Mostrando postagens com marcador Gatilhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gatilhos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

A Estranha Sally Diamond

Oi Pessoas Amadas.... cá estou eu novamente, mais uma vez atrasada com minhas postagens, meus textos... mas parece que desde o meio do ano o ciclo de correria está muito maior do que deveria, ou do que eu daria conta.... às vezes sinto que estou num eterno piloto automático... apenas com alguns momentos de lucidez. Mas apesar disso, as leituras até que tem fluido, pois mesmo com a escrita bem atrasada, neste ano já foram 15 livros lidos e um em andamento, esse bem difícil diga-se por sinal, mas caminhando a passos lentos (bem lentos)!

Mas vamos ao livro da vez... hoje vamos falar de Sally Diamond... a estranha Sally do título e também da história. Livro do mês de maio das Gurias Literárias! Mais um daqueles que, se fosse para escolher, não seria uma escolha, mas que me surpreendeu de uma forma espetacular.

Este livro foi escrito por Liz Nugent, tem 392 páginas, seu gênero é o suspense,  e foi publicado pela Editora Record em 2023.

 


Sinopse:

Sally Diamond é uma mulher de poucas palavras e de poucos amigos. Ela mora numa casa isolada num vilarejo na Irlanda com o pai adotivo e não gosta muito de socializar. Segundo ele, a filha é “desconectada emocionalmente”. A mente de Sally, apesar de funcionar perfeitamente bem, segue uma lógica muito particular. Ela não tem muitas recordações de quando era criança e leva à risca tudo o que escuta. E é por isso que não consegue entender por que o que fez com o corpo do pai, depois de encontrá-lo morto certa manhã, foi errado. “Quando eu morrer, pode me jogar no lixo”, foi o que ele pediu.

Agora Sally não só é o assunto do momento no vilarejo, como o centro das atenções da imprensa e da polícia. Como se não bastasse toda essa confusão, ela encontra, no escritório do pai, três cartas escritas por ele contando a verdadeira história dela. E o que ela descobre é uma realidade extremamente cruel e violenta, capaz de causar danos irreparáveis em qualquer pessoa.

Porém, com a ajuda de novos amigos, Sally vai, aos poucos, entendendo que sua personalidade foi moldada nos horrores de sua infância. Até o dia em que recebe uma caixa pelo correio, vinda da Nova Zelândia. Dentro dela, há um ursinho de pelúcia, velho, sujo e esfarrapado, que ela reconhece imediatamente. Toby. Aquele brinquedo tinha nome. E era dela. Mas como Sally sabe disso? Quem está acompanhando seus passos do outro lado do mundo? Será que ela pode confiar em todos à sua volta? Por que o novo morador do vilarejo está tão obcecado por ela?

 

Apesar do gênero ser suspense, eu nunca imaginava que ele geraria em mim tamanha inquietação (e alguns gatilhos também, é verdade), e que a história me deixaria tão envolvida emocionalmente quanto deixou. Ao mesmo tempo que eu queria ler e ler e ler para saber o desfecho de cada situação, eu queria ir devagar, pois não queria que acabasse.

Sally achava que levava uma boa vida vivendo com seu pai adotivo e somente com ele (depois que sua mãe adotiva morreu) numa casa isolada. Vez e outra ia até a cidade, mas pouco socializava com as pessoas, apenas o totalmente essencial e sempre com as mesmas pessoas e as mesmas palavras, sempre e sempre. Como seu velho pai lhe dizia, ela era desconectada emocionalmente, e tudo bem, ela achava que aquela era uma vida boa, já estava acostumada com aquela rotina, e a vida como levava. Tinha boas conversas com seu pai e numa dessas, ele disse que quando morresse, era para colocar ele num saco de lixo e colocar na incineradora de lixo, igual faziam com o lixo da casa... e como Sally entendia tudo de forma literal, ao pé da letra como se diz, foi exatamente isso que ela fez... e dai as coisas começaram a mudar em sua vida, mas de uma forma que ela jamais imaginou.

Ela virou notícia, teve muita atenção voltada para ela, e não sabia como lidar com aquilo, pois não estava preparada para conviver com outras pessoas, ter uma relação pessoal, e, principalmente, emocional com outros.

Após a morte do pai, Sally descobre que na verdade ele tinha deixado uma carta com diversas orientações sobre como lidar com a sua morte, inclusive o que fazer, realmente, com seu corpo. Mas o “mal” já estava feito e agora ela precisava lidar com as consequências e também, com três cartas que o pai deixou, explicando tudo sobre sua verdadeira história. História que é dolorosa, violenta e que começou lá na sua infância. E que com muita dor, dificuldade, porém, com a ajuda de pessoas que Sally encontra pelo seu novo caminho, ela passa a entender, aceitar e considerar uma “vida nova e mais social” para si. Porém, em determinado momento, aparece uma encomenda em sua casa, um ursinho chega pelos correios, e esse bichinho, Toby, parece que abre mais caixinhas dentro da sua cabeça para lembrar daquele passado tão sombrio que ela deixou guardado tão fundo dentro de sua mente que não lembrava mais. E junto com Toby vêm  alguém que quer muito estar próximo dela, conhece-la melhor e isso a inquieta e quando ela entende o por quê, tudo fica claro como a água.

Em paralelo à história de Sally outra história é contada, porém, paro por aqui, pois seria spoiler demais!

Mas me contem, vocês conhecem a Sally? Já leram este livro? Vamos conversar?

Bjo bjo

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Por Lugares Incríveis

E no mês que falamos sobre a prevenção e o combate ao suicídio, o Setembro Amarelo, eis que escolho um livro que o assunto abordado é esse... coincidência, pois confesso que escolhi o livro pelo título, sem saber qual era o tema.

E por isso passei este livro na frente de outro que finalizei antes... pra ficar aqui dentro do mês de setembro! Logo posto sobre o último livro de Millie... A Empregada está de Olho.

 

O livro em questão se chama “Por Lugares Incríveis” e foi escrito por Jennifer Niven, que tem uma experiência pessoal com o tema, então deixa tudo muito mais real, assustador em alguns trechos, comovente em outros, desesperador em outros... retrata de forma muito respeitosa o tema, mas também com humor, no sentido de mostrar que a pessoa que é acometida de depressão e/ou outras doenças mentais, não é, necessariamente aquela pessoa que está sempre de mau humor, ou fechada, isolada, sem contato com as pessoas. Às vezes a pessoa está vivendo uma guerra interna, mas no seu exterior, com as pessoas à sua volta, amigos, familiares, é uma pessoa divertida, bem humorada, que participa da vida social de forma efetiva, deixando assim, transparecer, que parece que está tudo bem, mas na realidade, não está. Por isso é que muitas vezes, nem os familiares percebem que tem algo errado e quando algo acontece, não entendem.

Não sou especialista no assunto, mas durante este mês a empresa nos proporcionou palestras sobre o tema, diga-se de passagem, ótimas palestras, que mostraram um pouco sobre como observar e oferecer ajuda, mas ficou muito claro que, mesmo sendo difícil, a pessoa doente precisa pedir socorro, pois muitas vezes não conseguimos enxergar os sinais de forma clara. E mesmo que ofertemos a ajuda, a pessoa precisa aceitar de verdade, e, sem julgamentos aqui, esse aceitar de verdade nem sempre acontece, não por que a pessoa não queira, mas sim, por ela não conseguir.

Atenção, é importante citar que este livro trata de temas bem sensíveis, como as doenças mentais,  a depressão e transtorno de personalidade, além do luto, da negligência familiar e por fim, do suicídio, logo, pode ativar gatilhos.



Bom, mas vamos lá para a história do livro então:

Ele conta a história de Finch e Violet, que estudam na mesma escola, mas que tem sua primeira interação mais efetiva em cima da torre do relógio da escola.... onde ambos estão.... em situação de perigo eminente.

Finch já teve milhões de ideações de como morrer, de como tirar a própria vida, mas Violet, que perdeu sua irmã mais velha num acidente de carro em que ela estava junto, e se culpa por isso, por ter escolhido o caminho que levou ao acidente fatal, ainda não retomou o rumo de sua vida... e confusa, sobe na torre e quando se dá conta do que está prestes a fazer, fica paralisada. Neste momento Finch a vê e vai até ela e a ajuda a descer... e assim, sem saber, Finch salva a vida de Violet e se permite mais um dia, A partir disso, passam a conviver, principalmente por causa de um trabalho da escola, onde devem visitar pontos turísticos de Indiana e escrever sobre cada um deles e como se sentem em relação à estes locais.

O livro detalha cada uma dessas visitas que se tornam aventuras muito particulares para os dois... E durante essas aventuras, Finch faz de tudo para que Violet supere o seu luto e siga em frente... entrar num carro, voltar a dirigir, sorrir, se permitir ser feliz.... porém, a contrapartida não acontece, Violet fica tão imersa no viver que Finch lhe permite, que não percebe que ele tem um vazio, uma dor, um não viver.

A vida de Finch é uma sucessão de episódios que o levam ao fundo do poço... mãe distante e negligente, irmã mais velha que até percebe que tem algo errado, mas não sabe bem como ajudar, pai violento que vai embora com outra família, valentões da escola sempre zoando com ele... o chamando de “aberração”, um orientador na escola que vê seus esforços limitados, mesmo dando o seu melhor para acompanhar o menino e mantê-lo vivo.

A vida de Violet era perfeita, até a morte da irmã, que faz com que ela se isole e não queira nem fazer as atividades da escola.

Juntos, eles procuram se curar.... enquanto busca se manter desperto, Finch mostra uma vida nova para Violet.

Então, enquanto lia, tinha aquela esperança do final feliz, afinal, é isso que vende né, o final feliz. Só que não é o caso deste livro... a realidade retratada nele é tão dura, que ainda estou meio anestesiada, meio em choque. Peguem seus lencinhos e façam uma reflexão muito profunda durante a leitura, pois é isso que este livro trás, uma reflexão sobre a vida e a morte, sobre a fragilidade do ser humano, sobre como somos suscetíveis, como somos humanos.

 

Sinopse:

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e chamado de “aberração” por onde passa. Para piorar, é obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: conhecer lugares incríveis do estado onde moram. Ao lado de Finch, Violet para de contar os dias e finalmente passa a vivê-los. O garoto, por sua vez, encontra alguém com quem pode ser ele mesmo, e torce para que consiga se manter desperto.

“Me apaixonei por Violet e Finch antes mesmo de se apaixonarem um pelo outro. A jornada deles é adorável e inteligente e corajosa. Vai partir seu coração e relembrar o que significa estar vivo.” ― Jennifer E. Smith, autora de A probabilidade estatística do amor à primeira vista

 

 

Agora o filme... sim, o filme

 

E ao finalizar o livro fui dar aquele google para saber se tinha filme do livro e claro, não me aguentei e assisti...

Lógico que o filme não chega aos pés do livro, deixa muitos por quês na mente se a pessoa não leu o livro...

Acho que o maior problema é que mostra de forma muito superficial como é a vida de Finch e todos os conflitos internos que ele vive... o foco maior é em Violet e em como ela precisa “ser salva”.

O filme retrata um Finch “normal”, e uma Violet “com problemas”.... foge um pouco do focodo livro, mas acho que me parece de propósito, justamente para mostrar que você pode transparecer para todos que está tudo bem e aquela sua luta interna ser tão profunda, que você perde.

No livro Finch tem duas irmãs, no filme, apenas Kate. No livro, Finch toca guitarra, compõe músicas e já tocou em bandas. No filme, mal se enfatizam as corridas que ele sente tanta necessidade em fazer para alinhar pensamentos ou para fugir mesmo.

No livro, Finch tem olhos azuis de se perder, no filme, ele é pardo, com olhos castanhos.

No livro, a falta de “cuidado” dos pais de Finch com ele é evidente, no filme, isso nem aparece.

“Ser complicado é ruim né?” (Finch)

“Ele estava o tempo todo me ensinando como seguir em frente.” Violet

“Finch me ensinou que há beleza nos lugares mais inesperados. E que há lugares incríveis mesmo em tempos sombrios. E que, se não houver, você pode ser aquele lugar incrível com infinitas capacidades.” Violet

 

E agora sim, fim... mas então, já leram o livro? Viram o filme? Vamos conversar?

Bjo bjo