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sábado, 6 de dezembro de 2025

Sobre Livros Difíceis

Oi Pessoal, estou um pouco ausente para variar, e para variar, a “desculpa” é a mesma... a correria. Trabalho, em casa, saúde do pai, minha, mudanças do trabalho, assumimos várias atividades na nossa Comunidade e assim acabou que reduzi muito da leitura e também, muito da escrita... mas estou aqui agora, pois minha baixinha está na sua primeira festa do pijama na escola e eu não consigo dormir, hehe, coisas de mãe. Então fiz aulas do curso que a firma proporcionou, mais umas outras aulas aí que valerão outro post um dia desses... atualizei parte do meu Diário de Leitura que está super atrasado também... e resolvi escrever um texto tripo para falar um pouco sobre três livros que fizeram parte deste ano e foram leituras propostas pelas Gurias Literárias... três livros difíceis... um deles que eu confesso, pela primeira vez na vida, desisti, pois não deu, não consegui mesmo finalizar... tá lá, no meu belo Kobo, mas quem sabe um dia eu volte e finalize: A Sociedade da Neve, de Pablo Vierce, livro do mês de agosto. Ele entrou no gênero de não ficção, história real e conta a história dos 16 sobreviventes do acidente que aconteceu em 1972 em que um avião se chocou contra uma montanha nos Andes e para sobreviver eles tiveram que se alimentar dos corpos dos colegas mortos... foram 72 dias sobrevivendo em temperaturas de até 30 graus negativos e sem alimentos ou roupas adequadas. Como o livro é escrito como memórias e são cenas fortes, e como a história é de um tema que não me chama muito a atenção, por mais que eu tenha tentado, não consegui dar continuidade.

O segundo livro difícil do ano foi O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson, título do mês de outubro, no gênero de suspenso/terror... esse foi difícil mas foi finalizado com sucesso... um clássico curtinho, mas confesso que achei confuso, com termos rebuscados, e que em minha vã ingenuidade levei um tempo para entender toda a situação, mas no final das contas gostei... Utterson foi fiel ao seu querido amigo, o doutor Henry Jekyll, tão fiel que decidiu investigar seu amigo de hábitos grosseiros e feições assustadoras, o paralisante Edward Hyde... Originalmente publicado em 1886, este livro trata da alma humana de uma forma tão atual que é assustador, pois no final das contas, todos nós temos um lado sombrio e perverso que fica muito bem guardado e só aparece eventualmente, mas que tentamos esconder muito bem, porém, sem nem perceber, às vezes ele aflora descaradamente, mesmo em meio a todo nossa “amabilidade”.

Por final, mesmo ainda não terminado, mas quase quase, temos A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, livro do mês de novembro, mais um super clássico, do gênero clássico, ops hehe... que conta a história de Macabéa, uma nordestina, mulher miserável que vivendo na extrema pobreza parece não ter consciência nem da sua própria existência.. sua ignorância dói, mas ensina, assusta e emociona, e por tudo isso, fecha esse post de livros desafiadores do ano de 2025. Gratidão Gurias Literárias, por tantas ótimas experiências literárias.


Mas e vocês, me contem, já leram alguns destes livros, concordam que são livros desafiadores? Vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 25 de abril de 2017

13 Reasons Why

“E se o único jeito de não se sentir mal for parar de sentir qualquer coisa para sempre?”



E cá estou eu para falar da série do momento do Netflix: 13 Reasons Why. Série que assisti em uma semana (coisa rara), mas é porque eu realmente queria saber o que levou Hannah ao suicídio e se de fato o que ela alega como motivos, eram motivos para tanto.

A série foi baseada no livro de mesmo nome, de Jay Asher, publicado em 2007.

Quando comecei a assistir, por recomendação de um amigo, comecei a ler sobre ela diversas opiniões... algumas positivas, outras negativas, mas ainda não tinha formado uma opinião própria, afinal não tinha terminado de assistir. O que podia adiantar é que o rapaz que é “foco” juntamente com Hannah, o Clay, me irritava profundamente com o seu comportamento. Mas também, como julgar né, adolescente, envolto em uma situação tão delicada.



Enfim, vamos à história. A série conta quais foram os motivos (13) que levaram Hannah Baker a cometer suicídio... quem nos “mostra” os acontecidos, na maior parte dos episódios, é Clay Jansen, aquele típico estudante do ensino médio, que não é assim tão enturmado com os populares, mas também não passa 100% despercebido.

Um dia, depois da morte da sua colega de classe e de trabalho, ele encontra uma caixa em frente à sua casa, cheia de fitas cassetes e um mapa, com instruções de como proceder. Eram fitas gravadas por Hannah... 7 fitas que descreviam os motivos que a levaram ao suicídio... ou, no caso, a identificação das pessoas que a levaram a tal e por que. As instruções diziam que cada um que fosse considerado responsável pela sua morte deveria ouvir as fitas... mas não somente a sua, todas, para entender o contexto geral, já que de toda forma, como são os seus colegas de colégio, estão relacionados e suas histórias se cruzam.

Outros já ouviram as fitas, e está na vez de Clay.... mas ele não consegue fazer isso de forma direta, ou racionalizar. Ele se envolve totalmente com cada fita e quer, de alguma forma, punir os colegas que contribuiram para a morte de Hannah. E quando ele aborda seus colegas, sempre é lembrado de que ele também está nas fitas e também é responsável pelo que aconteceu.

Se alguém decidir “dar fim” nas fitas, ou levar às autoridades, Tony, amigo de Hannah, que além de ter as cópias das fitas, tem instruções para tornar público o conteúdo das mesmas, caso isso acontecesse. E tornar públicas as gravações da menina, seria, no mínimo, vergonha aos envolvidos, pois como sempre é dito no decorrer dos episódios, cada um sabe muito bem o que fez para levá-la à morte.



É importante ressaltar que as fitas falam sobre o comportamento de cada uma dessas 13 pessoas que Hannah culpa pela sua morte! O comportamento delas com a garota... são questões de assédio moral e sexual, bullying, depressão, fofocas adolescentes, descaso de quem podia ajudar, enfim, falam sobre como o ensino médio pode ser nocivo se você não estiver “blindado” de alguma forma. Ufa.... lembrei de muitas coisas que passei no ensino fundamental e médio.... por causa do tamanho dos meus lábios... aquilo era bullying, com certeza!

Agora, voltando às críticas que li enquanto assistia ao seriado e também agora, para escrever meu post: muitos entendem que a série é um desserviço, devido ao efeito Werther, que é utilizado para designar os suicídios que seguem um modelo, que são imitados. Ou seja, tem-se o medo de que a série instigue adolescentes e jovens a comenterem o suicídio como fez a protagonista da história. E isso é preocupante, pois de fato, a intenção é alertar para o problema, porém, não há um canal de contato para promover a vida, uma central de atendimento para que aqueles que estão assistindo ao seriado e se sentem mal, possam conversar (pois nem sempre, ou na maioria das vezes, estes adolescentes e jovens não tem liberdade para conversar com seus pais e familiares sobre este assunto e os seus amigos, que tem a mesma idade, não vêem como algo sério). No caso do Brasil, este contato é através do CVV – Centro de Valorização da Vida. Inclusive, o telefone de contato do CVV é 141 e o site http://www.cvv.org.br/. Se você se sente mal, se você pensa em tirar a própria vida, procure ajuda.

Quero colocar aqui também, que fiquei muito mal depois que terminei de assistir a série. Na realidade ainda não estou 100%. Há, no decorrer dos episódios, muitas cenas fortes, de violência ao outro, de violência à si próprio, de tortura psicológica.... e não tem como não mexer com a gente uma coisa dessas. É um trabalho psicológico perigoso mesmo... e se a cabeça é fraca (ou está fraca), é possível ceder aos encantos de tirar a própria vida e deixar “recados”, culpando quem fica.

Mas apesar disto, acho que vale a pena assistir, mas tentando, dentro do possível, não se envolver, utilizando um filtro interno, pois por diversos momentos eu me senti mal, deprimida, envolvida aos extremos com tudo o que estava acontecendo por não ter feito isso. Então, bora assistir, se conscientizar e ajudar a orientar as pessoas que estão à nossa volta. Principalmente, observando o seu comportamento.

Como leitura complementar, sugiro que leiam o texto do Diário de Permambuco, postado em 10 de abril, ou seja, super recente:

E vocês, já assistiram? O que acharam? Vamos conversar?

Bjo bjo

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Os Três – Sara Lotz



E finalmente eu consegui terminar de ler o livro “Os Três”, de Sara Lotz... confesso que foram vários os motivos para demorar, primeiro minha mudança, depois a correria de organizar tudo, depois que o livro meu deixou muito confusa desde o início e até agora ainda deixa um pouco.



Ele conta a história da Quinta Feira Negra... mas agora me questiono, ela existiu de fato? Eu perdi essa parte da nossa história geral? Confesso que não fico prestando muito atenção à essas coisas, mas creio que eu me lembraria de algo do gênero.

E lendo as resenhas e comentários de diversos internautas, questiona-se exatamente isso... foi baseado em fatos? Aconteceu realmente?

Parece que não, parece que foi uma história criada pela autora, e portanto, é preciso, antes de mais nada, parabenizá-la pela veracidade que passa durante o desenrolar da história. 

A sinopse do livro diz o seguinte:

“Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: ‘Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele...’ Essa mensagem irá mudar completamente o mundo”.

12 de janeiro de 2012 amanhece como um dia normal, como todos os outros dias, e neste dia, muitas pessoas, em quatro continentes distintos, embarcam em um voo, com o objetivo de chegar em seus destinos.... visitar suas famílias, passear em férias, para um reunião de trabalho... não importa. A questão é que este dia não acabará como todos os outros, pois sem uma explicação oficialmente plausível, estes quatro aviões caem, mais ou mesmo no meu instante e mudam a vida de muitas pessoas. 

Consternadas com os acidentes, as pessoas ficavam ainda mais perplexas ao tomar conhecimento de que três crianças sobreviveram... foram encontradas com vida em meio aos escombros das aeronaves.
Além delas, sobrevive, mesmo que por pouco tempo, Pam, que estava indo ao Japão para visitar a filha... ela sobrevive tempo suficiente para deixar um recado que parece, para alguns, um tipo de profecia e que acaba, no final das contas, transformando a vida de muitas pessoas... primeiramente do Pastor Len, que ela cita na mensagem... mas também do seu esposo, e até do cachorrinho dela. 

E assim está enredada a história, que é contada através de entrevistas, confissões, matérias, artigos e conversas que uma jornalista tem com pessoas que estiveram de alguma forma envolvidas com o acidente e com as pessoas que estavam nos voos e também, com as pessoas que ficaram como cuidadoras destas três crianças sobreviventes. Todas informações que balisaram um livro escrito por ela e que dá uma repercussão muito grande dentro da história também. 

É ela também, que no final do livro nos dá uma pequena ideia do que poderia ser a verdade... verdade essa que fica a critério de cada pessoa, conforme suas crenças. 

Mas voltemos ao início...

Há todo tipo de especulação sobre os acidentes... que eram indícios do final do mundo para os religiosos, que eram os extraterrestes tentando tomar conta do que acham ser seu,  entre várias outras teorias de conspiração mesmo. Mas as autoridades, em cada um dos continentes, tratou de desmentir tudo e identificar falhas aceitáveis para justificar os acidentes. Um deles foi dito que foram pássaros que ao se chocar com as turbinas, causaram o acidente. 

Porém, de nada adiantavam estas justificativas, pois as teorias mirabolantes eram mais interessantes à população, que passou a acreditar no que mais lhe conviesse. 

No decorrer do livro é contada a história de cada um dos sobreviventes e, juntamente, das pessoas que estavam como seus cuidadores. Mostra-se a pressão sofrida por essas famílias diante de uma mídia que não mede esforços para conseguir qualquer tipo de imagem ou declaração para abastecer o criativo alheio. São abordadas questões psicológicas muito interessantes e que levam à reflexão... questões de manipulação individual e coletiva também são abordadas com muita propriedade. Fanatismo, cegueira, crenças arraigadas são abordadas também de forma a fazer o leitor refletir sobre no que acreditamos.... a Quinta Feira Negra aconteceu? Ela foi o prenúncio do fim do mundo? Como se salvar? Até que ponto o nosso psicológico é afetado por isso? 

É “perigoso” escrever muito e acabar soltando alguma informação que possa prejudicar a leitura daqueles que ainda não conhecem o livro... 

Mas vale aqui falar sobre a Floresta Aokigahara, que também é conhecida como a Floresta do Suicídio... para onde japoneses sem perspectivas vão para dar cabo da própria vida. Esta é uma parte da história que é bem sombria... principalmente porque a jornalista que faz o apanhado das informações para o seu livro, se vê diante desta floresta no final da história... em busca de esclarecimentos, mesmo depois de alguns anos passados dos acidentes. E assim ela acaba aclarando, ainda que pouco, o que realmente aconteceu naquela Quinta-Feira Negra. Digo pouco, pois o final desta história fica aberta a diversas interpretações, justamente baseadas na crença de cada um... e isto me parece, muito sensato por parte da autora, demonstra respeito aos seus leitores! 

Mas e aí, vocês já leram este livro? Curtiram? Ele mexeu com vocês? Confesso que ainda estou refletindo sobre ele e agora vou em busca de um livro bem mais suave para dar um tempo nessa tensão toda hehe! 

Vamos conversar?

Bjo bjo




sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Tem Alguém Ai?

Oi Gente,

Estou aqui para escrever sobre o livro Tem Alguém Ai? Da Marian Keyes.



Até hoje, todos os livros que eu li dela foram sempre muito divertidos, uma leitura fluída, descontraída, que eu queria ler o tempo todo para saber o que iria acontecer. E era uma leitura que me distraía, que me tirava do dia a dia da vida agitada e cansada. Porém, este livro foi um pouco diferente... não sei explicar exatamente por que, mas foi. Talvez a situação pessoal que eu estava vivendo no momento da leitura não tenha ajudado muito... um misto de coisas boas (praticamente todas voltadas ao pedal) com coisas bem ruins (mais uma vez a pessoa achar que conhece o ser humano e se enganar grandemente) fizeram com que a leitura se tornasse “ruim”, digamos assim.

Foi uma leitura lenta, difícil, cansativa... Anna Walsh não me cativou. No início ela se mostrou cansativa demais para mim... não consegui sentir empatia pela história ou pela dor dela. Nem pela busca que ela achava ser correta, ou pelos seus sentimentos confusos. Então, foi realmente difícil iniciar este post, eu não conseguia organizar as ideias para escrevê-lo. Na realidade, ainda não estou conseguindo direito, pois quando achei que as coisas estavam tomando um rumo adequado na minha vida novamente, recebi outras “lambadas” da senhora vida. Pois como diz um colega de trabalho, “nada está tão ruim que não possa piorar”. Aff...

Mas como estava ficando muito tempo sem posts e não gosto disto, resolvi arriscar umas letras ai...

Enfim, para escrever sobre o livro, busquei inspiração em blogs que fazem resenhas e acabei descobrindo que na realidade, Marian escreveu um livro para cada uma as irmãs Walsh (e que estes são os seus mais famosos livros – e que eu não os li – oxi). Eu não tinha ideia disso... talvez eu me dê a chance de ler os demais livros e tirar essa má impressão, pois realmente acho que foi o meu momento que não colaborou com a leitura (e que não está colaborando com a escrita agora).

Mas vamos lá. Anna Walsh sofre um grave acidente que faz com que ela retorne para a casa dos pais em Dublin para se recuperar... neste acidente, suas feridas não são somente físicas, mas muito mais emocionais que outra coisa.

 "Eu me arrastava ao longo de cada dia e a única coisa que me mantinha viva era a esperança de que o seguinte seria mais fácil. Só que não era. Todos os dias eram exatamente iguais. Era como se eu estivesse entrando por uma porta errada da minha vida e estivesse em um mundo onde tudo era idêntico, exceto por uma enorme diferença. Tinha esperança de que voltar a Nova York, levar uma vida normal, curtir meu trabalho e meus amigos fizesse o pesadelo se dispersar. Nada disso aconteceu. O trabalho e os amigos simplesmente passaram a fazer parte do pesadelo" (p. 224).

Demorei muito tempo para entender o que tinha acontecido com ela, pois ela não deixa claro em suas divagações sobre o acidente. Ela só quer retornar à Nova York e ao trabalho e quer encontrar seu amado Aidan, seu marido, aquele que dá sentido à sua vida. E indo contra seus pais e irmãs, ela retorna e tenta retomar a vida.

Porém, ela trabalha como relações públicas de uma grande marca de cosméticos e o tal acidente deixou-a com uma cicatriz muito feia no rosto, o que dificulta as coisas, pois ela trabalha com a imagem e, digamos que a sua imagem está afetada.

Mas a pior parte nem é essa... a questão é que neste acidente, ela perde o seu tão amado Aidan, questão esta que realmente eu demorei para entender. Pois ela vê Aidan em todos os lugares, mas isto é uma coisa da sua cabeça, da sua imaginação, do seu desejo. E este seu amor incondicional por ele à leva aos extremos, em busca de algum contato, qualquer que seja com ele, para saber o que ela pode fazer para que sua vida seja o mínimo “normal” depois de tudo o que aconteceu.

Dá para entender isto, tendo em vista que a maneira como tudo aconteceu em suas vidas e o amor que tinham um pelo outro era algo realmente lindo, puro, sincero... e pior (se é que posso dizer isso), muito real, algo que pode acontecer com qualquer um de nós, pois é uma história comum, não como num conto de fadas. Então é compreensível que, ao perder seu amor, que, no entender de Ana, seria para a vida toda, ela se desespere e queira entrar em contato com ele de qualquer maneira, para saber se ele está bem, para saber por que ele teve que ir tão cedo, por que ela teve que ficar sozinha... e o que ela deveria fazer daqui para frente, quais os caminhos a seguir a partir de agora. Por que não seguir com ele? Como fazer isso? Não seria mais fácil ir também? Por que ela não foi levada em seu lugar? Por que não morreu também?

E nesta busca, ela conhece pessoas que acabam mudando sua vida, porém, sem que ela perceba num primeiro momento. Há também a sua família... mãe, pai, irmãs, que de um jeito ou de outro, lhe dão apoio, estão presentes e buscam confortá-la e ajudá-la a superar este momento de dor e perda.

Há também os amigos de Anna, em especial Jacqui, sua melhor amiga... que se mostra realmente especial. Alguém que está ao seu lado, que lhe dá força, mas que também lhe mostra que tem uma hora que ela precisa cair na real e voltar para a sua vida de forma verdadeira, totalmente, presente, de fato.

Como citado em um dos blogs que li para me ajudar a construir meu texto, o livro nos permite montar o quebra cabeças que é o passado de Anna e entender o que esperar (ou achar que esperamos) do seu futuro, mas até chegar nisso, demoooooora!

Mas nossa, meu texto está ficando horrível, credo... realmente não estou boa para escrever, aff. Não sei se não era melhor deixar mesmo de escrever por um tempo do que  lhes oferecer algo tão bagunçado assim. Um texto sem pé nem cabeça,  tão confuso quanto anda a minha vida. Hehe!

Mas foco, vamos voltar ao livro. Anna volta para Nova York, tenta retomar sua vida, o que é difícil, pois sem Aidan nada é como antes, porém, ela resolve focar em seu trabalho, e um novo desafio faz com que, aparentemente, isto fique mais fácil, e assim ela vai para seu escritório todos os dias, e aos domingos, se une a um grupo de pessoas que tentam entrar em contato com seus entes queridos que já partiram. Num primeiro momento isto à conforta, porém, por não conseguir “falar” com Aidan, ela acaba se desmotivando disto também, e desistindo.

Em paralelo, ela mantêm uma relação com seus pais, suas irmãs e amigos, porém, esta relação é superficial. Ela se preocupa com a irmã que se mete com uma investigação de traição entre os mafiosos da região onde mora (ela é um tipo de detetive particular), mas às vezes se questiona se toda a história da irmã não passa de imaginação. Isto a distrai, o que é bom, mas ainda assim ela não consegue seguir com uma vida “normal”.

A questão é que ela demora muito tempo para entender que todo aquele sofrimento não a deixa seguir em frente, e também, de alguma forma, não deixa que seu amado Aidan descanse em paz. E como em todos os livros deste mote, há uma questão surpresa, algo que deixa o livro um tanto interessante, que chega até a dar um pouco de emoção em certo ponto (para mim). E que faz com que o sangue corra um pouco mais rápido nas veias desta pessoa que anda sem tanta emoção assim. O fato é que Anna percebe que precisa seguir em frente... que ela pode e deve construir uma nova vida e que Aidan estará ao seu lado de um jeito ou de outro e que o amor que sentem um pelo outro não morreu naquele acidente, mas que também não precisa ser um fardo a ser carregado de forma tão pesarosa.

Bem lá no finalzinho, entendi o que o livro estava querendo me mostrar... ufa!

Mas é isso... desculpa aí gente... a inspiração fugiu sem destino, espero que volte logo e me ajude a não torturá-los mais com textos tão ruins!

E vocês, já leram este livro? Sabiam desta questão os outros livros das irmãs? Vamos conversar?


Bjo bjo

sábado, 3 de setembro de 2016

O Meio do Caminho




E cá estou eu para falar de um livro que impactou de forma diferente na minha vida, principalmente neste momento familiar que estou passando... e é interessante pois quando escolhi este livro especificamente para ler, não fazia ideia do tema do mesmo... a escolha foi simplesmente porque resolvi que iria ler todos os livros físicos que tenho antes de voltar aos livros do kobo e como este foi um livro que comprei na Bienal do Livro lá em São Paulo, em 2014, já está na prateleira a muito tempo.... enfim, quando li o resumo do livro pensei, será mesmo que devo ler este livro neste momento? Depois pensei de novo... se peguei este livro bem agora, é porque é pra ser, é pra ler e tomar conhecimento da realidade de outras pessoas então, bora lá, abrir estas páginas e mergulhar nesta história.

Mas diferentemente dos meus outros posts, onde costumo descrever, às vezes até excessivamente, a história do livro, no caso de “O Meio do Caminho” de Kelly Corrigan, vou me limitar a dizer que é um livro autobiográfico, onde Kelly conta a história da sua vida... presente e passada... mas principalmente, da sua luta contra uma doença que aflige hoje quase todas as famílias que conheço: o tão malfadado câncer.

O título, o meio do caminho, se refere ao caminho entre a sua juventude e a sua vida adulta e como ela lidou com o fato de ter câncer neste entremeio e como lidou também, com o fato de que, além de ter que tratar do seu câncer, teve que lidar com o fato do seu Verdão (o seu amado pai) estar com câncer novamente.

E eu só tenho isso para dizer à vocês... que vocês devem ler, conhecer a história de Kelly Corrigan, que talvez seja muito parecida com a história de muitos de vocês.

Boa leitura... bjo da Mel

domingo, 24 de julho de 2016

Depois de Você



“Dançamos como se não tivéssemos mais nada para fazer. Nossa, foi muito bom. Eu tinha me esquecido da alegria de simplesmente existir, de se perder na música, em meio a uma multidão, as sensações que surgiam quando nos tornávamos uma única massa orgânica, animada apenas por um ritmo pulsante. Durante algumas horas noturnas e vibrantes, coloquei tudo para fora, e meus problemas saíram flutuando como balões de gás: meu trabalho horrível, meu chefe meticuloso, meu fracasso em seguir adiante. Eu me tornei cheia de vida e alegre”. (p. 105)



E este é o livro continuação do filme que está fazendo grande sucesso nos cinemas de todo o país.
E depois que eu saí do cinema, eu só conseguia pensar que eu tinha que terminar logo o livro que eu estava lendo para começar logo a ler esse. Sabe aquela ansiedade, aquele desespero pra saber o que vinha depois? Pois é.... fiquei um tempão sem saber, mesmo tendo em livro no kobo, mas foi só assistir ao filme que esse “desespero” voltou.

Então vamos lá, Depois de Você conta o que aconteceu com a nossa querida e atrapalhada Louisa Clark depois que Will se foi.

Como é a vida de alguém depois que a pessoa que ela mais amou se foi? É possível seguir em frente? Como?

 Lou não consegue superar a perda de Will e segue levando uma vida estilo piloto automático. Primeiro ela faz as viagens que Will tanto queria, mas como não consegue ver sentido em tudo aquilo, volta para Londres, onde compra um flat com o dinheiro que Will deixou para ela e arruma um emprego como garçonete em um pub irlandês dentro do aeroporto (emprego medíocre que a leva a viver situações cretinas hehe).

No flat onde ela vive, ela tem acesso ao terraço do prédio, e sempre sobe lá, para pensar na vida, e na morte... um dia, acaba por beber demais e, andando pelo parapeito do prédio, tem a impressão de ter visto uma moça, o que a assusta, fazendo com que ela acabe caindo, o tendo em vista a gravidade dos ferimentos, precise voltar para casa dos pais, para se recuperar. 

Todos acham que ela tentou o suicídio, não creem que foi um acidente, então, quando se sente um pouco melhor, ela prefere voltar para o flat, a ficar aguentando os olhares julgosos dos moradores de sua pequena cidadezinha. Mas para deixar os pais mais tranquilos, ela concorda em entrar para um grupo de luto. Um grupo de pessoas que se reúne para falar sobre os entes queridos que perderam e como estão lidando com a perda. O grupo se chama “Seguindo em Frente” e eles se reúnem no salão de uma igreja pentecostal... de início Lou se sente deslocada, mas acaba seguindo com os encontros, pois de alguma forma, é melhor estar lá, do que só em seu flat. 

Através do grupo ela acaba reencontrando Sam, o paramédico que a atendeu quando ela caiu do prédio. 

Depois de esclarecer um grande mau entendido sobre quem ele é na realidade, eles iniciam um tipo de romance, que é incentivado pelo grupo de apoio e pelos pais de Lou.... mas ela não está tão segura, pois Will está sempre entre eles, o que não deixa o romance “engatilhar” de vez.

“Não olhei para baixo, não me permiti pensar na altura em que eu estava, nem em como a leve brisa me lembrava de um momento que tinha acabado mal, nem na dor no meu quadril que parecia nunca passar. Pensei em Sam, e a fúria que senti me fez prosseguir. Eu não queria ser a vítima, a pessoa a quem as coisas simplesmente aconteciam”. (p. 159)

Para deixar tudo mais confuso ainda, surge uma figura inesperada na vida de Lou... alguém ligado fortemente à Will que vai mudar totalmente a sua vidinha sem grandes emoções. Quem será essa pessoa? O que ela faz com a vida de Lou?

Uma coisa é certa... mais uma vez, Lou precisa amadurecer para dar conta do recado... e mais uma vez, aprendemos com essa mocinha, a Srta. Clark.

“Quero ficar com ele, mas estou com medo. Não quero que toda a minha felicidade dependa de outra pessoa, não quero ser refém de destinos que não consigo controlar”.  (p. 166)

Mas e ai, já leram Depois de Você? O que acharam? Curtiram? Acham que Jojo Moyes foi feliz nesta continuação? Vamos conversar?

Bjo bjo