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sábado, 6 de dezembro de 2025

Sobre Livros Difíceis

Oi Pessoal, estou um pouco ausente para variar, e para variar, a “desculpa” é a mesma... a correria. Trabalho, em casa, saúde do pai, minha, mudanças do trabalho, assumimos várias atividades na nossa Comunidade e assim acabou que reduzi muito da leitura e também, muito da escrita... mas estou aqui agora, pois minha baixinha está na sua primeira festa do pijama na escola e eu não consigo dormir, hehe, coisas de mãe. Então fiz aulas do curso que a firma proporcionou, mais umas outras aulas aí que valerão outro post um dia desses... atualizei parte do meu Diário de Leitura que está super atrasado também... e resolvi escrever um texto tripo para falar um pouco sobre três livros que fizeram parte deste ano e foram leituras propostas pelas Gurias Literárias... três livros difíceis... um deles que eu confesso, pela primeira vez na vida, desisti, pois não deu, não consegui mesmo finalizar... tá lá, no meu belo Kobo, mas quem sabe um dia eu volte e finalize: A Sociedade da Neve, de Pablo Vierce, livro do mês de agosto. Ele entrou no gênero de não ficção, história real e conta a história dos 16 sobreviventes do acidente que aconteceu em 1972 em que um avião se chocou contra uma montanha nos Andes e para sobreviver eles tiveram que se alimentar dos corpos dos colegas mortos... foram 72 dias sobrevivendo em temperaturas de até 30 graus negativos e sem alimentos ou roupas adequadas. Como o livro é escrito como memórias e são cenas fortes, e como a história é de um tema que não me chama muito a atenção, por mais que eu tenha tentado, não consegui dar continuidade.

O segundo livro difícil do ano foi O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson, título do mês de outubro, no gênero de suspenso/terror... esse foi difícil mas foi finalizado com sucesso... um clássico curtinho, mas confesso que achei confuso, com termos rebuscados, e que em minha vã ingenuidade levei um tempo para entender toda a situação, mas no final das contas gostei... Utterson foi fiel ao seu querido amigo, o doutor Henry Jekyll, tão fiel que decidiu investigar seu amigo de hábitos grosseiros e feições assustadoras, o paralisante Edward Hyde... Originalmente publicado em 1886, este livro trata da alma humana de uma forma tão atual que é assustador, pois no final das contas, todos nós temos um lado sombrio e perverso que fica muito bem guardado e só aparece eventualmente, mas que tentamos esconder muito bem, porém, sem nem perceber, às vezes ele aflora descaradamente, mesmo em meio a todo nossa “amabilidade”.

Por final, mesmo ainda não terminado, mas quase quase, temos A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, livro do mês de novembro, mais um super clássico, do gênero clássico, ops hehe... que conta a história de Macabéa, uma nordestina, mulher miserável que vivendo na extrema pobreza parece não ter consciência nem da sua própria existência.. sua ignorância dói, mas ensina, assusta e emociona, e por tudo isso, fecha esse post de livros desafiadores do ano de 2025. Gratidão Gurias Literárias, por tantas ótimas experiências literárias.


Mas e vocês, me contem, já leram alguns destes livros, concordam que são livros desafiadores? Vamos conversar?

Bjo bjo

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

A Estranha Sally Diamond

Oi Pessoas Amadas.... cá estou eu novamente, mais uma vez atrasada com minhas postagens, meus textos... mas parece que desde o meio do ano o ciclo de correria está muito maior do que deveria, ou do que eu daria conta.... às vezes sinto que estou num eterno piloto automático... apenas com alguns momentos de lucidez. Mas apesar disso, as leituras até que tem fluido, pois mesmo com a escrita bem atrasada, neste ano já foram 15 livros lidos e um em andamento, esse bem difícil diga-se por sinal, mas caminhando a passos lentos (bem lentos)!

Mas vamos ao livro da vez... hoje vamos falar de Sally Diamond... a estranha Sally do título e também da história. Livro do mês de maio das Gurias Literárias! Mais um daqueles que, se fosse para escolher, não seria uma escolha, mas que me surpreendeu de uma forma espetacular.

Este livro foi escrito por Liz Nugent, tem 392 páginas, seu gênero é o suspense,  e foi publicado pela Editora Record em 2023.

 


Sinopse:

Sally Diamond é uma mulher de poucas palavras e de poucos amigos. Ela mora numa casa isolada num vilarejo na Irlanda com o pai adotivo e não gosta muito de socializar. Segundo ele, a filha é “desconectada emocionalmente”. A mente de Sally, apesar de funcionar perfeitamente bem, segue uma lógica muito particular. Ela não tem muitas recordações de quando era criança e leva à risca tudo o que escuta. E é por isso que não consegue entender por que o que fez com o corpo do pai, depois de encontrá-lo morto certa manhã, foi errado. “Quando eu morrer, pode me jogar no lixo”, foi o que ele pediu.

Agora Sally não só é o assunto do momento no vilarejo, como o centro das atenções da imprensa e da polícia. Como se não bastasse toda essa confusão, ela encontra, no escritório do pai, três cartas escritas por ele contando a verdadeira história dela. E o que ela descobre é uma realidade extremamente cruel e violenta, capaz de causar danos irreparáveis em qualquer pessoa.

Porém, com a ajuda de novos amigos, Sally vai, aos poucos, entendendo que sua personalidade foi moldada nos horrores de sua infância. Até o dia em que recebe uma caixa pelo correio, vinda da Nova Zelândia. Dentro dela, há um ursinho de pelúcia, velho, sujo e esfarrapado, que ela reconhece imediatamente. Toby. Aquele brinquedo tinha nome. E era dela. Mas como Sally sabe disso? Quem está acompanhando seus passos do outro lado do mundo? Será que ela pode confiar em todos à sua volta? Por que o novo morador do vilarejo está tão obcecado por ela?

 

Apesar do gênero ser suspense, eu nunca imaginava que ele geraria em mim tamanha inquietação (e alguns gatilhos também, é verdade), e que a história me deixaria tão envolvida emocionalmente quanto deixou. Ao mesmo tempo que eu queria ler e ler e ler para saber o desfecho de cada situação, eu queria ir devagar, pois não queria que acabasse.

Sally achava que levava uma boa vida vivendo com seu pai adotivo e somente com ele (depois que sua mãe adotiva morreu) numa casa isolada. Vez e outra ia até a cidade, mas pouco socializava com as pessoas, apenas o totalmente essencial e sempre com as mesmas pessoas e as mesmas palavras, sempre e sempre. Como seu velho pai lhe dizia, ela era desconectada emocionalmente, e tudo bem, ela achava que aquela era uma vida boa, já estava acostumada com aquela rotina, e a vida como levava. Tinha boas conversas com seu pai e numa dessas, ele disse que quando morresse, era para colocar ele num saco de lixo e colocar na incineradora de lixo, igual faziam com o lixo da casa... e como Sally entendia tudo de forma literal, ao pé da letra como se diz, foi exatamente isso que ela fez... e dai as coisas começaram a mudar em sua vida, mas de uma forma que ela jamais imaginou.

Ela virou notícia, teve muita atenção voltada para ela, e não sabia como lidar com aquilo, pois não estava preparada para conviver com outras pessoas, ter uma relação pessoal, e, principalmente, emocional com outros.

Após a morte do pai, Sally descobre que na verdade ele tinha deixado uma carta com diversas orientações sobre como lidar com a sua morte, inclusive o que fazer, realmente, com seu corpo. Mas o “mal” já estava feito e agora ela precisava lidar com as consequências e também, com três cartas que o pai deixou, explicando tudo sobre sua verdadeira história. História que é dolorosa, violenta e que começou lá na sua infância. E que com muita dor, dificuldade, porém, com a ajuda de pessoas que Sally encontra pelo seu novo caminho, ela passa a entender, aceitar e considerar uma “vida nova e mais social” para si. Porém, em determinado momento, aparece uma encomenda em sua casa, um ursinho chega pelos correios, e esse bichinho, Toby, parece que abre mais caixinhas dentro da sua cabeça para lembrar daquele passado tão sombrio que ela deixou guardado tão fundo dentro de sua mente que não lembrava mais. E junto com Toby vêm  alguém que quer muito estar próximo dela, conhece-la melhor e isso a inquieta e quando ela entende o por quê, tudo fica claro como a água.

Em paralelo à história de Sally outra história é contada, porém, paro por aqui, pois seria spoiler demais!

Mas me contem, vocês conhecem a Sally? Já leram este livro? Vamos conversar?

Bjo bjo

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Quarto

Bom dia, boa tarde, boa noite... tudo bem com vocês?

Então, cá estou eu para contar para vocês sobre outro livro lido que foi de tirar o fôlego, de deixar angustiada, de “sofrer”... e este meus amigos, é baseado em fatos (mais um), o livro de Emma Donoghue é de deixar nauseado e de coração apertado. Preciso muito ver o filme que é baseado no livro, “O Quarto de Jack”, mas ainda não encontrei, se souberem aonde, agradeço a dica.

Mas vamos para a história que é o que interessa: ele conta a história de Jack e sua mãe... Jack acaba de completar 5 anos e se considera um homenzinho já... mas na realidade é um menino muito ingênuo que conhece o mundo através dos olhos de sua mãe.

 

“Para Jack, um esperto menino de cinco anos, o Quarto é o único mundo que existe. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua Mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, brincam e dormem. Ali há maravilhas infindáveis para soltar sua imaginação. À noite, sua Mãe o fecha em segurança no Guarda-Roupa, onde ele deve estar dormindo quando o Velho Nick vem visitá-la.

O Quarto é o lar de Jack, mas, para sua Mãe, é a prisão onde o Velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a Mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. A curiosidade de Jack vai crescendo, assim como o desespero da Mãe, e ela elabora então um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.

Narrado na voz terna, divertida e original de Jack, Quarto é a história de um amor imbatível em circunstâncias atrozes, bem como do laço entre uma mãe e seu filho, com a solidez do diamante. É um romance que choca, arrebata e cativa mas que é sempre profundamente humano e comovente. Quarto é um lugar que você jamais esquecerá”. (site da Amazon)

 

Eles vivem em um quarto, porém, aquele quarto é o mundo de Jack. Sua mãe tenta, dentro de suas possibilidades, manter uma infância “normal” para o seu filho querido. Eles vivem uma rotina diária entre se alimentar, cuidar da casa, da sua higiene, brincar.... A mãe de Jack ensina tudo o que sabe para ele então, com os seus 5 anos ele já sabe ler muito bem, conhece também todos os números, e com a sua inocência, é muito inteligente.

As noites é que são mais delicadas, pois ao cair da noite, a mãe de Jack o coloca dentro do guarda roupas, para que o velho Nick não o veja.

A sete anos atrás Joy foi sequestrada e vive em cárcere privado desde então... neste período, sofreu abusos quase diários o que a levou a engravidar e gerou Jack, e desde o seu nascimento tenta dar uma vida “saudável” ao menino, dentro do que é possível. Porém, quanto mais ele cresce, mais ela percebe que, por seus questionamentos, o cárcere privado não poderá mais ser “o seu mundo”.  E também, tem a saúde dela que não está muito bem, se agravando muito na realidade, e com medo de morrer e deixar seu filho com aquele monstro, ela bola um plano que parece infalível para que eles fujam....  Jack tem medo do plano, acha que não vai dar conta das suas tarefas...

Um livro muito bem escrito, que te envolve de tal forma, que parece que eu estava lá, dentro daquele quarto, e vivendo toda aquela situação.  

A história se desenvolve mais, mas melhor não colocar mais nada aqui para não dar spoilers... sei que o livro é antigo, que muitos já leram e também, viram o filme, mas prefiro finalizar por aqui...

Então é isso, se leram, me contem o que acharam, como se sentiram com essa história... vamos conversar?

Bjo bjo

sexta-feira, 29 de março de 2019

A Maternidade Real



   


Oi pessoal, tudo bem com vocês? Eu estava super feliz que consegui, por duas semanas, atualizar o blog e achei que a minha vida tinha voltado ao normal... que piada, acho que nunca mais terei uma vida normal... e talvez isso nem seja tão ruim assim, mas que estar fora do controle me assusta às vezes, isso é.

Enfim, estou aqui para falar com vocês sobre como é a maternidade real... sim, REAL, não aquela escrita em livros e blogs e mostrada em filmes de Hollywood... a maternidade real é algo muito mais tenso, muito mais profundo, muito mais cansativo.

Minha Maria está para completar um aninho, e, com 08 dentinhos já naquela boca pequena, tem dado bastante trabalho pra mamãe aqui (não por causa dos dentinhos, ou não só por causa dos dentinhos, mas pelo pacote completo).

Talvez a culpa seja minha mesmo, como muitos dizem, você acostumou mal, só no colo, só no peito, só na cama de vocês... e agora não consegue desfazer isso. É, talvez seja isso mesmo, mas no manual de sobrevivência da mamãe moderna não está escrito que o seu filho NÃO VAI DORMIR SE NÃO FOR MAMANDO NO PEITO, ou SEU FILHO NÃO VAI DORMIR SE NÃO ESTIVER NO SEU COLO, ou ainda, SEU FILHO NÃO VAI DORMIR SE NÃO FOR NA SUA CAMA.... não, lá está escrito em lindas letras que você deve colocar o bebê sonolento em seu berço e deixar ele lá... e que ele vai pegar no sono e dormir a noite toda.... HA HA HA ... vai fazer 12 meses que eu não sei o que é dormir a noite toda... na verdade faz um pouco mais, pois no final da gestação já não tinha mais jeito de dormir. 


Outra coisa que ninguém conta, é que o seu corpo não volta ao normal... e que talvez nunca volte mesmo... e que os seus pés crescem e que você perde todos os seu calçados! =( 

E como isso é dolorido para quem tinha feito um tratamento médico para emagrecer, que estava no peso ideal e que tem um milhão de pares de calçados. 

Ninguém te conta que amamentar dói... e que quando os dentinhos nascem, dói mais ainda... que às vezes chega a sair sangue e fazer machucado... que eles mordem e que se você tira porque sentiu dor, eles choram, choram muito e chegam a ficar ofendidos.

É, a maternidade não são só flores... tem muitos espinhos no caminho. 

E quando o bebê fica doente e você já fez de tudo e ainda assim ele não melhora? E você está cansada e sente “raiva” e depois culpa por sentir raiva?! E quando o médico diz que tudo é normal, que tudo faz parte, que tudo é assim mesmo e que você tem que se acostumar?! 

E quando você quer sumir no mundo... desaparecer... resgatar sua “antiga” vida... e daí você pensa: “Que ingrata você é, que desumana, você não é uma boa mãe, reveja seus conceitos”.

Ou então quando você percebe que “perdeu” seus amigos... que eles não mandam nem um whats pra saber se você está viva... Quando o bebê nasce, todo mundo quer te visitar, conhecer a criança, falam de tantos planos para o novo serzinho que chegou, mas na realidade do dia a dia, essas pessoas nem lembram que você existe... a menos que precisem de algo. E ninguém te conta que isso dói... todos só dizem que você vai fazer novas amizades, que você vai ter amigas mães como você e que tudo será lindo... Na escolinha, as mães não chegam nem a descer direito dos seus carros para deixar/pegar os filhos, quanto mais conversar com estranhos para tentar afinar alguma relação.

É, eu estou cansada... muito.... e antes que você diga que eu sou um monstro, eu te digo que isso é absolutamente normal e que, conversando com outras mães que tenho contato diário, elas também passam por isso e que talvez isso demore muito, mas vai se amenizar. Que a relação que você tem com as pessoas que se diziam suas amigas vai se perder mesmo e que, em algum momento da vida, virão pessoas novas, e será bom... mas enquanto isso o coração dói, a cabeça, dói, o corpo dói... e não é só uma dor física, é uma dor na alma... alma que nunca mais voltará a ser a mesma. 



E tudo isso não quer dizer que eu não ame, ou ame menos a minha filha. Eu a amo muito, e ela é meu maior presente... e um sonho realizado. É apenas que a mudança que um filho trás para a vida de uma mãe é muito forte e não tem “manual de sobrevivência” na vida que te mostre e te conte e te prepare para isso. É só o dia a dia pra saber como as coisas são mesmo. 

Ufa, acho que estava com algumas coisas engasgadas aqui... me sinto até um pouco mais leve. Enfim, o que eu queria dizer aqui, é que não são só alegrias e lindezas a vida de mãe. Quem vê as fotos que posto no Instagram e no Facebook, não sabem o dobrado que eu corto.

São muitas mini roupas pra lavar e depois passar... é a casa que precisa estar “impecável” pois agora a Maria engatinha por tudo e o que antes já ia pra boca, agora é muito mais. É a comida que precisa ser preparada com muito cuidado para não exagerar em temperos e sabores que possam magoar aquele estomago ainda em formação. É um milhão de coisas que precisam ir na bolsa da bebê só para ir até ali na esquina. E ainda tem o dog que precisa de atenção, amor, carinho, comida e banho.

Ah, mas você não é casada? E o seu marido? Ele não faz nada? Faz sim gente... poderia fazer mais, mas isso é perfil masculino, enfim.... só que tem coisas que é com a gente mesmo. 

Quer um bom exemplo: Maria começa a chorar do nada... papai pega no colo, conversa, canta, faz palhaçadas... a menina chora mais ainda... esperneia... não se sabe aparentemente o motivo daquele choro, mas é só a mamãe aqui pegar no colo que para na hora. Tudo bem que tem vezes que não para nem comigo e a gente não consegue descobrir qual é o problema... mas tudo bem, faz parte né? Logo começa a falar e explicar melhor o que sente.

E tem mais... a gente quer que o bebê cresça logo e engatinhe pois não aguenta mais carregar o bichinho no colo... e quando começa a engatinhar, a gente entra em parafuso, pois piscou, o bichinho já sumiu... e provavelmente só em um lugar onde não deveria, tipo o potinho de água do cachorro, o lixo do banheiro ou da cozinha, a porta da rua! 

E isso é absolutamente normal... e vai passar... e ela vai aprender a andar e as coisas que agora são novidade e curiosidades a serem “matadas”, serão outras... e é isso ai, bola pra frente... lembrando sempre que somos um exemplo, então, mesmo que a vontade seja jogar tudo pro alto e sumir, gritar, chorar, xingar, o negócio é respirar fundo e seguir... não que isso seja fácil, não que eu não chore... eu choro muito, eu acho que não vou dar conta todos os dias , e logo depois eu descubro que de pouquinho em pouquinho eu estou dando conta. Afinal, Dona Maria já vai completar seu primeiro aninho e é saudável, está com o desenvolvimento em dia... só ficou dodói duas vezes e não foi negligência minha... tá certo que é magrela magrela, mas no final das contas até isso é bom, já que a mamãe está super acima do peso, pode ser que ela tenha essa tendência também... então, melhor magrela que obesa.

Ufa de novo... acho que chega né? Já escrevi bastante por hoje.

Tomara conseguir manter as atualizações com maior frequência.

É isso... beijo pra quem fica! =*

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A Violência de Curitiba



A Pior? Sim, acho que foi a pior situação que vivi na vida, até hoje...

E cá estou eu para compartilhar mais um pouco da minha vida com vocês. Lamentavelmente, esta foi uma experiência horrível, e que não desejo para ninguém.

Como alguns já sabem, eu estou grávida, de 14 semanas, e na última sexta-feira (dia 20/10), indo fazer alguns exames de manhã cedo (6h15), eu fui abordada por dois delinquentes que me deram voz de assalto e já foram chegando, me empurrando no chão, tentando tirar minha mochila das costas. Me mandaram não gritar, mas foi só isso que eu consegui fazer, pedir por socorro, pedir ajuda... aleguei estar grávida e eles disseram não estar nem aí, queriam as minhas coisas.

Isto aconteceu na rua 24 de Maio, entre as ruas Engenheiros Rebouças e Getúlio Vargas. Por causa do horário de verão, ainda estava escuro e não tinha ninguém na rua (nem andando, nem de bicicleta, nem de carro). Enfim, era bem cedo, então, eu estava sozinha... e como disse, gritando a plenos pulmões, eles me arrastaram pelo chão, puxando de todo jeito a mochila. 

De repente, um casal começou a gritar que havia chamado a polícia e percebi outras pessoas nas janelas observando tudo... aí os dois meliantes forçaram mais ainda e conseguiram tirar a mochila de mim, saindo correndo.

Depois, só me lembro de atravessar a rua e me jogar no chão, na frente da casa deste casal. Eles me acolheu em sua casa e me levaram (de carro) pra casa... eu chorava muito, não conseguia me acalmar de jeito nenhum... acordei o Kadu e contei o que tinha acontecido... eu não conseguia parar de chorar e com o meu desespero, pude ver a aflição e raiva no rosto do meu amado. Ele agradeceu ao casal, pegou a bike e saiu feito um louco, não sei se atrás dos caras, ou atrás de achar algo que eles podiam ter deixado pra trás. 

Aqui, quero agradecer imensamente, de todo o meu coração ao casal... ainda existem pessoas boas neste mundo! Obrigada!!!!

Antes, o Kadu me colocou na cama, mas como eu não conseguia me acalmar ou descansar, levantei e comecei a tratar das questões práticas necessárias num caso deste. Então, cancelei meus cartões, o chip e o aparelho celular, mudei minhas senhas nas redes sociais que estavam salvas no celular.... depois tomei um banho pra tirar aquela roupa com todas as lembranças e traços da violência que me acometeu. Logo o Kadu voltou, de mãos vazias claro, e fomos registrar a ocorrência e ir até o hospital para ver se estava tudo bem com o nosso bebê. 

No 2º Distrito, o policial que nos atendeu não pareceu ligar muito para o que tinha acontecido comigo, ele foi de uma frieza que chegou a me irritar, mas tudo bem, ele está acostumado né? É o seu dia a dia.

Depois, fomos até o Santa Brígida, onde fui prontamente atendida, mesmo sem documentos, e com a graça de Deus, ouvimos o coração do bebê e soubemos que foi só o susto para o nosso pequeno pedaço.

De volta em casa, o Kadu saiu de novo para tentar encontrar algo... e observou que a polícia estava circulando pelas ruas, sinal de que as pessoas realmente chamaram e eles foram... então estavam abordando pessoas suspeitas na rua e fazendo um tipo de “batida”, isso já me confortou de alguma maneira.

Neste momento, o celular o Kadu tocou e um homem, se identificando como soldado, alegou ter encontrado um celular que podia ser o meu, mas que eu deveria ir até o local para identificar o aparelho e também quem estava com ele. Então fui atrás do Kadu e fomos até o local... lá na Avenida Paraná, quase no terminal do Santa Cândida. 

E lá estava o meu celular. E dois caras que eu não conseguia identificar de jeito nenhum. Me acalmando um pouco, tive certeza de que não era nenhum dos dois. Um era um pobre coitado que foi abordado pelo meliante que havia “comprado” o meu celular na Rui Barbosa. Alegou ter pago 100 pelo aparelho, mas não consigo acreditar.

Enfim, a questão é que o ser foi preso por receptação de produto roubado, e nós tivemos que ir à delegacia para eu dar meu depoimento sobre o ocorrido. E ainda terei que passar por uma audiência por isso.

Depois de um tempo imenso, conseguimos sair de lá e fomos atrás da minha mochila, que gentilmente uma senhora que trabalha no Pronto Socorro do Sugisawa encontrou... e lá estavam todos os meus documentos, minha agenda... o que foi um alívio tremendo... só não estavam lá o carregador portátil, meus pen drives, meus remédios e alguns outros objetos de uso pessoal, mas tendo em vista as circunstâncias, dos males o menor, bem menor. 

Saldo do dia, arranhões, roxos, dor nas costas, alguns itens furtados, mas os mais importantes retornaram para mim... e o mais importante, tudo bem com o nosso pedacinho.

A violência sofrida ainda será lembrada por muito tempo, o corpo ainda dói.... o medo de sair sozinha na rua ainda está aqui, afinal, a gente jamais imagina que passará por uma situação destas, ainda mais grávida, e a meia quadra de casa. 

Ainda tenho medo que tudo o que aconteceu deixe sequelas no meu bebezinho... demorei muito, muito tempo mesmo para me acalmar, para conseguir pensar, sem chorar ou entrar em desespero. Sei que tudo que sentimos passamos para o bebê, rezo a Deus que seja apenas o susto, que não haja nada mais. 

Mais uma vez, agradeço ao casal que me acolheu... agradeço também, aos policiais que desconfiaram daquele cara e o abordaram... agradeço ainda, à senhora que encontrou minha mochila e à outra senhorinha que colocou tudo na internet. Ah, agradeço também ao rapaz que encontrou o meu crachá da empresa... e também à quem o deixou na portaria da empresa. 

Ah, agradeço também à todos que, de alguma forma, se preocuparam... que mandaram mensagens, que ligaram, agradeço cada abraço e cada acolhida, tão importantes num momento como este.

terça-feira, 25 de abril de 2017

13 Reasons Why

“E se o único jeito de não se sentir mal for parar de sentir qualquer coisa para sempre?”



E cá estou eu para falar da série do momento do Netflix: 13 Reasons Why. Série que assisti em uma semana (coisa rara), mas é porque eu realmente queria saber o que levou Hannah ao suicídio e se de fato o que ela alega como motivos, eram motivos para tanto.

A série foi baseada no livro de mesmo nome, de Jay Asher, publicado em 2007.

Quando comecei a assistir, por recomendação de um amigo, comecei a ler sobre ela diversas opiniões... algumas positivas, outras negativas, mas ainda não tinha formado uma opinião própria, afinal não tinha terminado de assistir. O que podia adiantar é que o rapaz que é “foco” juntamente com Hannah, o Clay, me irritava profundamente com o seu comportamento. Mas também, como julgar né, adolescente, envolto em uma situação tão delicada.



Enfim, vamos à história. A série conta quais foram os motivos (13) que levaram Hannah Baker a cometer suicídio... quem nos “mostra” os acontecidos, na maior parte dos episódios, é Clay Jansen, aquele típico estudante do ensino médio, que não é assim tão enturmado com os populares, mas também não passa 100% despercebido.

Um dia, depois da morte da sua colega de classe e de trabalho, ele encontra uma caixa em frente à sua casa, cheia de fitas cassetes e um mapa, com instruções de como proceder. Eram fitas gravadas por Hannah... 7 fitas que descreviam os motivos que a levaram ao suicídio... ou, no caso, a identificação das pessoas que a levaram a tal e por que. As instruções diziam que cada um que fosse considerado responsável pela sua morte deveria ouvir as fitas... mas não somente a sua, todas, para entender o contexto geral, já que de toda forma, como são os seus colegas de colégio, estão relacionados e suas histórias se cruzam.

Outros já ouviram as fitas, e está na vez de Clay.... mas ele não consegue fazer isso de forma direta, ou racionalizar. Ele se envolve totalmente com cada fita e quer, de alguma forma, punir os colegas que contribuiram para a morte de Hannah. E quando ele aborda seus colegas, sempre é lembrado de que ele também está nas fitas e também é responsável pelo que aconteceu.

Se alguém decidir “dar fim” nas fitas, ou levar às autoridades, Tony, amigo de Hannah, que além de ter as cópias das fitas, tem instruções para tornar público o conteúdo das mesmas, caso isso acontecesse. E tornar públicas as gravações da menina, seria, no mínimo, vergonha aos envolvidos, pois como sempre é dito no decorrer dos episódios, cada um sabe muito bem o que fez para levá-la à morte.



É importante ressaltar que as fitas falam sobre o comportamento de cada uma dessas 13 pessoas que Hannah culpa pela sua morte! O comportamento delas com a garota... são questões de assédio moral e sexual, bullying, depressão, fofocas adolescentes, descaso de quem podia ajudar, enfim, falam sobre como o ensino médio pode ser nocivo se você não estiver “blindado” de alguma forma. Ufa.... lembrei de muitas coisas que passei no ensino fundamental e médio.... por causa do tamanho dos meus lábios... aquilo era bullying, com certeza!

Agora, voltando às críticas que li enquanto assistia ao seriado e também agora, para escrever meu post: muitos entendem que a série é um desserviço, devido ao efeito Werther, que é utilizado para designar os suicídios que seguem um modelo, que são imitados. Ou seja, tem-se o medo de que a série instigue adolescentes e jovens a comenterem o suicídio como fez a protagonista da história. E isso é preocupante, pois de fato, a intenção é alertar para o problema, porém, não há um canal de contato para promover a vida, uma central de atendimento para que aqueles que estão assistindo ao seriado e se sentem mal, possam conversar (pois nem sempre, ou na maioria das vezes, estes adolescentes e jovens não tem liberdade para conversar com seus pais e familiares sobre este assunto e os seus amigos, que tem a mesma idade, não vêem como algo sério). No caso do Brasil, este contato é através do CVV – Centro de Valorização da Vida. Inclusive, o telefone de contato do CVV é 141 e o site http://www.cvv.org.br/. Se você se sente mal, se você pensa em tirar a própria vida, procure ajuda.

Quero colocar aqui também, que fiquei muito mal depois que terminei de assistir a série. Na realidade ainda não estou 100%. Há, no decorrer dos episódios, muitas cenas fortes, de violência ao outro, de violência à si próprio, de tortura psicológica.... e não tem como não mexer com a gente uma coisa dessas. É um trabalho psicológico perigoso mesmo... e se a cabeça é fraca (ou está fraca), é possível ceder aos encantos de tirar a própria vida e deixar “recados”, culpando quem fica.

Mas apesar disto, acho que vale a pena assistir, mas tentando, dentro do possível, não se envolver, utilizando um filtro interno, pois por diversos momentos eu me senti mal, deprimida, envolvida aos extremos com tudo o que estava acontecendo por não ter feito isso. Então, bora assistir, se conscientizar e ajudar a orientar as pessoas que estão à nossa volta. Principalmente, observando o seu comportamento.

Como leitura complementar, sugiro que leiam o texto do Diário de Permambuco, postado em 10 de abril, ou seja, super recente:

E vocês, já assistiram? O que acharam? Vamos conversar?

Bjo bjo

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Tem Alguém Ai?

Oi Gente,

Estou aqui para escrever sobre o livro Tem Alguém Ai? Da Marian Keyes.



Até hoje, todos os livros que eu li dela foram sempre muito divertidos, uma leitura fluída, descontraída, que eu queria ler o tempo todo para saber o que iria acontecer. E era uma leitura que me distraía, que me tirava do dia a dia da vida agitada e cansada. Porém, este livro foi um pouco diferente... não sei explicar exatamente por que, mas foi. Talvez a situação pessoal que eu estava vivendo no momento da leitura não tenha ajudado muito... um misto de coisas boas (praticamente todas voltadas ao pedal) com coisas bem ruins (mais uma vez a pessoa achar que conhece o ser humano e se enganar grandemente) fizeram com que a leitura se tornasse “ruim”, digamos assim.

Foi uma leitura lenta, difícil, cansativa... Anna Walsh não me cativou. No início ela se mostrou cansativa demais para mim... não consegui sentir empatia pela história ou pela dor dela. Nem pela busca que ela achava ser correta, ou pelos seus sentimentos confusos. Então, foi realmente difícil iniciar este post, eu não conseguia organizar as ideias para escrevê-lo. Na realidade, ainda não estou conseguindo direito, pois quando achei que as coisas estavam tomando um rumo adequado na minha vida novamente, recebi outras “lambadas” da senhora vida. Pois como diz um colega de trabalho, “nada está tão ruim que não possa piorar”. Aff...

Mas como estava ficando muito tempo sem posts e não gosto disto, resolvi arriscar umas letras ai...

Enfim, para escrever sobre o livro, busquei inspiração em blogs que fazem resenhas e acabei descobrindo que na realidade, Marian escreveu um livro para cada uma as irmãs Walsh (e que estes são os seus mais famosos livros – e que eu não os li – oxi). Eu não tinha ideia disso... talvez eu me dê a chance de ler os demais livros e tirar essa má impressão, pois realmente acho que foi o meu momento que não colaborou com a leitura (e que não está colaborando com a escrita agora).

Mas vamos lá. Anna Walsh sofre um grave acidente que faz com que ela retorne para a casa dos pais em Dublin para se recuperar... neste acidente, suas feridas não são somente físicas, mas muito mais emocionais que outra coisa.

 "Eu me arrastava ao longo de cada dia e a única coisa que me mantinha viva era a esperança de que o seguinte seria mais fácil. Só que não era. Todos os dias eram exatamente iguais. Era como se eu estivesse entrando por uma porta errada da minha vida e estivesse em um mundo onde tudo era idêntico, exceto por uma enorme diferença. Tinha esperança de que voltar a Nova York, levar uma vida normal, curtir meu trabalho e meus amigos fizesse o pesadelo se dispersar. Nada disso aconteceu. O trabalho e os amigos simplesmente passaram a fazer parte do pesadelo" (p. 224).

Demorei muito tempo para entender o que tinha acontecido com ela, pois ela não deixa claro em suas divagações sobre o acidente. Ela só quer retornar à Nova York e ao trabalho e quer encontrar seu amado Aidan, seu marido, aquele que dá sentido à sua vida. E indo contra seus pais e irmãs, ela retorna e tenta retomar a vida.

Porém, ela trabalha como relações públicas de uma grande marca de cosméticos e o tal acidente deixou-a com uma cicatriz muito feia no rosto, o que dificulta as coisas, pois ela trabalha com a imagem e, digamos que a sua imagem está afetada.

Mas a pior parte nem é essa... a questão é que neste acidente, ela perde o seu tão amado Aidan, questão esta que realmente eu demorei para entender. Pois ela vê Aidan em todos os lugares, mas isto é uma coisa da sua cabeça, da sua imaginação, do seu desejo. E este seu amor incondicional por ele à leva aos extremos, em busca de algum contato, qualquer que seja com ele, para saber o que ela pode fazer para que sua vida seja o mínimo “normal” depois de tudo o que aconteceu.

Dá para entender isto, tendo em vista que a maneira como tudo aconteceu em suas vidas e o amor que tinham um pelo outro era algo realmente lindo, puro, sincero... e pior (se é que posso dizer isso), muito real, algo que pode acontecer com qualquer um de nós, pois é uma história comum, não como num conto de fadas. Então é compreensível que, ao perder seu amor, que, no entender de Ana, seria para a vida toda, ela se desespere e queira entrar em contato com ele de qualquer maneira, para saber se ele está bem, para saber por que ele teve que ir tão cedo, por que ela teve que ficar sozinha... e o que ela deveria fazer daqui para frente, quais os caminhos a seguir a partir de agora. Por que não seguir com ele? Como fazer isso? Não seria mais fácil ir também? Por que ela não foi levada em seu lugar? Por que não morreu também?

E nesta busca, ela conhece pessoas que acabam mudando sua vida, porém, sem que ela perceba num primeiro momento. Há também a sua família... mãe, pai, irmãs, que de um jeito ou de outro, lhe dão apoio, estão presentes e buscam confortá-la e ajudá-la a superar este momento de dor e perda.

Há também os amigos de Anna, em especial Jacqui, sua melhor amiga... que se mostra realmente especial. Alguém que está ao seu lado, que lhe dá força, mas que também lhe mostra que tem uma hora que ela precisa cair na real e voltar para a sua vida de forma verdadeira, totalmente, presente, de fato.

Como citado em um dos blogs que li para me ajudar a construir meu texto, o livro nos permite montar o quebra cabeças que é o passado de Anna e entender o que esperar (ou achar que esperamos) do seu futuro, mas até chegar nisso, demoooooora!

Mas nossa, meu texto está ficando horrível, credo... realmente não estou boa para escrever, aff. Não sei se não era melhor deixar mesmo de escrever por um tempo do que  lhes oferecer algo tão bagunçado assim. Um texto sem pé nem cabeça,  tão confuso quanto anda a minha vida. Hehe!

Mas foco, vamos voltar ao livro. Anna volta para Nova York, tenta retomar sua vida, o que é difícil, pois sem Aidan nada é como antes, porém, ela resolve focar em seu trabalho, e um novo desafio faz com que, aparentemente, isto fique mais fácil, e assim ela vai para seu escritório todos os dias, e aos domingos, se une a um grupo de pessoas que tentam entrar em contato com seus entes queridos que já partiram. Num primeiro momento isto à conforta, porém, por não conseguir “falar” com Aidan, ela acaba se desmotivando disto também, e desistindo.

Em paralelo, ela mantêm uma relação com seus pais, suas irmãs e amigos, porém, esta relação é superficial. Ela se preocupa com a irmã que se mete com uma investigação de traição entre os mafiosos da região onde mora (ela é um tipo de detetive particular), mas às vezes se questiona se toda a história da irmã não passa de imaginação. Isto a distrai, o que é bom, mas ainda assim ela não consegue seguir com uma vida “normal”.

A questão é que ela demora muito tempo para entender que todo aquele sofrimento não a deixa seguir em frente, e também, de alguma forma, não deixa que seu amado Aidan descanse em paz. E como em todos os livros deste mote, há uma questão surpresa, algo que deixa o livro um tanto interessante, que chega até a dar um pouco de emoção em certo ponto (para mim). E que faz com que o sangue corra um pouco mais rápido nas veias desta pessoa que anda sem tanta emoção assim. O fato é que Anna percebe que precisa seguir em frente... que ela pode e deve construir uma nova vida e que Aidan estará ao seu lado de um jeito ou de outro e que o amor que sentem um pelo outro não morreu naquele acidente, mas que também não precisa ser um fardo a ser carregado de forma tão pesarosa.

Bem lá no finalzinho, entendi o que o livro estava querendo me mostrar... ufa!

Mas é isso... desculpa aí gente... a inspiração fugiu sem destino, espero que volte logo e me ajude a não torturá-los mais com textos tão ruins!

E vocês, já leram este livro? Sabiam desta questão os outros livros das irmãs? Vamos conversar?


Bjo bjo