sábado, 20 de julho de 2013

Minha Doce Paris






Bom, como já adiantei no post anterior, o livro da vez se chama “Minha Doce Paris – um ano na cidade luz (e do chocolate amargo)”, de Amy Thomas, livro que conta a trajetória de nossa autora pela cidade mais encantadora que já conheci. 

Este é um livro que eu recomendo para todos os que amam Paris e para aqueles que ainda não tiveram esse prazer, pois através da leitura, sua vontade de saber mais e quem sabe até visitar Paris vai aparecer. Ah, não posso esquecer dos amantes de doces, pois a história toda se passa em volta de sobremesas e chocolates: trufas, caramelos, wafers, cupcakes, barrinhas Bernachon de Lyon, chocolate quente, croissants doces e salgados, macarons, crumbles, bolos dos mais diversos sabores, entre outros. Ok, ok, vocês devem estar estranhando que alguns desses doces não são franceses, mas nossa autora também não era francesa, e sim americana e ela descobriu que muitos doces americanos também fazem sucesso na França. O único problema do livro é que tem tantas opções de doces gostosos que só de ler é capaz da gente engordar, hehe...


Existe também outra questão que é tratada no livro e que merece atenção: Qual é a nossa verdadeira identidade? Onde nascemos é o nosso lar? Ou para onde vamos é que seria? Os incontáveis dias em que Amy refletiu se deveria permanecer em Paris (ainda que só por mais seis meses) ou se deveria voltar para Nova York também nos fazem refletir se estamos no lugar certo... o livro fala também sobre identificação e realização profissional.

Enfim, é um livro encantador, assim como Paris... leia, delicie-se e depois me conte como foi!



“Por que estava em Paris? Qual a verdadeira razão de eu estar ali? Ou não havia motivo – talvez tivesse sido apenas um incrível e bobo golpe de sorte. Paris era o meu destino? Como não conseguia resolver a questão, achei que um grupo de amigas e algumas cervejas poderiam me ajudar” (THOMAS, 2012, p. 259).


Escrito em 18/07/2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Férias, Livros, Paris...



Estou em férias, apenas 10 dias, mas já dá pra relaxar um pouco... e pra não ficar em casa sem fazer nada, resolvi fazer nada na praia, na casa do meu amado padrinho em Caiobá. E como estamos em pleno inverno e não dá pra ficar fritando lá na beira mar, trouxe minhas revistas para colocar a leitura em dia e também trouxe um livro pois por mais corrida que esteja a vida, estou sempre lendo e não seria diferente num momento de descanso. O livro da vez é “Minha Doce Paris – um ano na Cidade Luz (e do chocolate amargo)” de Amy Thomas.

História muito interessante... confesso que quando comprei o livro, foi pelo nome, por falar de Paris, cidade que me encanta e que voltarei a visitar quantas vezes forem possíveis. Mas eu jamais imaginaria que me encantaria mais ainda depois de ler o que Amy relatou. Ela é autora e protagonista da história, e viveu uma experiência que para mim seria perfeita (impossível hoje, em virtude da minha realidade, mas daqui a algum tempo, quem sabe). Ela foi convidada para trabalhar em Paris e para a Louis Vuitton, quase não é chato heim?! Mas o mais interessante é que realmente acontece o que eu comentei um dia com a minha mãe. Quando a gente viaja para passear, sem responsabilidades com horários e contas para pagar, é tudo lindo, mas quando você se muda e reconstrói a sua vida num lugar, independente de onde seja, a vida se torna uma rotina natural (mas que seja saudável). Mas este não é o meu foco. Eu ainda estou na metade do livro, mas que maravilha ler e relembrar momentos pelos quais eu mesma passei nas duas oportunidades em que estive por lá. Que saudades, que vontade de voltar... mas não vou me aprofundar agora no livro, vou deixar isto para um post quando terminar a leitura. Mas pra dar uma água na boca, vai ai um trechinho que sala sobre a Torre Eiffel: “Era brega, mas ver aquela silhueta pontuda nunca deixou de fazer meu coração palpitar” (página 72).

Sei tão bem como é essa sensação... a emoção de ver a torre, mesmo na segunda viagem... foi única, uma emoção difícil de descrever... tem que estar lá e sentir!!!

Texto escrito em 13/07/2013

domingo, 7 de julho de 2013

A Travessia



Indicação de Livro

E lá vamos nós para a indicação de mais um livro.
Confesso que estava um tanto receosa de lê-lo, e não sei explicar o por que, ou melhor, não sabia, até iniciar sua leitura.
O livro em questão é “A Travessia” de William P. Young, o mesmo autor de “A Cabana”.
O livro é simplesmente um tapa bem dado na cara das pessoas que pensam apenas no trabalho e em si mesmas, em detrimento de todo o resto.
No decorrer da leitura me vi em tantas das situações egoístas protagonizadas por Tony que realmente me assustei. Foi um momento de reflexão, de pensar no rumo que estou tomando para a minha vida e nas consequências que já tenho recebido em virtude deste comportamento.
Mesmo ao escrever agora, ainda estou assustada, com medo, mas o livro abriu algumas portas e algumas janelas que estavam bem trancadas ou que eu acho que estavam é emperradas mesmo e agora estou tomando cuidado com a manutenção delas, ainda um pouco atrapalhada e sem jeito, mas sei que posso e vou melhorar.
Na capa do livro tem uma frase com a qual eu refletia todas as vezes que pegava o livro para ler: “Espero que este livro incentive você a ter conversas sinceras sobre a vida, Deus e o amor. E que consiga curar a sua alma”.
O processo de cura da alma é tão doloroso, ele sangra e por muitos momentos, a vontade é desistir, pois enquanto não se mexe, não há dor, não há sangramento.
Ainda existem muitas “curas” a serem feitas em minha vida, mas acho que agora estou no caminho certo apesar do medo arrebatador que aperta o meu coração toda vez que penso a respeito disso.
Enfim... a orelha do livro nos diz:
“Esta é uma história sobre as escolhas que fazemos e a maneira imprevisível como elas afetam não só a nossa vida, mas também o coração e o mundo das pessoas à nossa volta. É sobre sermos convidados pelas circunstâncias a examinar quem somos e, talvez, a abraçar as escolhas que fizemos e suas consequências – em vez de fugir delas.
O extraordinário se esconde nas coisas mais simples, mas a maioria das pessoas está ocupada demais perseguindo ou alcançando o sucesso, sem se preocupar com o alto preço que terá que pagar, sacrificando os relacionamentos e aquilo que realmente importa em nome de ilusões.
Como A Cabana, espero que A Travessia toque o que existe de mais profundo em você, que o incentive a ter conversas sinceras sobre a vida, Deus e o amor. E que consiga curar parte do que este mundo e as circunstâncias possam ter danificado no precioso milagre que é a sua alma. Vamos torcer juntos para que sim”.
Uma das partes que mais me marcou no livro foi: “Grande parte do que você precisa perdoar nas outras pessoas, e especialmente em si mesmo, é a ignorância que machuca. Não é só de propósito que as pessoas magoam umas às outras. Na maioria das vezes, elas simplesmente não sabem agir de outra forma. Não sabem ser algo diferente, algo melhor”. (página 70)
Espero que ele possa abrir os seus olhos, como abriu os meus!
Boa leitura e depois, me contem o que acharam!!!!!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

PS Eu Te Amo



E vamos lá para mais uma indicação de livro...


Terminei de ler PS Eu te Amo, de Cecelia Ahern


A muito tempo atrás eu assisti o filme, sem ter conhecimento da existência do livro, que acabei comprando no ano passado.
Mas como não me lembrava mais do filme, decidi ler o livro antes de assisti-lo novamente, e ainda bem que fiz assim, pois o livro é infinitamente melhor do que o livro.
Até o lugar em que a história se passa mudou... mas enfim, como no caso da música do post anterior, aqui também, o filme foi apenas baseado no livro e não segue fidedignamente a história.

Um livro romântico, mas muito triste, pois conta a história de um casal extremamente apaixonado e que precisa se separar por uma jogada do destino. Gerry tem um tumor cerebral que o leva à morte ainda muito jovem... mas seu amor era tanto, que ele não conseguiu se desligar de sua amada Holly nem mesmo após partir... para isto, ele escreveu cartas à ela, com a famosa lista que era de conhecimento dos amigos mais chegados. Uma cartinha para cada mês... durante este período, Holly sofreu muito, mas seguiu as orientações de seu amado e por diversas vezes, sentiu como se ele estivesse ali, ao seu lado, participando efetivamente de tudo aquilo. Assim ela “superou” a sua morte, conseguiu sair de casa, enfrentar um karaokê (sim, ela canta muito mal), e até arrumar um emprego de que gostasse... enfim, ela conseguiu tocar a vida (isso enquanto ainda haviam cartas). Mas quando as cartas acabaram, depois de alguns meses, Holly se viu num momento de pânico... como seria sua vida a partir de então? Conseguiria ela tomar suas próprias decisões sozinha, sem as orientações das cartas?

Para saber a resposta a essa questão, sugiro que leiam o livro! =)

Sinopse:
Holly e Gerry desejavam ficar juntos pelo resto de suas vidas, mas um tumor cerebral levou Gerry, aos 30 anos. Sentindo - se perdida e solitária, Holly finalmente encontra uma motivação para continuar vivendo quando recebe um pacote , que havia sido enviado por seu marido antes de morrer, intitulado: " A Lista". No pacote, várias cartas com instruções de como ela poderá sobreviver sem a presença dele, todas acompanhadas de um " p. s. : eu te amo". Uma história de amor fascinante!

http://www.sinopsedolivro.com/2008/03/sinopse-do-livro-ps-eu-te-amo.html


Beijos e abraços... e boa leitura!!!!!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Cinema Nacional




No final de maio e início de junho assisti dois filmes brasileiros no cinema que valeram a pena. E ambos vinculados de alguma maneira ao Renato Russo e à Legião Urbana.
Muito se critica o cinema nacional, que teve os seus momentos de tormento no passado, e volta e meia ainda dá algum deslize, porém, o cinema “estrangeiro” também não faz o mesmo? Tem erros e acertos? Desta forma, preciso parabenizar o cinema nacional por estes dois ótimos filmes.

Em Somos Tão Jovens, conta-se a história da adolescência (dos 16 aos 22 anos) de Renato Russo (ou Júnior, se preferir), a formação da sua primeira banda - o Aborto Elétrico - e como começou a Legião Urbana....Thiago Mendonça, que dá vida (literalmente) ao Renato Russo é fantástico, por diversos momentos parece que é o próprio Renato que está ali, interpretando a si mesmo. E a trilha sonora, um capítulo a parte que merece toda a sua atenção! Ouvindo aquelas músicas e se remetendo ao passado, à adolescência. Bons tempos que não voltam mais... e como eu aproveitei! =)
Fica claro também que Renato tinha um gênio forte e que nem todos conseguiam se manter ao seu lado, mas também fica muito mais claro ainda toda a sua inteligência e percepção ao escrever as letras que são cantadas até hoje a fortes pulmões por “velhos”, adultos, jovens e adolescentes...

O outro filme é Faroeste Caboclo, história baseada na letra da música com o mesmo nome. Tudo bem que o filme não segue toda a letra, no meu ponto de vista ficaram algumas coisas faltando, mas enfim, o filme é baseado o que não quer dizer que seja exatamente igual. De qualquer forma, Isis Valverde e Fabrício Boliveira interpretam muito bem Maria Lúcia e João de Santo Cristo. Felipe Abib interpreta Jeremias, o “menino mal” da história e nos deixa com muita raiva, playboyzinho babaca, hehe.
Achei muito interessante que, no decorrer do filme me peguei torcendo por João de Santo Cristo e vejam, ele era o bandido da história também. É interessante como a mídia nos leva para onde quiser... de qualquer maneira, o filme é ótimo, prende a atenção e também tem uma trilha sonora muito boa.
Como diz o site cinepop, uma história de amor, ódio, vingança e violência, mas que vale muito a pena assistir.

Resumindo, recomendo os dois... =)

Abaixo sinopses:

Somos Tão Jovens
O jovem Renato Russo não tem tempo a perder: sonha ser um astro do rock. Mas ainda é cedo. Ele precisa estudar, dar aulas de inglês, tranquilizar os pais, curtir a turma, curar dores de amor e, principalmente, arrumar quem toque na sua banda. Do Aborto Elétrico à Legião Urbana, “Somos Tão Jovens” apresenta os primeiros acordes do mito Renato Russo e da turma do Rock Brasília, criadores de sucessos como “Que País é Este”, “Geração Coca-Cola”, “Eduardo e Mônica” e muitas outras músicas que marcam e transformam fãs geração após geração, iniciando a trajetória que a tornará a maior banda do Rock Brasil e Renato Russo o porta-voz da juventude urbana do país inteiro.
Fonte: http://www.somostaojovens.com.br/page/sinopse-1

Faroeste Caboclo
João (Fabrício Boliveira) deixa Santo Cristo em busca de uma vida melhor em Brasília. Ele quer deixar o passado repleto de tragédias para trás. Lá, conta com o apoio do primo e traficante Pablo (César Troncoso), com quem passa a trabalhar. Já conhecido como João de Santo Cristo, o jovem se envolve com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo em que mantém um empregro como carpinteiro. Em meio a tudo isso, conhece a bela e inquieta Maria Lúcia (Ísis Valverde), filha de um senador (Marcos Paulo), por quem se apaixona loucamente. Os dois começam uma relação marcada pela paixão e pelo romance, mas logo se verá em meio a uma guerra com o playboy e traficante Jeremias (Felipe Abib), que coloca tudo a perder.
Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-202601/

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ciquenta Tons de Cinza


   Depois de um tempo longe, cá estou eu novamente e para comentar um livro, ou melhor, uma trilogia que se tornou polêmica nos últimos tempos e que ainda divide opiniões: Cinquenta Tons de Cinza, Cinquenta Tons Mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade, de E. L. James.
   Por muito tempo resisti a tentação de lê-los, pois não costumo me deixar levar pela falação do todo... mas confesso que no final do ano acabei cedendo e pedi de presente de natal, ou melhor, de amigo secreto, tais livros... para minha “sorte”, ganhei os três, nos três amigos secretos que entrei.
   Então terminei a leitura de outros 2 livros que estavam “na fila” e encarei os bichinhos... num primeiro momento, começando o volume I, parecia tudo normal, um livro de romance como qualquer outro... de repente começa a parte “polêmica” da coisa. Confesso que teve momentos em que me constrangi sozinha e em outros que me imaginei em tais cenas... ok ok, o livro divide opiniões, já li e ouvi muito sobre a questão da submissão e de toda a negação da liberdade feminina que ele remonta. O fato é que a história envolve e você quer saber logo o que vai acontecer e nessa, li o primeiro volume muito rapidinho, mais do que eu imaginava e comecei o segundo na maior empolgação.
   Lá pelo meio do vol. II a coisa parece que dá uma “amornada” e volta a ser um romance “comum”, um romance baunilha, para usar um termo do livro... e o III, aff... parece que a coisa se arrasta de um jeito que achei que não fosse conseguir terminar de ler, que iria desistir no meio do caminho. Mas como não costumo fazer isso de parar nada pela metade, respirei fundo e bora ler. Confesso que penei um monte. Não rendia mais do que duas páginas por dia (nos dias que eu tinha coragem de ler), pois é só lá pelo final que a coisa começa a esquentar de novo e não é desse jeito que vocês estão pensando e sim com uma trama mais interessante, com outros personagens tomando pra si a atenção do leitor.
   Depois, no finalzinho inho inho volta a ser um romance baunilha de marca maior.... Confesso que iniciei a leitura com muita expectativa depois de me render ao falatório geral e acabei me decepcionando com o final da história, não sei se porque o começo dá motivos para imaginarmos um final diferente, mas enfim... só lendo mesmo para julgar.

   No final das contas o que eu posso dizer é que se você gosta de um romance com cenas picantes, vale a leitura (do primeiro volume), se não, passe longe.

   Agora fica a critério de cada um, ler ou não... =)

   Abaixo informações retiradas do site oficial sobre cada um dos livros:


Cinquenta Tons de Cinza
   Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja — mas em seus próprios termos.
   Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso — os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família —, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...


Cinquenta Tons Mais Escuros
   Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e concentra-se em sua carreira, trabalhando numa editora de livros.
   Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propõe um novo acordo, ela não consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possível.
   Enquanto Christian tenta se livrar de seus demônios interiores, Ana se vê diante da decisão mais importante da sua vida.


Cinquenta Tons de Liberdade
   Quando a ingênua Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Determinado a não perdê-la, ele concorda.
   Agora, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado.
   Quando parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, a malícia, o infortúnio e o destino conspiram para transformar os piores medos de Ana em realidade.

domingo, 21 de abril de 2013

Liderança





Bom pessoal, já faz um tempo que não escrevo. O dia a dia ficou corrido e também tive um problema básico com aquela bendita atualização do Windows e perdi tudo o que já tinha produzido para postar aqui. O que me confirmou que está na hora de comprar um HD externo, hehe!

O assunto que eu queria ter escrito a algumas semanas é reflexo de uma situação que passei no meu ambiente de trabalho e lá vamos nós... agora sem toda aquela inspiração do momento, mas vou tentar retratar o que desejo da melhor maneira possível. A vantagem no atraso é que surgiu uma imagem circulando no facebook que retrata muito bem o que quero dizer.

Bom, sempre ouvimos por ai que precisamos de um líder e não de um chefe, estou certa?

Segundo Chiavenato (2010, p. 345), “a liderança representa a maneira mais eficaz de renovar e revitalizar as organizações e impulsioná-las rumo ao sucesso e à competitividade”.

Só que existe ai um problema... nem todo dirigente (seja ele um diretor, gerente ou coordenador) é um líder na extensão da palavra. Porém, cabe citar aqui que a recíproca é verdade, nem todo líder é um dirigente. 

No livro “O Monge e o Executivo”, Hunter (2004), nos diz que liderança é a capacidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente na busca dos objetivos identificados par ao bem comum. Pois muito bem, agora me diga, é isso que você encontra no seu ambiente de trabalho?

Mas qual é afinal, a diferença entre chefes e líderes? 

Queiroz (2013) nos diz que o chefe não se empenha em ajudar seus subordinados, pois seu foco é dar ordens para que o trabalho seja executado da melhor maneira possível. Uma característica bem marcante do “chefe” é sempre deixar claro “quem é que manda neste lugar”. O maior medo do chefe é que o seu subordinado trabalhe tão bem a ponto de se destacar e ameaçar o seu “reinado”. Costuma atribuir a ele próprio, os méritos do trabalho bem desenvolvido pela equipe.

Já o líder, possui uma capacidade especial de influenciar e inspirar, com entusiasmo, para o bem coletivo. Ele possui autoconhecimento, reconhecimento das emoções e também o equilíbrio, tão necessário nos dias de hoje. Ou seja, para ser líder, necessita-se de uma combinação harmoniosa de competências tanto humanas, quanto técnicas e tais competências devem estar direcionadas para a missão maior de servir e ser útil (NEIVA E D’ELIA, 2009). Ele deseja que seus liderados se tornem também líderes. 

Para o chefe, o que importa é o hoje, pois possui uma visão limitada. Já para o líder o foco é o amanhã, pois sua visão é muito mais ampla, lançando a semente e aguardando pacientemente a hora da colheita.

E para finalizar, Queiroz (2013) nos diz que o líder excelente é aquele que compartilha tudo o que sabe com os seus liderados, não temendo ser substituído. Ele está sempre disposto a ensinar, motivar e acompanhar. Ele “define direções através do desenvolvimento de uma visão de futuro, e depois engaja as pessoas comunicando-lhes essa visão e inspirando-as para superar os obstáculos” (CHIAVENATO, 2010, p. 350). Seu sucesso é visto no crescimento de seus liderados.


E agora me diga, você possui um chefe ou um líder? Vamos comentar?


Para escrever este texto utilizei as seguintes referências:
CHIAVENATO, Idalberto. Comportamento Organizacional. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
 HUNTER, James C. O Monge e o Executivo: uma história sobre a essência da liderança. Rio de Janeiro: Sextante, 2004
NEIVA, Edméa Garcia.; D’ELIA, Maria Elizabete Silva. As Competências do Profissional de Secretariado. 2.ed. São Paulo: IOB, 2009.
QUEIROZ, Ronildo. A Diferença entre Chefe e Líder. Disponível emhttp://www.qidelideranca.com.br/comentario.asp?id=50. Acesso em 21.04.2013.