Mostrando postagens com marcador Nostalgia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nostalgia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Leoni - Trajeto Lumen



E ai pessoas, tudo bem com vocês?

Hoje eu estou aqui para compartilhar um final de tarde delicioso que eu tive no dia 14 de dezembro, lá no Largo Curitiba (que fica dentro do Shopping Curitiba), participando do Trajeto Lumen, que é uma iniciativa realizada pela Rádio Lumen, de trazer músicos/bandas do Brasil para um bate papo que é transmitido ao vivo na rádio, onde há inclusive interação com o público presente no shopping. E quem estava nesta ocasião foi o Leoni, músico e compositor que faz parte da trilha sonora da minha vida a muito tempo. A última vez que o vi ao vivo foi em 17 de abril de 2009, ocasião em que ele esteve na FNAC para um bate papo musical. Naquele dia até pedi um autógrafo em um guardanapo hehe... coisa de iniciante.

Desta vez até comprei o CD que ele está lançando: Notícias de Mim, para pegar um autógrafo adequado, mas não consegui senha... não deu tempo! Hunf, mas tudo bem, valeu a pena aquela uma hora de boa música e de uma boa conversa, pois eu preciso dizer para vocês que ele fala muito bem. Cara politizado, coerente, inteligente pra caramba... =)

Foi muito bacana olhar ao redor e constatar várias gerações ali reunidas para ouvi-lo, sinal de que as suas letras são parte da vida de adolescentes, jovens, adultos... um cantor atemporal, muito a frente do seu tempo. Canções que falam da vida, do amor, da realidade do dia a dia, de política...

Durante o bate papo ele contou um pouco sobre a sua história com a música e também sobre algumas das suas composições, como elas aconteceram... e também sobre as parcerias em algumas músicas... como elas surgiram. São muitas histórias interessantes.

É muito bacana saber as histórias das músicas, como elas surgiram, por que elas passaram a existir... o que as inspirou... qual era o momento na vida do compositor que o fez escreve-las... enfim, foi lindo!



E é isso... se vocês não conhecem o Leoni, ou se faz tempo que não ouvem nada dele, entrem no site http://www.leoni.art.br/ e divirtam-se!!!!

Mas e ai, vocês estiveram lá no Trajeto Lumen? Vamos conversar?

Bjo bjo

quinta-feira, 11 de março de 2010

O Tempo Passou e me Formei em Solidão

Mais um feliz texto recebido via email que compartilho com todos.
Vale, e muito, a reflexão.
Ótimo dia a todos!!!!
____________________________________________________________________
Texto de José Antônio Oliveira de Resende, Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.
Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando- nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas - e dizia:
Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.
Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, t ambém ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
Vamos marcar uma saída!... ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite... Que saudade do compadre e da comadre!