O livro Depois do Sim, foi o livro de fevereiro das Gurias Literárias e foi um livro que me impactou de uma forma inesperada. Dito romance contemporâneo, você começa a leitura pensando, ah, se é um romance, será algo fofinho... maaaas, é ai que você se engana, pois ele é algo impactante. Ao menos o foi para mim.
Sinopse:
Após onze anos
de casamento, Lauren e Ryan chegam à triste conclusão de que não estão felizes
juntos. Esse poderia ser o fim, mas para os dois é só o começo. Eles vão passar
por um ano diferente de tudo aquilo que já viveram, no qual aprenderão muito
mais sobre si mesmos do que seriam capazes de imaginar. Depois do Sim é
uma história sobre o que acontece quando a paixão parece não estar mais lá. Sobre
as várias facetas do amor. Sobre aprender a mantê-lo, perdê-lo, redescobri-lo e
aceitá-lo como ele é. Acima de tudo, é a história de um casal preso nas
armadilhas de seus hábitos e manias, mas disposto a buscar um novo e inusitado
caminho para fazer dar certo.
O livro de Taylor Jenkins Reid,
publicado pela Editora Paralela, em 2020, com 395 páginas, conta a história de
Lauren e Ryan, o famoso casal clichê que se conhece na faculdade se casa e é
feliz para sempre... ops, não acho que não é bem assim. Após um certo tempo de
casados as coisas não andam tão felizes para sempre e eles (?) - esse ponto de
interrogação está certo, ele está ai pois é para pensar mesmo, foram eles ou um
deles – decidem se separar por um tempo, um tempo questionável. Vamos ficar
separados sem nem ao menos nos falar por um ano e ver se nos amamos realmente. Dai
a um ano a gente volta a se falar e vê no que dá.
Quando li isso quase tive um treco,
como assim um ano?! Eles enlouqueceram... um ano é muito tempo, em um ano muita
coisa acontece.... eles vão conhecer outras pessoas, trair, sei lá, um deles
pode até morrer... enfim, passaram milhares de coisas pela minha cabeça, mas
ok, vamos lá, vamos ver qual é a dessa proposta cretina de um ano de “tempo”.
Mas enfim, vamos aos fatos... o
livro, ao contar a história deste casal nos mostra o que acontece todos os
dias, com muitos e muitos casais e são coisas que muitas vezes são deixadas de
lado, passadas por cima... ah, isso que ele fez é pequeno, tudo bem, nem vou
comentar. Ah, isso que ela fez foi só hoje, amanhã ela não vai repetir, deixa
pra lá. E nesse calar aqui e não falar ali, eles passaram a se omitir tanto que
chegou um momento da relação que estavam vivendo como amigos, colegas, meros conhecidos
que faziam as coisas um pelo outro por pura cortesia. Não que não existisse o
amor. Mas o cuidado para não “incomodar”, aquele “deixa pra lá” foi ganhando proporções tão grandes, que a relação
verdadeira se tornou insustentável e por isso eles chegaram a achar que não existia
mais amor. Para quem via de fora, parecia que estava tudo bem, que eram
felizes, o casal perfeito, mas da porta para dentro de casa, eram estranhos que
dormiam juntos.
Quando cada um vai para um lado,
e começamos a acompanhar seus conflitos de forma mais íntima, relatados em
primeira pessoa, fato que esqueci de comentar anteriormente, sentimos toda a
dor, toda a angústia vivida por Lauren com a separação. E aqui minha gente,
sofri horrores com essa garota... pois me vi nela em algumas coisas, não nego.
Mulheres, não todas, mas em sua maioria, são “ensinadas” a se anular pelo outro...
seja pelo marido, pelo filho, pelos pais... e quando Lauren se vê sozinha, ela
nem sabe o que fazer, por onde começar, como viver sem Ryan. Já ele, por outro
lado, consegue levar esse “tempo” de uma maneira muito mais suave... não que
não sofra, mas se mostra muito mais resolvido. Eu quis bater com toalha molhada
nele uma par de vezes, aff. Mas daí, quando Ryan mostra o lado dele, quando
ambos descobrem uma válvula de escape, e temos sua visão da situação, fica
claro que o maior problema daquele casal foi a falta de diálogo, foi a falta de
franqueza, de colocar as cartas na mesa, de dizer o que incomodava, o que
estava afetando aquela relação. O que no comportamento do outro me afeta e
afeta o que é dos dois. E quem nunca, não é mesmo? Vale dizer que a família e
amigos de Lauren aqui foram uma rede de apoio sensacional. Até a sua avó com os
conselhos cheios de humor negros, mas que foram tão reais e plausíveis.
Senti dor com os personagens,
chorei, me revoltei, fiquei indignada, quis dizer: não façam isso, ou façam
aquilo.... não concordei com o final, depois concordei com o final... foi uma
explosão de sentimentos que só lendo para entender. O que dá para dizer é que este
romance de Taylor Jenkins Reid é intenso e que é de fácil leitura, daqueles que
você não larga, mergulha de cabeça e se sente parte da história. O felizes para sempre é bem questionado, de
uma forma muito real e viva neste livro então, super recomendo para quem gosta
deste tipo de leitura, que mergulhem e se deliciem com essa história.
Mas me contem, já leram este
livro, gostaram? Vamos conversar? Bjo bjo

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