segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Férias em Família

Hello Pessoal, tudo bem com vocês?

Hoje estou aqui para contar pra vocês um pouco de como foram as nossas férias em família. Podemos dizer que, oficialmente, desde a nossa lua de mel, foram as primeiras férias oficiais em família, pena que não pudemos levar o Bolinha junto, pois o lugar não aceitava.

Mas foram dias de muitas alegrias em família é isso que eu posso dizer para vocês...

Ficamos uma semana na Colônia de Férias dos Fiscais em Guaratuba e recomendo à todos... ficamos num chalé, que atende até 5 pessoas e tem cooktop mas eles tem também apartamentos, com a diferença que daí só tem microondas.

A infraestrutura do local é excelente, duas piscinas, uma para adultos, gigante... e outra infantil, perfeita para nossa baixinha. Ela já acordava pedindo para ir pra piscina, hehe!

O chalé possui uma cama de casal em um quarto com banheiro e no outro “quarto” que fica junto com a cozinha, um beliche com mais uma cama embaixo. Na cozinha tem geladeira, o cooktop, como já havia comentado, cafeteira e sanduicheira. Ah, e tem ar condicionado, super indispensável.

Tem dois parquinhos com areia e um deles é coberto, o que é ótimo, pois se chove ou se o sol está forte, dá pra criançada brincar do mesmo jeito.

Muitas churrasqueiras coletivas, mas quem fica nos chalés tem as suas próprias churrasqueiras, e garagem também.

O espaço conta com quadra de futebol de areia e também gramada, e acho que tem quadra de vôlei, pois ouvi uma molecada jogando a noite, hehe (confesso que não prestei muita atenção). Eles possuem um restaurante que serve refeições e lanches. Tudo o que provamos lá estava delicioso e super fresquinho.

Desde o primeiro dia, aproveitamos tudo... mal tiramos as malas do carro e já fomos para a piscina. Confesso que passei boa parte dos dias dentro da piscina infantil, só de olho na dona Maria, mas pra que mais?! Água morna, sombra do guarda sol, cervejinha gelada, música divertida “dos vizinhos”, e ver a filha e o marido curtindo adoidado. Maria descobrindo a água de uma forma diferente foi impagável, não tem coisa melhor.

Maridão também não pode reclamar, voltou quase um peixe pra não falar outra coisa. Passava mais tempo na água que em terra firme...

Mas também fomos até o mar. Maria não gostou muito, é verdade. As ondas iam chegando e ela saia correndo, mas quando eu tinha a idade dela, também era assim, na verdade, eu morria de medo do mar, tenho registros fotográficos (vergonha). Em contrapartida, ela brincou muito na areia da terra, fez muitos castelos, muitos buracos e mais, comeu muuuuuuito sorvete. Prometi que na praia ela poderia comer sorvete todo dia, e lógico que a bichinha se aproveitou, teve dia que rolou até mais que um, kkkkkkk e foram de todos os tipos, de palito, de massa, da infância, brasileiro, francês.... o importante era ter SORVETE TODO DIA!

Subimos o Morro do Cristo, super tradicional, tiramos foto na “plaquinha” escrito GUARATUBA... só não fizemos passeio naqueles triciclos no calçadão.

Ah, e teve emergência também (minha, não da baixinha, graças). Já saí de Curitiba com uma dor chata que estava nas costas e começou a irradiar para o braço e cotovelo. Mas lá, a dor se tornou insuportável e pasmem, descobri que tenho bursite... olha a sacanagem, esperar estar em férias, viajando, pra ter que ir pra emergência, fazer ultrassonografia, tomar injeção no bumbum e tudo, aff, mas aqui um parênteses importante. Se estiverem em Guaratuba e precisarem de atendimento, super recomendo a GUARAMED, fui maravilhosamente bem atendida lá, sem espera, sem burocracia, tudo muito rápido e eficaz.

Quanto aos cuidados da pandemia, achei que estavam razoáveis. O uso da máscara na rua era quase que geral, à beira mar a adesão era bem grande também... pessoal mantendo a distância entre as famílias na areia... dentro dos comércios também todo o cuidado com uso de álcool... não posso reclamar.

Quanto aos valores de mercado, nada muito fora do que temos aqui em Curitiba, até achei que seria mais caro, mas que nada. Nos restaurantes, tudo dentro do esperado para o Litoral, “caro”, mas tudo muito saboroso e bem servido.

Encontramos um lugar sensacional lá que se chama Guerreiros... fomos lá duas vezes. É uma hamburgueria/pizzaria, mas também é uma barbearia e também sorveteria, super multifuncional o local hehe... na primeira vez, comemos hamburguer, delicioso, sem palavras para descrever, na segunda vez, foi a noite da pizza, maravilhosa também. E os drinks servidos por eles são um capítulo a parte, lindos e saborosos.

Bom, acho que é isso... avaliação final é que quero que chegue logo as próximas férias e que possamos viajar novamente, para este ou para outro lugar, todos juntos, pra se divertir e curtir bons momentos em família.

Abaixo algumas fotinhos dos bons momentos vividos.

Mas me contem, vocês conhecem a Colônia de Férias dos Fiscais? Gostaram de lá? Tem algum outro lugar legal para indicar em Guaratuba ou em outro local? Vamos conversar?

 

Bjo bjo
















segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Livre - de Cheryl Strayed

 Oi Pessoal, tudo bem com vocês?

E vamos lá para um livro que demorei bastante pra terminar de ler, levando em conta que tenho lido até que bem rapidinho todos os que inicio.

Vamos falar de Cheryl Strayed? Livro autoral, sobre sua experiência durante a caminhada na PCT.





Iniciei a leitura em outubro/2021 e finalizei agora, em janeiro/2022. Tá certo que tive vários corres no caminho que me impediram de ler como eu gostaria, mas também, confesso que o livro é bem chatinho no início, que não inspira muita animação num primeiro momento.

Ele inicia-se com Cheryl contando como soube dos últimos dias de sua mãe e como viveu-os intensamente e de como isso a levou à sua maior aventura e quanto tempo levou para organizar tudo.

Sua maior dor?! Ter feito absolutamente TUDO por sua mãe em seus “últimos dias” e não estar ao seu lado quando ela partiu.

E por isso, ela sofreu, e teve pesadelos horríveis...

“[...] eu sofreria. Eu sofreria. Eu adoraria que as coisas fossem diferentes do que foram. O querer era uma imensidão inexplorada. Precisei de quatro anos, sete meses e três dias para conseguir. Não sabia para onde estava indo até chegar lá”. p. 35

... decidiu fazer uma caminhada pela Pacific Crest Trail para tentar se reencontrar, mas antes disto, mais uma dor, a da separação... ela já não era a mesma e permanecer com Paul era um erro e assim, com muita dor e uma demora maior do que a imaginada, o divórcio aconteceu.

Porém, nesse entremeio, entre a preparação para a sua “aventura” – ou a decisão de fazê-la, e a efetiva separação, ela viveu desregrada, inclusive com o uso de drogas, até que percebeu que daquele jeito não dava mais para permanecer.

E finalmente chegou o dia de iniciar o caminho PCT, e quando chegou lá, ela percebeu qual talvez aquilo tenha sido um grande erro. A mochila era grande demais, estava pesada demais, ela mal conseguia ficar em pé. A altitude era de deixar tonta.... e o primeiro dia se encerrou às 4h da tarde tendo caminhado apenas 4km.

E o desenrolar do livro se desenvolveu muito lentamente porque o dia a dia estava difícil, corrido, mas também, porque senti o livro chato, como falei no início do texto, ele era cansativo, assim como algumas pessoas já haviam dito. Mas como eu não gosto de desistir (até hoje isso só aconteceu com um livro), então, bora insistir... e assim, foi, com momentos de choro e emoção e tudo hehe, UAU!

Alguns trechos que me chamaram a atenção foram:

p. 71 “Para mim, a trilha não parecia ter dois anos. Não parecia sequer ter mais ou menos a minha idade. Ela parecia antiga e sábia. Completa e profundamente indiferente a mim”.

p. 107 “Podia senti-lo desenrolando por trás de mim, o velho fio da meada que perdi e o novo que estava teando, enquanto caminhava naquela manhã, os picos nevados das High Sierras ficando à vista de vez em quando”.

p. 206 “Não sentia tristeza ou alegria, nem orgulho ou vergonha. Sentia apenas que, apesar de tudo que fiz de errado, acertei em decidir vir pra cá”.

p. 207 “Grande parte de fazer a caminhada na PCT dependia do controle da mente: a vigorosa decisão de seguir em frente a despeito de tudo”.

p. 227 “Mas ninguém riu. Ninguém ousaria. O universo, aprendi, nunca brincava. Ele pegaria qualquer coisa que quisesse e nunca a devolveria. Eu realmente só tinha uma bota”.

p. 301 “Tinham carregado as duas latas o tempo todo para que pudessem bebê-las na última noite para festejar [...] Insistiram em levar minha mochila e ficaram espantados ao descobrir que era mais pesada do que as deles [...] Ei Cheryl [...] deixamos uma das cervejas para você no riacho. Fizemos assim para que você não pudesse dizer não. Queremos que você a beba porque você é mais durona do que a gente”.

Emfim, o que percebi, depois de quase quase 3 meses de leitura, é que apesar de ter alguns trechos bem cansativos, Livre descreve o momento, ou melhor, o período em que Cheryl decide se libertar da vida que tinha e começar uma vida nova, que se inicia a partir desta louca aventura de encarar uma caminhada tão rigorosa sem a devida preparação, mas que a levou a se conhecer tão bem, que estar com outras pessoas chegou a ser um incômodo em certos momentos. E por tantas vezes em minha vida já passei por situações semelhantes (de preferir minha própria companhia e só). Certo que hoje, casada e com uma filha pequena, esse nível de isolamento é quase impossível, mas tal introspecção é realmente algo que todos devem tentar, talvez não num nível tão extremo, mas....

E é isso, no final das contas, se você não estiver fazendo nada, eu até te recomendo esta leitura e se você já leu, o que achou, vamos conversar?

Bjo bjo

 

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Apenas Um Ano

 Oi Pessoal, olha eu ai outra vez... e senhores, como é difícil escrever sobre um livro que lemos a mais tempo e não fizemos anotação nenhuma no decorrer da leitura. Quando eu não demorava para escrever os textos era mais fácil hehe!

Agora tenho feito as leituras ladeada por um caderno e uma caneta e isso tem facilitado muito as coisas... tanto que já estou no terceiro livro depois desse, os dois seguintes já com resenha feita e postada e agora que estou conseguindo sofridamente escrever sobre este, apesar de ter amado cada página lida.


Mas sem mais delongas, vamos a versão do mocinho da história? O que aconteceu em apenas um ano?

Como é que foi que tudo aconteceu aos olhos de Willem desde o dia que conheceu Alysson, que para ele, na verdade se chamava Lulu, pois, pior do que ela, ele não sabia mesmo seu nome verdadeiro.

O que fica claro, é que assim como Alysson, para Willem o relacionamento deles também foi um marco para o amadurecimento. E fica claro que a gente fica na maior expectativa o livro todo, pois não é bem uma sequência o livro, pois Apenas Um Ano conta toda a história, a mesma história, só que da perspectiva de Willem, então, aquele momento crucial em que acaba o primeiro livro, só é desenrolado lá no final deste... (quer dizer, mais ou menos – ops, spoiler) o que deixa a gente muito, muito ansioso para ler logo e saber o que vai acontecer hehe...

É interessante ver que o tão despretensioso Willem na verdade é um jovem com muitos problemas e anseios assim como a própria Alysson, mas que lida de forma diferente com tudo. Ele corre atrás da vida “desregrada” da vida artística (mostrada no livro, não a minha opinião), para fugir dos seus relacionamentos familiares – pai, mãe, tio.... e assim ele encontra Alysson – Lulu, e eles vivem aqueles momentos mágicos juntos em Paris.

Momentos que acabam de forma abrupta quando ele sai para buscar o café da manhã para eles, mas que é interrompido inesperadamente e não consegue mais voltar e dai que começa todo aquele mal entendido de que Allyson acredita ter sido “usada e abandonada” e que Willem fica desesperado pois quando consegue voltar ao local em que estavam juntos, já é tarde demais.

O desenrolar da história mostra todos os dramas vividos por Willem enquanto ele busca reencontrar a sua Lulu, aquela menina toda certinha que mudou a sua vida, e assim vamos vendo que ele tem dores e dissabores também e que sua vida não foi nada fácil, mas também, que nessa busca, ele consegue resgatar alguns sentimentos e laços que pareciam estar perdidos para sempre.

Até que chega aquela cena, aquela lá, do final do primeiro livro, em quem eles estão, finalmente, frente a frente, depois de tanto tempo. E o que acontece?

Bom, isso eu deixo para vocês descobrirem sozinhos, senão é spoiler demais.

Mas o que tenho a dizer é que o livro é ótimo, fluído, gostoso de ler, vale cada minuto de leitura.

Mas me contem, vocês já leram? Gostaram?

Vamos conversar?

Bjo bjo

domingo, 2 de janeiro de 2022

Balanço 2021

Fonte: https://www.astrocentro.com.br/blog/previsoes/simpatias-para-virada-ano-novo-2022/


Hello Pessoal, tudo bem com vocês?

E cá estou eu, para o meu “famoso” balanço anual.

E findamos 2021, ainda vivendo uma Pandemia... é certo que de forma mais branda, mas o COVID ainda está aí, e não podemos deixar de nos cuidar e cuidar dos nossos, pois apesar da vacina ser uma agente combativa, que nos deixa mais fortes para o caso de pegar essa desgraça, é isso mesmo que acontece, ela não deixa de fazer a gente pegar, mas sim, nos deixa mais fortes para combater o vírus quando ele se adentra ao nosso corpo.
Mas diferente de 2020, neste ano eu consegui ler mais, escrever mais... consegui ter uma certa normalidade na vida. Nada comparado ao antigo eu, mas esse acho que nunca mais será o mesmo, pois depois de ser mãe, as prioridades mudam, então... já viu.

Vamos aos números... adoro eles, hehe:

Foram apenas 8 postagens, 5 a mais que em 2020, então já estamos no lucro. E deixo aqui registrado que tinha um texto já escrito, mas que a correria do final do ano me fez esquecer de postar, esqueci mesmo, aff!

Diferente de outros anos, este ano não começou com milhões de proposições, desejos e vontades. Esta virada foi mais de agradecimento que outra coisa... principalmente pela saúde e também, por tudo o que aconteceu que me fez amadurecer muito e também a minha relação com o meu esposo. São as dificuldades que nos mostram que realmente o casamento não é só flores, sorrisos e “EU TE AMO”. Vamos sobrevivendo, aprendendo a cada dia, fácil não é, mas acreditamos que estamos no caminho certo. As provações são imensas e os obstáculos, altos, fortes e tensos, mas temos conseguido seguir, FIRMES E FORTES!

Quanto a Pandemia, fiquei em home office desde 23/03/2020 até 30/11/2021... certo que em escala, indo trabalhar 2 vezes por semana desde outubro de 2020, mas a maior parte dos duas ainda em casa. Em dezembro, passei a ir todos os dias ao trabalho. Mas com todos os cuidados necessários, SEMPRE.

Neste ano peguei firme nos cuidados com o corpo e a mente... entrei no Programa de Emagrecimento da Viviane Raizer novamente, e de março até outubro, fiz um acompanhamento semanal, presencial, onde tinha encontro com outras pessoas que buscam o mesmo objetivo... foi uma descoberta maravilhosa... reaprender a comer, reaprender a me olhar no espelho com mais amor, poder compartilhar de mim e por mim. Levar outras pessoas para este convívio com a Viviane e também para o bem estar que ela proporciona através dos seus encontros, sejam eles presenciais ou virtuais. Foram vários quilos a menos, mas o peso que mais fez a diferença, foi aquele que “tirei” da cabeça... constelação familiar, compartiljhamento de experiências, atividades práticas, conversas, desabafos... quanta coisa aconteceu que me fez ver tantas coisas que aconteceram e que faziam a diferença na minha alimentação e que eu nem fazia ideia. Claro que houveram e ainda existem muitos deslizes, mas esse é um ciclo que nunca se fecha, todos os dias estamos recomeçando e reaprendendo e melhorando.

Ainda conto com o apoio das mães saneparianas e este ano, com a graça de ter dado uma acalmada na pandemia, pude conhecer pessoalmente a querida Cintia, lá de Guarapuava, que parece que conheço a minha vida inteira. E também ver e rever algumas outras mães tão queridas no aniversário do Davi e foi tão bom.

Desde agosto minha Maria Alice vai todos os dias para a escola, mas mesmo assim, o desenvolvimento dela pôde ser acompanhado bem de perto como no ano passado. E como se desenvolveu essa minha baixinha... muito esperta, muito ligeira, muito lista.

A relação com os vizinhos permanece firme e forte... muitas tardes e noites e até dias inteiros com as cadeiras nas portas dos sobrados, ou no parquinho, batendo papo e cuidando das nossas crias... Páscoa, Dia das Crianças, Feriados emendados, Natal, Ano Novo... tudo isso reunidos, celebrando a vida e convivendo em harmonia.

Mas, voltando aos números, quanto aos filmes e seriados, foram 864, algo menos que em 2020, mas ainda assim, bem expressivo.

Muitas séries e minisséries policiais sensacionais. Destaque para “A Desordem que Ficou”, “Borderline”, que agora tem um filme também, uma super fofinha chamada The Bold Type, Atypical também merece destaque, por tratar de forma tão leve um assunto tão delicado. Fechei o ano com uma série que pasmem, a primeira temporada tem, “apenas” 91 episódios hehehe... chamada Falsa Identidad... e por incrível que pareça, eles conseguem manter o enredo e deixar a história mais interessante, sem perder o foco e deixar a coisa cansativa... bora lá para a segunda temporada que são mínimos 80 episódios hehehe...

Ano passado falei um pouco sobre cada destaque, este ano deixo para vocês pesquisarem.

Passemos aos livros, e agora sim, 2021 foi bonito de se ver hehe, ou de se ler: 7 livros lidos e 1 quase finalizado... praticamente 8 livros, nada perto do que era antes, mas já é uma super vitória... Só falta postar aqui no blog sobre Apenas Um Ano, texto que já está pronto e só esqueci de postar mesmo. O melhor? 100 Dias em Paris, com toda certeza, unicamente por me fazer reviver nas suas páginas muitas das passagens que tive o prazer de conhecer pessoalmente nas minhas viagens para lá e só deixar aquele gostinho de que preciso voltar sempre e sempre mais. O mais difícil, aquele que ainda não terminei: Livre, que muitos dizem ser difícil mesmo... mas como eu não costumo desistir, peguei gosto, mas o final de ano corrido não me deixou finalizar mesmo. Acredito que até a próxima semana isso aconteça.

O balanço profissional foi positivo, no ano de 2021 tivemos vários desafios no ambiente de trabalho e fui recompensada com um convite muito legal, substitui minha coordenadora em suas férias, o que achei simplesmente sensacional, afinal de contas, é maravilhoso ser ouvida, compreendida e acatada em nível superior hehehe... não que eu não seja, hoje se eu reclamar disso serei injusta. Não é tudo lindo e maravilhoso, mas ainda assim é muito bom e criticar seria uma injustiça tremenda.

Ser coordenadora em exercício por alguns dias foi algo fora de série, ter aquela responsabilidade, tomar decisões, assinar, ser respeitada de uma forma distinta e ter esse reconhecimento até hoje é algo que guardarei no coração e na memória para sempre.

Bom, acho que é isso, encerrei 2021 fazendo algumas das coisas que desejei no balanço de  2020, pude abraçar quem amo, estar mais próxima das pessoas queridas, vacinada com as duas doses, e no aguardo da terceira e muito feliz com isso. E que 2022 possamos dar continuidade a esse “novo normal”, onde os abraços, apesar de escassos, já estão acontecendo, que as reuniões com amigos e pequenas confraternizações já estão acontecendo também... que seja um ano de muita saúde pra todos e que esse COVID se vá de vez, para termos um pouco mais de paz, por favor.

Que Deus os abençoe e que 2022 seja um belo ano para todos nós.

Bjo Bjo

domingo, 14 de novembro de 2021

Apenas um Dia


 Este foi mais um daqueles livros que comecei a ler de forma despretensiosa e quando percebi, estava totalmente envolvida e devorando o “bichinho” hehehe... demorei pra escrever sobre ele pois o dia a dia estava muito corrido e também, porque eu queria continuar a leitura, pois ao final dele, percebi que havia uma continuação e não sosseguei até encontrá-la. Livro lido entre abril e junho apesar da vontade de terminar logo, tinha aquele desespero de não achar a continuação e o medo de ficar “órfã”. E a demora pra escrever é que o dia a dia está corrido mesmo e confesso que já li alguns vários livros depois desse, até já escrevi sobre eles e agora retomei essa escrita e cá estamos... bora contar um pouco sobre Allyson Healey?

Pois bem, lhes apresento Apenas um dia, de Gayle Forman, mesma autora de Para Onde Ela Foi  e Eu Estive Aqui... pela autora eu já sabia que a leitura valeria a pena, mas aff, já no começo foi aquele amor arrebatador, de não querer parar de ler, de querer saber o que ia acontecer... mas aquela sensação citada ali em cima, de medo de ficar órfã até achar a continuação me fez demorar bastante pra terminar... e também a correria do dia a dia (repetitiva a menina, eu sei).

Num primeiro momento, ao iniciar o livro, parece que você vai acompanhar o Tour de uma adolescente (até meio chatinha e sem graça) com sua grande amiga (super fashion e descolada) pela Europa. Mas no decorrer da história você percebe um grande desenvolvimento na vida desta adolescente e em seu amadurecimento no decorrer dos acontecimentos, tornando a história muito mais interessante e profunda.

O tour foi presente dos pais por finalizar o ensino médio, porém, Allyson se sente um peixe fora d’água a viagem toda, pois ela não se encaixa no perfil dos jovens da sua idade. Sua grande expectativa é ir à Paris, porém, devido a problemas, bem esta parte da viagem é cancelada o que a deixa bem frustrada.

Mas tudo muda de figura quando ela conhece Willem, um despretensioso ator shakespeariano que pasmem, a convida para ir à Paris e ela, em um único impulso insano, fora de tudo o que ela costuma ser e fazer, aceita e vai. E neste dia “fora do script” em Paris, Allyson revela para si mesma a verdadeira personalidade que gostaria de ter, quem realmente gostaria de ser. Um dia repleto de aventuras e por que não, da descoberta do primeiro amor verdadeiro, por si mesma e por alguém... porém, o dia não termina (ou o seguinte não começa) exatamente como ela gostaria, e Allyson retoma sua vida, em sua cidade, porém de uma forma mais madura e o decorrer da história se passa mostrando como ela seguiu em frente...

Será? Como ela seguiu em frente depois daquele belo dia em Paris, com aquele belo moço? Ela não compreendia como algumas coisas aconteceram, ou não aconteceram... e precisava de respostas e então, resolveu sair em busca de Willem, porém, sem maiores informações sobre quem ele realmente era, se o nome que lhe dera era realmente verdadeiro, onde morava, se tinha um endereço fixo, telefone, enfim, coisas básicas que parecem não fazer muito sentido não terem trocado num mundo tão tecnológico como hoje em dia... mas o desenrolar da história mostra que tudo foi perfeitamente orquestrado pelo destino para fazê-los se reencontrarem... mas e dai, o que aconteceu?

E daí que o livro acabou e eu corri para o próximo e nele... o que tivemos? O lado do rapaz da história... e é ele que vamos contar no próximo capítulo, digo, no próximo post hehehe...

E é isso, termino por aqui, pois a continuação fica para o próximo post, com as palavras de Willem Guerrilheiro!

Bjo bjo

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

100 Dias em Paris

 Hello Peoples, tudo bem com vocês?

Olha só, tô aqui pra contar sobre um livro lindão que eu li tão tão rápido, se levarmos em consideração o tempo que eu estava levando para ler os livros nos últimos 3 anos, foram 15 dias, 15 dias em que eu viajei junto com a Tania Carvalho durante os 100 dias dela em Paris.


Pensem num livro super fluído, uma leitura gostosa... é esse, ele é simplesmente DELICIOSO.


Nunca se é tão velho que não possa sonhar e realizar os próprios desejos”. (p. 8 – dedicatória)

Ici sou feliz e là também. Com sol ou chuva”. (p. 27)

 

E esta é uma história no mínimo interessante. É de fato algo que aconteceu e com uma brasileira que, desde muito jovem, foi apaixonada por Paris e em muitas idas e vindas como turista, resolveu passar 100 dias em Paris e descrever neste livro suas experiências.

Gente, sério, que sonho sensacional. Ela se deu isso de presente de 60 anos, ou seja, ainda tenho chances, hehe! Estive duas vezes em Paris e foi pouco, com toda a certeza. O sentimento que ela descreve no início do livro, de ter voltado várias vezes é o que sinto, que voltaria 1000 vezes se fosse possível.

 

E a cada dia descobria mais que a felicidade está nas coisas miúdas, não as que são especialmente planejadas com obsessão”. (p. 60)

 

Em cada capítulo ela descreve algo diferente, sobre os franceses, sobre os passeios “turísticos”, sobre os passeios não tão “turísticos”, sobre a comida, e até sobre as atividades físicas (ela adora dançar) e as dificuldades que teve em conseguir fazer uma aula de dança ou frequentar uma academia devido a todo processo “metódico” dos franceses.

Tania falou também sobre a Paris dos parisienses... a Paris que só quem mora lá conhece.

 

Vivi com a permanente sensação de plenitude que algumas pessoas acreditam que só é possível quando se está grudado com a outra metade da laranja, cheio de endorfina após o sexo ou o exercício físico ou vivendo uma sensação espetacularmente forte e cheia de adrenalina”. (p. 61)

 

Poderia ter feito tudo isso no Brasil, claro que podia, mas enfrentar a barreira da língua, o desafio de interagir com um povo rabugento como  francês tornou tudo mais engraçado. E vamos combinar, estava em Paris, para mim a cidade construída mais bela do mundo. No balanço dos 50 dias, a metade do caminho, pude sentir que estava tudo perfeito, que minha alma estava aquecida, meu coração alegre e meu cérebro, estimulado – e podia querer mais do que isso?” p. 74

 

Ler como Tania descreve Paris e seus 100 dias por lá é de encher os olhos de lágrimas e apertar o coração de saudades, e aumentar ainda mais a vontade de, algum dia, quem sabe, voltar.

Este livro foi tão maravilho e fluído que me refiro a autora de uma forma como se ela fosse aquela amiga que conheço a anos, íntima, como pode né?!

Ao final do livro ela faz um tipo de check list por todos os lugares que mais gostou de todos os gêneros que vocês possam imaginar, desde comida, até roupa, médicos e templos, tudo com referências, endereços e tudo.

 

“(...) ir embora de Paris não é uma questão de querência, mas de precisância”. (p. 118)

 

E é isso... vocês já ouviram falar deste livro? Já leram? Vamos conversar?

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Uma Curva no Tempo: e se a vida lhe desse uma segunda chance?

“Não existe garantia de nada na vida, Rachel. Acidentes e doenças acontecem, não podemos fazer nada em relação a isso. Meu trabalho pode ser perigoso às vezes, e Deus sabe que você pode se meter em encrenca só ao se levantar da cama! Não podemos deixar isso reger nossa vida”. p. 207



 

“Minha primeira vida terminou às 22:37 de uma noite chuvosa de dezembro, em uma rua deserta ao lado da velha igreja. Minha segunda vida começou umas dez horas depois, quando acordei sob o brilho ofuscante das luzes do hospital...” p. 4

E assim começa a história de Rachel, mais uma Rachel literária em minha vida. E confesso para vocês que escrevo estas primeiras linhas com lágrimas nos olhos...

No ensino médio Rachel tinha a vida que todo jovem gostaria... o namorado mais lindo da escola, um melhor amigo que era aquele de se entender apenas pelo olhar e um bom grupo de amigos. Mas tudo isso mudou por causa de um acidente no restaurante em que ela estava com seus queridos amigos, em que um carro invade o restaurante e seu melhor amigo, Jimmy, na intenção de salvá-la, acaba perdendo a vida.

Dali em diante, a vida de Rachel parece entrar numa espécie de piloto automático. Ela desiste de ir pra faculdade, se muda de sua pequena cidade para ficar longe das lembranças daquele trágico dia (do que é possível, já que carrega no rosto uma grande cicatriz que a faz lembrar de tudo toda vez que olha no espelho), e “segue a vida”.

Até que o casamento de uma das amigas “daquela época” vai acontecer e ela não pode deixar de ir. E ao chegar em sua cidade natal, outro “acidente” acontece e isso faz com que ela tenha um tipo de amnésia, onde parece que aquela vida “piloto automático” que ela tinha, na realidade, não exista, e sim uma vida bem melhor, onde ela é noiva daquele namorado bonitão do passado, e o melhor, o seu melhor amigo, Jimmy, não morreu naquele acidente.

E a história corre acerca de Rachel tentar descobrir por que ela não consegue se lembrar de nada.

Não sei se foi por ter demorado um certo tempo para terminar a leitura, o que pode por vezes prejudicar o enredo, ou talvez eu não tenha percebido por ter me envolvido de maneira diferente com a história, mas foi só lá no final, nas três, quatro últimas páginas que eu percebi o que estava acontecendo e então, me emocionei muito, e entendi muito sobre “segundas chances” e como devemos valorizar as nossas “pequenas coisas” do dia a dia.

Mas por aqui paro de escrever, ou darei spoilers que comprometerão a história. Ou será que já dei?

Mas é isso. Mais um livro finalizado.

Esse um pouco mais demorado, mas também uma boa escolha.

Me falta escrever sobre os livros que terminei antes deste, mas quis aproveitar a “memória fresca”, pois a cabeça anda falhando e sei que vai ser mais difícil escrever sobre os outros agora.

Então é isso, vocês conhecem essa história? Já leram este livro?

Vamos conversar?

Bjo bjo

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Antes de Morrer

 E o livro da vez, o terceiro do ano... nossa, que beleza, já fazia um bom tempo que não chegava no terceiro livro do ano, foi Antes de Morrer de Jenny Downham.  Mais um livro aleatório, escolhido dentre vários livros “velhos” guardados dentro do meu tão amado kobo.

Ele é de 2007 e considerado como uma ficção juvenil, aquele típico livro adolescente... sabe aquela leitura despretensiosa, que você faz sem culpa, sem grandes expectativas, só pra aliviar a mente do stress do dia a dia, para distrair a cabeça mesmo? Pois então, é essa. Mas não pense que é um livro fraco ou sem sentido por se tratar de um livro juvenil.

Na realidade ele trata de um tema forte, pesado, difícil, porém, de uma forma leve, suave, mas sem perder o foco de que “estamos lidando” com algo delicado.

Antes de Morrer conta a história de Tessa, uma adolescente de 16 anos que tem uma doença incurável (adivinhem qual) o que faz com que sua adolescência não seja a mais comum e corriqueira como ela gostaria que fosse. Diante disso, ela decide criar uma lista de coisas que deseja fazer antes de morrer... como por exemplo, fazer sexo, dizer sim para tudo por um dia, roubar uma loja, dirigir escondida, entre várias outras coisas ditas comuns para a idade dela mas que, devido a doença, não são tão simples e tão fáceis de fazer.

E assim, juntamente com Zoey, sua melhor amiga, elas começam a realizar as coisas da sua super lista que, em princípio, teriam 10 coisas, mas que com o passar da história, se transformam em muito mais.

Em meio a tudo isso, Tessa conhece seu vizinho, Adam... um lindo rapaz, e eles passam a conviver mais e se apaixonam e assim, ela pode riscar mais um item da sua lista... e tantas coisas acontecem devido a este amor que nasce em meio a situação que Tess está vivendo!

Mas dessa vez o texto será curto, pois se escrever mais, estraga a história que é linda e que você vai ler rapidinho, pois é muito fluída, gostosa.

E vocês, já leram a história de Tessa? Gostaram? Vamos conversar?

Bjo bjo

segunda-feira, 10 de maio de 2021

A Mulher do Viajante no Tempo

 Olá Pessoas, tudo bem com vocês?

E ai, como vai o isolamento social depois de um ano de Pandemia?  O que vocês tem feito durante este tempo? A rotina continua a mesma? Aqui continuo em home office, indo trabalhar uma ou duas vezes por semana, vendo minha baixinha crescer em graça, alegria e muita energia, às vezes uns surtos para deixar a vida mais emocionante, cansada, feliz e triste, tudo ao mesmo tempo. Acho que como todos no final das contas.

Mas eu vim aqui pra falar de mais um livro que li... o segundo deste ano, uhuuuu, estamos progredindo, viva! E foi mais uma super escolha do meu kobo, que está recheado de livros “velhos” se levarmos em consideração que ele ficou parado alguns anos, tadinho, sem atualização e leitura.

A escolha da vez foi: “A Mulher do Viajante no Tempo” de Audrey Niffenegger, publicado em 2003. Este levei um pouco mais de tempo para ler do que o primeiro, mas porque a rotina do dia a dia ficou um pouco mais acelerada, mas também porque no início ele me pareceu um pouco estranho, não parecia fazer muito sentido, mas insisti e valeu muito a pena, me apaixonei pela leitura, história linda, um amor genuíno. =)


Vocês já pararam pra pensar na possibilidade de ir e vir no tempo? Hoje eu estou aqui, no meu “presente”, daqui a pouco eu volto lá para o meu passado, quando tinha lá pelos meus 5 anos e amanhã, viajo para o futuro, com os meus 60 anos, já “idosa”... Aproveito para rever algum momento que me foi muito grato, ou tentar entender algo que não ficou muito claro... ou ainda, ver as consequências de algo que fiz no meu “hoje”. Tudo isso sem, claro, poder interferir em nada.

Pois então, esta  é a vida de Henry, que sofre de um distúrbio genético raro. E por conta deste distúrbio, sempre que ele sofre algum stress, acaba fazendo uma viagem no tempo... não é algo que ele consiga controlar, quando percebe, já está em outro local, em outro tempo, em outra “vida”. E é assim que ele conhece o grande amor da sua vida, Clare, para quem o tempo passa normalmente.

Henry descobriu aos 5 anos que poderia viajar no tempo, para o passado e o futuro, retornando ao presente, através deste distúrbio genético que ele tem. Nestas viagens, ele sempre vai para momentos relacionados de alguma forma a sua vida com Clare, seus pais, ou ainda seus amigos, e ele não tem controle, como falei acima,então, ele não sabe como, quando e para onde irá, por isso, ele está sempre correndo, treinando, pois já se colocou em várias situações de perigo, onde precisou fugir, por exemplo, de cachorros, polícia, bandidos, entre outras situações bem bizarras, precisando se adequar a cada idade que “visita”. E com o passar do tempo, estas viagens se tornam mais frequentes, o que começa a deteriorar a sua saúde.

Henry conhece Clare quando ela é ainda uma menininha, e não entendia direito como aquele homem aparecia e desaparecia do nada em sua vida... só entende que não deve falar nada para ninguém, então, mantêm estes encontros em segredo!

Com o passar das “visitas”, cria-se um vínculo entre eles, Clare entende que ele chega nu e que precisa de roupas, que normalmente, está com fome também, então, deixa escondido num lugar combinado, uma cesta com roupas e algumas guloseimas. Em uma dessas visitas Henry escreve em um caderno algumas datas e horas em que aparecerá para vê-la... e algumas das datas são longes e assim, muitos anos se passam.... e eles vão se conhecendo melhor e se apaixonando.

Clare entende que cada vez que ele aparece, está com uma idade diferente, pois vêm de uma época diferente, mas isso não a incomoda, pois o que ela quer, é saber mais dele, e quando será, finalmente, o presente deles, quando finalmente, irão, “se conhecer” no tempo real e viver sua vida “de verdade”. Onde ela poderá apresentar Henry para sua família, se casar, ter filhos e viverem “felizes para sempre”. Pois sim, ela sabe que eles irão se casar, isso Henry contou para ela, que ela será sua esposa... e isso a encanta e, apesar das “dores de amor” por não ter certeza de quando isso acontecerá, de quanto tempo demorará, e de como será a vida deles no “presente”, ela anseia para que isto aconteça logo.

Quando este presente acontece, a vida deles é real, o amor é real, com o felizes para sempre que ela sempre sonhou, mas também, com as dores da vida de casados que todos tem... as realizações profissionais que nem sempre caminham como a gente quer, as contas pra pagar, a comida pra fazer, a roupa pra lavar, o anseio por ter filhos e em meio a tudo isso, o medo toda vez que o seu amado “some”.... durante uma conversa em que ela se vira e de repente só vê as roupas no chão... ou ainda, quando dorme ao lado do seu amado e acorda sozinha... ou quando ele vai tomar banho e de repente percebe que o chuveiro está ligado para ninguém.

Quando as viagens no tempo acontecem, Clare não sabe para que tempo Henry vai, nem quanto tempo vai ficar fora, nem se vai voltar bem, se alguém vai ajudá-lo, recebê-lo... se ele terá roupas para vestir, comida, se tudo correrá bem... e assim cada “sumiço” é uma angústia.

E tem também a questão da saúde de Henry, que passa a se tornar mais frágil a cada viagem... e apesar dos cuidados médicos que recebe, percebe-se que ele pode partir “de verdade” em alguma dessas viagens... e  isso aterroriza Clare  sobremaneira. Junte-se a isso o relógio biológico gritando, pedindo um filho e o medo de Henry que isso possa trazer problemas ao bebê... as tentativas frustradas, as brigas por conta disso... e a história te envolve de uma maneira que você não quer mais largar o livro.

É um livro extenso... tem mais de 400 páginas e você nem liga, só quer saber o que vai acontecer, se eles vão realmente viver este amor verdadeiro, genuíno... se eles vão conseguir perpetuar este amor com um filho e se vão, de fato, viver felizes para sempre!

Mas daqui para frente, melhor parar de escrever para não dar spoiler que comprometa a leitura, mesmo sabendo que o livro já é velhinho e que bons leitores já passaram por ele.

Mas e ai, já leram este lindo livro? Curtiram? Contem pra mim... vamos conversar?

Bjo bjo

sexta-feira, 5 de março de 2021

Tamanho Não Importa

E o primeiro livro do ano foi lido na primeira quinzena do ano... olhem só que ótima motivação para se começar bem o ano literário hehe! Será que esse ano promete ser um ano melhor em termos de leitura?

Pelo menos a intenção é boa.... e a primeira escolha do ano foi boa... começamos muito bem com Tamanho Não Importa de Meg Cabot.


E ao comentar com a amiga Grasi a leitura, ela disse, ah esse é um dos livros (terceiro) de uma coleção da Meg Cabot, que eu descobri ter 5 volumes:

Tamanho 42 Não é Gorda; Tamanho 44 Não é Gorda; Tamanho Não Importa; Tamanho 42 e Pronta para Arrasar e A Noiva é Tamanho 42.

E depois de pensar um pouco eu lembrei já ter lido um deles... e comecei a procurar nas minhas anotações literárias e nada de encontrar qual já tinha lido... fui até a casa dos meus pais e encontrei minha primeira caderneta de registro de filmes, séries, livros e shows (de 2007) e lá eu encontrei o livro: o primeiro: Tamanho 42 Não é Gorda, lido em 2007.

Mas assim, mesmo havendo uma sequência, e tendo ai, um livro no meio e meros 14 anos entre uma leitura e outra, não senti que a leitura ficou prejudicada, pois é um livro leve, de escrita gostosa, divertida, apesar de ter uma trama que, ao começar a ler, parece ser bem água com açúcar, e no desenrolar, se mostra até um pouco romance policial hehe...

Para lembrar quem é a protagonista desta história, estamos falando de Heather Wells, é ela que conta a narrativa do livro, ela foi uma cantora teen quando adolescente, super famosa, e agora foge aos padrões, trabalhando em uma universidade, e mantendo um corpo digamos assim “fora do padrão”, para os “padrões” (não que eu concorde com eles, pois quem me conhece sabe que eu sou beeeem fora dos padrões).

Neste livro ela já passou dos 30 anos e mora de favor no apartamento do ex cunhado, Cooper (por quem nutre uma paixão que não quer admitir), namora – escondido – Tad, o seu professor de matemática, e trabalha em um tipo de casa do estudante da Universidade de Nova York.

E mais um dia começa, e tem tudo para ser um dia comum, ou não, pois Heather resolveu sair para correr com seu super namorado, mas, primeiro: ela não está acostumada a acordar tão cedo, já que mora ao lado do trabalho (então pode acordar faltando praticamente 5 minutos para começar a trabalhar); segundo, ela não está acostumada a correr, e já nos primeiros 30 segundos, percebeu que tinha sido uma má ideia... então, não sei se tem tudo para ser um dia comum... e no final das contas não, aquele não seria de jeito nenhum um dia comum.

Depois do que pareceu uma São Silvestre, Heather seguiu para o trabalho e lá ela teve a certeza de que aquele, definitivamente, não seria um dia comum... ao entrar em sua sala de trabalho ela encontrou Owen Broucho, diretor interino do Conjunto Residencial Fischer Hall, e, no caso, seu terceiro chefe em menos de um ano, morto dentro de sua sala de trabalho, e não simplesmente morto, assassinado com um tiro que atravessou sua cabeça.   E como ela quase não gosta de um mistério e mesmo indo contra todos os pedidos e alarmes dentro do seu ser dizendo para ficar longe de tudo isso, ela resolveu que deveria desvendar o mistério por trás da morte do seu não tão amado chefe.

Todos os indícios apontavam para um jovem chamado Sebastian, porém, no desenrolar do livro, prova-se que o obvio não é tão obvio assim.  Mas daqui para frente, se escrever muito mais, é capaz de rolar uns spoilers meio comprometedores demais, apesar de que, pelo ano do livro (2011), talvez todo o mundo já tenha lido o livro e conheça muito bem a história... hehehe... Enfim, adorei a escolha do primeiro livro do ano e espero que continue assim com os demais.

Já estou lendo outro que estou amando, mas já estou demorando um pouco mais para terminar, assim como demorei para terminar de escrever este texto de apenas algumas linhas... o que demonstra que o otimismo das primeiras linhas precisa ser persistente para vencer a avalanche que o dia a dia nos impõe.

Mas e ai, vocês já leram este livro? Conhecem a história? Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

A Garota no Trem

 Oi Pessoal, tudo bem com vocês?

Como disse na semana passada, este texto eu escrevi ano passado no meu caderno, mas não passei pro PC e ele acabou ficando “esquecido”.

Passo por aqui para escrever sobre o livro que li nas minhas férias de agosto... um livro de leitura voraz, uma daquelas leituras que fazia muito tempo que não tinha e que foi tão tão bom ter... sabe aquela sensação de prazer ao ler? Então, foi essa a sensação ao ler este livro.

Foi a leitura das mini férias de uma semana. Férias de agosto, férias de pandemia... aí vocês me questionam... pegar férias na pandemia? Você não está em casa? Sim, estou em casa, em home Office, trabalhando mais do que se estivesse fisicamente no meu ambiente de trabalho.

O home Office se mostra cada vez mais desafiador e mais cansativo, confesso. Enfim, mas o foco aqui não é esse.

O foco aqui é a leitura... em 5 dias de férias consegui ler um livro, um livro que foi escolhido aleatoriamente, que estava a muito tempo no meu kobo... sabe aquelas histórias que você se envolve totalmente e não quer parar por nada? Sorte que Dona Maria colaborou aqueles dias e as pausas eram só pra fazer almoço, hehe...

Então vamos ao livro: A Garota no Trem, de Paula Hawkins conta a história de Rachel e depois de conhecê-la, eu nunca mais farei uma viagem de ônibus (faço poucas) da mesma maneira...

Rachel sai de casa todos os dias rumo a Londres como se fosse para trabalhar, mesmo já fazendo meses que ela está desempregada. Mas prefere manter a rotina a ter que contar a verdade para sua colega de casa, que a abrigou depois do seu divórcio.

Durante o trajeto de trem ela tem em sua companhia uma garrafa de água, mas o líquido que está ali dentro não é bem água, pelo menos não água que passarinho bebe.

Em seu percurso diário, o trem tem uma parada em um sinal vermelho “obrigatório”, ou seja, este sinal sempre fica vermelho ao passarem por ali. E é bem neste trecho que o trem passa próximo a  duas casas “especiais”, digamos assim, a primeira delas onde Rachel viveu com seu ex marido, Tom, e onde hoje ele vive com Anna, sua atual esposa e sua filha; e a segunda, o número 15, onde vive o casal Jess e Jason (nomes que Rachel inventou, para ela são estes os nomes que combinam com eles). Para Rachel, eles são o casal perfeito, amoroso. Eles são lindos e tem a vida que qualquer casal gostaria de ter, pelo menos é isso que ela acha, que ela criou em sua mente. É esta a fantasia que ela vive todos os dias ao passar por ali... é esta a expectativa dela, que chega a criar certa ansiedade diária quando está chegando perto daquele sinal, pronta para vê-los e saber o que estão fazendo hoje.

Mas um belo dia tudo isso muda, pois Rachel vê algo que a deixa profundamente perturbada. Ela vê Jess com outro... Jess está traindo Jason. Como ela pôde?

Dias depois Rachel descobre que Jess, que na verdade se chama Megan, está desaparecida.

Achando que pode ajudar com o desaparecimento de Jess/Megan, Rachel procura a polícia para contar o que viu naquela manhã, durante a breve parada do trem, porém, pelo histórico de embriaguez, ela não passa muita credibilidade, já que o uso excessivo de álcool tem comprometido a sua memória e sua aparência.

Mesmo não sendo levada a sério, ela acaba se envolvendo em toda aquela situação de uma maneira que jamais imaginaria.

No desenrolar da história, as vidas de Rachel, Anna (a atual do seu ex)  e Jess/Megan acabam se relacionando de uma maneira muito intrigante, o que deixa este thriller psicológico impossível de largar. Ah, tem o filme pessoal, que é bonzinho, mas não chega aos pés do livro, como quase todos os filmes baseados em livros, claro hehe!

Mas vou parando de escrever por aqui, para evitar spoilers que comprometam a boa leitura que é este livro!

E vocês, já leram este livro, o que acharam? Vamos conversar?

Bjo, bjo

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Balanço 2020

Foto: Dilok Klaisataporn/iStockphoto.com

 E ai Pessoal, tudo bem com vocês?

E cá estou eu, novamente, para o balanço anual.

Como vocês estão carecas de saber, 2020 foi um ano totalmente atípico, e mesmo achando que devido a isso eu conseguiria ter tempo para ler, fazer coisas distintas e poder escrever mais, na realidade, o tempo “livre”, foi menor do que eu jamais imaginei que seria.

Foram apenas 3, 3 as postagens em 2020, que coisa...

Bom, o ano começou como todos os outros, com várias boas proposições, desejos, vontades, vamos pedalar mais, vamos visitar e receber mais os amigos, vamos viajar, quero ler mais, sair de casa, vamos desfraldar a Maria, vamos vamos vamos.... vamos é ficar em casa, pois um cara chamado covid 19 resolveu chegar de mala e cuia, se instalar em todo o mundo e ditar todas as regras.

Até meados de março a vida seguiu razoavelmente “normal”, mas desde o dia 23/03/2020, até hoje, sim, até hoje, estou em home office... (desde outubro, vou uma vez por semana trabalhar fisicamente na empresa).

Desde então achei que fosse enlouquecer, que fosse virar master  chef, que fosse explodir de tanto que engordei... chorei, tive picos de depressão, ri, vi muitos filmes e seriados, trabalhei mais do que jamais imaginei,pois quem acha que em home office se trabalha menos está redondamente enganado.

Soma-se ao trabalho formal, lavar, limpar, cozinhar, cuidar da filha, do cachorro, manter minimamente a sanidade mental, e você verá que a conta não bate. Por diversas vezes achei que não fosse dar conta, às vezes ainda acho que não vou dar.

Ainda choro... ainda me descabelo, ainda me desespero... mas também, aprendi a ver o lado bom... o lado do apoio das mães saneparianas (nunca foi tão importante ter essa rede de apoio – mesmo que apenas virtual). Quer ver o melhor lado dessa pandemia? Poder acompanhar de perto o desenvolvimento da Maria. Cada passo do crescimento, cada vitória, cada aprendizado, cada coisinha mínima que seja que seriam as professoras na escola que veriam, eu vi.... eu bati palmas, eu cresci junto, eu aprendi junto. Fizemos as tarefinhas da escola junto, ri junto, curti e me diverti junto com ela, entendi suas frustrações quando alguma coisa não dava certo nas atividades, quando ela não conseguia e quando eu não conseguia também, tentar ajudar, orientar, ensinar.... e vi, o quanto as professoras são importantes e especiais na vida dos nossos filhos... e o quanto devemos agradecer, valorizá-las  e respeitá-las.

Essa pandemia também fez nossa relação com os vizinhos se afinar mais do que nunca... com a graça de Deus temos bons vizinhos. E como tem várias crianças no condomínio, a relação da Maria com outras crianças não acabou sendo afetada como vemos acontecer tanto por ai... aqui temos parquinho e muitas crianças para brincar. Não é na rua como era na minha infância, mas é quase isso... fica pra fora de casa (sempre que posso acompanhar, pois ela ainda é muito pequena pra ficar sem supervisão)... ou dentro de casa, ou na casa de algum dos vizinhos que estão sempre de porta aberta pra receber a minha baixinha que tem sempre um sorriso no rosto para dar para quem passa por ela.

Bom, mas vamos aos dados numéricos, aqueles que eu tanto gosto hehe:

Quanto aos filmes e seriados, foram 1114, uau, acho que foi um recorde..., tipo praticamente o dobro do ano passado.

Destaque para o filme A Menina e o Leão. Esse ano que passou resgatei Greys Anatomy na minha vida, voltei a assistir desde a primeira temporada. Sobre os seriados, um que curti muito foi How to Get Away with Murder, que estou ansiosa pela estreia da sexta temporada agora no início do ano. Outras séries que gostei bastante foram Marcella, o Segredo do Templo e Bordertown.

O filme “A Menina e o Leão” conta a história de Mia e do leão branco Charlie. Mia e sua família vivem em uma fazenda de criação de leões na África do Sul e Mia se apega a este leão, criando uma relação de amizade que perdura até a sua adolescência, quando ela percebe que ele poderá ser vendido para um homem que pretende colocá-lo num local onde possivelmente será morto por diversão por caçadores. Neste momento ela inicia uma jornada para salvar seu amigo, percorrendo um caminho cheio de dificuldades para chegar até uma reserva ambiental onde ele poderá viver em segurança com outros leões.

Greys Anatomy dispensa comentários... a série médica com maior tempo na história.... 17 temporadas. Estou ansiosa para ver a 17ª temporada logo.

How to Get Away with Murder, com tradução no Brasil: Como Defender um Assassino, foi indicação de um estagiário querido e assim como todas as outras séries que ele indicou, eu amei. Uma famosa advogada de direito criminal, professora renomada de uma grande universidade, escolhe 5 de seus alunos para participar de um programa especial, onde eles podem atuar em casos reais que ela está advogando em seu escritório particular. São casos de arrepiar. A trama é boa, e eles acabam se envolvendo em crimes também, o que deixa tudo mais emocionante ainda.

Marcella é mais uma série policial... Marcella é detetive investigativa, trabalha em Londres... tem sua vida pessoal destruída depois de um casamento de 12 anos, é psicologicamente instável, considerada por muitos literalmente perturbada, por isso se afasta do trabalho, porém, quando um serial killer que tem relação com um caso antigo dela aparece, ela retorna ao trabalho. Ao retomar sua carreira, fica claro que, profissionalmente, ela é imbatível. E parece que vêm a terceira temporada por ai. Fico no aguardo!

O Segredo do Templo – traduzido como O Segredo do Templo, tem como título original The Gift, O Presente. É uma série turca, que conta a história de Atiye, uma pintura em ascensão e Erhan, um arqueólogo prestes a se tornar famoso por ter descoberto o templo mais antigo do mundo, escavação que tinha sido iniciada pelo seu pai, muito tempo antes. A vida dos dois se cruza quando ela vê que um símbolo que ela sonha, desenha e retrata em suas obras desde sempre aparece em uma reportagem sobre os achados arqueológicos de Erhan.

Achando aquilo coincidência demais, Atiye embarca em uma viagem para o local das escavações para tentar entender de onde vêm aquele símbolo e por que ela sempre foi “assombrada” por ele... Durante sua busca ela descobre que estes símbolos tem relação com o seu passado e que muito lhe foi escondido a vida toda. Ao perceber que ela está começando a desvendar coisas do passado, sua mãe e o pai de seu noivo tentar impedir, inclusive induzindo uma esquizofrenia a moça. Eu sei que se continuar  a escrever vou dar spoilers demais... espero que logo venham novas temporadas, pois a história ficou inacabada.

Bordertown – essa também é uma série policial, é acho que foi o ano das séries policiais, hehe... ela conta a história de Kari Sorjonen, um detetive muito, muito bom no que faz, na Finlândia, mas que resolve se mudar para uma pequena cidade chamada Lappeenranta, que fica na fronteira com a Rússia para poder ficar mais próximo da família, já que sua esposa está doente e precisa de mais atenção. Porém, ele é convidado para chefiar uma equipe, em uma nova divisão de crimes hediondos e ele não resiste e o que era para ser uma vida mais tranquila se transforma em desvendar assassinatos bizarros e outros casos complexos como prostituição, sequestros e tráfico de drogas, levando trabalho para casa ou trabalhando até tarde todos os dias. Isto reflete na sua relação com a esposa que vai adoecendo cada vez mais e na relação com sua filha adolescente, que faz de tudo para desafiá-lo e também, passa a ter um comportamento estranho depois que algumas situações ocorrem, mas que se eu falar aqui, estraga a história.

Enfim, sobre os filmes/séries é isso... agora, sobre os livros, senhOOOr, que lástima, foram apenas dois, dooooois livros: A Coroa da Vingança, de Colleen Houck, que é o terceiro livro dos Deuses do Egito e A Garota no Trem de Paula Hawkins. Sobre este último, cheguei a fazer um esboço de texto no meu caderno para escrever no blog, logo que finalizei a leitura, no final de agosto do ano passado, mas não terminei de escrever, nem passei pro PC, que vergonha... mas essa é uma meta para este ano, hehe... o próximo post será sobre este livro, que diga-se de passagem, li em 4 dias, livro louco de bom.

O balanço profissional fica difícil fazer, pois com o home office é difícil mensurar algum desenvolvimento. O que posso dizer com certeza é que, de fato, se trabalha mais em casa que na empresa, e que é muito mais fácil manter o foco e tudo o mais estando no seu ambiente de trabalho. Ainda assim, foi possível dar vazão a algumas questões que necessitavam de atenção e que estavam paradas pela demanda do dia a dia e que, num primeiro momento, devido as incertezas da pandemia, ficou parada a rotina diária, então, foi possível arrumar a casa, digamos assim.

Sobre as viagens, por incrível que pareça, no feriado do início de novembro, burlamos a quarentena e fomos para Itapoá passar uns dias... ficamos na Pousada Alvarenga, que estando lá, descobri ser dos pais de um colega de trabalho. Fomos a Maria, a mãe, o Bolinha e eu e depois o Kadu se juntou a nós. Foram apenas três dias, mas já deu para aproveitar alguma coisa. O tempo ficou bom, então deu até pra Maria tomar um banho de mar. Adorou tudo... já tinha ido para a praia, mas era menorzinha, então, dessa vez aproveitou bem... brincou de se esbaldar na areia, na água do mar, correu, pulou, fez castelo de areia, buraco na areia, pulou onda, correu atrás de passarinho, comeu sorvete, milho, churros, fez de um tudo que deu tempo, hehehehe

Nas paragens do coração, os altos e baixos de toda relação continuam por aqui, ainda mais em tempos de pandemia... estar em casa, tendo que trabalhar e com toda a carga que vêm com isso, se tornou bem desgastante e isso se refletiu na nossa relação, claro, mas com muita conversa, algumas brigas, muito stress, choro e uns gritos, estamos bem hehe... sobrevivendo dia após dia ao sacramento que escolhemos viver. Não é fácil, é verdade, mas seguimos conversando (nem sempre como eu gostaria), aprendendo, se conhecendo, respeitando os limites e cada um, abrindo mão aqui e ali, correndo atrás, e vamos seguindo em frente.  O importante é que o amor segue firme, então vamos lá,para mais um ano juntos.

Bom, acho que é isso, encerramos 2020, o ano em que vivemos uma pandemia, e que parece não estar perto de terminar, ano atípico, diferente, mas sobrevivemos apesar de tudo, com saúde, perto dos nossos e fortalecendo laços... que 2021 seja um ano mais suave é o que mais desejo, que ele traga a vacina que tanto queremos e com ela, um pouco mais de tranquilidade para que possamos ao menos, abraçar quem amamos, para que possamos estar junto aos amigos com mais frequência... mas, por enquanto, os abraços continuam virtuais e a vida, segue esse “novo normal”.

Fiquem todos bem, com saúde... é o meu desejo para o 2021 de todos.

 

Bjo Bjo

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Os Reflexos da Pandemia



Bom Dia Pessoal, tudo bem com vocês?
Ando meio bem desaparecida daqui.... mas nesta semana que passou senti a necessidade extrema de escrever um pouco para extravazar.
Foi um texto escrito em vários dias e ouso dizer, ainda incompleto, por isso ele começa com data retroativa.
Vamos lá?



Hoje é dia 10 de maio. Hoje fazem 52 dias que estou em casa em função desta Pandemia.
Minha quarentena se iniciou em 20 de março, e na minha cabeça, ainda no final de março as coisas já teriam "se ajeitado" e eu voltaria ao trabalho e minha filha para a escola e nossas vidas voltariam ao normal, vendo meus pais, estando com os colegas de trabalho e amigos, podendo visitar shoppings e mercados sem medo.

Primeiro dia em casa.... vamos trabalhar? Levei um dia inteiro para conseguir fazer o acesso ao sistema da empresa para o famoso "home office".

No começo, achei sensacional poder trabalhar de casa e poder ter mais tempo com a minha filha. Na prática, percebi que não seria tão simples assim.

Ingenuidade a minha achar que conseguiria trabalhar 8 horas por dia (seguidas) e ter 1h30 de almoço e fazer comida, cuidar da filha, levar o cachorro fazer xixi....

Na prática, você tem que parar no meio de algo que requer toda a sua atenção, para atender a sua filha que não consegue pegar/abrir/puxar um brinquedo ou qualquer outra coisa.

Na prática, você tem que se preocupar com o almoço e a janta, e isso tem que ser feito "durante o expediente".

E as louças na pia?! Elas tem o poder da multiplicação. Você lava e em segundos aparece mais.
E a criatividade para o cardápio?! Todo dia tenho que pensar em algo "novo" para fazer, pois não é só a criança que tem que comer, o marido, que chega tarde da noite em casa, ele também precisa e quer comer e quer variedade, claro... afinal, trabalhou duro o dia inteiro, já que a empresa que trabalha não parou com tudo o que está acontecendo.

E a boba aqui achou que ia dar tempo de ler, escrever, de atualizar o blog com mais frequência para não parecer um blog abandonado.... mas mais uma vez, que "bobinha" que eu fui.

Mas uma coisa é certa, apesar de super cansativo tanto para mim quanto para a Maria que já está cansada de ficar dentro de casa, sem ver os amiguinhos da escola, sem poder correr por ai, é muito bom acompanhar o desenvolvimento dela. Ver o comportamento mudando, amadurecendo, o "gênio" ariano do serzinho se manifestando cada vez mais. Acompanhar suas vitórias, suas conquistas... as frases completas, os beijos e abraços mais fortes e carinhosos.

Ajudar a levantar dos tombos, beijar os dodóis pra sarar mais rápido. Vê-la dormir (menos do que eu gostaria) no meio da tarde das maneiras mais engraçadas. Se eu tentar dormir de qualquer um dos jeitos que ela frequentemente dorme, nunca mais ando kkkkkk

E também, "decorar" todos os episódios da Masha e o Urso, Chip e Potate, Caillou, entre outros....ai ai! 

Também é bom por descobrir alguns dons culinários que eu não imaginava ter... cada comidinha gostosa que tem saído por isso! Pena que com essas delícias, venha também o peso que já aumentou muito mais do que eu gostaria.

Não tenho vontade e nem tempo para exercícios, mesmo em casa. 

Sabe, nunca, em toda a minha vida, eu imaginei que vivenciaria uma situação como essa. Mas também, nunca imaginei que seria "bom" tudo isso.

Tem sido um tempo para conhecer melhor minha filha, meu marido e até o cachorro.... mas também, a mim e às minhas limitações e à situações que eu achava que estavam "vencidas e superadas" e que ainda incomodam... Nossos limites estão sendo testados diariamente para mostrar que somos humanos, que temos sentimentos e que o contato físico e a "liberdade" nos é tão importante e antes, tão pouco valorizada. Neste tempo, cansamos, choramos, achamos que não vamos dar conta, que etsá tudo errado, para logo depois perceber que é um momento de aprendizado e que, acima de tudo, vai passar.... então, não podemos desistir, é momento de união (distante, por mais estranho que pareça), o negócio é ficar em casa, respeitar as orientações dos órgãos competentes e saber que um dia melhor está por vir.

E vocês, como estão se virando com tudo isso?

Vamos conversar???

Bjo bjo