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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Por Lugares Incríveis

E no mês que falamos sobre a prevenção e o combate ao suicídio, o Setembro Amarelo, eis que escolho um livro que o assunto abordado é esse... coincidência, pois confesso que escolhi o livro pelo título, sem saber qual era o tema.

E por isso passei este livro na frente de outro que finalizei antes... pra ficar aqui dentro do mês de setembro! Logo posto sobre o último livro de Millie... A Empregada está de Olho.

 

O livro em questão se chama “Por Lugares Incríveis” e foi escrito por Jennifer Niven, que tem uma experiência pessoal com o tema, então deixa tudo muito mais real, assustador em alguns trechos, comovente em outros, desesperador em outros... retrata de forma muito respeitosa o tema, mas também com humor, no sentido de mostrar que a pessoa que é acometida de depressão e/ou outras doenças mentais, não é, necessariamente aquela pessoa que está sempre de mau humor, ou fechada, isolada, sem contato com as pessoas. Às vezes a pessoa está vivendo uma guerra interna, mas no seu exterior, com as pessoas à sua volta, amigos, familiares, é uma pessoa divertida, bem humorada, que participa da vida social de forma efetiva, deixando assim, transparecer, que parece que está tudo bem, mas na realidade, não está. Por isso é que muitas vezes, nem os familiares percebem que tem algo errado e quando algo acontece, não entendem.

Não sou especialista no assunto, mas durante este mês a empresa nos proporcionou palestras sobre o tema, diga-se de passagem, ótimas palestras, que mostraram um pouco sobre como observar e oferecer ajuda, mas ficou muito claro que, mesmo sendo difícil, a pessoa doente precisa pedir socorro, pois muitas vezes não conseguimos enxergar os sinais de forma clara. E mesmo que ofertemos a ajuda, a pessoa precisa aceitar de verdade, e, sem julgamentos aqui, esse aceitar de verdade nem sempre acontece, não por que a pessoa não queira, mas sim, por ela não conseguir.

Atenção, é importante citar que este livro trata de temas bem sensíveis, como as doenças mentais,  a depressão e transtorno de personalidade, além do luto, da negligência familiar e por fim, do suicídio, logo, pode ativar gatilhos.



Bom, mas vamos lá para a história do livro então:

Ele conta a história de Finch e Violet, que estudam na mesma escola, mas que tem sua primeira interação mais efetiva em cima da torre do relógio da escola.... onde ambos estão.... em situação de perigo eminente.

Finch já teve milhões de ideações de como morrer, de como tirar a própria vida, mas Violet, que perdeu sua irmã mais velha num acidente de carro em que ela estava junto, e se culpa por isso, por ter escolhido o caminho que levou ao acidente fatal, ainda não retomou o rumo de sua vida... e confusa, sobe na torre e quando se dá conta do que está prestes a fazer, fica paralisada. Neste momento Finch a vê e vai até ela e a ajuda a descer... e assim, sem saber, Finch salva a vida de Violet e se permite mais um dia, A partir disso, passam a conviver, principalmente por causa de um trabalho da escola, onde devem visitar pontos turísticos de Indiana e escrever sobre cada um deles e como se sentem em relação à estes locais.

O livro detalha cada uma dessas visitas que se tornam aventuras muito particulares para os dois... E durante essas aventuras, Finch faz de tudo para que Violet supere o seu luto e siga em frente... entrar num carro, voltar a dirigir, sorrir, se permitir ser feliz.... porém, a contrapartida não acontece, Violet fica tão imersa no viver que Finch lhe permite, que não percebe que ele tem um vazio, uma dor, um não viver.

A vida de Finch é uma sucessão de episódios que o levam ao fundo do poço... mãe distante e negligente, irmã mais velha que até percebe que tem algo errado, mas não sabe bem como ajudar, pai violento que vai embora com outra família, valentões da escola sempre zoando com ele... o chamando de “aberração”, um orientador na escola que vê seus esforços limitados, mesmo dando o seu melhor para acompanhar o menino e mantê-lo vivo.

A vida de Violet era perfeita, até a morte da irmã, que faz com que ela se isole e não queira nem fazer as atividades da escola.

Juntos, eles procuram se curar.... enquanto busca se manter desperto, Finch mostra uma vida nova para Violet.

Então, enquanto lia, tinha aquela esperança do final feliz, afinal, é isso que vende né, o final feliz. Só que não é o caso deste livro... a realidade retratada nele é tão dura, que ainda estou meio anestesiada, meio em choque. Peguem seus lencinhos e façam uma reflexão muito profunda durante a leitura, pois é isso que este livro trás, uma reflexão sobre a vida e a morte, sobre a fragilidade do ser humano, sobre como somos suscetíveis, como somos humanos.

 

Sinopse:

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e chamado de “aberração” por onde passa. Para piorar, é obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: conhecer lugares incríveis do estado onde moram. Ao lado de Finch, Violet para de contar os dias e finalmente passa a vivê-los. O garoto, por sua vez, encontra alguém com quem pode ser ele mesmo, e torce para que consiga se manter desperto.

“Me apaixonei por Violet e Finch antes mesmo de se apaixonarem um pelo outro. A jornada deles é adorável e inteligente e corajosa. Vai partir seu coração e relembrar o que significa estar vivo.” ― Jennifer E. Smith, autora de A probabilidade estatística do amor à primeira vista

 

 

Agora o filme... sim, o filme

 

E ao finalizar o livro fui dar aquele google para saber se tinha filme do livro e claro, não me aguentei e assisti...

Lógico que o filme não chega aos pés do livro, deixa muitos por quês na mente se a pessoa não leu o livro...

Acho que o maior problema é que mostra de forma muito superficial como é a vida de Finch e todos os conflitos internos que ele vive... o foco maior é em Violet e em como ela precisa “ser salva”.

O filme retrata um Finch “normal”, e uma Violet “com problemas”.... foge um pouco do focodo livro, mas acho que me parece de propósito, justamente para mostrar que você pode transparecer para todos que está tudo bem e aquela sua luta interna ser tão profunda, que você perde.

No livro Finch tem duas irmãs, no filme, apenas Kate. No livro, Finch toca guitarra, compõe músicas e já tocou em bandas. No filme, mal se enfatizam as corridas que ele sente tanta necessidade em fazer para alinhar pensamentos ou para fugir mesmo.

No livro, Finch tem olhos azuis de se perder, no filme, ele é pardo, com olhos castanhos.

No livro, a falta de “cuidado” dos pais de Finch com ele é evidente, no filme, isso nem aparece.

“Ser complicado é ruim né?” (Finch)

“Ele estava o tempo todo me ensinando como seguir em frente.” Violet

“Finch me ensinou que há beleza nos lugares mais inesperados. E que há lugares incríveis mesmo em tempos sombrios. E que, se não houver, você pode ser aquele lugar incrível com infinitas capacidades.” Violet

 

E agora sim, fim... mas então, já leram o livro? Viram o filme? Vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 25 de abril de 2017

13 Reasons Why

“E se o único jeito de não se sentir mal for parar de sentir qualquer coisa para sempre?”



E cá estou eu para falar da série do momento do Netflix: 13 Reasons Why. Série que assisti em uma semana (coisa rara), mas é porque eu realmente queria saber o que levou Hannah ao suicídio e se de fato o que ela alega como motivos, eram motivos para tanto.

A série foi baseada no livro de mesmo nome, de Jay Asher, publicado em 2007.

Quando comecei a assistir, por recomendação de um amigo, comecei a ler sobre ela diversas opiniões... algumas positivas, outras negativas, mas ainda não tinha formado uma opinião própria, afinal não tinha terminado de assistir. O que podia adiantar é que o rapaz que é “foco” juntamente com Hannah, o Clay, me irritava profundamente com o seu comportamento. Mas também, como julgar né, adolescente, envolto em uma situação tão delicada.



Enfim, vamos à história. A série conta quais foram os motivos (13) que levaram Hannah Baker a cometer suicídio... quem nos “mostra” os acontecidos, na maior parte dos episódios, é Clay Jansen, aquele típico estudante do ensino médio, que não é assim tão enturmado com os populares, mas também não passa 100% despercebido.

Um dia, depois da morte da sua colega de classe e de trabalho, ele encontra uma caixa em frente à sua casa, cheia de fitas cassetes e um mapa, com instruções de como proceder. Eram fitas gravadas por Hannah... 7 fitas que descreviam os motivos que a levaram ao suicídio... ou, no caso, a identificação das pessoas que a levaram a tal e por que. As instruções diziam que cada um que fosse considerado responsável pela sua morte deveria ouvir as fitas... mas não somente a sua, todas, para entender o contexto geral, já que de toda forma, como são os seus colegas de colégio, estão relacionados e suas histórias se cruzam.

Outros já ouviram as fitas, e está na vez de Clay.... mas ele não consegue fazer isso de forma direta, ou racionalizar. Ele se envolve totalmente com cada fita e quer, de alguma forma, punir os colegas que contribuiram para a morte de Hannah. E quando ele aborda seus colegas, sempre é lembrado de que ele também está nas fitas e também é responsável pelo que aconteceu.

Se alguém decidir “dar fim” nas fitas, ou levar às autoridades, Tony, amigo de Hannah, que além de ter as cópias das fitas, tem instruções para tornar público o conteúdo das mesmas, caso isso acontecesse. E tornar públicas as gravações da menina, seria, no mínimo, vergonha aos envolvidos, pois como sempre é dito no decorrer dos episódios, cada um sabe muito bem o que fez para levá-la à morte.



É importante ressaltar que as fitas falam sobre o comportamento de cada uma dessas 13 pessoas que Hannah culpa pela sua morte! O comportamento delas com a garota... são questões de assédio moral e sexual, bullying, depressão, fofocas adolescentes, descaso de quem podia ajudar, enfim, falam sobre como o ensino médio pode ser nocivo se você não estiver “blindado” de alguma forma. Ufa.... lembrei de muitas coisas que passei no ensino fundamental e médio.... por causa do tamanho dos meus lábios... aquilo era bullying, com certeza!

Agora, voltando às críticas que li enquanto assistia ao seriado e também agora, para escrever meu post: muitos entendem que a série é um desserviço, devido ao efeito Werther, que é utilizado para designar os suicídios que seguem um modelo, que são imitados. Ou seja, tem-se o medo de que a série instigue adolescentes e jovens a comenterem o suicídio como fez a protagonista da história. E isso é preocupante, pois de fato, a intenção é alertar para o problema, porém, não há um canal de contato para promover a vida, uma central de atendimento para que aqueles que estão assistindo ao seriado e se sentem mal, possam conversar (pois nem sempre, ou na maioria das vezes, estes adolescentes e jovens não tem liberdade para conversar com seus pais e familiares sobre este assunto e os seus amigos, que tem a mesma idade, não vêem como algo sério). No caso do Brasil, este contato é através do CVV – Centro de Valorização da Vida. Inclusive, o telefone de contato do CVV é 141 e o site http://www.cvv.org.br/. Se você se sente mal, se você pensa em tirar a própria vida, procure ajuda.

Quero colocar aqui também, que fiquei muito mal depois que terminei de assistir a série. Na realidade ainda não estou 100%. Há, no decorrer dos episódios, muitas cenas fortes, de violência ao outro, de violência à si próprio, de tortura psicológica.... e não tem como não mexer com a gente uma coisa dessas. É um trabalho psicológico perigoso mesmo... e se a cabeça é fraca (ou está fraca), é possível ceder aos encantos de tirar a própria vida e deixar “recados”, culpando quem fica.

Mas apesar disto, acho que vale a pena assistir, mas tentando, dentro do possível, não se envolver, utilizando um filtro interno, pois por diversos momentos eu me senti mal, deprimida, envolvida aos extremos com tudo o que estava acontecendo por não ter feito isso. Então, bora assistir, se conscientizar e ajudar a orientar as pessoas que estão à nossa volta. Principalmente, observando o seu comportamento.

Como leitura complementar, sugiro que leiam o texto do Diário de Permambuco, postado em 10 de abril, ou seja, super recente:

E vocês, já assistiram? O que acharam? Vamos conversar?

Bjo bjo

domingo, 18 de outubro de 2015

Inferno Astral Fora de Época



Bom, como vocês já devem ter percebido, estou sumida... e o motivo está ali em cima, no título desde post e este é mais um tipo de desabafo do que outra coisa... a noite passada foi mais uma daquelas noites que eu não conseguia dormir e me perguntava por que? Por que todas essas coisas estão acontecendo comigo...
Já tem mais ou menos um mês que a minha vida desandou novamente... por isso eu digo que estou neste inferno astral fora de época, afinal, o inferno astral deveria ser antes do nosso aniversário e como o meu é em agosto, tá meio atrasado esse inferno todo pelo qual estou passando... mas enfim, explico.
Quando eu estava de férias em agosto, e viajei para aquele hotel fazenda em Joinville, como compartilhei com vocês, foi tudo lindo, e eu até arrumei um namorado lá gente... é, eu estou namorando, ou estava, pois por incrível que pareça, eu conheci um rapaz bacana, que se diz apaixonado, que quer casar, ter filhos, tudo aquilo que eu sempre sonhei... maaaas, e comigo é impressionante como sempre tem que ter um mas, eu não consigo corresponder aos sentimentos dele... aff! Não sei se é a distância, ou se é porque eu já vivi tantos anos sozinha, ou se são as nossas diferenças, ou se é a diferença de idade, sei lá, a questão é que eu não consigo... e isso está acabando com a relação, se é que já não acabou!
Dai eu fico vendo fotos e posts e comentários e a vida das outras pessoas e em como elas estão “felizes” e em como a vida pessoal delas é “perfeita” e me pergunto por que não pode ser assim comigo? Qual a dificuldade de eu conhecer alguém legal, me apaixonar, casar, ter um filho e ser feliz? Não era esse o plano? Por que não? Daqui a pouco eu serei a tia encalhada que mora com os pais... ou melhor, nem isso, pois não tenho irmãos, nem pra tia servirei! Aff de novo! =/
E eu sei que as pessoas já falam isso.... “olha lá a Melissa, 36 anos e ainda mora com os pais”. Já cansei de ser questionada em por que ainda vivo com os meus pais... em por que não moro sozinha.. em por que eu não tenho a minha casa.
Gente, eu não tenho a minha casa, pois eu não consigo fazer um financiamento, só por isso... pois o meu salário é tão bom, só que não, que eu não consigo fazer um mísero financiamento na Caixa Econômica. É isso! Humilhante né? Quase 10 anos na mesma empresa e constatar que não se pode nem fazer um financiamento.
Outra questão é na empresa... o clima é um caso a parte... tem dias que está tudo lindo (mais ou menos), mas na maioria deles é aquele mi mi mi, aqueles cochichos, parece que trabalho com adolescentes e não com adultos que tem um objetivo profissional em mente. Mas este nem é o “problema”, pois acabei me acostumando em certo ponto com isso. O problema é a falta de pulso da gestão, é a falta de direcionamento de atividades... eu não tenho tempo nem de ir ao banheiro e isso não é drama, nem exagero... convido qualquer um a passar um dia comigo e vocês verão. É também a falta de comprometimento dos colegas dos quais dependo para fazer o meu trabalho... os processos chegam em cima da hora, errados, sou cobrada por questões que não dizem respeito a mim... sério, tem dias que dá vontade de chorar, em outros de sair correndo, e em outros ainda, de desistir de tudo, pedir a conta e ir pra casa dormir e não acordar nunca mais.
E agora, pra piorar tudo, passei a ter problemas na faculdade também... um mês sem receber salário, outro recebendo ¼ do valor a que tenho direito... ouvindo no dia dos professores que eu não sou obrigada a trabalhar se eu não quiser... aff mais uma vez! Quem me conhece sabe o quanto sou comprometida com o que faço. Eu não oriento os alunos de qualquer jeito... faço um trabalho sério, comprometido. Tem gente que até acha que eu faço demais, que eu não deveria me dedicar tanto... mas eu sou assim, quando assumo uma responsabilidade, é para fazer o meu melhor, e eu acho que o mínimo é receber por isso... e ter respeito pelo que faço.
Ai tiveram os concursos... para o da Itaipu eu estudei... fiz um cronograma, estudava todo dia, me dediquei, pedi ajuda com as disciplinas que tinha dificuldade, corri atrás, horas e horas dedicadas a isso para não dar em nada... para não ter nem a minha redação corrigida por causa de uma prova de informática que nem os meus amigos que entendem muito conseguiram responder... e ainda disseram que as perguntas não faziam sentido... no sentido de que não eram avaliativas de fato, que elas eram apenas para eliminar e não para verificar conhecimento. É muito triste isso... decepcionante mesmo. Dai nem me esforcei de fato para os outros... até li as leis, dei uma olhada por alto em outras provas de concursos anteriores para não ir totalmente “vazia” para as provas... há alguma chance? Para o da COPEL eu já sei que não... para o outro, talvez... mas não quero criar expectativas e me frustrar novamente.
Enfim... este post é mais um desabafo do que qualquer outra coisa... porque eu não consigo entender o que acontece... eu sou uma pessoa esforçada, eu não faço mal para os outros... eu procuro levar uma vida direita, qual é a dificuldade de que as coisas deem certo pra mim?
Eu não consigo nem sentir mais vontade de escrever aqui... estou lendo mas não sinto vontade de escrever sobre os livros... não tenho ido ao cinema, não tenho saído, bom, também não tenho companhia na realidade, afinal de contas cada um conseguiu seguir a sua vida... então a minha é do trabalho para hidro, da hidro para casa... nas quintas para a aula de espanhol e só! Parece que só a minha ficou nesse círculo vicioso... neste inferno astral fora de época e agora, contínuo...
Ai vem alguém e diz, tudo tem o seu tempo, calma... ok, concordo, mas o tempo está passando e as coisas não estão acontecendo... e eu gostaria realmente de levar uma vida como as outras pessoas...uma vida normal, uma vida considerada até monótona por alguns, enfim, é isso! Pode ser que eu não esteja enxergando o lado positivo das coisas... pode ser, talvez, mas agora ele não está aparecendo pra mim... se alguém estiver vendo, por favor, me mostrem, estou precisando de uma luz.
Eu só queria paz no meu coração!

domingo, 12 de julho de 2015

Assunto Polêmico - Tatuagem



Oi Pessoal...

Tudo bem com vocês?

A correria no trabalho e com o final de semestre no curso de espanhol me impediu de ler tanto quanto eu gostaria, então não tenho livro finalizado para escrever sobre ele... e também não tinha dado tempo pra finalizar este texto que eu já queria ter escrito já faz um tempão, mas que deixei pra escrever agora por um motivo que vou explicar no decorrer dele...

Então, hoje estou aqui para falar de um tema que é polêmico para a minha profissão. E também para várias outras profissões.
E para quem me conhece, sabe que eu amo de paixão este tema e sou totalmente adepta à arte... e o tema é TATUAGEM!

E por que estou falando disto? Primeiro porque tenho visto diversos artigos e reportagens em sites da internet sobre o tema... alguns falando mal, outros falando bem, outros ainda, apenas falando. E segundo porque eu tenho 14 tatuagens. Ai vocês me perguntam... mas você não é secretária executiva e professora universitária? Sim, sou sim... e isto não muda em nada a minha capacidade, os meus conhecimentos e a minha competência.

Sobre o que tenho visto pela net, teve um caso interessante de um professor de educação física de ensino fundamental que estava processando a escola em de trabalhava, na figura do seu diretor, por preconceito e assédio moral, pois o mesmo estava se sentindo acuado, tendo em vista que o diretor estava assistindo às suas aulas e pediu para que o mesmo “se cobrisse” para dar aulas. O professor conversou com os alunos e com os pais dos alunos, questionando se as tatuagens eram ofensivas, se incomodavam, se elas estavam comprometendo a dinâmica das aulas, se elas em algo comprometiam o ensino dos alunos, e recebeu um retorno negativo, dizendo que as tatuagens em nada desabonavam o bom desempenho do professor em sua função.

Enfim, tenho consciência de que este é um tema de grande polêmica, e que existem muitas pessoas que não são receptivas com pessoas que tem tatuagens e que consideram isto um fato que desabona.

Para a minha profissão: SECRETÁRIA EXECUTIVA, tenho plena consciência de que ter tatuagens pode ser um grande problema, então sempre tomei muito cuidado com os locais onde elas foram feitas. E também com os tamanhos. Todas estão estrategicamente “colocadas”, para que apareçam apenas se eu quiser. Todas menos uma... a última, que terminei de fazer na quinta passada. E na realidade foi por causa dela que resolvi escrever sobre este tema.

A décima quarta tatuagem que eu fiz levou 3 meses para ficar pronta, e foram 4 sessões. E muito sofrimento, em diversos sentidos. Primeiro foram dois anos de reflexões para tomar a decisão de efetivamente fazê-la, pois ela é realmente grande e em local que fica difícil esconder. Depois porque cada sessão foi um stress pós-sessão diferente... febre, dor, coceira, inchaço, sangue, plasma, pêlos crescendo descompassadamente, dificuldades para firmar o pé no chão, formigamento. Foi realmente um stress... mas o amor pela arte é maior. E o amor pelo significado do desenho também. Esta é outra questão muito importante na minha opinião. Quando resolvemos fazer uma tatuagem, ela deve ter um significado. Todas as minhas tatuagens tem um significado, um motivo de estarem gravadas no meu corpo. E com esta não é diferente.

No local em que trabalho não tenho nenhum problema quanto as tatuagens, mas procuro ter bom senso com as roupas que utilizo.

Como sou professora também (hoje apenas em EaD, mas já estive em sala de aula pois diversos anos), sempre procurei cuidar da vestimenta em sala de aula também, mas nunca escondi dos alunos que tinha tatuagens e eles sempre acharam o máximo isto, e sempre enfatizaram que o fato de ter tatuagens nunca influenciou na competência e conhecimentos que tenho. Isto por que não dava aulas apenas para o curso de Secretariado Executivo, teve época que dei aula para os cursos de Administração e Turismo também.

Lógico que já passei por situações em que me foi solicitado que não as mostrasse, algumas foram diretas, outras veladas... no começo isso até me incomodava, mas depois percebi que tudo bem, faz parte.

Esta da perna será um novo desafio... tudo bem que uso muito mais calça do que vestido, saia ou bermudas, mas no calor sou super adepta de deixar as pernas de fora... mas vamos aguardar o verão para ver como será. E confesso que também estou curiosa para ver a reação das pessoas... me divertir com as caras e bocas que algumas fazem hehe...

Enquanto estava escrevendo este texto pensei um milhão de vezes se colocava ou não fotos das minhas tatuagens... e no final das contas achei melhor não colocar... para quem me conhece pessoalmente pode até já ter visto algumas delas... para quem não me conhece, da última, a gigante da perna hehe, tem no Instagram... me visitem por lá: melamg.

Ah, adorei essa imagem... ela reflete bem "o espírito da coisa" por assim dizer...



Então é isso ai...e vocês, o que acham... a tatuagem pode atrapalhar a vida profissional de uma pessoa? Vocês tem tatuagens? Já sofreram algum tipo de preconceito por isso? Vamos conversar?

Bjo bjo

domingo, 21 de junho de 2015

Objetos Cortantes



Hello Meu Povo!

Tudo bem com vocês?
E cá estou eu com uma ótima leitura para compartilhar com vocês.... Gillian Flynn é fantástica, não adianta hehe... escreve daquele jeito que te prende... que te faz não querer parar... que te faz querer saber o que vai acontecer!
Tudo bem que neste caso, ela te leva a “suspeitar dos suspeitos”... maaaaas, ela te surpreende no final! =)

Nas leituras que fiz sobre este livro na net descobri que este foi o seu primeiro livro... e que estreia, fantástica... perfeita!!!!!



Então... eu estou falando do livro Objetos Cortantes... um livro intrigante, que conta a história de Camille Preaker... repórter de um jornal de Chicago que se vê em uma situação um tanto quanto desconfortável... depois de alguns muitos anos, ter que voltar à sua cidade natal para fazer uma matéria sobre o desaparecimento de uma garotinha e o assassinato de outra.

E desta forma Camille se dirige a Wind Gap, no Missouri, cidade que “abandonou” oito anos atrás. Ela decide hospedar-se na casa de sua mãe... mesmo sabendo que esta não é a melhor ideia... porém, ainda não se sentindo 100% preparada para tal experiência, decide parar em um motel de beira de estrada para tomar (literalmente) um pouco mais de coragem. E isto foi ótimo, pois nem em seus piores pensamentos ela fazia ideia de tudo o que estava por vir!

Primeiramente, no decorrer das páginas ficava difícil entender o nome do livro... e quando eu descobri, caros amigos leitores, que medo, que dó, que tristeza.... mas enfim, que interessante também! Quantas questões mal resolvidas uma família pode ter? Quanta falta de amor uma mãe pode ter com uma filha? E quanto amor ela pode ter por outra(s)? Ou isto tudo é somente uma encenação? Quanto o amor pode sufocar uma pessoa? Quanto a carência e a necessidade de atenção pode fazer mal para uma pessoa? Estes são alguns dos questionamentos que o livro nos leva a ter em seu decorrer.

Muitas palavras circulam a vida de Camille... cada uma com um significado muito particular; cada uma, literalmente, uma cicatriz em sua vida... em seu corpo!

Quanto mais perto de sua velha cidade ela chegava, mais perto de velhas lembranças esquecidas e que ela não gostaria de lembrar. Maior a dor era em seu corpo... maior o formigamento em suas “entranhas”...

Lá ela se viu entre antigos conhecidos e novos moradores, tentando conversar e obter informações sobre os fatos ocorridos para construir sua matéria... quando não conseguiu mais evitar, foi para a casa da mãe, que a recebeu com tamanha indiferença, que chegou a me deixar assustada. Uma mãe não trata um filho deste jeito... principalmente depois de tanto tempo sem vê-lo. Mas enfim... a mãe de Camille reserva tantos mistérios e surpresas nesta trama que aff... chega a deixar sem fôlego.

Mesmo sem gostar muito da ideia, ela permite que a filha fique hospedada em sua casa e assim cria-se uma nova rotina na vida de todos... e aos poucos Camille tenta descobrir o que aconteceu com aquelas duas menininhas... e também, de uma forma muito peculiar, se aproxima de sua meia irmã, Amma, que também reserva muitas intrigantes surpresas no decorrer da história... e de sua mãe, que em certa altura do livro admite que não a ama, que nunca conseguiu amá-la de verdade. E como esta verdade dói em Camille, por mais que no fundo ela já soubesse disto. Mas esta é só uma “pitadinha” do enredo que deixo aqui, para instigar a curiosidade de vocês à lerem este livro intrigante... que te deixa com uma sensação estranha, eu poderia dizer até que um certo ruim, um mal estar... pois ele mexe demais com alguns princípios ditos imutáveis, como o amor de mãe e filhos... como o amor próprio... como a inocência de ser criança... e vou parando por aqui!

Mas então, já leram este livro? Me contem o que acharam... se não leram, leiam e depois compartilhem suas opiniões... vamos conversar?

Bjo bjo