quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A Última Música





Este é o livro da vez, este é a indicação do momento. Ainda estou meio anestesiada pelo efeito que ele teve em mim.
O autor? Nicholas Sparks, é este mesmo... super famoso por ótimos livros. Confesso que este foi o primeiro livro dele que li, e gostei muito.
 
Que linda história... no começo, parece um livro adolescente, daqueles bem mi mi mi, mas não, ele tem uma intensidade, uma força, que vale cada página de leitura.

Ele conta a história de Verônica Miller, que tem 17 anos e se vê obrigada pela mãe a passar suas férias de verão com seu pai. Pai este que ela simplesmente deixou de falar a 3 anos, pois ele abandonou sua família. Ronnie, como gosta de ser chamada, tem uma mágoa muito grande de seu pai e deixa isso bem claro desde o primeiro minuto em que chega a praia de Wrightsville,na Carolina do Norte, onde ele mora. 

Como não está disposta a interagir com Steve, procura ficar o dia todo fora de casa, onde acaba se envolvendo com as pessoas erradas. Steve tenta chamar a atenção da filha utilizando o que considerava ser o seu maior trunfo, o piano e a sua grande habilidade com o mesmo. Quando moravam juntos, ele chegou a ser o professor de Ronnie, que tinha um dom nato para tocar e compor. Porém, como ela se sentia traída pelo abandono do pai, em uma de suas brigas, disse que não queria nunca mais ouvi-lo tocar, muito menos, se sentaria ao seu lado para terem um momento como os momentos passados. Com muita dor no coração, sei pai constrói uma parede na sala de estar, escondendo o piano para fazer a vontade da sua filha.

Jonah, irmão mais novo de Ronnie, no entanto, aproveita cada segundo ao lado de seu pai, seja passeando pela praia, seja empinando pipas, seja na oficina da casa, ajudando-o a construir a janela da igreja... ah a janela da igreja.

Alguns meses atrás, a igreja que Steve frequentava pegou fogo, quase levando ao falecimento do Pastor Harris, que era o cuidador da mesma. Como aquele lugar tinha um significado muito grande e forte para Steve, ele resolveu ajudar o Pastor Harris, construindo uma nova janela, um vitral, que quando a luz do sol transpassava, parecia que era uma cachoeira de brilhos e cores. 

Enquanto isso, Ronnie continuava tentando fugir do pai e viver sua vida “alienada”. Em determinada situação ela conhece Will e aos poucos, sua vida vai mudando... nasce nela o primeiro amor, e no decorrer dos dias, ela começa a enxergar o que realmente aconteceu quando seu pai foi embora... mas vou parar por aqui, pois senão vai rolar um spoiler e vai perder  a graça.


O que eu posso dizer é que vale muito, mas muito a pena a leitura deste livro, pois é um livro que fala de amor, primeiro amor, amor incondicional de um pai por seus filhos, fala de conflitos, de dor... ele é mais real do que parece num primeiro momento.

domingo, 17 de novembro de 2013

Assédio Moral


    Tendo em vista alguns acontecimentos recentes, decidi fazer um texto sobre assédio moral, algo tão comum no ambiente profissional hoje em dia e também uma questão difícil, pois em casos judiciais, é complicado provar.

    Estou usando como base para o texto, o seguinte livro: Assédio Moral – a violência perversa no cotidiano, de Marie-France Hirigoyen (2006). Então, todos os conceitos serão baseados nesta autora.
    Peguei como base o capítulo 2, que fala sobre o assédio na empresa.

    Então vamos lá...


   Por assédio em um local de trabalho, temos que entender toda e qualquer conduta abusiva, manifestando-se sobretudo por comportamentos, palavras, atos, gestos, escritos que possam trazer dano à personalidade, à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa, pôr em perigo seu emprego ou degradar o ambiente de trabalho.

      Mesmo sendo o assédio no trabalho algo tão antigo quanto o próprio trabalho, apenas no começo desta década é que foi identificado como um fenômeno realmente destruidor deste ambiente, sendo responsável pela diminuição da produtividade, além do aumento do absenteísmo, devido aos desgastes psicológicos que provoca.

     Em seu cerne, o assédio nasce como algo inofensivo, propagando-se insidiosamente. Num primeiro momento, as pessoas que estão envolvidas no caso de assédio, não querem se mostrar ofendidas e acabam levando na brincadeira desavenças e maus-tratos. Com o tempo, estes ataques vão se multiplicando e o assediado é seguidamente acuado, posto em situação de inferioridade, submetido a manobras hostis e degradantes durante um período maior.

      Frequentemente, o assediado não é aquele que possui qualquer tipo de patologia ou é considerado frágil, mas sim, aquele que reage ao autoritarismo de um chefe, ou se recusa  deixar-se subjugar. É sua capacidade de resistir à autoridade, apesar das pressões, que a leva a se tornar um alvo.

      Quando o processo de assédio se estabelece, a vítima é estigmatizada: dizem que é de difícil convivência, que tem mau caráter, ou então que é louca. É atribuído a sua personalidade, algo que é consequência do conflito e esquece-se o que ela era antes, ou o que ela é em um outro contexto. Uma pessoa que é acuada desta forma, não consegue manter o seu potencial no máximo, acaba por ficar desatenta, diminui sua eficiência e torna-se alguém mais suscetível às críticas sobre a qualidade e seu trabalho. Torna-se, então, fácil afastá-la por incompetência profissional ou erro.

       Quando questiona-se quem agride quem, existem algumas situações como: um colega que agride outro colega, um superior que é agredido por seus subordinados e um subordinado que é agredido por seu superior.  Neste texto, vou me focar num subordinado que é agredido por seu superior.

        Esta situação é demasiado frequente no contexto atual, em que se busca fazer crer aos assalariados que eles têm que estar dispostos a aceitar tudo se quiserem manter seus empregos. A empresa deixa um indivíduo dirigir seus subordinados de maneira tirânica ou perversa, ou porque isso lhe convém, ou porque não lhe parece ter a menor importância. As consequências são muito pesadas para o subordinado.

       Pode ser simplesmente um caso de abuso de poder: um superior se prevalece de sua posição hierárquica de maneira desmedida e persegue seus subordinados por medo de perder o controle. É o caso do poder dos pequenos chefes.

        Pode ser também uma manobra perversa de um indivíduo que, para engrandecer-se, sente necessidade de rebaixar os demais; ou que tem necessidade, para existir, de destruir um determinado indivíduo escolhido como bode expiatório.

      Alguns superiores tratam seus subordinados como crianças, outros os consideram como “coisas” suas, que podem ser utilizadas a seu bel prazer. Quando se trata de uma pessoa que trabalha com criação, por exemplo, ou com situações de necessitem de iniciativa, pró-atividade, inovação, o superior extingue no seu subordinado, tudo que ele poderia ter de inovador, toda sua iniciativa. No entanto, se o empregado é útil ou indispensável, para que ele não vá embora, é necessário paralisá-lo, impedi-lo de pensar, de sentir-se capaz de trabalhar em outro lugar. É preciso levá-lo a crer que não vale mais que sua posição na empresa. Se ele se torna resistente a esta situação, é isolado. Não lhe dão nem bom dia, ele é ignorado quando dá alguma sugestão, recusa-se-lhe todo e qualquer contato. Na sequência começam as observações ferinas e desabonadoras e, se isto não basta, aparece a violência.

       Quando a vítima reage e tenta rebelar-se, a maldade latente dá uma a hostilidade declarada. Tem início, ai, a fase de destruição moral, que já foi denominada de psicoterror. Neste momento são permitidos todos os meios para demolir a pessoa visada, inclusive violência física, o que pode levar a um aniquilamento psíquico ou ao suicídio. Nesta forma de violência, o interesse da empresa some da vista do agressor, que quer unicamente a derrota de sua vítima.

      A autora diz que dar queixa é o único meio de acabar com este psicoterror. Porém, neste caso, é preciso muita coragem pois, via de regra, esta queixa gera uma ruptura definitiva com a empresa. É normalmente quando se chega a uma situação-limite que a denúncia é feita. A questão é que, mesmo sendo feita tal denúncia, nem sempre existe a certeza de que esta será acolhida, nem que o processo desencadeado venha a ter um resultado positivo.

     Bom, acho que por hora, é isso... se deixar, posso escrever muito mais, mas acho que para se ter uma ideia de como a coisa funciona, já está de bom tamanho.
      
Você é vítima de assédio? Conhece alguém que seja? Comente!!!!



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Lições de Francês



Continuando a minha saga de leitura de histórias que se passam em Paris, mais uma super envolvente, diferente... pitoresca até: Lições de Francês de Ellen Sussmann.

Uma das críticas do livro diz que se você gostou de Meia Noite em Paris do Wood Allen, você vai se identificar com este romance.

E não é que é verdade? Num primeiro momento ele é até um tanto confuso... mas depois “me achei”.

Ele conta a história de três professores de francês (e seus alunos daquela semana) que usam um método um tanto diferente para ensinar. Eles levam seus alunos para as ruas da cidade e com uma caminhada despretensiosa, mostram lugares, ensinam palavras, fortalecem a conversação. Feiras livres, museus, jardins, mercados, praças são os lugares visitados e tudo o que diz respeito àquele lugar é o foco da conversa. (Adoraria uma aula assim).

As histórias de cada um deles é contada separadamente e por pouquíssimos momentos, elas quase que se cruzam.

Naquela manhã os professores Nico, Philippe e Chantal se encontraram como de costume no café e comentaram sobre seus alunos e na hora agendada partiram para suas aulas.

A primeira história contada é sobre Nico e Josie... Josie é uma moça que luta contra a dor da perda do homem amado... uma história que envolve muitos sentimentos, um jovem estudante, seu pai, sua mãe e sua professora... os mistérios que o amor reserva para nós, como conviver com as diferenças, como sobreviver a um sentimento tão forte, mesmo depois da morte. Nico tenta aplacar esta dor de alguma maneira.

A segunda história contada é sobre Philippe e Riley... Riley é uma dona de casa que se muda para Paris por causa do trabalho do esposo. Ela se sente sem graça, sem vida, apesar de estar a um bom tempo na cidade, não consegue aprender o francês e se sentir efetivamente parte daquele lugar. Philippe trata de mostrá-la que ela é uma pessoa interessante e pode ser amada.

A terceira história é de Chantal e Jeremy... Jeremy é um esposo apaixonado, mas que luta com a vida agitada que sua esposa (famosa atriz americana) leva, já que é tranquilo, pacato e gosta de calmaria. Chantal lhe oferece um momento de paz, de vida simples e sem tantos flashs e glamour.

Mas para saber um pouco mais sobre estes três professores e suas histórias com seus alunos, só lendo!
Espero que gostem!!!!


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O Tempo e o Vento




     No final de semana passado eu tive o privilégio de assistir ao filme “O Tempo e o Vento”, dirigido por Jayme Monjardim, tendo como atores principais: Thiago Lacerda, Marjorie Estiano, Fernanda Montenegro, Cléo Pires e Mayana Moura.
     Este filme é uma adaptação do livro O Continente, de 1949, que faz parte da trilogia homônima de Erico Veríssimo, que tem também: O Retrato (de 1951) e O Arquipélago (de 1961) e ao conjunto da obra o autor deu o nome de “O Tempo e o Vento”. Confesso que não li os livros, pois a literatura que conta a história brasileira nunca me chamou a atenção, mas depois deste filme, senti curiosidade em tal leitura.
     O romance conta a história das famílias Terra e Cambará, sendo considerada como a história vista a partir do Sul, da ocupação do Continente de São Pedro até o final do Estado Novo, onde são retratadas a Revolução Federalista, a Farroupilha, a Guerra do Paraguai, e a Guerra contra Rosas.

     Já houveram duas adaptações para a televisão, uma em 1967 e outra em 1985 (a mais conhecida de todas).

     Fiquei realmente impressionada com a interpretação dos atores e com o envolvimento conseguido com o público, pois me senti parte daquela história.

     Vale a pena assistir e recomendar a todos os conhecidos... é aprender sobre um pouco da história do Brasil de uma maneira leve e envolvente.

     Segue abaixo, texto retirado do site do filme:
     O filme conta a história da família Terra Cambará e de sua principal opositora, a família Amaral, durante 150 anos, começando nas Missões até o final do século XIX. Sob o ponto de vista da luta entre essas duas famílias, são retratadas a formação do Rio Grande do Sul, a povoação do território brasileiro e a demarcação de suas fronteiras, forjada a ferro e espada pelas lutas entre as coroas portuguesa e espanhola.
Além de ser uma notável história épica, plena de heróis como Capitão Rodrigo e o índio castelhano Pedro Missioneiro, O Tempo e o Vento é uma profunda discussão sobre o significado da existência, da resistência humana diante das guerras. Por isso, para a adaptação cinematográfica, tomamos como estrutura o olhar feminino da quase centenária Bibiana Terra Cambará. Em meio ao cerco do casarão de sua família pelos Amarais, ela se valerá de sua memória, sempre deflagrada em noites de vento, para lembrar e contar sua história e as de seus antepassados. E, assim, resistir ao tempo e protestar contra a morte.



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Dia do Profissional de Secretariado Executivo





Hoje é um dia muito importante... hoje é o nosso dia!

30 de Setembro!!!!  Dia do Profissional de Secretariado Executivo!!!!

Dia em que comemoramos muitas conquistas, muitas vitórias... mas você conhece a história deste dia? Por que o dia 30 de setembro é dedicado aos profissionais de secretariado?

Conta a lenda que em 1860, durante a Revolução Industrial, o Sr. Christopher Sholes inventou a máquina de escrever e sua filha, Lilian, foi a primeira pessoa a utilizá-la em público. Quando da comemoração do centenário de seu nascimento, foram feitas várias comemorações pelas fábricas de máquinas de escrever e em uma dessas comemorações, realizou-se um concurso para escolher a melhor datilógrafa. Como o número de secretárias que se inscreveram foi imenso e a cada ano aumentava ainda mais, considerou-se assim tal dia como o nosso dia!

Apenas para constar, o Dia Internacional do Secretário é comemorado na última quarta-feira do mês de abril.

Enfim, dos escribas, passando pelos monges, até os executivos de sucesso de hoje em dia, passamos por muitas situações. Começando com a predominância masculina, passando pelo feminino e por todo preconceito sobre sermos apenas serviçais e não profissionais, para hoje tomarmos as rédeas da empresa, representando nossos superiores em eventos, reuniões e viagens de negócio. 

Nos dias atuais, o que mais se fala, é sobre sermos profissionais de cogestão. Junto aos nossos superiores, gestionamos uma área, uma coordenação, às vezes, até a empresa como um todo. 

Então, o que desejo para todos os secretários executivos já formados e os que estão em formação, que continuemos crescendo em nossa vida profissional. Que continuemos conquistando grandes vitórias em nossa categoria!

Pesquisei na internet mensagens para deixar a vocês e achei algumas que valem a pena compartilhar:
“Espírito prático, atenção minuciosa, pensamento rápido e visão antecipadora das fases que envolvem o trabalho em uma empresa ou escritório são algumas das habilidades necessárias ao exercício da profissão de secretária. Cabe a ela assessorar e auxiliar diretores e gerentes no planejamento, na organização e no andamento da rotina diária do local onde atua. Assim sendo, cabe à secretária estar à frente da agenda dos executivos e dos cerimoniais. Sua função inclui preparação e registro de reuniões, administração das informações que chegam por fax ou pela internet e o arquivamento de documentos importantes. Outra habilidade exigida é conhecer bem a língua portuguesa. Quanto a idiomas estrangeiros, ter fluência em pelo menos uma outra língua faz a diferença. O importante, no entanto, é gostar do que faz e fazê-lo bem”.

“Sabemos que você é uma pessoa autêntica, com muito trabalho, mas ouça um momento. Você já parou para analisar o seu papel nesse local? Sem você nada caminha, o seu chefe fica sem ponto de partida, as viagens não ocorrem conforme o previsto, os clientes se atropelam, e ninguém se entende. Você é a peça que não pode faltar nesse quebra-cabeça. Nada pode ser feito sem você. As importâncias do dia, o fechamento de contratos benéficos, a redação, o bom atendimento, a boa relação com aspessoas, a delicadeza, tudo isso são adereços que só você tem, e por você ter tanto para dar, e dá o melhor é que esse lugar foi feito para você. Neste local de trabalho, a prioridade do dia é você, a sempre competente Secretária”.

E para fechar, uma bela oração:

Senhor, diante de ti, que és o criador e a fonte maravilhosa de todos os dons, quero agradecer-te pelo meu trabalho e a função de secretária. Eu te ofereço a minha árdua tarefa, no compromisso pessoal e profissional de ser prestativa e generosa, acolher e servir com alegria, saber falar e saber ouvir, perdoar e pedir perdão, atuar com integridade e sinceridade, ter paciência e equilíbrio diante dos impasses, ser compreensiva e solidária, esforçando-me por manter o bom relacionamento e o bem-estar comum. Às vezes, Mestre, sinto-me frágil, pequena e, até mesmo, insegura para tomar decisões que competem à minha função. Mas tu me conheces profundamente, sabes de todas as minhas intenções. Por isso, peço-te que me inspires e me orientes, dando-me sabedoria e serenidade. Ilumina-me, para cumprir meu trabalho com dignidade e exercer minhas atividades com segurança e alegria. Senhor! Que além de funcionária, eu seja também colaboradora, companheira e amiga de todos, sem distinção. Obrigada, Senhor, pelo meu trabalho, pelo pão de cada dia, pela minha vocação de servir e colaborar. Amém.

Site pesquisado: http://www.mensagenscomamor.com/mensagens_cartoes_frases_dia_da_secretaria.htm