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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Viagem para Aparecida... com a bebê



Bom Dia Pessoal, tudo bem com vocês?

Estou aqui para contar que este ano foi possível ir para Aparecida na Romaria dos Amigos de Christiomar e Lidiane. Esta foi a 18ª edição da Romaria, 4ª que eu vou. Como sempre, tudo muito bem organizado, com muito carinho para nos acolher até a casa da Mãe.

Ano passado a Maria estava com 4 meses e achamos que não seria adequado viajar, que ela ainda era muito novinha.... então decidimos que seria este ano que ela iria conosco... a primeira viagem de ônibus da minha pequena.

Pra dizer bem a verdade, fui surpreendida positivamente com o comportamento dela... não que ela não seja comportada, é que estando em local diferente, com rotina diferente, imaginei que ela pudesse ficar mais irritada ou manhosa, mas que nada... um bom humor delicioso... Amém! =D

Só que a ida e a volta (dentro do ônibus), foram caóticas.... e as bagagens também. Explico: ela tem certa dificuldade para pegar no sono naturalmente, então normalmente ela dorme no colo, sendo embalada... sim, eu sei que não deveria, mas enfim... e outra, ela mama e quer brincar... e não dá pra ficar circulando dentro do ônibus então, nesse ponto, foi bem complicado, pois não dava pra ela circular e extravasar sua energia e não dava para eu embalar a pequena para que pegasse no sono. Então, isso gerou muito choro, alguma birra, e muita dor de cabeça até ela dormir (na ida era noite e na volta, tarde e noite)... mas fora isso, que ocorreu tanto na ida quanto na volta, ela foi uma lady!
Brincou, correu, sorriu, fez novas amizades (com humanos e com cachorros hehe)... Como ela é muito simpática, estava sempre rodeada de gente... sempre alguém brincando ou querendo pegá-la no colo.
Na via sacra ela foi bem, primeiro no carrinho, mas quando descobriu que podia andar, não quis mais saber do carrinho, só de correr e circular por tudo... o maior cuidado é que lá é um morro nervoso... mas foi tudo lindo!

Na Basílica ela também se comportou, correu de um lado para o outro (como qualquer criança pequena), pegou os folhetos da missa e me levou vários... mas não gritou, o que é normal quando ela corre.

Comeu bem (levamos almoço, janta e frutinhas preparadas, mas ela também comeu localmente), o banho foi tranquilo (levamos uma piscininha, que ela adorou, diga-se de passagem). Até na feira que vende a mãe a gente foi e ela ficou de boa, teve um momento, inclusive, que dormiu no carrinho.

Quanto as bagagens, todas as vezes que fui pra lá com a mãe, ia com uma mochila nas costas... com filho isso muda, e muito... essa mochila foi, mas foi também mais uma mochila, um isopor e uma mala dessas grandona de viagem (bem cheinha), hehe... é roupa pra frio, roupa pra calor, meia, chapéu, protetor solar, fraldas e mais fraldas, paninhos, lenço umedecido, toalhinha, pomada, remédios para mil coisas... e muitas outras coisas, além, é claro,  do carrinho, que não podia faltar. Então, tanto na ida quanto na volta da viagem, para chegar ao local de embarque e para voltar para casa da minha mãe, tivemos que pedir um taxi, e um taxi grande, pois senão não caberia tudo.... que coisa né?!

Mas enfim, o que eu queria com isso era registrar que fomos ver a Mãe e agradecer por todas as graças recebidas... principalmente pela vida da minha menina, maior e melhor presente que recebi!
E que, apesar de algumas coisinhas, correu tudo bem, melhor do que o esperado.

Então é isso pessoal, fiquem com Deus... bjo bjo






sexta-feira, 5 de abril de 2019

Festa de Aniversário do Primeiro Ano


Oi Meu Povo, tudo bem com vocês?


Então, hoje resolvi escrever sobre tema controverso... fazer ou não fazer festa de aniversário de 1 ano?

É, eu sinto muito, o foco deste blog mudou... agora falamos de maternidade mais que de outras coisas. Mas calma, logo voltam postagens sobre livros, prometo!

Mas vamos lá então... festinha de aniversário para comemorar um aninho do bebê! 

Muitos são adeptos do não fazer, alegam que a criança é muito pequena, não aproveita, não entende ainda o que está acontecendo e que a festa acaba, no final das contas, sendo para “os adultos”.

Já outros são a favor, dizem que a comemoração não é só da criança, mas dos pais que estão completando um ano como pai e como mãe. E que no final das contas, a criança aproveita sim, se diverte, brinca, interage (mas isso vai de criança para criança, claro). 

Enfim, desde que a Maria estava na minha barriga eu tive mil ideias sobre fazer ou não. Decidi não fazer, depois mudei de ideia e assim foi por um bom tempo, até ela nascer e eu resolver fazer só um bolinho em casa... vocês conhecem aquele vídeo do só um bolinho?!

Segue abaixo para vocês darem risada:



E esse “só um bolinho” em casa virou uma festinha na casa da Dinda... era para ser umas 10 pessoas no máximo e já estamos em quase 40! Ahhhhhhhhh, socorro.

Faz bolo? Manda fazer? E os docinhos? Ah, melhor fazer em casa... (madrinha vai dar, ufa), e os salgados? Ah, tem aquele Japa que faz um pastel mara... mas só pastel? Então vamos fazer uns empadões de pão e aqueles patês com pão de forma... ótimo, fechou. 

Mas espera, isso vai dar muito trabalho, não vai dar tempo... é, muda, então vamos pegar mais salgados... coxinha e risoles? Coxinha e kibe? Coxinha e bolinha de queijo?... É, certeza mesmo só da coxinha. 

Ah, eu quero aquele suco que lembra a infância... sim sim, perfeito, só não esquece de comprar água pra fazer. Ah, água comprada, 5 litros, tá bom? Ótimo, perfeito... mas daí o galão não cabe na geladeira... SOCOOOOORRO! Kkkkkk, parece piada, mas é muito, muito sério mesmo. 

E a decoração... ah, a decoração mamãe vai fazer em casa... mas quem disse que a filha deixa?! E se comprar pronta? Vamos ver... nooooooossa, muito caro, vamos fazer. E dai, não se encontra muitos apetrechos, pois a mãe escolhe tema distinto dos “temas comuns”... corre atrás de copos, pratos, guardanapos e garfinhos vermelhos e amarelos. Ah, e precisa de pratos grandes para servir os salgadinhos... e tem que ser vermelhos e amarelos... e vamos fazer um jardim de flores vermelhas e amarelas para a nossa princesa...


E lembrancinha, o que vai ser? Ah, mas precisa? Sim, precisa sim... o que fazer para que as pessoas lembrem por um bom tempo ou até pra sempre deste dia tão especial? Hummmmm, pensa, pensa, pensa... Já sei, flores... Ótimo, flores, mas tem que ser flor que, caso as pessoas queiram, elas possam plantar... e lógico, tem que ser vermelhas e amarelas... dai se descobrem vários tipos de flores vermelhas e amarelas, todas os olhos da cara por causa da época do ano... ah, então vamos de kalanchoe... dai descobrimos que ela é chamada também de Flor da Fortuna, perfeito, os convidados vão amar. E sim, eles podem plantar se quiserem, pois já plantamos em casa e deu certo! =D

Agora, só por curiosidade, o que a Wikipédia diz sobre essas plantinhas: 

“Kalanchoe é um gênero de plantas suculentas da família crassulaceae (ordem Saxifragales). Sua origem é africana e ela também é conhecida como flor-da-fortuna ou kalandiva. No Brasil, é conhecida também como coerana, eoirama-branca, erva-da-costa, folha-da-fortuna, folha-de-costa ou saião.
Na hora de comprar, escolha sempre plantas com folhas inteiras, brilhantes, viçosas e sem manchas. Observe o número de botões fechados, pois as que possuem grande números de botões terão uma durabilidade maior.
Pode ser cultivada à meia-sombra, desde que receba luz solar direta algumas horas por dia. O vaso deve ser colocado onde possa receber sol e vento. Exposta ao sol, suas flores duram mais tempo.
Por acumular muita água, precisa de poucos cuidados com a rega. No verão pode ser regada apenas duas vezes semanalmente e no inverno apenas uma ou quando o substrato estiver começando a ressecar. A rega deve ser feita apenas sobre o solo, sem molhar a planta. Deixe o solo secar antes de regar novamente. Regar sempre com pouca água, o suficiente para que escorra um pouco no pratinho, ou nem isso.
O período de florada vai em geral do início do inverno ao fim da primavera. Pode ser encontrada com flores vermelhas, rosas, laranjas, brancas, amarelas e talvez outras cores. Quando adulta, alcança até 30 centímetros de altura”.

É, acho que escolhemos bem. Então vamos na Floricultura pra encomendar... Levamos sorte, encontramos uma senhora de bom coração (Dona Hilda) que disse que pode fazer os vasinhos se levarmos os cachepôs. Uhuuuu... bora decorar cachepôs vermelhos com laços amarelos. Na semana do aniversário marido leva tudo para lá... e dois dias antes temos que ir buscar. Ufa, resolvido, e vai ficar lindo (Siiiim, já peguei as flores e ficaram lindas, os convidados vão amar). 

Então vamos para a lista de convidados... vai ser só família mais próxima... padrinhos, avós e tios da Maria... não não, vamos abrir para os tios da mamãe... ah, mas se vão os tios, por que não os primos também? E a lista vai aumentando... mas e aquela tia avó que não é da família, mas é mais presente que muita família? Ela não pode faltar... ah, mas e aquela amiga que a mamãe ama de paixão e que tem bebezinho pequeno também? Ah, ela pode... E aquele amigo do papai que ele considera um pai? E aquele outro que não é mais o patrão, mas é muito mais que isso? ... e assim a lista vai aumentando, aumentando, aumentando... Será que cabe todo mundo? Espero que sim! Ah, mas sempre tem um e outro que não vão... é, vamos contar com isso! Kkkkk E foi assim que a quantidade de pessoas cresceu tanto e com isso aumentou a preocupação se a comida vai dar.

Bom, estamos na correria para os últimos preparativos e a ansiedade está batendo forte... por mais que não seja uma mega festa, com tudo que se tem direito, quero algo que marque as pessoas e, principalmente, nossa menina. Sei que talvez ela nem lembre, mas acredito que quando ela vivenciar certas coisas, pode remeter a aquele momento e quero apenas lembranças boas. 

O grande dia é amanhã... tudo o que poderia ser feito foi... agora só falta arrumar o salão, pegar as comidinhas e esperar nossos convidados. 

Sinto que estou fazendo a coisa certa com essa festinha... será um momento de confraternização, com pessoas queridas, pessoas que querem bem à minha pequena! 

Depois eu volto e conto para vocês como foi.... 

Mas e vocês, mamães e papais, fizeram festa de um ano? Festinha? Festão? Bolinho? Bolão? Compartilhem suas experiências.

Vamos conversar?

Bjo bjo

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Então, noivamos...



E cá estou eu para compartilhar com vocês um pouco da minha vida... um pouco das experiências pessoais que temos e que só nos fazem crescer e aprender a cada dia.

E quem diria, a Mel noivou.... e vai casar, sim senhor! (Pra quem achava que isso não iria mais acontecer pois passei do tempo, tá ai hehehe)

Minha vida está passando por mudanças “radicais” desde dezembro do ano passado... primeiramente, foram 09 meses que vivi só... no “meu apertamento”, mas que era a minha cara e super aconchegante.... até que a vida resolveu me presentear com alguém disposto a compartilhar tudo.... uma casa, as contas, as alegrias e tristezas, enfim, compartilhar a vida... e até um dog, kkkkkkk, então, vamos lá né, encarar esta nova fase da vida... a vida de casada.

Oficialmente ainda não, mas já estamos providenciando isso também.

E quando resolvemos morar juntos, começou tudo de novo... procurar um lar... um lugar para morar, para dividir a vida... e não é que o primeiro que vimos era exatamente o nosso número?! Bora lá correr atrás da papelada pra poder alugar... e daí contar com a ajuda sempre carinhosa dos amigos para fazer aquela super mudança no fds.... bem naquele que eu viajei (Roberto, Aquino, vocês foram ótimos, muito obrigada)!

E quando a pessoa volta de viagem, já volta na casa “nova”.... uma casa grande, que só na sala caberia todo o outro “apertamento” hehe... Nos primeiros dias, eu até cansava de andar por toda ela, imaginem só.

E já completou um mês que estamos lá e não está nem perto de organizar tudo... sempre tem algo à ser feito, sempre tem algo para limpar, arrumar, colocar no lugar, ou trocar de lugar... mas aos poucos está ficando tudo com a nossa cara... do nosso jeito.

Mas quero compartilhar aqui com vocês também, a experiência de viver com alguém... com alguém que não é parente hehe... nem pai, nem mãe... uma pessoa totalmente diferente de você, com comportamentos e costumes distintos.

Não vou dizer que é fácil... mas também não é tão difícil assim... interessante é viver o que sempre disse à todos os amigos próximos que se casaram... “casal, antes de mais nada, se respeitem e respeitem o espaço do outro e tem tudo pra dar certo”. E olha a Mel aqui, tentando colocar em prática o conselho que dá para os outros...

Cada dia é um aprendizado, uma novidade, uma situação diferente que nos faz aprender... principalmente, a respeitar o outro e o seu espaço (repetitivo né, mas é tão real que tem que ser repetido mesmo).

Ah, a vida muda sim, e muito quando você divide a casa e a vida com alguém... do que eu sinto falta? Talvez de ler mais, escrever mais, de ver os meus seriados e filmes... o que é novo e é muito bom? Ser recebida em casa todos os dias com um beijo, um abraço, um eu te amo, um almoço delicioso ou um café da tarde muito bem preparado. Além dos pulinhos e lambeijos do nosso Bolinha, cachorrinho que adotamos a alguns dias (mais uma coisa em que concordamos e compartilhávamos o desejo). E tem muitas outras coisas boas, que se for pra escrever, vai faltar espaço por aqui! 

Enfim, todo dia um aprendizado, todo dia uma coisa nova, às vezes aqueles questionamentos se é a coisa certa a fazer.... questionamentos que faço ao Kadu também, mas que na real, talvez nunca tenham uma resposta, pois é necessário viver um dia de cada vez, sempre pensando no futuro claro, mas vivendo aquele dia de forma que as dificuldades se transformem em crescimento, em amadurecimento, para que o relacionamento perdure.

Bom, acho que é isso... então a Mel está noiva, morando junto, com direito até a um cachorrinho e sim, ela vai casar... e está muito feliz, obrigada!

E vocês, como vai a vida? Espero que tão bem quanto a minha, senão, melhor! É o que desejo à todos vocês... uma vida feliz e plena, cheia de conquistas, realizações e aprendizado diário!

E é isso, vamos conversar?
Bjo bjo

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Viagem à Aparecida

E pelo terceiro ano seguido, fui para Aparecida com a Romaria dos Amigos de Chris e Lidi, Romaria que eles organizam à 16 anos já e que tive a satisfação de ir nos últimos dois anos com a mãe e este ano novamente, nos dias 25, 26 e 27 de agosto.

Desta vez, diferente do ano passado, nos antecipamos pra não perder a viagem, já confirmei que iríamos no mesmo dia que a Lidiane mandou as informações.

Mais uma vez uma Romaria muito organizada, com um valor justo, e novamente com dois pontos de encontro para facilitar a vida de todos os interessados.

E lá fomos nós... rumo à casa da Mãe... uma viagem tranquila, aquela parada estratégica em Registro... e quando vimos, já estávamos lá no Hotel Hollywood... o mesmo das outras vezes.
Um descanso básico, café da manhã bem reforçado e bora para o Morro da Via Sacra...  como já sabíamos o caminho, fomos na frente... bem tranquilas e sem pressa... e ainda tivemos que esperar um tempão todo mundo chegar para fazer a via sacra.

E este ano, eu tinha muitos, mas muitos motivos mesmo para agradecer à Mãe... e também, alguns pedidos especiais à fazer... afinal de contas, a gente não é de ferro né, tem que pedir uma ajuda divina para nossas vidas.

Então a via sacra teve um significado mais especial... a entrega foi maior... e a minha participação efetiva também... fiz a leitura de muitos trechos no decorrer das nossas orações, pedidos e agradecimentos. Foi tão bom, tão leve, tão... não sei nem dizer.

Também fomos à Basílica para a tradicional missa das 20h.... onde consegui abençoar algumas lembranças que comprei para pessoas especiais que ficaram em Curitiba.

Sim, claro que teve aquele momento consumo, mas bem mais suave do que da vez passada, que já foi leve, hehe!

A questão é que, como já disse lá em cima, os motivos de agradecimento eram imensos... e ainda são... todos os dias tenho algo à agradecer e é por isso que quero ir todos os anos, sendo possível, é claro.

Então é isso... terceiro ano visitando a casa da Mãe.... que venham outros e mais outros!







E vocês, conhecem Aparecida? Tem vontade de visitar a Basílica e fazer a peregrinação? Contem suas experiências... vamos conversar?


Bjo bjo

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A Importância da Parceria em uma Relação Afetiva



oi Pessoal! Estou aqui hoje para escrever um texto diferente... algo que foge à minha experiência, ou ainda, que foge muito aos temas que costumo escrever por aqui. Mas é que estou vivendo um momento único, que tem me feito refletir sobre várias coisas e decidi compartilhar estas reflexões para ver se estou no caminho certo... portanto, fiquem muito à vontade para comentar, por favor.

Hoje eu estou aqui para falar sobre os relacionamentos afetivos... sobre as relações de parceria. Tenho percebido no meu dia a dia, a importância da parceria, do respeito, do amor... desde as grandes coisas da vida, até aquelas mais simples, se não houver parceria, respeito e amor, não há relação que dure.

E eu encontrei um parceiro pra vida... se vai durar a vida toda ou se será até o próximo verão, eu não tenho como saber, eu não tenho como afirmar, confirmar nada... a vida é repleta de surpresas e esta pessoa foi uma grata surpresa que a vida me trouxe.... que o pedal me trouxe, no caso. E olha lá a bicicleta mudando mais um pouco a vida da pessoa aqui.

Conheci meu namorado em um pedal... e já faz tempo, bastante tempo, mas como ele é um galático, pouco o via e confesso, gente, pra mim, ele era a pessoa mais metida da face da Terra nos pedais (e exibido também hehe)... o cara não parava quieto, já tinha ido e voltado umas vinte vezes enquanto a gente ainda estava indo a primeira.... sobe morro, desce morro, sobe escada, desce escada... anda deitado na bike, parecendo que vai voar... aff, que tipo desse piá (nossa, isso é muito curitibano).

Mas um dia esse “piá metido”, resolveu passar um pedal inteirinho ao meu lado, conversando comigo, me fazendo rir, me ajudando. E não é que ele não era tão metido assim?!  Até hoje me pergunto e pergunto à ele, por que cargas d’água ele resolveu ficar de papo comigo.

Daquele domingo em diante, do pedal do morango com nata com o grupo Trilhas Curitiba, ele não parou mais de falar comigo... todos os dias, o dia todo.

Então resolvi convidá-lo para conhecer os meus outros amigos de pedal, aqueles lá do Fazendinha.... convidei-o pois achava que seria legal, afinal, o Black é ótimo, super divertido, e faz uns pedais mais fortinhos, talvez ele curtisse. E naquele dia, o pedal foi fortão, não fortinho... e se ele não tivesse ido, talvez eu não estivesse escrevendo agora, hehe... pensem num pedal forte pra caramba, com uma quilometragem não tão grande, mas com um percurso forte. E se não fosse ele me empurrar praticamente o pedal todo, eu não teria conseguido acompanhar o grupo. Tanto que dei o nome de pedal do empurra pra essa noite.

Mas não foi assim, só me empurrando, que ele me conquistou. Desde o primeiro dia que começamos a conversar oficialmente, ele se mostrou alguém interessante. Bem mais novo, é verdade, mas já com uma história de vida interessante, com vitórias na vida, com dificuldades superadas, outras sendo superadas ainda... com um coração enorme, um sorriso fácil... ai ai, já perceberam né?! Ele me conquistou, ganhou meu coração.

Eu que achei que não encontraria ninguém disposto a uma relação de verdade nessa vida tão superficial e descartável que as pessoas vivem hoje. E gente, eu resisti, passei vários dias apenas respondendo às mensagens dele e dizendo que não era possível, que a nossa diferença de idade era muita, que eu já tinha alguém, que não daria certo.

Aí ele vêm com o “jogo sujo” hehe... dizendo que queria namorar, usar aliança, andar de mãos dadas no parque, casar, ter filhos... viver uma vida juntos, de verdade. Ah gente, aí eu tive que rever os meus conceitos e cheguei a conclusão de que eu não tinha nada a perder tentando.

A diferença de idade é muita? Sim, é muita.... mas ele está disposto a acompanhar... e é ai que entra a questão da parceria, que é o foco deste texto. Pensem em alguém parceiro, mas muito parceiro mesmo... nos pedais e na vida. 

Já perdi a conta de quantas vezes ele me empurrou durante os pedais.... sempre bem humorado e fazendo bagunça e piadas com os colegas de pedal. Me empurra nas subidas mais ferradas, aquelas que só de olhar você busca um caminho alternativo. Mas ele também é parceiro na vida, daquele que vai pra cozinha pra fazer a janta, que não se importa de lavar uma louça, que presta atenção nos meus tocs (e faz de tudo pra não ‘fazer nada errado’ por conta deles, hehe) e faz de tudo para que eu esteja bem e feliz. Ele é aquele cara que gosta de andar de mãos dadas na rua, que vive me enchendo de beijos, que diz que me ama.... mesmo com tão pouco tempo de relacionamento. 

Mas o foco aqui é a parceria... em tão pouco tempo, ele se mostrou parceiro, tão parceiro que parece que estamos juntos à anos, que nos conhecemos a vida toda... é tanta intimidade, gostamos das mesmas coisas, damos risadas das mesmas coisas bobas, mas também conversamos sério, pensamos e falamos sobre o futuro. Dividimos as coisas... nos ajudamos.. cuidamos um do outro. 

No pedal que fizemos no dia 15/07 para as profundezas do Taboão, pedal este que eu já queria fazer a muito tempo, mas que temia as famigeradas subidas, nosso colega de pedal Marcus retratou um destes momentos de parceria... e eu fiquei tão encantada por esta foto, que por causa dela, resolvi ler, pesquisar e escrever sobre as parcerias nos relacionamentos.


Claro que todo relacionamento tem “problemas”, palavra que eu entendo que podemos trocar por “adversidades”... e que podem ser superadas, desde que haja respeito, amor, amizade... e parceria. Desde que ambos respeitem os limites do seu companheiro, que façam a sua parte, mas que também, saibam contribuir para a parte do outro... seja fazendo algo, seja não fazendo nada, seja ficando em silêncio, seja contemplando a alegria e vibrando com a vitória do parceiro. 

Enfim, já estou aqui me enrolando e falando demais, como quase sempre faço hehe... 

Nas minhas leituras pela internet achei um trecho de um texto que quero compartilhar com vocês, pois ele descreve exatamente o que é esta parceria que estou sentindo neste momento e que percebo ser tão importante... e mais do que isso, que desejo que perdure por muito e muito tempo. O texto é de Anissis Moura Ramos e retirei do link: https://www.anissis.com.br/single-post/2016/07/08/A-parceria-num-relacionamento-a-dois

“Ser parceiro não é concordar com tudo que o seu companheiro fala ou fazer tudo o que ele quer, tornando-se um marionete em sua mão. Quando se concorda com tudo o que o outro diz, ao invés de ser um parceiro, se está servindo de espelho. Parceria não exige que você anule a sua personalidade, que seja submissa, apesar de a parceria permitir que o outro nos ensine a ver diferente, que nos proporcione momentos prazerosos e fazer com que isto retorne para a pessoa.
 Parceria não é desenvolver críticas, ser deselegante com o outro. Isto é chatice, é ser rabugento. Ser parceiro é saber lidar com as diferenças no dia-a-dia. São exemplos e demonstrações de afeto e carinho. É a transmissão de princípios e valores, sabendo que haverá um retorno, que as suas atitudes não ficarão no vácuo.
 É poder contar com a generosidade, com a elegância, com a finesse, com espontaneidade, com a alegria de seu parceiro, pois se tem a clareza que a recíproca será verdadeira. É poder acompanhá-lo, mesmo quando o programa não é algo que você prioriza, mas sabe que na hora que lhe sugerir algo, ele irá fazer, pois sabe que lhe dará prazer. A parceria se dá não apenas nos momentos bons, nos ruins ela também deverá estar presente.
 Parceria é compreender e se deixar ser compreendido; é ser benevolente, respeitar o momento do outro, como ele o respeita; é gerar prazer e receber prazer; é dar amor e se permitir receber amor. Esta cumplicidade que se estabelece num casal é que ajuda a nutrir a reação e fazer com que esta perdure por um bom tempo.
 Enfim, a parceria é um dos ingredientes que não pode faltar numa relação para que ela se torne saudável, Sem a presença dela, o que se estabelece é a desunião, as brigas, as críticas, o desrespeito, o afastamento, gerando frustrações e desconfortos para o casal”.

E é isso, desejo que todos encontrem o seu parceiro “perfeito”, aquele que lhes faça feliz com as simples coisas da vida. E se vocês já tem esta pessoa, cultivem este relacionamento, mantenham esta parceria ativa, acessa, viva. E mais do que tudo, curtam cada momento juntos e sejam felizes.

Ufa, quanto romantismo, quanta “melação”.... nem me lembro quando me senti ou estive assim... só sei que é bom e quero aproveitar cada momento.

Então, agora espero comentários contando sobre a parceria que existe em suas relações!

Bjo bjo!