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sábado, 2 de março de 2013

Indicação de Livro - Seu Futuro



Seu Futuro, educação financeira e atitudes para conquistar sua independência – José Pio Martins

Está é uma indicação muito especial, pois foi indicação de outra pessoa que apesar de não conhecer pessoalmente, tem muito crédito para mim.
Antes de falar do livro, preciso falar do autor, pois é alguém muito próximo a nós, professor universitário em Curitiba.
José Pio Martins, além de professor universitário, é economista, foi vice-presidente de finanças de um banco, diretor financeiro de uma cooperativa agrícola e de uma grande empresa no setor de papel. Atualmente, é vice-reitor do Centro Universitário Positivo (UnicenP) e comentarista econômico da Rádio CBN em Curitiba.
Já o ouvi muito, mas no Programa Light News, na Transamérica Light. Ele fala maravilhosamente bem e escreve muito bem também!
Num primeiro momento, quando se lê o título do livro já vêm à mente que o livro é sobre educação financeira e tenho certeza de que muito pensam que não precisam de educação financeira, que já sabem como gestionar seu dinheiro. Ledo engano.
Primeiro que o livro não fala somente de educação financeira, ele é uma lição de casa para todos que pretendem ter sucesso na vida profissional e pessoal, pois ele aborda inicialmente a questão de quem é você, onde você deve realmente identificar seu perfil psicológico, econômico, entre outras questões. Depois, Pio Martins te leva a identificar quem é o profissional que o mercado deseja, enfatizando que existem seis características que são essenciais: ser ético, ter conhecimento técnico, ter visão de mundo, ter habilidade de relacionamento, saber trabalhar em equipe e ter capacidade de aprender. Fala também de empreendedorismo entre outras questões essencialmente importantes para nossa vida profissional, para só então entrar no assunto financeiro e começa com título muito sugestivo: “Aumentando sua Inteligência Financeira”... duvido que você não queira aumentar sua inteligência financeira, então, bora lá ler este livro. =)
Explica-se qual é a necessidade de termos uma educação financeira e ele enfatiza que isto deveria começar lá na escola, com as crianças. Explica também a diferença entre um ativo bom e um ativo ruim (o que me foi muito útil para mudar de ideia sobre um projeto pessoal), ajuda a elaborar um orçamento mensal eficiente e também como podemos entender de demonstrações financeiras. E por fim, como podemos planejar nosso futuro.
Ou seja, leiam pois vale muito a pena.
Finalizo meu post de hoje com o fragmento de uma frase do livro: “é preciso escolher e agir”.

Mãos a obra????

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"O Banqueiro dos Pobres"

Agora vamos falar um pouco de livros.... durante o mês de outubro e novembro li um livro chamado "O Banqueiro dos Pobres", de Muhammad Yunus e Alan Jolis, que fala sobre como a visão de uma única pessoa, validada pelo esforço coletivo, pode mudar a vida das pessoas de baixa renda.

O livro é de leitura obrigatória para os alunos do 6º período de Administração e nós, professores, devemos cobrá-lo de alguma maneira deles. Resolvi fazer uma questão na prova, vinculada aos temas pertinentes a minha disciplina.

O livro é realmente interessante e real, retrata uma vida diferente da nossa aqui, porém com as mesmas mazelas e tristezas.

Segue abaixo texto de Paulo Cunha sobre o livro.
Retirado do site planetasustentavel.abril.com.br/noticia/estante/estante_264059.shtml.


O Banqueiro dos pobres

Confiando nos mais pobres, o indiano Muhammad Yunus mostra como é possível lucrar e ajudar na distribuição de renda

Bangladesh é um país de 120 milhões de habitantes que está entre os mais pobres do mundo. Quarenta por cento de seu povo vive na mais absoluta miséria. O resto se aguenta. Os endinheirados, donos do poder, constituem uma minoria ridícula em termos numéricos. A cada década algum infortúnio de enormes proporções - inundação, ciclone ou terremoto - deixa milhões de desabrigados. Porém, as catástrofes naturais que assolam este pequeno país asiático não são nada perto da fome que fustiga seus habitantes. Por causa da desnutrição, a média de peso e altura da população está diminuindo. Boa parte das crianças não chega à idade adulta. Além disso, um número assustador de pessoas vaga pelas ruas todos os dias em busca de comida e de um teto para passar a noite. Em Bangladesh, não se vive, sobrevive-se.

Foi a partir desse cenário desolador que o economista Muhammad Yunus teve uma idéia não apenas brilhante, mas revolucionária. Em 1974, logo após a terrível estiagem que se abateu sobre o país, Yunus era o chefe do departamento de economia na Universidade de Chittagong, um pequeno distrito no sudeste do país. Em suas aulas, ele ensinava as teorias que se propunham a resolver os grandes problemas da humanidade. Falava-se em milhões de dólares como se fossem nada. Fora do campus, a realidade era outra, bem mais cruel. Era impossível não ver as hordas de famintos, que estavam por toda parte. O que separava essas pessoas da morte era apenas um punhado de comida. Yunus passou a ficar incomodado com a distância entre o conteúdo de suas aulas e a vida do lado de fora. "Comecei a achar que minhas aulas eram uma sala de cinema onde podíamos relaxar, tranqüilizados pela vitória certa do herói. (...) Mas a partir do momento que saía da sala de aula me confrontava com o mundo real. Lá os heróis eram moídos de pancadas, selvagemente pisoteados", conta no livro. Então, tomou, como ele próprio admite, a decisão mais importante de sua vida. Largou a faculdade e foi descobrir o que estava acontecendo com aquelas pessoas. Yunus queria compreender a realidade do pobre, entender a economia da vida real. "O banqueiro dos pobres" escrito por ele (com a ajuda de Alan Jolis), em 1997, é a história dessa decisão e de tudo o mais que ocorreu - não só em Bangladesh, mas em todo o mundo - por conta dela. A empreitada valeu-lhe o Prêmio Nobel da Paz.

Yunus começou seu trabalho pela pequena aldeia de Jobra, que ficava perto da universidade. Aproximando-se das famílias, começou a perceber como funcionava a economia doméstica naqueles lares e chegou a uma triste constatação: a de que cada trabalhador ganhava no final de uma longa e extenuante jornada, em média, o equivalente a dois centavos de dólar. O grosso da produção ficava todo nas mãos dos intermediários, que obviamente pagavam muito menos do que o valor de mercado. Era exatamente esse sistema de produção que estava, havia décadas, gerando a pobreza de uma população quase inteira. A diferença entre viver decentemente e morrer de fome era dois cents. Yunus, então, decidiu emprestar aos moradores da aldeia o valor que precisavam para não depender mais dos intermediários. Não seriam cobrados juros e eles poderiam pagar quando pudessem. Estava assim lançada a idéia que aos poucos foi crescendo e se transformou no Grameen, o primeiro banco da história criado para os pobres. A instituição que, há três décadas, vem concedendo microcréditos a pequenos produtores e comerciantes como uma estratégia vitoriosa para combater a pobreza.

O que se sucedeu a partir daí é a história de uma transformação, muito bem narrada nas páginas de "O banqueiro dos pobres". O Grameen é um banco completamente diferente dos demais - ele é destinado aos deserdados da sociedade, àqueles que, à primeira vista, não oferecem nenhuma garantia para pagar os empréstimos concedidos e que, por isso, são sempre rejeitados pelos bancos comuns. Yunus constatou que, por mais difícil que seja a situação dos financiados, os empréstimos são sempre pagos, ainda que leve algum tempo. O sucesso do Grameen foi tão grande que colocou por terra os argumentos dos economistas do mundo todo, que não davam nada ao projeto. Os números não deixam dúvidas: de um punhado de dólares emprestados a 42 pessoas da aldeia de Jobra em 1976 até os bilhões de dólares concedidos a 100 milhões de famílias em 2005, com a ajuda do Banco Mundial, foi um longo caminho percorrido. O grande diferencial do Grameen é que ele é baseado em princípios humanistas - não apenas econômicos. Sua ação e seus valores não vêem os pobres como sobra da sociedade, mas como seres humanos que merecem alcançar a cidadania, a vida digna. "Nós acreditamos que a pobreza não tem lugar numa sociedade civilizada, e sim nos museus", afirma Yunus a certa altura do livro, com a certeza de quem sabe o que está dizendo.


domingo, 28 de novembro de 2010

Tropa de Elite 2

Depois de vários dias ausentes tendo em vista a correria na faculdade e no meu outro emprego também, cá estou eu novamente... o primeiro post será sobre o filme "Tropa de Elite 2" que todos vocês já devem ter assistido, pois se não foram, vão.... o filme é fantástico, apesar de dito ser ficção, muito do que lá se passa é a nossa realidade. É só tomarmos como exemplo tudo o que tem acontecido no Rio de Janeiro.

Wagner Moura como o Capitão Nascimento dá um tom mais real ainda à história. Sua atuação é de tirar o chapéu e só confirma que excelente ator ele é.
O foco continua sendo a violència e a corrupção, porém não mais voltado para os "riquinhos que alimentam o tráfico", mas para policiais e políticos corruptos que visam o benefício próprio, envolvendo ai até questões eleitorais.
Na minha opinião, o capitão Fábio (Milhem Cortaz) também é um caso a parte, mostrando que no final das contas, por mais que existam corruptos e que você entre no jogo, no fundo no fundo, ainda há uma esperança para tudo isso.


Segue abaixo link com crítica de Renato Marafon:
www.cinepop.com.br/criticas/tropadeelite2_101.htm

Repito, para quem ainda não assistiu, corram!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Jogar ou Recolher, Você Escolhe

Acabei de receber este texto por email e ele cabe nas aulas de Gestão Secretarial Avançada... e também cabe na nossa vida diária.... Leiam, reflitam e mãos a obra:

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Este é o slogan de campanha desencadeada pela Prefeitura de importante capital brasileira, estampado em cartaz que mostra uma mão sobre um pedaço de papel ao chão.

Tem a ver com educação. Tem a ver com cidadania. Convida o cidadão a refletir sobre o tipo de cidade que ele deseja para si: uma bela e limpa cidade ou ruas cheias de entulho.
Chama o cidadão à responsabilidade, a partir da sua decisão que, naturalmente, tem a ver com a sua formação moral, com sua ética, com seu comprometimento como cidadão.
Em verdade, tudo que nos rodeia, de alguma forma, é de nossa responsabilidade. E depende de nossas escolhas.
Vejamos que podemos morar em um bairro aprazível, mas somente teremos bons vizinhos, se cultivarmos a gentileza e a boa educação.
E isso é feito a partir de pequenos cuidados. Lembremos, por exemplo, de uma saída de carro muito cedo pela manhã, para o nosso trabalho.
Podemos retirar o carro da garagem sem barulho, sem acelerar ruidosamente e, portanto, sem acordar o vizinho que ainda dorme.
Ou podemos fazer todo o barulho que nos achamos no direito de produzir pensando que se nós estamos despertos, tão cedo, os outros também podem acordar à mesma hora.
Podemos limpar a frente de nossa casa, lavar a calçada, tomando cuidado para não sujar a frente da casa ao lado. Ou podemos, de forma descuidada, ir jogando tudo justamente para os lados e emporcalhando a frente das casas próximas.
Podemos ser gentis no trânsito, detendo-nos mínimos segundos a fim de permitir que outro carro, que aguarda no acostamento, possa adentrar a via à nossa frente.
Ou podemos ser totalmente insensíveis e deixar que o seu condutor canse de esperar, até a enorme fila de veículos findar.
Antipatia, simpatia. Nós decidimos se desejamos uma ou outra.
Podemos entrar no elevador e saudar as pessoas. Ou podemos fazer de conta que todas são invisíveis.
Podemos fazer uma gentileza e segurar o elevador um segundo para permitir a entrada de alguém que vem chegando, depressa.
Ou podemos apertar o botão e deixar que a porta se feche, exatamente à face de quem tentou chegar a tempo.
Podemos pensar somente em nós, viver como se mais ninguém houvesse no mundo.
Ou podemos viver, olhando em derredor, percebendo que alguém precisa de ajuda e ajudar.
Podemos fingir que somos surdos ou podemos nos dispor a escutar alguém a pedir informação a um e a outro e nos dispormos a ofertá-la.
Podemos fingir que somos cegos e não enxergar a pessoa obesa, em pé, no transporte público, ou a grávida, ou o idoso.
Ou podemos ser humanos e oferecer o nosso assento, com a certeza de que esse alguém precisa mais dele do que nós.
Mesmo que o cansaço esteja nos enlaçando, ao final do dia, os pés estejam doendo e o corpo todo diga: Preciso descansar.
Pensemos nisso e nos disponhamos a contribuir, desde hoje, com o mundo mais justo, harmonioso e feliz com que tanto sonhamos.


Redação do Momento Espírita.
Em 30.08.2010.