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terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Apenas Um Ano

 Oi Pessoal, olha eu ai outra vez... e senhores, como é difícil escrever sobre um livro que lemos a mais tempo e não fizemos anotação nenhuma no decorrer da leitura. Quando eu não demorava para escrever os textos era mais fácil hehe!

Agora tenho feito as leituras ladeada por um caderno e uma caneta e isso tem facilitado muito as coisas... tanto que já estou no terceiro livro depois desse, os dois seguintes já com resenha feita e postada e agora que estou conseguindo sofridamente escrever sobre este, apesar de ter amado cada página lida.


Mas sem mais delongas, vamos a versão do mocinho da história? O que aconteceu em apenas um ano?

Como é que foi que tudo aconteceu aos olhos de Willem desde o dia que conheceu Alysson, que para ele, na verdade se chamava Lulu, pois, pior do que ela, ele não sabia mesmo seu nome verdadeiro.

O que fica claro, é que assim como Alysson, para Willem o relacionamento deles também foi um marco para o amadurecimento. E fica claro que a gente fica na maior expectativa o livro todo, pois não é bem uma sequência o livro, pois Apenas Um Ano conta toda a história, a mesma história, só que da perspectiva de Willem, então, aquele momento crucial em que acaba o primeiro livro, só é desenrolado lá no final deste... (quer dizer, mais ou menos – ops, spoiler) o que deixa a gente muito, muito ansioso para ler logo e saber o que vai acontecer hehe...

É interessante ver que o tão despretensioso Willem na verdade é um jovem com muitos problemas e anseios assim como a própria Alysson, mas que lida de forma diferente com tudo. Ele corre atrás da vida “desregrada” da vida artística (mostrada no livro, não a minha opinião), para fugir dos seus relacionamentos familiares – pai, mãe, tio.... e assim ele encontra Alysson – Lulu, e eles vivem aqueles momentos mágicos juntos em Paris.

Momentos que acabam de forma abrupta quando ele sai para buscar o café da manhã para eles, mas que é interrompido inesperadamente e não consegue mais voltar e dai que começa todo aquele mal entendido de que Allyson acredita ter sido “usada e abandonada” e que Willem fica desesperado pois quando consegue voltar ao local em que estavam juntos, já é tarde demais.

O desenrolar da história mostra todos os dramas vividos por Willem enquanto ele busca reencontrar a sua Lulu, aquela menina toda certinha que mudou a sua vida, e assim vamos vendo que ele tem dores e dissabores também e que sua vida não foi nada fácil, mas também, que nessa busca, ele consegue resgatar alguns sentimentos e laços que pareciam estar perdidos para sempre.

Até que chega aquela cena, aquela lá, do final do primeiro livro, em quem eles estão, finalmente, frente a frente, depois de tanto tempo. E o que acontece?

Bom, isso eu deixo para vocês descobrirem sozinhos, senão é spoiler demais.

Mas o que tenho a dizer é que o livro é ótimo, fluído, gostoso de ler, vale cada minuto de leitura.

Mas me contem, vocês já leram? Gostaram?

Vamos conversar?

Bjo bjo

domingo, 14 de novembro de 2021

Apenas um Dia


 Este foi mais um daqueles livros que comecei a ler de forma despretensiosa e quando percebi, estava totalmente envolvida e devorando o “bichinho” hehehe... demorei pra escrever sobre ele pois o dia a dia estava muito corrido e também, porque eu queria continuar a leitura, pois ao final dele, percebi que havia uma continuação e não sosseguei até encontrá-la. Livro lido entre abril e junho apesar da vontade de terminar logo, tinha aquele desespero de não achar a continuação e o medo de ficar “órfã”. E a demora pra escrever é que o dia a dia está corrido mesmo e confesso que já li alguns vários livros depois desse, até já escrevi sobre eles e agora retomei essa escrita e cá estamos... bora contar um pouco sobre Allyson Healey?

Pois bem, lhes apresento Apenas um dia, de Gayle Forman, mesma autora de Para Onde Ela Foi  e Eu Estive Aqui... pela autora eu já sabia que a leitura valeria a pena, mas aff, já no começo foi aquele amor arrebatador, de não querer parar de ler, de querer saber o que ia acontecer... mas aquela sensação citada ali em cima, de medo de ficar órfã até achar a continuação me fez demorar bastante pra terminar... e também a correria do dia a dia (repetitiva a menina, eu sei).

Num primeiro momento, ao iniciar o livro, parece que você vai acompanhar o Tour de uma adolescente (até meio chatinha e sem graça) com sua grande amiga (super fashion e descolada) pela Europa. Mas no decorrer da história você percebe um grande desenvolvimento na vida desta adolescente e em seu amadurecimento no decorrer dos acontecimentos, tornando a história muito mais interessante e profunda.

O tour foi presente dos pais por finalizar o ensino médio, porém, Allyson se sente um peixe fora d’água a viagem toda, pois ela não se encaixa no perfil dos jovens da sua idade. Sua grande expectativa é ir à Paris, porém, devido a problemas, bem esta parte da viagem é cancelada o que a deixa bem frustrada.

Mas tudo muda de figura quando ela conhece Willem, um despretensioso ator shakespeariano que pasmem, a convida para ir à Paris e ela, em um único impulso insano, fora de tudo o que ela costuma ser e fazer, aceita e vai. E neste dia “fora do script” em Paris, Allyson revela para si mesma a verdadeira personalidade que gostaria de ter, quem realmente gostaria de ser. Um dia repleto de aventuras e por que não, da descoberta do primeiro amor verdadeiro, por si mesma e por alguém... porém, o dia não termina (ou o seguinte não começa) exatamente como ela gostaria, e Allyson retoma sua vida, em sua cidade, porém de uma forma mais madura e o decorrer da história se passa mostrando como ela seguiu em frente...

Será? Como ela seguiu em frente depois daquele belo dia em Paris, com aquele belo moço? Ela não compreendia como algumas coisas aconteceram, ou não aconteceram... e precisava de respostas e então, resolveu sair em busca de Willem, porém, sem maiores informações sobre quem ele realmente era, se o nome que lhe dera era realmente verdadeiro, onde morava, se tinha um endereço fixo, telefone, enfim, coisas básicas que parecem não fazer muito sentido não terem trocado num mundo tão tecnológico como hoje em dia... mas o desenrolar da história mostra que tudo foi perfeitamente orquestrado pelo destino para fazê-los se reencontrarem... mas e dai, o que aconteceu?

E daí que o livro acabou e eu corri para o próximo e nele... o que tivemos? O lado do rapaz da história... e é ele que vamos contar no próximo capítulo, digo, no próximo post hehehe...

E é isso, termino por aqui, pois a continuação fica para o próximo post, com as palavras de Willem Guerrilheiro!

Bjo bjo

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Viver Duas Vezes



Todas as noites, após o jornal, acabamos assistindo algo na Netflix, normalmente, desenhos e filmes infantis por causa da Maria... mas esses dias, como ela já estava dormindo, sugeri algo diferente ao querido esposo... e já de cara a Netflix nos ofereceu Viver Duas Vezes... ao ler o resumo e ver a sinopse, me pareceu interessante, então, resolvemos assistir.



O título original é Vivir Dos Veces, filme espanhol, produzido e dirigido por Maria Ripoll em 2019 e lançado na primeira semana de 2020.

Ele conta a história de Emilio, um professor universitário de matemática, aposentado, que para sua infelicidade, é diagnosticado com Alzheimer.

Imaginem o desgosto de um professor que descobriu um número primo, seu maior feito, começar a esquecer o que tanto amou e se dedicou uma vida toda.

Ao se ver passando por esta situação, não reconhecendo onde estava, não conseguindo voltar para casa, tentando pagar uma conta duas vezes, passou a recordar toda a sua vida,  e o coração bateu mais forte com as lembranças da infância, do seu primeiro amor. 

Como sabia que iria esquecer seu primeiro amor, Margarita, ele resolve buscá-la, reencontrá-la uma última vez. 

Para isto, ele faz a mala e entra em seu carro (bem velho) e é abordado por sua neta, Blanca, que por estar em conflito com o pai, não quer ir para casa e resolver embarcar com o avô nesta empreitada.

Eles não conseguem ir muito longe até serem “denunciados” para Julia, filha de Emilio, mãe de Blanca.

Como existe uma questão (que até certo ponto podemos dizer mal trabalhada no filme) entre Julia e seu esposo, ela resolve largar tudo e correr atrás do desejo do pai, encontrar Margarita, apenas sabendo que ela foi professora em Granada e mais nada. 

Chegando lá, descobrem que ela não mora mais no endereço que conseguiram e então, voltam para Valenza frustrados. 

Vida que segue, Emilio se muda para a casa da filha e sua netinha, usando a internet e seus contatos, acaba conseguindo o verdadeiro endereço de Margarita, que pasmem, é em Valenza mesmo... assim, eles vão ao encontro do grande amor da infância daquele homem.

Ao chegar na casa, Emilio identifica como aquela em que passava seus verões durante a infância e com isso, muitas e muitas memórias voltam a sua cabeça, são lembranças que chegam a doer, ele entra na casa, vai até os fundos e lá encontra ela, Margarita, sentada em uma cadeira, contemplando a paisagem. Ele senta, se apresenta e ela o olha atentamente, mas existe algo “errado”.... Seu primeiro amor tem demência em estado avançado, ou seja, não está lúcida... mas fica claro que ela o reconhece, quando lhe entrega um bordado inacabado, parecendo o símbolo do infinito e que remete aos tempos em que se conheceram.

E assim, ele vai embora e continua sua vida... até que o estado avançado da doença o leva para uma casa de acolhimento e lá, para sua surpresa, ele reencontra aquela que fazia o seu coração bater mais forte e aceita aquele convite para ir à praia... aquele convite feito a mais de 50 anos e que ele nunca esqueceu.

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Oscar Martínez é quem interpreta Emilio... sem dúvidas o melhor do filme, pois suas expressões (principalmente quando os sistemas da doença começam a se acentuar), seu humor ácido, sua inteligência, prendem a atenção e emocionam.

Mafalda Carbonell, a neta “rebelde” que só quer saber de ficar no celular também, é ótima, pois no desenrolar do filme, vai se envolvendo verdadeiramente com aquele vô que, até então, ela queria manter distância... em diversas cenas, o envolvimento de ambos é são simétrico, que fica evidente a cumplicidade que existe naquela relação, cumplicidade que nasceu e cresceu no decorrer da história. 

Enfim, chega de bla bla bla... assistam e depois me contem... terminei o filme chorando litros, pois Alzheimer é uma doença muito triste, pois nos leva do que de mais valioso tempos, nossas memórias, nossas lembranças... e um amor da infância é sempre emocionante também... 

E vocês, gostam deste tipo de história? Vamos conversar?

Bjo Bjo