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quinta-feira, 30 de março de 2017

A Teoria de Tudo

Eu sei que pra variar estou bem atrasada, mas só agora que liberou no netflix o filme, então vamos assistir hehe!

Enfim, hoje eu quero falar com vocês sobre o filme “A Teoria de Tudo”, filme baseado no livro de mesmo nome (livro escrito pela primeira esposa do protagonista), filme biográfico que conta a história, ou pelo menos parte dela, da vida do chamado “gênio”, o físico, Stephen Hawking.


 Ao ler diversas resenhas para escrever aqui no blog, observei muitas críticas ao filme. Eu não li o livro, então não sei se ele foi fiel ou não a história escrita, porém, eu me encantei com o filme. Mesmo as pessoas tendo dito que ele era voltado apenas para o primeiro matrimônio de Stephen e dizendo que romantizaram demais tudo. Mas vamos combinar, é um filme, é baseado em e não fidedigno.... então tem que ser comercial, certo? E se romantizar o torna comercial, então...

Bom, o filme é de 2014,  mas só essa semana eu o assisti.  E eu realmente gostei do que vi.

É muito importante aqui, ressaltar a atuação de  Eddie Redmayne como o protagonista. Ele realmente se transformou para fazer o papel e chega a incomodar a interpretação do ator. Na minha opinião, uma das melhores atuações que já vi por ai. Seus movimentos e expressões quando a doença começa a acomoter Stephen, a debilidade física que o assola, aff, muito bom mesmo.

Mas vamos a história do protagonista e também ao filme. Stephen Hawking é o autor da teoria sobre os buracos negros. Brilhante desde muito jovem, tem o diagnóstico precoce de uma esclerose lateral amiotrófica – ELA (doença incurável que leva à perda dos movimentos), que o fez perder os movimentos das pernas, braços, entre outras coisas, deixando seu corpo “preso” em uma cadeira de rodas.

Ao ser diagnosticado, o médico lhe dá apenas 2 anos de vida, porém, contrariando todas as expectativas, ele teve uma vida praticamente normal(logicamente, dentro das suas limitações). Casou, teve filhos... e dentro de tais limitações, conseguia até cuidar dos seus filhos.


E a história discorre sobre suas teorias e descobertas, e seu relacionamento... com todos os altos e baixos de um relacionamento, principalmente com alguém tão debilitado.

Em determinada altura de sua vida, Stephen entra em coma e sua esposa, Jane, contrariando todos os pedidos médicos, pede para reanimá-lo. Para que isso acontecesse, foi necessário fazer uma traqueostomia que o deixou mudo... então, além dos movimentos seriamente comprometidos, agora Stephen não falava também.

Porém, isto não foi impeditivo para que continuasse sendo brilhante. Com a ajuda de um computador acoplado a sua cadeira de rodas, ele conseguia se comunicar através de uma voz robótica, porém, conseguia assim, continuar com a sua vida praticamente “normal” se assim podemos dizer.

A doença, em nada prejudicou o seu cérebro e ele continuou sendo um homem brilhante, inteligente, que desenvolvia teorias (e queria sempre prová-las fatos) e escrevia livros... além de ministrar palestras sempre lotadas com pessoas que queriam aprender com ele.

É interessante observar a relação de Stephen com a sua esposa... primeiro pois aquela moça linda se apaixona pelo nerd da turma, contrariando o que todos “achariam normal”. Depois, pois a sua dedicação ao marido quando sua saúde fica mais e mais delibitada é lindo de ver. Ela realmente vive em função dele, de cuidar, de apoiar, de ajudar em tudo o que era possível para que sua vida fosse boa, confortável.

Não que ela não se cansasse ou ficasse triste e desanimada, mas o amor era maior que isso... pelo menos até um ponto da vida, quando ela percebeu que ele também já não a amava mais... e assim eles se separaram, mas certamente essa mulher tem lugar garantido no céu hehe! Ele casa-se novamente (com sua cuidadora), e ela se envolve com um homem que já tinha feito parte de suas vidas anteriormente e tinha se afastado.

O filme acaba, mas a vida do protagonista não... então, vale a pena ler sobre ele, pois afinal de contas, é alguém que faz a diferença conhecer.

Ah, é importante dizer que o meu texto foi baseado no filme assistido, mas também no site:

E vocês, já viram este filme? Conhecem a história de Stephen Hawking?


Vamos conversar? 
Bjo bjo

sábado, 24 de dezembro de 2016

Dewey – Um Gato Entre Livros



E hoje, véspera de Natal, entre tantas coisas à fazer, arrumei um tempinho e terminei de ler este livro tão lindo... Dewey, um gato entre livros. Livro este de uma história real, escrito por Vicki Myron com Bret Witter, a dona de Dewey.

Um livro inspirador e que nos mostra o quanto um bichinho pode mudar a vida de uma pessoa, e neste caso, de uma cidade inteira.



Dewey entrou na vida de Vicki e da biblioteca de Spencer de uma forma totalmente inusitada, e também, mudou suas vidas para sempre. Não tenho palavras para descrever o quanto a história me tocou, o quanto senti e me identifiquei. Amo gatos de paixão, já tive vários no decorrer da vida, hoje tenho uma cachorrinha que é parte da família e os sentimentos descritos no livro são semelhantes. 

Dewey se tornou o centro das atenções daquela biblioteca e no decorrer da sua vida, tornou-se conhecido em todo o mundo,  e muito mais que conhecido, se tornou querido, amado. Ele tinha todas as características e comportamentos bem clássicos dos gatos, porém, tinha o dom de cativar as pessoas, desde as crianças pequenas até os idosos. Ele sabia quem não estava bem e precisava mais da sua atenção naquele determinado dia, ele sabia quando devia manter a distância, ele sabia em quais colos se aninhar para uma boa soneca. 

As últimas palavras deste livro descrevem muito bem os sentimentos que Dewey  e os animais em geral despertam nas pessoas:

“Um ano depois da morte de Dewey, minha saúde finalmente me pegou. Eu sabia que era a hora de seguir em frente com a minha vida. A biblioteca estava diferente sem Dew e eu não queria terminar meus dias daquele jeito: vazia, silenciosa, ocasionalmente solitária. Quando eu via passar o carrinho com os livros, aquele em que Dew gostava de passear, meu coração partia. Sentia tanta falta dele, e não apenas de vez em quando na biblioteca, mas todos os dias. Mais de cento e vinte e cinco pessoas compareceram à minha festa de aposentadoria, inclusive muita gente de fora da cidade com quem eu não falava há anos. Papai leu um de seus poemas; meus netos sentaram a meu lado para cumprimentar os presentes; foram publicados dois artigos no Spencer Daily Reporter agradecendo-me pelos vinte e cinco anos de serviço. Do mesmo jeito que Dewey, eu tinha sorte. Consegui sair da minha própria maneira.
Encontre seu lugar. Seja feliz com o que tem. Trate bem todo mundo. Viva uma boa vida. Não estou falando de coisas materiais – estou falando de amor. E não dá para prever o amor.
Aprendi essas coisas com Dewey, é claro, mas, como sempre, tais respostas parecem fáceis demais. Todas as respostas – com exceção de que amei Dewey com todo o coração e ele me amou da mesma forma – parecem fáceis demais. Porém vou tentar.
Quando eu estava com três anos, papai tinha um trator John Deer. Aquela máquina tinha uma roçadeira na frente, uma longa fileira de lâminas que pareciam pás, seis de cada lado. As pás ficavam erguidas alguns centímetros acima da terra e era preciso empurrar a alavanca para frente para colocá-las no chão. Então elas cortavam o solo, jogando terra fresca nos canteiros de milho. Um dia, eu estava brincando na lama em frente à roda daquele trator, quando o irmão de mamãe saiu, depois do almoço, engatou a marcha e começou a dirigir a máquina. Papai viu o que estava acontecendo e começou a correr. Meu tio não escutava os gritos dele. A roda me jogou no chão e me empurrou para as lâminas. Fui empurrada por elas, passei de uma à outra, até que o irmão de mamãe girou a roda e a lâmina de dentro me jogou pela calha do meio e me deixou de cara para o chão atrás do trator. Papai me pegou, num só movimento, e correu comigo de volta para a varanda. Ele me examinou com assombro e me manteve no colo o resto do dia, balançando-me para frente e para trás em nossa velha cadeira de balanço, chorando em meu ombro e me dizendo: ‘Você está bem, você está bem, você está bem...’.
Por fim, olhei para ele e disse: ‘Cortei o dedo’. Mostrei o sangue. Eu estava machucada, mas, fora isso, aquele corte  minúsculo foi minha única marca.
A vida é assim. Todos de vez em quando passamos pelas lâminas do trator. Todos ficamos machucados e nos cortamos. Algumas vezes, as lâminas cortam fundo. Os que têm sorte saem com alguns arranhões, um pouco de sangue, contudo isso não é o mais importante. O que realmente importa é ter alguém para pegá-lo, abraçá-lo apertado e dizer que está tudo bem.
Durante anos, achei que tinha feito isso com Dewey. Achei que essa era a história que eu tinha de contar. E fiz isso. Quando Dewey estava machucado, com frio e chorando, eu estava lá. Segurei-o. certifiquei-me de que estava tudo bem.
Mas essa é apenas uma lasca da verdade. Na realidade, por todos aqueles anos, nos dias difíceis, nos dias bons, e durante todos os dias não lembrados que compõem as páginas do verdadeiro livro de nossas vidas, Dewey estava me segurando.
E ele continua me segurando. Desse modo, obrigada, Dewey. Obrigada. Seja lá onde você estiver” (p. 264-266).

Que todos possam ter um Dewey em suas vidas!

Feliz Natal...

Bjo bjo
 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Como Eu Era Antes de Você - O Filme

Então, como já era previsto, eu não podia deixar de ver este filme, já que o livro foi tão impactante na minha vida...fui com a mamys ao cinema e pra variar a expectativa estava lá no alto.

A primeira coisa intrigante foi achar um cinema onde o filme fosse legendado, pois por mais incrível que pareça, em quase todos os cinemas da cidade, ele só estava passando dublado, e dublado não dá né.

A segunda questão é que, quando finalmente achamos um cinema que estava exibindo o filme legendado, só tinha sessão na sala VIP... sabem aquela ultra mega ninja power cara? Pois é... e eu ainda não tenho minha carteirinha de estudante... então seriam R$ 47,00 só de entrada, mas o rapaz da bilheteria foi um amor e fez meia entrada pra mim e pra mamys (ela já tem direito em virtude da idade)! E pela primeira vez eu entrei numa sala VIP hehe... e achei o máximo! =D

Mas vamos ao filme que é o objetivo do post... primeiramente, os atores escolhidos representaram muito bem os personagens principais do livro, o que é ótimo.

Escrevi sobre o livro em 10 de abril de 2015, e ainda lembro muito bem como o livro me impactou... fiquei semanas meio perturbada pela força do livro, pela força daquelas palavras. Pois a história é forte de fato, não é uma história de amor e vida, é uma história de morte... e isso é triste, bem triste. Porém, sempre nos leva à reflexão. Principalmente sobre o que estamos fazendo da nossa vida e como estamos tratando as pessoas que estão ao nosso lado... aquelas que nem sempre damos a devida atenção e respeitamos.

E é isso que Will Traynor faz quando se vê, aos 35 anos, lindo e loiro, preso a uma cadeira de rodas... ele esquece que existem outras pessoas à sua volta, trata a todos muito mal, é grosseiro, antipático, terrivelmente insensível. E na ânsia de tentar dar o mínimo de qualidade de vida à ele, seus pais buscam por um cuidador que tenha coragem de ficar ao seu lado.

Como as pessoas especializadas não estavam dando conta do negócio, a sua mãe resolve contratar uma mocinha, sem experiência nenhuma, já que a contratação é por tempo determinado (seis meses).

E esta mocinha é Louise Clark... A cena de Will imitando Christy Brown, do filme Meu Pé Esquerdo, para assustar Lou, é excelente, e a cara dela é fantástica, porém, ela consegue disfarçar bem. Mas na real, ela queria era sair correndo de lá, mas já tinha aceitado o emprego hehe!

As roupas de Lou no filme são um comentário a parte... quem ficou responsável pelo figurino caprichou, pois ficou show de bola mesmo! Já visualizava de forma autentica para dizer o mínimo, mas no caso, superou as minhas expectativas. Digamos que ela pode ser definida como excêntrica para os mais comedidos. O traje do seu aniversário, quando ela  ganha a famosa meia calça de abelhinha, gente, ela realmente é uma abelha em pessoa! =D




Outra cena que vale muito, é a cena do casamento, o fatídico casamento da ex com o melhor amigo... quando Lou “dança” com Will na cadeira de rodas.

Mas enfim, como no livro, no filme Will procura ser de uma simpatia extrema (só que não) com Lou para que ela desista da função e vá embora, deixando-o com sua autopiedade. Mas ela não desiste... simplesmente o deixa só, no seu canto, enquanto isso, limpa a casa, faz um chá, lê um livro.... e aos poucos conquista a confiança dele, e com o tempo, sua amizade. Aos poucos ele conversa, conta histórias, ouve também, e até permite que ela faça algumas coisas por ele, e com ele.

E disto nasce uma bela amizade, e depois um amor... até que Lou toma conhecimento do desejo de Will... algo que ela não consegue digerir, não consegue entender... como alguém, em sã consciência tem coragem de desejar isso? Mesmo nas condições de Will, ela não consegue entender. Ele tem tanto dinheiro, pode recorrer a todos os recursos possíveis.

E na tentativa de fazê-lo mudar de ideia, busca alternativas para sua qualidade de vida! O que é ótimo, o que o deixa muito feliz, o que o faz ter bons momentos... porém, não o faz desistir.

E isto deixa Lou muito mal, se sentindo de alguma forma irresponsável, inapta, incompetente, pois ela “não conseguiu”.

Porém, no último momento, indo contra todas as suas convicções, ela corre ao encontro do seu amado Will, para estar ao seu lado naquele momento tão intenso.

Esta é uma história de amor, de amizade, de respeito e também, de morte. Pois, por mais que todos tentem e queiram diferente, nada faz com que Will mude de ideia, e ele, com a ajuda de uma clínica especializada, tira a própria vida. Pois a vida que está levando, não é a vida que ele quer ter, aquela não é vida para ele, que antes de sofrer o acidente que o levou à cadeira de rodas, estava rodeado de aventuras e agitação.

Confesso que não me emocionei como achei que me emocionaria durante o filme... não chorei, não fiquei com aquela angústia que achei que ficaria. Creio que faltaram algumas cenas que considero importantes no livro... e que são relevantes para mostrar a relação criada entre os dois, mais enfim, é uma adaptação né, e não dá pra agradar todo mundo hehe!

Mas é isso... e vocês, leram o livro? Assistiram ao filme? O que acharam?

Vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A Mágica da Arrumação

A Mágica da Arrumação
E no meio do último livro da saga adolescente eu resolvi ler outro... porque eu confesso que estou cansada da saga adolescente (acho que nunca mais leio uma saga com tantos volumes - seis) e porque eu ia viajar e não queria levar o kobo. Enfim, a questão é que eu comecei e terminei muito rapidinho de ler o livro da Marie Kondo: A Mágica da Arrumação, livro que ficou entre os mais lidos da Revista Veja por muitas semanas e já nas primeiras páginas dá pra entender o por quê.



O livro fala sobre como organizar o nosso espaço, a nossa casa e, em consequência, a nossa vida. Confesso que amei, mas também achei o método um pouco radical, principalmente porque ele se inicia com o famoso descarte e a pessoa aqui é uma acumuladora em potencial e super super suuuuuper apegada às coisas hehe... então, descartar é sempre uma luta, sempre um sofrimento, pois eu sempre acho que preciso de tudo, que vou usar em algum momento, que é útil, e assim os descartes nunca tem o resultado que eu gostaria.
Fiz diversas marcações no decorrer da leitura e quando cheguei em casa da viagem, comecei a “arrumação”, mas não do jeito que o livro sugere, não fiz o descarte, apenas arrumei algumas gavetas de roupas, e outras de papelada e não é que até descartei algumas peças de roupa e uma “par” de papel hehe... e gente, o negócio de dobrar as roupas em forma de retângulos e guardar na vertical otimiza muito o espaço, isso é um fato.
E o esquema de pegar as roupas e ver o que se sente, se elas te dão alegria e aquela coisa toda, eu não sei... mas a parte em que a autora diz para refletir sobre o papel daquelas peças na nossa vida, se elas já fizeram o que tinham que fazer, se já a usamos bastante, se elas já serviram ao seu propósito, isso tem ocorrido com a pessoa aqui. Ainda não descartei algumas peças de roupa, mas estou refletindo sobre o papel delas na minha vida e sobre o tempo de vida útil das mesmas. Tipo, acho que logo logo elas partirão desta para uma melhor. Talvez vestir alguém que precise mais, pois por aqui já cumpriram a etapa que lhes cabia.
Quanto ao que ela fala sobre os livros, não rola mesmo, pois ela diz para arrancar, sim arrancar as páginas que lhe interessam e se desfazer dos livros hehe... Imagina isso! =D
Sem chances gente, imagina abandonar os meus amados livros, isso JAMAIS!!!!
Enfim, o livro é muito interessante e vale a leitura. Ainda estou refletindo se farei a mágica da arrumação no meu quarto da forma como ela orienta, realmente não sei se tenho coragem hehe, mas que já valeu pela questão de como organizar as coisas, isso já valeu.
Então, recomendo a leitura e gente, sério, dá pra ler de um dia para o outro fácil, fácil, pois a leitura é uma delícia, flui tranquilamente.
Mas e ai, vocês conhecem este livro? Já leram? Curtiram?
Vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Dia do Profissional de Secretariado

E amanhã é um dia muito especial... é o Dia do Profissional de Secretariado e é com uma postagem sobre este dia que encerro o mês de setembro. Mês este que foi de pouca inspiração para a escrita e a dedicação a este blog que tanto gosto.



Hoje terei o prazer de ministrar uma oficina na UFPR para os alunos do curso de Tecnologia em Secretariado. Fui convidada pela professora Fernanda Landofi Maia para falar sobre a confecção de currículos, porém entendi que falar somente sobre isto seria um tanto vago e expandi minha explanação, abordando um pouco sobre o mercado de trabalho, as escolhas profissionais que fazemos, para então, entrar na questão da elaboração de um currículo bom, de um currículo adequado para a vaga que cada um almeja, além de algumas dicas de como se comportar em uma entrevista para ter sucesso e alcançar o tão sonhado emprego, aquele em que nos sentiremos realizados.

...

A profissão de secretariado é uma grande alegria em minha vida. Claro que nem tudo são flores, claro que tenho problemas como todos, claro que nem todo dia é lindo, maaaaas, é nesta profissão que me realizo. Hoje, mais do que nunca, é ensinando sobre esta profissão que me realizo.

Ser professora na área de secretariado é realmente gratificante. Saber que sou responsável, pelo menos em parte, por colocar no mercado de trabalho, profissionais que vão perpetuar a minha “espécie profissional”, hehe, é uma delícia! =)

É muito bom saber que faço a diferença na vida de alguém... que posso contribuir para o aprendizado e crescimento de jovens que decidem seguir esta área que ainda hoje é tão envolva em certos preconceitos, mas que cada dia também cresce, e é reconhecida, e mostra que estes preconceitos são descabidos e desnecessários.




Enfim, deixo aqui os meus PARABÉNS para todos os profissionais de secretariado que conheço. Felicidades neste dia e em todos os dias de nossas vidas profissionais!!!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Como Eu Era Antes de Você



Oie... desde que este ano começou, foi a primeira vez que não consegui cumprir o meu combinado... postar todas as semanas!

Enfim, as três últimas semanas foram corridas. Duas turmas finalizadas dia 31 de março e em consequência, zilhões de artigos para corrigir... pensem em alguém cansada mentalmente... essa sou eu. Hunf!!!

Cansada pra caramba... e estou com dor de cabeça, muita dor de cabeça... e essa semana ainda tem o casamento da minha querida amiga Camila e aff, como madrinha sofre por tabela hehe!
 
Mas vamos lá, foco dona Melissa, foco... e o foco é no livro lido... lido a umas duas, quase três semanas atrás, antes do fervo começar!

Esse é um daqueles livros que eu não queria terminar de ler... que quando foi chegando no final... eu fui lendo mais devagar, porque ao mesmo tempo que eu queria saber o que ia acontecer, eu não queria que ele acabasse... e agora, estou órfã de livro e com o coração despedaçado... estou falando do livro Como eu Era Antes de Você... de Jojo Moyes.

 
Acho que todos deveriam ter um Will Traynor em suas vidas... e junto com ele, experimentar todos os tipos de sentimentos que se é possível ter nesta vida de meu Deus... 

Will é uma daquelas pessoas que teve tudo na vida... tudo o que o dinheiro pudesse comprar, ele tinha.

Homem bonito, bem apessoado, inteligente, fã de aventuras radicais... nada lhe passava em vão, nada lhe passava despercebido.

Até que um dia a sua vida muda radicalmente... e num ato simples, corriqueiro... ao atravessar a rua, tudo mudou... ao atravessar a rua e um motoqueiro vir de encontro a si, TUDO MUDOU!

E o Will jovem, descolado, lindo, inteligente e super alto astral se torna o Will mau humorado, aprisionado em uma cadeira de rodas para o resto de sua vida. O Will de 35 anos, com uma vida toda pela frente se vê preso a uma cadeira de rodas e sem perspectivas de futuro.

...


Do outro lado da história temos Louisa Clark, típica moradora de uma pequena cidade... sem grandes ambições na vida, trabalha num café como garçonete e namora com um triatleta que só tem olhos para si mesmo... mas ela acha que aquilo é normal, já estão a tanto tempo juntos que cada um tem a sua individualidade e que isso é respeitar um ao outro. Ela tem 26 anos, um gosto duvidoso para roupas, um pouco de inveja da irmã que, mesmo sendo mãe solteira, ainda parece merecer um pouco mais atenção dos pais do que ela, pois é mais inteligente e bla bla bla... e assim ela leva a vida... e se dá por satisfeita. Pensa que um dia vai casar com Patrick, seu namorado a tantos anos, e que a vida vai permanecer como está! Até que algo também acontece em sua vida... o café em que ela trabalha a tantos anos fecha... e aos 26 anos, sem grandes qualificações, Lou se vê desempregada e sem perspectivas na vida.


E assim, ao buscar um emprego no centro de empregos da cidade, a vida dela encontra a vida de Will... pois ela passa a ser a cuidadora dele... contra todas as perspectivas e possibilidades, já que ela não tem qualificação nenhuma... mas parece que algo nela chama a atenção da mãe de Will e ela é contratada.


“Ser atirada para dentro de uma vida totalmente diferente – ou, pelo menos, jogada com tanta força na vida de outra pessoa a ponto de parecer bater com a cara na janela dela – obriga a repensar sua ideia a respeito de quem você é ou sobre como os outros o veem”. p. 58


Louisa entra na vida de Will depois de dois anos do acidente... neste período, ele já passou por todo tipo de dificuldade e já não tem nenhuma vontade de viver... é amargo, trata a todos com sarcasmo, o humor negro é o que prevalece, isso quando não se fecha totalmente, simplesmente ignorando as pessoas que estão a sua volta. 

Por mais que a tecnologia evolua, por mais que existam avanços na medicina, não há muito que possa ser feito, não existe cura, apenas ações paleativas que amenizam a sua dor, e ainda assim, só temporariamente, então pode-se dizer, que Will tinha uma sobrevida, uma vida pela metade, ainda mais ele que gostava tanto de aventuras. 

E isso, para Louisa foi muito difícil no começo, pois ele fazia de tudo para afastá-la. Para mantê-la distante... para que ela desistisse dele, assim como fez com todas as outras cuidadoras que vieram antes dela. Ela foi contratada por um período de seis meses. E são estes seis meses os mais surpreendentes da vida de ambos no final das contas, são os seis meses mais inimagináveis possíveis para ambos.  E porque?

Porque a convivência faz maravilhas na vida das pessoas... porque a convivência faz com que as pessoas criem afeto, passem a se relacionar... e mesmo que num primeiro momento essa relação seja através de “farpas” e algumas “patadas”... pode-se dizer até que através de uma troca de grosserias, as pessoas se afinam... e se acostumam umas com as outras, e passam a depender umas das outras, a sentir falta umas das outras. 

E assim, entre Will e Lou nasce uma linda amizade, um lindo amor, mesmo que eles não se dêem conta disso num primeiro momento, ou que não queiram admitir, não queiram “dizer me voz alta” digamos assim.



Outra questão muito interessante do livro, é como a autora mostra de maneira tão real, as necessidades e dificuldades vividas por uma pessoa que faz uso de cadeira de rodas. Como são as suas limitações. E também, como as pessoas reagem a elas... e como essas reações normalmente são negativas.

Enfim, o livro é fantástico e deixa uma necessidade de reflexão... e o fim, ah... o fim é completamente inesperado!!!!

Se não leram, esta é a dica do ano... ao menos por enquanto hehe!

Então é isso, vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A Semente da Vitória



E a última postagem do ano será de um livro que não foi indicação da Grasi hehe... e sim de um colega de trabalho, o Josias... inclusive, foi ele mesmo que me emprestou o dele: A Semente da Vitória, de Nuno Cobra.



No meu ponto de vista, não deixa de ser um livro de auto-ajuda, porém tem bons ensinamentos, questões basicamente simples que podemos usar em nosso dia a dia para melhorar nossa qualidade de vida. Basta citar que ele “trabalhou” com Ayrton Senna... sim, ele aplicou o seu método com nosso saudoso Ayrton Senna, ajudando-o em sua carreira.

Num primeiro momento, Nuno Cobra parece um preparador físico, mas já no início do livro, é possível perceber que ele é muito mais que isso, pois ele se preocupa com o todo do ser humano.

Seu foco é trabalho o físico sim, mas também o mental, o espiritual e o emocional.

De tudo, o que mais me chamou a atenção foi o cuidado que devemos ter com o nosso sono, que precisa ser de pelo menos 8 horas e claro, procurando dormir cedo, pois o nosso organismo se reestabelece durante o nosso sono. Outra questão, foi quanto ao ritmo das atividades físicas, que deve começar leve... respeitando o nosso ritmo cardíaco adequado... então, nada de sair por aí correndo feito um louco achando que isto é o correto a fazer.

Enfim, muito do que ele aplica em seu método, é viável e praticável no dia a dia de qualquer pessoa.
Claro, a alimentação é super importante e recebe uma grande atenção de Nuno no decorrer do livro. Ele diz que devemos comer as coisas certas, adequadas, saudáveis e que harmonizem com o nosso organismo... agora me digam, cadê a novidade? Hehe... sabemos disto, a questão é seguir! ;)

A parte mais difícil do método, no meu ponto de vista, acredito ser a questão da meditação, nesta vida tão desenfreada que levamos, parece praticamente impossível se desligar e esvaziar 100% a mente.

Então... trabalhar corpo, mente, espírito e nosso emocional... um pouco cada dia... quem sabe eu chego lá!

Mesmo antes da leitura deste livro, eu já estava “trabalhando” algumas destas questões com mais cuidado (ordens médicas e um tanto apavorantes, mas tudo bem, o importante é fazer)... esta leitura só meu deu um ânimo a mais e algumas dicas que podem ajudar, e muito, nos objetivos necessários à minha vida neste momento.

Foco, força e fé!!!!

E é isso ai, o que vocês acham deste livro? Já leram? Já ouviram falar?

Vamos conversar?

Bjo Bjo