amigos, Cintia e Jones, chegamos lá para o almoço e passamos um dia muito agradável com a Cintia e a pequena Luisa. Para nossa surpresa, descobrimos que na segunda-feira os parques da cidade estão fechados (acredito que para manutenção por ficarem abertos no final de semana). Sendo assim, fomos na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, um símbolo de Maringá, onde pude observar com cuidado toda a sua grandeza e magnitude, e também, onde pude fazer uma oração agradecendo pela viagem até ali e também, pelos queridos amigos que nos acolheram tão calorosamente, e por toda a nossa família, sempre =).

Dali seguimos para uma feira no Estádio Regional Willie Davids... onde vende-se hortifrútis de toda espécie, lindos, cheirosos, e também, o famoso pastel frito com suco de laranja.... aquele suco “espremido” na hora, geladinho... só de lembrar já dá água na boca de tão gostoso que estava. E depois de uma noite com muita brincadeira das meninas, muita conversa dos adultos e de uma manhã também com muita conversa, seguimos para a casa do meu querido sogro, o Sr. Mesquita, aí, rumo ao estado de São Paulo, para a cidade de Mirante do Paranapanema (2). Na realidade, o sítio em que ele mora é antes de chegar em Mirante, alguns quilômetros antes.... no assentamento Palu! Lá ele mora com Dona Ana, uma senhora que nos recebeu meio desconfiada, mas que aos poucos percebeu que nós éramos(somos) gente boa! =D Ah, no sítio do vô Mesquita moram também, o Bidu e a Shakira, os cachorros mais raiz que já vi na vida hehe, dormem em buracos na terra e caçam.... mas são super dóceis.

No sítio do vô Mesquita passamos momentos únicos, divertidos, dando bom dia para os porcos e as galinhas hehe.... ajudando o vovô a alimentar os bichinhos, passeando pelo assentamento e conhecendo outros familiares do vovô.  Maria foi firme no propósito de enfartar algumas galinhas de tanto que corria atrás das bichinhas gritando – coitadas hehe! Lá comemos comida bem feita, com carinho, e todas as noites, vovô Mesquita fazia um chazinho bem doce para que a gente dormisse bem! Até tentamos replicar em casa, mas não ficou igual hehe!






Também fomos até a cidade de Mirante ver a família da vovó Izabel... lá visitamos a tia Eliane, sua filha e neta, o Tio Dito, Tia Sonia e seu filho, tentamos ver Tia Judite, mas ela estava trabalhando e não deu tempo de vê-la, mas vimos a sua filha. Buscamos resolver algumas coisas burocráticas também, mas não deu muito certo, mas ao menos encaminhadas ficaram.... cidade grande ou cidade pequena, a burocracia é a mesma...  



Em um dos dias fomos para Presidente Prudente (3) também, primeiramente para arrumar o celular que o Kadu conseguiu quebrar brincando com o Zeus (cachorrinho do Centro de Formação da Paróquia Nossa Senhora do Carmo “Vila Maristela” – local onde o vô Mesquita e o Kadu garantiram um pernil para a vovó Arlete, se é que me entendem). E ao mandar consertar o celular ainda rolou uma grande oportunidade, Kadu pôde reencontrar um amigo querido da adolescência... aquele amigo das bagunças, das artes na escola e ver que ele prosperou da vida e ficar feliz por ele. Além disso, também aproveitamos para passear pelo calçadão (diga-se de passagem, uma loucura, cheio de lojas com preços bem interessantes, ah se o bolso permitisse hehe). Por lá almoçamos no Tio Patinhas, também no calçadão, onde o Kadu costumava almoçar quando morava em Prudente, lanche e PF, bem tradicional, muito bem feito e gostoso. Tudo regado a muita tubaína funada, que virou a bebida preferida da vez.





No retorno passamos por Pirapozinho (4), para visitar o Reginaldo, irmão do Kadu... não ficamos muito tempo por lá, mas o suficiente para um abraço apertado e um registro para aquietar o coração da Dona Izabel.

No mesmo dia, ao voltar para o sítio, só ajeitamos as coisas e nos dirigimos para a cidade de Presidente Bernardes (5), para a Estância São Bento, onde passamos o final de semana e onde conhecemos a família de dona Ana... ela tem 08 filhos, mais um agregado e destes, conhecemos o agregado e 06 dos filhos. Todos super animados, receptivos e parceiros. Com algumas crianças na família, Maria se sentiu em casa, brincou muito.... pintaram, pularam, cantaram, criaram, inventaram, fizeram a festa de todas as formas possíveis. Uma bagunça gostosa de ver. Se afeiçoou muito à Helloisa e a Pietra. No dia seguinte, Kadu e eu fomos até a cidade de Álvares Machado (6) para comprar o café da manhã hehe, então, mais uma cidade para a lista... por lá uma voltinha básica e também, o registro dos Loucos por Terra para deixar o Interior de SP na rota dos Loucos tbm! O dia foi de brincadeira, risada, bagunça, alimentar os animais, e até interagir com os guatis. No domingo voltamos cedo para o sitio e mesmo antes de chegar lá recebemos um convite para almoçar na casa da Janaina, filha de Dona Ana, e mal chegamos, ajeitamos as coisas, tomamos um banho e saímos novamente hehe... vida louca essa entre cidades... e bora conhecer mais uma cidade da região... fomos para Tarabai (7)... outra cidade sossegada, mas lá não saímos para passear não, ficamos na casa da Janaina, onde comemos uma lasanha delícia feita pela filha dela, a Thais. Por lá muita conversa, risada e brincadeira na pracinha com as meninas. Kadu foi atrás de picolé pra todos numa sorveteria e conseguiu a proeza de se perder, o que foi motivo de muita risada, visto que é uma cidade realmente pequena. No meio da tarde voltamos pro sitio e agora sim, foi a hora de se organizar pra ir embora... pois na segunda seguiríamos para Nova Londrina, na casa da Dona Izabel. O final do domingo já foi meio triste, nostálgico, com gostinho de saudades... foram dias muito especiais em São Paulo, com a família do Sr. Mesquista e da Dona Ana e também com a família da dona Izabel.







Segunda levantamos não querendo levantar, tomamos café, terminamos de arrumar as coisas no carro e seguimos viagem, agora rumo ao Paraná, para Nova Londrina (8), onde mora Dona Izabel, mãe do Kadu e o Sr. Natal, seu esposo. Lá ficamos só de um dia para o outro e confesso que isso foi “um erro”, pois estar com a Dona Izabel e o Sr. Natal foi tão bom, tão gostoso, tão especial, tínhamos tanta coisa para conversar, para contar, para saber.... e o cantinho deles lá é uma delícia, tudo feito com tanto carinho, por eles mesmo, com suas próprias mãos, com o suor do trabalho deles, mãos que trabalham bem, que construíram cantinhos especiais para eles ficarem mais confortáveis no seu lar. Plantam muitas coisas gostosas, tem suas galinhas que já estão chocando, dois doguinhos fofos.... Trouxemos para casa muitas coisas gostosas! =D



Acordamos cedo pra aproveitar o tempo com eles o que dava e logo pegamos a estrada, a viagem de volta seria longa e cansativa, mais de 8h pela frente... parada para almoço, depois parada para o pão de queijo.... e por incrível que pareça, o congestionamento foi em Curitiba, faltando pouquíssimos quilômetros para chegar em casa. O retorno, já no final, foi meio tenso, pois escureceu, estradas desconhecidas, buracos, trânsito intenso, caminhões, mas no final das contas, deu tudo certo.

A viagem foi mais que especial, cheia de aventuras e coisas novas, viajar de carro tão longe, dirigir por tanto tempo, conhecer tantas cidades e pessoas novas, vivenciar tantas experiências legais, interagir com os animais, conhecer um pouco mais sobre o Kadu e os seus. Valeu cada minuto, cada quilômetro, cada sacolejo do carro, cada uia, cada ai, hehe!

Ao longo do texto compartilhei algumas fotos dos momentos vividos, mas nenhum registro retrata verdadeiramente toda a alegria sentida, todas as experiências passadas, só estando lá mesmo para sentir tudo aquilo! E que venham mais viagens, mais vivências assim! =)

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

A Estranha Sally Diamond

Oi Pessoas Amadas.... cá estou eu novamente, mais uma vez atrasada com minhas postagens, meus textos... mas parece que desde o meio do ano o ciclo de correria está muito maior do que deveria, ou do que eu daria conta.... às vezes sinto que estou num eterno piloto automático... apenas com alguns momentos de lucidez. Mas apesar disso, as leituras até que tem fluido, pois mesmo com a escrita bem atrasada, neste ano já foram 15 livros lidos e um em andamento, esse bem difícil diga-se por sinal, mas caminhando a passos lentos (bem lentos)!

Mas vamos ao livro da vez... hoje vamos falar de Sally Diamond... a estranha Sally do título e também da história. Livro do mês de maio das Gurias Literárias! Mais um daqueles que, se fosse para escolher, não seria uma escolha, mas que me surpreendeu de uma forma espetacular.

Este livro foi escrito por Liz Nugent, tem 392 páginas, seu gênero é o suspense,  e foi publicado pela Editora Record em 2023.

 


Sinopse:

Sally Diamond é uma mulher de poucas palavras e de poucos amigos. Ela mora numa casa isolada num vilarejo na Irlanda com o pai adotivo e não gosta muito de socializar. Segundo ele, a filha é “desconectada emocionalmente”. A mente de Sally, apesar de funcionar perfeitamente bem, segue uma lógica muito particular. Ela não tem muitas recordações de quando era criança e leva à risca tudo o que escuta. E é por isso que não consegue entender por que o que fez com o corpo do pai, depois de encontrá-lo morto certa manhã, foi errado. “Quando eu morrer, pode me jogar no lixo”, foi o que ele pediu.

Agora Sally não só é o assunto do momento no vilarejo, como o centro das atenções da imprensa e da polícia. Como se não bastasse toda essa confusão, ela encontra, no escritório do pai, três cartas escritas por ele contando a verdadeira história dela. E o que ela descobre é uma realidade extremamente cruel e violenta, capaz de causar danos irreparáveis em qualquer pessoa.

Porém, com a ajuda de novos amigos, Sally vai, aos poucos, entendendo que sua personalidade foi moldada nos horrores de sua infância. Até o dia em que recebe uma caixa pelo correio, vinda da Nova Zelândia. Dentro dela, há um ursinho de pelúcia, velho, sujo e esfarrapado, que ela reconhece imediatamente. Toby. Aquele brinquedo tinha nome. E era dela. Mas como Sally sabe disso? Quem está acompanhando seus passos do outro lado do mundo? Será que ela pode confiar em todos à sua volta? Por que o novo morador do vilarejo está tão obcecado por ela?

 

Apesar do gênero ser suspense, eu nunca imaginava que ele geraria em mim tamanha inquietação (e alguns gatilhos também, é verdade), e que a história me deixaria tão envolvida emocionalmente quanto deixou. Ao mesmo tempo que eu queria ler e ler e ler para saber o desfecho de cada situação, eu queria ir devagar, pois não queria que acabasse.

Sally achava que levava uma boa vida vivendo com seu pai adotivo e somente com ele (depois que sua mãe adotiva morreu) numa casa isolada. Vez e outra ia até a cidade, mas pouco socializava com as pessoas, apenas o totalmente essencial e sempre com as mesmas pessoas e as mesmas palavras, sempre e sempre. Como seu velho pai lhe dizia, ela era desconectada emocionalmente, e tudo bem, ela achava que aquela era uma vida boa, já estava acostumada com aquela rotina, e a vida como levava. Tinha boas conversas com seu pai e numa dessas, ele disse que quando morresse, era para colocar ele num saco de lixo e colocar na incineradora de lixo, igual faziam com o lixo da casa... e como Sally entendia tudo de forma literal, ao pé da letra como se diz, foi exatamente isso que ela fez... e dai as coisas começaram a mudar em sua vida, mas de uma forma que ela jamais imaginou.

Ela virou notícia, teve muita atenção voltada para ela, e não sabia como lidar com aquilo, pois não estava preparada para conviver com outras pessoas, ter uma relação pessoal, e, principalmente, emocional com outros.

Após a morte do pai, Sally descobre que na verdade ele tinha deixado uma carta com diversas orientações sobre como lidar com a sua morte, inclusive o que fazer, realmente, com seu corpo. Mas o “mal” já estava feito e agora ela precisava lidar com as consequências e também, com três cartas que o pai deixou, explicando tudo sobre sua verdadeira história. História que é dolorosa, violenta e que começou lá na sua infância. E que com muita dor, dificuldade, porém, com a ajuda de pessoas que Sally encontra pelo seu novo caminho, ela passa a entender, aceitar e considerar uma “vida nova e mais social” para si. Porém, em determinado momento, aparece uma encomenda em sua casa, um ursinho chega pelos correios, e esse bichinho, Toby, parece que abre mais caixinhas dentro da sua cabeça para lembrar daquele passado tão sombrio que ela deixou guardado tão fundo dentro de sua mente que não lembrava mais. E junto com Toby vêm  alguém que quer muito estar próximo dela, conhece-la melhor e isso a inquieta e quando ela entende o por quê, tudo fica claro como a água.

Em paralelo à história de Sally outra história é contada, porém, paro por aqui, pois seria spoiler demais!

Mas me contem, vocês conhecem a Sally? Já leram este livro? Vamos conversar?

Bjo bjo

sábado, 9 de agosto de 2025

Relatos de um Gato Viajante

 Este foi um dos livros mais prazerosos do ano (leitura lá de abril/maio).... uma leitura deliciosa, fluída, leve, daquelas que superaquece o coração... gatos são um dos meus pontos fracos, amo de paixão e se dependesse só de mim, teria vários hehe.

Relatos de um Gato Viajante, de Hiro Arikawa, foi indicação de uma das meninas do clube literário, uma grata indicação. Ele é um livro da Editora Alfaguara, de 2017, tem 256 páginas e conta a história de Satoru e seu amado gato Nana.

 


Sinopse:

O gato Nana está viajando pelo Japão. Ele não sabe muito bem para onde está indo ou por que, mas ele está sentado no banco da van prata de Satoru, seu dono. Lado a lado, eles cruzam o país para visitar velhos amigos. O fazendeiro durão que acredita que gatos só servem para caçar ratos, o simpático casal dono de uma pousada que aceita animais, e o marido abandonado pela esposa que ama animais. Mas qual é o motivo dessa viagem? E por que todos estão tão interessados em Nana e Satoru? Ninguém sabe muito bem o que está acontecendo e Satoru não diz nada, mas quando Nana descobrir o motivo da viagem, seu pequeno coração passará por uma das mais difíceis provas de suas sete vidas. Narrado em vozes alternadas, esse romance emocionante e divertido nos mostra um jovem de grande coração e um narrador-gato muito esperto, numa amizade que desafia as fronteiras de um país e da própria vida.

 

Satoru teve uma infância com altos e baixos, teve um gato que amava muito, mas como perdeu os pais e foi criado pela tia que precisava ficar mudando de cidade por conta do trabalho, teve que deixar seu amado bichano com um tio distante... essas constantes mudanças fizeram com que o jovem Satoru tivesse que mudar de escola com uma frequência que deixaria qualquer criança aborrecida, mas ele não era assim, em todo local que chegava, acabava se afeiçoando às pessoas e já criando amizades com facilidade. Já na vida adulta, resolveu visitar os amigos queridos que fez nessa fase da vida.

Uma coisa que nunca mudou foi seu afeto pelos bichanos. Onde morava, sempre deixava alimentos para um felino que gostava de descansar em sua van.

Certa vez, percebeu que o gato estava machucado e depois de um tempo na tentativa de se aproximar, conseguiu pegá-lo e levá-lo para casa, para cuidar do pequeno animal. Fizeram um combinado, quando o gato estivesse bem, poderia voltar para a rua, se assim o quisesse. Com a convivência do dia a dia, já que a recuperação do bichano foi demorada, resolveu dar um nome ao novo amigo: Nana. Escolheu esse nome, pois o rabo do gato era “dobrado” em forma de “sete”, que é nana em japonês. )E ali nascia uma bela e verdadeira amizade.   

E quando Nana estava bem, 100% recuperado, pronto para voltar às ruas, não quis.... ou melhor, quis ir à rua, deu uma voltinha, mas quis voltar para a casa do amigo e neste momento ambos tiveram certeza de que aquela era uma amizade para a vida toda.

Um belo dia, a rotina ficou diferente... Satoru que sempre saia para trabalhar, anunciou que eles iriam fazer uma viagem e assim, começou uma grande aventura dos dois amigos, visitando amigos da época de escola de Satoru.

A viagem é narrada em parte por Nana, que tem ótimas tiradas e um humor muito particular... e assim vamos conhecendo um pouco mais sobre a vida de Satoru desde a sua infância até a vida adulta e entendendo o que está acontecendo e o motivo dessa viagem, o por que de sua busca por um novo lar para o seu amado Nana depois de 5 anos vividos juntos com tanto amor e cumplicidade.

Parte da história é narrada por Satoru também e além deles, os amigos da infância e juventude de Satoru também dão voz à história, relatando por seus olhos, como foi sua relação com o amigo, como era seu amor pelos bichanos e se seriam ou não bons anfitriões para Nana... sempre com Nana dando um jeito de mostrar que ninguém chega aos pés do seu amado companheiro.

E aqui, tomo para mim, porém sem deixar de referenciar, as palavras de Igor Zahir, do site https://medium.com/revista-bravo/sobre-o-amor-verdadeiro-624a424521ea:

“Por um lado, Relatos de um Gato Viajante emociona ao falar de amizade, de perdas, do desespero que acompanha toda separação, e do sentimento mais puro, recíproco e verdadeiro que muitos podem ter: o amor dedicado ao animal de estimação criado como um membro da família. Por outro lado, a autora, em um golpe de mestre, dá a entonação que mais equivale a um felino que se preze e mostra como eles são criaturas mais espertas do que nós. Nana é responsável pelo final mais leve possível, tão lúcido como poucos humanos conseguem ao confrontar o inevitável, e sua fala fica gravada na mente: “Isso não é triste, de jeito nenhum. Vamos partir para a próxima jornada, relembrando todas as memórias que colhemos na nossa viagem. Pensando em quem partiu antes de nós e em quem virá depois”. Assim é a vida. Só falta a gente aprender a aceitá-la com tanto pragmatismo e serenidade quanto o gato de Hiro Arikawa”.

 

Se eu tivesse que dar uma nota seria 1000 de 10, pois é um livro sensacional... indico de olhos fechados para todos, leiam, leiam e leiam, todos precisam ler um livro tão fofo e com uma mensagem de amizade tão linda assim!

Mas e ai, vocês já leram? Conhecem a história? Vamos conversar?

Bjo bjo

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Nunca Minta

Oi Pessoal, olha eu aqui novamente, sumida de todo, mas a vida está uma loucura.

O mês de junho foi uma correria danada, no trabalho, viagem para um Congresso em São Paulo que foi de grande crescimento profissional, foram 3 dias imersos em treinamento e desenvolvimento e em tudo de mais tecnológico e avançado para a área que temos no momento.... além de, nos horários vagos, a oportunidade de conhecer até um restaurante estrelado (o primeiro da vida – gratidão Sandrinha), mas isso deixamos para um próximo post.

Além disso, no início de julho, estive em férias, junto com a minha baixinha  e o amado esposo, e fizemos uma viagem memorável até o interior de São Paulo, onde tive a oportunidade de conhecer diversas cidades e meu querido sogro que, em quase 8 anos de casados, ainda não conhecia, mas isso também é conversa para um post especial, muito especial por sinal.

Mas bora lá para o foco deste texto que é o livro Nunca Minta, acho que o melhor de todos os da Freida que li até agora. Aquele livro que você quer ler logo pra saber o que vai acontecer, que você lê, pensa que sabe o que vai acontecer e se surpreende absurdamente, pois está redondamente enganada sem suas “falsas suposições”. Adooooro!



Ele foi lançado em 2025, pela editora Record, e com 280 páginas nos leva a vários “eita”, e “socorro”, e  “e agora?”...  Ele conta a história de Tricia e Ethan, um casal super fofo (será?), recém casados e em busca do seu lar perfeito. Porém,  parece que o lar perfeito é uma mansão, super isolada e que pertenceu a uma renomada psiquiatra que desapareceu misteriosamente há alguns anos atrás, Dra. Adrienne Hale.

Por conta de uma nevasca, o casal se vê preso na casa, sem a corretora para poder atende-los, e sem conseguir voltar para a cidade, resolvem passar a noite por lá mesmo. Assim, Tricia, ao “explorar” a casa, encontra fitas cassete das consultas que Dra Adrienne tinha com seus pacientes e, para passar o tempo, resolve ouvi-las e assim, começa a vislumbrar fatos que podem esclarecer o que aconteceu com a doutora...

O texto se passa em capítulos alternados no presente e no passado, revelando informações que nos mostram as relações entre os personagens e os fatos que constroem um quebra-cabeças sobre os reais acontecimentos daquela casa e sua antiga proprietária.  

O título cabe muito bem no destrinchar da história visto todos os segredos que vão sendo desvendados no desenrolar da história e por aqui paro, pois senão o risco de falar demais é GRAAAAANDE!

Mas e ai, já leram esse livro? O que acharam? Vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 15 de abril de 2025

Todas as Suas (Im)Perfeições

 E cá estamos nós para falar sobre o livro do mês de Março das Gurias Literárias. Falando em Gurias Literárias, sigam lá no insta: https://www.instagram.com/gurias_literarias/ =D

Bom, o gênero do mês era o drama e dentre os livros sugeridos, o sorteado foi Todas as suas (Im)Perfeições de Colleen Hoover, publicado pela Galera Record em 2019.



Neste livro, CoHo nos leva a conhecer as histórias de Quinn e Graham, que se conhecem no pior dia de suas vidas. Com Quinn chegando mais cedo de uma viagem para fazer uma surpresa ao noivo e sendo ela a surpreendida e  Graham, que testemunha a traição de sua namorada, com quem pretendia se casar.

Neste momento eles se apoiam e depois cada um segue a sua vida... tentando superar a dor de suas perdas, eles buscam conforto em encontros vazios que não levam à nada, até que se reencontram em um restaurante, por acaso. E daquele dia em diante, não se largam mais. Se considerando almas gêmeas, eles casam e levam uma vida muito feliz até que a decisão de ter filhos os leva a constantes frustrações, toda vez que descobrem que não foi daquela vez e que “fazer amor” deixou de ser um ato de amor para ser um ato mecânico buscando a reprodução. Por isso, o relacionamento deles se torna frio, distante, com silêncios e desconfianças, porém, para os outros, eles permanecem como sendo aquele casal perfeito... pois em frente aos outros, eles não tem medo da sombra do filho que não conseguem ter e se soltam, se abraçam, beijam e fazem carinhos .... se sentem vivos novamente, mas sós, cada um se fecha no seu mundinho.

Mas os momentos sós são a maioria e eles chegam nos seus limites e é um ato realizado lá no início do seu casamento que pode salvá-los, ou não.

Ufa, e por aqui eu paro.... mas me contem, já leram esse livro? Gostaram? Vamos conversar?

Bjo bjo


sábado, 29 de março de 2025

Tudo é Rio

Finalizado este livro, a primeira palavra que me vêm em mente é CHOCADA! Na verdade, desde o começo da leitura a palavra choque pode ser descrita como algo que senti.

Avassalador também pode ser uma boa descrição para a história.


Pelo nome, Tudo é Rio, imagina-se que a história fala sobre o curso de um rio, sua importância para alguma cidade, vilarejo ou ainda, para uma pessoa ou família, mas na verdade, não tem nada, nenhuma relação assim.... este livro fala sobre uma história de amor, e também, de muita dor, muita mesmo. A escrita é forte, bruta, com bastante conteúdo sexual inclusive, porém, com um texto muito fluído, exatamente como o curso de um rio, seu fluxo segue inabalável.

 Neste livro temos como personagens principais Lucy, Dalva e Venâncio. A primeira, uma menina que perde os pais muito jovem, é criada por uma tia que não lhe dá o amor que ela gostaria e acaba buscando refúgio usando o próprio corpo. Já Dalva e Venâncio são aquele casal perfeito, aquele do amor verdadeiro, aquele que eles se bastam, mas isso até Dalva ter o primeiro filho do casal, um menino que tomou toda a sua atenção (como acontece com qualquer mãe no mundo)

Em dado momento do livro a vida destas três pessoas se cruza e em meio ao amor e à tragedia Carla Madeira nos leva a uma reflexão sobre os limites para o amor, a obsessão, a pose, o ciúmes. O amor de Dalva e Venâncio vira ódio, ressentimento, vergonha, desespero;  o amor de Lucy vira desejo, obsessão,  luta. Cada um com suas feridas que a vida lhes trouxe, juntos criam novas feridas que parece não terem uma cura, um fim.... e o fim, meus amigos, o fim deste livro é surpreendentemente inimaginável. O amor vence no final, mas qual deles, afinal de contas?

Para saber, só lendo... e se você já leu, venha conversar comigo hehe... este livro rendeu um encontro extra das nossas Gurias Literárias, o “Tá na Boca das Gurias”, pois apesar de não ser a leitura do mês, rendeu muitas conversas e debates.

Então é isso, não vou escrever mais nada, pois é um pecado fazer spoiler deste livro... todos, em algum momento da vida, deveriam ler esta história arrebatadora.

Então é isso, vamos conversar?

Bjo bjo

sexta-feira, 7 de março de 2025

Como Ter uma Vida Normal Sendo Louca

 


Oi Pessoal, tudo bem com vocês?

E após terminar a leitura de fevereiro do Clube do Livro, resolvi embarcar em um livro que comentaram no grupo, um livro que me chamou muito a atenção pelo nome, pois me pareceu divertido... Como ter uma Vida Normal Sendo Louca, das autoras Camila Fremder e Jana Rosa.... e como dizem, de médico e de louco todo mundo tem um pouco, então, bora ler. Me pareceu uma leitura leve e divertida até o próximo livro do Clube. Mas confesso pra vocês que achei o livro meio bobo, muito sem sentido... pensei em largar, mas eu sou daquelas que não larga livro, então, prossegui.

A verdade é que o livro se trata de uma sátira aos livros de autoajuda tradicionais e se você levar dessa forma, fica mais fácil mesmo.

Ele é voltado para o público feminino, como o próprio título deixa claro, e aborda diversas situações em infinitas áreas da vida.... é dividido em 5 partes: Respeito, Sucesso e Superação; Amor e Relacionamentos; Saúde e Bem-Estar; Vida Profissional e Finanças; e Influenciando Pessoas.

E sabe que lá do meio pra frente do livro algumas coisas começaram a fazer sentido? Outras situações continuaram não fazendo sentido pra mim, mas tudo bem... e também, como se trata de uma sátira, nem todas as “dicas” podem ou devem ser seguidas... pra se distrair, até que vale a leitura.

É isso... e vocês já conheciam esse título? Vamos conversar?

 

Bjo bjo

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Não Era pra ser uma História de Amor

Bom dia, boa tarde, boa noite, tudo bem com vocês?

E cá estamos nós para falar sobre o segundo livro do ano do Grupo Literário... o livro de fevereiro: Não Era Pra Ser Uma História de Amor: dois romances separados por décadas. Uma chance para provar que o amor vale a pena, de Sarah Adler.



Este é um daqueles romances que quando você começa a ler, já percebe que vai ser daquele jeito: qualquer oportunidade é oportunidade para ler, pois você quer muito saber o que vai acontecer.

Nossa protagonista se chama Millicent Watts-Cohn e ela é uma “ex-atriz mirim” que volta e meia é abordada por alguém e precisa dar aquele sorriso “simpático” e aceitar tirar fotos. Mas na realidade ela não liga muito pra isso e até lida bem com a situação. Por causa dessa exposição quando era muito jovem, hoje ela evita os holofotes, inclusive, não tem nem redes sociais para não ficar “chamando atenção”.

Após o término de um namoro que já não estava dando certo a algum tempo, só faltava ela perceber, ela se vê morando na casa de uma amiga, a Sra. Nash, uma mulher de 98 anos que compartilha a vida com essa jovem contando suas histórias do passado e dando muitos conselhos para a jovem.

Seus dias eram de muita conversa, muita interação e aprendizados para Millie, porém, a idade pesa e nossa protagonista perde a amiga tão querida.

Em suas muitas conversas com Millie, a Sra Nash lhe conta sobre o seu grande e verdadeiro amor, que é a história paralela que o livro discorre. Em cada capítulo, ao final, um pouco da história da Sra Nash e seu grande amor é contada. Resumidamente, a história dessa bela senhora se passa na época da Segunda Guerra Mundial, quando ela se apaixona por outra mulher, o que é veladamente tolerado onde estão, porém, não seria aceito quando voltassem para suas vidas pós guerra e assim, ao final da guerra, Rose Mcintyre volta pra casa e se casa com o seu pretendente e Elsie toca a sua vida como médica, que era o seu sonho.

Mas sem maiores delongas, vamos contar a missão de Millie neste livro.... após sua querida amiga, a Sra Nash falecer, ela resolve “juntá-la” com seu grande amor.... e para isso ela pega 3 colheres das cinzas da amiga, coloca numa caixinha, dentro da sua mochila e parte para sua maior aventura, encontrar essa pessoa. O que ela não imagina, é que até ela conseguir alcançar o seu objetivo, ela terá que passar por muitas “provações”.


 

No aeroporto, ocorre uma pane no sistema aéreo e todos os voos são cancelados. Em busca de um carro de aluguel, como todos os outros que tiveram seus voos cancelados, Millie só consegue negociar uma carona com um senhor que quer voltar para casa, para sua família. Só que um pouco antes disso tudo acontecer, ela reencontra Hollis, um amigo do seu ex e ele a salva de um fã bem abusado. E quando ela já está quase entrando no carro com aquele jovem senhor, Hollis aparece na locadora de carros e oferece uma carona para ela, já que agora terá que ir de carro até Miami, seu destino final.

Hollis não é a melhor companhia para uma viagem longa de carro, pois tem um humor ácido, é sarcástico e “egoísta”. E assim eles iniciam essa viagem que mudará pra sempre suas vidas... meio clichê né? Sim, o livro é repleto de clichês, mas é muito fofinho e a devoção de Millie por essa missão de juntar aquelas duas mulheres, e de ver apenas o melhor das pessoas,  passa a encantar Hollis, que não acredita no amor verdadeiro, no amor para sempre.

E acho que paro por aqui, pois corro o risco de tirar o charme do livro contando alguma coisa que não devo.

E pra finalizar só mais um trechinho do livro, já lá nos créditos:

p. 282 “(...) não demorei muito para perceber que este livro não é sobre ir de um lugar a outro por um caminho fixo, algo que os trens fazem muito bem. Ele é sobre como as nossas jornadas com frequência são arrancadas dos trilhos. Por voos cancelados, derramamentos de azeite e cervos com impulsos suicidas, sim; mas também por outras coisas que tendem a surgir do nada e nos obrigam a recalcular as nossas rotas: amor, morte, luxúria, medo, luto. E também é sobre como às vezes os resultados dos nossos desvios podem levar a algum lugar ainda melhor do que pretendíamos originalmente”.

Mas e ai, já leram este livro? Recomendam? Vamos conversar?

 

Bjo bjo