sexta-feira, 5 de março de 2021

Tamanho Não Importa

E o primeiro livro do ano foi lido na primeira quinzena do ano... olhem só que ótima motivação para se começar bem o ano literário hehe! Será que esse ano promete ser um ano melhor em termos de leitura?

Pelo menos a intenção é boa.... e a primeira escolha do ano foi boa... começamos muito bem com Tamanho Não Importa de Meg Cabot.


E ao comentar com a amiga Grasi a leitura, ela disse, ah esse é um dos livros (terceiro) de uma coleção da Meg Cabot, que eu descobri ter 5 volumes:

Tamanho 42 Não é Gorda; Tamanho 44 Não é Gorda; Tamanho Não Importa; Tamanho 42 e Pronta para Arrasar e A Noiva é Tamanho 42.

E depois de pensar um pouco eu lembrei já ter lido um deles... e comecei a procurar nas minhas anotações literárias e nada de encontrar qual já tinha lido... fui até a casa dos meus pais e encontrei minha primeira caderneta de registro de filmes, séries, livros e shows (de 2007) e lá eu encontrei o livro: o primeiro: Tamanho 42 Não é Gorda, lido em 2007.

Mas assim, mesmo havendo uma sequência, e tendo ai, um livro no meio e meros 14 anos entre uma leitura e outra, não senti que a leitura ficou prejudicada, pois é um livro leve, de escrita gostosa, divertida, apesar de ter uma trama que, ao começar a ler, parece ser bem água com açúcar, e no desenrolar, se mostra até um pouco romance policial hehe...

Para lembrar quem é a protagonista desta história, estamos falando de Heather Wells, é ela que conta a narrativa do livro, ela foi uma cantora teen quando adolescente, super famosa, e agora foge aos padrões, trabalhando em uma universidade, e mantendo um corpo digamos assim “fora do padrão”, para os “padrões” (não que eu concorde com eles, pois quem me conhece sabe que eu sou beeeem fora dos padrões).

Neste livro ela já passou dos 30 anos e mora de favor no apartamento do ex cunhado, Cooper (por quem nutre uma paixão que não quer admitir), namora – escondido – Tad, o seu professor de matemática, e trabalha em um tipo de casa do estudante da Universidade de Nova York.

E mais um dia começa, e tem tudo para ser um dia comum, ou não, pois Heather resolveu sair para correr com seu super namorado, mas, primeiro: ela não está acostumada a acordar tão cedo, já que mora ao lado do trabalho (então pode acordar faltando praticamente 5 minutos para começar a trabalhar); segundo, ela não está acostumada a correr, e já nos primeiros 30 segundos, percebeu que tinha sido uma má ideia... então, não sei se tem tudo para ser um dia comum... e no final das contas não, aquele não seria de jeito nenhum um dia comum.

Depois do que pareceu uma São Silvestre, Heather seguiu para o trabalho e lá ela teve a certeza de que aquele, definitivamente, não seria um dia comum... ao entrar em sua sala de trabalho ela encontrou Owen Broucho, diretor interino do Conjunto Residencial Fischer Hall, e, no caso, seu terceiro chefe em menos de um ano, morto dentro de sua sala de trabalho, e não simplesmente morto, assassinado com um tiro que atravessou sua cabeça.   E como ela quase não gosta de um mistério e mesmo indo contra todos os pedidos e alarmes dentro do seu ser dizendo para ficar longe de tudo isso, ela resolveu que deveria desvendar o mistério por trás da morte do seu não tão amado chefe.

Todos os indícios apontavam para um jovem chamado Sebastian, porém, no desenrolar do livro, prova-se que o obvio não é tão obvio assim.  Mas daqui para frente, se escrever muito mais, é capaz de rolar uns spoilers meio comprometedores demais, apesar de que, pelo ano do livro (2011), talvez todo o mundo já tenha lido o livro e conheça muito bem a história... hehehe... Enfim, adorei a escolha do primeiro livro do ano e espero que continue assim com os demais.

Já estou lendo outro que estou amando, mas já estou demorando um pouco mais para terminar, assim como demorei para terminar de escrever este texto de apenas algumas linhas... o que demonstra que o otimismo das primeiras linhas precisa ser persistente para vencer a avalanche que o dia a dia nos impõe.

Mas e ai, vocês já leram este livro? Conhecem a história? Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

A Garota no Trem

 Oi Pessoal, tudo bem com vocês?

Como disse na semana passada, este texto eu escrevi ano passado no meu caderno, mas não passei pro PC e ele acabou ficando “esquecido”.

Passo por aqui para escrever sobre o livro que li nas minhas férias de agosto... um livro de leitura voraz, uma daquelas leituras que fazia muito tempo que não tinha e que foi tão tão bom ter... sabe aquela sensação de prazer ao ler? Então, foi essa a sensação ao ler este livro.

Foi a leitura das mini férias de uma semana. Férias de agosto, férias de pandemia... aí vocês me questionam... pegar férias na pandemia? Você não está em casa? Sim, estou em casa, em home Office, trabalhando mais do que se estivesse fisicamente no meu ambiente de trabalho.

O home Office se mostra cada vez mais desafiador e mais cansativo, confesso. Enfim, mas o foco aqui não é esse.

O foco aqui é a leitura... em 5 dias de férias consegui ler um livro, um livro que foi escolhido aleatoriamente, que estava a muito tempo no meu kobo... sabe aquelas histórias que você se envolve totalmente e não quer parar por nada? Sorte que Dona Maria colaborou aqueles dias e as pausas eram só pra fazer almoço, hehe...

Então vamos ao livro: A Garota no Trem, de Paula Hawkins conta a história de Rachel e depois de conhecê-la, eu nunca mais farei uma viagem de ônibus (faço poucas) da mesma maneira...

Rachel sai de casa todos os dias rumo a Londres como se fosse para trabalhar, mesmo já fazendo meses que ela está desempregada. Mas prefere manter a rotina a ter que contar a verdade para sua colega de casa, que a abrigou depois do seu divórcio.

Durante o trajeto de trem ela tem em sua companhia uma garrafa de água, mas o líquido que está ali dentro não é bem água, pelo menos não água que passarinho bebe.

Em seu percurso diário, o trem tem uma parada em um sinal vermelho “obrigatório”, ou seja, este sinal sempre fica vermelho ao passarem por ali. E é bem neste trecho que o trem passa próximo a  duas casas “especiais”, digamos assim, a primeira delas onde Rachel viveu com seu ex marido, Tom, e onde hoje ele vive com Anna, sua atual esposa e sua filha; e a segunda, o número 15, onde vive o casal Jess e Jason (nomes que Rachel inventou, para ela são estes os nomes que combinam com eles). Para Rachel, eles são o casal perfeito, amoroso. Eles são lindos e tem a vida que qualquer casal gostaria de ter, pelo menos é isso que ela acha, que ela criou em sua mente. É esta a fantasia que ela vive todos os dias ao passar por ali... é esta a expectativa dela, que chega a criar certa ansiedade diária quando está chegando perto daquele sinal, pronta para vê-los e saber o que estão fazendo hoje.

Mas um belo dia tudo isso muda, pois Rachel vê algo que a deixa profundamente perturbada. Ela vê Jess com outro... Jess está traindo Jason. Como ela pôde?

Dias depois Rachel descobre que Jess, que na verdade se chama Megan, está desaparecida.

Achando que pode ajudar com o desaparecimento de Jess/Megan, Rachel procura a polícia para contar o que viu naquela manhã, durante a breve parada do trem, porém, pelo histórico de embriaguez, ela não passa muita credibilidade, já que o uso excessivo de álcool tem comprometido a sua memória e sua aparência.

Mesmo não sendo levada a sério, ela acaba se envolvendo em toda aquela situação de uma maneira que jamais imaginaria.

No desenrolar da história, as vidas de Rachel, Anna (a atual do seu ex)  e Jess/Megan acabam se relacionando de uma maneira muito intrigante, o que deixa este thriller psicológico impossível de largar. Ah, tem o filme pessoal, que é bonzinho, mas não chega aos pés do livro, como quase todos os filmes baseados em livros, claro hehe!

Mas vou parando de escrever por aqui, para evitar spoilers que comprometam a boa leitura que é este livro!

E vocês, já leram este livro, o que acharam? Vamos conversar?

Bjo, bjo

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Balanço 2020

Foto: Dilok Klaisataporn/iStockphoto.com

 E ai Pessoal, tudo bem com vocês?

E cá estou eu, novamente, para o balanço anual.

Como vocês estão carecas de saber, 2020 foi um ano totalmente atípico, e mesmo achando que devido a isso eu conseguiria ter tempo para ler, fazer coisas distintas e poder escrever mais, na realidade, o tempo “livre”, foi menor do que eu jamais imaginei que seria.

Foram apenas 3, 3 as postagens em 2020, que coisa...

Bom, o ano começou como todos os outros, com várias boas proposições, desejos, vontades, vamos pedalar mais, vamos visitar e receber mais os amigos, vamos viajar, quero ler mais, sair de casa, vamos desfraldar a Maria, vamos vamos vamos.... vamos é ficar em casa, pois um cara chamado covid 19 resolveu chegar de mala e cuia, se instalar em todo o mundo e ditar todas as regras.

Até meados de março a vida seguiu razoavelmente “normal”, mas desde o dia 23/03/2020, até hoje, sim, até hoje, estou em home office... (desde outubro, vou uma vez por semana trabalhar fisicamente na empresa).

Desde então achei que fosse enlouquecer, que fosse virar master  chef, que fosse explodir de tanto que engordei... chorei, tive picos de depressão, ri, vi muitos filmes e seriados, trabalhei mais do que jamais imaginei,pois quem acha que em home office se trabalha menos está redondamente enganado.

Soma-se ao trabalho formal, lavar, limpar, cozinhar, cuidar da filha, do cachorro, manter minimamente a sanidade mental, e você verá que a conta não bate. Por diversas vezes achei que não fosse dar conta, às vezes ainda acho que não vou dar.

Ainda choro... ainda me descabelo, ainda me desespero... mas também, aprendi a ver o lado bom... o lado do apoio das mães saneparianas (nunca foi tão importante ter essa rede de apoio – mesmo que apenas virtual). Quer ver o melhor lado dessa pandemia? Poder acompanhar de perto o desenvolvimento da Maria. Cada passo do crescimento, cada vitória, cada aprendizado, cada coisinha mínima que seja que seriam as professoras na escola que veriam, eu vi.... eu bati palmas, eu cresci junto, eu aprendi junto. Fizemos as tarefinhas da escola junto, ri junto, curti e me diverti junto com ela, entendi suas frustrações quando alguma coisa não dava certo nas atividades, quando ela não conseguia e quando eu não conseguia também, tentar ajudar, orientar, ensinar.... e vi, o quanto as professoras são importantes e especiais na vida dos nossos filhos... e o quanto devemos agradecer, valorizá-las  e respeitá-las.

Essa pandemia também fez nossa relação com os vizinhos se afinar mais do que nunca... com a graça de Deus temos bons vizinhos. E como tem várias crianças no condomínio, a relação da Maria com outras crianças não acabou sendo afetada como vemos acontecer tanto por ai... aqui temos parquinho e muitas crianças para brincar. Não é na rua como era na minha infância, mas é quase isso... fica pra fora de casa (sempre que posso acompanhar, pois ela ainda é muito pequena pra ficar sem supervisão)... ou dentro de casa, ou na casa de algum dos vizinhos que estão sempre de porta aberta pra receber a minha baixinha que tem sempre um sorriso no rosto para dar para quem passa por ela.

Bom, mas vamos aos dados numéricos, aqueles que eu tanto gosto hehe:

Quanto aos filmes e seriados, foram 1114, uau, acho que foi um recorde..., tipo praticamente o dobro do ano passado.

Destaque para o filme A Menina e o Leão. Esse ano que passou resgatei Greys Anatomy na minha vida, voltei a assistir desde a primeira temporada. Sobre os seriados, um que curti muito foi How to Get Away with Murder, que estou ansiosa pela estreia da sexta temporada agora no início do ano. Outras séries que gostei bastante foram Marcella, o Segredo do Templo e Bordertown.

O filme “A Menina e o Leão” conta a história de Mia e do leão branco Charlie. Mia e sua família vivem em uma fazenda de criação de leões na África do Sul e Mia se apega a este leão, criando uma relação de amizade que perdura até a sua adolescência, quando ela percebe que ele poderá ser vendido para um homem que pretende colocá-lo num local onde possivelmente será morto por diversão por caçadores. Neste momento ela inicia uma jornada para salvar seu amigo, percorrendo um caminho cheio de dificuldades para chegar até uma reserva ambiental onde ele poderá viver em segurança com outros leões.

Greys Anatomy dispensa comentários... a série médica com maior tempo na história.... 17 temporadas. Estou ansiosa para ver a 17ª temporada logo.

How to Get Away with Murder, com tradução no Brasil: Como Defender um Assassino, foi indicação de um estagiário querido e assim como todas as outras séries que ele indicou, eu amei. Uma famosa advogada de direito criminal, professora renomada de uma grande universidade, escolhe 5 de seus alunos para participar de um programa especial, onde eles podem atuar em casos reais que ela está advogando em seu escritório particular. São casos de arrepiar. A trama é boa, e eles acabam se envolvendo em crimes também, o que deixa tudo mais emocionante ainda.

Marcella é mais uma série policial... Marcella é detetive investigativa, trabalha em Londres... tem sua vida pessoal destruída depois de um casamento de 12 anos, é psicologicamente instável, considerada por muitos literalmente perturbada, por isso se afasta do trabalho, porém, quando um serial killer que tem relação com um caso antigo dela aparece, ela retorna ao trabalho. Ao retomar sua carreira, fica claro que, profissionalmente, ela é imbatível. E parece que vêm a terceira temporada por ai. Fico no aguardo!

O Segredo do Templo – traduzido como O Segredo do Templo, tem como título original The Gift, O Presente. É uma série turca, que conta a história de Atiye, uma pintura em ascensão e Erhan, um arqueólogo prestes a se tornar famoso por ter descoberto o templo mais antigo do mundo, escavação que tinha sido iniciada pelo seu pai, muito tempo antes. A vida dos dois se cruza quando ela vê que um símbolo que ela sonha, desenha e retrata em suas obras desde sempre aparece em uma reportagem sobre os achados arqueológicos de Erhan.

Achando aquilo coincidência demais, Atiye embarca em uma viagem para o local das escavações para tentar entender de onde vêm aquele símbolo e por que ela sempre foi “assombrada” por ele... Durante sua busca ela descobre que estes símbolos tem relação com o seu passado e que muito lhe foi escondido a vida toda. Ao perceber que ela está começando a desvendar coisas do passado, sua mãe e o pai de seu noivo tentar impedir, inclusive induzindo uma esquizofrenia a moça. Eu sei que se continuar  a escrever vou dar spoilers demais... espero que logo venham novas temporadas, pois a história ficou inacabada.

Bordertown – essa também é uma série policial, é acho que foi o ano das séries policiais, hehe... ela conta a história de Kari Sorjonen, um detetive muito, muito bom no que faz, na Finlândia, mas que resolve se mudar para uma pequena cidade chamada Lappeenranta, que fica na fronteira com a Rússia para poder ficar mais próximo da família, já que sua esposa está doente e precisa de mais atenção. Porém, ele é convidado para chefiar uma equipe, em uma nova divisão de crimes hediondos e ele não resiste e o que era para ser uma vida mais tranquila se transforma em desvendar assassinatos bizarros e outros casos complexos como prostituição, sequestros e tráfico de drogas, levando trabalho para casa ou trabalhando até tarde todos os dias. Isto reflete na sua relação com a esposa que vai adoecendo cada vez mais e na relação com sua filha adolescente, que faz de tudo para desafiá-lo e também, passa a ter um comportamento estranho depois que algumas situações ocorrem, mas que se eu falar aqui, estraga a história.

Enfim, sobre os filmes/séries é isso... agora, sobre os livros, senhOOOr, que lástima, foram apenas dois, dooooois livros: A Coroa da Vingança, de Colleen Houck, que é o terceiro livro dos Deuses do Egito e A Garota no Trem de Paula Hawkins. Sobre este último, cheguei a fazer um esboço de texto no meu caderno para escrever no blog, logo que finalizei a leitura, no final de agosto do ano passado, mas não terminei de escrever, nem passei pro PC, que vergonha... mas essa é uma meta para este ano, hehe... o próximo post será sobre este livro, que diga-se de passagem, li em 4 dias, livro louco de bom.

O balanço profissional fica difícil fazer, pois com o home office é difícil mensurar algum desenvolvimento. O que posso dizer com certeza é que, de fato, se trabalha mais em casa que na empresa, e que é muito mais fácil manter o foco e tudo o mais estando no seu ambiente de trabalho. Ainda assim, foi possível dar vazão a algumas questões que necessitavam de atenção e que estavam paradas pela demanda do dia a dia e que, num primeiro momento, devido as incertezas da pandemia, ficou parada a rotina diária, então, foi possível arrumar a casa, digamos assim.

Sobre as viagens, por incrível que pareça, no feriado do início de novembro, burlamos a quarentena e fomos para Itapoá passar uns dias... ficamos na Pousada Alvarenga, que estando lá, descobri ser dos pais de um colega de trabalho. Fomos a Maria, a mãe, o Bolinha e eu e depois o Kadu se juntou a nós. Foram apenas três dias, mas já deu para aproveitar alguma coisa. O tempo ficou bom, então deu até pra Maria tomar um banho de mar. Adorou tudo... já tinha ido para a praia, mas era menorzinha, então, dessa vez aproveitou bem... brincou de se esbaldar na areia, na água do mar, correu, pulou, fez castelo de areia, buraco na areia, pulou onda, correu atrás de passarinho, comeu sorvete, milho, churros, fez de um tudo que deu tempo, hehehehe

Nas paragens do coração, os altos e baixos de toda relação continuam por aqui, ainda mais em tempos de pandemia... estar em casa, tendo que trabalhar e com toda a carga que vêm com isso, se tornou bem desgastante e isso se refletiu na nossa relação, claro, mas com muita conversa, algumas brigas, muito stress, choro e uns gritos, estamos bem hehe... sobrevivendo dia após dia ao sacramento que escolhemos viver. Não é fácil, é verdade, mas seguimos conversando (nem sempre como eu gostaria), aprendendo, se conhecendo, respeitando os limites e cada um, abrindo mão aqui e ali, correndo atrás, e vamos seguindo em frente.  O importante é que o amor segue firme, então vamos lá,para mais um ano juntos.

Bom, acho que é isso, encerramos 2020, o ano em que vivemos uma pandemia, e que parece não estar perto de terminar, ano atípico, diferente, mas sobrevivemos apesar de tudo, com saúde, perto dos nossos e fortalecendo laços... que 2021 seja um ano mais suave é o que mais desejo, que ele traga a vacina que tanto queremos e com ela, um pouco mais de tranquilidade para que possamos ao menos, abraçar quem amamos, para que possamos estar junto aos amigos com mais frequência... mas, por enquanto, os abraços continuam virtuais e a vida, segue esse “novo normal”.

Fiquem todos bem, com saúde... é o meu desejo para o 2021 de todos.

 

Bjo Bjo

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Os Reflexos da Pandemia



Bom Dia Pessoal, tudo bem com vocês?
Ando meio bem desaparecida daqui.... mas nesta semana que passou senti a necessidade extrema de escrever um pouco para extravazar.
Foi um texto escrito em vários dias e ouso dizer, ainda incompleto, por isso ele começa com data retroativa.
Vamos lá?



Hoje é dia 10 de maio. Hoje fazem 52 dias que estou em casa em função desta Pandemia.
Minha quarentena se iniciou em 20 de março, e na minha cabeça, ainda no final de março as coisas já teriam "se ajeitado" e eu voltaria ao trabalho e minha filha para a escola e nossas vidas voltariam ao normal, vendo meus pais, estando com os colegas de trabalho e amigos, podendo visitar shoppings e mercados sem medo.

Primeiro dia em casa.... vamos trabalhar? Levei um dia inteiro para conseguir fazer o acesso ao sistema da empresa para o famoso "home office".

No começo, achei sensacional poder trabalhar de casa e poder ter mais tempo com a minha filha. Na prática, percebi que não seria tão simples assim.

Ingenuidade a minha achar que conseguiria trabalhar 8 horas por dia (seguidas) e ter 1h30 de almoço e fazer comida, cuidar da filha, levar o cachorro fazer xixi....

Na prática, você tem que parar no meio de algo que requer toda a sua atenção, para atender a sua filha que não consegue pegar/abrir/puxar um brinquedo ou qualquer outra coisa.

Na prática, você tem que se preocupar com o almoço e a janta, e isso tem que ser feito "durante o expediente".

E as louças na pia?! Elas tem o poder da multiplicação. Você lava e em segundos aparece mais.
E a criatividade para o cardápio?! Todo dia tenho que pensar em algo "novo" para fazer, pois não é só a criança que tem que comer, o marido, que chega tarde da noite em casa, ele também precisa e quer comer e quer variedade, claro... afinal, trabalhou duro o dia inteiro, já que a empresa que trabalha não parou com tudo o que está acontecendo.

E a boba aqui achou que ia dar tempo de ler, escrever, de atualizar o blog com mais frequência para não parecer um blog abandonado.... mas mais uma vez, que "bobinha" que eu fui.

Mas uma coisa é certa, apesar de super cansativo tanto para mim quanto para a Maria que já está cansada de ficar dentro de casa, sem ver os amiguinhos da escola, sem poder correr por ai, é muito bom acompanhar o desenvolvimento dela. Ver o comportamento mudando, amadurecendo, o "gênio" ariano do serzinho se manifestando cada vez mais. Acompanhar suas vitórias, suas conquistas... as frases completas, os beijos e abraços mais fortes e carinhosos.

Ajudar a levantar dos tombos, beijar os dodóis pra sarar mais rápido. Vê-la dormir (menos do que eu gostaria) no meio da tarde das maneiras mais engraçadas. Se eu tentar dormir de qualquer um dos jeitos que ela frequentemente dorme, nunca mais ando kkkkkk

E também, "decorar" todos os episódios da Masha e o Urso, Chip e Potate, Caillou, entre outros....ai ai! 

Também é bom por descobrir alguns dons culinários que eu não imaginava ter... cada comidinha gostosa que tem saído por isso! Pena que com essas delícias, venha também o peso que já aumentou muito mais do que eu gostaria.

Não tenho vontade e nem tempo para exercícios, mesmo em casa. 

Sabe, nunca, em toda a minha vida, eu imaginei que vivenciaria uma situação como essa. Mas também, nunca imaginei que seria "bom" tudo isso.

Tem sido um tempo para conhecer melhor minha filha, meu marido e até o cachorro.... mas também, a mim e às minhas limitações e à situações que eu achava que estavam "vencidas e superadas" e que ainda incomodam... Nossos limites estão sendo testados diariamente para mostrar que somos humanos, que temos sentimentos e que o contato físico e a "liberdade" nos é tão importante e antes, tão pouco valorizada. Neste tempo, cansamos, choramos, achamos que não vamos dar conta, que etsá tudo errado, para logo depois perceber que é um momento de aprendizado e que, acima de tudo, vai passar.... então, não podemos desistir, é momento de união (distante, por mais estranho que pareça), o negócio é ficar em casa, respeitar as orientações dos órgãos competentes e saber que um dia melhor está por vir.

E vocês, como estão se virando com tudo isso?

Vamos conversar???

Bjo bjo

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Viver Duas Vezes



Todas as noites, após o jornal, acabamos assistindo algo na Netflix, normalmente, desenhos e filmes infantis por causa da Maria... mas esses dias, como ela já estava dormindo, sugeri algo diferente ao querido esposo... e já de cara a Netflix nos ofereceu Viver Duas Vezes... ao ler o resumo e ver a sinopse, me pareceu interessante, então, resolvemos assistir.



O título original é Vivir Dos Veces, filme espanhol, produzido e dirigido por Maria Ripoll em 2019 e lançado na primeira semana de 2020.

Ele conta a história de Emilio, um professor universitário de matemática, aposentado, que para sua infelicidade, é diagnosticado com Alzheimer.

Imaginem o desgosto de um professor que descobriu um número primo, seu maior feito, começar a esquecer o que tanto amou e se dedicou uma vida toda.

Ao se ver passando por esta situação, não reconhecendo onde estava, não conseguindo voltar para casa, tentando pagar uma conta duas vezes, passou a recordar toda a sua vida,  e o coração bateu mais forte com as lembranças da infância, do seu primeiro amor. 

Como sabia que iria esquecer seu primeiro amor, Margarita, ele resolve buscá-la, reencontrá-la uma última vez. 

Para isto, ele faz a mala e entra em seu carro (bem velho) e é abordado por sua neta, Blanca, que por estar em conflito com o pai, não quer ir para casa e resolver embarcar com o avô nesta empreitada.

Eles não conseguem ir muito longe até serem “denunciados” para Julia, filha de Emilio, mãe de Blanca.

Como existe uma questão (que até certo ponto podemos dizer mal trabalhada no filme) entre Julia e seu esposo, ela resolve largar tudo e correr atrás do desejo do pai, encontrar Margarita, apenas sabendo que ela foi professora em Granada e mais nada. 

Chegando lá, descobrem que ela não mora mais no endereço que conseguiram e então, voltam para Valenza frustrados. 

Vida que segue, Emilio se muda para a casa da filha e sua netinha, usando a internet e seus contatos, acaba conseguindo o verdadeiro endereço de Margarita, que pasmem, é em Valenza mesmo... assim, eles vão ao encontro do grande amor da infância daquele homem.

Ao chegar na casa, Emilio identifica como aquela em que passava seus verões durante a infância e com isso, muitas e muitas memórias voltam a sua cabeça, são lembranças que chegam a doer, ele entra na casa, vai até os fundos e lá encontra ela, Margarita, sentada em uma cadeira, contemplando a paisagem. Ele senta, se apresenta e ela o olha atentamente, mas existe algo “errado”.... Seu primeiro amor tem demência em estado avançado, ou seja, não está lúcida... mas fica claro que ela o reconhece, quando lhe entrega um bordado inacabado, parecendo o símbolo do infinito e que remete aos tempos em que se conheceram.

E assim, ele vai embora e continua sua vida... até que o estado avançado da doença o leva para uma casa de acolhimento e lá, para sua surpresa, ele reencontra aquela que fazia o seu coração bater mais forte e aceita aquele convite para ir à praia... aquele convite feito a mais de 50 anos e que ele nunca esqueceu.

...


...

Oscar Martínez é quem interpreta Emilio... sem dúvidas o melhor do filme, pois suas expressões (principalmente quando os sistemas da doença começam a se acentuar), seu humor ácido, sua inteligência, prendem a atenção e emocionam.

Mafalda Carbonell, a neta “rebelde” que só quer saber de ficar no celular também, é ótima, pois no desenrolar do filme, vai se envolvendo verdadeiramente com aquele vô que, até então, ela queria manter distância... em diversas cenas, o envolvimento de ambos é são simétrico, que fica evidente a cumplicidade que existe naquela relação, cumplicidade que nasceu e cresceu no decorrer da história. 

Enfim, chega de bla bla bla... assistam e depois me contem... terminei o filme chorando litros, pois Alzheimer é uma doença muito triste, pois nos leva do que de mais valioso tempos, nossas memórias, nossas lembranças... e um amor da infância é sempre emocionante também... 

E vocês, gostam deste tipo de história? Vamos conversar?

Bjo Bjo

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Balanço 2019



Hello People! Como vocês estão?! E cá estou eu, mais uma vez me tornando repetitiva, hehe: vejam só como a vida de mãe é corrida... quanto tempo sem escrever.... desde setembro, que tristeza. Mas também, parece que perdi muitos leitores neste tempo, desde que me tornei mãe e os posts se espaçaram mais.
Mas vamos lá para mais um balanço anual... vamos avaliar como foi o ano de 2019... e gente, parece que 2019 não durou 12 meses, parece que durou, pelo menos, 18!
Bom, assim como 2018, ano em que recebi nos braços o maior e melhor presente da vida e com ele, minha vida mudou totalmente, preciso informar que 2019 não foi diferente.... foi aquele ano diferentão em todos os sentidos... acompanhar o crescimento de um bebê é mágico, e também cansativo, mas muito, muito gratificante... mas uma coisa é fato, anulamos muito da nossa vida... que agora, não nos pertence mais.
Foi mais uma vez, um ano de aprendizados praticamente diários... completamos nosso primeiro ano no sobrado, que diga-se de passagem torna-se cada dia mais o nosso lar e com gratas surpresas quanto aos vizinhos. Principalmente os vizinhos do 11 e do 12.... tanto os casais como as crianças. Gêmeos fofos que tem muito carinho com a Maria e gostam de brincar com ela, além do pequeno Gabriel que é pouco mais velho que a Maria e também curte brincar com a minha pequena!
Então, quanto a rotina diária, algumas coisas até que entraram “no eixo”, em contrapartida de 2018, porém, há coisas que ainda não consegui... e que doem no coração, mas tudo bem, um dia de cada vez. Como ouço muito: as crianças crescem rápido, aproveite, depois você volta pra sua rotina... e é verdade. Minha Maria já anda por tudo, corre, pula, sobe em tudo, fala mais que papagaio, dá risadas deliciosas, beija, abraça, ama... e isso tudo é uma delícia e não troco por nada.
Isto posto, vamos aos dados:
Começando por este blog lindo, foram 10 atualizações, mais que em 2018, onde consegui escrever apenas 2 posts. Mas confesso que me faltou mais inspiração do que tempo para escrever. Vamos ver se neste ano que se inicia, consigo pelo menos 2 posts mensais.
Quanto aos filmes e seriados vistos, foram 532 (nenhum no cinema, Maria ainda pequetita demais pra isso), um pouco mais que no ano anterior...
Pra variar, foi o ano dos seriados... vou citar um pouco dos diversos vistos:
Sex Education (bem adolescente, mas engraçadinho), Elementary (sensacional, ele faz uma “analogia” ao Sherlock Holmes, mas nos tempos atuais... o protagonista também se chama Sherlock e tem uma monitora de reabilitação – pois ele precisou passar por um tratamento de desintoxicação – era viciado – que olhem só, se chama Watson... devido ao seu problema de saúde, ele deixa de prestar serviços para a Scotland Yard em Londres e se muda para Nova York, onde passa a prestar serviços de consultoria para a polícia local, pois é um gênio dedutivo e seus interessantes nem sempre “comuns” auxiliam a polícia em suas investigações mais complexas – ele sempre encontra “o bandido”),
The Umbrella Academy (meio incomum, mas bacaninha), continuamos com a saga adolescente Shadowhunter, Society (um grupo de adolescentes sai para uma excursão da escola e devido a uma tempestade precisam voltar para casa... mas quando chegam “em casa”, não existem mais adultos, parece que eles estão vivendo em um mundo paralelo, bonzinho até... vamos ver se terá continuação).
Riverdale (que é a minha nova queridinha, já sofro de abstinência, aguardando ansiosamente a quarta temporada – mais um daqueles dramas adolescentes que eu tanto adoro, heheheh... os amigos Archie, Betty, Veronica e Jughead se envolvem em diversas situações e acabam descobrindo que a vida em sua linda Riverdale não é tão “normal” assim, difícil descrever, pois cada temporada teve um mote, porém, tudo começa com a estranha morte de um adolescente rico da cidade), O Mundo Sombrio de Sabrina (série adolescente sobre bruxas, uma graça).
Stranger Things (nem requer comentários), La Casa de Papel (também não requer comentários), Lucifer (ah esse diabo kkkkk, espero que chegue logo a próxima temporada), Elite (mais um seriado adolescente que mostra os bastidores de um grupo de adolescentes que tem muito dinheiro e muito a esconder também).
Dark (que tive que rever a primeira temporada para conseguir entender a segunda melhor hehe, mas é bom pois instiga o raciocínio), mais uma temporada de 13 Reasos Why (que não foi assim tão “boa”), Glitch (que assisti novamente a primeira temporada para conseguir dar conta do recado e que também instiga o raciocínio).;
Vis a Vis (mais uma daquelas séries que te envolve em tudo – resumidamente, é a vida das detentas de uma penitenciária de grande porte), a segunda temporada de Você (maravilhosa, envolvente e aterrorizante no melhor estilo Don Juan malvado).
Finalizei o ano com Good Witch (ainda em andamento), uma série fofinha sobre a vida das pessoas na cidade de Middleton, onde uma mãe e filha (bruxinhas do bem), deixam a vida das pessoas da cidade e de fora dela também, muito mais interessantes e melhores... ótima para dar uma aliviada depois de tantas séries mais fortes e “violentas”.   
Um filme muito bom, foi O Farol das Orcas, super recomendo.
Quanto aos livros, já melhoramos em comparação com 2018, mas não chega nem perto do meu “normal”. Foram 4 livros lidos completos: O Despertar do Príncipe e o Coração da Esfinge de Collen Houck, Cartas aos Mortos de Ava Dellaira e A Lista de Cecelia Ahern.
No balanço profissional, vejamos... foram 12 meses de muito trabalho, foram meses de se sentir valorizada e participar de questões estratégicas (desenvolvimento de sistemas, treinamento ministrado, planejamento, novos desafios na área da qualidade – ISO), mas também, foram alguns meses de decepção e, até, posso arriscar dizer, puxadas de tapete de quem sempre ajudei.
Quanto ao meu segundo turno, posso dizer pra vocês que, pelo menos, tenho dormido mais, hehe! Não chegamos a 8 horas de sono, mas muito perto disso... e também, com o crescimento da Maria, veio alguma independência dela, e minha também.
Mais uma vez tive o prazer de participar de uma noite de avaliações de bancas de TCC lá na UFPR, para avaliar projetos de implantação de melhorias na área de secretariado... o que muito me alegra, pois são muitos projetos interessantes e que mudam a visão que, infelizmente, ainda se tem do profissional de secretariado. Gratidão pelo convite!
Sobre as viagens, diferente de 2018, até que saímos da cidade: em agosto fomos para Aparecida do Norte com a romaria da Lidiane (ida e volta bem tensas com a bebezita, mas lá foi tudo lindo) e em dezembro fomos para Caiobá, apresentar o mar para nossa peixinha (diferente da mamãe que tinha medo do mar, ela “se jogou” na água e também na areia, curtiu cada momento que tivemos na praia).
Quando o assunto são as questões de coração estamos bem... coração cheio de amor, feliz... mas que fique claro que, assim como no ano anterior, rolaram os altos e baixos de qualquer relação, principalmente quando se tem bebê e cachorro no contexto. Como nossa relação começou meio atravessada, com a mamãe engravidando com um mês de namoro, seguimos nos conhecendo, aprendendo um com o outro, tentando respeitar os limites de cada um e aceitar que somos diferentes e que não tem mal nenhum nisso.
Como eu sempre digo: “Amor, eu sou chata, eu sei, mas eu te amo, tá?!”
Então é isso, 2019 foi um bom ano até... e eu desejo que 2020 seja melhor ainda... que eu possa ler mais, viajar mais, voltar a fazer coisas que eu gosto, que eu possa estar presente na vida da minha família de forma plena e completa... que possamos crescer juntos e amadurecer.
Mas e vocês, como foi o ano de 2019? E o que sejam para 2020?
Vamos conversar?
Bjo bjo