quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Viagem do Tigre

Oi Pessoal... duas semanas mais que atribuladas e diversos problemas de saúde novos pra minha coleção e me faltaram forças para escrever sobre o terceiro livro da Saga do Tigre. Mas cá estou eu para mudar isso... a vida precisa continuar... e eu me adaptar as minhas novas realidades, por mais difíceis que elas sejam. #forçamel



Então vamos lá, terceiro livro da Saga: A Viagem do Tigre (Colleen Houck)... se encaminhando já para o final da história... e que dor no coração quando comecei a leitura do último livro... quando a história é boa, tem até aquela crise de abstinência mesmo antes de terminar. Um sofrimento antecipado de que uma boa história está chegando ao fim...

“Arrepender-se é se decepcionar consigo mesma e com suas escolhas. Os sábios veem a vida como um caminho de pedras que cruza um grande rio. Todo mundo deixa passar uma pedra de vez em quando. Ninguém é capaz de atravessar o rio sem se molhar. O sucesso é medido pela chegada ao outro lado, não pela lama nos seus sapatos. As pessoas que se arrependem são aquelas que não compreendem a razão da vida. Elas ficam tão desiludidas que param no meio do rio e não dão o próximo passo”. (p. 172)

Neste livro, Kelsey, Ren e Kishan se veem novamente envoltos em diversas aventuras, para conseguir obter o próximo presente para Durga... o colar de pérolas...  mas desta vez a aventura é no mar e para isso eles precisam aprender a mergulhar e também Kelsey precisa aprender a usar o seu poder na água e embaixo d’água. Mais uma vez, eles precisam passar por “provas” e agora seus “anfitriões” serão cinco dragões... que medo hehe! Mas não dá para deixar de lado toda carga emocional envolvida neste livro... o “triângulo” entre eles está cada vez mais delicado. E uma nova conexão entre Kelsey e Ren aparece neste livro, para deixar sua relação (impossível?) cada vez mais forte.

No início do livro Ren comporta-se de forma diferente... lembra-se de tudo, menos de Kelsey... lembra das situações que passou com ela, mas não lembra dela, o que deixa nossa menina muito triste.

Ao visitarem Phet novamente, ele diz que Ren é o responsável por esquecer Kelsey e que somente ele mesmo pode ativar um tipo de gatilho que fará com que a sua amnésia vá embora.

Esta situação magoa muito Kelsey, que é apaixonada ao extremo por Ren, mas não entende como ele mesmo quis esquecê-la. E por isso e muitas outras coisas que acontecem no decorrer do livro, ela decide que o melhor a fazer é deixar Ren de lado e tentar se entender com Kishan, afinal de contas, ela já o ama...

Nesta missão, Kelsey também conhece Lady Bicho-da-Seda, que lhe dá um presente que serve de “mapa” para a próxima aventura...

O Sr Kadam tem um papel mais intenso neste livro e que (preciso confessar), se intensifica mais ainda no último (que já estou quase quase no final também).

“Ren começou a andar em círculos, marchando, enquanto sua mente inquieta se preocupava com a sua mulher perdida. Para o tigre branco, era simples. Ela era sua fêmea. O lugar dela era ao seu lado e ele não iria descansar até encontrá-la e destruir a ameaça que a tirara dele. Para o homem, a situação era mais complicada. Apesar de ela reconhecer seu amor por ele, tinha decidido ficar com o outro. Ele não conseguia entender aquilo, e a ideia o exauria”. (p. 483)

Bom, e com esta citação termino meus comentários, confesso que ainda não estou 100% inspirado para a escrita... mas o que tenho a dizer é que vale a pena continuar a leitura... =)

E ai, vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Garota Exemplar



E mais uma vez eu não aguentei e tive que ler um livro diferente entre a leitura da saga dos tigres...
Na verdade, foi em paralelo a leitura do terceiro livro da saga do tigre... estou falando do livro Garota Exemplar, de Gillian Flynn. Sim, este que tem o filme em cartaz e foi exatamente por isso que me “obriguei” a ler o bichinho logo... e que leitura, ai ai...
Um suspense tipo drama, que te envolve de uma forma absurda. E sério, o que é essa relação da Amy e do Nick? Será que existe isso na vida real? Segundo pessoas com as quais conversei, existe sim... que medo que medo que medo hehe...
O livro primeiro te leva para um lado, defender um e “acusar” o outro.... depois este papel se inverte... o duro é que qualquer coisa que eu escrever aqui vai estragar a história.

Assim, estou fazendo um copia e cola da sinopse que consta no skoob:

Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza , "Garota Exemplar" alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy , Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?

Mas então, já leram este livro? Ou assistiram ao filme? 
Comentem... vamos conversar?

Bjo bjo



sábado, 18 de outubro de 2014

Hoje eu Quero Voltar Sozinho

E por um convite da querida amiga Carol, fomos ao cinema para assistir ao filme “Hoje eu Quero Voltar Sozinho”.

Num primeiro momento, não me interessei por ler do que se tratava o filme, apenas vi que ele era brasileiro e que tinha ganho alguns prêmios... e foi ótimo não ter visto do que ele se tratava, pois foi uma grata surpresa assisti-lo, um deleite mesmo...

Um filme lindo, fofo, simples e que trata de dois assuntos delicados de uma forma muito séria, mas ao mesmo tempo muito leve... mostrando as realidades da vida e como as pessoas reagem a ela... e muito me animei ao saber que este será o filme que representará o Brasil no Oscar de 2015... muita sorte... estou na torcida!

Mas deixa eu contar para vocês do que ele se trata... ele conta a história de Leo, um adolescente cego, e tudo o que diz respeito a sua vida: a proteção por parte dos seus pais e da melhor amiga, o bullying que ele sofre em sala de aula pela sua limitação, seus anseios de como será a sua vida, seus desejos de se tornar mais independente, pensando até em fazer um intercâmbio em outro país para provar que consegue se virar sozinho, entre muitas outras situações.

E neste turbilhão de coisas, chega ao colégio Gabriel, e muda tudo em sua vida... primeiro, e mesmo sem querer, ele faz com que a relação de amizade que Leo tem com Giovana (sua melhor amiga), se estremeça, depois Gabriel desperta em Leo a vontade de ser mais livre, de beber, de fumar, de viajar sem a supervisão dos pais, até de dançar, que aparentemente é uma coisa simples, mas que para Leo é um tanto limitada pelos próprios bloqueios que ele criou.

E neste novo dia a dia de sua vida, nasce um sentimento até então desconhecido para ele... enfim, o filme é realmente lindo e merecedor da indicação para o Oscar.

Assistam e depois me contem o que acharam.


Vamos conversar?

Bjo Bjo

domingo, 12 de outubro de 2014

O Resgate do Tigre


“ – Errar é o que nos torna humanos – sussurrou. – É assim que aprendemos. Minha mãe sempre dizia que cometer um erro não é ruim. Ruim é se recusar a aprender com ele a fim de não repeti-lo” (p. 179).



E cá estamos nós para a continuação da Saga do Tigre (de Colleen Houck)... confesso que mesmo a história sendo ótima e a leitura fácil, demorei mais do que gostaria para terminar de ler, mas também houveram algumas questões de saúde ai que complicaram a minha leitura.

Mas como era de se esperar, o segundo livro da saga é muito bom, o foco dele é o resgate de Ren, e na relação de Kelsey e Kishan que se torna mais afinada ao ponto dela não ter tanta certeza sobre seus sentimentos pelos irmãos. Tanto que Kishan, ao perceber sua instabilidade, investe fundo em tentar conquistá-la...  mas tem muita história que acontece antes disso... o livro se inicia com o retorno de Kelsey para sua antiga vida... decisão que ela mesmo tomou, sem a aprovação de todos que ela deixou na India.

Já no Oregon, ela vai, com Nilima para sua nova casa, com seu novo carro, presentes que o Sr. Kadam insiste que ela aceite.

Muito relutante ela toca a vida, mas com o pensamento sempre em tudo o que viveu na Índia, e principalmente em seu amado príncipe, Ren. O que mais lhe dói, é saber que mesmo o tempo passando e mesmo ela tendo contato telefônico semanal com o Sr. Kadam, neste tempo todo, Ren não tentou falar com ela, não a procurou... provavelmente está tocando a vida, já encontrou alguém do seu nível para se relacionar... assim, Kelsey resolve se relacionar com outros rapazes e o faz com dois colegas da faculdade e também com seu instrutor de wushu.

E o tempo passa e a vida corre... e assim chega o Natal e Kelsey recebe o melhor presente do mundo: Ren... que finalmente resolve procurá-la e eles passam a viver um conto de fadas (mas é claro que com alguns percalços no caminho pois ambos são teimosos e tudo o mais).

No baile do dia dos namorados, ambos ganham um presente a mais: a visita de Kishan, que na verdade não é uma visita... e sim uma vinda para ficar.

E assim continuam tocando a vida, os três... até que Lokesh consegue identificar a localização deles e manda seus capangas para persegui-los.

No meio de toda a luta e fuga, Ren pede que Kishan fuga com Kelsey enquanto ele dá conta dos capangas e nesta, ele é capturado.

Assim, com muita dor no coração, Kelsey volta com Kishan para a Índia e lá encontram o Sr. Kadam e começam a se organizar para ir em busca do próximo presente à Durga, que ajudará a encontrar Ren e também desfazer a maldição dos tigres.

Como no primeiro livro, eles passam por diversas dificuldades para conseguir alcançar seu objetivo e salvar Ren, mas eles saem vitoriosos desta fase, identificam a localização do esconderijo de Lokesh que apareceu para todos em visão, mostrando como estava maltratando Ren para encontrar Kelsey e conseguir os medalhões que os protegem... mas desta vez, com a ajuda do fruto dourado e do lenço e também com o apoio físico do Sr. Kadam, que desta vez foi para a “luta”, eles resgatam Ren com sucesso. Porém, nem tudo está bem, pois algo muito ruim aconteceu... e o que foi?

Bom, melhor não contar ou vocês me acusarão de spoiler hehe...leiam o segundo livro da Saga e me contem o que acharam... vamos conversar?


Bjo bjo

domingo, 28 de setembro de 2014

Se Eu Ficar




"Não estou certa de que este é o mundo ao qual pertenço. Não tenho certeza se quero acordar".  p. 137

"Gostaria de poder ir, também. Acho que irei. É só uma questão de tempo - uma questão de descobrir como faço para desistir". p. 146

"Percebo agora que morrer é fácil. Viver é que é difícil".



Então pessoal... sei que vocês estavam esperando que o meu próximo texto fosse sobre o segundo livro da série da Maldição do Tigre, mas eu tive que ler outro livro antes... Se Eu Ficar... de Gayle Forman.

Ganhei este livro de presente de aniversário da amiga Grasi e o filme baseado nele está em cartaz nos cinemas, então, resolvi lê-lo antes de continuar com a série.

Li o bichinho em duas noites.... e como comentei com uma amiga, já nos primeiros cinco minutos de leitura fiquei sem fôlego... pois a história é de arrepiar.

Ele conta a história de Mia e sua família e os momentos são divididos entre o presente e o passado.

A família de Mia é uma família diferente... eles não seguem o dito tradicional... gostam de música, o pai era integrante de uma banda de punk rock e a mãe totalmente da pá virada. Mia tem um irmãozinho também... que gosta de tocar a bateria do pai.

Mas ela é mais diferente ainda, pois escolheu a música de uma forma diferente que todos os seus familiares... Mia toca violoncelo... nem ela consegue ao certo explicar tamanho amor e como é que ela foi se apaixonar tanto assim por música clássica, já que suas referências eram outras.

Mia também tem um namorado, Adam... que também é músico, toca em uma banda que está começando a fazer sucesso e está com a agenda cheia de shows.

Mas dai vocês vão me perguntar, por que esse título? Se eu ficar, trata-se da escolha que Mia precisa fazer... e que escolha é essa? Viver ou morrer... como assim?

Na realidade todas essas informações que eu coloquei ai em cima, foi Mia quem me deu, relatando um pouco de sua vida enquanto está numa espécie de plano paralelo... depois de um acidente de carro que levou toda a sua família.

Ela consegue ver tudo o que está acontecendo ao seu redor, inclusive a si mesma, na UTI, sendo atendida por vários médicos e enfermeiras... porém ela não tem “poderes sobrenaturais” como por exemplo atravessar uma parede, ou se materializar em outro lugar... nem consegue tocar as pessoas e se fazer sentir ou senti-las... mas ela ouve tudo o que falam, vê e de alguma forma, sente.

O livro perpassa as 24 horas depois do acidente... onde Mia vai relatando diversos momentos da sua vida em família, como conheceu o seu tão amado Adam e sua relação com Kim, sua melhor amiga... enquanto isso, vê a preocupação de seus avós e demais familiares quanto a sua situação e tem diversos momentos em que entende que é melhor ir, já em outros acha que o melhor é ficar...

Por diversos momentos ela considera injusto ter que tomar sozinha aquela decisão.

O livro te envolve tanto, que cheguei a sonhar com tudo aquilo na primeira noite... e na segunda também. Mas o que vocês acham... Mia decidiu ficar? Ou ir embora? Como ela entendeu qual era a melhor escolha? Como tudo aconteceu?

Me contem... já leram o livro? Assistiram ao filme? O filme é tão bom quanto o livro? Muda muita coisa?
Quero ver se assisto o quanto antes o filme para “matar” a minha curiosidade...

Vamos conversar?

Bjo Bjo



Em tempo... no domingo fui assistir ao filme e matar todas as minhas lombrigas de curiosidade... e já comecei com uma boa impressão... ao comprar o meu ingresso, ganhei um pacote de lencinhos de papel... pensei, uau, serão fiéis ao livro, vou chorar litros.
Mas como já era de se esperar, decepção neste quesito... não sei por que eu crio tantas expectativas hehe... se o filme é baseado no livro, não quer dizer que será igual... e no meu ponto de vista, é ai que se peca.
Faltaram questões que eram imprescindíveis aparecer. Algumas situações apareceram mas não mostraram o contexto, o que ficou meio estranho se você não tiver lido o livro... enfim, para o filme eu dou uma nota abaixo da média, meus olhos não chegaram a ficar nem marejados... hunf!
Mas tudo bem, valeu o passeio e a distração.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A Maldição do Tigre

E cá estou eu novamente, começando a leitura de uma nova série.

O primeiro livro é “A Maldição do Tigre”, de Colleen Houck. Demorei para começar essa leitura pois queria ter todos os livros em mãos para não sofrer de abstinência entre um e outro, hehe... são quatro volumes e eu tinha apenas dos dois primeiros. O número 1 comprei no ano passado e o segundo, ganhei este ano de uma aluna. Assim, quando me vi com dois cartões presentes das Livrarias Curitiba, não tive dúvidas quanto aos títulos que escolheria.



Confesso para vocês que quando comecei a ler o prólogo, que fala de príncipe, reino indiano, amuleto, talismã, pensei que tinha sido uma má escolha. Mas já no primeiro capítulo, de título Kelsey, me mostrou que na realidade esta é uma belíssima história bem atual... ou melhor, uma mistura do atual com o antigo, do moderno com o folclore e é uma história muito envolvente.

O primeiro livro fala exatamente sobre a maldição que assolou dois irmãos indianos, belíssimos príncipes transformados em tigres, e da entrada de Kelsey em suas vidas e da mudança que esta garota começaria a fazer com eles a partir dali.

Kelsey, uma jovem de 17 anos e que vive com uma família adotiva pois seus pais faleceram num acidente de carro, decide trabalhar, temporariamente, num circo. Suas atribuições seriam: vender ingressos, cuidar da alimentação dos animais, e da limpeza do circo depois das apresentações. Num primeiro momento parecia tudo muito tranquilo, só estava com receio de alimentar animais mais “perigosos” e tinha uma preocupação imensa se haveria um elefante lá e se ela teria que limpar “as cacas” do “bichinho”.

Já em seu primeiro dia de trabalho, se encantou com o todo... e assim toda uma história que parece tirada de um livro (olhem só que ironia), começa a acontecer em sua vida, mudando-a para sempre...
Ela passa a ter uma relação mais afinada com Ren, o tigre do circo. Sente uma afeição que não sabe explicar... mas que depois o destino tratará de mostrar-lhe o porquê. E assim, ela está crente de que poderia ajudar seu novo amigo, convencida por Kadam (uma espécie de protetor de Ren) e o mesmo convida-a para conhecer a Índia. E é neste momento que toda a aventura começa... e é exatamente por aqui que eu paro de escrever, pois a história é muito interessante para contar e pode perder a graça, posso cometer alguns spoilers imperdoáveis.

Espero que divirtam-se com a leitura e depois me contem o que acharam.

Vamos conversar?


Bjo Bjo

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O Mundo Pelos Olhos de Bob – As Novas Aventuras de James e seu Gato

O Mundo Pelos Olhos de Bob – As Novas Aventuras de James e seu Gato – James Bowen



Este é o livro continuação de Um Gato de Rua Chamado Bob... nele, James descreve mais um pouco de sua vida com Bob nas ruas de Londres... todas as dificuldades que passaram, mas também todas as pessoas que passaram por eles e lhes estenderam as mãos.

Ele conta como surgiu a ideia do livro, quem o apoiou... todos os momentos em que achou que não daria certo, que ele não conseguiria vencer na vida, que eternamente teria que ir para as ruas para ganhar uns trocados que dariam para se sustentar e ao seu querido amigo por alguns poucos dias.

Sua saída da The Big Issue... as injustiças que viveu por conta daqueles que deveriam ser seus colegas de trabalho mas tinham inveja do seu sucesso com o gato nas ruas vendendo a revista.

Por diversos momentos ele se remete a questões que foram contadas no livro anterior... mas isso não quer dizer que você precise, necessariamente, ler o primeiro livro...

Mas uma vez, uma leitura gostosa, leve, daquelas que te leva para participar junto do dia a dia daqueles grandes amigos.

Como todos vocês sabem, o primeiro livro foi um sucesso e James constata e descreve isto neste livro também... fala sobre a construção do livro, dos momentos em que achou que não ia dar em nada... dos momentos em que teve certeza de que realmente nunca m ais sairia das ruas....

James e Bob precisaram voltar a se apresentar nas ruas com a saída da The Big Issue, e segundo o livro, ainda fazem algumas apresentações esporádicas ainda hoje... mas por motivos muito diferentes dos motivos do passado.

Sabem, eu realmente gostaria de encontrar este gatuno na rua qualquer dia desses, mas para isso, acho que terei que ir para Londres, hehe...

Agora, tenho mais um livro de Bob para ler: Bob, um gato fora do normal, uma versão inédita, com fotos coloridas, mas que pelo que entendi, conta a mesma história. Assim que ler, compartilho com vocês... e para finalizar, uma bela citação da página 211 deste que terminei agora:

“Meus anos na rua com Bob haviam me ensinado a esperar o inesperado. Tínhamos aprendido a nos adaptar, a suportar as porradas da vida, às vezes literalmente. Dessa vez, porém, parecia que estávamos entrando num território totalmente desconhecido.
Uma coisa era clara, no entanto. Havíamos chegado longe demais para repassar essa chance. Se a aproveitássemos, o nosso tempo nas ruas talvez, só talvez, caminhasse para um fim. Pode ser que esse novo capítulo simplesmente se abrisse para nós”.


E ai, gostaram? Vamos conversar?


Bjo bjo

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Bienal do Livro



No final de semana de 22 a 24 de agosto e realizei um sonho... fui para São Paulo, para a Bienal do Livro.

Além de ter tido o prazer de ficar hospedada na casa da prima Grazi, que a última vez que tinha visto pessoalmente foi quando éramos crianças... ainda passeei por vários locais famosos de São Paulo.

Mas enfim, o tema aqui é a Bienal... e preciso confessar para vocês... num primeiro momento eu imaginava uma coisa e cheguei lá foi outra completamente diferente.... vou explicar para vocês.

Primeiro que eu jamais imaginaria tantas pessoas juntas num mesmo local... só a fila para comprar as entradas estava praticamente fora do Anhembi... sem mentira nenhuma, acho que tinha umas três mil pessoas na minha frente quando cheguei hehe... mas tudo bem né, o objetivo era a Bienal, então bora enfrentar a fila.

Como haviam diversos guichês, até que o tempo para a compra não foi tão grande quanto eu imaginava, fiquei pouco mais de 1 hora em fila.

Então encontrei com a amiga Grasi, que tinha cadastro de professora e tudo foi mais fácil para a sua vida, hehe... e entramos!

Olhando para o alto, parecia um mar de felicidade... todas aquelas editoras queridas, dos livros estimados... todas lá, juntinhas para o meu deleite e instinto de consumo...

No momento em que chegamos, Cassandra Clare, autora da série Instrumentos Mortais, estava num bate papo com um mediador e diversos jovens e adultos gritavam cada vez que ela abria a boca para falar alguma coisa... pensem em muitas pessoas, mas muitas pessoas mesmo em volta dela... não tinha condições de chegar perto, muito menos de entender o que ela estava falando. Então, tocamos para os estandes das editoras tão queridas...

Mas foi ai que começou o problema... as editoras mais famosas tinham filas imensas só para entrar no espaço.... e depois, mais filas para pagar se fosse o caso...

Na da foto abaixo, estava sossegado, deu até tempo para um flash, hehe!



Pra resumir, dos livros que eu tinha na minha lista de leitura e que eu gostaria muito de comprar por lá, não consegui chegar nem perto... e outra, os valores dos livros “mais conhecidos”, digamos assim, estavam iguais aos das livrarias aqui de Curitiba... então não valia muito a pena.

É certo e justo dizer que haviam estandes com títulos por 10,00, 13,00, 15,00 reais... mas eram a minoria.

Acabei por comprar livros de 10,00... 4 Vidas de um Cachorro, de W. Bruce Cameron; O Garoto da Casa ao Lado, de Irene Sabatini; Antes que os Pássaros Acordem, de Josué Montello; O Meio do Caminho, de Kelly Corrigan; e O Filme Perfeito, de Jodi Picoult. Não eram os títulos que eu queria, mas li suas “orelhas” e gostei das histórias.

E também comprei um livro em italiano para a mãe e outro do Tolkin para o pai...

No estande da Comunità Italiana, uma revista de publicação brasileira/italiana, fui muito bem atendida, uma atenção enorme da moça, educação, simpatia... comprei um livro e ganhei várias publicações do Mosaico e também da própria revista, o que fez a felicidade da dona mamãe hehe!

Outra reclamação que foi geral, além da quantidade excessiva de pessoas, foi o sinal dos celulares, era quase impossível utilizar o celular para internet ou ligações e também o fato de a todo momento, o tal sistema cair e não permitir o pagamento dos livros através de cartão de débito/crédito.

A prima Grazi que já esteve em outras edições do evento disse que nunca tinha visto tanta gente lá... creio que isso é um bom sinal, pois mais pessoas estão se interessando por livros, porém, faltou um pouco de planejamento por parte dos organizadores da Bienal, um controle maior das pessoas, seguranças para evitar confusões (apesar de eu não ter visto nenhuma, tomei conhecimento de algumas).

Acho que faltaram também, mais espaços de relaxamento... pois o lugar era imenso e tendo em vista o tempo que ficávamos esperando em fila para entrar em cada estande, chegou uma hora que as pernas já não aguentavam mais... e nos restou sentar no chão, no meio das pessoas que passavam... nada contra sentar no chão, mas se houvessem lugares apropriados para isso, seria melhor, pois volta e meia a gente corria o risco de ter a mão pisoteada por alguém! =/

Mas mesmo assim, foi uma experiência MARAVILHOSA e que com certeza eu quero repetir.... voltar à São Paulo para conhecer o que não deu tempo e também visitar novamente a Bienal.... lá ou quem sabe no Rio de Janeiro.

Então é isso... e vocês, já foram à Bienal? O que acharam? Compartilhem suas opiniões, vamos conversar?

Bjo bjo




segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Um Gato de Rua Chamado Bob


“Todo mundo precisa de um tempo, todo mundo merece uma segunda chance. Bob e eu agarramos a nossa...” (p. 234)

E vamos lá, mais um livro bom para indicação, ufa! Hehe...

Esse demorei para ler... sabe quando a gente vai passando os outros na frente e vai deixando aquele lá de lado, esquecido... e nem sei bem por que fiz isso... ganhei do meu pai, já nem me lembro mais qual foi a ocasião, o motivo, e ele estava lá na estante.

Quando terminei de ler o que comentei no post anterior, pensei em começar a ler uma das duas séries que tenho... mas que não estão completas (ainda faltam alguns dos livros): o da Maldição do Tigre e Instrumentos Mortais. Mas justamente porque faltam alguns dos livros, achei melhor nem começar, pois senão acontece como com a trilogia do Delírio... tive que sair correndo, desesperada na livraria pra comprar os outros dois quando estava terminando de ler o primeiro.

Então, decidi pegar aquele que estava de ladinho, lá na estante e comecei sua leitura... e que leitura MARAVILHOSA... se imaginasse que era tão boa, teria lido antes... e pior, fala sobre um gato, eu deveria saber que era ótimo.

O livro em questão se chama “Um Gato de Rua Chamado Bob”, de James Bowen. E retrata uma história real... a história de James Bowen e do seu gato Bob... gato de rua que ele encontrou enroladinho na porta de um apartamento do seu prédio.



O gato laranjinha estava bem debilitado, doente, machucado, com uma grande ferida no corpo e talvez na alma também... James era um cara que não estava dando conta de cuidar da própria vida (tentando ficar longe do vício em heroína e ganhar o pão do dia a dia com suas apresentações musicais no centro de Londres) e pensou que o melhor era deixar aquele gato ali mesmo, pois ele já tinha muito com o que se preocupar. E os dias passaram e o gato continuava lá naquela porta e como James tinha uma leve queda por gatos, não resistiu, bateu na porta e perguntou ao morador se o gato lhe pertencia.

O morador disse que não, que provavelmente ele só estava ali devido ao cheiro da comida. Então James não teve dúvidas e convidou aquela pequena bola de pelos (pelos estes bem ralos e feios) para subir ao seu apartamento e comer alguma coisa... e deste convite nasceu uma bela amizade.

James levou o laranjinha ao veterinário para tratar suas feridas, comprou comida, os remédios e, acima de tudo, deu amor ao bichinho.

Como tinha acabado de assistir a Twin Peaks, resolveu dar o nome de Bob ao seu novo (ou único?) (verdadeiro) amiguinho.

E os dias foram passando e Bob foi melhorando... e James entendeu que Bob era um gato de rua, que o melhor seria devolvê-lo à rua, que não deveria se envolver com ele, pois gato não se fixa em lugar nenhum e uma hora acabaria indo embora mesmo... mas isto não aconteceu. Os dias foram passando e Bob foi ficando.

Com o passar do tempo, Bob começou a seguir James sempre que ele saía para tocar no centro de Londres e ganhar uns trocados para a comida e passar alguns dias.
E não é que o bichinho fez sucesso com as pessoas? Todos paravam para observar o gato laranja que acompanhava o dono sentado em seu ombro e que, durante suas apresentações, ficava confortavelmente repousando dentro da caixa da guitarra de James.

Bob adorava andar de ônibus... sempre “sentava” na janela e colava a cara no vidro para ver o mundo passar através de seus olhos.

James se preocupava muito com Bob... além de cuidar da sua saúde e alimentação, cuidou também da sua segurança, comprou uma guia própria para gatos e também levou-o para que colocassem um microchip de identificação... o que fez com que, oficialmente, Bob se tornasse o seu gato.

Nas ruas de Londres estes dois amigos viveram todo tipo de experiência... experiências boas e ruins... pessoas de bem e do mal que passavam pelas calçadas da cidade e que notavam a presença de ambos. No decorrer do livro, quando parecia que as coisas estavam se ajeitando para os dois, algo acontecia para testar mais uma vez aquela amizade e também a nova vida que James tentava levar.

James percebeu com o passar do tempo, que Bob o tornou mais humano, mais real... que com a presença do bichinho, ele era notado e até mesmo respeitado pelas outras pessoas. Antes ele se dizia transparente... e com Bob, ele passava a ter cor. As pessoas falavam com ele, o cumprimentavam... tudo para ter um pouco de contato com aquele bichano tão especial.

E nesta história há somente vencedores, pois não foi somente Bob que ganhou uma segunda chance na vida e sim James, que voltou a ser alguém através da amizade e do amor desenvolvido com seu amado amigo, aquele gato laranjinha, o Bob!

Até relações que antes estavam estremecidas, como com a sua mãe, acabaram por se reestabelecer, pois James entendia que deveria ser alguém melhor para Bob e assim, se tornou alguém melhor para si mesmo e para as pessoas que faziam parte da sua vida de alguma maneira.



Enfim, espero que gostem, eu achei muito fofo... e de uma leitura gostosa, descompromissada, interessante!

É isso, comentem, vamos conversar!

Bjo bjo

domingo, 17 de agosto de 2014

Pare de Fazer Drama e Aproveite a Vida

Em minhas andanças pelas livrarias da vida, me deparei com um livro em que super me identifiquei com o título: “Pare de Fazer Drama e Aproveite a Vida” (de Rafael Santandreu). Para quem me conhece, sabe que fazer um drama faz parte do meu perfil, então pensei: “este é o meu livro, eu tenho que comprá-lo”. E foi o que eu fiz, comprei o bichinho e levei pra casa, ansiosa para começar a lê-lo.

Na ocasião, e estava lendo o último livro da Bridget Jones, o qual me apressei para terminar para começar logo a ler o livro que “mudaria a minha vida”, aquele que desmistificaria os meus dramas.

E como vocês podem perceber, quando comecei sua leitura, estava com as expectativas lá no céu e acreditem, a queda foi enorme.

O site da Folha de São Paulo diz que o autor procura ensinar como alcançar uma vida emocional equilibrada, controlando reações exageradas e contratempos da vida cotidiana.

Acabei de ler o bichinho e simplesmente detestei. Não me identifiquei em nenhum momento. Achei que o texto do autor é muito radical no sentido de que ele diz que nada pode nos fazer mal, de que podemos ser felizes em situações consideradas extremas que realmente não consigo enxergar desta maneira.

Não vou entrar em detalhes sobre quais são estas situações, pois como digo abaixo, cada um é cada um, de repente para alguns o livro serve, mas pra mim, aff... não curti.

Sendo assim, este é um daqueles livros que eu não recomendo.

Vejam, não sou detentora de toda sapiência e tenho certeza de que muitas pessoas podem achá-lo maravilhoso, ok, eu respeito, mas não tente me convencer que ele pode ser útil pra mim, pois não consigo enxergar desta maneira.

E é isso, se você já leu, me diga o que achou... vamos conversar?

Bjo Bjo


sábado, 9 de agosto de 2014

Bridget Jones Louca pelo Garoto



E cá estamos nós com mais uma história divertidíssima da Bridget Jones (livro de Helen Fielding), mas preciso confessar algo para vocês... eu não li os outros livros, apenas assisti aos filmes, mas como os filmes são ótimos, imaginei que este livro seria tipo muito bom e eu estava certíssima, ele é mais que divertido e o pior, tão real que dá até medo, hehe!

Como eu suponho (pois não li os outros) este livro também é escrito em forma de diário, com a data, horários e sempre uma tirada engraçada da Bridget como por exemplo: 60 kg, 3482 calorias (ruim), número de vezes que vi se o Roxster estava com piolho: 3, número de piolhos encontrados no Roxster: 0, número de larvas encontradas na comida do Roxter: 27, quantidade de larvas encontradas na casa: 85 (ruim)... e assim por diante, hehe

Ele conta a história da nossa querida Jones quando ela já passou dos 50 anos (idade que ela não admite assim claramente, é óbvio) e está com dois filhos... um casal descrito de maneira fofíssima.

Ela ainda continua com seus antigos amigos, aqueles fiéis escudeiros do passado que estão ao seu lado para o que der e vier nesta nova fase da vida, assim como estavam antes... mas tem algumas coisas que eu não posso escrever aqui, pois seria um spoiler imenso e para os fãs da série, uma afronta hehe, então, o que eu posso dizer é que o livro é delicioso... leve, daqueles que fazem você viajar, se visualizar em algumas situações, desejar passar por outras, se desligar deste mundo cão em que vivemos e dar boas risadas. Mas ele também tem algumas reflexões, como o valor das verdadeiras amizades com o passar dos anos, como neste trecho:
"Nós todos nos olhamos alegremente. O triunfo de um era o triunfo de todos" (p. 123)

Ou ainda, como o "amor" pode ser cruel, mas sempre podemos comer:
"Quem quer quer, quem não quer não quer. Mas pelo menos, sempre é possível comer" (p. 392).

E é isso, não vou me prolongar, pois senão vou contar algo que não devo hehe... leiam, me contem se gostaram...

Bjo bjo... :)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Sinal de Vida...

Hello pessoal... tudo bem com vocês?
Tendo em vista a correria do mês, não consegui manter a minha intenção que eram de pelo menos três posts por mês.

Mas explico à vocês o motivo, acreditem, é muito justo hehe... Estou com visitas ilustres e muito importantes e a prioridade este mês são eles.
Minha tia e meu afilhado, que moram na Itália vieram nos visitar e tirei uns dias de férias para poder atendê-los... passear no parque, conhecer lugares novos, rever antigos lugares, amigos e parentes... curtir mesmo este momento.
Já faziam 2 anos que eu não os via e 5 que eles não vinham pra cá, então, coisas pra fazer tem muitas e é por isso que o blog ficou meio abandonadinho esse mês.
Mas mesmo com toda essa agitação, pois meu afilhado tem 6 anos e tem energia de sobra, o que é uma delícia na realidade, até que deu tempo de manter em dia as minhas leituras... mas quero ter um tempo melhor pra escrever sobre o livro da vez, que é divertidíssimo e que já tem dois filmes sobre e este terceiro livro com certeza também virará um super filme. Terminei de ler ontem o bichinho e como na próxima semana volto ao trabalho, quero ver se escrevo sobre ele durante o horário de almoço para compartilhar aqui com vocês a minha opinião.
Por enquanto, o que posso dizer é que estou curtindo umas férias diferentes... sempre viajo, vou para lugares que gosto ou vou conhecer lugares que quero... e desta vez vieram pra cá e mesmo assim está sendo ótimo... passear em parque, no shopping, ir ao salão, jogar jogo da memória, fazer par com tampinhas de garrafa de cerveja, pintar e desenhar, dar risada, ganhar muitos beijos e abraços, comer um monte de coisas gostosas, encher o afilhado de mimos e presentes... eita vida boa, isso sim... pena que já está acabando!

Então é isso... voltarei nos próximos dias para colocar nosso papo em dia... beijooooos

sábado, 5 de julho de 2014

Extraordinário

Hoje terminei de ler ao livro Extraordinário, de R. J. Palacio e só tenho a dizer que ele é realmente extraordinário... como um menininho com um problema tão sério (fisicamente falando), pode ver a vida de uma maneira tão leve.

Este livro trata de bullying, em uma criança graciosa, mais que especial...


Só para vocês sentirem a história, transcrevo dois parágrafos do primeiro capítulo (p. 11):

“Mas agora meio que já me acostumei com minha aparência. Sei fingir que não vejo as caretas que as pessoas fazem. Nós todos ficamos muito bons nisso: eu, mamãe e papai, a Via. Na verdade, retiro o que disse: a Via não é tão boa. Às vezes ela fica muito irritada quando fazem algo grosseiro. Por exemplo, naquela vez no parquinho, quando uns garotos mais velhos fizeram alguns barulhos. Nem sei que barulhos eram, porque eu mesmo não ouvi, mas a Via escutou e simplesmente começou a gritar com eles.
Esse é o jeito dela. Eu não sou assim.
Ela não acha que eu seja comum. Diz que acha, mas, se eu fosse comum, ela não precisaria me proteger tanto. Mamãe e papai também não me acham comum. Eles me acham extraordinário. Talvez a única pessoa no mundo que percebe o quanto sou comum seja eu”.

Ou seja, para August.... mais conhecido como Auggie, ele era um menino normal, mas em função de um problema que tem um nome imenso (sua irmã, Via, diz no decorrer do livro: “Ouviram que August tinha o que parecia um tipo de ‘disostose bucomaxilofacial previamente desconhecida causada pela mutação de um autossomo recessivo no gene TCOF1, localizado no cromossomo 5, complicada por uma microssomia hemifacial característica do espectro óculo-aurículo-vertebral’” p. 110-111). Entenderam o que Auggie tem? Pois é, nem eu hehe...

O livro tenta descrever sua imagem... mas cada um imagina como quer e esta é a parte boa da leitura, pois mesmo em Auggie conseguimos nos enxergar.

A questão é que até a quinta série, ele estudou em casa. Sua mãe era sua professora... pois tanto ela quanto o seu pai, tinham medo de colocá-lo numa escola e de tudo que isso poderia significar para a integridade do seu menino.

Mas chegou um momento que sua mãe entendeu que era hora de deixar de protegê-lo tanto e deixá-lo viver sua vida como todos os outros meninos da sua idade.

De início, o pai também não gostou da ideia, mas acabou concordando...

E como vocês podem imaginar, as primeiras semanas, não não, os primeiros meses do Auggie na escola não foram exatamente do jeito que ele queria... as outras crianças tinham medo dele. Mas o diretor da escola era alguém muito sábio e com a ajuda de alguns alunos, conseguiram, em partes, fazer a integração de Auggie com a sua turma e com o colégio... mas como sempre tem um ‘espírito de porco’ em todo lugar, o aluno Julian tratou de fazer da vida dele e de quem resolveu ficar ao seu lado, um pequeno inferno.

Mas Auggie é uma criança iluminada e consegue, com seu jeito doce e agradável, conquistar as pessoas e mostrar o valor da gentileza, que é objetivo principal deste livro.  Assim, no final do ano, na formatura da quinta série, o Sr. Buzanfa, diretor do ensino fundamental, fez um discurso muito lindo, onde enfatizou que este foi o ano em que a gentileza prevaleceu naquela escola e que ele estava muito feliz com isso... ele diz:

“ – Mas a melhor maneira de medir quanto vocês cresceram não é por centímetros, nem por quantas voltas conseguem dar na pista, ou mesmo por sua média de notas, embora essas coisas, sem dúvida, sejam importantes. A melhor medida é o que vocês fizeram com seu tempo, como escolheram passar os dias e quem cativaram. Para mim, essa é a melhor medida do sucesso. Há uma frase maravilhosa em um livro de J. M. Barrie... e não, não é Peter Pan, e não vou pedir que batam palmas se acreditam em fadas... [...] – Mas em outro licros de J. M. Barrie, chamado O Pequeno Pássaro  Branco, ele escreve... [...] ‘Vamos criar uma nova regra de vida... sempre tentar ser um pouco mais gentil que o necessário?’” (p. 302)

E é isto pessoal... pois como todos sabemos, porém nem sempre praticamos: gentileza gera gentileza!!!!

Às vezes me sinto como ele nesta vida... diferente, fora do contexto... ainda bem que alguns seres especiais que fazem parte da minha vida me mostram que este deslocamento é só temporário e que na realidade, assim como Auggie, eu tenho o meu lugar no mundo.

Então leiam este livro EXTRAORDINÁRIO e pratiquem + gentileza! 


Boa noite e boa leitura!!! ^^

domingo, 29 de junho de 2014

Réquiem



E chega ao fim uma das trilogias mais interessantes que já li... sabe aquela vontade de saber o que vai acontecer mas ao mesmo tempo aquele medo de que o livro acabe? Pois é... me vi nesta situação... hehe! Confesso que me enrolei por quase uma semana nos últimos capítulos. Confesso também que esperava um tiquinho mais do desfecho, mas enfim, ao que me parece, tem história para pelo menos mais uma trilogia hehe! Lauren Oliver... continue a história, por favor!!!!!!

Neste livro, uma grande surpresa, algo inesperado... até agora ainda não digeri muito bem uma determinada situação... sobre ela, só tenho a dizer:

“Deve ser por isso que ainda penso nela. A cura não acaba com todos os sentimentos.
A culpa ainda pulsa em mim”. (p. 59)

Os capítulos são divididos entre Lena e Hana, e contam as histórias das duas grandes amigas que continuam em paralelo... uma vida de cura e uma vida de “inválida”. Uma vida de conforto e segurança e uma vida de incertezas e muita luta.

Aqui a revolução dos não curados, inválidos, simpatizantes toma forma e acontece efetivamente. Aqui Lena toma conhecimento de pessoas e situações que não imaginava. Hana também, passa pela intervenção que deveria curá-la do “amor”, porém, com o passar do tempo, percebe que tem algo errado... parece que a cura não foi bem sucedida nela...

Mais do que isso também não posso, não devo contar, ou vai perder a emoção, a surpresa, aquela sensação de quero mais que o livro proporciona.

A única coisa que posso dizer é que vale muito a pena tal leitura, que todos os livros são ótimos e que super recomendo.

Ainda me questiono sobre ser curada... talvez isso ajudasse a “resolver alguns problemas”... mas no fundo, no fundo, sei que o amor vence no final hehe!


Beijos e abraços meus queridos amigos... comentem, compartilhem!!!! ^^