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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A Maldição do Tigre

E cá estou eu novamente, começando a leitura de uma nova série.

O primeiro livro é “A Maldição do Tigre”, de Colleen Houck. Demorei para começar essa leitura pois queria ter todos os livros em mãos para não sofrer de abstinência entre um e outro, hehe... são quatro volumes e eu tinha apenas dos dois primeiros. O número 1 comprei no ano passado e o segundo, ganhei este ano de uma aluna. Assim, quando me vi com dois cartões presentes das Livrarias Curitiba, não tive dúvidas quanto aos títulos que escolheria.



Confesso para vocês que quando comecei a ler o prólogo, que fala de príncipe, reino indiano, amuleto, talismã, pensei que tinha sido uma má escolha. Mas já no primeiro capítulo, de título Kelsey, me mostrou que na realidade esta é uma belíssima história bem atual... ou melhor, uma mistura do atual com o antigo, do moderno com o folclore e é uma história muito envolvente.

O primeiro livro fala exatamente sobre a maldição que assolou dois irmãos indianos, belíssimos príncipes transformados em tigres, e da entrada de Kelsey em suas vidas e da mudança que esta garota começaria a fazer com eles a partir dali.

Kelsey, uma jovem de 17 anos e que vive com uma família adotiva pois seus pais faleceram num acidente de carro, decide trabalhar, temporariamente, num circo. Suas atribuições seriam: vender ingressos, cuidar da alimentação dos animais, e da limpeza do circo depois das apresentações. Num primeiro momento parecia tudo muito tranquilo, só estava com receio de alimentar animais mais “perigosos” e tinha uma preocupação imensa se haveria um elefante lá e se ela teria que limpar “as cacas” do “bichinho”.

Já em seu primeiro dia de trabalho, se encantou com o todo... e assim toda uma história que parece tirada de um livro (olhem só que ironia), começa a acontecer em sua vida, mudando-a para sempre...
Ela passa a ter uma relação mais afinada com Ren, o tigre do circo. Sente uma afeição que não sabe explicar... mas que depois o destino tratará de mostrar-lhe o porquê. E assim, ela está crente de que poderia ajudar seu novo amigo, convencida por Kadam (uma espécie de protetor de Ren) e o mesmo convida-a para conhecer a Índia. E é neste momento que toda a aventura começa... e é exatamente por aqui que eu paro de escrever, pois a história é muito interessante para contar e pode perder a graça, posso cometer alguns spoilers imperdoáveis.

Espero que divirtam-se com a leitura e depois me contem o que acharam.

Vamos conversar?


Bjo Bjo

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O Mundo Pelos Olhos de Bob – As Novas Aventuras de James e seu Gato

O Mundo Pelos Olhos de Bob – As Novas Aventuras de James e seu Gato – James Bowen



Este é o livro continuação de Um Gato de Rua Chamado Bob... nele, James descreve mais um pouco de sua vida com Bob nas ruas de Londres... todas as dificuldades que passaram, mas também todas as pessoas que passaram por eles e lhes estenderam as mãos.

Ele conta como surgiu a ideia do livro, quem o apoiou... todos os momentos em que achou que não daria certo, que ele não conseguiria vencer na vida, que eternamente teria que ir para as ruas para ganhar uns trocados que dariam para se sustentar e ao seu querido amigo por alguns poucos dias.

Sua saída da The Big Issue... as injustiças que viveu por conta daqueles que deveriam ser seus colegas de trabalho mas tinham inveja do seu sucesso com o gato nas ruas vendendo a revista.

Por diversos momentos ele se remete a questões que foram contadas no livro anterior... mas isso não quer dizer que você precise, necessariamente, ler o primeiro livro...

Mas uma vez, uma leitura gostosa, leve, daquelas que te leva para participar junto do dia a dia daqueles grandes amigos.

Como todos vocês sabem, o primeiro livro foi um sucesso e James constata e descreve isto neste livro também... fala sobre a construção do livro, dos momentos em que achou que não ia dar em nada... dos momentos em que teve certeza de que realmente nunca m ais sairia das ruas....

James e Bob precisaram voltar a se apresentar nas ruas com a saída da The Big Issue, e segundo o livro, ainda fazem algumas apresentações esporádicas ainda hoje... mas por motivos muito diferentes dos motivos do passado.

Sabem, eu realmente gostaria de encontrar este gatuno na rua qualquer dia desses, mas para isso, acho que terei que ir para Londres, hehe...

Agora, tenho mais um livro de Bob para ler: Bob, um gato fora do normal, uma versão inédita, com fotos coloridas, mas que pelo que entendi, conta a mesma história. Assim que ler, compartilho com vocês... e para finalizar, uma bela citação da página 211 deste que terminei agora:

“Meus anos na rua com Bob haviam me ensinado a esperar o inesperado. Tínhamos aprendido a nos adaptar, a suportar as porradas da vida, às vezes literalmente. Dessa vez, porém, parecia que estávamos entrando num território totalmente desconhecido.
Uma coisa era clara, no entanto. Havíamos chegado longe demais para repassar essa chance. Se a aproveitássemos, o nosso tempo nas ruas talvez, só talvez, caminhasse para um fim. Pode ser que esse novo capítulo simplesmente se abrisse para nós”.


E ai, gostaram? Vamos conversar?


Bjo bjo

sábado, 9 de agosto de 2014

Bridget Jones Louca pelo Garoto



E cá estamos nós com mais uma história divertidíssima da Bridget Jones (livro de Helen Fielding), mas preciso confessar algo para vocês... eu não li os outros livros, apenas assisti aos filmes, mas como os filmes são ótimos, imaginei que este livro seria tipo muito bom e eu estava certíssima, ele é mais que divertido e o pior, tão real que dá até medo, hehe!

Como eu suponho (pois não li os outros) este livro também é escrito em forma de diário, com a data, horários e sempre uma tirada engraçada da Bridget como por exemplo: 60 kg, 3482 calorias (ruim), número de vezes que vi se o Roxster estava com piolho: 3, número de piolhos encontrados no Roxster: 0, número de larvas encontradas na comida do Roxter: 27, quantidade de larvas encontradas na casa: 85 (ruim)... e assim por diante, hehe

Ele conta a história da nossa querida Jones quando ela já passou dos 50 anos (idade que ela não admite assim claramente, é óbvio) e está com dois filhos... um casal descrito de maneira fofíssima.

Ela ainda continua com seus antigos amigos, aqueles fiéis escudeiros do passado que estão ao seu lado para o que der e vier nesta nova fase da vida, assim como estavam antes... mas tem algumas coisas que eu não posso escrever aqui, pois seria um spoiler imenso e para os fãs da série, uma afronta hehe, então, o que eu posso dizer é que o livro é delicioso... leve, daqueles que fazem você viajar, se visualizar em algumas situações, desejar passar por outras, se desligar deste mundo cão em que vivemos e dar boas risadas. Mas ele também tem algumas reflexões, como o valor das verdadeiras amizades com o passar dos anos, como neste trecho:
"Nós todos nos olhamos alegremente. O triunfo de um era o triunfo de todos" (p. 123)

Ou ainda, como o "amor" pode ser cruel, mas sempre podemos comer:
"Quem quer quer, quem não quer não quer. Mas pelo menos, sempre é possível comer" (p. 392).

E é isso, não vou me prolongar, pois senão vou contar algo que não devo hehe... leiam, me contem se gostaram...

Bjo bjo... :)

sábado, 5 de julho de 2014

Extraordinário

Hoje terminei de ler ao livro Extraordinário, de R. J. Palacio e só tenho a dizer que ele é realmente extraordinário... como um menininho com um problema tão sério (fisicamente falando), pode ver a vida de uma maneira tão leve.

Este livro trata de bullying, em uma criança graciosa, mais que especial...


Só para vocês sentirem a história, transcrevo dois parágrafos do primeiro capítulo (p. 11):

“Mas agora meio que já me acostumei com minha aparência. Sei fingir que não vejo as caretas que as pessoas fazem. Nós todos ficamos muito bons nisso: eu, mamãe e papai, a Via. Na verdade, retiro o que disse: a Via não é tão boa. Às vezes ela fica muito irritada quando fazem algo grosseiro. Por exemplo, naquela vez no parquinho, quando uns garotos mais velhos fizeram alguns barulhos. Nem sei que barulhos eram, porque eu mesmo não ouvi, mas a Via escutou e simplesmente começou a gritar com eles.
Esse é o jeito dela. Eu não sou assim.
Ela não acha que eu seja comum. Diz que acha, mas, se eu fosse comum, ela não precisaria me proteger tanto. Mamãe e papai também não me acham comum. Eles me acham extraordinário. Talvez a única pessoa no mundo que percebe o quanto sou comum seja eu”.

Ou seja, para August.... mais conhecido como Auggie, ele era um menino normal, mas em função de um problema que tem um nome imenso (sua irmã, Via, diz no decorrer do livro: “Ouviram que August tinha o que parecia um tipo de ‘disostose bucomaxilofacial previamente desconhecida causada pela mutação de um autossomo recessivo no gene TCOF1, localizado no cromossomo 5, complicada por uma microssomia hemifacial característica do espectro óculo-aurículo-vertebral’” p. 110-111). Entenderam o que Auggie tem? Pois é, nem eu hehe...

O livro tenta descrever sua imagem... mas cada um imagina como quer e esta é a parte boa da leitura, pois mesmo em Auggie conseguimos nos enxergar.

A questão é que até a quinta série, ele estudou em casa. Sua mãe era sua professora... pois tanto ela quanto o seu pai, tinham medo de colocá-lo numa escola e de tudo que isso poderia significar para a integridade do seu menino.

Mas chegou um momento que sua mãe entendeu que era hora de deixar de protegê-lo tanto e deixá-lo viver sua vida como todos os outros meninos da sua idade.

De início, o pai também não gostou da ideia, mas acabou concordando...

E como vocês podem imaginar, as primeiras semanas, não não, os primeiros meses do Auggie na escola não foram exatamente do jeito que ele queria... as outras crianças tinham medo dele. Mas o diretor da escola era alguém muito sábio e com a ajuda de alguns alunos, conseguiram, em partes, fazer a integração de Auggie com a sua turma e com o colégio... mas como sempre tem um ‘espírito de porco’ em todo lugar, o aluno Julian tratou de fazer da vida dele e de quem resolveu ficar ao seu lado, um pequeno inferno.

Mas Auggie é uma criança iluminada e consegue, com seu jeito doce e agradável, conquistar as pessoas e mostrar o valor da gentileza, que é objetivo principal deste livro.  Assim, no final do ano, na formatura da quinta série, o Sr. Buzanfa, diretor do ensino fundamental, fez um discurso muito lindo, onde enfatizou que este foi o ano em que a gentileza prevaleceu naquela escola e que ele estava muito feliz com isso... ele diz:

“ – Mas a melhor maneira de medir quanto vocês cresceram não é por centímetros, nem por quantas voltas conseguem dar na pista, ou mesmo por sua média de notas, embora essas coisas, sem dúvida, sejam importantes. A melhor medida é o que vocês fizeram com seu tempo, como escolheram passar os dias e quem cativaram. Para mim, essa é a melhor medida do sucesso. Há uma frase maravilhosa em um livro de J. M. Barrie... e não, não é Peter Pan, e não vou pedir que batam palmas se acreditam em fadas... [...] – Mas em outro licros de J. M. Barrie, chamado O Pequeno Pássaro  Branco, ele escreve... [...] ‘Vamos criar uma nova regra de vida... sempre tentar ser um pouco mais gentil que o necessário?’” (p. 302)

E é isto pessoal... pois como todos sabemos, porém nem sempre praticamos: gentileza gera gentileza!!!!

Às vezes me sinto como ele nesta vida... diferente, fora do contexto... ainda bem que alguns seres especiais que fazem parte da minha vida me mostram que este deslocamento é só temporário e que na realidade, assim como Auggie, eu tenho o meu lugar no mundo.

Então leiam este livro EXTRAORDINÁRIO e pratiquem + gentileza! 


Boa noite e boa leitura!!! ^^

domingo, 15 de junho de 2014

Os Homens são de Marte e é pra lá que eu Vou

Na sexta-feira retrasada fui ao cinema assistir a este filme: Os Homens São de Marte e é Pra Lá Que Eu Vou. Fui sozinha, pois não encontrei companhia... filme brasileiro e o povo ainda tem um certo preconceito... preconceito este, inclusive, injustificado, pois o cinema nacional tem produzido ótimos filmes.

É interessante citar que o filme é uma adaptação da peça de teatro com o mesmo nome, que ficou em cartaz por 8 anos e teve mais de 1, 5 milhão de expectadores.

Mas enfim, já no começo me identifiquei, pois Fernanda, a personagem principal, eterna buscadora do amor, do homem “perfeito”, solta essa: “agora, bastou ser educado comigo que eu apaixono”.... e também, outra coisa com a qual eu me identifiquei é que toda vez que ela conhecia um homem, ela dizia, “agora vai, eu to sentindo”.... eita vida, ai ai!
Mas vamos lá para a história... Fernanda é uma mulher de 39 anos, sócia de uma empresa que organiza casamentos... triste ironia, já que ela não tem muita sorte no amor por assim se dizer.
No decorrer do texto ela se envolve com diversos homens, de idades e comportamentos distintos, mas nenhum que realmente queira algo sério e que a respeite como mulher e pessoa em si.
Quando Fernanda acha que para ela não existe mais chances, ela conhece Tom, arquiteto que está fazendo uma reforma no seu prédio e que também é conhecido do seu sócio, tanto que ela acha que Tom é um caso do seu sócio.
Depois de um casamento que acaba não dando certo, eles saem para beber e se distrair e encontram Tom no bar, assim que o mal entendido sobre a opção sexual do “rapaz” é esclarecida, eles parecem se interessar um pelo outro, mas diferente de todos os outros homens que ela conhece, desta vez, Fernanda resolve se comportar de forma diferente... e não é que dá certo?
O que ela diz? Resolvi escolher e deixar de ser escolhida... AMEI!
Serve de lição... quem sabe assim eu consiga “desencalhar” hehe... porque olha, tá difícil a coisa pro meu lado....

Enfim, assistam, é um filme divertido, bom para relaxar e dar boas risadas... só, ou acompanhada(o).


Abaixo o trailer para vocês sentirem o clima...

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A Menina Sem Qualidades





Gente... agora sim uma ótima recomendação, que talvez vocês até comentem que está beeeeem atrasada, hehe, mas só agora tomei conhecimento.

Então, terminei de ver essa semana a série “A Menina Sem Qualidades”, que passou nesta mesma época, no ano passado, na MTV.
Ela foi produzida pela MTV e dirigida por Felipe Hirsch, com coprodução dos Estúdios Quanta e parceria com a Quanta Post. 



Confesso para vocês que só resolvi assistir por causa do Javier Drolas, ator argentino, protagonista do filme Medianeras e que é o meu objeto de desejo nos últimos tempos... estou encantada com sua atuação, ai ai... (ainda irei à Buenos Aires assistir a uma peça dele).

Enfim, comecei a assistir por causa dele e tive uma grata surpresa ao me deparar com um texto muito bem estruturado, dividido em 12 episódios e adaptado do romance alemão Spieltrieb, de Juli Zeh.

Existem diversas cenas fortes e até por isso, pelo que pesquisei, os episódios eram transmitidos à meia noite.

Além de Javier Drolas (professor de literatura espanhola - Tristán), tem como protagonistas Bianca Comparato (como Ana – a Menina Sem Qualidades) e Rodrigo Pandolfo (Alex, o menino manipulador/sedutor/estranho pra caramba, hehe).

O termo que dá nome à série só aparece lá pelo episódio 9 ou 10, não estou bem certa, quando Alex afirma para Ana que ela é uma menina sem qualidades e por isso, extremamente comum.



Como disse acima, possui cenas fortes e não só de nudez, mas para uma reflexão pesada sobre questões da vida de uma adolescente de 16 anos, problemática, introspectiva, forte e ao mesmo tempo frágil, inteligentíssima e, acima de tudo, só.

Muitos diálogos nos levam a retornar a fala para confirmar se era aquilo mesmo que os personagens queriam dizer.... sempre que assistia a um, dois ou três episódios por vez, acabava sonhando com toda aquela história e com o reflexo daquilo tudo na minha própria vida... por quantas questões existenciais já passei que Ana e Alex passaram no decorrer da série? E Tristán? Envolvo numa situação a qual pareceu chocado num primeiro momento, depois acabou se tornando confortável e ele se mostrou confortável com tudo aquilo?



Ana desenvolveu muito bem o seu intelecto pois passa muito de seu tempo livro lendo os livros que o seu padastro deixou na casa antes de ir embora. Ela diz ter “preguiça da internet”, pois os assuntos que nem aparecem são muito rasos. Por viver num mundo só seu, Ana é um tanto agressiva e acaba expulsa de uma escola por agredir outro aluno. Na nova escola, acaba se envolvendo primeiramente com rapaz chamado Olavo, que diz que ela é estranha e que isso é bom, pois com ela, ele consegue manter um diálogo, mas também, se o diálogo não acontece, não tem problema, ficam confortáveis em seus silêncios.
Na escola ela costuma enfrentar seus professores, e quando Alex um rapaz de 18 anos, de origem libanesa (pode-se considerá-lo niilista) entra na escola, ela encontra um parceiro para toda aquela introspecção. Alex é um rapaz manipulador e passa seus dias a testar os limites das regras sociais, questionando os valores e as fraquezas da “raça humana”. Para ele, não existe nada de extraordinário na vida, nada pelo que vale a pena se empenhar. Mas isso é apenas uma cortina que esconde seu verdadeiro eu.
A situação fica um tanto tensa quando eles resolvem envolver o professor Tristán nessa paranoia que é a vida de ambos. Tristán tem convicções políticas fortes, pois foi preso político na época da ditadura militar em seu país e possui uma esposa depressiva que não ajuda muito a ter uma vida plenamente feliz. Sua felicidade, na realidade, é estar em sala de aula, vivendo, respirando a literatura espanhola e tentando mostrar aos alunos a sua beleza. Por diversas vezes ele é repreendido por Ana, que diz que ele não pertence a esta época, a este mundo. 
Enfim, Ana seduz Tristán e depois, juntamente com Alex, eles passam a chantagear o professor que entra na onda deles.



Adorei a descrição que o blog papo de homem fez e transcrevo abaixo:

“Alex é aquele tipo de garoto que acredita saber mais do que seus professores. Em parte, têm razão, pois sabe mais do que seus mestres sobre um bocado de coisas. Mas ainda é novo demais para compreender que a medula da verdade só é mordida com o tempo, após roer o osso da experiência, enfiar os dentes na carne dura dos caminhos equivocados. O menino, filho de uma época em que nobres sentimentos são tratados com ironia e a cara de tédio é considerada sinal de inteligência, está desconectado de sua própria hombridade. É um homem incompleto, semelhante a um homem castrado.
Tristán é aquele que viveu um bocado, já foi preso, já amou e conviveu com uma mulher, já apanhou de inimigos e já tirou a vida de alguém. Ele roeu o proverbial osso até chegar à medula, mas seu paladar rejeita o gosto das duras verdades que Ana aceita lucidamente, pois isso significaria abdicar de seu amor. “Por causa desse amor, ele não quer escutar”, diz Ana, “quando eu lhe esclareço a falta de sentido do universo”.
Tristán é o Adão tardio. Ana é a Eva prematura. Alex é o demônio disfarçado de inofensivo réptil. Juntos, seu jogo é reencenar o drama mais antigo da humanidade”.
Sugiro, inclusive, que leiam todo o texto oportunamente, pois é bem interessante.

A trilha sonora é outro prato cheio... muitas músicas interessantes, de todos os estilos, retratando cada cena, cada situação de forma ímpar.

Então, neste caso, SUPER RECOMENDO!!!! Se ainda não assistiram, assistam, se já assistiram, comentem o que acharam!!!

É possível assistir a todos os episódios através do youtube.
Segue o link do primeiro episódio, os demais aparecem na barra lateral direita da página: