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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O Presente



E como “O Livro do Amanhã” foi muito bom e impactante, resolvi continuar com a sessão Cecelia Ahern e ler o outro que tinha na minha estante, O Presente... e agora vamos falar sobre este grande presente que Cecelia quer nos dar, ou, no mínimo, nos fazer prestar atenção.

Na capa do livro, tem a seguinte frase: “Às vezes é preciso se entregar a alguém para perceber quem você realmente é”. Achei a frase intrigante e confesso que demorei, durante a leitura, para entender o que ela queria dizer com isso. Mas vamos lá, vou contar um pouco da história do livro para vocês.



Ele conta um pouco sobre a vida de Aloysius Suffern, ops, Aloysius não, Lou, ele não gosta que ninguém o chame pelo seu “verdadeiro” nome. 

Enfim, Lou é um daqueles executivos de negócio que não tem tempo para mais nada a não ser trabalhar. Seu grande mote é dizer que consegue estar em dois lugares ao mesmo tempo, estando em um e já pensando no outro. Fazendo uma negociação aqui e já pensando na próxima. É muito bem sucedido, ganha muito dinheiro e conseguiu tudo o que queria na vida... mas será?

Tem o carro do ano, uma bela casa em local privilegiado de Dublin, longe do tumulto da cidade urbana, é casado com uma bela mulher e tem dois filhos adoráveis... 

Mas então, qual é o problema? O problema é que Lou, por desejar sempre mais e mais no que diz respeito ao profissional, ao financeiro, por querer demais aquele cargo que ficou vago pois um grande executivo da empresa simplesmente teve um ataque de tanto trabalhar e o deixou "livre"... por tudo isso, Lou deixa a família de lado... sua bela esposa, seus filhos, seus pais, seus irmãos... nenhum deles é tão importante quanto a sua carreira.

E então, alguém ai se identifica? Ou conhece alguém que se comporta assim? Pois é, infelizmente, isso é mais comum hoje em dia do que deveria... 


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“Gabe estava se referindo a pessoas competitivas. Pessoas ambiciosas, que estão sempre pensando no prêmio em vez de simplesmente realizar as tarefas que estão ao alcance de suas mãos. Pessoas que querem ser as melhores pelos motivos errados, e que fazem praticamente qualquer coisa para alcançar seus objetivos”.  (p. 166)
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Mas a vida de Lou mudou... num belo dia quando ele resolveu fazer uma boa ação... não que isso fosse algo incomum, afinal ele ia a grandes jantares beneficentes, arrematava obras de arte em favor dos necessitados... muita caridade, desde que houvessem holofotes sobre ele. Mas neste dia não, neste dia, ele se viu compelido a oferecer um copo de café a um homem que estava sentado na marquise do prédio onde ele trabalhava, estava muito frio e aquele copo de café aqueceu aquele homem... e depois do café, veio a troca de algumas palavras... e ele se surpreendeu com a aptidão que aquele homem tinha, em distinguir os sapatos das pessoas, e também, a memória que tinha quanto ao entra e sai de tais sapatos das portas daquele grande edifício onde Lou trabalhava.

E assim, Lou resolve dar um emprego para aquele homem... ele resolve dar um emprego à Gabriel, que gosta de ser chamado de Gabe.... e é ai que tudo começa a acontecer...

Lou passa a ter diversos sentimentos que se achava “imune”, como o medo, a insegurança... e isso o faz repensar a vida... e a presença e o comportamento de Gabe também fazem com que ele reflita, com que ele pense sobre tudo... mas a ganância ainda fala mais alto... e Gabe tenta ajudá-lo, oferecendo-o uma pílula, um comprimido... que seria para dor de cabeça, mas que na realidade, não era... e para que servia aquele “remédio”? 

Só lendo a história para saber mesmo pessoal, pois se eu falar, o encanto se quebra.

Mas então, conhece essa história? Já leu o livro? Gostou?

Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Inveja no Ambiente de Trabalho

Dando continuidade aos textos relacionados à profissão de Secretariado Executivo, lembrei que este profissional sofre muitas vezes com investidas invejosas de colegas de trabalho.
O texto abaixo é de Rute Paixão dos Santos e descreve bem a questão da inveja no ambiente corporativo.
No dicionário Aurélio a inveja é definida de duas maneiras:
1ª) desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem; e
2ª) desejo violento de possuir o bem alheio. A pessoa que possui esse sentimento, ou ela o menospreza, ou tem uma vontade incontrolável de ter as habilidades, bens e ideias do outro.

A Bíblia relata no capítulo 4 de Gênesis que o sentimento da inveja foi a causa do primeiro homicídio da terra. Caim ofereceu a Deus um fruto de qualquer maneira, enquanto Abel ofereceu uma oferta melhor, pois entregou uma ovelha primogênita: "E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor".

"E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta". Segundo a Bíblia, tanto a primeira cria de um animal, como o primeiro fruto das árvores deveriam ser oferecidos ao Senhor no Santuário, em agradecimento pelo dom da vida.

Aprendemos com está história que a inveja geralmente acontece entre as pessoas próximas e que nos conhecem bem a "fundo", que vivem conosco diariamente; pois como sabemos, Caim e Abel eram irmãos. Podemos dizer que Deus representa o líder e os irmãos Caim e Abel representam os colaboradores das empresas no mundo atual.

No nosso ambiente de trabalho, podemos e devemos saber administrar este sentimento pequeno e "diabólico", principalmente quando presenciamos colegas realizarem trabalhos melhores que o nosso. Fela Moscovici, em seu livro "A organização por Trás do Espelho", diz que "Na empresa, a alegoria de Caim e Abel perdura até hoje. Em todos os setores e níveis pode-se notar ciúme e inveja, seja nas preferências de superiores ou nas realizações bem-sucedidas e elogiadas. O trabalho em grupo expõe a fragilidade dos relacionamentos superficiais dos membros carentes de habilidades interpessoais para lidar com as emoções".

Nos relacionamentos interpessoais sempre existirão entre as pessoas sentimentos de ciúme, inveja, ira, amor, solidariedade, esperança, confiança etc. Precisamos estar mais atentos aos indícios que as pessoas invejosas nos dão. O menosprezo, dito anteriormente, e a imitação excessiva são pontos consideráveis desses sinais.

Aí nos questionamos: mas como administrar o sentimento da inveja que nos impede de crescer e seguir o nosso caminho? A resposta é: controlando as emoções negativas e realizando sempre a prática do autoconhecimento, quando conhecemos as nossas limitações e habilidades, o desenvolvimento e a aprendizagem pessoal e profissional tornam-se mais fáceis.

No treinamento e desenvolvimento de pessoas onde ministro o curso de relacionamento interpessoal nas empresas, gosto de trabalhar com o diagrama Janela de Johari, criado por Joseph Luft e Harry Inghan que estudam o comportamento do homem através do: Eu aberto, quer dizer que eu sei e os outros também; o Eu cego, só os outros sabem; Eu secreto, significa que só eu sei e o Eu desconhecido, nem eu e nem os outros sabem.

A inveja aloja-se justamente no "Eu secreto" e pode ser refletida no "Eu cego" do qual as pessoas que estão ao nosso redor vão perceber as nossas atitudes e ações diárias. Uma ferramenta favorável que as empresas poderiam aplicar é a avaliação de desempenho acompanhada pelo feedback.

O feedback aplicado aos seus colaboradores ajuda na melhora do comportamento, pois o retorno provoca uma reflexão na pessoa ou grupo avaliados a respeito do seu desempenho dentro da empresa, em prol de alcançar os objetivos traçados. O interessante é aprender "a ver-nos a nós mesmos como os outros nos vêem". Quem já não ouviu "vou invejar você nisso ou naquilo", no sentido de imitar a outra pessoa? Devemos reformular a frase para: "vou imitar você nisso ou naquilo". Com a prática da imitação estamos valorizando o trabalho do outro e aprendendo novas ideias.

A imitação tem uma grande importância na nossa vida, pois quando nascemos já imitamos gestos e ruídos dos nossos familiares e isso não nos impede de termos autenticidade no que realizamos ou pensamos ao longo da vida. Ao imitar, você irá aprender, ensinar e produzir resultados.

O rei Salomão com a sua imensa sabedoria no livro de Provérbios cita que "a inveja é a podridão dos ossos". Não deixe que este sentimento resseque a esperança, a ternura, a fé, a alegria e, em especial, o amor, que tem o poder de renovar todos os sentimentos positivos que há dentro de você.