domingo, 7 de julho de 2013

A Travessia



Indicação de Livro

E lá vamos nós para a indicação de mais um livro.
Confesso que estava um tanto receosa de lê-lo, e não sei explicar o por que, ou melhor, não sabia, até iniciar sua leitura.
O livro em questão é “A Travessia” de William P. Young, o mesmo autor de “A Cabana”.
O livro é simplesmente um tapa bem dado na cara das pessoas que pensam apenas no trabalho e em si mesmas, em detrimento de todo o resto.
No decorrer da leitura me vi em tantas das situações egoístas protagonizadas por Tony que realmente me assustei. Foi um momento de reflexão, de pensar no rumo que estou tomando para a minha vida e nas consequências que já tenho recebido em virtude deste comportamento.
Mesmo ao escrever agora, ainda estou assustada, com medo, mas o livro abriu algumas portas e algumas janelas que estavam bem trancadas ou que eu acho que estavam é emperradas mesmo e agora estou tomando cuidado com a manutenção delas, ainda um pouco atrapalhada e sem jeito, mas sei que posso e vou melhorar.
Na capa do livro tem uma frase com a qual eu refletia todas as vezes que pegava o livro para ler: “Espero que este livro incentive você a ter conversas sinceras sobre a vida, Deus e o amor. E que consiga curar a sua alma”.
O processo de cura da alma é tão doloroso, ele sangra e por muitos momentos, a vontade é desistir, pois enquanto não se mexe, não há dor, não há sangramento.
Ainda existem muitas “curas” a serem feitas em minha vida, mas acho que agora estou no caminho certo apesar do medo arrebatador que aperta o meu coração toda vez que penso a respeito disso.
Enfim... a orelha do livro nos diz:
“Esta é uma história sobre as escolhas que fazemos e a maneira imprevisível como elas afetam não só a nossa vida, mas também o coração e o mundo das pessoas à nossa volta. É sobre sermos convidados pelas circunstâncias a examinar quem somos e, talvez, a abraçar as escolhas que fizemos e suas consequências – em vez de fugir delas.
O extraordinário se esconde nas coisas mais simples, mas a maioria das pessoas está ocupada demais perseguindo ou alcançando o sucesso, sem se preocupar com o alto preço que terá que pagar, sacrificando os relacionamentos e aquilo que realmente importa em nome de ilusões.
Como A Cabana, espero que A Travessia toque o que existe de mais profundo em você, que o incentive a ter conversas sinceras sobre a vida, Deus e o amor. E que consiga curar parte do que este mundo e as circunstâncias possam ter danificado no precioso milagre que é a sua alma. Vamos torcer juntos para que sim”.
Uma das partes que mais me marcou no livro foi: “Grande parte do que você precisa perdoar nas outras pessoas, e especialmente em si mesmo, é a ignorância que machuca. Não é só de propósito que as pessoas magoam umas às outras. Na maioria das vezes, elas simplesmente não sabem agir de outra forma. Não sabem ser algo diferente, algo melhor”. (página 70)
Espero que ele possa abrir os seus olhos, como abriu os meus!
Boa leitura e depois, me contem o que acharam!!!!!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

PS Eu Te Amo



E vamos lá para mais uma indicação de livro...


Terminei de ler PS Eu te Amo, de Cecelia Ahern


A muito tempo atrás eu assisti o filme, sem ter conhecimento da existência do livro, que acabei comprando no ano passado.
Mas como não me lembrava mais do filme, decidi ler o livro antes de assisti-lo novamente, e ainda bem que fiz assim, pois o livro é infinitamente melhor do que o livro.
Até o lugar em que a história se passa mudou... mas enfim, como no caso da música do post anterior, aqui também, o filme foi apenas baseado no livro e não segue fidedignamente a história.

Um livro romântico, mas muito triste, pois conta a história de um casal extremamente apaixonado e que precisa se separar por uma jogada do destino. Gerry tem um tumor cerebral que o leva à morte ainda muito jovem... mas seu amor era tanto, que ele não conseguiu se desligar de sua amada Holly nem mesmo após partir... para isto, ele escreveu cartas à ela, com a famosa lista que era de conhecimento dos amigos mais chegados. Uma cartinha para cada mês... durante este período, Holly sofreu muito, mas seguiu as orientações de seu amado e por diversas vezes, sentiu como se ele estivesse ali, ao seu lado, participando efetivamente de tudo aquilo. Assim ela “superou” a sua morte, conseguiu sair de casa, enfrentar um karaokê (sim, ela canta muito mal), e até arrumar um emprego de que gostasse... enfim, ela conseguiu tocar a vida (isso enquanto ainda haviam cartas). Mas quando as cartas acabaram, depois de alguns meses, Holly se viu num momento de pânico... como seria sua vida a partir de então? Conseguiria ela tomar suas próprias decisões sozinha, sem as orientações das cartas?

Para saber a resposta a essa questão, sugiro que leiam o livro! =)

Sinopse:
Holly e Gerry desejavam ficar juntos pelo resto de suas vidas, mas um tumor cerebral levou Gerry, aos 30 anos. Sentindo - se perdida e solitária, Holly finalmente encontra uma motivação para continuar vivendo quando recebe um pacote , que havia sido enviado por seu marido antes de morrer, intitulado: " A Lista". No pacote, várias cartas com instruções de como ela poderá sobreviver sem a presença dele, todas acompanhadas de um " p. s. : eu te amo". Uma história de amor fascinante!

http://www.sinopsedolivro.com/2008/03/sinopse-do-livro-ps-eu-te-amo.html


Beijos e abraços... e boa leitura!!!!!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Cinema Nacional




No final de maio e início de junho assisti dois filmes brasileiros no cinema que valeram a pena. E ambos vinculados de alguma maneira ao Renato Russo e à Legião Urbana.
Muito se critica o cinema nacional, que teve os seus momentos de tormento no passado, e volta e meia ainda dá algum deslize, porém, o cinema “estrangeiro” também não faz o mesmo? Tem erros e acertos? Desta forma, preciso parabenizar o cinema nacional por estes dois ótimos filmes.

Em Somos Tão Jovens, conta-se a história da adolescência (dos 16 aos 22 anos) de Renato Russo (ou Júnior, se preferir), a formação da sua primeira banda - o Aborto Elétrico - e como começou a Legião Urbana....Thiago Mendonça, que dá vida (literalmente) ao Renato Russo é fantástico, por diversos momentos parece que é o próprio Renato que está ali, interpretando a si mesmo. E a trilha sonora, um capítulo a parte que merece toda a sua atenção! Ouvindo aquelas músicas e se remetendo ao passado, à adolescência. Bons tempos que não voltam mais... e como eu aproveitei! =)
Fica claro também que Renato tinha um gênio forte e que nem todos conseguiam se manter ao seu lado, mas também fica muito mais claro ainda toda a sua inteligência e percepção ao escrever as letras que são cantadas até hoje a fortes pulmões por “velhos”, adultos, jovens e adolescentes...

O outro filme é Faroeste Caboclo, história baseada na letra da música com o mesmo nome. Tudo bem que o filme não segue toda a letra, no meu ponto de vista ficaram algumas coisas faltando, mas enfim, o filme é baseado o que não quer dizer que seja exatamente igual. De qualquer forma, Isis Valverde e Fabrício Boliveira interpretam muito bem Maria Lúcia e João de Santo Cristo. Felipe Abib interpreta Jeremias, o “menino mal” da história e nos deixa com muita raiva, playboyzinho babaca, hehe.
Achei muito interessante que, no decorrer do filme me peguei torcendo por João de Santo Cristo e vejam, ele era o bandido da história também. É interessante como a mídia nos leva para onde quiser... de qualquer maneira, o filme é ótimo, prende a atenção e também tem uma trilha sonora muito boa.
Como diz o site cinepop, uma história de amor, ódio, vingança e violência, mas que vale muito a pena assistir.

Resumindo, recomendo os dois... =)

Abaixo sinopses:

Somos Tão Jovens
O jovem Renato Russo não tem tempo a perder: sonha ser um astro do rock. Mas ainda é cedo. Ele precisa estudar, dar aulas de inglês, tranquilizar os pais, curtir a turma, curar dores de amor e, principalmente, arrumar quem toque na sua banda. Do Aborto Elétrico à Legião Urbana, “Somos Tão Jovens” apresenta os primeiros acordes do mito Renato Russo e da turma do Rock Brasília, criadores de sucessos como “Que País é Este”, “Geração Coca-Cola”, “Eduardo e Mônica” e muitas outras músicas que marcam e transformam fãs geração após geração, iniciando a trajetória que a tornará a maior banda do Rock Brasil e Renato Russo o porta-voz da juventude urbana do país inteiro.
Fonte: http://www.somostaojovens.com.br/page/sinopse-1

Faroeste Caboclo
João (Fabrício Boliveira) deixa Santo Cristo em busca de uma vida melhor em Brasília. Ele quer deixar o passado repleto de tragédias para trás. Lá, conta com o apoio do primo e traficante Pablo (César Troncoso), com quem passa a trabalhar. Já conhecido como João de Santo Cristo, o jovem se envolve com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo em que mantém um empregro como carpinteiro. Em meio a tudo isso, conhece a bela e inquieta Maria Lúcia (Ísis Valverde), filha de um senador (Marcos Paulo), por quem se apaixona loucamente. Os dois começam uma relação marcada pela paixão e pelo romance, mas logo se verá em meio a uma guerra com o playboy e traficante Jeremias (Felipe Abib), que coloca tudo a perder.
Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-202601/

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ciquenta Tons de Cinza


   Depois de um tempo longe, cá estou eu novamente e para comentar um livro, ou melhor, uma trilogia que se tornou polêmica nos últimos tempos e que ainda divide opiniões: Cinquenta Tons de Cinza, Cinquenta Tons Mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade, de E. L. James.
   Por muito tempo resisti a tentação de lê-los, pois não costumo me deixar levar pela falação do todo... mas confesso que no final do ano acabei cedendo e pedi de presente de natal, ou melhor, de amigo secreto, tais livros... para minha “sorte”, ganhei os três, nos três amigos secretos que entrei.
   Então terminei a leitura de outros 2 livros que estavam “na fila” e encarei os bichinhos... num primeiro momento, começando o volume I, parecia tudo normal, um livro de romance como qualquer outro... de repente começa a parte “polêmica” da coisa. Confesso que teve momentos em que me constrangi sozinha e em outros que me imaginei em tais cenas... ok ok, o livro divide opiniões, já li e ouvi muito sobre a questão da submissão e de toda a negação da liberdade feminina que ele remonta. O fato é que a história envolve e você quer saber logo o que vai acontecer e nessa, li o primeiro volume muito rapidinho, mais do que eu imaginava e comecei o segundo na maior empolgação.
   Lá pelo meio do vol. II a coisa parece que dá uma “amornada” e volta a ser um romance “comum”, um romance baunilha, para usar um termo do livro... e o III, aff... parece que a coisa se arrasta de um jeito que achei que não fosse conseguir terminar de ler, que iria desistir no meio do caminho. Mas como não costumo fazer isso de parar nada pela metade, respirei fundo e bora ler. Confesso que penei um monte. Não rendia mais do que duas páginas por dia (nos dias que eu tinha coragem de ler), pois é só lá pelo final que a coisa começa a esquentar de novo e não é desse jeito que vocês estão pensando e sim com uma trama mais interessante, com outros personagens tomando pra si a atenção do leitor.
   Depois, no finalzinho inho inho volta a ser um romance baunilha de marca maior.... Confesso que iniciei a leitura com muita expectativa depois de me render ao falatório geral e acabei me decepcionando com o final da história, não sei se porque o começo dá motivos para imaginarmos um final diferente, mas enfim... só lendo mesmo para julgar.

   No final das contas o que eu posso dizer é que se você gosta de um romance com cenas picantes, vale a leitura (do primeiro volume), se não, passe longe.

   Agora fica a critério de cada um, ler ou não... =)

   Abaixo informações retiradas do site oficial sobre cada um dos livros:


Cinquenta Tons de Cinza
   Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja — mas em seus próprios termos.
   Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso — os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família —, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...


Cinquenta Tons Mais Escuros
   Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e concentra-se em sua carreira, trabalhando numa editora de livros.
   Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propõe um novo acordo, ela não consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possível.
   Enquanto Christian tenta se livrar de seus demônios interiores, Ana se vê diante da decisão mais importante da sua vida.


Cinquenta Tons de Liberdade
   Quando a ingênua Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Determinado a não perdê-la, ele concorda.
   Agora, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado.
   Quando parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, a malícia, o infortúnio e o destino conspiram para transformar os piores medos de Ana em realidade.

domingo, 21 de abril de 2013

Liderança





Bom pessoal, já faz um tempo que não escrevo. O dia a dia ficou corrido e também tive um problema básico com aquela bendita atualização do Windows e perdi tudo o que já tinha produzido para postar aqui. O que me confirmou que está na hora de comprar um HD externo, hehe!

O assunto que eu queria ter escrito a algumas semanas é reflexo de uma situação que passei no meu ambiente de trabalho e lá vamos nós... agora sem toda aquela inspiração do momento, mas vou tentar retratar o que desejo da melhor maneira possível. A vantagem no atraso é que surgiu uma imagem circulando no facebook que retrata muito bem o que quero dizer.

Bom, sempre ouvimos por ai que precisamos de um líder e não de um chefe, estou certa?

Segundo Chiavenato (2010, p. 345), “a liderança representa a maneira mais eficaz de renovar e revitalizar as organizações e impulsioná-las rumo ao sucesso e à competitividade”.

Só que existe ai um problema... nem todo dirigente (seja ele um diretor, gerente ou coordenador) é um líder na extensão da palavra. Porém, cabe citar aqui que a recíproca é verdade, nem todo líder é um dirigente. 

No livro “O Monge e o Executivo”, Hunter (2004), nos diz que liderança é a capacidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente na busca dos objetivos identificados par ao bem comum. Pois muito bem, agora me diga, é isso que você encontra no seu ambiente de trabalho?

Mas qual é afinal, a diferença entre chefes e líderes? 

Queiroz (2013) nos diz que o chefe não se empenha em ajudar seus subordinados, pois seu foco é dar ordens para que o trabalho seja executado da melhor maneira possível. Uma característica bem marcante do “chefe” é sempre deixar claro “quem é que manda neste lugar”. O maior medo do chefe é que o seu subordinado trabalhe tão bem a ponto de se destacar e ameaçar o seu “reinado”. Costuma atribuir a ele próprio, os méritos do trabalho bem desenvolvido pela equipe.

Já o líder, possui uma capacidade especial de influenciar e inspirar, com entusiasmo, para o bem coletivo. Ele possui autoconhecimento, reconhecimento das emoções e também o equilíbrio, tão necessário nos dias de hoje. Ou seja, para ser líder, necessita-se de uma combinação harmoniosa de competências tanto humanas, quanto técnicas e tais competências devem estar direcionadas para a missão maior de servir e ser útil (NEIVA E D’ELIA, 2009). Ele deseja que seus liderados se tornem também líderes. 

Para o chefe, o que importa é o hoje, pois possui uma visão limitada. Já para o líder o foco é o amanhã, pois sua visão é muito mais ampla, lançando a semente e aguardando pacientemente a hora da colheita.

E para finalizar, Queiroz (2013) nos diz que o líder excelente é aquele que compartilha tudo o que sabe com os seus liderados, não temendo ser substituído. Ele está sempre disposto a ensinar, motivar e acompanhar. Ele “define direções através do desenvolvimento de uma visão de futuro, e depois engaja as pessoas comunicando-lhes essa visão e inspirando-as para superar os obstáculos” (CHIAVENATO, 2010, p. 350). Seu sucesso é visto no crescimento de seus liderados.


E agora me diga, você possui um chefe ou um líder? Vamos comentar?


Para escrever este texto utilizei as seguintes referências:
CHIAVENATO, Idalberto. Comportamento Organizacional. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
 HUNTER, James C. O Monge e o Executivo: uma história sobre a essência da liderança. Rio de Janeiro: Sextante, 2004
NEIVA, Edméa Garcia.; D’ELIA, Maria Elizabete Silva. As Competências do Profissional de Secretariado. 2.ed. São Paulo: IOB, 2009.
QUEIROZ, Ronildo. A Diferença entre Chefe e Líder. Disponível emhttp://www.qidelideranca.com.br/comentario.asp?id=50. Acesso em 21.04.2013.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Ao Som de um Piano Blues



Bom Dia Pessoal...

Como a proposta original do blog era uma mescla entre a agenda secretarial (e neste caso falar sobre tudo que está relacionado à esta profissão) e a agenda cultural da cidade, gostaria de sugerir uma peça para o Festival de Curitiba que está rolando... 

Ela faz parte do FRINGE 2013, se chama Ao Som de um Piano Blues e é uma adaptção livre de "Um bonde chamado Desejo” de Tennessee Williams.
Blanche chega à New Orleans para visitar a irmã Stella. À beira da loucura, traumatizada e sofrida, entra em confronto com o mundo rude e viril do cunhado Stanley. Essa tensão mostra uma família em ruínas e sem lugar para o amor.

Texto de Tennessee Williams
Direção: Jaqueline Valdívia

Elenco:

Carolina Rosa
Everson Kriguer
Fabio Godoy
Franklin Guanais
Grasiele Schroeder (minha amiga! =])
Maria Line
Rafael Luz

Equipe Técnica:

Operador de som : Raquel Gonçalves

Operador de Luz : Marinho Rezende

DATAS E HORÁRIOS :

30/03 às 19h (SÁBADO)
31/03 às 19h (DOMINGO)
06/04 às 15h (SÁBADO)
07/04 às 15h (DOMINGO)

ENTRADA GRATUITA

AUDITÓRIO BRASÍLIO ITIBERÊ
ENDEREÇO : RUA CRUZ MACHADO, 138 - CENTRO - CURITIBA /PR


E ai, vamos lá????? A entrada é gratuita, basta chegar antes para retirar o ingresso.

Informações retiradas de: https://www.facebook.com/events/331619053621711/

terça-feira, 26 de março de 2013

Reciprocidade

Dar e receber...

Reciprocidade é uma troca entre duas pessoas, entidades ou grupos.

Sempre que dispensamos tempo, mente e coração para alguma coisa, gostaríamos que isto fosse recíproco, ou seja, que obtivéssemos um retorno... acredito que esteja de alguma maneira, ligado às expectativas que criamos, que já usei como tema por duas vezes somente este ano... minha vida tem sido rodeada de expectativas frustradas e reciprocidade negada. E por isso tenho lido e escrito sobre tais assuntos.

É difícil quando estamos apaixonados por alguém e este alguém não corresponde aos nossos sentimentos... quando empenhamos a nossa vida em função de alguém, seja amor ou seja amigo e este alguém não se empenha da mesma maneira. Quando dedicamos tempo e “mufa” em algum projeto profissional que depende de outras pessoas e estas pessoas não correspondem ao que esperávamos, não abraçam com o mesmo empenho tal projeto.

Dizem que não podemos fazer as coisas desejando algo em troca, mas somos humanos, e por mais desprendidos e altruístas que sejamos, alguma coisa a gente sempre espera, sempre deseja e por muitas vezes, acha que merece.

No que tange a área profissional, o prof. Paulo Sérgio Buhrer, em artigo intitulado Reciprocidade, no site do administradores.com.br fala com muita propriedade. Seguem alguns fragmentos: “Recíproco é o dono da empresa que, ao final do ano, ou, nos meses em que os resultados crescem exponencialmente, premia todas as pessoas da empresa, do zelador ao diretor, com bônus, e não necessariamente pelo cargo que ocupam, mas pela necessidade premente que apresentam”... “Não se trata de comunismo, socialismo, assistencialismo. Trata-se de reciprocidade, de distribuir a riqueza entre os que dão o melhor de si, participam ativamente dos negócios. Não penso em premiar quem não se importa em crescer na vida, estudar, trabalhar duro e com inteligência. Também não imagino um colaborador ganhando o mesmo que a pessoa que fundou a empresa. Por certo as ideias, a ousadia, o empreendedorismo devem ter seu valor, mas, não com tanta disparidade”.

No que diz respeito a reciprocidade afetiva, Reinaldo Müller tem um texto muito interessante do qual também compartilho alguns fragmentos: “Por quê escolhemos "certas" pessoas como amigas e não outras?” … “Porque identificamos, sentimos (veja o verbo da "amizade" é SENTIR -- do AMOR, também o é!) que com ALGUMAS PESSOAS temos mais proximidade AFETIVA -- mais TROCA AMOROSA -- mais CUMPLICIDADE -- mais... AMOR!!” … “O que eu quero dizer que é natural que tendamos a interagir com pessoas que percebemos -- sentimos e notamos, inequivocadamente, que estas pessoas "em questão", em graus e intensidades variadas (a partir de uma expressão "mínima" que aceitamos como tolerável de RESPOSTA E INTERAÇÃO AFETIVA) de alguma forma correspondem e retribuem aos nossos SENTIMENTOS...” … “Agora, quando a pessoa em questão, objeto de nosso AFETO, tem um jeito contido -- frio -- reprimido -- ausente -- distante de manifestar os seus sentimentos em relação à nós (se é que eles existem, "mesmos"...) persistir num relacionamento assim -- numa troca inexistente (ou não-expressada) de carinho, ternura, afinidades de uma maneira geral, revela que nós alimentamos "dentro de nós" -- conteúdos MASOQUISTAS...” … “Este pseudo AFETO "franciscano" de se entregar sem esperar nenhuma reciprocidade afetiva não encontra contrapartida na Realidade. Só existe no cinema na literatura -- e no "imaginário" das pessoas...” … “Por fim, e por último. É adulto, necessário e até indispensável que devemos e precisamos aceitar, e aprender a conviver e operar com a diversidade e a multiplicidade de pessoas e suas respectivas personalidades, temperamentos e características pessoais...”

Trocando em miúdos, voltamos ao início deste post.... “dar e receber”, a reciprocidade é isso e entendo que ela é primordial em nossa vida.

Abaixo os sites utilizados como referência:

E ai, o que você achou? Está passando por alguma situação de ausência de reciprocidade? Em casa, na empresa, em suas relações pessoais? Comente, compartilhe conosco....

quarta-feira, 13 de março de 2013

Paciência

Durante muitas situações da vida, o que mais ouvimos dos outros é: “tenha paciência”! Nossa, quando você está ansioso por alguma questão, seja ela positiva ou negativa, o que menos queremos ouvir de alguém é que devemos ter paciência, quanto mais tê-la efetivamente!
O que precisamos fazer é entender que tudo tem o seu tempo, que tudo vem a seu tempo, e por mais que não compreendamos determinadas situações no momento em que acontecem, elas tem um propósito.
Às vezes ansiamos tanto por algo que chega a doer o não alcance de tal coisa. E muitas vezes, este alcance não nos é dado para que possamos amadurecer, ou porque tal coisa ainda não está “pronta” para ser alcançada ou nós não estamos preparados para recebê-la. Nossa, quanta confusão não é mesmo? Quantas palavras enroladas sobre o tema....
A questão é que nos últimos tempos muitas pessoas tem vindo a mim e pedido paciência.... tenha paciência que tudo dará certo.... dai penso: mas eu estou ficando velha.... o tempo está passando... como será minha vida se eu desistir, se eu não tiver paciência e tocar em frente? E se eu tiver paciência e esta paciência não adiantar de nada? Quantas dúvidas... quantos questionamentos.

O fato é que a paciência é uma virtude... e as virtudes são todos os hábitos constantes que levam o ser humano ao caminho do bem. Ela é a disposição do ser humano em praticar o bem... e a paciência, ah a paciência... como é difícil praticá-la. Em uma das definições que encontrei para paciência diz-se que ela é aceitar o ciclo da vida... respeitar o fluxo do tempo... esperar o tempo certo. Mas por que esperar? Por que não agora? Já estou preparada(o)... já nasci pronta(o)..
Quantos dilemas enfrentamos na vida... quantas situações nos pedem a paciência que nem sempre temos, e com quantas consequências temos que arcar por nossas escolhas... cada escolha uma renúncia.
Não sabe esperar? Haverá consequências... esperou? Colha os frutos... Esperou e não deu em nada? Bola pra frente...

Nossa, acho que estou divagando demais... mas precisava fazer isso...

O negócio é FOCAR A PACIÊNCIA... levar a vida e esperar as consequências...


quinta-feira, 7 de março de 2013

Ética e Sigilo Profissional




Esta semana me deparei com duas situações que levantam o dilema ético e o sigilo que envolvem nossa profissão. Por isso, resolvi falar um pouco sobre tal assunto: ética e sigilo profissional.

Segundo Medeiros e Hernandes (2009, p. 353), “a palavra ética é de origem grega, ethos, e significa costume; a ética deve ser entendida como um conjunto de princípios básicos que visa disciplinar e regular os costumes, a moral e a conduta das pessoas”.

Sendo assim, podemos dizer que ética profissional é um conjunto de princípios que regem a vida de uma pessoa em sua profissão, em sua vida profissional.

A ética profissional é considerada um atributo de qualidade e produtividade. As empresas e as pessoas devem trabalhar em clima de confiança recíproca e tal confiança está estreitamente ligada ao conceito de ética.

E para sermos éticos, às vezes nos colocaremos em situações inoportunas e tato é imprescindível. Devemos também, seguir um conjunto de valores e procedermos sem prejudicar os outros. Devemos seguir nossos princípios e estes, mesmo que sejam trabalhados em sala de aula, são formados em casa, com a educação dada por nossos pais. Para trocar em miúdos, utilizando uma palavra simples e que tem toda extensão da questão, temos que ser CORRETOS.

Vinculado à ética profissional, encontramos o sigilo, tão importante em nossa profissão.

Em nosso código de ética, no capítulo IV, do sigilo profissional, seus artigos 6º e 7º nos dizem, respectivamente que: “A Secretária e o Secretário, no exercício de sua profissão, deve guardar absoluto sigilo sobre assuntos e documentos que lhe são confiados; É vedado ao Profissional assinar documentos que possam resultar no comprometimento da dignidade profissional da categoria”.

O profissional precisa observar rigorosamente o princípio de CONFIDENCIALIDADE em todas as informações que vier a ter acesso em seu ambiente profissional, a fim de resguardar seus superiores e a empresa/instituição em que trabalha.

Como temos acesso a várias informações da empresa, dos nossos gestores, sobre colegas de trabalho, precisamos manter o máximo de sigilo possível... sair falando sobre o que ouviu em uma reunião não é uma opção.

E por que este assunto? Porque uma das questões com a qual me deparei esta semana é quanto a ética profissional, o que podemos e o que não podemos fazer, o que devemos e não devemos fazer, de que maneira utilizamos a posição que possuímos nas empresas/instituições em que trabalhamos. E a outra, sobre o que podemos e devemos falar, pois como é sabido por todos, o profissional de secretariado é conhecido por ser “um túmulo”, ou pelo menos deveria! =S

Neiva e D'Elia (2009), nos dizem que hoje o profissional de secretariado possui novos padrões de competência, que ele atua como agente facilitador, agregando muitas atribuições às já várias que temos, mas questões de ética e sigilo não mudam e devem ser respeitadas e cumpridas.

Para reforçar isto, temos, nos deveres fundamentais do nosso código de ética, art. 5º, o seguinte texto: “[…] direcionar seu comportamento profissional, sempre a bem da verdade, da moral e da ética”.

Para sermos bons profissionais, é necessário que estas questões estejam enraizadas em nossa conduta. 

 E tenho dito!!!!

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Material de Apoio:
GUIMARÃES, Márcio Eustáquio. O Livro Azul da Secretária Moderna. 20. ed. São Paulo: Érica, 2002.
MEDEIROS, João Bosco; HERNANDES, Sonia. Manual da Secretária. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
NEIVA, Edméa Garcia; D'ELIA, Maria Elizabete Silva. As Novas Competências do Profissional de Secretariado. 2. ed. São Paulo: IOB, 2009.
RIBEIRO, Nilzenir de Lourdes Almeida. Secretariado: do escriba ao gestor. 2. ed. São Luis: [s.n.], 2005.

sábado, 2 de março de 2013

Indicação de Livro - Seu Futuro



Seu Futuro, educação financeira e atitudes para conquistar sua independência – José Pio Martins

Está é uma indicação muito especial, pois foi indicação de outra pessoa que apesar de não conhecer pessoalmente, tem muito crédito para mim.
Antes de falar do livro, preciso falar do autor, pois é alguém muito próximo a nós, professor universitário em Curitiba.
José Pio Martins, além de professor universitário, é economista, foi vice-presidente de finanças de um banco, diretor financeiro de uma cooperativa agrícola e de uma grande empresa no setor de papel. Atualmente, é vice-reitor do Centro Universitário Positivo (UnicenP) e comentarista econômico da Rádio CBN em Curitiba.
Já o ouvi muito, mas no Programa Light News, na Transamérica Light. Ele fala maravilhosamente bem e escreve muito bem também!
Num primeiro momento, quando se lê o título do livro já vêm à mente que o livro é sobre educação financeira e tenho certeza de que muito pensam que não precisam de educação financeira, que já sabem como gestionar seu dinheiro. Ledo engano.
Primeiro que o livro não fala somente de educação financeira, ele é uma lição de casa para todos que pretendem ter sucesso na vida profissional e pessoal, pois ele aborda inicialmente a questão de quem é você, onde você deve realmente identificar seu perfil psicológico, econômico, entre outras questões. Depois, Pio Martins te leva a identificar quem é o profissional que o mercado deseja, enfatizando que existem seis características que são essenciais: ser ético, ter conhecimento técnico, ter visão de mundo, ter habilidade de relacionamento, saber trabalhar em equipe e ter capacidade de aprender. Fala também de empreendedorismo entre outras questões essencialmente importantes para nossa vida profissional, para só então entrar no assunto financeiro e começa com título muito sugestivo: “Aumentando sua Inteligência Financeira”... duvido que você não queira aumentar sua inteligência financeira, então, bora lá ler este livro. =)
Explica-se qual é a necessidade de termos uma educação financeira e ele enfatiza que isto deveria começar lá na escola, com as crianças. Explica também a diferença entre um ativo bom e um ativo ruim (o que me foi muito útil para mudar de ideia sobre um projeto pessoal), ajuda a elaborar um orçamento mensal eficiente e também como podemos entender de demonstrações financeiras. E por fim, como podemos planejar nosso futuro.
Ou seja, leiam pois vale muito a pena.
Finalizo meu post de hoje com o fragmento de uma frase do livro: “é preciso escolher e agir”.

Mãos a obra????