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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Viagem para Aparecida... com a bebê



Bom Dia Pessoal, tudo bem com vocês?

Estou aqui para contar que este ano foi possível ir para Aparecida na Romaria dos Amigos de Christiomar e Lidiane. Esta foi a 18ª edição da Romaria, 4ª que eu vou. Como sempre, tudo muito bem organizado, com muito carinho para nos acolher até a casa da Mãe.

Ano passado a Maria estava com 4 meses e achamos que não seria adequado viajar, que ela ainda era muito novinha.... então decidimos que seria este ano que ela iria conosco... a primeira viagem de ônibus da minha pequena.

Pra dizer bem a verdade, fui surpreendida positivamente com o comportamento dela... não que ela não seja comportada, é que estando em local diferente, com rotina diferente, imaginei que ela pudesse ficar mais irritada ou manhosa, mas que nada... um bom humor delicioso... Amém! =D

Só que a ida e a volta (dentro do ônibus), foram caóticas.... e as bagagens também. Explico: ela tem certa dificuldade para pegar no sono naturalmente, então normalmente ela dorme no colo, sendo embalada... sim, eu sei que não deveria, mas enfim... e outra, ela mama e quer brincar... e não dá pra ficar circulando dentro do ônibus então, nesse ponto, foi bem complicado, pois não dava pra ela circular e extravasar sua energia e não dava para eu embalar a pequena para que pegasse no sono. Então, isso gerou muito choro, alguma birra, e muita dor de cabeça até ela dormir (na ida era noite e na volta, tarde e noite)... mas fora isso, que ocorreu tanto na ida quanto na volta, ela foi uma lady!
Brincou, correu, sorriu, fez novas amizades (com humanos e com cachorros hehe)... Como ela é muito simpática, estava sempre rodeada de gente... sempre alguém brincando ou querendo pegá-la no colo.
Na via sacra ela foi bem, primeiro no carrinho, mas quando descobriu que podia andar, não quis mais saber do carrinho, só de correr e circular por tudo... o maior cuidado é que lá é um morro nervoso... mas foi tudo lindo!

Na Basílica ela também se comportou, correu de um lado para o outro (como qualquer criança pequena), pegou os folhetos da missa e me levou vários... mas não gritou, o que é normal quando ela corre.

Comeu bem (levamos almoço, janta e frutinhas preparadas, mas ela também comeu localmente), o banho foi tranquilo (levamos uma piscininha, que ela adorou, diga-se de passagem). Até na feira que vende a mãe a gente foi e ela ficou de boa, teve um momento, inclusive, que dormiu no carrinho.

Quanto as bagagens, todas as vezes que fui pra lá com a mãe, ia com uma mochila nas costas... com filho isso muda, e muito... essa mochila foi, mas foi também mais uma mochila, um isopor e uma mala dessas grandona de viagem (bem cheinha), hehe... é roupa pra frio, roupa pra calor, meia, chapéu, protetor solar, fraldas e mais fraldas, paninhos, lenço umedecido, toalhinha, pomada, remédios para mil coisas... e muitas outras coisas, além, é claro,  do carrinho, que não podia faltar. Então, tanto na ida quanto na volta da viagem, para chegar ao local de embarque e para voltar para casa da minha mãe, tivemos que pedir um taxi, e um taxi grande, pois senão não caberia tudo.... que coisa né?!

Mas enfim, o que eu queria com isso era registrar que fomos ver a Mãe e agradecer por todas as graças recebidas... principalmente pela vida da minha menina, maior e melhor presente que recebi!
E que, apesar de algumas coisinhas, correu tudo bem, melhor do que o esperado.

Então é isso pessoal, fiquem com Deus... bjo bjo






sexta-feira, 29 de março de 2019

A Maternidade Real



   


Oi pessoal, tudo bem com vocês? Eu estava super feliz que consegui, por duas semanas, atualizar o blog e achei que a minha vida tinha voltado ao normal... que piada, acho que nunca mais terei uma vida normal... e talvez isso nem seja tão ruim assim, mas que estar fora do controle me assusta às vezes, isso é.

Enfim, estou aqui para falar com vocês sobre como é a maternidade real... sim, REAL, não aquela escrita em livros e blogs e mostrada em filmes de Hollywood... a maternidade real é algo muito mais tenso, muito mais profundo, muito mais cansativo.

Minha Maria está para completar um aninho, e, com 08 dentinhos já naquela boca pequena, tem dado bastante trabalho pra mamãe aqui (não por causa dos dentinhos, ou não só por causa dos dentinhos, mas pelo pacote completo).

Talvez a culpa seja minha mesmo, como muitos dizem, você acostumou mal, só no colo, só no peito, só na cama de vocês... e agora não consegue desfazer isso. É, talvez seja isso mesmo, mas no manual de sobrevivência da mamãe moderna não está escrito que o seu filho NÃO VAI DORMIR SE NÃO FOR MAMANDO NO PEITO, ou SEU FILHO NÃO VAI DORMIR SE NÃO ESTIVER NO SEU COLO, ou ainda, SEU FILHO NÃO VAI DORMIR SE NÃO FOR NA SUA CAMA.... não, lá está escrito em lindas letras que você deve colocar o bebê sonolento em seu berço e deixar ele lá... e que ele vai pegar no sono e dormir a noite toda.... HA HA HA ... vai fazer 12 meses que eu não sei o que é dormir a noite toda... na verdade faz um pouco mais, pois no final da gestação já não tinha mais jeito de dormir. 


Outra coisa que ninguém conta, é que o seu corpo não volta ao normal... e que talvez nunca volte mesmo... e que os seus pés crescem e que você perde todos os seu calçados! =( 

E como isso é dolorido para quem tinha feito um tratamento médico para emagrecer, que estava no peso ideal e que tem um milhão de pares de calçados. 

Ninguém te conta que amamentar dói... e que quando os dentinhos nascem, dói mais ainda... que às vezes chega a sair sangue e fazer machucado... que eles mordem e que se você tira porque sentiu dor, eles choram, choram muito e chegam a ficar ofendidos.

É, a maternidade não são só flores... tem muitos espinhos no caminho. 

E quando o bebê fica doente e você já fez de tudo e ainda assim ele não melhora? E você está cansada e sente “raiva” e depois culpa por sentir raiva?! E quando o médico diz que tudo é normal, que tudo faz parte, que tudo é assim mesmo e que você tem que se acostumar?! 

E quando você quer sumir no mundo... desaparecer... resgatar sua “antiga” vida... e daí você pensa: “Que ingrata você é, que desumana, você não é uma boa mãe, reveja seus conceitos”.

Ou então quando você percebe que “perdeu” seus amigos... que eles não mandam nem um whats pra saber se você está viva... Quando o bebê nasce, todo mundo quer te visitar, conhecer a criança, falam de tantos planos para o novo serzinho que chegou, mas na realidade do dia a dia, essas pessoas nem lembram que você existe... a menos que precisem de algo. E ninguém te conta que isso dói... todos só dizem que você vai fazer novas amizades, que você vai ter amigas mães como você e que tudo será lindo... Na escolinha, as mães não chegam nem a descer direito dos seus carros para deixar/pegar os filhos, quanto mais conversar com estranhos para tentar afinar alguma relação.

É, eu estou cansada... muito.... e antes que você diga que eu sou um monstro, eu te digo que isso é absolutamente normal e que, conversando com outras mães que tenho contato diário, elas também passam por isso e que talvez isso demore muito, mas vai se amenizar. Que a relação que você tem com as pessoas que se diziam suas amigas vai se perder mesmo e que, em algum momento da vida, virão pessoas novas, e será bom... mas enquanto isso o coração dói, a cabeça, dói, o corpo dói... e não é só uma dor física, é uma dor na alma... alma que nunca mais voltará a ser a mesma. 



E tudo isso não quer dizer que eu não ame, ou ame menos a minha filha. Eu a amo muito, e ela é meu maior presente... e um sonho realizado. É apenas que a mudança que um filho trás para a vida de uma mãe é muito forte e não tem “manual de sobrevivência” na vida que te mostre e te conte e te prepare para isso. É só o dia a dia pra saber como as coisas são mesmo. 

Ufa, acho que estava com algumas coisas engasgadas aqui... me sinto até um pouco mais leve. Enfim, o que eu queria dizer aqui, é que não são só alegrias e lindezas a vida de mãe. Quem vê as fotos que posto no Instagram e no Facebook, não sabem o dobrado que eu corto.

São muitas mini roupas pra lavar e depois passar... é a casa que precisa estar “impecável” pois agora a Maria engatinha por tudo e o que antes já ia pra boca, agora é muito mais. É a comida que precisa ser preparada com muito cuidado para não exagerar em temperos e sabores que possam magoar aquele estomago ainda em formação. É um milhão de coisas que precisam ir na bolsa da bebê só para ir até ali na esquina. E ainda tem o dog que precisa de atenção, amor, carinho, comida e banho.

Ah, mas você não é casada? E o seu marido? Ele não faz nada? Faz sim gente... poderia fazer mais, mas isso é perfil masculino, enfim.... só que tem coisas que é com a gente mesmo. 

Quer um bom exemplo: Maria começa a chorar do nada... papai pega no colo, conversa, canta, faz palhaçadas... a menina chora mais ainda... esperneia... não se sabe aparentemente o motivo daquele choro, mas é só a mamãe aqui pegar no colo que para na hora. Tudo bem que tem vezes que não para nem comigo e a gente não consegue descobrir qual é o problema... mas tudo bem, faz parte né? Logo começa a falar e explicar melhor o que sente.

E tem mais... a gente quer que o bebê cresça logo e engatinhe pois não aguenta mais carregar o bichinho no colo... e quando começa a engatinhar, a gente entra em parafuso, pois piscou, o bichinho já sumiu... e provavelmente só em um lugar onde não deveria, tipo o potinho de água do cachorro, o lixo do banheiro ou da cozinha, a porta da rua! 

E isso é absolutamente normal... e vai passar... e ela vai aprender a andar e as coisas que agora são novidade e curiosidades a serem “matadas”, serão outras... e é isso ai, bola pra frente... lembrando sempre que somos um exemplo, então, mesmo que a vontade seja jogar tudo pro alto e sumir, gritar, chorar, xingar, o negócio é respirar fundo e seguir... não que isso seja fácil, não que eu não chore... eu choro muito, eu acho que não vou dar conta todos os dias , e logo depois eu descubro que de pouquinho em pouquinho eu estou dando conta. Afinal, Dona Maria já vai completar seu primeiro aninho e é saudável, está com o desenvolvimento em dia... só ficou dodói duas vezes e não foi negligência minha... tá certo que é magrela magrela, mas no final das contas até isso é bom, já que a mamãe está super acima do peso, pode ser que ela tenha essa tendência também... então, melhor magrela que obesa.

Ufa de novo... acho que chega né? Já escrevi bastante por hoje.

Tomara conseguir manter as atualizações com maior frequência.

É isso... beijo pra quem fica! =*

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Bodas de Papel



 Fonte Imagem: https://www.blogsoestado.com/pedrosobrinho/tag/bodas-de-papel/

Em 16 de dezembro de 2018, completei meu primeiro ano de casada.

Neste dia “comemoramos” Bodas de Papel... segundo o site significados, o papel simboliza o primeiro ano do matrimônio por ter o significado da "fragilidade", típico do começo de qualquer relacionamento. No entanto, as bodas de papel, de acordo com a tradição popular, também podem ter a conotação da "flexibilidade" que os jovens casais devem possuir para encarar os desafios da vida a dois.

As duas palavras destacadas foram desafiadoras nestes 12 meses de matrimônio: fragilidade e flexibilidade. 

Pensem comigo... qualquer relação passa por dificuldades, existe o tempo para conhecer o outro em sua essência, afinal, dormir e acordar juntos todos os dias é bem diferente da época de namoro, quando saem juntos mas cada um dorme na sua casa. Aprender a respeitar as diferenças, não tentar mudar a pessoa para se adaptar a você... são muitos os desafios... junte a isso um bebezinho recém nascido, frágil e totalmente dependente... pois é, não foi fácil... por diversos momentos bateu aquele desespero de que eu não daria conta, que eu não servia para tudo aquilo... que eu queria jogar tudo para o alto e sair correndo... 

Ai você para e pensa... lembra de alguns relacionamentos de amigos que você conhece e que duram já muitos anos... e reflete sobre o que essas pessoas fazem para “fazer durar”... não pensem que aqueles casais que tem muitos anos de casados e estão sempre de mãos dadas não tem problemas... eles tem sim, a diferença é que eles "discutem” a relação... conversam, respeitam... OUVEM um ao outro. 

Sempre disse para todos os amigos que estavam para se casar que o respeito deveria prevalecer acima de tudo, pois com respeito tudo seria mais fácil... no dia a dia percebi que eu estava certa... e errada. Sim, o respeito é fundamental, pois sem ele, um desentendimento virar uma briga, uma discussão e descambar para o “vamos nos separar” é muito forte. Mas também, ninguém me contou que às vezes a gente sofre para conseguir respeitar o outro... as diferenças, às vezes, são muitas, são grandes, pesam... às vezes, tudo aquilo que a gente desejou, sonhou, imaginou, não chega nem perto de se realizar, e tudo porque o que o outro faz reflete em nós. 

O dia a dia às vezes é cruel... ah, eu vou casar, ter minha filha... quando ela estiver completando os seus 12 meses (um pouco mais) a gente já vai ter dinheiro o suficiente para dar entrada na nossa casinha... kkkkk, que bobinha que você é. 

A realidade nos mostra que todos os dias os imprevistos acontecem... e que muitas vezes eles levam as nossas economias.... e você tem que optar por manter a relação apesar das economias irem embora, ou “perder” tudo, literalmente.

Um casamento muda a vida da gente... um bebê muda mais ainda... quantos sentimentos bagunçados e intensos que invadem nossa mente, nosso coração. O que é prioridade? Tudo que for relacionado ao filho... mas também, não podemos esquecer da nossa relação... bebê nenhum segura casamento, se segura, tenha certeza de que uma das partes (ou as duas), está infeliz.

É, a gente mudou a ordem das coisas e talvez não tenha dimensionado as consequências disso... Mas sempre ouvi que Deus nunca dá um “fardo” maior do que podemos carregar... então a gente respira fundo, e vai, crendo que Deus nos mostrará o caminho, que Deus nos amparará, nos dará sua mão... nos carregará em seu colo.

Cai, se machuca, chora, levanta... e aprende com tudo isso... e conhece cada dia mais aquela pessoa que escolheu viver a vida ao seu lado. Percebe que nem tudo o que viu no namoro é de fato real, e que não viu quase nada no namoro, pois ele foi “relâmpago”... que a pessoa tem muitos defeitos (e nós também, claro) e que, às vezes, esses defeitos incomodam tanto... e dai você respira fundo, avalia... pede para Deus te mostrar o caminho... e dai vêm em mente aquele sorriso, aquela primeira surpresa... aquela comidinha gostosa que só ele sabe fazer... aquele EU TE AMO que vêm do nada.... e você lembra da primeira vez que ouviu este EU TE AMO... e lembra que isso aconteceu com uma semana de namoro e que você ainda disse: não é muito cedo para isso? E também lembra de ter a certeza de que não era... de que aquele sentimento era verdadeiro... e ainda é.

Ele é atrapalhado e eu certinha demais... eu sou séria e ele “um palhaço”... que bom, ele me faz rir... mesmo quando estou brava, muito brava, mesmo que eu não queira mostrar, ele me faz rir... e isso é uma delícia. E ele faz nossa filha rir... a primeira gargalhada da pequena foi para o pai... tem amor maior que esse? Só de lembrar o coração se enche de alegria e os olhos de lágrimas de emoção... sentimentos que a gente acha que conhece, mas só vivendo o dia a dia da relação conjugal e da maternidade é que percebe que nem de longe havia sentido algo igual.

Desafios, eu acredito que teremos muitos... todos os dias... imprevistos, desentendimentos, farão parte da nossa vida para sempre... quem disser que não tem isso em suas relações está mentindo, eu tenho certeza. 

E assim vamos vivendo, um dia de cada vez... aprendendo, crescendo, ensinando, respeitando... e que venham as bodas de algodão, trigo, flores, frutas, cera, madeira, ferro, perfume, açúcar, latão, lã, papoula, barro, cerâmica, vime, estanho, aço, seda, ônix, linho, renda, marfim, cristal, turmalina, rosa, cretone, água marinha, porcelana, zincão, louça, palha, opala, prata, alexandrita, crisopázio, hematita, erva, pérola, nácar, pinho, crizo, oliveira, coral, cedro, aventurina, carvalho, mármore, rubi, esmeralda, seda, prata dourada, azaviche, carbonato, platina, safira, alabrastro, jaspe, granito, heliotrópio, ouro, bronze, argila, antimônio, níquel, ametista, malaquita, lápis lazuli, vidro, cereja, diamante, jade, ufa.... e muitas outras bodas que venham.

É isso ai... e vocês, são casados? Como é a relação de vocês? Altos e baixos? Alegria e tristeza? Saúde e doença? 

Vamos conversar?

Bjo bjo