quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A Maldição do Tigre

E cá estou eu novamente, começando a leitura de uma nova série.

O primeiro livro é “A Maldição do Tigre”, de Colleen Houck. Demorei para começar essa leitura pois queria ter todos os livros em mãos para não sofrer de abstinência entre um e outro, hehe... são quatro volumes e eu tinha apenas dos dois primeiros. O número 1 comprei no ano passado e o segundo, ganhei este ano de uma aluna. Assim, quando me vi com dois cartões presentes das Livrarias Curitiba, não tive dúvidas quanto aos títulos que escolheria.



Confesso para vocês que quando comecei a ler o prólogo, que fala de príncipe, reino indiano, amuleto, talismã, pensei que tinha sido uma má escolha. Mas já no primeiro capítulo, de título Kelsey, me mostrou que na realidade esta é uma belíssima história bem atual... ou melhor, uma mistura do atual com o antigo, do moderno com o folclore e é uma história muito envolvente.

O primeiro livro fala exatamente sobre a maldição que assolou dois irmãos indianos, belíssimos príncipes transformados em tigres, e da entrada de Kelsey em suas vidas e da mudança que esta garota começaria a fazer com eles a partir dali.

Kelsey, uma jovem de 17 anos e que vive com uma família adotiva pois seus pais faleceram num acidente de carro, decide trabalhar, temporariamente, num circo. Suas atribuições seriam: vender ingressos, cuidar da alimentação dos animais, e da limpeza do circo depois das apresentações. Num primeiro momento parecia tudo muito tranquilo, só estava com receio de alimentar animais mais “perigosos” e tinha uma preocupação imensa se haveria um elefante lá e se ela teria que limpar “as cacas” do “bichinho”.

Já em seu primeiro dia de trabalho, se encantou com o todo... e assim toda uma história que parece tirada de um livro (olhem só que ironia), começa a acontecer em sua vida, mudando-a para sempre...
Ela passa a ter uma relação mais afinada com Ren, o tigre do circo. Sente uma afeição que não sabe explicar... mas que depois o destino tratará de mostrar-lhe o porquê. E assim, ela está crente de que poderia ajudar seu novo amigo, convencida por Kadam (uma espécie de protetor de Ren) e o mesmo convida-a para conhecer a Índia. E é neste momento que toda a aventura começa... e é exatamente por aqui que eu paro de escrever, pois a história é muito interessante para contar e pode perder a graça, posso cometer alguns spoilers imperdoáveis.

Espero que divirtam-se com a leitura e depois me contem o que acharam.

Vamos conversar?


Bjo Bjo

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O Mundo Pelos Olhos de Bob – As Novas Aventuras de James e seu Gato

O Mundo Pelos Olhos de Bob – As Novas Aventuras de James e seu Gato – James Bowen



Este é o livro continuação de Um Gato de Rua Chamado Bob... nele, James descreve mais um pouco de sua vida com Bob nas ruas de Londres... todas as dificuldades que passaram, mas também todas as pessoas que passaram por eles e lhes estenderam as mãos.

Ele conta como surgiu a ideia do livro, quem o apoiou... todos os momentos em que achou que não daria certo, que ele não conseguiria vencer na vida, que eternamente teria que ir para as ruas para ganhar uns trocados que dariam para se sustentar e ao seu querido amigo por alguns poucos dias.

Sua saída da The Big Issue... as injustiças que viveu por conta daqueles que deveriam ser seus colegas de trabalho mas tinham inveja do seu sucesso com o gato nas ruas vendendo a revista.

Por diversos momentos ele se remete a questões que foram contadas no livro anterior... mas isso não quer dizer que você precise, necessariamente, ler o primeiro livro...

Mas uma vez, uma leitura gostosa, leve, daquelas que te leva para participar junto do dia a dia daqueles grandes amigos.

Como todos vocês sabem, o primeiro livro foi um sucesso e James constata e descreve isto neste livro também... fala sobre a construção do livro, dos momentos em que achou que não ia dar em nada... dos momentos em que teve certeza de que realmente nunca m ais sairia das ruas....

James e Bob precisaram voltar a se apresentar nas ruas com a saída da The Big Issue, e segundo o livro, ainda fazem algumas apresentações esporádicas ainda hoje... mas por motivos muito diferentes dos motivos do passado.

Sabem, eu realmente gostaria de encontrar este gatuno na rua qualquer dia desses, mas para isso, acho que terei que ir para Londres, hehe...

Agora, tenho mais um livro de Bob para ler: Bob, um gato fora do normal, uma versão inédita, com fotos coloridas, mas que pelo que entendi, conta a mesma história. Assim que ler, compartilho com vocês... e para finalizar, uma bela citação da página 211 deste que terminei agora:

“Meus anos na rua com Bob haviam me ensinado a esperar o inesperado. Tínhamos aprendido a nos adaptar, a suportar as porradas da vida, às vezes literalmente. Dessa vez, porém, parecia que estávamos entrando num território totalmente desconhecido.
Uma coisa era clara, no entanto. Havíamos chegado longe demais para repassar essa chance. Se a aproveitássemos, o nosso tempo nas ruas talvez, só talvez, caminhasse para um fim. Pode ser que esse novo capítulo simplesmente se abrisse para nós”.


E ai, gostaram? Vamos conversar?


Bjo bjo

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Bienal do Livro



No final de semana de 22 a 24 de agosto e realizei um sonho... fui para São Paulo, para a Bienal do Livro.

Além de ter tido o prazer de ficar hospedada na casa da prima Grazi, que a última vez que tinha visto pessoalmente foi quando éramos crianças... ainda passeei por vários locais famosos de São Paulo.

Mas enfim, o tema aqui é a Bienal... e preciso confessar para vocês... num primeiro momento eu imaginava uma coisa e cheguei lá foi outra completamente diferente.... vou explicar para vocês.

Primeiro que eu jamais imaginaria tantas pessoas juntas num mesmo local... só a fila para comprar as entradas estava praticamente fora do Anhembi... sem mentira nenhuma, acho que tinha umas três mil pessoas na minha frente quando cheguei hehe... mas tudo bem né, o objetivo era a Bienal, então bora enfrentar a fila.

Como haviam diversos guichês, até que o tempo para a compra não foi tão grande quanto eu imaginava, fiquei pouco mais de 1 hora em fila.

Então encontrei com a amiga Grasi, que tinha cadastro de professora e tudo foi mais fácil para a sua vida, hehe... e entramos!

Olhando para o alto, parecia um mar de felicidade... todas aquelas editoras queridas, dos livros estimados... todas lá, juntinhas para o meu deleite e instinto de consumo...

No momento em que chegamos, Cassandra Clare, autora da série Instrumentos Mortais, estava num bate papo com um mediador e diversos jovens e adultos gritavam cada vez que ela abria a boca para falar alguma coisa... pensem em muitas pessoas, mas muitas pessoas mesmo em volta dela... não tinha condições de chegar perto, muito menos de entender o que ela estava falando. Então, tocamos para os estandes das editoras tão queridas...

Mas foi ai que começou o problema... as editoras mais famosas tinham filas imensas só para entrar no espaço.... e depois, mais filas para pagar se fosse o caso...

Na da foto abaixo, estava sossegado, deu até tempo para um flash, hehe!



Pra resumir, dos livros que eu tinha na minha lista de leitura e que eu gostaria muito de comprar por lá, não consegui chegar nem perto... e outra, os valores dos livros “mais conhecidos”, digamos assim, estavam iguais aos das livrarias aqui de Curitiba... então não valia muito a pena.

É certo e justo dizer que haviam estandes com títulos por 10,00, 13,00, 15,00 reais... mas eram a minoria.

Acabei por comprar livros de 10,00... 4 Vidas de um Cachorro, de W. Bruce Cameron; O Garoto da Casa ao Lado, de Irene Sabatini; Antes que os Pássaros Acordem, de Josué Montello; O Meio do Caminho, de Kelly Corrigan; e O Filme Perfeito, de Jodi Picoult. Não eram os títulos que eu queria, mas li suas “orelhas” e gostei das histórias.

E também comprei um livro em italiano para a mãe e outro do Tolkin para o pai...

No estande da Comunità Italiana, uma revista de publicação brasileira/italiana, fui muito bem atendida, uma atenção enorme da moça, educação, simpatia... comprei um livro e ganhei várias publicações do Mosaico e também da própria revista, o que fez a felicidade da dona mamãe hehe!

Outra reclamação que foi geral, além da quantidade excessiva de pessoas, foi o sinal dos celulares, era quase impossível utilizar o celular para internet ou ligações e também o fato de a todo momento, o tal sistema cair e não permitir o pagamento dos livros através de cartão de débito/crédito.

A prima Grazi que já esteve em outras edições do evento disse que nunca tinha visto tanta gente lá... creio que isso é um bom sinal, pois mais pessoas estão se interessando por livros, porém, faltou um pouco de planejamento por parte dos organizadores da Bienal, um controle maior das pessoas, seguranças para evitar confusões (apesar de eu não ter visto nenhuma, tomei conhecimento de algumas).

Acho que faltaram também, mais espaços de relaxamento... pois o lugar era imenso e tendo em vista o tempo que ficávamos esperando em fila para entrar em cada estande, chegou uma hora que as pernas já não aguentavam mais... e nos restou sentar no chão, no meio das pessoas que passavam... nada contra sentar no chão, mas se houvessem lugares apropriados para isso, seria melhor, pois volta e meia a gente corria o risco de ter a mão pisoteada por alguém! =/

Mas mesmo assim, foi uma experiência MARAVILHOSA e que com certeza eu quero repetir.... voltar à São Paulo para conhecer o que não deu tempo e também visitar novamente a Bienal.... lá ou quem sabe no Rio de Janeiro.

Então é isso... e vocês, já foram à Bienal? O que acharam? Compartilhem suas opiniões, vamos conversar?

Bjo bjo




segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Um Gato de Rua Chamado Bob


“Todo mundo precisa de um tempo, todo mundo merece uma segunda chance. Bob e eu agarramos a nossa...” (p. 234)

E vamos lá, mais um livro bom para indicação, ufa! Hehe...

Esse demorei para ler... sabe quando a gente vai passando os outros na frente e vai deixando aquele lá de lado, esquecido... e nem sei bem por que fiz isso... ganhei do meu pai, já nem me lembro mais qual foi a ocasião, o motivo, e ele estava lá na estante.

Quando terminei de ler o que comentei no post anterior, pensei em começar a ler uma das duas séries que tenho... mas que não estão completas (ainda faltam alguns dos livros): o da Maldição do Tigre e Instrumentos Mortais. Mas justamente porque faltam alguns dos livros, achei melhor nem começar, pois senão acontece como com a trilogia do Delírio... tive que sair correndo, desesperada na livraria pra comprar os outros dois quando estava terminando de ler o primeiro.

Então, decidi pegar aquele que estava de ladinho, lá na estante e comecei sua leitura... e que leitura MARAVILHOSA... se imaginasse que era tão boa, teria lido antes... e pior, fala sobre um gato, eu deveria saber que era ótimo.

O livro em questão se chama “Um Gato de Rua Chamado Bob”, de James Bowen. E retrata uma história real... a história de James Bowen e do seu gato Bob... gato de rua que ele encontrou enroladinho na porta de um apartamento do seu prédio.



O gato laranjinha estava bem debilitado, doente, machucado, com uma grande ferida no corpo e talvez na alma também... James era um cara que não estava dando conta de cuidar da própria vida (tentando ficar longe do vício em heroína e ganhar o pão do dia a dia com suas apresentações musicais no centro de Londres) e pensou que o melhor era deixar aquele gato ali mesmo, pois ele já tinha muito com o que se preocupar. E os dias passaram e o gato continuava lá naquela porta e como James tinha uma leve queda por gatos, não resistiu, bateu na porta e perguntou ao morador se o gato lhe pertencia.

O morador disse que não, que provavelmente ele só estava ali devido ao cheiro da comida. Então James não teve dúvidas e convidou aquela pequena bola de pelos (pelos estes bem ralos e feios) para subir ao seu apartamento e comer alguma coisa... e deste convite nasceu uma bela amizade.

James levou o laranjinha ao veterinário para tratar suas feridas, comprou comida, os remédios e, acima de tudo, deu amor ao bichinho.

Como tinha acabado de assistir a Twin Peaks, resolveu dar o nome de Bob ao seu novo (ou único?) (verdadeiro) amiguinho.

E os dias foram passando e Bob foi melhorando... e James entendeu que Bob era um gato de rua, que o melhor seria devolvê-lo à rua, que não deveria se envolver com ele, pois gato não se fixa em lugar nenhum e uma hora acabaria indo embora mesmo... mas isto não aconteceu. Os dias foram passando e Bob foi ficando.

Com o passar do tempo, Bob começou a seguir James sempre que ele saía para tocar no centro de Londres e ganhar uns trocados para a comida e passar alguns dias.
E não é que o bichinho fez sucesso com as pessoas? Todos paravam para observar o gato laranja que acompanhava o dono sentado em seu ombro e que, durante suas apresentações, ficava confortavelmente repousando dentro da caixa da guitarra de James.

Bob adorava andar de ônibus... sempre “sentava” na janela e colava a cara no vidro para ver o mundo passar através de seus olhos.

James se preocupava muito com Bob... além de cuidar da sua saúde e alimentação, cuidou também da sua segurança, comprou uma guia própria para gatos e também levou-o para que colocassem um microchip de identificação... o que fez com que, oficialmente, Bob se tornasse o seu gato.

Nas ruas de Londres estes dois amigos viveram todo tipo de experiência... experiências boas e ruins... pessoas de bem e do mal que passavam pelas calçadas da cidade e que notavam a presença de ambos. No decorrer do livro, quando parecia que as coisas estavam se ajeitando para os dois, algo acontecia para testar mais uma vez aquela amizade e também a nova vida que James tentava levar.

James percebeu com o passar do tempo, que Bob o tornou mais humano, mais real... que com a presença do bichinho, ele era notado e até mesmo respeitado pelas outras pessoas. Antes ele se dizia transparente... e com Bob, ele passava a ter cor. As pessoas falavam com ele, o cumprimentavam... tudo para ter um pouco de contato com aquele bichano tão especial.

E nesta história há somente vencedores, pois não foi somente Bob que ganhou uma segunda chance na vida e sim James, que voltou a ser alguém através da amizade e do amor desenvolvido com seu amado amigo, aquele gato laranjinha, o Bob!

Até relações que antes estavam estremecidas, como com a sua mãe, acabaram por se reestabelecer, pois James entendia que deveria ser alguém melhor para Bob e assim, se tornou alguém melhor para si mesmo e para as pessoas que faziam parte da sua vida de alguma maneira.



Enfim, espero que gostem, eu achei muito fofo... e de uma leitura gostosa, descompromissada, interessante!

É isso, comentem, vamos conversar!

Bjo bjo

domingo, 17 de agosto de 2014

Pare de Fazer Drama e Aproveite a Vida

Em minhas andanças pelas livrarias da vida, me deparei com um livro em que super me identifiquei com o título: “Pare de Fazer Drama e Aproveite a Vida” (de Rafael Santandreu). Para quem me conhece, sabe que fazer um drama faz parte do meu perfil, então pensei: “este é o meu livro, eu tenho que comprá-lo”. E foi o que eu fiz, comprei o bichinho e levei pra casa, ansiosa para começar a lê-lo.

Na ocasião, e estava lendo o último livro da Bridget Jones, o qual me apressei para terminar para começar logo a ler o livro que “mudaria a minha vida”, aquele que desmistificaria os meus dramas.

E como vocês podem perceber, quando comecei sua leitura, estava com as expectativas lá no céu e acreditem, a queda foi enorme.

O site da Folha de São Paulo diz que o autor procura ensinar como alcançar uma vida emocional equilibrada, controlando reações exageradas e contratempos da vida cotidiana.

Acabei de ler o bichinho e simplesmente detestei. Não me identifiquei em nenhum momento. Achei que o texto do autor é muito radical no sentido de que ele diz que nada pode nos fazer mal, de que podemos ser felizes em situações consideradas extremas que realmente não consigo enxergar desta maneira.

Não vou entrar em detalhes sobre quais são estas situações, pois como digo abaixo, cada um é cada um, de repente para alguns o livro serve, mas pra mim, aff... não curti.

Sendo assim, este é um daqueles livros que eu não recomendo.

Vejam, não sou detentora de toda sapiência e tenho certeza de que muitas pessoas podem achá-lo maravilhoso, ok, eu respeito, mas não tente me convencer que ele pode ser útil pra mim, pois não consigo enxergar desta maneira.

E é isso, se você já leu, me diga o que achou... vamos conversar?

Bjo Bjo


sábado, 9 de agosto de 2014

Bridget Jones Louca pelo Garoto



E cá estamos nós com mais uma história divertidíssima da Bridget Jones (livro de Helen Fielding), mas preciso confessar algo para vocês... eu não li os outros livros, apenas assisti aos filmes, mas como os filmes são ótimos, imaginei que este livro seria tipo muito bom e eu estava certíssima, ele é mais que divertido e o pior, tão real que dá até medo, hehe!

Como eu suponho (pois não li os outros) este livro também é escrito em forma de diário, com a data, horários e sempre uma tirada engraçada da Bridget como por exemplo: 60 kg, 3482 calorias (ruim), número de vezes que vi se o Roxster estava com piolho: 3, número de piolhos encontrados no Roxster: 0, número de larvas encontradas na comida do Roxter: 27, quantidade de larvas encontradas na casa: 85 (ruim)... e assim por diante, hehe

Ele conta a história da nossa querida Jones quando ela já passou dos 50 anos (idade que ela não admite assim claramente, é óbvio) e está com dois filhos... um casal descrito de maneira fofíssima.

Ela ainda continua com seus antigos amigos, aqueles fiéis escudeiros do passado que estão ao seu lado para o que der e vier nesta nova fase da vida, assim como estavam antes... mas tem algumas coisas que eu não posso escrever aqui, pois seria um spoiler imenso e para os fãs da série, uma afronta hehe, então, o que eu posso dizer é que o livro é delicioso... leve, daqueles que fazem você viajar, se visualizar em algumas situações, desejar passar por outras, se desligar deste mundo cão em que vivemos e dar boas risadas. Mas ele também tem algumas reflexões, como o valor das verdadeiras amizades com o passar dos anos, como neste trecho:
"Nós todos nos olhamos alegremente. O triunfo de um era o triunfo de todos" (p. 123)

Ou ainda, como o "amor" pode ser cruel, mas sempre podemos comer:
"Quem quer quer, quem não quer não quer. Mas pelo menos, sempre é possível comer" (p. 392).

E é isso, não vou me prolongar, pois senão vou contar algo que não devo hehe... leiam, me contem se gostaram...

Bjo bjo... :)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Sinal de Vida...

Hello pessoal... tudo bem com vocês?
Tendo em vista a correria do mês, não consegui manter a minha intenção que eram de pelo menos três posts por mês.

Mas explico à vocês o motivo, acreditem, é muito justo hehe... Estou com visitas ilustres e muito importantes e a prioridade este mês são eles.
Minha tia e meu afilhado, que moram na Itália vieram nos visitar e tirei uns dias de férias para poder atendê-los... passear no parque, conhecer lugares novos, rever antigos lugares, amigos e parentes... curtir mesmo este momento.
Já faziam 2 anos que eu não os via e 5 que eles não vinham pra cá, então, coisas pra fazer tem muitas e é por isso que o blog ficou meio abandonadinho esse mês.
Mas mesmo com toda essa agitação, pois meu afilhado tem 6 anos e tem energia de sobra, o que é uma delícia na realidade, até que deu tempo de manter em dia as minhas leituras... mas quero ter um tempo melhor pra escrever sobre o livro da vez, que é divertidíssimo e que já tem dois filmes sobre e este terceiro livro com certeza também virará um super filme. Terminei de ler ontem o bichinho e como na próxima semana volto ao trabalho, quero ver se escrevo sobre ele durante o horário de almoço para compartilhar aqui com vocês a minha opinião.
Por enquanto, o que posso dizer é que estou curtindo umas férias diferentes... sempre viajo, vou para lugares que gosto ou vou conhecer lugares que quero... e desta vez vieram pra cá e mesmo assim está sendo ótimo... passear em parque, no shopping, ir ao salão, jogar jogo da memória, fazer par com tampinhas de garrafa de cerveja, pintar e desenhar, dar risada, ganhar muitos beijos e abraços, comer um monte de coisas gostosas, encher o afilhado de mimos e presentes... eita vida boa, isso sim... pena que já está acabando!

Então é isso... voltarei nos próximos dias para colocar nosso papo em dia... beijooooos

sábado, 5 de julho de 2014

Extraordinário

Hoje terminei de ler ao livro Extraordinário, de R. J. Palacio e só tenho a dizer que ele é realmente extraordinário... como um menininho com um problema tão sério (fisicamente falando), pode ver a vida de uma maneira tão leve.

Este livro trata de bullying, em uma criança graciosa, mais que especial...


Só para vocês sentirem a história, transcrevo dois parágrafos do primeiro capítulo (p. 11):

“Mas agora meio que já me acostumei com minha aparência. Sei fingir que não vejo as caretas que as pessoas fazem. Nós todos ficamos muito bons nisso: eu, mamãe e papai, a Via. Na verdade, retiro o que disse: a Via não é tão boa. Às vezes ela fica muito irritada quando fazem algo grosseiro. Por exemplo, naquela vez no parquinho, quando uns garotos mais velhos fizeram alguns barulhos. Nem sei que barulhos eram, porque eu mesmo não ouvi, mas a Via escutou e simplesmente começou a gritar com eles.
Esse é o jeito dela. Eu não sou assim.
Ela não acha que eu seja comum. Diz que acha, mas, se eu fosse comum, ela não precisaria me proteger tanto. Mamãe e papai também não me acham comum. Eles me acham extraordinário. Talvez a única pessoa no mundo que percebe o quanto sou comum seja eu”.

Ou seja, para August.... mais conhecido como Auggie, ele era um menino normal, mas em função de um problema que tem um nome imenso (sua irmã, Via, diz no decorrer do livro: “Ouviram que August tinha o que parecia um tipo de ‘disostose bucomaxilofacial previamente desconhecida causada pela mutação de um autossomo recessivo no gene TCOF1, localizado no cromossomo 5, complicada por uma microssomia hemifacial característica do espectro óculo-aurículo-vertebral’” p. 110-111). Entenderam o que Auggie tem? Pois é, nem eu hehe...

O livro tenta descrever sua imagem... mas cada um imagina como quer e esta é a parte boa da leitura, pois mesmo em Auggie conseguimos nos enxergar.

A questão é que até a quinta série, ele estudou em casa. Sua mãe era sua professora... pois tanto ela quanto o seu pai, tinham medo de colocá-lo numa escola e de tudo que isso poderia significar para a integridade do seu menino.

Mas chegou um momento que sua mãe entendeu que era hora de deixar de protegê-lo tanto e deixá-lo viver sua vida como todos os outros meninos da sua idade.

De início, o pai também não gostou da ideia, mas acabou concordando...

E como vocês podem imaginar, as primeiras semanas, não não, os primeiros meses do Auggie na escola não foram exatamente do jeito que ele queria... as outras crianças tinham medo dele. Mas o diretor da escola era alguém muito sábio e com a ajuda de alguns alunos, conseguiram, em partes, fazer a integração de Auggie com a sua turma e com o colégio... mas como sempre tem um ‘espírito de porco’ em todo lugar, o aluno Julian tratou de fazer da vida dele e de quem resolveu ficar ao seu lado, um pequeno inferno.

Mas Auggie é uma criança iluminada e consegue, com seu jeito doce e agradável, conquistar as pessoas e mostrar o valor da gentileza, que é objetivo principal deste livro.  Assim, no final do ano, na formatura da quinta série, o Sr. Buzanfa, diretor do ensino fundamental, fez um discurso muito lindo, onde enfatizou que este foi o ano em que a gentileza prevaleceu naquela escola e que ele estava muito feliz com isso... ele diz:

“ – Mas a melhor maneira de medir quanto vocês cresceram não é por centímetros, nem por quantas voltas conseguem dar na pista, ou mesmo por sua média de notas, embora essas coisas, sem dúvida, sejam importantes. A melhor medida é o que vocês fizeram com seu tempo, como escolheram passar os dias e quem cativaram. Para mim, essa é a melhor medida do sucesso. Há uma frase maravilhosa em um livro de J. M. Barrie... e não, não é Peter Pan, e não vou pedir que batam palmas se acreditam em fadas... [...] – Mas em outro licros de J. M. Barrie, chamado O Pequeno Pássaro  Branco, ele escreve... [...] ‘Vamos criar uma nova regra de vida... sempre tentar ser um pouco mais gentil que o necessário?’” (p. 302)

E é isto pessoal... pois como todos sabemos, porém nem sempre praticamos: gentileza gera gentileza!!!!

Às vezes me sinto como ele nesta vida... diferente, fora do contexto... ainda bem que alguns seres especiais que fazem parte da minha vida me mostram que este deslocamento é só temporário e que na realidade, assim como Auggie, eu tenho o meu lugar no mundo.

Então leiam este livro EXTRAORDINÁRIO e pratiquem + gentileza! 


Boa noite e boa leitura!!! ^^

domingo, 29 de junho de 2014

Réquiem



E chega ao fim uma das trilogias mais interessantes que já li... sabe aquela vontade de saber o que vai acontecer mas ao mesmo tempo aquele medo de que o livro acabe? Pois é... me vi nesta situação... hehe! Confesso que me enrolei por quase uma semana nos últimos capítulos. Confesso também que esperava um tiquinho mais do desfecho, mas enfim, ao que me parece, tem história para pelo menos mais uma trilogia hehe! Lauren Oliver... continue a história, por favor!!!!!!

Neste livro, uma grande surpresa, algo inesperado... até agora ainda não digeri muito bem uma determinada situação... sobre ela, só tenho a dizer:

“Deve ser por isso que ainda penso nela. A cura não acaba com todos os sentimentos.
A culpa ainda pulsa em mim”. (p. 59)

Os capítulos são divididos entre Lena e Hana, e contam as histórias das duas grandes amigas que continuam em paralelo... uma vida de cura e uma vida de “inválida”. Uma vida de conforto e segurança e uma vida de incertezas e muita luta.

Aqui a revolução dos não curados, inválidos, simpatizantes toma forma e acontece efetivamente. Aqui Lena toma conhecimento de pessoas e situações que não imaginava. Hana também, passa pela intervenção que deveria curá-la do “amor”, porém, com o passar do tempo, percebe que tem algo errado... parece que a cura não foi bem sucedida nela...

Mais do que isso também não posso, não devo contar, ou vai perder a emoção, a surpresa, aquela sensação de quero mais que o livro proporciona.

A única coisa que posso dizer é que vale muito a pena tal leitura, que todos os livros são ótimos e que super recomendo.

Ainda me questiono sobre ser curada... talvez isso ajudasse a “resolver alguns problemas”... mas no fundo, no fundo, sei que o amor vence no final hehe!


Beijos e abraços meus queridos amigos... comentem, compartilhem!!!! ^^

domingo, 22 de junho de 2014

Pandemônio



Oi Pessoal... e ai, tudo bem com vocês?

Dando continuidade à trilogia da Lauren Oliver, vamos para o segundo volume que se chama Pandemônio.

Nele, o foco passa a ser a nova realidade de Lena... ou melhor, as duas realidades de Lena, pois os capítulos se alternam entre: “Antes” e “Agora”... contando o que aconteceu até Lena ser “pega” pelos reguladores e passar a ter uma vida sem Alex e tendo que aprender a conviver na Selva sem seu grande amor, e o que aconteceu depois, onde ela começa a participar mais ativamente das atividades da resistência, se infiltrando inclusive aos seus inimigos... 

E agora, entra na história Julian, um jovem rapaz que ainda não foi curado devido a um problema sério de saúde, onde a intervenção pode inclusive, levá-lo à morte.

Prego e Graúna, os novos amigos “do outro lado” de Lena , orientam-na para, durante um grande evento realizado pela ASD (América Sem Deliria), que ela não perca de vista Julian Fineman, filho do fundador da ASD e modelo da divisão jovem desta organização.


Seguindo tais ordens, ela acaba se metendo na maior enrascada, pensando inclusive, que pode morrer... mas quando ela para pra pensar, refletir, percebe que Prego deixou algumas pistas nas coisas que fez ela carregar na mochila e ela consegue fugir e leva consigo Julian... e a partir daqui meus queridos, só lendo mesmo, ou vou relevar segredos que podem comprometer a história!!!!

domingo, 15 de junho de 2014

Os Homens são de Marte e é pra lá que eu Vou

Na sexta-feira retrasada fui ao cinema assistir a este filme: Os Homens São de Marte e é Pra Lá Que Eu Vou. Fui sozinha, pois não encontrei companhia... filme brasileiro e o povo ainda tem um certo preconceito... preconceito este, inclusive, injustificado, pois o cinema nacional tem produzido ótimos filmes.

É interessante citar que o filme é uma adaptação da peça de teatro com o mesmo nome, que ficou em cartaz por 8 anos e teve mais de 1, 5 milhão de expectadores.

Mas enfim, já no começo me identifiquei, pois Fernanda, a personagem principal, eterna buscadora do amor, do homem “perfeito”, solta essa: “agora, bastou ser educado comigo que eu apaixono”.... e também, outra coisa com a qual eu me identifiquei é que toda vez que ela conhecia um homem, ela dizia, “agora vai, eu to sentindo”.... eita vida, ai ai!
Mas vamos lá para a história... Fernanda é uma mulher de 39 anos, sócia de uma empresa que organiza casamentos... triste ironia, já que ela não tem muita sorte no amor por assim se dizer.
No decorrer do texto ela se envolve com diversos homens, de idades e comportamentos distintos, mas nenhum que realmente queira algo sério e que a respeite como mulher e pessoa em si.
Quando Fernanda acha que para ela não existe mais chances, ela conhece Tom, arquiteto que está fazendo uma reforma no seu prédio e que também é conhecido do seu sócio, tanto que ela acha que Tom é um caso do seu sócio.
Depois de um casamento que acaba não dando certo, eles saem para beber e se distrair e encontram Tom no bar, assim que o mal entendido sobre a opção sexual do “rapaz” é esclarecida, eles parecem se interessar um pelo outro, mas diferente de todos os outros homens que ela conhece, desta vez, Fernanda resolve se comportar de forma diferente... e não é que dá certo?
O que ela diz? Resolvi escolher e deixar de ser escolhida... AMEI!
Serve de lição... quem sabe assim eu consiga “desencalhar” hehe... porque olha, tá difícil a coisa pro meu lado....

Enfim, assistam, é um filme divertido, bom para relaxar e dar boas risadas... só, ou acompanhada(o).


Abaixo o trailer para vocês sentirem o clima...

terça-feira, 10 de junho de 2014

Delírio



Como já citei anteriormente, estou nessa fase de super leitura e mais uma vez encontrei um bom livro. Outra indicação da amiga Grasi que eu também indico pois é fantástico.
O livro em questão é Delírio de Lauren Oliver e trata-se de uma trilogia, sendo sua sequência: Pandemônio e Réquiem. Confesso pra vocês que estava terminando de ler Delíria e entrando em pânico. Por que? Explico... eu não tinha os outros dois livros hehe! Então corri na livraria para providenciar e não ter que passar por um período de abstinência, hehe! Logo, você podem ver que a história é boa e envolvente.

“Afeta nossa mente, impedindo-nos de pensar com clareza ou tomar decisões racionais sobre nosso próprio bem-estar” (p. 8)

Nossa, o que será isso que faz tão mal para nós?

Acreditem, segundo o livro, é o amor... chamado também de amor delíria nervosa... uma doença que deveria ser erradicada e para isso, todos os jovens, ao completar 18 anos, são submetidos a uma intervenção cirúrgica para se “curar” e poder ter uma vida plena e segura.
Até este procedimento acontecer, meninos e meninas tinham que viver separados, não podiam se tocar de maneira alguma e o contato deveria ser o mínimo possível, apenas acontecer em situações que não houvesse outro jeito.

“Os curados, incapazes de desejos intensos, estão, portanto, livres de dores tanto recordadas quanto futuras” (p. 49)

Veja que coisa maravilhosa... sem sentir o amor, sem ter sentimentos, as pessoas estão ilesas também a dor, ao sofrimento.

Mas Lena acabou descobrindo que não era bem assim... primeiro sua mãe foi contaminada e mesmo tendo passado por diversas intervenções, não conseguiu a cura e acabou cometendo o suicídio.

Por isso, Lena contava os dias para a sua intervenção, para a sua cura... ela não queria acabar como a mãe. Mas então ela conhece Alex... e tudo muda.

E a partir daqui, só lendo mesmo o livro para saber o que vai acontecer... senão vai perder a graça e o surpreendente da história.

A única coisa que eu posso lhes dizer é que é excelente e muito, muito interessante a reflexão que me levou a ter sobre o amor, suas consequências e sua validade na vida de cada um.

Tendo em vista o momento pessoal que estou passando, confesso que não seria nada mal passar por esta intervenção e ser “curada”, não ter mais sentimentos, não sentir mais amor, mas também não sofrer mais, não se decepcionar com as pessoas, entre outras coisas... mas isto é literatura e no final das contas, aprendi muito.

Agora já estou terminando de ler Pandemônio, que é a continuação da história, mas que tem um foco diferente (ainda é sobre o amor delíria nervosa, mas de forma diferenciada), mais maduro talvez, mais forte e só tenho a dizer que também estou AMANDO!


Sendo assim, leiam, comentem, vamos conversar!!!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Aconteceu em Paris



Olá Pessoas.... depois de alguns livros que eu não gostei tanto assim, um que eu AMEI... sério, 480 páginas que fluíram tão rápido que até me surpreendi. E este livro serve de inspiração para algumas ideias malucas que estou em mente também: Aconteceu em Paris de Molly Hopkins


Ele conta a história de Evie Dexter... já começou que gostei do sobrenome dela, porque Dexter me remete ao seriado do Dexter que eu gosto muito muito muito... mas não, ela não tem absolutamente nada haver com aquele Dexter. Evie Dexter é uma maluquinha que com certeza vai te conquistar assim como me conquistou também.

Agora vamos para a história...

Evie é uma jovem que não sabe exatamente o que quer da vida, está solteira e desempregada... cheia de dívidas que prefere ignorar.... até descobrir que quer ser guia turística em Paris. Mas só tem um detalhe, ela foi para Paris apenas uma vez e quando era criança, ou seja, não tem nenhuma experiência como guia turística, nunca nem pensou em estudar algo do gênero. Mas mesmo assim, vai para a entrevista toda confiante e com um bom papo que ela super tem, leva a entrevistadora (que é fato, estava de ressaca e isso ajudou muito) na conversa e ganha a vaga.

Em seu primeiro dia de trabalho tudo começa errado, ela consegue se trancar para fora de casa apenas com a mala de viagem, sem a sua bolsa, ou seja, sem documentos, dinheiro e tudo o mais, e também sem a chave da porta para poder entrar e “recuperar” sua bolsa. Assim, ela dá o seu jeito e consegue chegar ao ponto de encontro para sua primeira experiência como guia turística por Paris, depois de uma grande aventura com uma mala imensa e pesada.

Chegando no ponto de encontro ela se desespera, pois não lembra o nome do motorista que irá acompanhá-la, muito menos o nome da companhia de ônibus. Mas para sua sorte, o motorista vai ao seu encontro... e para sua felicidade, ele é LINDO DE MORRER!

Rob, o motorista, passa a ser seu anjo da guarda em diversas situações, pois Evie tem o dom de ser atrapalhada e se meter em enrascadas, digamos assim, e consegue quase colocar tudo a perder no seu supernovo emprego.

E adivinhem?! A relação de Evie com Rob é adrenalina pura, fogo mesmo, eles desenvolvem em poucos minutos uma afinidade incrível e dai vocês já imaginam o que acontece não é mesmo? Sim, eles se apaixonam hehe.... e o “resto” da história eu não vou contar, ou vai perder toda a graça.

Mas uma coisa eu posso dizer, vale a pena cada página, cada risada, cada momento desta história deliciosa de se ler.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Que Realmente Importa?

E vamos continuando a leitura deste ano... como ando meio triste e deprimida, tenho focado muito mais na leitura... pelo menos uma coisa boa nessa situação triste e chata que eu espero que passe logo. Enfim, o livro da vez se chama O que realmente importa?, de Anderson Cavalcante. Ai você vai me dizer, tá com cara, ou melhor, com nome, de livro de autoajuda... e eu vou te dizer sim, é exatamente isso... é um livro de autoajuda e é ótimo... mais um daqueles que realmente faz você refletir e agir, pois existem diversos livros de autoajuda que não nos motivam a uma prática, mas este não, ele incita a prática, ele pede que você reflita, escreva e parta para a ação.

As palavras-chaves dele são: Missão, Objetivo, Meta, Ação.

O que você quer para a sua vida? O que você está fazendo para alcançar este desejo? Estas são algumas das perguntas que eu me fiz durante a leitura.


Estas são algumas palavras do autor sobre o seu livro:
Certas coisas vemos melhor com os olhos fechados. Aqui vai meu pedido. Espero que no decorrer desta leitura você use o olhar da contemplação. Deixe de lado seus pressupostos e preconceitos. Mergulhe na leitura desarmado e com o coração aberto, para que, mais do que ler para entender, possa ler para sentir. Tenho certeza de que, assim, minhas palavras farão um sentido muito maior para você e para sua vida, pois verá este livro com o olhar de quem deseja — e pode — ver além”.

O livro nos mostra que todos temos uma missão e pede que reflitamos sobre ela... será que é realmente esta a sua missão? Será que o seu foco está correto? Por diversas vezes me senti assim, me questionando se o que estou fazendo da vida é o que eu realmente quero, ou se me falta algo... e sim, parece que o livro tem razão, me falta algo... e diz respeito a não só uma área da minha vida, mas pelo menos duas delas.

O rumo profissional que tomei é o que eu quero? Não? Mas por que não mudo? Me acomodei? Sim.... e assim por diante, estas foram mais algumas questões que o livro me levou à reflexão.

Será que é possível dar uma guinada na vida e conseguir arcar com as consequências? Segundo Cavalcante, sim, é possível, basta ter tudo muito bem planejado e para isso, é preciso fazer anotações, recorrer a tais anotações sempre que necessário e alterá-las quando achar que é o caso.

Enfim, foi um livro que mexeu comigo, e espero que tenha mexido o suficiente para me fazer tomar atitudes necessárias para melhorar minha vida, focar de fato na minha missão... durante a leitura, só conseguia enxergar que o meu destino é a sala de aula, que é lá que eu me sinto realizada... preciso fazer algo a respeito, pois a vida está passando e já não sinto mais como se estou fazendo a diferença como fazia quando estava dando aula.

Espero que tal leitura possa mexer com o seu íntimo também... que te leve a identificar a sua missão e que você faça por si, o que é necessário para realizá-la.

Conheçam mais sobre o autor através do site: http://www.andersoncavalcante.com.br/

Boa leitura!






terça-feira, 20 de maio de 2014

O Lado Bom da Vida



Terminei esta semana de ler O Lado Bom da Vida, de Mathew Quick... estava ansiosa para lê-lo, já que muitos conhecidos comentavam sobre ele... e tem também o filme que só ouvi elogios... mas preciso confessar pra vocês que eu achei o Pat um grandessíssimo chato hehe! Aff... parece que entrou na fila umas 1000 vezes pra ser chato, cruzes.
Mas dizem que no filme ele não é tão chato assim... vou assistir o filme neste fds (se der tempo) e tomara que seja mesmo mais legalzão hehe!

Mas vamos a história do livro... ele conta o que aconteceu com Pat Peoples e que ele, Pat, busca o final feliz para a sua história... e o final do tempo separados com a sua tão amada esposa Nikki... porém, ele passou anos numa clínica psiquiátrica, mas ele não tem noção de quanto tempo passou e também não lembra ao certo por que foi parar lá.

Pat é um jovem bom, chega a ser até um pouco ingênuo, porém, por sua condição psiquiátrica afetada, tem altos e baixos que por vezes podem assustar.

Sua mãe, Jeanie, de uma bondade incrível, vai até a clínica e resolve tirá-lo de lá a qualquer custo. Explica ao filho que para que ele permaneça em casa e não volte para o lugar ruim, como ele mesmo denomina, será necessário que ele tome todos os remédios e vá a um psiquiatra (Dr. Cliff, que acaba se tornando um amigo, o que ajuda muito na recuperação de Pat). Ele concorda e assim vão-se embora.

Seu pai, Patrick, não recebe-o bem em casa, estranhando que o filho tenha recebido alta, ao que a mãe explica. A relação entre pai e filho não é boa, o pai é rude com o filho, por vezes ignorando-o totalmente, como se ele não estivesse em casa.

Assim, Pat passa seus dias entre exercícios e a leitura dos livros que a Nikki utilizava para dar aulas. Ele queria ficar forte, bonito e gentil para quando o tempo separados acabasse. Ele não entende por que as pessoas não falam nada sobre os acontecimentos do passado, que sempre que ele se depara com questões de tempo, todos fiquem desconfortáveis. Ele também não entende como as fotos do casamento dele com Nikki não estão mais na casa dos seus pais, nem como o vídeo do casamento sumiu. Ele questiona as pessoas que inventam as mais diversas histórias para justificar as situações. Ele não consegue aceitar que houve um fim com Nikki, para ele, o tempo separados vai acabar e tudo vai voltar ao normal, ele será um bom marido como sua amada sempre quis. E para isso ele se esforça, pratica a gentileza, como ele diz, ele prefere ser feliz a ter razão.

Pat tenta retomar velhos hábitos, então volta a frequentar os jogos dos Eagles com o seu irmão, onde acaba por conhecer muitas pessoas bacanas que passam a fazer parte de sua vida, mas também acaba se envolvendo em várias confusões. E retoma também, a amizade com Ronnie, aquele que ele considerava seu melhor amigo. Ronnie é casado com Verônica e ela tem uma irmã chamada Tiffany, a quem todos tentam “jogar” para cima de Pat.

Tiffany é um caso a parte neste livro, gostei muito do seu papel geral na história. Ela também tem problemas psiquiátricos devido a morte do seu marido prematuramente. Para extravasar, ela dança, para competir um campeonato ao qual não consegue ganhar pois sempre dança sozinha.

Tiffany e Pat, com seus comportamentos peculiares, para não dizer estranhos, acabam se aproximando dia a dia, correndo juntos, ficando em silêncio juntos e depois, devido a uma trama que a Tiffany “inventou”, dançando juntos.

A intenção da garota era a melhor, porém, ela acaba piorando a situação de seu amigo Pat de uma maneira bem séria. Mas adivinhem? Ela fez tudo isso por amor, ela se apaixonou por seu amigo... e por amor, acaba valendo tudo.

Confesso que só o final do livro me pegou de jeito... pois num geral, achei o Pat muito chato como já disse anteriormente, e também assisti o filme, que pra variar, se perde tanto, que não parece nem baseado no livro. Comportamentos dos personagens totalmente diferentes da narrativa oficial, mas enfim, são filmes baseados em livros, expectativa minha ser igual ou no mínimo parecido.

Enfim, minha avaliação não é a melhor, o que me deixa pensativa, será que fui eu que mudei o meu ponto de vista? Será que os meus critérios de avaliação mudaram? Será que estou mais “bruta”? Todos que conheço amaram o livro, amaram o filme e eu não... mas eu não!

Se gostaram ou não, comentem, compartilhem suas opiniões!


Beijos e até a próxima!!!!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Pode Beijar a Noiva



Hora de comentar mais um livro lido... comecei o ano bem empenhada nas leituras, mas acabei dando uma relaxada por causa da Hospedeira que foi muito difícil de ler, hehe... enfim, este a leitura foi rapidinho, mas confesso que esperava mais, principalmente sendo de quem é...
E o livro em questão é Pode Beijar a Noiva, de Patricia Cabot que é um pseudônimo utilizado pela escritora norte-americana e tão conhecida, Meg Cabot.
Trata-se de um livro de época, uma história de amor claro... Emma Van Court é uma jovem que se apaixona por Stuart, que queria se mudar para a Escócia e viver como cura (o mesmo que um pároco hoje em dia). Mas James, primo de Stuart, acha que ambos são muito jovens e que é uma loucura que eles se casem, contando para a família de Emma, que também reprova a ideia. Assim, Emma e Stuart fogem para a Escócia, para uma cidade chamada Faires e se casam...
Lá eles pensam que viveriam sua linda história de amor. Ou melhor, Emma achava isso, pois Stuart era a pessoa mais desapegada que ela já conheceu e o seu foco era a caridade, deixando seu casamento um pouco de lado.
Mas alguns meses depois do casamento chegou a epidemia de tifo, que matou diversos moradores de Faires, entre eles, Stuart....
E a partir de então Emma passou a viver sozinha em sua precária casa, ocupando os seus dias dando aulas para as crianças da cidade no velho farol.
Como acreditou ser uma obrigação, enviou uma carta para a família de Stuart, informando sobre  sua morte... mas o que ela não esperava, era que James apareceria por lá, para levar o corpo do primo para ser enterrado junto ao jazigo da família, em Londres.
Além disto, algo em torno do falecimento de Stuart não está muito claro para James, já que ele vê que Emma é cortejada por diversos homens no vilarejo onde mora.
Primeiramente ele chega à casa de Emma dizendo que foi dar suas condolências e chamá-la para morar com a mãe de James em Londres, convite que Emma rejeita sem nem pensar.
James não se dá por vencido, diz que irá embora, mas volta à hospedaria onde conversando com moradores, descobre que na realidade o seu primo não morreu de tifo e sim foi assassinado. Que o motivo de tal barbaridade não está clara, mas que o assassino, entregou-se à polícia e, condenado a morte, deixou toda a sua herança para Emma, como um pedido de desculpas por ter matado seu marido. O juiz da cidade, para impedir que Emma deixasse toda a herança para os pobres e em obras de caridade, instituiu uma condição. Para retirar a herança, ela deveria se casar novamente.
Para James, o dinheiro não é a questão, na realidade, em segredo, ele sempre foi apaixonado por Emma, tão diferente das moças de sua idade.
Depois de muito insistir para que Emma vá embora com ele, James decide lhe fazer uma proposta, uma proposta comercial como ele mesmo disse: James pede Emma em casamento para que ela possa retirar a herança e fazer o uso que achar melhor dela. Meio relutante, ela acaba aceitando, pois percebe que é a melhor saída.
E assim James e Emma se casam, porém, como há uma “plateia” em seu casamento, eles se veem obrigados ao beijo dos noivos... e quando eles se beijam, Emma sente algo indescritível, que jamais sentiu, nem mesmo por seu amado Stuart. James também sente o mesmo, e fica muito feliz pois por diversas vezes se viu, se imaginou beijando sua amada Emma.
E assim a história se segue, sem Emma desconfiar, que na realidade, James não deseja que seja um casamento de fachada, ele deseja sim, ficar com ela para sempre...

Vale como um tipo de sessão da tarde... romance água com açúcar, bem tranquilinho e sem grandes pretensões...



sexta-feira, 2 de maio de 2014

A Menina Sem Qualidades





Gente... agora sim uma ótima recomendação, que talvez vocês até comentem que está beeeeem atrasada, hehe, mas só agora tomei conhecimento.

Então, terminei de ver essa semana a série “A Menina Sem Qualidades”, que passou nesta mesma época, no ano passado, na MTV.
Ela foi produzida pela MTV e dirigida por Felipe Hirsch, com coprodução dos Estúdios Quanta e parceria com a Quanta Post. 



Confesso para vocês que só resolvi assistir por causa do Javier Drolas, ator argentino, protagonista do filme Medianeras e que é o meu objeto de desejo nos últimos tempos... estou encantada com sua atuação, ai ai... (ainda irei à Buenos Aires assistir a uma peça dele).

Enfim, comecei a assistir por causa dele e tive uma grata surpresa ao me deparar com um texto muito bem estruturado, dividido em 12 episódios e adaptado do romance alemão Spieltrieb, de Juli Zeh.

Existem diversas cenas fortes e até por isso, pelo que pesquisei, os episódios eram transmitidos à meia noite.

Além de Javier Drolas (professor de literatura espanhola - Tristán), tem como protagonistas Bianca Comparato (como Ana – a Menina Sem Qualidades) e Rodrigo Pandolfo (Alex, o menino manipulador/sedutor/estranho pra caramba, hehe).

O termo que dá nome à série só aparece lá pelo episódio 9 ou 10, não estou bem certa, quando Alex afirma para Ana que ela é uma menina sem qualidades e por isso, extremamente comum.



Como disse acima, possui cenas fortes e não só de nudez, mas para uma reflexão pesada sobre questões da vida de uma adolescente de 16 anos, problemática, introspectiva, forte e ao mesmo tempo frágil, inteligentíssima e, acima de tudo, só.

Muitos diálogos nos levam a retornar a fala para confirmar se era aquilo mesmo que os personagens queriam dizer.... sempre que assistia a um, dois ou três episódios por vez, acabava sonhando com toda aquela história e com o reflexo daquilo tudo na minha própria vida... por quantas questões existenciais já passei que Ana e Alex passaram no decorrer da série? E Tristán? Envolvo numa situação a qual pareceu chocado num primeiro momento, depois acabou se tornando confortável e ele se mostrou confortável com tudo aquilo?



Ana desenvolveu muito bem o seu intelecto pois passa muito de seu tempo livro lendo os livros que o seu padastro deixou na casa antes de ir embora. Ela diz ter “preguiça da internet”, pois os assuntos que nem aparecem são muito rasos. Por viver num mundo só seu, Ana é um tanto agressiva e acaba expulsa de uma escola por agredir outro aluno. Na nova escola, acaba se envolvendo primeiramente com rapaz chamado Olavo, que diz que ela é estranha e que isso é bom, pois com ela, ele consegue manter um diálogo, mas também, se o diálogo não acontece, não tem problema, ficam confortáveis em seus silêncios.
Na escola ela costuma enfrentar seus professores, e quando Alex um rapaz de 18 anos, de origem libanesa (pode-se considerá-lo niilista) entra na escola, ela encontra um parceiro para toda aquela introspecção. Alex é um rapaz manipulador e passa seus dias a testar os limites das regras sociais, questionando os valores e as fraquezas da “raça humana”. Para ele, não existe nada de extraordinário na vida, nada pelo que vale a pena se empenhar. Mas isso é apenas uma cortina que esconde seu verdadeiro eu.
A situação fica um tanto tensa quando eles resolvem envolver o professor Tristán nessa paranoia que é a vida de ambos. Tristán tem convicções políticas fortes, pois foi preso político na época da ditadura militar em seu país e possui uma esposa depressiva que não ajuda muito a ter uma vida plenamente feliz. Sua felicidade, na realidade, é estar em sala de aula, vivendo, respirando a literatura espanhola e tentando mostrar aos alunos a sua beleza. Por diversas vezes ele é repreendido por Ana, que diz que ele não pertence a esta época, a este mundo. 
Enfim, Ana seduz Tristán e depois, juntamente com Alex, eles passam a chantagear o professor que entra na onda deles.



Adorei a descrição que o blog papo de homem fez e transcrevo abaixo:

“Alex é aquele tipo de garoto que acredita saber mais do que seus professores. Em parte, têm razão, pois sabe mais do que seus mestres sobre um bocado de coisas. Mas ainda é novo demais para compreender que a medula da verdade só é mordida com o tempo, após roer o osso da experiência, enfiar os dentes na carne dura dos caminhos equivocados. O menino, filho de uma época em que nobres sentimentos são tratados com ironia e a cara de tédio é considerada sinal de inteligência, está desconectado de sua própria hombridade. É um homem incompleto, semelhante a um homem castrado.
Tristán é aquele que viveu um bocado, já foi preso, já amou e conviveu com uma mulher, já apanhou de inimigos e já tirou a vida de alguém. Ele roeu o proverbial osso até chegar à medula, mas seu paladar rejeita o gosto das duras verdades que Ana aceita lucidamente, pois isso significaria abdicar de seu amor. “Por causa desse amor, ele não quer escutar”, diz Ana, “quando eu lhe esclareço a falta de sentido do universo”.
Tristán é o Adão tardio. Ana é a Eva prematura. Alex é o demônio disfarçado de inofensivo réptil. Juntos, seu jogo é reencenar o drama mais antigo da humanidade”.
Sugiro, inclusive, que leiam todo o texto oportunamente, pois é bem interessante.

A trilha sonora é outro prato cheio... muitas músicas interessantes, de todos os estilos, retratando cada cena, cada situação de forma ímpar.

Então, neste caso, SUPER RECOMENDO!!!! Se ainda não assistiram, assistam, se já assistiram, comentem o que acharam!!!

É possível assistir a todos os episódios através do youtube.
Segue o link do primeiro episódio, os demais aparecem na barra lateral direita da página: