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segunda-feira, 5 de junho de 2023

Sangue Revolto

E ai pessoal, tudo bem com vocês? Estamos aqui para falar do último livro da série Cormoran Strike... ao mesmo tempo que queria ler rápido pra saber o que ia acontecer, queria ler devagar para não acabar... e aquela dor no coração pois é uma série muuuuuito boa, ao menos pro meu gosto! Lembrando que este foi o livro mais extenso de todos, com 869 páginas.


E o último livro inicia-se com Strike na Cornualha, sua cidade natal, por motivo de saúde de sua tia, aquela que o criou por boa parte de sua infância e adolescência, durante as excessivas ausências de sua mãe  e depois do seu falecimento.

E enquanto isso, Robin estava super atarefada com as atividades da agência devido a esta “folga” de Strike.

Para tentar aliviar a carga emocional de ver sua tia amada definhando para a morte, Strike aceita o convite de um velho amigo, para ir comemorar seu aniversário no pub da cidade... e lá, seu mais novo caso o observada de longe.

Depois que saiu do pub a mulher o abordou e contou sobre o desaparecimento “inexplicável” de sua mãe, a 40 anos, em 1974. Deixo o inexplicável entre aspas, pois na época os investigadores de polícia deram “mérito” a um assassino em série que estava atuando na região.  Porém, para a família tudo ainda era um mistério, já que o corpo de Margot nunca apareceu.

Enfim, como Strike adora um mistério não resolvido, concordou em ir até a casa da Anna no dia seguinte para obter maiores informações a avaliar se seria possível assumir o caso e ter algum resultado.
Strike escuta toda a história que Anna lhe conta, e vai embora prometendo avaliar com calma tudo, visto que depois de tantos anos, talvez seja bem difícil conseguir alguma nova pista, quanto mais, descobrir o que realmente aconteceu com Margot.

Mas ao trocar uma ideia com Robin, retornando para Londres, é lógico que eles aceitaram o caso. Prazo: 1 ano, se em um ano não descobrissem nada de concreto que justificasse continuar investigando, a contratação seria cancelada.

E assim, Strike foi atrás de informações com velhos conhecidos da polícia que pudessem lhe dar detalhes sobre o caso, e até a pasta da investigação daquela época, e também comprou um livro que contava a biografia de Dennis Creed, o famoso açougueiro de

Strike consegue também uma entrevista com o Dr Gupta, o médico que era sócio de Margot na clínica que tinham na época.

Com os arquivos do caso nas mãos, além de vários registros jornalísticos da época, Strike e Robin saem para campo, para tentar entender o que realmente aconteceu e onde está Margot. Refazem seus passos e buscam as pessoas envolvidas no caso... várias já morreram, mas algumas eles encontram, porém, não querem falar com eles, enquanto outras, querem falar, mas só se forem pagas para isso...

Durante toda a investigação, eles descobrem que algumas mentiras foram contadas e que também, algumas informações não batem... o primeiro investigador foi afastado do caso pois estava emocionalmente desequilibrado e o segundo investigador já tinha em mente que o culpado era o serial killer Dennis Creed e não deu muita atenção para as demais pistas que estavam “na sua cara”.

Quando falta menos de um mês para o final do prazo, Strike e Robin tem muitas pistas, mas nenhuma conclusão. E como Anna tem uma viagem marcada com sua companheira, elas decidem encerrar o caso.

Porém, nem Robin nem Strike se dão por vencidos e continuam investigando... até que, num daqueles clicks mágicos na cabeça de Strike, ele enxerga o que estava ali, na cara, o tempo todo.... e faz “sua última jogada”  e claro, com o auxílio de sua sócio e dos terceiros da agência, conseguem desvendar mais um caso.

Não dá pra colocar muitas informações por aqui, pois senão perde a graça... o livro é extenso sim, mas tem uma fluidez deliciosa.... em uma trama que envolve misticismo e muitas mentiras, temos ainda o falecimento da tia de Strike, a separação oficial de Robin e aquele “caso” velado entre eles rolando no decorrer da história toda.

Sim, vale muito a pena... e sabem o que descobri? Que existe um sexto livro, que ainda não foi publicado no Brasil.... Ebaaaaaa... aguardemos, com ansiedade....

Ah, e descobri também que existe uma série, na HBO, tem 3 temporadas... já comecei a assistir a primeira, que é do primeiro livro, o Chamado do Cuco. 

Mas e ai, vamos conversar sobre Strike?

bjo bjo

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Branco Letal

Hello People, cá estamos nós.... felizes e contentes com essas histórias... acho que, sinceramente, Strike e Robin poderiam muito bem dar vida a algum seriado daqueles intermináveis... mas será que já não tem e eu é que não sei?

Vou pesquisar hehe!

 

E a nova aventura de Strike e Robin começa com um homem chegando à agência de Strike e Robin (agora sócia e não mais apenas secretária) e declarando que viu um garotinho ser morto, mas que na verdade era uma menina pois estava com um cobertor rosa... este homem não inspirava muita credibilidade pois estava bem sujo, com mal cheiro e demostrava não ser muito certo da cabeça... tinha um tique que dava nos nervos.... mas sabem como Strike é né?! Tudo que inspira minimamente o seu instinto, merece ser investigado...

 


Sinopse:

... Eu vi um garoto ser morto. Foi estrangulado em cima do cavalo.” Quando Billy, um jovem problemático, vai à agência do detetive particular Cormoran Strike, procurando sua ajuda na investigação de um crime que ele pensa ter testemunhado quando criança, Strike fica profundamente aflito. Embora o rapaz tenha problemas mentais evidentes e não consiga se lembrar de muitos detalhes concretos, há algo de sincero nele e na história que conta. Mas, antes mesmo que Strike consiga interrogá-lo melhor, Billy foge de seu escritório em pânico. Tentando chegar ao fundo da história de Billy, Strike e Robin Ellacott – antes sua secretária, agora uma sócia na agência – partem seguindo um rastro tortuoso que os leva pelas ruas do submundo de Londres, até um refúgio secreto dentro do Parlamento e a uma bela mansão, porém sinistra, no interior do país. E durante essa investigação labiríntica, a própria vida de Strike não está nada fácil: graças à fama recente como detetive particular, ele não consegue mais agir nos bastidores, como antigamente. Além disso, sua relação com a antiga secretária carrega mais tensão do que no passado – Robin agora é inestimável para os negócios de Strike, mas o relacionamento pessoal deles dois é muito mais espinhoso que isso. O mais épico dos romances de Robert Galbraith até então, Branco letal, além de um mistério cativante, é um novo episódio empolgante da história que vem rolando entre Cormoran Strike e Robin Ellacott.

 

Sem saber, eles começam a investigar com as poucas informações que este homem, Billy, passa para eles e identificam que “tal morte” pode estar relacionada com outra investigação da agência.

Investigação essa que se mistura à uma “guerra” entre o governo e militantes quanto a questão do que as Olimpíadas de 2012 fez com o país.

Mais uma vez, você lê e tenta juntar as peças para saber quem é o real responsável pelas “mortes no caminho”.... e no final, claro que o vínculo aparece e o “assassino” também. Mas não graças a polícia e sua investigação e sim,  mais uma vez, à agência de Strike e Robin que no decorrer o livro afinam a sua relação de amizade e cumplicidade apesar dos conflitos internos que cada um vive sobre esta “relação”.

 

Mas e ai, como ficaram com o quarto livro da série? Mais longo, senti um pouco de mais do mesmo, em algumas partes, um pouco cansativo em algumas descrições que talvez não fossem tão essenciais assim, mas no final das contas, o livro ganha por deixar a gente com aquela sensação de que faz parte das investigações e também, querendo saber o que vêm por ai no próximo volume.

 

Me digam o que acharam deste livro. Vamos conversar?

 

Bjo bjo

domingo, 30 de abril de 2023

Vocação para o Mal

 Cá estamos nós, terceiro livro, finalizando trilogia?

Não, pois no final do livro vi que tinha ponta desamarrada e mais dois livros para degustar... pensa na felicidade da pessoa! =D

Mas então, quando baixei o terceiro livro sobre Cormoran Strike, fiquei muito intrigada, pois esse nome, aff, dá até uma coisa ruim... mas na verdade, o nome é só um detalhe, e no caso, ao finalizar você entende que ele faz todo o sentido. E mais uma vez, na minha opinião, a autora se supera.

Neste livro, Robin recebe um pacote com uma perna feminina e um bilhetinho que mostra que na verdade, o recado é para Strike, pois é a letra de uma música que remete ao seu passado.

Dado o seu histórico e seu passado, ele consegue pensar em quatro pessoas que poderiam ter enviado esse presentinho inesperado. A situação de Strike só piora quando identificam quem é a dona da perna e que de alguma forma ele tinha uma ligação com ela. Passando a ser um dos suspeitos, ele e Robin fazem uma investigação paralela a da polícia....



 Sinopse: Quando um misterioso pacote é entregue a Robin Ellacott, ela fica horrorizada ao descobrir que contém a perna decepada de uma mulher. Seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, fica menos surpreso, mas não menos alarmado. Há quatro pessoas de seu passado que ele acredita que poderiam ser responsáveis por tal crime – e Strike sabe que qualquer uma delas seria capaz de tamanha brutalidade.

Com a polícia focada no suspeito que Strike tem cada vez mais certeza de que não é o criminoso, ele e Robin põem as mãos à obra e mergulham no mundo sombrio e distorcido dos outros três homens. Entretanto, quanto mais acontecimentos horrendos acontecem, mais o tempo se esgota para ambos… e como Strike é considerado um dos suspeitos, a mídia fica em cima deles, o que prejudica muito os negócios, visto que ninguém quer ter seu nome vinculado a uma agência que recebe partes de corpos.

Além disso, neste livro, podemos conhecer um pouco mais sobre a história de vida de Strike e Robin, e os motivos para vários de seus comportamentos. E também, ocorrem várias situações que acabam por aproximar mais intimamente (ou não) os protagonistas...

Por fim, mais um livro empolgante e daqueles que não queremos desgrudar. Paro a conversa por aqui, para não dar spoilers... difícil escrever sem entregar o ouro digamos assim.... mas uma coisa digo, é preciso estômago e cuca fresca pra alguns assuntos sensíveis que são abordados.

Mas é isso... fico por aqui pois quero começar logo o próximo.

E ai, conhecem essa história? Vamos conversar?

terça-feira, 25 de abril de 2017

13 Reasons Why

“E se o único jeito de não se sentir mal for parar de sentir qualquer coisa para sempre?”



E cá estou eu para falar da série do momento do Netflix: 13 Reasons Why. Série que assisti em uma semana (coisa rara), mas é porque eu realmente queria saber o que levou Hannah ao suicídio e se de fato o que ela alega como motivos, eram motivos para tanto.

A série foi baseada no livro de mesmo nome, de Jay Asher, publicado em 2007.

Quando comecei a assistir, por recomendação de um amigo, comecei a ler sobre ela diversas opiniões... algumas positivas, outras negativas, mas ainda não tinha formado uma opinião própria, afinal não tinha terminado de assistir. O que podia adiantar é que o rapaz que é “foco” juntamente com Hannah, o Clay, me irritava profundamente com o seu comportamento. Mas também, como julgar né, adolescente, envolto em uma situação tão delicada.



Enfim, vamos à história. A série conta quais foram os motivos (13) que levaram Hannah Baker a cometer suicídio... quem nos “mostra” os acontecidos, na maior parte dos episódios, é Clay Jansen, aquele típico estudante do ensino médio, que não é assim tão enturmado com os populares, mas também não passa 100% despercebido.

Um dia, depois da morte da sua colega de classe e de trabalho, ele encontra uma caixa em frente à sua casa, cheia de fitas cassetes e um mapa, com instruções de como proceder. Eram fitas gravadas por Hannah... 7 fitas que descreviam os motivos que a levaram ao suicídio... ou, no caso, a identificação das pessoas que a levaram a tal e por que. As instruções diziam que cada um que fosse considerado responsável pela sua morte deveria ouvir as fitas... mas não somente a sua, todas, para entender o contexto geral, já que de toda forma, como são os seus colegas de colégio, estão relacionados e suas histórias se cruzam.

Outros já ouviram as fitas, e está na vez de Clay.... mas ele não consegue fazer isso de forma direta, ou racionalizar. Ele se envolve totalmente com cada fita e quer, de alguma forma, punir os colegas que contribuiram para a morte de Hannah. E quando ele aborda seus colegas, sempre é lembrado de que ele também está nas fitas e também é responsável pelo que aconteceu.

Se alguém decidir “dar fim” nas fitas, ou levar às autoridades, Tony, amigo de Hannah, que além de ter as cópias das fitas, tem instruções para tornar público o conteúdo das mesmas, caso isso acontecesse. E tornar públicas as gravações da menina, seria, no mínimo, vergonha aos envolvidos, pois como sempre é dito no decorrer dos episódios, cada um sabe muito bem o que fez para levá-la à morte.



É importante ressaltar que as fitas falam sobre o comportamento de cada uma dessas 13 pessoas que Hannah culpa pela sua morte! O comportamento delas com a garota... são questões de assédio moral e sexual, bullying, depressão, fofocas adolescentes, descaso de quem podia ajudar, enfim, falam sobre como o ensino médio pode ser nocivo se você não estiver “blindado” de alguma forma. Ufa.... lembrei de muitas coisas que passei no ensino fundamental e médio.... por causa do tamanho dos meus lábios... aquilo era bullying, com certeza!

Agora, voltando às críticas que li enquanto assistia ao seriado e também agora, para escrever meu post: muitos entendem que a série é um desserviço, devido ao efeito Werther, que é utilizado para designar os suicídios que seguem um modelo, que são imitados. Ou seja, tem-se o medo de que a série instigue adolescentes e jovens a comenterem o suicídio como fez a protagonista da história. E isso é preocupante, pois de fato, a intenção é alertar para o problema, porém, não há um canal de contato para promover a vida, uma central de atendimento para que aqueles que estão assistindo ao seriado e se sentem mal, possam conversar (pois nem sempre, ou na maioria das vezes, estes adolescentes e jovens não tem liberdade para conversar com seus pais e familiares sobre este assunto e os seus amigos, que tem a mesma idade, não vêem como algo sério). No caso do Brasil, este contato é através do CVV – Centro de Valorização da Vida. Inclusive, o telefone de contato do CVV é 141 e o site http://www.cvv.org.br/. Se você se sente mal, se você pensa em tirar a própria vida, procure ajuda.

Quero colocar aqui também, que fiquei muito mal depois que terminei de assistir a série. Na realidade ainda não estou 100%. Há, no decorrer dos episódios, muitas cenas fortes, de violência ao outro, de violência à si próprio, de tortura psicológica.... e não tem como não mexer com a gente uma coisa dessas. É um trabalho psicológico perigoso mesmo... e se a cabeça é fraca (ou está fraca), é possível ceder aos encantos de tirar a própria vida e deixar “recados”, culpando quem fica.

Mas apesar disto, acho que vale a pena assistir, mas tentando, dentro do possível, não se envolver, utilizando um filtro interno, pois por diversos momentos eu me senti mal, deprimida, envolvida aos extremos com tudo o que estava acontecendo por não ter feito isso. Então, bora assistir, se conscientizar e ajudar a orientar as pessoas que estão à nossa volta. Principalmente, observando o seu comportamento.

Como leitura complementar, sugiro que leiam o texto do Diário de Permambuco, postado em 10 de abril, ou seja, super recente:

E vocês, já assistiram? O que acharam? Vamos conversar?

Bjo bjo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Que la Muerte te Acompañe

Oi Pessoal, comecei a escrever este post a muuuuito tempo, muito tempo mesmo... meses, vários... e acabei deixando de lado, pois como se trata de um livro em espanhol, eu queria dar toda a atenção e todas as “desventuras” da vida sempre me levavam a deixar de lado este texto. Enfim... quando comecei, a ideia era contar toda a história, toda mesmo, em português para vocês, o que daria um post gigantesco. Mas depois de muito refletir... e também com a intenção de finalmente startar este post, resolvi mudar a minha estratégia.
Vou fazer como faço com os outros... comentar, contar superficialmente... tentar explicar do que se trata a história e assim “tentar” despertar o interesse de vocês para uma leitura bem diferente.

Apenas para contextualizar, como muitos de vocês sabem, eu fazia o curso de espanhol que por diversas questões terei que suspender temporariamente, e ler livros no idioma me pareceu uma boa, afinal, apenas assistir aos filmes deixava a lacuna da leitura, do tentar entender ao ler, do interpretar e visualizar, imaginar em outro idioma. Então, ao encontrar este livro por uma bagatela de R$ 35,00 na Livrarias Cultura, abracei-o com todas as forças e me dirigi ao caixa. Acreditem, R$ 35,00 para um livro estrangeiro, é muito barato, pois estes livros custam sempre em torno ou muito próximo dos R$ 100,00. Mas vamos ao nosso foco que é a história do livro.



Mas antes de falar sobre a história do livro, que se chama “Que la Muerte te Acompañe”, vamos falar sobre o autor.
Ele se chama Risto Mejide, é formado em Administração de Empresas e tem MBA em Administração pela ESADE, onde foi professor. Também deu aulas na Escuela Superior de Diseño ELISAVA. Na sua ampla trajetória dentro do mundo da publicidade e da comunicação, trabalhou como redator e diretor criativo de algumas das agências mais conhecidas das Espanha. Em 2012 foi eleito um dos Melhores Criativos do Ano. Já foi (e ainda é) colunista de jornal, em programa de rádio, apresentador de programas na TV e é escritor. É sócio fundador e diretor executivo criativo da agência Aftershare.tv desde 2007, sócio produtor executivo da produtora de tv 60dB, associada ao grupo Mediaset e sócio fundador da “aceleradora” para startups Conector. Ufa... tem mais algumas coisas, mas acho que já tá bom né? Hehe... todas essas informações retirei do site dele mesmo: http://ristomejide.com/bio/ Visitem... vale a pena! =)

Agora vamos ao livro... (alerto que possivelmente constem alguns spoilers por aqui, desculpem por isso).

Primeiro fato interessante: ao abri-lo para começar a ler, observei que o mesmo tinha o seu capítulo 1 iniciando na página 214... isso mesmo, página 214. As páginas são numeradas de trás para frente.... e isto tem um propósito? Não sei... vamos descobrir juntos?
Outra coisa... ele é uma história de amor, mas uma história de amor às avessas... ele também é uma história de morte.... e ao mesmo tempo, uma história de vida.
Ele conta a história de Toscano... e em paralelo, a história de Paula.

Toscano é caixa de supermercado, e sua maior “diversão” é ficar prestando atenção nas compras das pessoas e fazendo comentários maldosos sobre elas (as pessoas e as compras delas). E o pior, diretamente para elas... deixando-as constrangidas e desconfortáveis.
Para justificar tal situação, faz uma comparação de sua vida ao nascer e quando criança, dizendo que enquanto todos eram laranjas, ele era um limão, mas que isso não deveria justificar tanta acidez... mas que é este o motivo de ser tão “maldoso” com as pessoas.

“Em fin. Supongo que todo este rollo de limones y naranjas no justifica que me dedique a tratar la gente como la trato. Pero igual así entiendes el principio de tanta acidez” (p. 204).

Ele era ácido assim, porém nutria algo bom, nutria um amor em silêncio... um amor por uma das clientes do supermercado em que trabalhava.

Em outra esfera da história está Paula... desafortunada no amor, e mais uma vez abandonada, mais uma vez apenas com a metade de suas coisas, de sua vida.

“Fue entonces cuando dibujó media sonrisa y enjugó la mitad de todas sus lágrimas” (p. 199).

Voltando à Toscano, em um dia como outro qualquer de trabalho, o próximo da fila do seu caixa, nada levava, apenas um cartão de visitas, e nele, algo estranho escrito. Era a morte a levá-lo embora.

Toscano, ao olhar para seu corpo morto não podia crer que era ele mesmo e só conseguia pensar em Paula e em porque a amou calado.

“Porque amar em silencio no es nada. Porque quien ama en secreto, muere en soledad. pensó. ¿Y cómo sabía que era una gran lección? Porque las grandes lecciones son las que llegan en los peores momentos” (p. 197).

A morte se apresentou dizendo ser aquela que muitos querem e muitos não e pediu para ser chamada de Max. Mas na verdade Max não era a morte e sim, um agente de almas, como explicou mais tarde.

E se dirigiram a um grande prédio bem conhecido de Toscano, e lá, entraram em diversos elevadores, alguns que subiam, outros que desciam, outros que iam de lado, e enquanto isso, Max explicava a sua função de agente de almas. Dizendo que como São Pedro e os anjos e santos não estavam dando conta do serviço de receber as pessoas nas portas do céu e direcioná-las ou ao céu ou ao inferno, foi necessária a ajuda de “outros”... pessoas más, da pior espécie possível: os publicitários.

E assim foram rumo às portas do céu, conversando, até que Toscano não se aguentou e disse que não poderia morrer, que pessoas dependiam dele, que ele precisava viver. Por causa do amor. Nisso Max é muito irônico com ele, dizendo que ele nunca amou e coisas do gênero, mostrando como ele mesmo era cruel com as pessoas.

“Toscano sintió la estocada letal. Lo más sorprendente era que venía de alguien casi tan bueno como él en el enrevesado arte de la dialéctica destructiva, algo a lo que no estava acostumbrado. De pronto, lo que él siempre había considerado que eran dardos se conviertieron em bumeranes” (p. 184).


O desenrolar do livro se dá nos diversos estágios que Toscano deve passar para chegar às portas do céu... porém, o que não se imagina é a reviravolta de toda esta história e quem, na realidade, é Max de fato. E também, tudo o que acontece à Paula e como ela toma conhecimento deste “amor” que Toscano “sentia” por ela.

Ah uma nota na orelha do livro que o descreve brilhantemente:
“Que la Muerte te Acompañe es muchas cosas, pero, sobre todo, es un ejercicio de contradicción. Un texto novel con golpes de madurez. Una historia ligera cargada de sabiduría. Que habla de la muerte y trata de la vida. Con personajes imposibles, reflejo de cada uno de nosotros. Es una historia de amor, y es un thriller y un manual de supervivencia. Es un libro que comprarás con recelo, empezarás con curiosidad y devorarás en horas. Y seguro que después no lo guardarás muy lejos”.
Iván de Cristóbal

Ah, estava quase esquecendo... o propósito das páginas invertidas... só lendo mesmo para entender e se eu contar aqui, vai ser um spoiler grande demais.

E vocês, conhecem este autor? Este livro? Já leram? Já leram algum livro em espanhol? Vamos conversar?


Bjo Bjo

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Tem Alguém Ai?

Oi Gente,

Estou aqui para escrever sobre o livro Tem Alguém Ai? Da Marian Keyes.



Até hoje, todos os livros que eu li dela foram sempre muito divertidos, uma leitura fluída, descontraída, que eu queria ler o tempo todo para saber o que iria acontecer. E era uma leitura que me distraía, que me tirava do dia a dia da vida agitada e cansada. Porém, este livro foi um pouco diferente... não sei explicar exatamente por que, mas foi. Talvez a situação pessoal que eu estava vivendo no momento da leitura não tenha ajudado muito... um misto de coisas boas (praticamente todas voltadas ao pedal) com coisas bem ruins (mais uma vez a pessoa achar que conhece o ser humano e se enganar grandemente) fizeram com que a leitura se tornasse “ruim”, digamos assim.

Foi uma leitura lenta, difícil, cansativa... Anna Walsh não me cativou. No início ela se mostrou cansativa demais para mim... não consegui sentir empatia pela história ou pela dor dela. Nem pela busca que ela achava ser correta, ou pelos seus sentimentos confusos. Então, foi realmente difícil iniciar este post, eu não conseguia organizar as ideias para escrevê-lo. Na realidade, ainda não estou conseguindo direito, pois quando achei que as coisas estavam tomando um rumo adequado na minha vida novamente, recebi outras “lambadas” da senhora vida. Pois como diz um colega de trabalho, “nada está tão ruim que não possa piorar”. Aff...

Mas como estava ficando muito tempo sem posts e não gosto disto, resolvi arriscar umas letras ai...

Enfim, para escrever sobre o livro, busquei inspiração em blogs que fazem resenhas e acabei descobrindo que na realidade, Marian escreveu um livro para cada uma as irmãs Walsh (e que estes são os seus mais famosos livros – e que eu não os li – oxi). Eu não tinha ideia disso... talvez eu me dê a chance de ler os demais livros e tirar essa má impressão, pois realmente acho que foi o meu momento que não colaborou com a leitura (e que não está colaborando com a escrita agora).

Mas vamos lá. Anna Walsh sofre um grave acidente que faz com que ela retorne para a casa dos pais em Dublin para se recuperar... neste acidente, suas feridas não são somente físicas, mas muito mais emocionais que outra coisa.

 "Eu me arrastava ao longo de cada dia e a única coisa que me mantinha viva era a esperança de que o seguinte seria mais fácil. Só que não era. Todos os dias eram exatamente iguais. Era como se eu estivesse entrando por uma porta errada da minha vida e estivesse em um mundo onde tudo era idêntico, exceto por uma enorme diferença. Tinha esperança de que voltar a Nova York, levar uma vida normal, curtir meu trabalho e meus amigos fizesse o pesadelo se dispersar. Nada disso aconteceu. O trabalho e os amigos simplesmente passaram a fazer parte do pesadelo" (p. 224).

Demorei muito tempo para entender o que tinha acontecido com ela, pois ela não deixa claro em suas divagações sobre o acidente. Ela só quer retornar à Nova York e ao trabalho e quer encontrar seu amado Aidan, seu marido, aquele que dá sentido à sua vida. E indo contra seus pais e irmãs, ela retorna e tenta retomar a vida.

Porém, ela trabalha como relações públicas de uma grande marca de cosméticos e o tal acidente deixou-a com uma cicatriz muito feia no rosto, o que dificulta as coisas, pois ela trabalha com a imagem e, digamos que a sua imagem está afetada.

Mas a pior parte nem é essa... a questão é que neste acidente, ela perde o seu tão amado Aidan, questão esta que realmente eu demorei para entender. Pois ela vê Aidan em todos os lugares, mas isto é uma coisa da sua cabeça, da sua imaginação, do seu desejo. E este seu amor incondicional por ele à leva aos extremos, em busca de algum contato, qualquer que seja com ele, para saber o que ela pode fazer para que sua vida seja o mínimo “normal” depois de tudo o que aconteceu.

Dá para entender isto, tendo em vista que a maneira como tudo aconteceu em suas vidas e o amor que tinham um pelo outro era algo realmente lindo, puro, sincero... e pior (se é que posso dizer isso), muito real, algo que pode acontecer com qualquer um de nós, pois é uma história comum, não como num conto de fadas. Então é compreensível que, ao perder seu amor, que, no entender de Ana, seria para a vida toda, ela se desespere e queira entrar em contato com ele de qualquer maneira, para saber se ele está bem, para saber por que ele teve que ir tão cedo, por que ela teve que ficar sozinha... e o que ela deveria fazer daqui para frente, quais os caminhos a seguir a partir de agora. Por que não seguir com ele? Como fazer isso? Não seria mais fácil ir também? Por que ela não foi levada em seu lugar? Por que não morreu também?

E nesta busca, ela conhece pessoas que acabam mudando sua vida, porém, sem que ela perceba num primeiro momento. Há também a sua família... mãe, pai, irmãs, que de um jeito ou de outro, lhe dão apoio, estão presentes e buscam confortá-la e ajudá-la a superar este momento de dor e perda.

Há também os amigos de Anna, em especial Jacqui, sua melhor amiga... que se mostra realmente especial. Alguém que está ao seu lado, que lhe dá força, mas que também lhe mostra que tem uma hora que ela precisa cair na real e voltar para a sua vida de forma verdadeira, totalmente, presente, de fato.

Como citado em um dos blogs que li para me ajudar a construir meu texto, o livro nos permite montar o quebra cabeças que é o passado de Anna e entender o que esperar (ou achar que esperamos) do seu futuro, mas até chegar nisso, demoooooora!

Mas nossa, meu texto está ficando horrível, credo... realmente não estou boa para escrever, aff. Não sei se não era melhor deixar mesmo de escrever por um tempo do que  lhes oferecer algo tão bagunçado assim. Um texto sem pé nem cabeça,  tão confuso quanto anda a minha vida. Hehe!

Mas foco, vamos voltar ao livro. Anna volta para Nova York, tenta retomar sua vida, o que é difícil, pois sem Aidan nada é como antes, porém, ela resolve focar em seu trabalho, e um novo desafio faz com que, aparentemente, isto fique mais fácil, e assim ela vai para seu escritório todos os dias, e aos domingos, se une a um grupo de pessoas que tentam entrar em contato com seus entes queridos que já partiram. Num primeiro momento isto à conforta, porém, por não conseguir “falar” com Aidan, ela acaba se desmotivando disto também, e desistindo.

Em paralelo, ela mantêm uma relação com seus pais, suas irmãs e amigos, porém, esta relação é superficial. Ela se preocupa com a irmã que se mete com uma investigação de traição entre os mafiosos da região onde mora (ela é um tipo de detetive particular), mas às vezes se questiona se toda a história da irmã não passa de imaginação. Isto a distrai, o que é bom, mas ainda assim ela não consegue seguir com uma vida “normal”.

A questão é que ela demora muito tempo para entender que todo aquele sofrimento não a deixa seguir em frente, e também, de alguma forma, não deixa que seu amado Aidan descanse em paz. E como em todos os livros deste mote, há uma questão surpresa, algo que deixa o livro um tanto interessante, que chega até a dar um pouco de emoção em certo ponto (para mim). E que faz com que o sangue corra um pouco mais rápido nas veias desta pessoa que anda sem tanta emoção assim. O fato é que Anna percebe que precisa seguir em frente... que ela pode e deve construir uma nova vida e que Aidan estará ao seu lado de um jeito ou de outro e que o amor que sentem um pelo outro não morreu naquele acidente, mas que também não precisa ser um fardo a ser carregado de forma tão pesarosa.

Bem lá no finalzinho, entendi o que o livro estava querendo me mostrar... ufa!

Mas é isso... desculpa aí gente... a inspiração fugiu sem destino, espero que volte logo e me ajude a não torturá-los mais com textos tão ruins!

E vocês, já leram este livro? Sabiam desta questão os outros livros das irmãs? Vamos conversar?


Bjo bjo

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Eu Estive Aqui



E quando eu comecei a ler este livro, jamais imaginei que o mês de setembro seria o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção ao suicídio.... e o livro de Gayle Forman da vez, mesma autora de Se eu Ficar, é Eu Estive Aqui, um livro que fala de suicídio... um livro que é ficção, que é dito um romance, mas que trata de um tema tão forte, um tema tão sério e tão pouco valorizado pela maioria das pessoas!



Ele conta a história de Meg e Cody, melhores amigas que viveram praticamente tudo juntas desde a infância, e que foram separadas na juventude, quando Meg consegue uma bolsa de estudos para Universidade e vai embora, deixando sua fiel amiga Cody na cidadezinha em que nasceram. Cody, que sempre prometeu estar junto de Meg, não consegue sair de sua cidade natal, e lá fica, sem grandes perspectivas de vida, e como ela percebe que Meg está “seguindo em frente”, a relação das duas acaba ficando um pouco distante, assim como a distância física que às separa...

Isto só muda quando Cody recebe um email de Meg... um email de despedida. Porém, uma despedida sem volta. Sua melhor amiga está morta, cometeu suicídio tomando um frasco de veneno em um quarto de  motel.

Cody se sente muito mal com isso e até um pouco culpada, pois nos últimos tempos, por pura inveja até, tinha se afastado da amiga, já não sabia mais o que estava acontecendo com Meg, já não reconhecia mais a amiga... pensava que se estivesse mais presente, poderia ter evitado o que aconteceu, e assim, ela vai até Tacoma, cidade onde vivia sua grande amiga, para “recolher” o que restou de Meg (à pedido de seus pais que não tiveram coragem de fazer isso). E ao mexer em seu laptop, ela começa a descobrir que tem muitas coisas estranhas por trás daquele suicídio...

Ao voltar para casa, os pais de Meg lhe dão o laptop de presente, e assim, Cody resolve investigar mais a fundo o que aconteceu com sua amiga, vasculhando suas mensagens de email (enviadas e recebidas) e os documentos arquivados na memória do computador, até mesmo aqueles que foram deletados.

E assim ela se envolve com um grupo de apoio que nunca tinha pensado que existia, e também conhece um lado de Meg que jamais havia imaginado.

É uma história forte, intensa, não dá vontade de largar... ao mesmo tempo que dá, por medo de saber o que realmente levou Meg a fazer o que fez... em alguns momentos dá raiva de Cody, e também de Ben, o guitarrista com quem Meg se envolveu e que acaba por ajudar Cody a desvendar muito do que aconteceu com sua amiga.

Enfim, você quer saber o que levou Meg àquilo... e quando descobre, percebe que a sua realidade não é tão diferente assim da de Meg, o que é diferente, talvez, é como você lida com tudo isso. Muito bom, vale a leitura e a reflexão.

E vocês, já leram? Conhecem a história? Vamos conversar?
Bjo bjo

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A Garota que Você Deixou para Trás




Sinopse:
Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo: a família, a reputação e a vida, na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

 
E coincidência ou não, quando eu escolhi o livro que me acompanharia para a viagem de férias de inverno, escolhi um livro da Jojo, mais um... então foram dois livros seguidos dela... e confesso que o início dessa leitura não foi muito legal. Sei lá, não parecia um livro dela. Meio livro de época, não curto muito. Confesso que me lembrou bastante A Última Carta de Amor, que também é da Jojo e também causou estranheza de início.

Ele conta a história de Sophie... ou podemos dizer que primeiramente a história de Sophie. Uma jovem forte e muito impetuosa até, tendo em vista a época em que viveu. Época da Primeira Guerra Mundial... quando a França foi invadida pelos alemães.

Enquanto o seu marido precisou ir para o front de batalha, ela ficou cuidando dos negócios da família junto com a sua irmã Hélène. O que antigamente era um belo hotel, limitava-se agora a um pequeno bar, que era um refúgio para os poucos franceses que se arriscavam a sair de casa e também que tinham algum dinheiro para gastar. Mas mesmo que não tivessem, só de estarem entre pares, já se sentiam confortáveis.

Para entender o tamanho da ousadia de Sophie, é preciso relatar um fato interessante... um enfrentamento que ela fez aos oficiais alemães: ela escondeu um porquinho em sua casa no momento em que ninguém poderia ter fartura de comida, muito menos animais, e quando delatada por sabe-se lá quem, enfrentou o Her Komandant, alegando que era um insulto dizer que eles esconderiam comida enquanto tantos passavam fome.

Por causa deste enfrentamento, ela e seu bar passaram a ser um ponto de fornecimento de refeições aos oficiais alemães (maneira que encontraram de ficar de olho nela, pensando se tratar de uma subversiva, ou ainda, de uma espiã).

Assim, o Le Coq Rouge passou a receber alimentos para que a refeição dos alemães fosse preparada... agora vocês conseguem imaginar alguém conseguir cozinhar bem com fome? E cozinhar todas aquelas coisas gostosas enquanto os seus estão com fome no cômodo ao lado? Pois Sophie e sua irmã fizeram isso... mesmo sendo, no mínimo, desumano. Porém, aquele que deveria ser o seu algoz, o Her Komandant, percebendo sua fome, disse que ela e sua irmã poderiam comer, pois assim se sentiriam melhor para cozinhar e que sim, os seus também poderiam comer. Este gesto fez com que ela o visse como alguém diferente. Com o passar do tempo, com a convivência diária, Sophie criou até certa afinidade com o Komandant, pois ele gostava de arte e ao ver um belo quadro na parede do Le Coq Rouge, e questiona-la sobre o mesmo, passaram a conversar mais. Com essa aproximação, Sophie vê alguma possibilidade de salvar seu marido e acaba não medindo as consequências de seus atos para tanto.

Em paralelo a história de Sophie, Jojo nos conta a história de Liv, já nos anos 2000, uma jovem viúva que vive em uma bela casa que foi projetada por seu amado David, seu mais ambicioso projeto, uma casa toda de vidro, pois ele gostava de projetar casas, prédios, sempre com vidro. Casa essa, a qual ela não consegue pagar mais os impostos, pois quando se casou com David deixou de trabalhar para acompanha-lo em suas empreitadas, entendendo à época  ser o certo a fazer, e agora, vivendo apenas de trabalhos eventuais, não consegue manter em dia suas contas e as ligações mais “urgentes” que recebe são de bancos e financeiras.
Como já está viúva à algum tempo, seus amigos organizam um jantar para que ela conheça “alguém”, um cara super chato e Liv se vê em situação desconfortável e louca para ir embora, até que a garçonete aparece dizendo que tem uma ligação para ela... mas na verdade não há ligação alguma, é apenas uma artimanha daquela que, na realidade, é uma antiga amiga de faculdade da qual Liv não se recorda, que à salva. Por ficar grata ao que Mo faz, Liv acaba convidando-a para ficar em sua casa. E assim a vida de Liv começa a mudar, pois agora ela tem uma hóspede, que era para ser de uma noite e acaba se tornando constante... o que incomoda Liv no início, porém acaba sendo um conforto no final das contas, pois é bom ter alguém com que dividir um prato de comida e também, ter com quem conversar no final do dia. Digamos que sua “nova” amiga Mo, coloca um pouco de bagunça naquele que até então era o seu “santuário” intocável, aquele lugar imaculado que tanto remete ao seu falecido marido.... e a casa de vidro parece ganhar cor, sons, cheiros... 

...

No aniversário de morte de David, Liv fica muito mal, não quer ficar em casa e como Mo precisa trabalhar no restaurante, ela acaba buscando conforto num bar gay, por entender que ali não correria o risco de ser assediada por estar bebendo sozinha. Mas lá acontece algo que muda mais ainda a sua vida, algo de fato inesperado. Por um descuido, ela tem sua bolsa roubada, e entra em sua vida Paul, um jovem que está disposto a ajudá-la. E por imaginar que Paul é gay, Liv abre seu coração e se sente muito bem ao lado daquele “homem”, falando sobre tudo e todos, sem pudor ou qualquer vergonha. Até descobrir que na verdade ele é muito homem, o que a faz se sentir traída.

Mas como a vida dá muitas voltas e “desgraça pouca é bobagem”, Paul consegue resgatar a bolsa dela, como um tipo de pedido de desculpas, e eles acabam começando uma relação... o que a deixa muito feliz, apesar dos seus medos por sempre acabar se remetendo àquele que foi o seu grande amor.

Porém, em uma visita à casa de Liv tudo muda. Ao prestar atenção ao quadro que adorna a parede do seu quarto, Paul percebe que terá que se afastar daquela que lhe faz tão bem.

Tudo porque ele trabalha com a recuperação de obras de arte perdidas... e aquele belo quadro que adorna o quarto de Liv, presente de casamento do seu amado David, é na verdade, o famoso “A Garota que Você Deixou para Trás”, objeto de uma ação de restituição aos verdadeiros donos em que Paul é o representante da família Lefèvre, descendentes de Édouard.  E é ai que as duas histórias se cruzam... que a vida destas duas mulheres se cruza e que a força que Sophie sempre teve, passa de alguma forma para Liv, que defende com unhas e dentes, no tribunal, a posse daquele quadro que ela entende ser seu por direito, afinal, ele foi comprado (há até um recibo), não foi dado, muito menos roubado.

Mas afinal de contas... quem ficou com o quadro? E Sophie, conseguiu encontrar seu amado Édouard? 

Já leram este livro? Vamos conversar?

Bjo bjo