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terça-feira, 7 de junho de 2016

Festival de Outono Bodebrown



E finalmente eu participei no meu primeiro Festival Bodebrown... o Festival de Outono!

Foi no sábado, dia 04 de junho e, segundo os organizadores, foram mais de 20 mil pessoas que passaram por lá durante todo o dia.

Foram 3 quadras (e mais um braço, digamos assim), onde podíamos encontrar várias barracas com as cervejas da casa e algumas parceiras, muuuuitos foodtrucks com todas as comidinhas que vocês possam imaginar, além de 2 containers para aqueles que possuem o black card da Bodebrown, e tinham também algumas barracas de parceiros vendendo souveniers, além da “lujinha” da Bode onde eu adquiri meus óculos super estilosos e uma camiseta do festival.

Apesar de grandes filas para comprar o “dinheirinho”, um ticket com o valor de R$ 5,00 cada, que era a moeda de troca nas barracas, o fluxo era contínuo, a fila não parava... mesmo tendo abastecido o meu cartão durante a semana, justamente para não enfrentar filas, tive que entrar numa dessas pois eu queria um caneco... o que me deixou bem chateada foi que, ao chegar no evento descobri que as pessoas que estavam abastecendo R$ 80,00 no black card, ou que estavam adquirindo o mesmo valor em tickets, tinham direito àquela caneca. Mas eu carreguei R$ 100,00 no meu cartão durante a semana e ninguém me falou nada sobre isso... então “tive” que pegar mais R$ 100,00 em tickets pois eu queria muito uma daquelas... mas tudo bem, a intenção era curtir e foi o que eu fiz.

Tive que ir na casa da amiga Tati trocar de blusa, pois eu fui super agasalhada (nossa, isso é muito curitibano) e como estava mega cheio, eu estava com muito calor. Então coloquei a minha camiseta do Festival e bora curtir. Teve até um momento engraçado, onde um casal veio me pedir informações, pois eu estava parecendo garota propaganda com a camiseta e os óculos... tudo bem, não estava trabalhando no evento, mas dei a informação do mesmo jeito, já que eu sabia responder ao que eles queriam, kkkkkkkk!!!

A certa altura do dia, escolhemos o sanduba que queríamos provar, achamos uma mesa disponível (o que não foi tão difícil como imaginávamos também), carregamos nossos copos e bora beber, dar risada, conversar!

Curti as bandas que estavam lá pra abrilhantar mais ainda o Festival que foi phodástico como o pessoal está dizendo por ai hehe!

Tenho que dizer que, apesar da quantidade de gente, estava tudo bem organizado... espaço para as crianças, muitos banheiros (não fiquei na fila nenhuma vez), não vi confusão em momento algum... estava tudo identificado... sempre alguém para auxiliar se fosse preciso.... concordo com algumas pessoas que disseram que deveriam ter barracas de cervejas intercaladas com os foodtrucks, pois a gente tinha que andar “longe” para ir atrás da bebida enquanto esperava a comida... e também, separar os containers, pois eram dois, mas estavam um ao lado do outro. Imagino que isto foi por uma questão de logística, afinal para fazer aqueles “bichinhos” funcionarem, precisa de eletricidade e um monte de outras questões, mas enfim.

A questão é que foi muito show e eu me diverti pra caramba. Mesmo tendo chovido um pouco (marca registrada da nossa amada Churitiva, digo, Curitiba), isto não atrapalhou em nada, pois as tendas atenderam à necessidade, e tinha bastante gente prevenida, que levou o seu guarda-chuva, hehe.

E é isso... acabou que tirei poucas fotos, mas dizem que isto é por que a gente se divertiu de verdade.




Alegria, alegria... e que venham outros!

Ah, as cervejas que eu tomei no Festival foram:

Bodebrown Hop Weiss: A Hop Weiss é uma cerveja que combina o estilo Hefe-Weiss com Dry Hoping (adição de lúpulo no final da maturação). Nesta cerveja de trigo, foi usado lúpulo de Amarillo (cítrico americano). A bebida conta com notas de banana e cravo e tem um aroma cítrico de maracujá bem marcante. Sua coloração é amarelo ouro, marcando bem a presença do Amarillo, tem baixo nível de amargor e uma graduação alcoólica de 5,5%.

Blanche de Curitiba: Criada para homenagear os 319 anos da cidade onde fica a sede da Bodebrown, celebrados em 2012, a Blanche de Curitiba agrada a todos os gostos. Refrescante e aromática, no estilo Witbier, é uma cerveja de trigo belga. Em sua composição, conta com sementes de coentro e cascas de laranja, tornando-a uma cerveja aromática e leve. Com 5,5% de teor alcoólico, foi desenvolvida com a intenção de unir os aromas frutados condimentados às notas cítricas, inspiradas nas Biere Blanch (ou Wit Bier) da cidade de Hoegaarden na Bélgica.

Cerveja do Amor: Se a cerveja é uma paixão, nada melhor do que celebrar esse sentimento com a Bodebrown Cerveja do Amor. No estilo Belgian Tripel, esta bebida recebe adição de aromas. O sabor das amoras balanceia as características da cerveja com uma leve acidez característica da fruta. A coloração é levemente avermelhada e de baixo amargor, com uma porcentagem de grau alcoólico em torno de 8%. Ideal para os apaixonados, é produzida em datas especiais como Dia dos Namorados e Natal.

Atomga Russian Imperial Stout: Receita elaborada em uma parceria com os cervejeiros norte-americanos Chris Krik e Joyce Tyller, conhecidos pelo trabalho na Great Divide. O nome da cerveja foi inspirado por uma banda de Afrobeat americana da cidade de Denver!

Bodebrown/Bierhoff® Outono Indian Pale Lager: não achei informações oficiais desta, mas como é uma IPA, achei amarga demais hehe!

As informações sobre as cervejas, retirei do site e do facebook da Bodebrown.

E vocês, foram ao festival? Conhecem a Bodebrown? Já provaram as cervejas? Vamos conversar?

Bjo bjo!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Corrente Cultural



Olá Pessoal... e finalmente algo me inspirou para escrever!

*-*

E na semana que passou aconteceu a Corrente Cultural em Curitiba... e foi uma coisa linda! =D
E eu resolvi me libertar da preguiça e do desânimo, convidei um casal de amigos e fui curtir um domingão super cinza (traço característico da nossa amada Curitiba), com uma chuva que ia e voltava a todo momento, mas que não impediu que o Centro Histórico da cidade estivesse forrado de pessoas para prestigiar os bons músicos que nossa capital tem.

Pra começar: Lemoskine no Palco das Ruínas de São Francisco, apresentando o seu novo disco Pangea I Palace II... gente, é muita energia boa emanada daquele som. Se vocês não conhecem, precisam ouvir...http://www.deezer.com/album/10864836 e para saber mais do Rodrigo Lemos, visitem o seu site:  http://www.lemoskine.com/





Depois uma pausa para o almoço no Quintal do Monge, onde degustei um delicioso sanduíche de filetes de mignon com muito queijo e batata frita... acompanhado de uma cerveja Klein Weiss que eu descobri que deve ser tomada com carnes brancas e queijos, mas enfim, caiu bem com a minha carne vermelha mesmo hehe!



Após este almoço delicioso, rumamos para o TUC, onde o show da vez era a Banda Gentileza. O show já havia começado e estava bombando... faziam muitos anos que eu não assistia a um show deles... e também, não conhecia as músicas novas, mas levei sorte, pois eles mesclaram as novas, com as velhas conhecidas. Mas de toda forma, a diversão e a irreverência das letras continuam e deu pra cantar, rir, pular, dançar... foi demais! E ainda fechei dando uma de fã tiete, comprei CD, pedi autógrafo, tirei foto... hehe. E eles ainda me zoaram na dedicatória... figuras!
E vocês, conhecem esses meninos? Não? Então visitem: http://www.bandagentileza.com.br/



De lá voltamos para as Ruínas e encaramos um rock nas veias... com o show da Relespública, onde o Fábio Elias convidou vários artistas para dividirem o palco com ele e fazerem um som de responsa. Neste momento o tempo super colaborou e não teve um pingo sequer de chuva! Acho que São Pedro curte um rock hehe!

E pra fechar com chave de ouro, no Palco da Boca Maldita.. um show que eu achei que nem fosse curtir na realidade, pois ele não estava na minha listinha... o show do Diogo Nogueira... e olha que eu até me diverti, até dancei hehe! Mas o melhor desse show na realidade foi ter os amigos queridos ao meu lado, mesmo que só por um tempinho, sem conversar, só curtindo um som, dando risada e achando ruim que o “câmera men” não sabia nem focalizar o dito do Diogo Nogueira direito na tela, né pessoal? E o bêbado perturbando? Sempre tem um desses no meio de um show assim, hehe... aff! Comédia...



Mas o que eu quero enfatizar disso tudo é que foi bom sair de casa apesar de estar podre podre ontem e ter trabalhado meio que no piloto automático... pois os últimos tempos foram tão difíceis por tantos motivos, eu merecia um refresco assim! E também, é importante dizer que a Corrente Cultural estava muito bem organizada, pelo menos o que eu pude ver e participar e que toda a equipe que trabalhou para isto está de parabéns.

São eventos como estes que devem estar em destaque nos jornais da TV... que a nossa cidade deixe de ser evidência por causa de corrupção, violência no trânsito e ausência de punições, casos mal resolvidos de jovens mortos, entre outras situações bem conhecidas por todos. Claro, eu sei que estas coisas acontecem todos os dias e que devem ser divulgadas, mas é triste ligar a televisão e saber que a cidade onde você mora se tornou destaque no noticiário nacional apenas por coisas ruins, apenas por vergonheira política ou violência.

Que sejamos destaque por um evento cultural bem organizado, com bandas locais que tem música de qualidade (um viva para os shows nacionais também, ok hehe – sou bairrista, confesso), pelo povo que sabe se divertir e é educado... que procura uma lata de lixo para jogar a latinha da cerveja, o palitinho do kreps... ou seja lá o que gerou de lixo. Ou que guarda na bolsa ou no bolso da calça pra jogar assim que encontrar a primeira lixeira no seu caminho! Ou que dá o seu lugar para o senhor que está de bengala... ou que deixa a mulher com a criança ficar na sua frente para poder ver o show melhor... que divide o guarda-chuva... e tudo isso regado a uma garoa que vinha e voltava... que quis se fazer presente na maior parte do domingo, mas que nem por isso fez o povo não comparecer.

Ufa, é isso... a Corrente Cultural foi linda e deixou uma Mel mais feliz! Amigos queridos, obrigada por aceitarem o meu convite... sua companhia foi de extrema importância... aos que apareceram depois, foi muito, muito bom revê-los também! Bandas do meu coração, obrigada... suas músicas sempre fizeram e farão parte da minha rotina diária... vocês sabem disso! =)

E é isso ai, espero que tenham gostado deste texto, primeiro depois de um longo tempo sem escrever “de verdade”.

Mas e vocês, estiveram na Corrente Cultural? Curtiram? Sim? Não?  Vamos conversar?

Bjo bjo

quinta-feira, 4 de março de 2010

Curitiba para os Amigos

Recebi este texto agora cedo por email e achei ótimo. Não encontrei na net o autor, se alguém souber, por favor me avise para dar os créditos.
E quem disse que curitibano é antipático???

Adorei. Deleitem-se:
Verão senegalês da última semana pôs à mostra uma marca de nascença curitibana: aqui, dia lindo não é sinônimo de dia ensolarado, com temperatura em elevação.

Tenho por princípio rejeitar todas as teorias sobre o estranho modo de vida dos curitibanos. Não passam de teses preconceituosas, sem base antropológica e empiricamente não comprováveis. Basta, por exemplo, nos reservar 15 minutos de atenção para destruir a crença de que não damos trela a estranhos. Quanto ao constante rabo de olho durante a conversa deixe quieto: trata-se de um inofensivo reflexo condicionado herdado dos antepassados ou resultado de algum vento que bateu nas costas.

Indignado com a facilidade com que os forasteiros nos chamam de desconfiados e fechados, cheguei a convocar uma amiga, amabilíssima, a iniciar uma cruzada pela redenção moral da gente daqui. Fundaremos uma confraria. Ela, sorridente, falante, sempre de portas abertas, dona de uma voz maviosa um verdadeiro canto da gralha-azul será o símbolo da nossa civilidade. Graças ao nosso grupo, há de vingar em todo o território nacional a expressão simpático como um curitibano.

Tenho cá para mim que o sotaque é o culpado de nos acharem pouco dados. Nossa fala, que dó, não tem a doçura mineira, a brejeirice paulista, a fluência carioca, o encanto pernambucano. Nossos mês ditos com ênfase operístico podem desafinar e ter o efeito de um pé de ouvido. Mesmo assim, há dicções autóctones agradabilíssimas, como a da jornalista Valéria Prochmann e do livreiro Aramis Chaim. Adoro ouvi-los falar.
Dias desses, dois garçons um gaúcho e outro cearense me confidenciaram ter a impressão de que os fregueses estão brigando com eles: EscuTE, moço, me traga o cardápio. Agora... De fato, parece um pito. De fato, as­­susta. Um dos garotos jurou estar de malas prontas. Contei-lhe um ocorrido.
Reza a lenda que Miguel Fa­­labella criou a personagem Bozena depois de, em visita à capital, dar autógrafo a uma rotunda e severa "RUTE que se apresentou como se batesse continência ao Füher. Depois do susto, o ator se esbaldou no riso e deu o troco. É o que todos deveriam fazer. Disse isso ao garçom. É o nosso jeitinho... Daqui a três anos você não vai querer morar em outro lugar.
Em Curitiba, defendo, não se deve ter pressa para travar relações sociais. As amizades custam, mas são para sempre. É preciso entender nossa parcimônia em escancarar os braços e o sofá da sala. Tudo aqui era mata fechada de pinheiros, lugar de passagem de tropeiros muitos de maus-bofes. Vai saber quem é quem. Além do mais, tinha muito rio raso e feio, índios canibais e temperaturas polares. Mexe com o humor, né, por uns quatro séculos, como se vê.
A escuridão e o frio macularam nossa alma. Mas somos gente. Sabemos tudo sobre a vida do vizinho, mesmo falando muito pouco com ele. É praticamente um modelo de gestão. Por isso digo e repito: forasteiro, não desanime. Procure um curitibano para chamar de seu. Ele existe e põe a mesa do café da tarde esperando por você. Diante do chineque fresco, há de contar como o nonno e a baba desbravaram o Orleans e do seu sonho de Santa Felicidade. Falará os podres de uma família inteira que não aquela em que nasceu e o que pensa do metrô. Somos todos historiadores e urbanistas natos. Somos irresistíveis.
Em tempo, temos uma marca de nascença: o horror aos chamados dias lindos. Que é isso, companheiro? O pessoal da meteorologia chama manhã ensolarada e com elevação da temperatura de tempo bom. Só se for para a fuça deles. Dias felizes são cobertos de nuvens, com chuviscos depois do meio-dia, seguidos de frente fria da Argentina e súbita queda da temperatura no início da noite.
Aqui é assim, nego: o povo só se sente bem quando a luz é prateada. Não nos leve a mal: nossa fala é seca como o cinza da paisagem que nos aninha. Se o céu hoje ficar nublado, bom dia!
E bom carnaval, seja lá o que isso for.