segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

A Coragem de Ser Imperfeito

Oi Pessoal, tudo bem com vocês?

Eu estou aqui para escrever sobre um livro de auto ajuda.... um livro que está a muitos e muitos anos na minha lista de livros a serem lidos e depois de, provavelmente, uns 10 anos, li. A primeira edição deste livro de Brené Brown é de 2012 e nunca foi tão atual.... Ele aborda a vulnerabilidade e a vergonha... e nos mostra de forma muito clara como trabalhar a vulnerabilidade, aceitar que ela é importante em nossas vidas e como fazer uso dela de forma a ter uma vida mais plena. Em nenhum momento Brené nos diz que é fácil, mas nos mostra o caminho e como fazê-lo. Aborda estes temas voltados para nossa vida pessoal, nossa vida profissional e também, nossa vida enquanto pais, em como tratar estes assuntos com nossos filhos para torna-los seres plenos.





A sinopse nos diz:

Como aceitar a própria vulnerabilidade, vencer a vergonha e ousar ser quem você é.

Brené Brown ousou tocar em assuntos que costumam ser evitados por causarem grande desconforto. Sua palestra a respeito de vulnerabilidade, medo, vergonha e imperfeição já teve mais de 25 milhões de visualizações.

Viver é experimentar incertezas, riscos e se expor emocionalmente. Mas isso não precisa ser ruim. Como mostra Brené Brown, a vulnerabilidade não é uma medida de fraqueza, mas a melhor definição de coragem.

Quando fugimos de emoções como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação e a criatividade. Por isso, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso acabam se frustrando e se distanciando das experiências marcantes que dão significado à vida.

Por outro lado, as que se expõem e se abrem para coisas novas são mais autênticas e realizadas, ainda que se tornem alvo de críticas e de inveja. É preciso lidar com os dois lados da moeda para se ter uma vida plena. Em sua pesquisa pioneira sobre vulnerabilidade, Brené Brown concluiu que fazemos uso de um verdadeiro arsenal contra a vergonha de nos expor e a sensação de não sermos bons o bastante, e que existem estratégias eficazes para serem usadas nesse “desarmamento”.

Neste livro, ela apresenta suas descobertas e estratégias bem-sucedidas, toca em feridas delicadas e provoca grandes insights, desafiando-nos a mudar a maneira como vivemos e nos relacionamos.

 

 

Quando me deparei com este arquivo aberto, vazio, pronto para contar a “história” desse livro me deparei com muitas dificuldades, primeiro por não se tratar de uma história e sim da apresentação de um estudo realizado pela autora. Foram muitos e muitos anos de pesquisa compilados nas suas 208 páginas. E como escrever sobre isso?

Foram muitas e muitas páginas fotografadas para deixar registradas informações que considerei importantes.  Vou descrevê-las abaixo para que absorvam algumas das ricas informações compartilhadas por Brené em suas páginas. Este é um livro que deveria ser lido por todos, um livro que deveria fazer parte da leitura obrigatória escolar do ensino médio, quando já se pode ler e compreender as coisas de forma mais ampla.

E agora alguns recortes de textos considerados interessantes por mim:

 

p. 11 A maior certeza que eu trouxe da minha formação em serviço social é esta: estamos aqui para criar vínculos com as pessoas. Formos concebidos para nos conectar uns com os outros. Esse contato é o que dá propósito e sentido à nossa vida, e, sem ele, sofremos.

p. 12 os 10 sinais de uma vida abundante, que indicam o que uma pessoa plena se esforça para cultivar e do que ela luta para se libertar:

1) cultiva a autenticidade; se liberta do que os outros pensam.

2) cultiva a autocompaixão; se liberta do perfeccionismo

3) cultiva um espírito flexível; se liberta da monotonia e da impotência.

4) cultiva gratidão e alegria; se liberta do sentimento de escassez e do medo do desconhecido.

5) cultiva intuição e fé; se liberta da necessidade de certezas.

6) cultiva a criatividade; se liberta da comparação

7) cultiva o lazer e o descanso; se liberta da exaustão como símbolo de status e da produtividade como fator de autoestima.

8) cultiva a calma e a tranquilidade; se liberta da ansiedade como estilo de vida.

9) cultiva tarefas relevantes; se liberta de dúvidas e suposições.

10) cultiva risadas, música e dança; se liberta da indiferença e de “estar sempre no controle”.

p.12 Viver plenamente quer dizer abraçar a vida da partir de um sentimento de amor-próprio. Isso significa cultivar coragem, compaixão e vínculos suficientes para acordar de manhã e pensar: “Não importa o que eu fizer hoje ou o que eu deixar de fazer, eu tenho meu valor.“ E ir para a cama à noite e dizer: “Sim, eu sou imperfeito, vulnerável e às vezes tenho medo, mas isso não muda a verdade de que também sou corajoso e merecedor de amor e aceitação”.

p.17 o que nós sabemos tem importância, mas quem nós somos importa muito mais. Ser, em vez de saber, exige atitude e disposição para se deixar ser visto. Isso requer viver com ousadia, estar vulnerável.

p.24 Somos convocados a viver com ousadia cada vez que fazemos escolhas que desafiam o ambiente social de escassez.

O oposto de viver em escassez não é cultivar o excesso. Na verdade, excesso e escassez são dois lados da mesma moeda. O oposto da escassez é o suficiente, ou o que chamo de plenitude. Em sua essência, é a vulnerabilidade: enfrentar a incerteza, a exposição e os riscos emocionais, sabendo que eu sou o bastante.

p.40 Nada transformou mais a minha vida do que descobrir que é uma perda de tempo medir meu valor pelo peso da reação das pessoas nas arquibancadas. Quem me ama estará ao meu lado, independente dos resultados que eu possa alcançar.

Nós não podemos aprender a ser mais vulneráveis e corajosos por conta própria. Muitas vezes nossa primeira e maior ousadia é pedir ajuda.

p.46 Costumo começar todas as palestras e todos os textos sobre vergonha com as três primeiras coisas que as pessoas precisam saber sobre o assunto:

1) todos nós a sentimos. A vergonha é universal e constitui um dos sentimentos humanos mais primitivos. As pessoas que não experimentam esse sentimento são carentes de empatia e não sabem se relacionar.

2) Todos nós temos medo de falar sobre a vergonha.

3) Quanto menos nós falarmos sobre a vergonha, mais controle ela terá sobre nossas vidas.

Há algumas maneiras bastante eficazes de refletir sobre a vergonha. Em primeiro lugar, pode-se dizer que se trata do medo da falta de conexão, de perder um vínculo com alguém. Somos psicológica, emocional, cognitiva e espiritualmente criados para o amor, para os relacionamentos e para a aceitação. A conexão, o vínculo, é a razão de estarmos aqui e é o que dá significado e sentido à nossa vida. Sentir vergonha é ter medo de romper algum vínculo – medo de que algo que fizemos ou deixamos de fazer, de que um ideal que não conseguimos alcançar ou de que uma meta que deixamos de cumprir nos torne indignos.

p.136  Se desejamos formar pessoas plenas, então, acima de tudo, devemos lutar para criar filhos que:

- se relacionem com o mundo como pessoas que se valorizam;

- acolham suas vulnerabilidades e imperfeições;

- tenham profundo amor e compaixão por si mesmos e pelos outros;

- valorizem o trabalho, a perseverança e o respeito;

- carreguem um sentimento de autenticidade e aceitação dentro de si, em vez de procurar isso do lado de fora;

- tenham a coragem de ser imperfeitos, vulneráveis e criativos;

- não tenham medo de passar vergonha ou sofrer rejeição se forem diferentes ou se estiverem em dificuldades;

- saibam viver nesse mundo de mudanças rápidas com coragem e flexibilidade.

Para os pais, isso significa sermos convocados a:

- reconhecer que não podemos dar aos filhos o que não temos e que, portanto, devemos deixa-los participar de nossa jornada para crescer, mudar e aprender;

- identificar nossas armaduras e ensinar nossos filhos a não vesti-las, serem pessoas vulneráveis, se mostrarem e se deixarem ser vistos e conhecidos;

- respeitar nossos filhos ao continuar nossa caminhada em direção à vida plena;

- educar na perspectiva da abundância em vez de na perspectiva da escassez;

- diminuir a lacuna de valores e praticar as virtudes que queremos ensinar;

- viver com ousadia, procurando avançar um pouco mais a cada dia.

Em outras palavras, se quisermos que nossos filhos amem e se aceitem como são, nossa tarefa é amar e nos aceitar como nós somos. Não podemos nos entregar ao medo, à vergonha, à culpa e ao julgamento em nossa própria vida se quisermos criar filhos corajosos.

p. 139 Deixe que o rosto expresse o que está em seu coração.

Penso sobre esse conselho todos os dias – ele se tornou uma prática de vida. Faço questão de que meu rosto expresse quanto estou feliz em vê-la, em poder estar com ela.  Achamos muitas vezes que ganhamos pontos na educação dos filhos ao sermos críticos, exigentes e impacientes. Esses primeiros olhares podem ser pré-requisitos ou construtores de autovalorização – a escolha é sua.

Além de manter vigilância contra os pré-requisitos e o perfeccionismo, podemos ajudar nossos filhos a desenvolverem seu senso de dignidade e autovalorização de outra maneira, o que nos remonta ao que aprendemos sobre as diferenças entre vergonha e culpa.

p. 141 (...) as experiências de vergonha na infância afetam nossa autoestima e mudam quem somos e a maneira como nos enxergamos.

Podemos nos esforçar para não usar a vergonha como instrumento de educação, mas nossos filhos ainda assim vão se deparar com ela no mundo exterior. A boa notícia é que quando os filhos entendem a diferença entre vergonha e culta e descobrem que estamos interessados e abertos para conversar sobre essas experiências, eles ficam muito mais propensos a dividir conosco as dificuldades por que possam estar passando com professores, treinadores, babás, avós e outros adultos que tenham influência em suas vidas. Isso é de importância crucial porque nos dá a oportunidade de visualizar a vergonha como se fosse uma fotografia.

Costumo usar um álbum de fotografias como metáfora para falar do impacto que a vergonha tem sobre as crianças. Como pais, uma vez que aprendermos sobre a vergonha, descobriremos que, sim, nós envergonhamos nossos filhos. Isso acontece. Até mesmo com pesquisadores. Por conta da gravidade das consequências da vergonha, também começaremos a nos preocupar que os episódios de vergonha que acontecem fora do ambiente doméstico possam moldar a personalidade de nossos filhos.

p. 143 (...) normalizar é uma das ferramentas mais poderosas de combate à vergonha que podemos oferecer aos filhos. (...) normalizar significa ajudar nossos filhos a saber que eles não estão sozinhos e que nós já vivenciamos muitas das mesmas dificuldades por que estão passando. Isso vela para ocasiões sociais, mudanças no corpo, situações de vergonha, sentimentos de rejeição e a vontade de ser corajoso apesar do medo. Algo sagrado acontece quando olhamos para nossos filhos e dizemos “Eu também!” ou quando contamos uma história pessoal que tem algo em comum com o desafio que eles estão enfrentando.

p. 148 (...) Todo mundo quer ter importância e ser aceito.

(...) Podemos não ter sempre uma sensação de aceitação no pátio do recreio ou no cartaz de uma conferência grande e elegante, mas, naquele momento, Ellen e eu sabíamos que éramos aceitas onde isso mais importava – em casa.

Ser uma mãe ou um pai perfeito não é a meta. Na verdade, os melhores presentes – os melhores instantes de ensinamento – acontecem naqueles momentos imperfeitos em que permitimos que os filhos nos ajudem a diminuir a lacuna de valores.

p. 153 Desprezar as comparações em uma sociedade que usa aquisições e conquistas para avaliar valor não é fácil. Uso esse manifesto como um barômetro, uma prece e uma meditação quando estou lidando com a vulnerabilidade ou quando sou assolada por medo de não ser boa o bastante em alguma coisa. Ele me faz recordar a descoberta que mudou e que, provavelmente, salvou a minha vida: Quem somos e como nos relacionamos com o mundo são indicadores muito mais fortes de como nossos filhos se sairão na vida do que tudo que sabemos sobre criação de filhos.

p.153-154 Manifesto pela criação de filhos plenos

Acima de tudo, quero que você saiba que é amado e que tem capacidade de amar.

Você descobrirá isso por meio de minhas palavras e atitudes: as lições sobre o amor estão na maneira como eu o trato e como eu trato a mim mesmo.

 Quero que você se relacione com o mundo a partir de um sentimento de dignidade e de autovalorização.

Você descobrirá que é digno de amor, aceitação e alegria todas as vezes que me vir praticando o amor-próprio e acolhendo minhas próprias imperfeições.

Nós praticaremos a coragem em nossa família ao nos mostrarmos, ao deixarmos que nos vejam e ao valorizarmos a vulnerabilidade. Compartilharemos nossas histórias de fracasso e de vitória. Em nosso lar sempre haverá espaço para ambas.

Nós lhe ensinaremos a compaixão exercendo-a primeiro com nós mesmos, e então uns com os outros. Colocaremos e respeitaremos limites, valorizaremos o esforço, a esperança e a perseverança. Descanso e brincadeiras serão valores de família, assim como práticas de família.

Você aprenderá sobre responsabilidade e respeito ao me ver cometer erros e consertá-los, e ao ver como peço o que preciso e falo sobre como me sinto.

Quero que você conheça a alegria, para que juntos pratiquemos a gratidão.

Quero que você sinta alegria, para que juntos aprendamos a ser vulneráveis.

Quando a incerteza e a escassez baterem à nossa porta, você será capaz de recorrer à ética que permeia nossa vida diária.

Juntos, choraremos e enfrentaremos o medo e a tristeza. Vou desejar livrá-lo de sua dor, mas em vez disso ficarei ao seu lado e lhe ensinarei como senti-la.

Nós vamos rir, cantar, dançar e criar juntos. Sempre teremos permissão para sermos nós mesmos um com o outro. Não importa o que aconteça, você sempre será aceito em nossa casa.

Quando iniciar sua jornada para ser uma pessoa plena, o maior presente que poderei dar a você é amar intensamente e viver com ousadia.

Não irei ensiná-lo, amá-lo nem lhe mostrar as cosias de forma perfeita, mas eu me deixarei ser visto por você e sempre considerarei sagrado o dom de poder vê-lo verdadeira e profundamente.

 

Este livro pode melhorar a vida de todas as pessoas, como citei lá em cima, pois ele mostra como a vulnerabilidade pode nos ajudar a vencer a vergonha em todas as situações de nossas vidas, em várias áreas. Ele mostra que a perfeição não existe de verdade e como devemos nos comportar para chegar à vida plena.  Ou seja, super recomendo a leitura.

Mas e ai, vocês já leram este livro? Gostaram? Acham que ele é realmente válido e pode ser positivo para as pessoas? Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Toda Luz que Não Podemos Ver

Olá pessoal... e este foi um daqueles livros difíceis de ler.... senhor, foi muito tempo pra finalizar. A leitura iniciou em setembro de 2024 e só consegui finalizar no dia 01 de janeiro deste ano. Levei 3 meses pra ler um livro de 528 páginas, escrito por Anthony Doerr.

A escolha deste livro se deu por ter assistido à minissérie na Netflix. São 4 capítulos que me arrebataram. Achei a história linda e como foi algo tão bem feito televisivamente, pensei, é claro, tenho que ler o livro, vai valer a pena. E vale, mas é uma leitura difícil mesmo assim!

Porém, neste momento, eu esqueci de que o livro sempre é muito mais detalhista, muito mais denso e neste caso, a história descreve de forma muito minimalista a guerra e por diversos momentos isso cansa. Corro o risco de pecar aqui, de que ofenda alguém com essas palavras, mas foi assim que me senti!

Mas vamos à história deste super livro. Ele conta a história de Marie-Laure e de Werner. Elas são contadas de forma distinta, um capítulo sobre um e depois outro, sobre o outro....

Marie-Laure é uma menina que vive com seu pai, que é chaveiro no Museu de História Natural de Paris, lá enquanto o pai cuida de milhares e milhares de fechaduras, Marie-Laure vive o seu conto de fadas à reverso, pois ainda muito pequena ela ficou cega e agora vê com os olhos do coração., o que não a impede de viver uma vida plena, dentro de suas limitações.

Seu pai, um artesão de mão cheia, construiu uma maquete do bairro aonde moram, e através dessa maquete ela conhece as ruas, os estabelecimentos comerciais, e consegue se locomover sem maiores problemas pela região... normalmente seu pai sempre a acompanha, contando bueiros e postes para ela ter um critério de localização e distâncias.

Suas vidas mudam com a ocupação de Paris pelos nazistas e eles precisam se refugiar em Saint-Malo, levando consigo poucos pertences pessoais, além de um tesouro inestimável do Museu que foi confiado ao seu pai.

No outro “lado da história”, temos Werner Pfenning, um menino que fica órfão após a morte de seu pai nas minas de carvão em uma região da Alemanha, e que agora vive com sua irmã mais nova, Jutta, em um orfanato. Ele e a irmã costumam sair em busca de relíquias, que são os lixos descartados pelos outros e é assim que Werner pega um rádio quebrado...  e sozinho, aprende sobre seu funcionamento, como montar e desmontar, como identificar defeitos e arrumar e assim, leva vida ao orfanato através das histórias e músicas que consegue sintonizar em seu rádio feito com peças descartadas pelos outros.

A habilidade que Werner tem com os rádios não passa despercebida pelos oficiais alemães no momento da guerra e ele é “convidado” a ingressar numa escola nazista, onde o foco é se preparar para o combate e no caso de Werner, aprender mais sobre rádios transmissores com oficiais mais velhos.

Seus talentos o levam para uma missão muito importante nos campos inimigos, identificar/localizar transmissões de rádio que passam dados aos aliados. No começo Werner se sente muito importante afinal, está utilizando o que mais gosta para ajudar ao seu país... mas com o passar do tempo ele percebe que aquela atividade não é tão nobre assim, que suas ações levam a muita morte e tristeza.

Ao ser designado para Saint-Malo para identificar transmissões ilegais, as vidas de Werner e Marie-Laure se cruzam brevemente.... é um relato muito fiel, apesar de ser uma ficção, sobre os males da Segunda Guerra Mundial.

Em paralelo temos a história da busca pelo tesouro inestimável levado pelo pai de Marie-Laure quando fugiram de Paris. Seu pai é perseguido e preso por conta disso, pois a pedra que lhe foi confiada, segundo as lentas, tem o poder de “dar a vida eterna” à quem a possuir.

E por aqui paro, pois são muitos detalhes, muitos desdobramentos e uma riqueza de detalhes sensacional. Aos que gostam de livros sobre guerras, recomendo, aos que já leram, vamos conversar?

Bjo bjo

 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

O Auto da Maga Josefa

 Bom dia, boa tarde, boa noite... cá estamos nós para falar sobre um livro que foi um desafio interno.... como contei no post do livro O Pacto de Natal, estou participando de um clube literário e todos os meses temos um livro para ler e este foge totalmente ao meu estilo de leitura.... e quando vi que se tratava de uma história retratada no sertão, me deixou mais apreensiva ainda... termos distintos, muito fora do meu “conforto” habitual.

Este livro foi escrito por Paola Siviero, é de 2021 e tem 212 páginas.


Não posso dizer que foi um livro super confortável para ler, mas também, não foi tão difícil como eu imaginava... cada capítulo conta um “causo”. Então vamos aos “fatos”...  A história é ambientada nos anos 1960... o agreste nordestino é assolado pela seca, mas além disso por demônios, múmias, vampiros, chupa-cabras, e outros tipos de fantasmas. E é ai que entra Toninho, caçador de demônios, e Josefa, uma maga, a própria filha do Tinhoso.

Em dado momento, suas vidas e suas histórias se cruzam e eles passam a ser companheiros de caçada, em busca de solucionar os casos das cidades nordestinas onde são chamados e vão conquistando vitórias... Toninho com sua mula encantada e sua peixeira, além de todo o seu conhecimento sobre os seres sobrenaturais e Josefa, com seu galho de cajueiro e sua magia, vão enfrentando dragões, vampiros, chupa-cabras e gólens ao longo do livro, sempre com uma escrita muito regionalista, e com momentos de humor para apimentar os causos.

Toninho se afeiçoa à Josefa, apesar de não lhe parecer claro qual é o objetivo da Maga ao lutar contra esses seres malignos, porém, lá pro final do livro isso se mostra de uma forma inesperada, surpreendente... e divina. Confesso que apesar de todas as minhas ressalvas ao iniciar este título, ele foi muito legal, uma boa leitura... recomendo.

Mas me contem, vocês já leram este livro? Gostam de livros de fantasia? Vamos conversar?


Bjo bjo

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Balanço 2024

 


Bom dia, boa tarde e boa noite, tudo bem com vocês? E o primeiro post do ano está chegando...

Como foram de virada? E 2024, foi aquilo que vocês esperavam? Foi melhor? Foi pior? Foi igual?

Confesso que me perdi um pouco com tudo neste ano que passou, no sentido de parecer que não fiz nada ou que fiz demais... não sei explicar.... mas vamos lá aos números, ao balanço anual tão tradicional aqui no blog... acho que ele vai me ajudar a entender o que aconteceu e se deu tudo certo mesmo...

Começo meu texto de forma diferente este ano... falando de perdas!

Este ano que passou, tive três perdas que me abalaram sobremaneira... a primeira delas, da amiga Danutha, sim, fazia um tempão que a gente não se falava ou se via pessoalmente, mas as redes sociais sempre salvaram isso... o contato virtual estava lá, sabia que ela estava “bem”... seguindo seus passos... e de repente, partiu. Como assim? Foi muito difícil ir ao seu velório, vê-la ali, nem parecia ela... ainda dói... uns dias depois, perdemos nosso líder, o Borboleta, de forma estúpida, por imprudência de uma menina irresponsável, nosso querido e amado Borboleta hoje faz trilhas off road no céu... e no final do ano, o primo Clovis, esposo da minha prima Fabiane, também de forma inesperada, uma doença descoberta o levou muito rápido.... todos ainda doem, todos ainda parece que é mentira.. E essas perdas me fizeram refletir sobre como nossa vida é um sopro, agora estou aqui escrevendo pra vocês, daqui a pouco posso não estar mais... me mostrou que preciso de mais tempo pra mim, tempo de qualidade, de cuidado... me mostrou que precisamos sair daquele “vamos marcar” para “que dia, que horas e aonde?”, que as datas comemorativas não devem passar em branco, que a família deve se reunir em toda e qualquer oportunidade, nem que seja só pra tomar um café.... não percam tempo, não deixem de dizer eu te amo, você é importante pra mim, pois não sabemos quando será a última vez em que veremos ou falaremos com as pessoas. Parece meio dramático, mas é um fato e um fato que dói demais quando acontece.

Na escola da Maria, tivemos gratas surpresas... um desenvolvimento que nos deixa muito orgulhosos, mas também, uma relação com e entre as crianças e seus pais que aquece o coração. Foram muitas tardes e noites em aniversários, piqueniques, boas conversas, muita brincadeira com as crianças e laços que se criaram.

Este ano Maria conheceu seu primeiro “ídolo”, coloco entre aspas pois é algo que é muito volátil nessa etapa da vida... a vó Arlete a acompanhou lá em janeiro, para o lançamento de um filme do Ronaldo, mais conhecido como Gato Galático e ele estava presente, conversando com as crianças e também dando autógrafos. Foi bem emocionante pra ela ver que aquela pessoa que ela só via na telinha existe de verdade.

Este foi o ano que programamos 3 corridas e conseguimos participar de 2 delas... pois na última além de uma chuva muito forte caindo, eu estava com uma intoxicação alimentar severa... mas foi também o ano que melhor me dediquei à academia... (e o marido também)... foram muitas manhãs (bem cedo) malhando e me cuidando e com o auxílio e acompanhamento da nutricionista Viviane Raizer, foram 10 quilos off em 3 meses. Ainda muito longe do objetivo para uma vida saudável, mas já muito melhor do que eu estava.

Neste ano que passou, fizemos alguns passeios de moto e alguns acompanhamentos de carro com nosso querido Loucos por Terra Off Road... em alguns deles inclusive levando a Maria para tomar gosto pela coisa. =)

Fizemos uma viagem muito legal em família, onde Kadu e Maria tiveram a oportunidade de viajar a primeira vez de avião... E já queremos fazer outras e voltar para Foz pois no final das contas, tem muitas outras coisas pra visitar lá que não deu tempo.

Ah, e no final do ano fomos até Morretes, um diazinho só, mas deu pra curtir bastante com a Maria e o Kadu.

Seguimos morando com os meus pais e por aqui, tudo bem, graças a Deus.

Casamento vai bem, obrigada e vida pessoal em equilíbrio! =)

Este ano tivemos a visita da tia Ana e do Fran, que foi muito especial, momentos deliciosos com eles... e mais uma vez fizemos o Natal em Família, menos gente do que no ano anterior por vários motivos, porém, tudo feito com muito amor e carinho como sempre... comida e bebida fartas, boas conversas, risadas e fizemos um varal de recordações, com fotos desde meados de 1960 até este ano que findou, foi muito especial, pois cada um se viu e recordou muitas coisas... depois fiz um vídeo com todas as fotos para aqueles que não puderam vir. Neste ano que se inicia, queremos reunir mais a família... Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais... espero que possamos fazer esses encontros com mais frequência e também, sem ter um dia especial, só aquele café com bolo ou montanha russa já tá bom.

Nenhum show famoso, mas fomos numa festa de igreja que foi épica, com a banda do meu antigo patrão, o Marlos Melek e também, Elvis cover, foi muito divertido, dançamos muito... e a comida estava deliciosa.

Fiz meu aniversário no LayOut 80, para celebrar os 10 anos do De Repente 35, poucas pessoas foram, mas foi especial mesmo assim.

No trabalho tudo em ordem, mais um ano tendo a oportunidade de substituir a chefe e colhendo frutos dessa oportunidade.

Permaneci como membro da Comissão Organizadora do Concurso de Fotografia da Firma, onde os vencedores tem suas fotos publicadas no calendário anual e mais uma vez acompanhei os vencedores no workshop de fotografia, lá em Piraquara, no CEAM... local de muita energia positiva e que renova a alma. É muito bom participar destes momentos e por vezes conhecer aqueles colegas com os quais a gente só conversa via webex ou telefone.

E agora, vamos aos números de 2024.

As postagens no blog foram 15 no decorrer do ano, menos que em 2023, mas tudo bem. Mais uma vez a grande maioria sobre os livros lidos...

E já aproveito o gancho para dizer que foram 11 livros iniciados e finalizados em 2024, temos um que iniciei em 2023 e finalizei em 2024 e temos um que iniciei em 2024 e finalizei no dia 1 de janeiro. Aqui vale dizer que amei ler a trilogia da Empregada e que “Um Lugar Bem Longe Daqui” foi emocionante. Ah, vale compartilhar mais uma vez que agora faço parte de um clube do livro, chama-se “Gurias Literárias”, bem curitibano né? E este grupo me desafiou a ler livros que saem da minha zona de conforto, quer dizer até agora apenas um, mas que foi bem inquietante de início e uma grata surpresa depois... logo postarei sobre ele.

Entre filmes e seriados, assisti a 1293 títulos, quase 200 a mais que em 2023, um número bem considerável. Muitos no cinema, mais que no outro ano e 100% deles com a dona Maria Alice, ou seja, basicamente todos infantis hehe.

Muitas séries adolescentes para deixar a cabeça leve e sem pensar muito, mas também, aquelas policiais e misteriosas que tanto gosto.

Destaque para Merlí – sapere aude e O Jovem Sheldon.

E acho que é isso, gratidão  2024, seja bem vindo 2025! Me surpreenda!

sábado, 28 de dezembro de 2024

O Pacto de Natal

Oi Pessoal, tudo bem com vocês?

Quanto tempo né?

Última postagem em outubro e depois disso, silêncio total.... mas hoje, nos 45 do segundo tempo, resolvi aparecer por aqui... primeiro, vamos ao motivo do sumiço.

Como o blog acabou ficando com o foco mais nos livros que em outros assuntos, fica aquele vácuo cada vez que o livro não flui e não consigo ler em tempo “normal”, digamos assim.

E é exatamente esse o caso, iniciei um livro em 29 de setembro e ainda não terminei de ler, que coisa né? Este foi um livro reverso ao normal... normalmente leio o livro e vejo o filme e/ou seriado, porém, neste caso, foi uma minissérie da Netflix que me levou ao livro... muito mais denso e de difícil leitura que foi assistir na telinha. Então, é por isso que ainda estou nele. Pois vocês sabem, por mais difícil que seja uma leitura, eu não desisto hehe... porém, ao compartilhar dessa angústia com as participantes de um grupo que fui convidada pela minha cunhada para participar, as Gurias Literárias, vi que poderia abandoná-lo, sem dor na consciência... mas não consegui hehe... o máximo foi deixa-lo de lado por um tempo e investido este tempo em outros livros.

Mas vamos falar do grupo primeiro.... é um grupo de garotas que gostam de ler... todos os meses é feita uma votação, um livro é escolhido e bora ler para depois se encontrar e conversar sobre ele... logo que entrei não consegui acompanhar pelas situações do dia a dia, mas agora decidi me dedicar e tentar algo novo e nessa, comecei a leitura de dois novos livros antes de finalizar este que me “angustia”. Ou melhor, até já finalizei esses dois e parti para um terceiro... e é sobre um desses finalizados que falarei hoje.

Ele se chama O Pacto de Natal de Vi Keeland e Penelope Ward, um livro curtinho, delicioso de ler, daqueles que você embala e vive junto a história.

No livro conhecemos Riley Kennedy, moça que trabalha numa editora de livros e que aguarda ansiosamente pelas festas de final de ano, ops, não, não é isso, muito pelo contrário... a proximidade do Natal a deixa “em pânico”, pois a mãe dela costuma escrever uma carta de Natal, tipo um folhetim, falando sobre todos os feitos maravilhosos, as conquistas das irmãs de Riley, porém, a vida dela “não andou” e a mãe nunca tem nada para contar sobre ela, parecendo que é sem graça e desinteressante perto das irmãs.

Pensando em mudar as coisas neste ano, meio que em uma medida desesperada, ela escreve para uma famosa coluna de um jornal local, pedindo conselhos... porém, o que ela menos esperava, acontece, de novo... sua resposta é enviada para um colega de trabalho, Kennedy Riley, que por ter o nome igual ao dela, apenas invertido, gera com frequência essa confusão. Todas as vezes que Kennedy recebe um email que na verdade é para Riley, ele encaminha, mas não sem a poupar de seus comentários e sugestões (nenhum deles solicitados). E neste caso não é diferente... o que a deixa imensamente envergonhada e com raiva ao mesmo tempo, pois assim ele toma conhecimento de uma questão pessoal dela, que sua vida não é nada empolgante.

Por que Kennedy não pode apenas encaminhar os emails recebidos por engano sem ler, assim como Riley faz? Ela não entende o prazer inadequado que ele tem em fazer isso... mas dessa vez ela não se aguentou o respondeu aos comentários nada delicados do colega, de forma curta e grossa. A vantagem é nunca precisar ter se encontrado com ele, já que trabalham em locais diferentes, apesar de para a mesma editora.

Mas como este final de ano promete ser diferente, a festa de encerramento da editora não será local e sim com todas as filiais, o que faz com que eles se encontrem... e para surpresa de Riley, apesar de ser um cara metido, arrogante e “chato“, ele é também um gato... o sorriso do editor chega a tirar suspiros de nossa protagonista.

No decorrer da festa, apesar dos esforços de Riley em manter-se à distância do colega, ele está sempre por perto cheio de sorrisos e olhadelas até que a toma nos braços e eles dançam... e ela gosta do que sente. Que droga Riley, o que é isso que você está sentindo?

Da dança para uma bebida e uma boa conversa, foi rápido. E para o espanto de Riley, Kennedy se mostra muito diferente do que ela imaginava devido aos emails... ele é gentil, educado, chegando até a pedir desculpas por ler seus emails.

Durante a conversa, descobrem que suas famílias moram em cidades próximas e, sabendo do desconforto de Riley com as festividades por não ter nenhuma “novidade” para a mãe contar pra todo mundo, Kennedy lhe faz uma proposta “indecorosa”, o nosso pacto, que dá nome ao livro: ele acompanharia Riley em sua visita anual familiar, como seu namorado, dando assim, assunto para a mãe... e em troca, ela o acompanharia na sequência em um casamento na sua cidade natal.

Apesar de achar aquilo tudo loucura, Riley acaba concordando. Não deve ser difícil né, serão apenas alguns dias fingindo sermos namorados, e como ele é gentil, engraçado e lindo de morrer, vou tirar de letra.

Mas é ai que as coisas complicam.... os dias que seguem mostram que eles tem afinidades, que e, inegavelmente, se gostam, porém, quando chegam na cidade de Kennedy e Riley descobre quem vai casar e com quem, as coisas mudam um pouco de figura e também, o comportamento de Kennedy durante as festividades do casamento a deixam extremamente magoada... ela realmente achava que eles estavam se dando bem, que se encaixavam e do nada ele muda.

O que será que aconteceu? Quais são as angústias de Kennedy? Eles ficam juntos ou foi apenas um pacto de Natal mesmo? Vocês já leram este livro? Vamos conversar?

Bjo bjo 

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

A Empregada Está de Olho

 Oie, tudo bem com vocês? E chegamos ao terceiro livro da trilogia da Empregada.... melhor que o segundo, na minha opinião.

Mais um livro lido em 5 dias. Feliz da vida com isso hehe.... boas leituras fazem a gente ler nem quando não deveria, kkkkkkk (mas deixa isso pra lá).



O terceiro livro se passa muitos anos depois do segundo, agora Millie é casada e tem dois filhos.

Após muitos anos vivendo num apartamento minúsculo, Millie está muito feliz pois estão de mudança para Long Island, para um bairro seguro, numa casa grande, confortável, tudo que ela sempre sonhou.... o marido estava feliz por Millie.... o filho mais novo, animado pelos novos amigos que faria... sua filha mais velha, porém, não estava tão feliz assim, pois onde viviam ela tinha o seu grupinho e ter que se relacionar com novas pessoas nesta altura do ano, lhe parecia, no mínimo, doloroso.

Millie também vê sua alegria ofuscada quando conhece os vizinhos que não lhe parecem assim tão amistosos. Principalmente a Sra. Lowell, que dá em cima do seu marido descaradamente.

Apesar da pulga atrás da orelha, Millie procura levar uma vida normal, aquela tão sonhada e esperada por ela. Trabalha como assistente social, como sempre quis, seu esposo, jardineiro de mão cheia, busca novos clientes na região para não precisar se locomover tão longe todos os dias, as crianças vão pra escola de ônibus, sozinhas, pois agora eles moram num bairro seguro.

E assim os dias passam.... mas existe um incômodo grande em Millie, a proximidade do seu marido com a Sra. Lowell não parece casual, ela sente que tem algo a mais ali. E o ciúmes toma conta de nossa protagonista.

Além disso, tem a vizinha fofoqueira, aquela que passa o dia cuidando da vida alheia.  Ah, e tem uns barulhos estranhos que ela só ouve a noite e que só ela ouve, pois seu marido cai na cama e apaga. Ao reforçar com ele que continua ouvindo os tais barulhos estranhos, como que de algo arranhando, ele só diz que é a casa se acomodando, mas ela acha que tem algo mais ai.

Junte-se a isso o fato da casa que compraram, mesmo com 10% de desconto no valor, ainda ser bem salgada para o bolso da família.

Por tudo isso, nossa querida Millie começa a questionar se comprar aquela casa e se mudar, foi a decisão certa.

Aqui, não dei nomes, pois alguns deles seriam spoiler e gatilho para os livros anteriores... também não vou escrever mais, pois corro o risco de falar demais... só posso lhes dizer que o livro tem uma narrativa que pode ser considerada um pouco monótona para alguns, visto a vida “comum” que Millie leva agora... porém, lá para ¾ do livro, algo acontece, e rola aquela reviravolta em tudo, como nos outros livros.... só que neste, ainda tiveram mais outras duas, pelo menos... e pra encerrar, o final do livro é inimaginável.... só digo, leiam, leiam e depois conversamos.

Bjo bjo

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Mirage Circus

Oi Pessoal, e finalmente um assunto distinto de livros, espero que curtam!

Este é um post sobre diversão, alegria, riso fácil... é sobre CIRCO!

No dia 29 de setembro fomos ao Mirage Circus, o circo do Marcos Frota... ele está instalado no BioParque, na divisa entre Curitiba e São José dos Pinhais e fica por aqui até 15/12/2024 segundo reportagem que vi, porém, no site onde se compram os ingressos, a última data é  13/10/2024. Enfim, a questão é que super recomendo que todos vão... confesso que não é barato, mas vale cada centavo... e leve um dinheirinho extra para a comida, bebida e badulaques que oferecem para a criançada, se você tem filhos.

Quem nos apresenta o circo e as atrações é o Palhaço Potato, muito carismático, divertido e empático... aprendeu diversas expressões curitibanas para fazer graça... e assim encantou o público.

É uma magia inexplicável, só participando mesmo... momentos de emoção, de “medo”, surpresa... é voltar a ser criança e viver o encanto.

Segundo o site do circo, o show apresentado é inspirado nos shows que acontecem nos cassinos de Las Vegas e tem mais de 800 toneladas de equipamentos de última geração para fazer todos se encantarem.

O show conta com apresentações de mágica, malabaristas, trapezistas, bailarinas e o globo da morte (diga-se de passagem, com muuuuuita emoção).

Mas vou mostrar para vocês algumas fotos e vídeos para corroborar minhas palavras...


















As fotos e vídeos não são assim um primor, mas dá para ter uma ideia do espetáculo que é.

Não deixem de ir, é MARAVILHOSO e ENCANTADOR.

E quem já foi, levanta a mão ai e compartilha sua experiência.

 

Bjo bjo


segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Por Lugares Incríveis

E no mês que falamos sobre a prevenção e o combate ao suicídio, o Setembro Amarelo, eis que escolho um livro que o assunto abordado é esse... coincidência, pois confesso que escolhi o livro pelo título, sem saber qual era o tema.

E por isso passei este livro na frente de outro que finalizei antes... pra ficar aqui dentro do mês de setembro! Logo posto sobre o último livro de Millie... A Empregada está de Olho.

 

O livro em questão se chama “Por Lugares Incríveis” e foi escrito por Jennifer Niven, que tem uma experiência pessoal com o tema, então deixa tudo muito mais real, assustador em alguns trechos, comovente em outros, desesperador em outros... retrata de forma muito respeitosa o tema, mas também com humor, no sentido de mostrar que a pessoa que é acometida de depressão e/ou outras doenças mentais, não é, necessariamente aquela pessoa que está sempre de mau humor, ou fechada, isolada, sem contato com as pessoas. Às vezes a pessoa está vivendo uma guerra interna, mas no seu exterior, com as pessoas à sua volta, amigos, familiares, é uma pessoa divertida, bem humorada, que participa da vida social de forma efetiva, deixando assim, transparecer, que parece que está tudo bem, mas na realidade, não está. Por isso é que muitas vezes, nem os familiares percebem que tem algo errado e quando algo acontece, não entendem.

Não sou especialista no assunto, mas durante este mês a empresa nos proporcionou palestras sobre o tema, diga-se de passagem, ótimas palestras, que mostraram um pouco sobre como observar e oferecer ajuda, mas ficou muito claro que, mesmo sendo difícil, a pessoa doente precisa pedir socorro, pois muitas vezes não conseguimos enxergar os sinais de forma clara. E mesmo que ofertemos a ajuda, a pessoa precisa aceitar de verdade, e, sem julgamentos aqui, esse aceitar de verdade nem sempre acontece, não por que a pessoa não queira, mas sim, por ela não conseguir.

Atenção, é importante citar que este livro trata de temas bem sensíveis, como as doenças mentais,  a depressão e transtorno de personalidade, além do luto, da negligência familiar e por fim, do suicídio, logo, pode ativar gatilhos.



Bom, mas vamos lá para a história do livro então:

Ele conta a história de Finch e Violet, que estudam na mesma escola, mas que tem sua primeira interação mais efetiva em cima da torre do relógio da escola.... onde ambos estão.... em situação de perigo eminente.

Finch já teve milhões de ideações de como morrer, de como tirar a própria vida, mas Violet, que perdeu sua irmã mais velha num acidente de carro em que ela estava junto, e se culpa por isso, por ter escolhido o caminho que levou ao acidente fatal, ainda não retomou o rumo de sua vida... e confusa, sobe na torre e quando se dá conta do que está prestes a fazer, fica paralisada. Neste momento Finch a vê e vai até ela e a ajuda a descer... e assim, sem saber, Finch salva a vida de Violet e se permite mais um dia, A partir disso, passam a conviver, principalmente por causa de um trabalho da escola, onde devem visitar pontos turísticos de Indiana e escrever sobre cada um deles e como se sentem em relação à estes locais.

O livro detalha cada uma dessas visitas que se tornam aventuras muito particulares para os dois... E durante essas aventuras, Finch faz de tudo para que Violet supere o seu luto e siga em frente... entrar num carro, voltar a dirigir, sorrir, se permitir ser feliz.... porém, a contrapartida não acontece, Violet fica tão imersa no viver que Finch lhe permite, que não percebe que ele tem um vazio, uma dor, um não viver.

A vida de Finch é uma sucessão de episódios que o levam ao fundo do poço... mãe distante e negligente, irmã mais velha que até percebe que tem algo errado, mas não sabe bem como ajudar, pai violento que vai embora com outra família, valentões da escola sempre zoando com ele... o chamando de “aberração”, um orientador na escola que vê seus esforços limitados, mesmo dando o seu melhor para acompanhar o menino e mantê-lo vivo.

A vida de Violet era perfeita, até a morte da irmã, que faz com que ela se isole e não queira nem fazer as atividades da escola.

Juntos, eles procuram se curar.... enquanto busca se manter desperto, Finch mostra uma vida nova para Violet.

Então, enquanto lia, tinha aquela esperança do final feliz, afinal, é isso que vende né, o final feliz. Só que não é o caso deste livro... a realidade retratada nele é tão dura, que ainda estou meio anestesiada, meio em choque. Peguem seus lencinhos e façam uma reflexão muito profunda durante a leitura, pois é isso que este livro trás, uma reflexão sobre a vida e a morte, sobre a fragilidade do ser humano, sobre como somos suscetíveis, como somos humanos.

 

Sinopse:

Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e chamado de “aberração” por onde passa. Para piorar, é obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: conhecer lugares incríveis do estado onde moram. Ao lado de Finch, Violet para de contar os dias e finalmente passa a vivê-los. O garoto, por sua vez, encontra alguém com quem pode ser ele mesmo, e torce para que consiga se manter desperto.

“Me apaixonei por Violet e Finch antes mesmo de se apaixonarem um pelo outro. A jornada deles é adorável e inteligente e corajosa. Vai partir seu coração e relembrar o que significa estar vivo.” ― Jennifer E. Smith, autora de A probabilidade estatística do amor à primeira vista

 

 

Agora o filme... sim, o filme

 

E ao finalizar o livro fui dar aquele google para saber se tinha filme do livro e claro, não me aguentei e assisti...

Lógico que o filme não chega aos pés do livro, deixa muitos por quês na mente se a pessoa não leu o livro...

Acho que o maior problema é que mostra de forma muito superficial como é a vida de Finch e todos os conflitos internos que ele vive... o foco maior é em Violet e em como ela precisa “ser salva”.

O filme retrata um Finch “normal”, e uma Violet “com problemas”.... foge um pouco do focodo livro, mas acho que me parece de propósito, justamente para mostrar que você pode transparecer para todos que está tudo bem e aquela sua luta interna ser tão profunda, que você perde.

No livro Finch tem duas irmãs, no filme, apenas Kate. No livro, Finch toca guitarra, compõe músicas e já tocou em bandas. No filme, mal se enfatizam as corridas que ele sente tanta necessidade em fazer para alinhar pensamentos ou para fugir mesmo.

No livro, Finch tem olhos azuis de se perder, no filme, ele é pardo, com olhos castanhos.

No livro, a falta de “cuidado” dos pais de Finch com ele é evidente, no filme, isso nem aparece.

“Ser complicado é ruim né?” (Finch)

“Ele estava o tempo todo me ensinando como seguir em frente.” Violet

“Finch me ensinou que há beleza nos lugares mais inesperados. E que há lugares incríveis mesmo em tempos sombrios. E que, se não houver, você pode ser aquele lugar incrível com infinitas capacidades.” Violet

 

E agora sim, fim... mas então, já leram o livro? Viram o filme? Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

O Segredo da Empregada

Booooom dia, boa tarde, boa noite, tudo bem com vocês?

Cá estou eu novamente para contar como foi a experiência do segundo livro da trilogia de Freida McFadden sobre nossa queria Millie.



Confesso que algo ficou meio confuso pra mim na história, mas ainda assim, é um bom livro, com um enredo que te faz querer saber o que está acontecendo de fato. Leiam e depois me contem se se sentiram assim também.

Ah, vale dizer que este foi um livro lido em 5 dias, acho que meu recorde nos últimos 5 ou 6 anos hehe....

Mas vamos à história... no início do livro Millie está trabalhando para uma família “normal”, dado o seu padrão de trabalho... porém, é demitida quando a filha bebê de sua patroa a chama de mãe, deixando a mãe “verdadeira” completamente revoltada.

Assim Millie está desempregada de novo, morando num local de segurança duvidosa, porém, com um namorado que a ama, e que parece perfeito demais para ela. Ele insiste que ela deveria morar com ele, deixar o bairro perigoso em que vive e não se preocupar com mais nada, só estudar para se formar e cuidar de outras pessoas.

As coisas não andam bem, milhões de entrevistas, mas quando o famoso antecedente é checado, ela sabe que será mais um não. Cada dia que passa ela pensa estar mais longe do seu objetivo de terminar a faculdade de assistência social, e poder ajudar as outras pessoas de forma “legal”.

Desta forma ela fica muito intrigada, apesar de feliz, quando recebe o chamado de Douglas Garrick para uma entrevista em uma coberta, num bairro rico.... onde deveria limpar, fazer compras, lavar e cozinhar, somente alguns dias da semana. E mais feliz e intrigada ainda, quando ele liga confirmando que ela pode finalmente começar.

No primeiro dia, ela recebe uma recomendação que acha estranho, mas como precisa do emprego, não questiona. A Sra. Garrick, uma mulher doente, passa o dia no quarto e não deve, em hipótese nenhuma, ser incomodada. Ok, vamos deixar a mulher lá e fazer o serviço... apesar de que Millie acha difícil fazer o serviço já que a casa está sempre limpa. Enfim, o contato é sempre com Douglas, que confirma os dias de serviço por mensagem de celular e assim os dias passam.

Um dia Millie ouve um barulho no quarto e levada pela curiosidade, vai até o quarto, encosta a orelha na porta.... pensa um pouco, respira fundo e bate. Sem sucesso. Junta-se à isso, manchas de sangue nas camisolas da mulher e sons de choro vindo do quarto. Assim, Millie passa a investigar e com sua insistência, a mulher abre a porta e ao vê-la toda machucada Millie entende por que está naquela casa.

Só que ela não esperava que tudo se voltaria contra ela... e daqui para frente, melhor não falar mais nada, já que tudo pode ser considerado spoiler e estragar toda a emoção.

Ah, e tem mais um heim, e que já está engatilhado aqui... logo volto para contar para vocês como foi a experiência.

E ai, já leram este livro? Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

A Empregada

Hello People, tudo bem com vocês?

Estou aqui para falar sobre o livro “A Empregada: Bem Vinda à Família”, de Freida McFadden, indicação da amiga Grasi, que sempre arrasa com as indicações. Livro mais recente perto de todos que ando lendo, este é de 2023.


Comecei a leitura de forma despretensiosa, sem grandes expectativas, mas mais uma vez, foi aquela explosão de alegria por um livro tão bem escrito, com uma trama tão bem elaborada.

Pensando muito pra escrever este texto, pois a trama é tão bem desenvolvida que tenho medo de escrever algo que entregue o jogo, hehe.... mas enfim, vamos tentar. Este livro conta a história de Millie e também de Nina Winchester e de como suas vidas se cruzam, e suas histórias se cruzam de forma tão impactante.

Millie é uma ex presidiária que está em busca de um emprego, pois perdeu o último e por isso perdeu sua casa e está morando em seu carro e já não aguenta mais essa situação. Assim, ela vai para mais uma entrevista de emprego, já meio desesperançosa, pois todos que checam seus antecedentes acabam não lhe dando um emprego. Mas na casa de Nina Winchester isso muda. Nina demonstra muito interesse em contratar Millie, porém, já se passaram muitos dias se notícias. E quando Millie já desistiu, recebe uma ligação e para sua alegria, está contratada pra início imediato.

Assim ela se muda para a casa dos Winchester e inicia sua trajetória como empregada doméstica da família. Passa os dias limpando, cozinhando e cuidando da filha de Nina, Cecelia. Apesar de ter um quarto, o que já é muito melhor do que viver e dormir no seu carro, o sótão de Nina e Andrew Winchester não é bem aquilo que ela esperava. Ele é pequeno, com uma cama de campanha e a janela está selada, ou seja, não é possível abri-la... mas tudo bem, é melhor que o carro e ainda tem um frigobar, onde ela pode colocar algumas guloseimas para comer antes de dormir.

No dia da entrevista, a casa estava impecável, mas depois de contratada, Millie percebe que Nina suja a casa de forma deliberada e sem dó... parece até impossível que alguém consiga fazer tanta sujeira e bagunça, isso em contrapartida aos vestidos e outras roupas que usa, sempre brancas, branquíssimas. Millie não entende, mas também não questiona, está sendo paga e faz o serviço. Porém, mesmo tentando ignorar a situação, o comportamento “meio maluco” de sua patroa começa a incomodá-la.... essa bipolaridade, um dia simpática e fofa e no outro neurótica e obsessiva, está deixando Millie louca... mas o que a incomoda também, é a forma como trata o seu marido, Andrew, um homem boa pinta e que parece ser um bom marido e um bom pai para Cecelia, mesmo não sendo seu pai biológico. Apesar de tudo o que ele faz para deixar sua esposa feliz, parece que nunca é o suficiente.


"Às vezes parece que Nina tem dupla personalidade. Ela vai de oito a oitenta muito depressa. Diz que estava brincando, mas não tenho tanta certeza. Mas não importa, na verdade. Não tenho outras perspectivas, e este trabalho é uma bênção." (p. 40)


Os dias passam e Millie passa a prestar mais atenção no marido da patroa, quase com pena pelo jeito que o mesmo é tratado.... e é ai que tudo acontece.... o que? Não posso falar, senão o spoiler estraga a surpresa.

O que posso te dizer é que é um livro que te prende, e mais que isso, te surpreende, pois você não imagina nem de longe o desfecho da história... e o melhor, tem um livro 2 e um livro 3!

Viva!

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

A Redenção de Gabriel

Hello People, tudo bem com vocês?

Então, deixa eu contar pra vocês que este terceiro livro da trilogia de Gabriel me decepcionou deveras. Lembram quando no final do post anterior eu disse que poderia ter acabado ali, então, reafirmo isso... poderia ter terminado ali a história e estaria tudo lindo!



Explico.... pra mim, se terminasse no segundo livro, as narrativas estavam bem fechadas, os “problemas” tinham sido resolvidos, os ciclos fechados... o terceiro livro ficou naquela lenga lenga de amor eterno entre Gabriel e Julia.... o clichê das cenas de amor tórrido e desinibido. Já estava quase desistindo, mas não desisto de um livro, a não ser que tenham páginas faltando, hehe... Mas vale registrar aqui que até rolou uma emoção, que veio quando Gabriel, por querer ter filhos com Julia, decide buscar suas origens, saber mais sobre os seus pais biológicos e acaba conhecendo uma meia irmã (por parte de pai), que fica super empolgada em conhecê-lo também... ali parecia que se desenrolaria uma história dentro da história e era promissora,  mas esse encontro não é tratado como deveria... fica raso, sem maiores explicações, o pai era perfeito pra filha, horrível para Gabriel.... Kelly, sua meia irmã disse que o pai sempre procurou saber sobre ele, acompanhar sua vida, mas nunca se aproximou de fato... e isso podia ter sido melhor explorado, por que o pai não se aproximou? Qual era o motivo? Enfim... me decepcionei... depois animou um pouco mais pois Julia engravida, a revelia do que eles “queriam naquele momento”.... que seria esperar o final do doutorado de Julia, mas o bebê vêm antes... e dai acontece toda aquela questão clichê de parto.... aff aff aff.... tanto que esse levei um mês pra ler, diferente do segundo que foram menos de 15 dias... que coisa. Mas de toda forma, o final feliz rola.... com muita enrolação antes, mas rola hehe!

Enfim, minha opinião, a história podia ter terminado no segundo livro.... mas e vocês, já leram essa trilogia? O que acharam? Concordam comigo ou discordam? Vamos conversar?

 

Bjo bjo