terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Bodas de Papel



 Fonte Imagem: https://www.blogsoestado.com/pedrosobrinho/tag/bodas-de-papel/

Em 16 de dezembro de 2018, completei meu primeiro ano de casada.

Neste dia “comemoramos” Bodas de Papel... segundo o site significados, o papel simboliza o primeiro ano do matrimônio por ter o significado da "fragilidade", típico do começo de qualquer relacionamento. No entanto, as bodas de papel, de acordo com a tradição popular, também podem ter a conotação da "flexibilidade" que os jovens casais devem possuir para encarar os desafios da vida a dois.

As duas palavras destacadas foram desafiadoras nestes 12 meses de matrimônio: fragilidade e flexibilidade. 

Pensem comigo... qualquer relação passa por dificuldades, existe o tempo para conhecer o outro em sua essência, afinal, dormir e acordar juntos todos os dias é bem diferente da época de namoro, quando saem juntos mas cada um dorme na sua casa. Aprender a respeitar as diferenças, não tentar mudar a pessoa para se adaptar a você... são muitos os desafios... junte a isso um bebezinho recém nascido, frágil e totalmente dependente... pois é, não foi fácil... por diversos momentos bateu aquele desespero de que eu não daria conta, que eu não servia para tudo aquilo... que eu queria jogar tudo para o alto e sair correndo... 

Ai você para e pensa... lembra de alguns relacionamentos de amigos que você conhece e que duram já muitos anos... e reflete sobre o que essas pessoas fazem para “fazer durar”... não pensem que aqueles casais que tem muitos anos de casados e estão sempre de mãos dadas não tem problemas... eles tem sim, a diferença é que eles "discutem” a relação... conversam, respeitam... OUVEM um ao outro. 

Sempre disse para todos os amigos que estavam para se casar que o respeito deveria prevalecer acima de tudo, pois com respeito tudo seria mais fácil... no dia a dia percebi que eu estava certa... e errada. Sim, o respeito é fundamental, pois sem ele, um desentendimento virar uma briga, uma discussão e descambar para o “vamos nos separar” é muito forte. Mas também, ninguém me contou que às vezes a gente sofre para conseguir respeitar o outro... as diferenças, às vezes, são muitas, são grandes, pesam... às vezes, tudo aquilo que a gente desejou, sonhou, imaginou, não chega nem perto de se realizar, e tudo porque o que o outro faz reflete em nós. 

O dia a dia às vezes é cruel... ah, eu vou casar, ter minha filha... quando ela estiver completando os seus 12 meses (um pouco mais) a gente já vai ter dinheiro o suficiente para dar entrada na nossa casinha... kkkkk, que bobinha que você é. 

A realidade nos mostra que todos os dias os imprevistos acontecem... e que muitas vezes eles levam as nossas economias.... e você tem que optar por manter a relação apesar das economias irem embora, ou “perder” tudo, literalmente.

Um casamento muda a vida da gente... um bebê muda mais ainda... quantos sentimentos bagunçados e intensos que invadem nossa mente, nosso coração. O que é prioridade? Tudo que for relacionado ao filho... mas também, não podemos esquecer da nossa relação... bebê nenhum segura casamento, se segura, tenha certeza de que uma das partes (ou as duas), está infeliz.

É, a gente mudou a ordem das coisas e talvez não tenha dimensionado as consequências disso... Mas sempre ouvi que Deus nunca dá um “fardo” maior do que podemos carregar... então a gente respira fundo, e vai, crendo que Deus nos mostrará o caminho, que Deus nos amparará, nos dará sua mão... nos carregará em seu colo.

Cai, se machuca, chora, levanta... e aprende com tudo isso... e conhece cada dia mais aquela pessoa que escolheu viver a vida ao seu lado. Percebe que nem tudo o que viu no namoro é de fato real, e que não viu quase nada no namoro, pois ele foi “relâmpago”... que a pessoa tem muitos defeitos (e nós também, claro) e que, às vezes, esses defeitos incomodam tanto... e dai você respira fundo, avalia... pede para Deus te mostrar o caminho... e dai vêm em mente aquele sorriso, aquela primeira surpresa... aquela comidinha gostosa que só ele sabe fazer... aquele EU TE AMO que vêm do nada.... e você lembra da primeira vez que ouviu este EU TE AMO... e lembra que isso aconteceu com uma semana de namoro e que você ainda disse: não é muito cedo para isso? E também lembra de ter a certeza de que não era... de que aquele sentimento era verdadeiro... e ainda é.

Ele é atrapalhado e eu certinha demais... eu sou séria e ele “um palhaço”... que bom, ele me faz rir... mesmo quando estou brava, muito brava, mesmo que eu não queira mostrar, ele me faz rir... e isso é uma delícia. E ele faz nossa filha rir... a primeira gargalhada da pequena foi para o pai... tem amor maior que esse? Só de lembrar o coração se enche de alegria e os olhos de lágrimas de emoção... sentimentos que a gente acha que conhece, mas só vivendo o dia a dia da relação conjugal e da maternidade é que percebe que nem de longe havia sentido algo igual.

Desafios, eu acredito que teremos muitos... todos os dias... imprevistos, desentendimentos, farão parte da nossa vida para sempre... quem disser que não tem isso em suas relações está mentindo, eu tenho certeza. 

E assim vamos vivendo, um dia de cada vez... aprendendo, crescendo, ensinando, respeitando... e que venham as bodas de algodão, trigo, flores, frutas, cera, madeira, ferro, perfume, açúcar, latão, lã, papoula, barro, cerâmica, vime, estanho, aço, seda, ônix, linho, renda, marfim, cristal, turmalina, rosa, cretone, água marinha, porcelana, zincão, louça, palha, opala, prata, alexandrita, crisopázio, hematita, erva, pérola, nácar, pinho, crizo, oliveira, coral, cedro, aventurina, carvalho, mármore, rubi, esmeralda, seda, prata dourada, azaviche, carbonato, platina, safira, alabrastro, jaspe, granito, heliotrópio, ouro, bronze, argila, antimônio, níquel, ametista, malaquita, lápis lazuli, vidro, cereja, diamante, jade, ufa.... e muitas outras bodas que venham.

É isso ai... e vocês, são casados? Como é a relação de vocês? Altos e baixos? Alegria e tristeza? Saúde e doença? 

Vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Balanço 2018




E ai pessoal, tudo bem com vocês? Vejam só como a vida de mãe é corrida... estamos já em fevereiro e só agora que deu tempo de pensar no texto sobre o balanço de 2018.... e como vocês puderam perceber, não estou conseguindo escrever para deixar o blog lindamente atualizado como antes... confesso que sinto falta, mas a vida nova é boa... diferente, corrida, sem tempo pra mim, mas é boa!

Então vamos lá para 2018... no balanço de 2017 eu disse que foi o ano que mudou a minha vida... e foi mesmo, mas preciso dizer que 2018 também mudou a minha vida... acho que mais que 2017, pois em 2018 eu me tornei mãe... tem mudança maior na vida de alguém? Acho que não... no ano que passou me vi revendo fortemente algumas “convicções” ditas como definitivas... como o que achamos certo, correto, adequado também passa por adaptações quando temos um pequeno ser sob a nossa responsabilidade.

Mais uma vez, um ano de aprendizados... diários para dizer a verdade... Mais uma vez nos mudamos de endereço, para ficar mais próximos da casa da minha mãe, para os cuidados com nosso ser mais precioso... Em abril Maria Alice Grigowski Chagas veio ao mundo... um dia lindo, um dia de emoções confusas e alegria transbordante.

Conforme eu imaginava, não existe mais muito tempo para mim, então, os dados que sempre    “alimento” nos balanços anuais serão bem mirrados, bem escassos, pois o meu tempo não é mais meu e sim da minha filha linda... apesar de que depois da adaptação inicial, até que seriados e filmes eu consegui assistir uma boa quantidade... mas livros, isso não me pertence mais, pelo menos por algum tempo ficarei na vontade de ler... não dá tempo.

Bom, vamos lá então... começando pelas atualizações do blog... apenas 2 em 12 meses! =(

Para quem tinha a intenção de 2 ou 3 posts por mês, 2 no ano foi feio... um em janeiro e outro em julho. Mas vamos ver se isso muda esse ano... se consigo melhorar meu status de blogueira, kkkkkkk! Mas já vou avisando, provavelmente os assuntos serão: mamães, bebê, papinhas, picos de desenvolvimento, dentinhos, essas coisas sabe... =D


Já quanto aos filmes e seriados vistos, foram 502 (nenhum no cinema, além de caro, impossível sair de casa para ir ao cinema com um bebezinho), muito mais que no ano anterior... e isso se deve aos 07 meses em casa... 06 meses de licença maternidade mais um de férias acabaram rendendo... no lugar de ir dormir quando dona Maria dormia, eu ai fazer minhas coisas e também, ver um seriado ou filme.
Foi o ano dos seriados... Dark, La Casa de Papel, Merlí (em espanhol, MARAVILHOSO), Shadowhunters (minha dose adolescente falando alto), Seven Seconds (suspense policial), Grimm (que cortou o coração porque acabou), Bates Motel (finalmente comecei e terminei a série), Greys Anatomy (amor eterno), The Good Wife (bom demais para avaliar o empoderamento feminino e também a gangorra de uma vida pública/política), Segurança em Jogo (curtinho mas bom demais) e Você (intrigante). Difícil avaliar qual foi melhor... além desses tiveram outros seriados e muitos filmes... dos quais destaco um visto em dezembro, Bird Box, amplamente comentado pela mídia... alguns falando muito mal, mas eu gostei, me senti envolvida, vivenciando tudo aqui e nem vi o tempo passar. Em dezembro também foi o momento de ver filmes natalinos, desses sessão da tarde, super fofinhos, foram 12, kkkkkk, todos produção Netflix....

Quanto aos livros, consegui terminar Férias que tinha começado a ler em 2017, pasmem... e iniciei outro, do Harry Potter, mas ainda não consegui terminar. Que vergonha, kkkk ... quem sabe esse ano de 2019 eu melhoro essa marca, pelo menos começar e terminar um kkkkkk
Mas não quer dizer que eu não tenha lido em 2018... eu li muito, mas assim, 99% coisas em aplicativos e sites que estão relacionados a bebês e maternidade.

Quanto ao balanço profissional, foram 5 meses de trabalho na empresa e 7 meses de trabalho em casa... mais trabalho do que se imagina. Para quem acha que estar em licença maternidade é estar em férias, preciso dizer que ISSO É MENTIRA... trabalha-se muito mais em casa que nas empresas... e olha que na empresa deu o horário você vai embora e pronto, em casa não tem isso não... são 24 horas a disposição. E acreditem, um bebezinho precisa de você as 24 horas do dia... madrugadas sem dormir, essa é a minha realidade agora. Desde que Maria nasceu, foram 3 noites de 8 horas de sono... nas outras, no máximo 3, 4 horas seguidas, hehehehehe... pensa num zumbi ambulante. Mas isso não é bem uma reclamação, apenas uma constatação e desabafo... eu amo ser mãe, é a realização de um sonho, mas sou humana e tenho fraquezas, então, às vezes, a gente fica “sacudo”, cansado e desesperado... mas passa.

Ah, preciso compartilhar que em 2018 eu participei de algumas bancas de TCC lá na UFPR, para avaliar projetos de implantação de melhorias na área de secretariado... foi um dos momentos de me sentir viva profissionalmente. Como é bom fazer algo na área secretarial para variar. Fiquei imensamente feliz com o convite! =D

Viagens não aconteceram como eu previ no balanço de 2017, apesar de uma intenção quando completamos 1 anos de casados... pena que não deu certo... em 2019 queremos levar nossa Maria para conhecer o mar, tomara que dê certo.

Quanto as questões de coração estamos bem... coração ocupado, feliz... claro que com altos e baixos, aquelas discussões básicas, alguns desentendimentos, afinal somos diferentes e isso faz parte de toda relação. Seguimos aprendendo um com o outro e crescendo juntos. Conquistando cada dia algo novo e especial em nossa relação... nem que seja aquele abraço para dormir (de conchinha), ou um beijo de bom dia... todos os momentos valem a pena. Amor, eu sou chata, eu sei, mas eu te amo, tá?!

Voltando na questão profissional, preciso compartilhar que foi bom voltar ao trabalho e se sentir útil de uma forma diferente.... nos 7 meses em que estive fora, muitas coisas aconteceram, muitas mudanças ocorreram e isso refletiu no trabalho... houve a necessidade de algumas adaptações e novos aprendizados, o que recebi de coração aberto... este ano que se iniciou promete ser diferente, muitas mudanças ocorreram e me sinto bem mais aproveitada agora... produtiva, parece que faço a diferença realmente... que assim seja! =D

Bom, acho que por hora é isso, 2018 foi ano de mudanças, crescimento e aprendizado... e quer saber o que aprendi bem? Que com um filho, todo dia é dia de aprendizado... que ele será eterno... que 2019 seja um ano de muito amor e aprendizado para todos, pois o meu já está sendo! Mas e como foi o ano de 2018 para vocês? O que desejam para 2019?

Vamos conversar?

Bjo Bjo

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Ser Mãe é Padecer no Paraíso




Hoje é dia 05/07/2018 e estou começando a escrever este texto. Coloco a data pois não sei se eu consigo terminar hoje, ou mês que vêm hehe... É, agora as coisas são assim... as prioridades se inverteram e foi de um jeito que eu nunca imaginei que aconteceria.

Eu sempre idealizei ser mãe... era o sonho da vida... casar, ter filhos, aquele sonho bem tradicional, de toda “menina”... e ele aconteceu comigo. Tardou, é verdade, mas como dizem, as coisas acontecem no tempo de Deus e não no nosso... então, cá estou eu agora com 38 anos e uma bebê que amanhã (06/07), completará 3 meses. 

Casei... uhuuuuu.... encontrei o louco disposto. Então tudo como “manda o figurino”!

Mas estou aqui hoje para escrever como a vida mudou... primeiro como vocês puderam notar, atualizar o blog ficou 100% esquecido.... depois, a minha vida deixou de existir para dar lugar à vida da minha filha... dizem que com o tempo algumas coisas voltam para o lugar (tomara), mas por enquanto é bastante mudança para se adaptar.

Bom, tudo começou a mudar quando descobri que estava grávida, mas nem de perto eu imaginava que na verdade as mudanças mesmo começariam depois de ouvir aquele primeiro choro, na sala de parto... aquele choro que provavelmente dava para ouvir no hospital todo, pois a bichinha tem pulmões bem “potentes” hehe!

Então, tudo realmente mudou no dia 06 de abril de 2018, às 10h38, quando veio ao mundo Maria Alice Grigowski Chagas, pesando 3,340 kg, e medindo 48 cm. Uma menina linda, cabeluda e bem, bem bocuda. Dava para ouvir a bichinha gritando longe, lá onde as enfermeiras estavam fazendo sua higienização e troca. 

Fiquei mais de uma hora aguardando para ir para o quarto... e nesse meio tempo, levaram minha menina duas vezes para mamar, pois ela chorava muito e as enfermeiras entenderam que deveria ser fome.

Que sensação mais ambígua essa de amamentar. Primeiramente, quando você ainda está dopada das anestesias....  sim, anestesias, pois devido a pré-eclampsia e uma diabetes gestacional, Maria veio ao mundo através de uma cesária e não do parto normal como eu gostaria... mas quem disse que isso importa? O que importa era a saúde dela, a minha... então, que seja cesária.

Depois de chegar ao quarto, ainda levou um tempo para levarem o meu pequeno pacote para lá...me deram banho, fizeram eu comer... ou isso foi depois? Já não lembro mais... muito do que aconteceu no hospital, hoje é um borrão para mim... a anestesia me fez muito, muito mal.

E lá veio a minha filha... tão lindo escrever isso, “minha filha”... então lá veio a minha filha... tipo: toma que o filho é seu, se vira... amamente, troque, dê carinho, amor.... Ah, socorro.... o que eu faço com isso? Onde é o botão de desliga? Essa criança não pára de chorar... tem algo errado! Socorro!!!
Por que eu estou aqui mesmo? Toda aquela teoria lida em pouco mais de 8 meses caindo por terra.... a realidade é muito diferente. 

E lá vem a enfermeira com uma caixa de remédios para mamãe... e... mamãe, vamos furar o pé da sua filha mil vezes para medir a glicose.... e vamos tirar todo o sangue dela para o teste do pezinho... e, poc, ela está de brinco e chegou a hora de ir para casa... para casa da vovó, é claro, pois não dá para ficar sozinha nesses primeiros dias com zero de experiência materna.

Vamos lá virar a casa da vovó e do vovô de cabeça para baixo... acabar com a rotina deles. Por que não é que vai um bebê para casa da vovó... é uma nova mãe completamente sem experiência, um bebê tentando se adaptar ao mundo, um marido que também é pai fresco e não sabe nada de nada e um cachorro que percebeu que tem algo “errado” pois de repente ele deixou de ser o centro das atenções e perdeu aquele colo de todo dia.

E os dias passam e o aprendizado vêm em cada banho, cada troca de fralda, cada ninar,cada colinho, cada noite mal dormida, cada noite não dormida... e o tempo passa e você já começa a ser cobrada: você tem sua casa... vamos para nossa casa.

Mas e o medo de encarar tudo sozinha, a gente faz o que com ele? Socorro de novo!

Então, a mamãe “fresca” coloca tudo dentro do carro e “volta para casa” que na verdade é seu novo lar, pois em meio a toda turbulência que é ser mãe, ela ainda resolve se mudar por motivos que nem vem ao caso. E o seu novo lar ainda não é um lar de fato... tudo virado, bagunçado, fora do lugar... eu não acho nada, não sei onde estão as coisas... e mais uma vez... socooooorro! 

Mas o dia a dia faz tudo começar a se encaixar... a filha dorme no seu bercinho dentro do seu quarto já na primeira noite, que lindo! É isso ai, nada de dormir com os pais... E no dia seguinte, o que acontece? Sobe o bercinho sobressalente, coloca no quarto dos pais... melhor ter ela por perto a noite.... Ah, mas ela não dorme na cama, só no berço, certo? Errado, algumas noites, por mil motivos diferentes, você coloca sim a sua filha na cama dos pais e ainda abraça ela, pra proteger mesmo, indo contra o que todo mundo fala por ai sobre isso. E ela dorme a noite toda, enquanto você fica acordada, com medo de algo dar errado... não tem problema se o seu braço formiga, amortece, essas coisas não tem problema, você nem sente no dia seguinte.

E falando em nem sentir, pra que coluna e joelhos saudáveis né?! Quanto mais a pequena cresce, em saúde e beleza, mais pesada fica... e gosta de um colo essa danada. 

Berço, carrinho, bebê conforto, sofá, tudo isso tem espinho... e aff, é um perigo, só no colo que eu tenho segurança mamãe.

E assim você embala a pequena, enquanto acompanha pela tela do celular, o desenrolar da vida alheia, vê os amigos indo naqueles pedais maravilhosos que você sempre quis ir, vê os seus amigos superando limites... ir até o pedágio agora é fichinha (pra eles)... e você nunca foi... e o coração fica apertado pois você se sente mal, por se sentir mal, por ter digamos “inveja” dos amigos... ué, não era você que queria ser mãe? Ser mãe é abrir mão de tudo, é padecer no paraíso... sim, é verdade... eu amo ser mãe, mas isso não me impede de sentir falta da vida que eu tinha.... das coisas que eu fazia... até a vida de casal muda, e muito... e os cuidados que precisamos ter para não ruir aquele amor eterno que agora fica abalado por causa de um serzinho tão pequeno.

Vida difícil minha gente, mas tudo é compensado quando ela me olha e abre aquele sorrisão lindo, toda simpática... e agora já começou a “conversar” sabe... fala tanto que chega a dar soluço.

E é linda, perfeita, e me faz muito feliz.

Dias difíceis são compensados com outros mais suaves... e assim vamos levando um dia de cada vez, com muito aprendizado e vibrando com cada conquista dela... diz que um dia as coisas “voltam ao normal”... e enquanto esse dia não chega, vamos vivendo do jeito que dá mesmo.

E não é que consegui escrever tudo hoje mesmo? Isso porque ela está dormindo, dormindo tanto que já estou ficando preocupada, veja se pode.

Alguns dizem, aproveita pra dormir também... tem dias que eu até faço isso, mas na maioria das vezes, tem roupas para lavar, casa para limpar, roupas para passar, comida para fazer.... e essa é a tarefa mais difícil, cozinhar... e, em consequência, tenho me alimentado meio mal, meu almoço muitas vezes é pão ou miojo, que é mais rápido, porém, nada saudável para quem amamenta. Mas com o tempo creio que dará mais tempo de cozinhar e comer melhor.

Bom, acho que por enquanto paro por aqui... vou ali dar uma olhada no meu “pacotinho de amor” e volto logo (espero).

Ah, hoje já é dia 18... então, vejam quantos dias demorei para conseguir digitar o texto escrito... e mais uma vez, porque a pequena está dormindo... e mais uma vez, dormindo tanto que já estou ficando preocupada, kkkkkk

É meus amigos, essa é a vida de mãe.... e ela é MARAVILHOSA, apesar de tudo.

Beijos para vocês e até a próxima!!!!