Mostrando postagens com marcador Normas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Normas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sobre o Tempo.... ou a falta dele...



Olá Pessoal... tudo bem com vocês?

E o ano está acabando e a proposta de escrever entre três a quatro vezes por mês acabou furando em outubro e novembro, que tristeza. Mas tudo é culpa do tempo, ou melhor, da falta de tempo... um pouco da ausência de inspiração também, confesso, mas também da falta de tempo.

E como a nossa vida anda tão corrida, principalmente nessa época do ano, de correria, de prazos apertados, de fechamentos.

Em outubro eu estava passando por aquele inferno astral, parecia que nada dava certo... mas aos poucos as coisas foram entrando nos eixos e tudo se encaixando, se adequando e graças ao bom Deus, parece que tudo voltou ao normal.

Para mim, o mês de novembro foi especialmente agitado. Coisas boas aconteceram, mas eu não tinha tempo nem de ir ao banheiro, e acreditem, não estou exagerando.

Mas também tive momentos lindos... como o casamento da minha amiga Grasi, que foi especialmente encantador... tudo perfeito, simples mas ao mesmo tempo com muito estilo. Delicado, e com a cara do casal... e como aqueles dois estavam lindos em todos os sentidos, envolvidos com tudo e com todos, e como aproveitaram o seu dia. O Luiz, o noivo mais nervoso que eu já vi na vida hehe... fez um vão na entrada do lugar de tanto ir e voltar até tudo começar oficialmente. E me olhou depois da cerimônia e perguntou: “Mel, ela me ama né?” Não não, a gente tá aqui porque não tinha mais nada pra fazer... kkkkkk... Luiz querido, ela te ama muito, tenha certeza disso!

Casal... desejo toda felicidade do mundo pra vocês...

Na semana seguinte, na quarta fui ao lançamento de um livro da Fernanda Maia, querida amiga, e na sexta, dei uma palestra na empresa para os estagiários do estado todo, via videoconferência, sobre a entrada no mercado de trabalho, como confeccionar um bom currículo e se preparar para uma entrevista de emprego... sempre rola uma tensão no começo, mas foi bacana. Sempre me sinto muito feliz em compartilhar um pouco do que sei, principalmente se isto puder ajudar alguém. Sei que nem todos dão atenção, mas também sei que para alguns, é importante e faz a diferença. Pois eles acabam comentando comigo, ou entre si, ou com aqueles que não puderam assistir. De alguma forma fico sabendo e fico feliz feliz... e isso faz com que a correria para revisar o material, adequar algumas coisinhas, testar a apresentação e tudo o mais, valha a pena. =)

E na última semana do mês foi o ápice da loucura, loucura, loucura.... terça-feira bancas na UFPR... para avaliar alunos do curso de Tecnologia em Secretariado. É sempre um prazer aceitar o convite das professoras Fernanda, Zélia e Eliana. Primeiro pois poder avaliar trabalhos da minha área é sempre engrandecedor, segundo porque rever estas profissionais, docentes e (por que não) amigas, é sempre muito bom.
Na quarta viajei para uma experiência quase que indescritível... fui para Santos, para participar do 30º Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento, mas sobre este evento, que durou 3 dias, farei um post próprio.



Lembrando sempre que no meio de tudo isso, muitos e muitos artigos chegaram para correção e a minha mesa no trabalho estava sempre forrada com muitas listas de presença, certificados e processos de treinamento, e o telefone não parava de tocar, e sempre tinha alguém pedindo alguma coisa, e mais o atendimento aos estagiários... e não esqueçam as aulas de espanhol, com aquele monte de lições e atividades que só a melhor professora do mundo que eu tenho sabe dar hehe, ou seja, correria, correria, correria!!!!

Mas enfim, o que eu quero dizer com tudo isso? Primeiro era compartilhar com vocês um pouco de tudo o que aconteceu comigo e que me impediu de escrever e manter a promessa dos posts semanais e segundo de mostrar que realmente estamos com o nosso tempo escasso, ou melhor, preenchido por muitas coisas, fazendo parecer que não temos tempo para nada, o que na realidade não é verdade.

O tempo continua o mesmo, todos nós temos 24 horas por dia e devemos distribuir nossas atividades da melhor forma possível. Percebi que não fiz isso da maneira que deveria... em muitas situações. Nem tudo estava no meu controle, e acabou que várias das coisas se acumularam, mas estou buscando, neste mês de dezembro, trabalhar de uma forma diferente o meu tempo. Em termos está dando certo, em termos não. Um dia de cada vez, aprendendo com os nossos erros e acertos... sendo mais tolerante, tentando entender por que as coisas acontecem assim e não assado, é... parece que vamos amadurecendo e percebendo certas coisas.

E nisso tudo, nada de escrever sobre os livros também, mas só para constar, continuo com a saga adolescente dos Instrumentos Mortais, estou no quinto livro... passei dos 50% já hehe... e ainda vai faltar um, e farei um post sobre a saga toda.

Só tenho a dizer que estou com muuuuuuitos outros livros para ler, a lista é imensa, em livros físicos e digitais. Mas isso não é um problema, é sempre uma solução para viajar sem sair do lugar, não é mesmo? E também para arejar a cabeça, se distrair, esquecer da vida real... enfim, ler é tudo de bom!

Ufa, acho que é isso por enquanto.

Aguardem novos posts... já estou escrevendo sobre a viagem para o congresso em Santos que foi MARAVILHOOOOOSO hehe.

Bjo bjo e vamos procurar usar o nosso tempo de uma forma mais positiva e otimizada!

domingo, 12 de julho de 2015

Assunto Polêmico - Tatuagem



Oi Pessoal...

Tudo bem com vocês?

A correria no trabalho e com o final de semestre no curso de espanhol me impediu de ler tanto quanto eu gostaria, então não tenho livro finalizado para escrever sobre ele... e também não tinha dado tempo pra finalizar este texto que eu já queria ter escrito já faz um tempão, mas que deixei pra escrever agora por um motivo que vou explicar no decorrer dele...

Então, hoje estou aqui para falar de um tema que é polêmico para a minha profissão. E também para várias outras profissões.
E para quem me conhece, sabe que eu amo de paixão este tema e sou totalmente adepta à arte... e o tema é TATUAGEM!

E por que estou falando disto? Primeiro porque tenho visto diversos artigos e reportagens em sites da internet sobre o tema... alguns falando mal, outros falando bem, outros ainda, apenas falando. E segundo porque eu tenho 14 tatuagens. Ai vocês me perguntam... mas você não é secretária executiva e professora universitária? Sim, sou sim... e isto não muda em nada a minha capacidade, os meus conhecimentos e a minha competência.

Sobre o que tenho visto pela net, teve um caso interessante de um professor de educação física de ensino fundamental que estava processando a escola em de trabalhava, na figura do seu diretor, por preconceito e assédio moral, pois o mesmo estava se sentindo acuado, tendo em vista que o diretor estava assistindo às suas aulas e pediu para que o mesmo “se cobrisse” para dar aulas. O professor conversou com os alunos e com os pais dos alunos, questionando se as tatuagens eram ofensivas, se incomodavam, se elas estavam comprometendo a dinâmica das aulas, se elas em algo comprometiam o ensino dos alunos, e recebeu um retorno negativo, dizendo que as tatuagens em nada desabonavam o bom desempenho do professor em sua função.

Enfim, tenho consciência de que este é um tema de grande polêmica, e que existem muitas pessoas que não são receptivas com pessoas que tem tatuagens e que consideram isto um fato que desabona.

Para a minha profissão: SECRETÁRIA EXECUTIVA, tenho plena consciência de que ter tatuagens pode ser um grande problema, então sempre tomei muito cuidado com os locais onde elas foram feitas. E também com os tamanhos. Todas estão estrategicamente “colocadas”, para que apareçam apenas se eu quiser. Todas menos uma... a última, que terminei de fazer na quinta passada. E na realidade foi por causa dela que resolvi escrever sobre este tema.

A décima quarta tatuagem que eu fiz levou 3 meses para ficar pronta, e foram 4 sessões. E muito sofrimento, em diversos sentidos. Primeiro foram dois anos de reflexões para tomar a decisão de efetivamente fazê-la, pois ela é realmente grande e em local que fica difícil esconder. Depois porque cada sessão foi um stress pós-sessão diferente... febre, dor, coceira, inchaço, sangue, plasma, pêlos crescendo descompassadamente, dificuldades para firmar o pé no chão, formigamento. Foi realmente um stress... mas o amor pela arte é maior. E o amor pelo significado do desenho também. Esta é outra questão muito importante na minha opinião. Quando resolvemos fazer uma tatuagem, ela deve ter um significado. Todas as minhas tatuagens tem um significado, um motivo de estarem gravadas no meu corpo. E com esta não é diferente.

No local em que trabalho não tenho nenhum problema quanto as tatuagens, mas procuro ter bom senso com as roupas que utilizo.

Como sou professora também (hoje apenas em EaD, mas já estive em sala de aula pois diversos anos), sempre procurei cuidar da vestimenta em sala de aula também, mas nunca escondi dos alunos que tinha tatuagens e eles sempre acharam o máximo isto, e sempre enfatizaram que o fato de ter tatuagens nunca influenciou na competência e conhecimentos que tenho. Isto por que não dava aulas apenas para o curso de Secretariado Executivo, teve época que dei aula para os cursos de Administração e Turismo também.

Lógico que já passei por situações em que me foi solicitado que não as mostrasse, algumas foram diretas, outras veladas... no começo isso até me incomodava, mas depois percebi que tudo bem, faz parte.

Esta da perna será um novo desafio... tudo bem que uso muito mais calça do que vestido, saia ou bermudas, mas no calor sou super adepta de deixar as pernas de fora... mas vamos aguardar o verão para ver como será. E confesso que também estou curiosa para ver a reação das pessoas... me divertir com as caras e bocas que algumas fazem hehe...

Enquanto estava escrevendo este texto pensei um milhão de vezes se colocava ou não fotos das minhas tatuagens... e no final das contas achei melhor não colocar... para quem me conhece pessoalmente pode até já ter visto algumas delas... para quem não me conhece, da última, a gigante da perna hehe, tem no Instagram... me visitem por lá: melamg.

Ah, adorei essa imagem... ela reflete bem "o espírito da coisa" por assim dizer...



Então é isso ai...e vocês, o que acham... a tatuagem pode atrapalhar a vida profissional de uma pessoa? Vocês tem tatuagens? Já sofreram algum tipo de preconceito por isso? Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Posso Errar?

Bom Dia Pessoal,

Segue texto recebido via email, para reflexão das muitas mulheres que visitam o blog.
Homens, indiquem para suas amigas, namoradas e conhecidas.

Beijos,

________________________________________________________________________________

Por Leila Ferreira

Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu "errado". Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, super oleosos, grudam só de ouvir a palavra "condicionador". Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes tudo aquilo que meus nove vidros de xampu "certo" que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir.
Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?

O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi "certo" até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de "nada a ver", vão ficando e, quando você se assusta, está casada "e feliz" com um deles.

E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa "certa", mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para "errar".

Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: "Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo". Sem entrar no mérito da questão "da traição ou do cigarro", concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.

O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: "Como assim?! Você não dirige?!". Com toda a calma, ele responde: "Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios tem um punhado de coisas que eu não faço". Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: "Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos". O certo ou o "certo" pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.

Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro "Mulheres: Por que será que elas..."

terça-feira, 6 de abril de 2010

E se Harry Potter Dirigisse a General Electric?

Boa Tarde Pessoal..

Cá estou eu para indicar mais um livro: E se Harry Potter Dirigisse a General Electric?, de Tom Morris



Demorei exatamente 3 meses para ler o dito, mas tenho uma boa desculpa. Com a correria do processo seletivo da Unibrasil e depois, com tantas aulas para elaborar, acabei deixando a leitura prazer de lado.

Mas essa semana retomei a leitura e hoje consegui terminá-lo.

É um livro fantástico que faz uma comparação incrível com o nosso mundo corporativo de hoje e a história de todos os livros do Harry Potter.

Fiz até o fichamento do livro, pois se que posso usá-lo tranquilamente em minhas aulas.

Vou citar alguns trechos só para aguçar a curiosidade de todos:

"O significado da vida não deve ser encontrado em elixires ou encantamentos, palavras secretas, ou objetos exóticos com poderes esotéricos, mas sim na virtude moral real e na magia do que ela pode nos ajudar a fazer" (MORRIS, 2006, p. 17).

"Coragem é fazer o correto, não o fácil. Um ato de coragem é a resposta - adequadamente motivada e ponderada para perceber o risco - de uma pessoa que quer enfrentar o perigo potencial por causa da segurança ou em nome de um bem maior" (MORRIS, 2006, p. 52).

"Não há nada mais decisivo para desenvolver uma grande carreira, gozar de uma vida pessoal plena e enriquecedora e deixar o seu próprio legado neste mundo do que viver os valores éticos corretos em tudo o que você faz" (MORRIS, 2006, p. 86).

"Uma das lições que percebemos de uma forma nova é que nunca devemos tomar por certo o bom em nossas vidas e que deveríamos sempre fazer o possível para ver além do mau. A roda vai girar, e o que estamos experimentando agora não será sempre o que iremos encontrar no futuro. Precisamos aprender a lidar com os altos e baixos, as oportunidades e as dificuldades, e compreender os outros quando eles estão fazendo o mesmo" (MORRIS, 2006, p. 234).

O livro é excelente e deveria ser lido por todos que tem aspirações profissionais de crescimento. É fascinante como o autor consegue interpretar os livros de Rowling de uma maneira tão corporativa.

Espero que apreciem.

Beijos

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O Clube do Filme

Hoje terminei de ler o livro “O Clube do Filme”, de David Gilmour.

No ano passado, a Veja publicou uma matéria sobre o mesmo e aquele texto despertou a minha curiosidade.

Como poderia um pai dizer para o filho: “pode sair da escola”, e educá-lo em casa, através de filmes?

Parecia uma ideia fantástica, desafiadora, busquei o livro entre amigos e conhecidos, amantes da leitura, mas ninguém o tinha.

Acabou que, devido a vários motivos, este livro caiu no esquecimento (da minha pessoa), até que, no começo deste ano, em uma visita a Livrarias Curitiba, o vejo lá, me chamando. Não resisti e comprei (O preço estava bom, claro. A leitura, infelizmente, ainda é um prazer um tanto quanto caro).

Na ocasião, eu estava lendo Eclipse, mas já estava terminando e, no mesmo dia da compra, comecei a lê-lo.

Sabe quando vamos com muita sede ao pote? Com uma grande expectativa sobre a história? Então, foi assim que aconteceu, me joguei no livro, e preciso confessar que me decepcionei num primeiro momento.

Mas ok, já tinha passado por isso com outros livros, então vamos em frente...

E não é que o livro melhora? Desperta a atenção.

É curiosa a luta daquele pai para participar da vida do filho de fato, não esquecendo nunca de que tinha que educá-lo, já que ele não ia à escola.

O medo de estar fazendo as coisas erradas, a imaginação que corre solta a respeito do futuro do filho.... tudo isso faz deste, um bom livro. Além, é claro, dos comentários sobre os filmes assistidos por eles, que é um capítulo a parte de tão interessante. Dá vontade de sair correndo à locadora para ver os referidos filmes e descobrir se eles nos passarão as mesmas sensações, se despertarão os mesmos sentimentos.

E é por isso que eu indico este livro:






A todos que ficaram curiosos, segue uma sinopse do livro e também algumas críticas publicadas no site da editora: http://www.intrinseca.com.br/:

Eram tempos difíceis para David Gilmour: sem trabalho fixo, com o dinheiro contado e o filho de 15 anos colecionando reprovações em todas as matérias do ensino médio. O autor, diante da falência, da desorientação e da infelicidade do filho-problema, faz uma oferta fora dos padrões: o garoto poderia sair da escola – e ficar sem trabalhar e sem pagar aluguel – desde que assistisse semanalmente a três filmes escolhidos por ele, o pai.
A aposta diferente resultou no Clube do Filme. Semana a semana, pai e filho viam e discutiam o melhor (e, ocasionalmente, o pior) do cinema: de A Doce Vida (o clássico de Federico Fellini) a Instinto Selvagem (o thriller sensual estrelado por Sharon Stone); de Os Reis do Iê, Iê, Iê (hit cinematográfico da Beatlemania) a O Iluminado (interpretação primorosa da Jack Nicholson, dirigido por Stanley Kubrick); de O Poderoso Chefão (um dos integrantes das listas de "melhores filmes de todos os tempos") a Amores Expressos (cult romântico e contemporâneo do coreano Wong KarWay).
David Gilmour, crítico de cinema e escritor premiado, oferece uma percepção singular sobre filmes, roteiros, diretores e atores inesquecíveis ao relatar essa vivência com olho clínico e muita sinceridade. E emociona ao mostrar aos leitores a descoberta da vida adulta pelos olhos de um jovem e os dilemas da adolescência administrados por um pai muito presente.

Críticas:

The New York Times
“É um relato sincero sobre como é difícil crescer, como é difícil ver alguém crescer, e como no meio da raiva e da desordem de uma família não há nada tão bem-vindo quanto um filme.”

Publishers Weekly
“Gilmour lida habilmente com a nostalgia não só do cinema, mas também dos pais, que assistem ao crescimento de seus filhos e ao desenvolvimento de vidas independentes.”

Newsweek
“O que surge para o leitor é um belo retrato de pais e filhos, sem retoque — com imperfeições, parcial, repleto de mágoa e afeição.”

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ética Profissional

A Ética, independente de ser um valor, é hoje um atributo de qualidade e produtividade. As empresas e as pessoas precisam trabalhar num clima de confiança recíproca. Esta confiança está estreitamente ligada ao conceito de ética. Além disso, as diferenças entre produtos são cada vez menores. Portanto, para efeito de competitividade, a imagem está diretamente ligada a princípios éticos.

A Ética visa ao bem comum, promovendo o bem estar de todos os que trabalham na empresa.
Para agir com ética, a diretriz é pensar no bem de todos, na imagem institucional positiva, é agir de acordo com valores morais de honestidade e de integridade.

Ser um profissional ético nada mais é do que ser profissional mesmo nos momentos mais inoportunos. Para ser uma pessoa ética, devemos seguir um conjunto de valores. Ser ético é proceder sem prejudicar os outros. Algumas das características básicas de como ser um profissional ético é ser bom, correto, justo e adequado. Além de ser individual, qualquer decisão ética tem por trás valores fundamentais. Eis algumas das principais:

- Ser honesto em qualquer situação - é a virtude dos negócios;

- Ter coragem para assumir as decisões - mesmo que seja contra a opinião alheia;

- Ser tolerante e flexível - deve-se conhecer para depois julgar aas pessoas;

- Ser íntegro - agir de acordo com seus princípios;

- Ser humilde - só assim conseguimos reconhecer o sucesso individual.

O profissional de secretariado possui um código de ética próprio, que é um dos instrumentos básicos para o direcionamento correto de sua atuação como profissional. Ele fui publicado no Diário Oficial da União em 7 de julho de 1989 e eu já publiquei aqui no blog, em abril.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Secretariado Executivo

Segue abaixo as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação de Secretariado Executivo.
Se você conhece alguma faculdade que ofereça o curso, porém não se encaixe nas diretrizes abaixo, denuncie!



MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
RESOLUÇÃO Nº 3, DE 23 DE JUNHO DE 2005

Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Secretariado Executivo e dá outras providências

O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, com fundamento no art. 9º, § 2º, alínea "c", da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redação dada pela Lei nº 9.131, de 25 de novembro de 1995, tendo em vista as diretrizes e os princípios fixados pelos Pareceres CES/CNE 776/97 e 583/2001 e considerando o que consta dos Pareceres CES/CNE 67/2003 e 102/2004, homologados pelo Senhor Ministro de Estado da Educação, respectivamente, em 2/6/2003 e 12/4/2004, resolve:

Art. 1º A presente resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Secretariado Executivo, bacharelado, a serem observadas pelas Instituições de Ensino Superior em sua organização curricular.

Art. 2º A organização do curso de graduação em Secretariado Executivo, observadas as Diretrizes Curriculares Nacionais e os pareceres desta Câmara, indicará claramente os componentes curriculares, abrangendo o perfil do formando, as competências e habilidades, os conteúdos curriculares e a duração do curso, o regime de oferta, as atividades complementares, o sistema de avaliação, o estágio curricular supervisionado e o trabalho de curso ou de graduação, ambos como componentes opcionais da instituição, sem prejuízo de outros aspectos que tornem consistente o projeto pedagógico.

§ 1º O projeto pedagógico do curso, além da clara concepção do curso de graduação em Secretariado Executivo, com suas peculiaridades, seu currículo pleno e sua operacionalização, abrangerá, sem prejuízo de outros, os seguintes elementos estruturais:
I - objetivos gerais do curso, contextualizados em relação às suas inserções institucional, política, geográfica e social;
II - condições objetivas de oferta e a vocação do curso;
III cargas horárias das atividades didáticas e da integralização do curso;
IV - formas de realização da interdisciplinaridade;
V - modos de integração entre teoria e prática;
VI - formas de avaliação do ensino e da aprendizagem;
VII - modos da integração entre graduação e pós-graduação, quando houver;
VIII - incentivo à pesquisa, como necessário prolongamento da atividade de ensino e como instrumento para a iniciação científica;
IX - concepção e composição das atividades de estágio curricular supervisionado, suas diferentes formas e condições de realização, observado o respectivo regulamento;
X - concepção e composição das atividades complementares.

§ 2º Os projetos pedagógicos do curso de graduação em Secretariado Executivo poderão admitir linhas de formação específicas, nas diversas áreas relacionadas com atividades gerenciais, de sessoramento, de empreendedorismo e de consultoria, contidas no exercício das funções de Secretário Executivo, para melhor atender às necessidades do perfil profissiográfico que o mercado ou a região exigirem.

Art. 3º O curso de graduação em Secretariado Executivo deve ensejar, como perfil desejado do formando, capacitação e aptidão para compreender as questões que envolvam sólidos domínios científicos, acadêmicos, tecnológicos e estratégicos, específicos de seu campo de atuação, assegurando eficaz desempenho de múltiplas funções de acordo com as especificidades de cada organização, gerenciando com sensibilidade, competência e discrição o fluxo de informações e comunicações internas e externas. Parágrafo único. O bacharel em Secretariado Executivo deve apresentar sólida formação geral e humanística, com capacidade de análise, interpretação e articulação de conceitos e realidades inerentes à administração pública e privada, ser apto para o domínio em outros ramos do saber, desenvolvendo postura reflexiva e crítica que fomente a capacidade de gerir e administrar processos e pessoas, com observância dos níveis graduais de tomada de decisão, bem como capaz para atuar nos níveis de comportamento microorganizacional, mesoorganizacional e macroorganizacional.

Art. 4º O curso de graduação em Secretariado Executivo deve possibilitar a formação profissional que revele, pelo menos, as seguintes competências e habilidades:
I capacidade de articulação de acordo com os níveis de competências fixadas pelas organizações;
II - visão generalista da organização e das peculiares relações hierárquicas e inter-setoriais;
III - exercício de funções gerenciais, com sólido domínio sobre planejamento, organização, controle e direção;
IV - utilização do raciocínio lógico, critico e analítico, operando com valores e estabelecendo relações formais e causais entre fenômenos e situações organizacionais;
V - habilidade de lidar com modelos inovadores de gestão;
VI - domínio dos recursos de expressão e de comunicação compatíveis com o exercício profissional, inclusive nos processos de negociação e nas comunicações inter-pessoais ou inter-grupais;
VII - receptividade e liderança para o trabalho em equipe, na busca da sinergia;
VIII - adoção de meios alternativos relacionados com a melhoria da qualidade e da produtividade dos serviços, identificando necessidades e equacionando soluções;
IX - gerenciamento de informações, assegurando uniformidade e referencial para diferentes usuários;
X - gestão e assessoria administrativa com base em objetivos e metas departamentais e empresariais;
XI - capacidade de maximização e otimização dos recursos tecnológicos;
XII - eficaz utilização de técnicas secretariais, com renovadas tecnologias, imprimindo segurança, credibilidade e fidelidade no fluxo de informações; e
XIII - iniciativa, criatividade, determinação, vontade de aprender, abertura às mudanças, consciência das implicações e responsabilidades éticas do seu exercício profissional.

Art. 5º Os cursos de graduação em Secretariado Executivo deverão contemplar, em seus projetos pedagógicos e em sua or ganização curricular, os seguintes campos interligados de formação:
I Conteúdos básicos: estudos relacionados com as ciências sociais, com as ciências jurídicas, com as ciências econômicas e com as ciências da comunicação e da informação;
II - Conteúdos específicos: estudos das técnicas secretariais, da gestão secretarial, da administração e planejamento estratégico nas organizações públicas e privadas, de organização e métodos, de psicologia empresarial, de ética geral e profissional, além do domínio de, pelo menos, uma língua estrangeira e do aprofundamento da língua nacional;
III - Conteúdos teórico-práticos: laboratórios informatizados, com as diversas interligações em rede, estágio curricular supervisionado e atividades complementares, especialmente a abordagem teórico-prática dos sistemas de comunicação, com ênfase em softwares e aplicativos.

Art. 6º A organização curricular do curso de graduação em Secretariado Executivo estabelecerá expressamente as condições para a sua efetiva conclusão e integralização curricular, de acordo com os seguintes regimes acadêmicos que as instituições de ensino superior adotarem: regime seriado anual; regime seriado semestral; sistema de créditos com matrícula por disciplina ou por módulos acadêmicos, observada a pré-requisitação, que vier a ser estabelecida no currículo, atendido o disposto nesta resolução.

Art. 7º O estágio supervisionado é um componente curricular obrigatório, indispensável à consolidação dos desempenhos profissionais desejados inerentes ao perfil do formando, devendo cada instituição, por seu colegiado superior acadêmico, aprovar o correspondente regulamento, com suas diferentes modalidades de operacionalização.

§ 1º O estágio de que trata este artigo poderá ser realizado na própria instituição, mediante laboratórios que congreguem as diversas ordens práticas correspondentes às diferentes concepções das funções e técnicas secretariais.

§ 2º As atividades de estágio poderão ser reprogramadas e reorientadas de acordo com os resultados teórico-práticos gradualmente revelados pelo aluno, até que os responsáveis pelo acompanhamento, supervisão e avaliação do estágio curricular possam considerá-lo concluído, resguardando, como padrão de qualidade, os domínios indispensáveis ao exercício da profissão.
§ 3º O regulamento do estágio de que trata este artigo, aprovada pelo seu colegiado superior acadêmico, conterá, obrigatoriamente, critérios, procedimentos e mecanismos de avaliação, observado o disposto no parágrafo precedente.

Art. 8º As atividades complementares são componentes curriculares que possibilitam o reconhecimento, por avaliação, de habilidades, conhecimentos e competências do aluno, inclusive ridas fora do ambiente escolar, abrangendo a prática de estudos e atividades independentes, transversais, opcionais, de interdisciplinaridade, especialmente nas relações com o mundo do trabalho, com as peculiaridades das organizações e com as ações de extensão junto à comunidade.

Parágrafo único. As atividades complementares se constituem componentes curriculares enriquecedores e implementadores do próprio perfil do formando, sem que se confundam com estágio curricular supervisionado.

Art. 9º As instituições de ensino superior deverão adotar formas específicas e alternativas de avaliação, internas e externas, sistemáticas, envolvendo todos quantos se contenham no processo do curso, observados os aspectos considerados fundamentais para a identificação do perfil do formando.

Parágrafo único. Os planos de ensino, a serem fornecidos aos alunos antes do início do período letivo, deverão conter, além dos conteúdos e das atividades, a metodologia do processo de ensinoaprendizagem, os critérios de avaliação a que serão submetidos e a bibliografia básica.

Art. 10. O Trabalho de Conclusão de Curso TCC é um componente curricular opcional da instituição que, se for adotado, poderá ser desenvolvido nas modalidades de monografia, projeto de iniciação científica ou projetos de atividades centrados em áreas teórico-práticas e de formação profissional relacionadas com o curso, na forma disposta em regulamento próprio.

Parágrafo único. Optando a instituição por incluir no currículo do curso de graduação em Secretariado Executivo Trabalho de Conclusão de Curso - TCC, nas modalidades referidas no caput deste artigo, deverá emitir regulamentação própria, aprovada pelo seu Conselho Superior Acadêmico, contendo, obrigatoriamente, critérios, procedimentos e mecanismos de avaliação, além das diretrizes técnicas relacionadas com a sua elaboração.

Art. 11. A duração do curso de graduação em Secretariado Executivo será estabelecida em Resolução específica da Câmara de Educação Superior. Art. 12. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

EDSON DE OLIVEIRA NUNES(Publicação no DOU nº 121, de 27/06/2005, Seção 1, página 79/80)