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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Tem Alguém Ai?

Oi Gente,

Estou aqui para escrever sobre o livro Tem Alguém Ai? Da Marian Keyes.



Até hoje, todos os livros que eu li dela foram sempre muito divertidos, uma leitura fluída, descontraída, que eu queria ler o tempo todo para saber o que iria acontecer. E era uma leitura que me distraía, que me tirava do dia a dia da vida agitada e cansada. Porém, este livro foi um pouco diferente... não sei explicar exatamente por que, mas foi. Talvez a situação pessoal que eu estava vivendo no momento da leitura não tenha ajudado muito... um misto de coisas boas (praticamente todas voltadas ao pedal) com coisas bem ruins (mais uma vez a pessoa achar que conhece o ser humano e se enganar grandemente) fizeram com que a leitura se tornasse “ruim”, digamos assim.

Foi uma leitura lenta, difícil, cansativa... Anna Walsh não me cativou. No início ela se mostrou cansativa demais para mim... não consegui sentir empatia pela história ou pela dor dela. Nem pela busca que ela achava ser correta, ou pelos seus sentimentos confusos. Então, foi realmente difícil iniciar este post, eu não conseguia organizar as ideias para escrevê-lo. Na realidade, ainda não estou conseguindo direito, pois quando achei que as coisas estavam tomando um rumo adequado na minha vida novamente, recebi outras “lambadas” da senhora vida. Pois como diz um colega de trabalho, “nada está tão ruim que não possa piorar”. Aff...

Mas como estava ficando muito tempo sem posts e não gosto disto, resolvi arriscar umas letras ai...

Enfim, para escrever sobre o livro, busquei inspiração em blogs que fazem resenhas e acabei descobrindo que na realidade, Marian escreveu um livro para cada uma as irmãs Walsh (e que estes são os seus mais famosos livros – e que eu não os li – oxi). Eu não tinha ideia disso... talvez eu me dê a chance de ler os demais livros e tirar essa má impressão, pois realmente acho que foi o meu momento que não colaborou com a leitura (e que não está colaborando com a escrita agora).

Mas vamos lá. Anna Walsh sofre um grave acidente que faz com que ela retorne para a casa dos pais em Dublin para se recuperar... neste acidente, suas feridas não são somente físicas, mas muito mais emocionais que outra coisa.

 "Eu me arrastava ao longo de cada dia e a única coisa que me mantinha viva era a esperança de que o seguinte seria mais fácil. Só que não era. Todos os dias eram exatamente iguais. Era como se eu estivesse entrando por uma porta errada da minha vida e estivesse em um mundo onde tudo era idêntico, exceto por uma enorme diferença. Tinha esperança de que voltar a Nova York, levar uma vida normal, curtir meu trabalho e meus amigos fizesse o pesadelo se dispersar. Nada disso aconteceu. O trabalho e os amigos simplesmente passaram a fazer parte do pesadelo" (p. 224).

Demorei muito tempo para entender o que tinha acontecido com ela, pois ela não deixa claro em suas divagações sobre o acidente. Ela só quer retornar à Nova York e ao trabalho e quer encontrar seu amado Aidan, seu marido, aquele que dá sentido à sua vida. E indo contra seus pais e irmãs, ela retorna e tenta retomar a vida.

Porém, ela trabalha como relações públicas de uma grande marca de cosméticos e o tal acidente deixou-a com uma cicatriz muito feia no rosto, o que dificulta as coisas, pois ela trabalha com a imagem e, digamos que a sua imagem está afetada.

Mas a pior parte nem é essa... a questão é que neste acidente, ela perde o seu tão amado Aidan, questão esta que realmente eu demorei para entender. Pois ela vê Aidan em todos os lugares, mas isto é uma coisa da sua cabeça, da sua imaginação, do seu desejo. E este seu amor incondicional por ele à leva aos extremos, em busca de algum contato, qualquer que seja com ele, para saber o que ela pode fazer para que sua vida seja o mínimo “normal” depois de tudo o que aconteceu.

Dá para entender isto, tendo em vista que a maneira como tudo aconteceu em suas vidas e o amor que tinham um pelo outro era algo realmente lindo, puro, sincero... e pior (se é que posso dizer isso), muito real, algo que pode acontecer com qualquer um de nós, pois é uma história comum, não como num conto de fadas. Então é compreensível que, ao perder seu amor, que, no entender de Ana, seria para a vida toda, ela se desespere e queira entrar em contato com ele de qualquer maneira, para saber se ele está bem, para saber por que ele teve que ir tão cedo, por que ela teve que ficar sozinha... e o que ela deveria fazer daqui para frente, quais os caminhos a seguir a partir de agora. Por que não seguir com ele? Como fazer isso? Não seria mais fácil ir também? Por que ela não foi levada em seu lugar? Por que não morreu também?

E nesta busca, ela conhece pessoas que acabam mudando sua vida, porém, sem que ela perceba num primeiro momento. Há também a sua família... mãe, pai, irmãs, que de um jeito ou de outro, lhe dão apoio, estão presentes e buscam confortá-la e ajudá-la a superar este momento de dor e perda.

Há também os amigos de Anna, em especial Jacqui, sua melhor amiga... que se mostra realmente especial. Alguém que está ao seu lado, que lhe dá força, mas que também lhe mostra que tem uma hora que ela precisa cair na real e voltar para a sua vida de forma verdadeira, totalmente, presente, de fato.

Como citado em um dos blogs que li para me ajudar a construir meu texto, o livro nos permite montar o quebra cabeças que é o passado de Anna e entender o que esperar (ou achar que esperamos) do seu futuro, mas até chegar nisso, demoooooora!

Mas nossa, meu texto está ficando horrível, credo... realmente não estou boa para escrever, aff. Não sei se não era melhor deixar mesmo de escrever por um tempo do que  lhes oferecer algo tão bagunçado assim. Um texto sem pé nem cabeça,  tão confuso quanto anda a minha vida. Hehe!

Mas foco, vamos voltar ao livro. Anna volta para Nova York, tenta retomar sua vida, o que é difícil, pois sem Aidan nada é como antes, porém, ela resolve focar em seu trabalho, e um novo desafio faz com que, aparentemente, isto fique mais fácil, e assim ela vai para seu escritório todos os dias, e aos domingos, se une a um grupo de pessoas que tentam entrar em contato com seus entes queridos que já partiram. Num primeiro momento isto à conforta, porém, por não conseguir “falar” com Aidan, ela acaba se desmotivando disto também, e desistindo.

Em paralelo, ela mantêm uma relação com seus pais, suas irmãs e amigos, porém, esta relação é superficial. Ela se preocupa com a irmã que se mete com uma investigação de traição entre os mafiosos da região onde mora (ela é um tipo de detetive particular), mas às vezes se questiona se toda a história da irmã não passa de imaginação. Isto a distrai, o que é bom, mas ainda assim ela não consegue seguir com uma vida “normal”.

A questão é que ela demora muito tempo para entender que todo aquele sofrimento não a deixa seguir em frente, e também, de alguma forma, não deixa que seu amado Aidan descanse em paz. E como em todos os livros deste mote, há uma questão surpresa, algo que deixa o livro um tanto interessante, que chega até a dar um pouco de emoção em certo ponto (para mim). E que faz com que o sangue corra um pouco mais rápido nas veias desta pessoa que anda sem tanta emoção assim. O fato é que Anna percebe que precisa seguir em frente... que ela pode e deve construir uma nova vida e que Aidan estará ao seu lado de um jeito ou de outro e que o amor que sentem um pelo outro não morreu naquele acidente, mas que também não precisa ser um fardo a ser carregado de forma tão pesarosa.

Bem lá no finalzinho, entendi o que o livro estava querendo me mostrar... ufa!

Mas é isso... desculpa aí gente... a inspiração fugiu sem destino, espero que volte logo e me ajude a não torturá-los mais com textos tão ruins!

E vocês, já leram este livro? Sabiam desta questão os outros livros das irmãs? Vamos conversar?


Bjo bjo

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Para Onde Ela Foi



Este é a continuação de Se Eu Ficar, de Gayle Forman, aquele que tem o filme... aquele que você leu e chorou litros... e que viu o filme e chorou mais alguns litros porque o filme foi bem feitinho.



Então quando eu resolvi lê-lo, pensei... “lá vem um bom livro, uhuuuu”... mas realmente acho que não estou numa boa fase para leituras, porque eu achei o livro muito chato, ele é uma narrativa da vida de Adam, o namorado de Mia, um músico que se torna um super star mimadinho e afetado e que me irritou aos extremos... pelo menos até uma boa parte do livro... depois a história melhora um pouco... e daí... PUF!!!! Na página 160... é, na página 160, quaaaase no final do livro, tudo fez sentido: 

“E aí está. Um golpe seco no meu coração, confirmando o que alguma parte de mim sempre soube. Ela sabe.” (p. 160)

Tá Mel, e o que esta citação quer dizer? Bom meus amigos leitores... vocês só vão saber se lerem ao livro, pois eu não vou contar hehe! =D Um spoiler como este pode ser punido com ausência de visitas no blog e são as suas visitas que fazem a minha alegria.

O que eu posso dizer é que a partir daí as peças começam a se encaixar e até o comportamento de Adam passa a fazer certo sentido... e sim, Mía aparece, e muito na história, e conta a sua parte nela... o que houve depois do acidente, como ela seguiu com a sua vida... o que fez dela... o que fez para superar a perda de toda a sua família!

E ela e Adam conversam muito, muito mesmo... e colocam todos os pontos nos “is”  e esclarecem muitas coisas, e daí a história fica bonita, e faz sentido, e faz valer a pena toda a leitura e mostra que mesmo eu não estando no meu melhor momento... uma boa leitura pode sim, salvar um dia triste e nebuloso!

E eu ainda estou emocionada com tudo o que eu li e com toda a intensidade das últimas páginas deste livro... logo, super recomendo que o leiam... e reflitam sobre certos comportamentos das pessoas que os cercam... e vejam se não são vocês os responsáveis por eles!

#ficadica

E é isso, vamos conversar?

Bjo bjo

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Antonia e Suas Filhas





E o terceiro livro do ano, foi Antonia e Suas Filhas, de Marlena de Blasi. Pelo título, achei que fosse um livro diferente dos outros, pois ela sempre escreve livros sobre a sua vida, sobre as suas aventuras e é justamente isso que me atrai nela.
 
E mais uma vez eu não me decepcionei... o livro é fantástico... segundo livro lido no meu lindo kobo, que confesso que ainda não me acostumei, parece que cansa mais a vista, deixa os olhos ressecados, mas acho que é só impressão.

Enfim, voltemos ao livro... li em cinco dias, comecei em Búzios e terminei em casa... em meio a correção de oito artigos postados enquanto eu viajava... mas vamos lá, a história do livro, hehe!

Como é a linha de trabalho de Marlena, este é mais um livro que conta a sua história... a continuação da sua história, da sua vida na Itália, dos altos e baixos da sua relação com o país, com seu amado Fernando e com todas as pessoas que ela conhece, que passam a fazer parte da sua vida.

Amo a maneira como as coisas são expostas, sem medo, sem vergonha... e desta vez, “pressionada” por prazos, Marlena busca isolamento para escrever seu livro e lá ela conhece Antonia e suas filhas... Antonia, uma senhora de 83 anos, que nas palavras de Marlena, mais parece “uma muher de 60 anos bem conservada”. Mas a primeira aproximação é com Filippa, filha de Antonia, que mesmo sabendo da necessidade de Marlena escrever e ficar isolada, sempre dava um jeito de estar por perto e puxar papo. 

Até que ela convida Marlena para jantar em sua casa e conhecer melhor Antonia, que foi até um pouco agressiva com ela, em seu primeiro contato, num café da cidade.

Antonia, num primeiro momento, se sente “insegura” com a estrangeira, mas os seguidos encontros e a afinidade “velada” das duas é notória e quando se dá conta, Antonia começa a contar sua história, e a de suas filhas, netas e bisnetas... tudo regado a muita comida preparada com imensas doses de amor e vinhos deliciosos.

E quais foram essas histórias? A história da vida de Antonia, aquela que até o momento ela não tinha contado para ninguém... quer dizer, não que não tivesse contato, mas alguns detalhes sempre ficaram guardados em sua memória e ela não queria compartilhar com ninguém, até que sentiu que deveria abrir a boca, e muito mais, o coração para aquela estrangeira que passava horas e horas apenas ouvindo o que aquela velha senhora falava.

A história da vida de Antonia é muito interessante, difícil, dura, mas também feliz, leve... algumas dificuldades, algumas omissões e mentiras, mas tudo por um bem maior.

Quer saber mais? Leia o livro, pois qualquer coisa que eu escrever daqui por diante, pode estragar tudo!

E se já leu, vamos conversar?

Bjo bjo

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A Minha Vida Sem o Facebook



Oi Pessoal... estou aqui para compartilhar uma experiência que tenho vivido a mais de um mês, desde o dia 28 de outubro... neste dia, eu desativei a minha conta do facebook... e fiz isso pois estava sofrendo demais... é, isso mesmo, SOFRENDO...

Parece impossível para alguns, mas para mim, o “bendito” facebook estava fazendo muito mais mal do que bem e explico porque...

Sabe quando você lê as coisas e elas te atingem em cheio? Sabe quando parece que aquilo foi escrito pra você e no final das contas, foi mesmo? Sabe quando as pessoas procuram te magoar e te ferir, mesmo você tendo sido um anjo em suas vidas? Pois é, era isso que estava acontecendo comigo... fora outras coisas que nem vale a pena serem citadas.

Mas o que eu quero mesmo, é compartilhar com vocês a experiência de estar sem facebook num mundo aonde TODOS estão conectados o tempo todo nesta rede social...

Os primeiros dias foram os piores... crise de abstinência mesmo... dores no coração, na boca do estômago, aquela sensação de que eu estava perdendo algo... foi horrível, e incrivelmente desesperador... mas isso passou e foi tão interessante o que se veio depois disso!

Se eu disser pra vocês que eu não sinto falta, estarei mentindo, mas dizer que não vivo sem, também será uma mentira.

Eu estou tão bem assim... parece que até tenho mais tempo na minha vida... quer dizer, parece não, eu tenho mais tempo... e outra, eu tenho mais bateria no meu celular hehe... e de fato, as pessoas importantes da minha vida estão no meu whats, então... bola pra frente!

Vou voltar ao face? Talvez algum dia eu volte... hoje me sinto melhor assim, longe dele... e no fds que passou eu tive certeza, pois precisei entrar no face da minha mãe para ver o grupo do amigo secreto da família e como a mão “coçou”, entre no perfil de dois ou três amigos e em um deles já dei de cara com uma mentira contada, o que me fez ter certeza de que a decisão de sair foi a mais acertada.

Como disse acima, talvez algum dia eu volte, mas por enquanto... está melhor assim... minha saúde agradece e quem convive comigo também, hehe! =D

Mas e ai, todos que me visitam tem facebook? Já passaram por uma situação assim? Comentem... vamos conversar?


Bjo bjo