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sábado, 29 de março de 2025

Tudo é Rio

Finalizado este livro, a primeira palavra que me vêm em mente é CHOCADA! Na verdade, desde o começo da leitura a palavra choque pode ser descrita como algo que senti.

Avassalador também pode ser uma boa descrição para a história.


Pelo nome, Tudo é Rio, imagina-se que a história fala sobre o curso de um rio, sua importância para alguma cidade, vilarejo ou ainda, para uma pessoa ou família, mas na verdade, não tem nada, nenhuma relação assim.... este livro fala sobre uma história de amor, e também, de muita dor, muita mesmo. A escrita é forte, bruta, com bastante conteúdo sexual inclusive, porém, com um texto muito fluído, exatamente como o curso de um rio, seu fluxo segue inabalável.

 Neste livro temos como personagens principais Lucy, Dalva e Venâncio. A primeira, uma menina que perde os pais muito jovem, é criada por uma tia que não lhe dá o amor que ela gostaria e acaba buscando refúgio usando o próprio corpo. Já Dalva e Venâncio são aquele casal perfeito, aquele do amor verdadeiro, aquele que eles se bastam, mas isso até Dalva ter o primeiro filho do casal, um menino que tomou toda a sua atenção (como acontece com qualquer mãe no mundo)

Em dado momento do livro a vida destas três pessoas se cruza e em meio ao amor e à tragedia Carla Madeira nos leva a uma reflexão sobre os limites para o amor, a obsessão, a pose, o ciúmes. O amor de Dalva e Venâncio vira ódio, ressentimento, vergonha, desespero;  o amor de Lucy vira desejo, obsessão,  luta. Cada um com suas feridas que a vida lhes trouxe, juntos criam novas feridas que parece não terem uma cura, um fim.... e o fim, meus amigos, o fim deste livro é surpreendentemente inimaginável. O amor vence no final, mas qual deles, afinal de contas?

Para saber, só lendo... e se você já leu, venha conversar comigo hehe... este livro rendeu um encontro extra das nossas Gurias Literárias, o “Tá na Boca das Gurias”, pois apesar de não ser a leitura do mês, rendeu muitas conversas e debates.

Então é isso, não vou escrever mais nada, pois é um pecado fazer spoiler deste livro... todos, em algum momento da vida, deveriam ler esta história arrebatadora.

Então é isso, vamos conversar?

Bjo bjo

sábado, 28 de dezembro de 2024

O Pacto de Natal

Oi Pessoal, tudo bem com vocês?

Quanto tempo né?

Última postagem em outubro e depois disso, silêncio total.... mas hoje, nos 45 do segundo tempo, resolvi aparecer por aqui... primeiro, vamos ao motivo do sumiço.

Como o blog acabou ficando com o foco mais nos livros que em outros assuntos, fica aquele vácuo cada vez que o livro não flui e não consigo ler em tempo “normal”, digamos assim.

E é exatamente esse o caso, iniciei um livro em 29 de setembro e ainda não terminei de ler, que coisa né? Este foi um livro reverso ao normal... normalmente leio o livro e vejo o filme e/ou seriado, porém, neste caso, foi uma minissérie da Netflix que me levou ao livro... muito mais denso e de difícil leitura que foi assistir na telinha. Então, é por isso que ainda estou nele. Pois vocês sabem, por mais difícil que seja uma leitura, eu não desisto hehe... porém, ao compartilhar dessa angústia com as participantes de um grupo que fui convidada pela minha cunhada para participar, as Gurias Literárias, vi que poderia abandoná-lo, sem dor na consciência... mas não consegui hehe... o máximo foi deixa-lo de lado por um tempo e investido este tempo em outros livros.

Mas vamos falar do grupo primeiro.... é um grupo de garotas que gostam de ler... todos os meses é feita uma votação, um livro é escolhido e bora ler para depois se encontrar e conversar sobre ele... logo que entrei não consegui acompanhar pelas situações do dia a dia, mas agora decidi me dedicar e tentar algo novo e nessa, comecei a leitura de dois novos livros antes de finalizar este que me “angustia”. Ou melhor, até já finalizei esses dois e parti para um terceiro... e é sobre um desses finalizados que falarei hoje.

Ele se chama O Pacto de Natal de Vi Keeland e Penelope Ward, um livro curtinho, delicioso de ler, daqueles que você embala e vive junto a história.

No livro conhecemos Riley Kennedy, moça que trabalha numa editora de livros e que aguarda ansiosamente pelas festas de final de ano, ops, não, não é isso, muito pelo contrário... a proximidade do Natal a deixa “em pânico”, pois a mãe dela costuma escrever uma carta de Natal, tipo um folhetim, falando sobre todos os feitos maravilhosos, as conquistas das irmãs de Riley, porém, a vida dela “não andou” e a mãe nunca tem nada para contar sobre ela, parecendo que é sem graça e desinteressante perto das irmãs.

Pensando em mudar as coisas neste ano, meio que em uma medida desesperada, ela escreve para uma famosa coluna de um jornal local, pedindo conselhos... porém, o que ela menos esperava, acontece, de novo... sua resposta é enviada para um colega de trabalho, Kennedy Riley, que por ter o nome igual ao dela, apenas invertido, gera com frequência essa confusão. Todas as vezes que Kennedy recebe um email que na verdade é para Riley, ele encaminha, mas não sem a poupar de seus comentários e sugestões (nenhum deles solicitados). E neste caso não é diferente... o que a deixa imensamente envergonhada e com raiva ao mesmo tempo, pois assim ele toma conhecimento de uma questão pessoal dela, que sua vida não é nada empolgante.

Por que Kennedy não pode apenas encaminhar os emails recebidos por engano sem ler, assim como Riley faz? Ela não entende o prazer inadequado que ele tem em fazer isso... mas dessa vez ela não se aguentou o respondeu aos comentários nada delicados do colega, de forma curta e grossa. A vantagem é nunca precisar ter se encontrado com ele, já que trabalham em locais diferentes, apesar de para a mesma editora.

Mas como este final de ano promete ser diferente, a festa de encerramento da editora não será local e sim com todas as filiais, o que faz com que eles se encontrem... e para surpresa de Riley, apesar de ser um cara metido, arrogante e “chato“, ele é também um gato... o sorriso do editor chega a tirar suspiros de nossa protagonista.

No decorrer da festa, apesar dos esforços de Riley em manter-se à distância do colega, ele está sempre por perto cheio de sorrisos e olhadelas até que a toma nos braços e eles dançam... e ela gosta do que sente. Que droga Riley, o que é isso que você está sentindo?

Da dança para uma bebida e uma boa conversa, foi rápido. E para o espanto de Riley, Kennedy se mostra muito diferente do que ela imaginava devido aos emails... ele é gentil, educado, chegando até a pedir desculpas por ler seus emails.

Durante a conversa, descobrem que suas famílias moram em cidades próximas e, sabendo do desconforto de Riley com as festividades por não ter nenhuma “novidade” para a mãe contar pra todo mundo, Kennedy lhe faz uma proposta “indecorosa”, o nosso pacto, que dá nome ao livro: ele acompanharia Riley em sua visita anual familiar, como seu namorado, dando assim, assunto para a mãe... e em troca, ela o acompanharia na sequência em um casamento na sua cidade natal.

Apesar de achar aquilo tudo loucura, Riley acaba concordando. Não deve ser difícil né, serão apenas alguns dias fingindo sermos namorados, e como ele é gentil, engraçado e lindo de morrer, vou tirar de letra.

Mas é ai que as coisas complicam.... os dias que seguem mostram que eles tem afinidades, que e, inegavelmente, se gostam, porém, quando chegam na cidade de Kennedy e Riley descobre quem vai casar e com quem, as coisas mudam um pouco de figura e também, o comportamento de Kennedy durante as festividades do casamento a deixam extremamente magoada... ela realmente achava que eles estavam se dando bem, que se encaixavam e do nada ele muda.

O que será que aconteceu? Quais são as angústias de Kennedy? Eles ficam juntos ou foi apenas um pacto de Natal mesmo? Vocês já leram este livro? Vamos conversar?

Bjo bjo 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A Importância da Parceria em uma Relação Afetiva



oi Pessoal! Estou aqui hoje para escrever um texto diferente... algo que foge à minha experiência, ou ainda, que foge muito aos temas que costumo escrever por aqui. Mas é que estou vivendo um momento único, que tem me feito refletir sobre várias coisas e decidi compartilhar estas reflexões para ver se estou no caminho certo... portanto, fiquem muito à vontade para comentar, por favor.

Hoje eu estou aqui para falar sobre os relacionamentos afetivos... sobre as relações de parceria. Tenho percebido no meu dia a dia, a importância da parceria, do respeito, do amor... desde as grandes coisas da vida, até aquelas mais simples, se não houver parceria, respeito e amor, não há relação que dure.

E eu encontrei um parceiro pra vida... se vai durar a vida toda ou se será até o próximo verão, eu não tenho como saber, eu não tenho como afirmar, confirmar nada... a vida é repleta de surpresas e esta pessoa foi uma grata surpresa que a vida me trouxe.... que o pedal me trouxe, no caso. E olha lá a bicicleta mudando mais um pouco a vida da pessoa aqui.

Conheci meu namorado em um pedal... e já faz tempo, bastante tempo, mas como ele é um galático, pouco o via e confesso, gente, pra mim, ele era a pessoa mais metida da face da Terra nos pedais (e exibido também hehe)... o cara não parava quieto, já tinha ido e voltado umas vinte vezes enquanto a gente ainda estava indo a primeira.... sobe morro, desce morro, sobe escada, desce escada... anda deitado na bike, parecendo que vai voar... aff, que tipo desse piá (nossa, isso é muito curitibano).

Mas um dia esse “piá metido”, resolveu passar um pedal inteirinho ao meu lado, conversando comigo, me fazendo rir, me ajudando. E não é que ele não era tão metido assim?!  Até hoje me pergunto e pergunto à ele, por que cargas d’água ele resolveu ficar de papo comigo.

Daquele domingo em diante, do pedal do morango com nata com o grupo Trilhas Curitiba, ele não parou mais de falar comigo... todos os dias, o dia todo.

Então resolvi convidá-lo para conhecer os meus outros amigos de pedal, aqueles lá do Fazendinha.... convidei-o pois achava que seria legal, afinal, o Black é ótimo, super divertido, e faz uns pedais mais fortinhos, talvez ele curtisse. E naquele dia, o pedal foi fortão, não fortinho... e se ele não tivesse ido, talvez eu não estivesse escrevendo agora, hehe... pensem num pedal forte pra caramba, com uma quilometragem não tão grande, mas com um percurso forte. E se não fosse ele me empurrar praticamente o pedal todo, eu não teria conseguido acompanhar o grupo. Tanto que dei o nome de pedal do empurra pra essa noite.

Mas não foi assim, só me empurrando, que ele me conquistou. Desde o primeiro dia que começamos a conversar oficialmente, ele se mostrou alguém interessante. Bem mais novo, é verdade, mas já com uma história de vida interessante, com vitórias na vida, com dificuldades superadas, outras sendo superadas ainda... com um coração enorme, um sorriso fácil... ai ai, já perceberam né?! Ele me conquistou, ganhou meu coração.

Eu que achei que não encontraria ninguém disposto a uma relação de verdade nessa vida tão superficial e descartável que as pessoas vivem hoje. E gente, eu resisti, passei vários dias apenas respondendo às mensagens dele e dizendo que não era possível, que a nossa diferença de idade era muita, que eu já tinha alguém, que não daria certo.

Aí ele vêm com o “jogo sujo” hehe... dizendo que queria namorar, usar aliança, andar de mãos dadas no parque, casar, ter filhos... viver uma vida juntos, de verdade. Ah gente, aí eu tive que rever os meus conceitos e cheguei a conclusão de que eu não tinha nada a perder tentando.

A diferença de idade é muita? Sim, é muita.... mas ele está disposto a acompanhar... e é ai que entra a questão da parceria, que é o foco deste texto. Pensem em alguém parceiro, mas muito parceiro mesmo... nos pedais e na vida. 

Já perdi a conta de quantas vezes ele me empurrou durante os pedais.... sempre bem humorado e fazendo bagunça e piadas com os colegas de pedal. Me empurra nas subidas mais ferradas, aquelas que só de olhar você busca um caminho alternativo. Mas ele também é parceiro na vida, daquele que vai pra cozinha pra fazer a janta, que não se importa de lavar uma louça, que presta atenção nos meus tocs (e faz de tudo pra não ‘fazer nada errado’ por conta deles, hehe) e faz de tudo para que eu esteja bem e feliz. Ele é aquele cara que gosta de andar de mãos dadas na rua, que vive me enchendo de beijos, que diz que me ama.... mesmo com tão pouco tempo de relacionamento. 

Mas o foco aqui é a parceria... em tão pouco tempo, ele se mostrou parceiro, tão parceiro que parece que estamos juntos à anos, que nos conhecemos a vida toda... é tanta intimidade, gostamos das mesmas coisas, damos risadas das mesmas coisas bobas, mas também conversamos sério, pensamos e falamos sobre o futuro. Dividimos as coisas... nos ajudamos.. cuidamos um do outro. 

No pedal que fizemos no dia 15/07 para as profundezas do Taboão, pedal este que eu já queria fazer a muito tempo, mas que temia as famigeradas subidas, nosso colega de pedal Marcus retratou um destes momentos de parceria... e eu fiquei tão encantada por esta foto, que por causa dela, resolvi ler, pesquisar e escrever sobre as parcerias nos relacionamentos.


Claro que todo relacionamento tem “problemas”, palavra que eu entendo que podemos trocar por “adversidades”... e que podem ser superadas, desde que haja respeito, amor, amizade... e parceria. Desde que ambos respeitem os limites do seu companheiro, que façam a sua parte, mas que também, saibam contribuir para a parte do outro... seja fazendo algo, seja não fazendo nada, seja ficando em silêncio, seja contemplando a alegria e vibrando com a vitória do parceiro. 

Enfim, já estou aqui me enrolando e falando demais, como quase sempre faço hehe... 

Nas minhas leituras pela internet achei um trecho de um texto que quero compartilhar com vocês, pois ele descreve exatamente o que é esta parceria que estou sentindo neste momento e que percebo ser tão importante... e mais do que isso, que desejo que perdure por muito e muito tempo. O texto é de Anissis Moura Ramos e retirei do link: https://www.anissis.com.br/single-post/2016/07/08/A-parceria-num-relacionamento-a-dois

“Ser parceiro não é concordar com tudo que o seu companheiro fala ou fazer tudo o que ele quer, tornando-se um marionete em sua mão. Quando se concorda com tudo o que o outro diz, ao invés de ser um parceiro, se está servindo de espelho. Parceria não exige que você anule a sua personalidade, que seja submissa, apesar de a parceria permitir que o outro nos ensine a ver diferente, que nos proporcione momentos prazerosos e fazer com que isto retorne para a pessoa.
 Parceria não é desenvolver críticas, ser deselegante com o outro. Isto é chatice, é ser rabugento. Ser parceiro é saber lidar com as diferenças no dia-a-dia. São exemplos e demonstrações de afeto e carinho. É a transmissão de princípios e valores, sabendo que haverá um retorno, que as suas atitudes não ficarão no vácuo.
 É poder contar com a generosidade, com a elegância, com a finesse, com espontaneidade, com a alegria de seu parceiro, pois se tem a clareza que a recíproca será verdadeira. É poder acompanhá-lo, mesmo quando o programa não é algo que você prioriza, mas sabe que na hora que lhe sugerir algo, ele irá fazer, pois sabe que lhe dará prazer. A parceria se dá não apenas nos momentos bons, nos ruins ela também deverá estar presente.
 Parceria é compreender e se deixar ser compreendido; é ser benevolente, respeitar o momento do outro, como ele o respeita; é gerar prazer e receber prazer; é dar amor e se permitir receber amor. Esta cumplicidade que se estabelece num casal é que ajuda a nutrir a reação e fazer com que esta perdure por um bom tempo.
 Enfim, a parceria é um dos ingredientes que não pode faltar numa relação para que ela se torne saudável, Sem a presença dela, o que se estabelece é a desunião, as brigas, as críticas, o desrespeito, o afastamento, gerando frustrações e desconfortos para o casal”.

E é isso, desejo que todos encontrem o seu parceiro “perfeito”, aquele que lhes faça feliz com as simples coisas da vida. E se vocês já tem esta pessoa, cultivem este relacionamento, mantenham esta parceria ativa, acessa, viva. E mais do que tudo, curtam cada momento juntos e sejam felizes.

Ufa, quanto romantismo, quanta “melação”.... nem me lembro quando me senti ou estive assim... só sei que é bom e quero aproveitar cada momento.

Então, agora espero comentários contando sobre a parceria que existe em suas relações!

Bjo bjo!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Um Certo Verão



E este foi um dos livros que me foi “repassado” pela amiga Grasi, então eu sabia que era garantia de boa leitura, apesar a surpresa de saber que ela ainda não o leu, hehe!

Já na capa há uma pergunta: “Como começar de novo quando o amor da sua vida se foi?”. Este é o questinamento feito pelo livro “Um Certo Verão” de David Baldaca.

Confesso que até repensei a leitura, já que o coração da pessoa aqui está uma confusão só, e histórias de amor talvez não seriam muito indicadas, mas devo confessar que foi ótimo tê-lo escolhido. Principalmente porque aquela reviravolta de todo romance que é tão clichê e que aqui também acontece, é tão bem elaborada, que dá até vontade de “perdoar o autor” (quanta pretensão a minha, heim).

Um Certo Verão conta a história de amor de Jack e Lizzie, que começaram a namorar lá na escola e se casaram... e tiveram três lindos filhos (quer mais clichê que isso?, kkkkkkk).

Jack serviu o exército honrosamente por muitos anos, e quando voltou para casa, seu único objetivo era trabalhar e estar ao lado de sua família. Porém, algo inesperado acontece. Ele é acomedido de uma doença que não tem cura e seu único destino é a morte. Ele passa os dias em uma cama, riscando os dias no calendário, esperando seu fim. Lizzie, sua amada esposa, faz de tudo para tornar seus dias mais confortáveis, e isto enquando cuida dos três filhos: Mikki - uma adolescente com todas as características da adolescência bem acentuadas, Cory – uma criança adorável e introspectiva, e Jackie – um bebezinho que ainda está em seus primeiros anos de vida.

Com muitas coisas em mente, ela ainda sonha que a família possa passar o verão no “Palácio”, a casa em que ela viveu quando criança, lugar que guarda muitas lembranças, nem todas tão boas... porém, os médicos alertam que Jack dificilmente passará do Natal. Ainda assim, eles fazem planos.

Planos estes que acabam mudando totalmente quando Lizzie, ao sair para buscar os remédios de Jack, na véspera de Natal, acaba se envolvendo em um acidente, e morre tragicamente.

E agora? Como Jack fará? Ele está morrendo... como ficam as crianças? Sua sogra acaba ficando com Mikki e os meninos com uma tia, enquanto Jack vai para um asilo esperar pela sua morte certa.

Porém, no asilo, algo mais inesperado ainda acontece. Indo contra todos os prognósticos médicos, Jack começa a melhorar e, em algum tempo, recupera 100% da sua saúde, e assim, vai atrás dos filhos para recuperar então a sua família e partir para uma nova aventura... recomeçar a vida sem o seu grande amor e tendo que cuidar dos três filhos, missão essa que Lizzie fazia de olhos fechados e que parecia tão simples... e que Jack viu no seu dia a dia, ser muito mais dificíl do que realmente sua amada demonstrava parecer. E isto só o fez amar ainda mais sua querida esposa que teve que deixá-lo tão precocemente.

Para surpresa de Jack, sabendo do desejo de Lizzie quanto ao “Palácio”, sua avó deixa em testamento a “velha casa” para Jack e seus filhos e ele, então, parte com a família para lá, para realizar o último desejo de sua esposa, passar o verão no Palácio.... e lá suas vidas, dele e de seus filhos, muda totalmente.

Enfim, muitas coisas acontecem nesta nova cidade, nesta nova vida... eles conhecem pessoas que os recebem super bem e outras nem tanto. Eles tem que encarar seus “monstros” e recomeçar, literalmente. Não vou escrever, pois como sou apegada aos detalhes como vocês sabem, seria spoiler demais, hehe... mas o que eu posso garantir é que vale cada página... leiam, vocês não vão se arrepender!

Mas e ai, já leram este livro? Gostaram? Vamos conversar?


Bjo bjo

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Tem Alguém Ai?

Oi Gente,

Estou aqui para escrever sobre o livro Tem Alguém Ai? Da Marian Keyes.



Até hoje, todos os livros que eu li dela foram sempre muito divertidos, uma leitura fluída, descontraída, que eu queria ler o tempo todo para saber o que iria acontecer. E era uma leitura que me distraía, que me tirava do dia a dia da vida agitada e cansada. Porém, este livro foi um pouco diferente... não sei explicar exatamente por que, mas foi. Talvez a situação pessoal que eu estava vivendo no momento da leitura não tenha ajudado muito... um misto de coisas boas (praticamente todas voltadas ao pedal) com coisas bem ruins (mais uma vez a pessoa achar que conhece o ser humano e se enganar grandemente) fizeram com que a leitura se tornasse “ruim”, digamos assim.

Foi uma leitura lenta, difícil, cansativa... Anna Walsh não me cativou. No início ela se mostrou cansativa demais para mim... não consegui sentir empatia pela história ou pela dor dela. Nem pela busca que ela achava ser correta, ou pelos seus sentimentos confusos. Então, foi realmente difícil iniciar este post, eu não conseguia organizar as ideias para escrevê-lo. Na realidade, ainda não estou conseguindo direito, pois quando achei que as coisas estavam tomando um rumo adequado na minha vida novamente, recebi outras “lambadas” da senhora vida. Pois como diz um colega de trabalho, “nada está tão ruim que não possa piorar”. Aff...

Mas como estava ficando muito tempo sem posts e não gosto disto, resolvi arriscar umas letras ai...

Enfim, para escrever sobre o livro, busquei inspiração em blogs que fazem resenhas e acabei descobrindo que na realidade, Marian escreveu um livro para cada uma as irmãs Walsh (e que estes são os seus mais famosos livros – e que eu não os li – oxi). Eu não tinha ideia disso... talvez eu me dê a chance de ler os demais livros e tirar essa má impressão, pois realmente acho que foi o meu momento que não colaborou com a leitura (e que não está colaborando com a escrita agora).

Mas vamos lá. Anna Walsh sofre um grave acidente que faz com que ela retorne para a casa dos pais em Dublin para se recuperar... neste acidente, suas feridas não são somente físicas, mas muito mais emocionais que outra coisa.

 "Eu me arrastava ao longo de cada dia e a única coisa que me mantinha viva era a esperança de que o seguinte seria mais fácil. Só que não era. Todos os dias eram exatamente iguais. Era como se eu estivesse entrando por uma porta errada da minha vida e estivesse em um mundo onde tudo era idêntico, exceto por uma enorme diferença. Tinha esperança de que voltar a Nova York, levar uma vida normal, curtir meu trabalho e meus amigos fizesse o pesadelo se dispersar. Nada disso aconteceu. O trabalho e os amigos simplesmente passaram a fazer parte do pesadelo" (p. 224).

Demorei muito tempo para entender o que tinha acontecido com ela, pois ela não deixa claro em suas divagações sobre o acidente. Ela só quer retornar à Nova York e ao trabalho e quer encontrar seu amado Aidan, seu marido, aquele que dá sentido à sua vida. E indo contra seus pais e irmãs, ela retorna e tenta retomar a vida.

Porém, ela trabalha como relações públicas de uma grande marca de cosméticos e o tal acidente deixou-a com uma cicatriz muito feia no rosto, o que dificulta as coisas, pois ela trabalha com a imagem e, digamos que a sua imagem está afetada.

Mas a pior parte nem é essa... a questão é que neste acidente, ela perde o seu tão amado Aidan, questão esta que realmente eu demorei para entender. Pois ela vê Aidan em todos os lugares, mas isto é uma coisa da sua cabeça, da sua imaginação, do seu desejo. E este seu amor incondicional por ele à leva aos extremos, em busca de algum contato, qualquer que seja com ele, para saber o que ela pode fazer para que sua vida seja o mínimo “normal” depois de tudo o que aconteceu.

Dá para entender isto, tendo em vista que a maneira como tudo aconteceu em suas vidas e o amor que tinham um pelo outro era algo realmente lindo, puro, sincero... e pior (se é que posso dizer isso), muito real, algo que pode acontecer com qualquer um de nós, pois é uma história comum, não como num conto de fadas. Então é compreensível que, ao perder seu amor, que, no entender de Ana, seria para a vida toda, ela se desespere e queira entrar em contato com ele de qualquer maneira, para saber se ele está bem, para saber por que ele teve que ir tão cedo, por que ela teve que ficar sozinha... e o que ela deveria fazer daqui para frente, quais os caminhos a seguir a partir de agora. Por que não seguir com ele? Como fazer isso? Não seria mais fácil ir também? Por que ela não foi levada em seu lugar? Por que não morreu também?

E nesta busca, ela conhece pessoas que acabam mudando sua vida, porém, sem que ela perceba num primeiro momento. Há também a sua família... mãe, pai, irmãs, que de um jeito ou de outro, lhe dão apoio, estão presentes e buscam confortá-la e ajudá-la a superar este momento de dor e perda.

Há também os amigos de Anna, em especial Jacqui, sua melhor amiga... que se mostra realmente especial. Alguém que está ao seu lado, que lhe dá força, mas que também lhe mostra que tem uma hora que ela precisa cair na real e voltar para a sua vida de forma verdadeira, totalmente, presente, de fato.

Como citado em um dos blogs que li para me ajudar a construir meu texto, o livro nos permite montar o quebra cabeças que é o passado de Anna e entender o que esperar (ou achar que esperamos) do seu futuro, mas até chegar nisso, demoooooora!

Mas nossa, meu texto está ficando horrível, credo... realmente não estou boa para escrever, aff. Não sei se não era melhor deixar mesmo de escrever por um tempo do que  lhes oferecer algo tão bagunçado assim. Um texto sem pé nem cabeça,  tão confuso quanto anda a minha vida. Hehe!

Mas foco, vamos voltar ao livro. Anna volta para Nova York, tenta retomar sua vida, o que é difícil, pois sem Aidan nada é como antes, porém, ela resolve focar em seu trabalho, e um novo desafio faz com que, aparentemente, isto fique mais fácil, e assim ela vai para seu escritório todos os dias, e aos domingos, se une a um grupo de pessoas que tentam entrar em contato com seus entes queridos que já partiram. Num primeiro momento isto à conforta, porém, por não conseguir “falar” com Aidan, ela acaba se desmotivando disto também, e desistindo.

Em paralelo, ela mantêm uma relação com seus pais, suas irmãs e amigos, porém, esta relação é superficial. Ela se preocupa com a irmã que se mete com uma investigação de traição entre os mafiosos da região onde mora (ela é um tipo de detetive particular), mas às vezes se questiona se toda a história da irmã não passa de imaginação. Isto a distrai, o que é bom, mas ainda assim ela não consegue seguir com uma vida “normal”.

A questão é que ela demora muito tempo para entender que todo aquele sofrimento não a deixa seguir em frente, e também, de alguma forma, não deixa que seu amado Aidan descanse em paz. E como em todos os livros deste mote, há uma questão surpresa, algo que deixa o livro um tanto interessante, que chega até a dar um pouco de emoção em certo ponto (para mim). E que faz com que o sangue corra um pouco mais rápido nas veias desta pessoa que anda sem tanta emoção assim. O fato é que Anna percebe que precisa seguir em frente... que ela pode e deve construir uma nova vida e que Aidan estará ao seu lado de um jeito ou de outro e que o amor que sentem um pelo outro não morreu naquele acidente, mas que também não precisa ser um fardo a ser carregado de forma tão pesarosa.

Bem lá no finalzinho, entendi o que o livro estava querendo me mostrar... ufa!

Mas é isso... desculpa aí gente... a inspiração fugiu sem destino, espero que volte logo e me ajude a não torturá-los mais com textos tão ruins!

E vocês, já leram este livro? Sabiam desta questão os outros livros das irmãs? Vamos conversar?


Bjo bjo

domingo, 2 de outubro de 2016

Pedais com Trilhas e Rumos



E nos dois últimos finais de semana tive minhas primeiras experiências com o pessoal do grupo Trilhas e Rumos... um pedal até o Caminho do Vinho... até o Restaurante do Vô João para comer morango com nata e outro até a Colônia Zacarias, para comer bolinho de graxa.

Para o primeiro pedal, como não conhecia ninguém (não sabia se a Alessandra iria – pessoa que me indicou o grupo), então convidei o “meu pessoal”, mas ninguém poderia ir... convidei também o Burg, que prontamente aceitou. Fiquei feliz, afinal, era alguém conhecido hehe.

E no horário marcado, estávamos lá, no coreto da Praça do Carmo, e aos poucos, aquele lugar virou um "enxame de ciclistas"... coisa linda de ver mesmo.

Bikers chegando de tudo quanto é lado, além do pessoal que chegava de carro, com suas bikes no transbike.

E um pouco depois do horário combinado, saímos rumo ao Caminho do Vinho, rumo ao tal morango com nata.

Um grupo de quase 30 pessoas eu acho... dominamos uma pista da Marechal e “bora lá”...

Tava bonito de ver toda aquela galera, um pessoal responsável pela organização cuidava de todos, principalmente no cruzamento das vias, pra manter a segurança de geral.

Alguns momentos mais cansativos, fiquei um pouco pra trás, de repente tava lá no meio da galera de novo... Burg sempre parceiro me acompanhando... dando várias dicas.

Até o Japa encontramos no caminho! Foi show.

E lá no Restaurante do Vô João.... que coisa linda de ver todo aquele morango hehe... e que delícia, pena que não deu pra repetir! Muita gente né, se duvidasse ficava sem o primeiro, kkkkk

O retorno foi por outro caminho, e tivemos o privilégio de ver o sol se pôr ao lado do aeroporto.... super visual!

Neste sábado, o roteiro foi outro... com bem menos gente também, pois o tempo não estava muito convidativo...  fomos para a Colônia Zacarias, para comer bolinho de graxa. Menos km, mas um pouco mais de dificuldade no meu ponto de vista... uma descida em estrada de chão que foi, no mínimo tensa, hehe.... suei frio bonito... e na volta, algumas subidas que foram de tirar o fôlego... fora as “resvaladas” na travessia da passarela, hehe. Mas nada que os gritos de motivação do Marcos não resolvessem hehe!

E é assim que a gente aprende, cria resistência, melhora o condicionamento... fica “mais pernuda” pra aguentar o tranco.

Dessa vez a amiga Lu Maia acompanhou a trupe, parece que curtiu! Se bem que não tem como não gostar, pois realmente pedalar é altamente contagiante e viciante.

Tanto que hoje, mesmo cansada, não resisti e fui pedalar novamente... só mais 30 km, kkkkk... tá ficando bom esse negócio.

Mas a questão aqui é que eu gostaria de agradecer à Alessandra por ter me apresentado para o Trilhas e Rumos... ao Aquino por ter me aceitado no grupo e me acolhido tão gentilmente. E à todos que participam do grupo, pela parceria nestes dois sábados... foi ótimo... e podem ter certeza que sempre que puder, estarei pedalando com vocês, pois vocês são show de bola... ou melhor, show de bike!!!! =D

Agora o registro dos pedais para vocês ficarem com água na boca:













 
E vocês, curtem pedalar? Vamos conversar?

Bjo bjo