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quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Antes de Morrer

 E o livro da vez, o terceiro do ano... nossa, que beleza, já fazia um bom tempo que não chegava no terceiro livro do ano, foi Antes de Morrer de Jenny Downham.  Mais um livro aleatório, escolhido dentre vários livros “velhos” guardados dentro do meu tão amado kobo.

Ele é de 2007 e considerado como uma ficção juvenil, aquele típico livro adolescente... sabe aquela leitura despretensiosa, que você faz sem culpa, sem grandes expectativas, só pra aliviar a mente do stress do dia a dia, para distrair a cabeça mesmo? Pois então, é essa. Mas não pense que é um livro fraco ou sem sentido por se tratar de um livro juvenil.

Na realidade ele trata de um tema forte, pesado, difícil, porém, de uma forma leve, suave, mas sem perder o foco de que “estamos lidando” com algo delicado.

Antes de Morrer conta a história de Tessa, uma adolescente de 16 anos que tem uma doença incurável (adivinhem qual) o que faz com que sua adolescência não seja a mais comum e corriqueira como ela gostaria que fosse. Diante disso, ela decide criar uma lista de coisas que deseja fazer antes de morrer... como por exemplo, fazer sexo, dizer sim para tudo por um dia, roubar uma loja, dirigir escondida, entre várias outras coisas ditas comuns para a idade dela mas que, devido a doença, não são tão simples e tão fáceis de fazer.

E assim, juntamente com Zoey, sua melhor amiga, elas começam a realizar as coisas da sua super lista que, em princípio, teriam 10 coisas, mas que com o passar da história, se transformam em muito mais.

Em meio a tudo isso, Tessa conhece seu vizinho, Adam... um lindo rapaz, e eles passam a conviver mais e se apaixonam e assim, ela pode riscar mais um item da sua lista... e tantas coisas acontecem devido a este amor que nasce em meio a situação que Tess está vivendo!

Mas dessa vez o texto será curto, pois se escrever mais, estraga a história que é linda e que você vai ler rapidinho, pois é muito fluída, gostosa.

E vocês, já leram a história de Tessa? Gostaram? Vamos conversar?

Bjo bjo

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Viver Duas Vezes



Todas as noites, após o jornal, acabamos assistindo algo na Netflix, normalmente, desenhos e filmes infantis por causa da Maria... mas esses dias, como ela já estava dormindo, sugeri algo diferente ao querido esposo... e já de cara a Netflix nos ofereceu Viver Duas Vezes... ao ler o resumo e ver a sinopse, me pareceu interessante, então, resolvemos assistir.



O título original é Vivir Dos Veces, filme espanhol, produzido e dirigido por Maria Ripoll em 2019 e lançado na primeira semana de 2020.

Ele conta a história de Emilio, um professor universitário de matemática, aposentado, que para sua infelicidade, é diagnosticado com Alzheimer.

Imaginem o desgosto de um professor que descobriu um número primo, seu maior feito, começar a esquecer o que tanto amou e se dedicou uma vida toda.

Ao se ver passando por esta situação, não reconhecendo onde estava, não conseguindo voltar para casa, tentando pagar uma conta duas vezes, passou a recordar toda a sua vida,  e o coração bateu mais forte com as lembranças da infância, do seu primeiro amor. 

Como sabia que iria esquecer seu primeiro amor, Margarita, ele resolve buscá-la, reencontrá-la uma última vez. 

Para isto, ele faz a mala e entra em seu carro (bem velho) e é abordado por sua neta, Blanca, que por estar em conflito com o pai, não quer ir para casa e resolver embarcar com o avô nesta empreitada.

Eles não conseguem ir muito longe até serem “denunciados” para Julia, filha de Emilio, mãe de Blanca.

Como existe uma questão (que até certo ponto podemos dizer mal trabalhada no filme) entre Julia e seu esposo, ela resolve largar tudo e correr atrás do desejo do pai, encontrar Margarita, apenas sabendo que ela foi professora em Granada e mais nada. 

Chegando lá, descobrem que ela não mora mais no endereço que conseguiram e então, voltam para Valenza frustrados. 

Vida que segue, Emilio se muda para a casa da filha e sua netinha, usando a internet e seus contatos, acaba conseguindo o verdadeiro endereço de Margarita, que pasmem, é em Valenza mesmo... assim, eles vão ao encontro do grande amor da infância daquele homem.

Ao chegar na casa, Emilio identifica como aquela em que passava seus verões durante a infância e com isso, muitas e muitas memórias voltam a sua cabeça, são lembranças que chegam a doer, ele entra na casa, vai até os fundos e lá encontra ela, Margarita, sentada em uma cadeira, contemplando a paisagem. Ele senta, se apresenta e ela o olha atentamente, mas existe algo “errado”.... Seu primeiro amor tem demência em estado avançado, ou seja, não está lúcida... mas fica claro que ela o reconhece, quando lhe entrega um bordado inacabado, parecendo o símbolo do infinito e que remete aos tempos em que se conheceram.

E assim, ele vai embora e continua sua vida... até que o estado avançado da doença o leva para uma casa de acolhimento e lá, para sua surpresa, ele reencontra aquela que fazia o seu coração bater mais forte e aceita aquele convite para ir à praia... aquele convite feito a mais de 50 anos e que ele nunca esqueceu.

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Oscar Martínez é quem interpreta Emilio... sem dúvidas o melhor do filme, pois suas expressões (principalmente quando os sistemas da doença começam a se acentuar), seu humor ácido, sua inteligência, prendem a atenção e emocionam.

Mafalda Carbonell, a neta “rebelde” que só quer saber de ficar no celular também, é ótima, pois no desenrolar do filme, vai se envolvendo verdadeiramente com aquele vô que, até então, ela queria manter distância... em diversas cenas, o envolvimento de ambos é são simétrico, que fica evidente a cumplicidade que existe naquela relação, cumplicidade que nasceu e cresceu no decorrer da história. 

Enfim, chega de bla bla bla... assistam e depois me contem... terminei o filme chorando litros, pois Alzheimer é uma doença muito triste, pois nos leva do que de mais valioso tempos, nossas memórias, nossas lembranças... e um amor da infância é sempre emocionante também... 

E vocês, gostam deste tipo de história? Vamos conversar?

Bjo Bjo