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terça-feira, 25 de julho de 2023

Deixe-me Ir

 


Sinopse: Em Deixe-me ir, segundo romance de Daniela Sacerdoti, a autora conta a história de Inary Monteith, uma editora que vive em Londres. Quando a irmã caçula encontra-se entre a vida e a morte, as coisas se tornam mais difíceis para Inary do que ela poderia imaginar. Após dormir com Alex, seu melhor amigo, ela o deixa de coração partido e viaja às pressas de Londres para a Escócia para cuidar da irmã doente.

Em sua cidade natal, Inary tem de lidar com emoções intensas e lembranças dolorosas das quais tenta fugir. Enquanto procura se esquivar dos sentimentos confusos que sente por Alex e redescobre seu passado ao lado da família, ela misteriosamente perde a voz e readquire um sexto sentido da infância: a capacidade de ver espíritos. E quando uma voz do passado fica ecoando em sua mente “Leve-me para casa”, ela percebe que para libertar a si mesma é preciso desvencilhar-se dos fantasmas passado.

 

 Oi pessoal, tudo bem com vocês?
Cá estou eu com nova leitura... uma no meio da Saga do Mickey Bolitar, pois não tinha encontrado os outros livros então precisava saciar minha fome de leitura e iniciei este livro!

Inary é uma jovem editora que tem o sonho de ser escritora.... sempre escreveu, desde que se conhece por gente, mas só sua irmã mais nova, Emily,  é que leu alguns de seus manuscritos até hoje. Ela nunca teve coragem de enviar a algum editor... Vive em Londres e é editora (ironia do destino), lendo os livros de outros autores e aspirantes. Além disso, “sofre” por uma desilusão amorosa e por ter um novo amor e ter medo de se abrir e isto estragar sua bela amizade.  Assim ela vive uma vida “superficial” e deixa que as águas corram. Porém, sua irmã mais nova é doente e a doença se agrava, por isso ela precisa voltar à Glen Avich, na Escócia, sua terra natal, onde não é muito bem recebida por Logan, seu irmão mais velho e que ficou com os cuidados da irmã doente depois do falecimento de seus pais e da partida de Inary. E quando sai de Londres, ainda deixa por resolver outra questão... ela acaba cedendo aos encantos do seu melhor amigo, Alex, por quem está apaixonada, e depois de uma linda noite de amor, ela “sai correndo”, dizendo que tudo aquilo foi um erro e que devem ser somente amigos.

Estando em Glen Avich, ela convive com sua irmã em seus últimos dias... com sua morte, Inary tem um grande trauma, perde a voz.... e assim, passa a se comunicar apenas por gestos e  escrevendo... e além disto, ela redescobre um dom que tinha perdido na infância.... ver espíritos. Dom que foi o motivo de sua desilusão amorosa do passado.

E em sua cidade natal, Inary vive e revive muitos sentimentos, não falar até parece que a ajuda a “se encontrar” de certa forma e ao final, fazer as peças se encaixarem.

Existe uma linha da história que se desenvolve sobre a sobrenaturalidade de Inary, e como ela ajuda a desvendar um desaparecimento de muitos anos atrás.

É um romance fofinho, que desliza por nossos olhos..... vale a leitura.

Mas e ai, vocês conhecem este livro? Já leram?
Vamos conversar?

 

Bjo bjo

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Então, noivamos...



E cá estou eu para compartilhar com vocês um pouco da minha vida... um pouco das experiências pessoais que temos e que só nos fazem crescer e aprender a cada dia.

E quem diria, a Mel noivou.... e vai casar, sim senhor! (Pra quem achava que isso não iria mais acontecer pois passei do tempo, tá ai hehehe)

Minha vida está passando por mudanças “radicais” desde dezembro do ano passado... primeiramente, foram 09 meses que vivi só... no “meu apertamento”, mas que era a minha cara e super aconchegante.... até que a vida resolveu me presentear com alguém disposto a compartilhar tudo.... uma casa, as contas, as alegrias e tristezas, enfim, compartilhar a vida... e até um dog, kkkkkkk, então, vamos lá né, encarar esta nova fase da vida... a vida de casada.

Oficialmente ainda não, mas já estamos providenciando isso também.

E quando resolvemos morar juntos, começou tudo de novo... procurar um lar... um lugar para morar, para dividir a vida... e não é que o primeiro que vimos era exatamente o nosso número?! Bora lá correr atrás da papelada pra poder alugar... e daí contar com a ajuda sempre carinhosa dos amigos para fazer aquela super mudança no fds.... bem naquele que eu viajei (Roberto, Aquino, vocês foram ótimos, muito obrigada)!

E quando a pessoa volta de viagem, já volta na casa “nova”.... uma casa grande, que só na sala caberia todo o outro “apertamento” hehe... Nos primeiros dias, eu até cansava de andar por toda ela, imaginem só.

E já completou um mês que estamos lá e não está nem perto de organizar tudo... sempre tem algo à ser feito, sempre tem algo para limpar, arrumar, colocar no lugar, ou trocar de lugar... mas aos poucos está ficando tudo com a nossa cara... do nosso jeito.

Mas quero compartilhar aqui com vocês também, a experiência de viver com alguém... com alguém que não é parente hehe... nem pai, nem mãe... uma pessoa totalmente diferente de você, com comportamentos e costumes distintos.

Não vou dizer que é fácil... mas também não é tão difícil assim... interessante é viver o que sempre disse à todos os amigos próximos que se casaram... “casal, antes de mais nada, se respeitem e respeitem o espaço do outro e tem tudo pra dar certo”. E olha a Mel aqui, tentando colocar em prática o conselho que dá para os outros...

Cada dia é um aprendizado, uma novidade, uma situação diferente que nos faz aprender... principalmente, a respeitar o outro e o seu espaço (repetitivo né, mas é tão real que tem que ser repetido mesmo).

Ah, a vida muda sim, e muito quando você divide a casa e a vida com alguém... do que eu sinto falta? Talvez de ler mais, escrever mais, de ver os meus seriados e filmes... o que é novo e é muito bom? Ser recebida em casa todos os dias com um beijo, um abraço, um eu te amo, um almoço delicioso ou um café da tarde muito bem preparado. Além dos pulinhos e lambeijos do nosso Bolinha, cachorrinho que adotamos a alguns dias (mais uma coisa em que concordamos e compartilhávamos o desejo). E tem muitas outras coisas boas, que se for pra escrever, vai faltar espaço por aqui! 

Enfim, todo dia um aprendizado, todo dia uma coisa nova, às vezes aqueles questionamentos se é a coisa certa a fazer.... questionamentos que faço ao Kadu também, mas que na real, talvez nunca tenham uma resposta, pois é necessário viver um dia de cada vez, sempre pensando no futuro claro, mas vivendo aquele dia de forma que as dificuldades se transformem em crescimento, em amadurecimento, para que o relacionamento perdure.

Bom, acho que é isso... então a Mel está noiva, morando junto, com direito até a um cachorrinho e sim, ela vai casar... e está muito feliz, obrigada!

E vocês, como vai a vida? Espero que tão bem quanto a minha, senão, melhor! É o que desejo à todos vocês... uma vida feliz e plena, cheia de conquistas, realizações e aprendizado diário!

E é isso, vamos conversar?
Bjo bjo

sábado, 10 de junho de 2017

Free Force



Hello People! 

Quanto tempo sem aparecer por aqui né? Mas é que realmente não andava conseguindo tempo para parar e escrever e também os últimos dois livros que li não me inspiraram pra escrever.

Mas agora estou em férias, em um lugar super fofo e tranquilo, então além de tempo, veio a inspiração para escrever.

Como algumas pessoas que me acompanham pelo face já sabem, no último final de semana de maio eu fui para Bombinhas para participar do 3º Pedal Free Force. Em dezembro do ano passado participei do 2º à convite do amigo Fabio, e quando soubemos deste, já deixamos previamente combinado que iríamos.


Conseguimos “montar” uma equipe “perfeita”... conseguimos um sobradinho mara por um preço camarada... e na data combinada, embarcamos para mais esta aventura de pedal. 

O Fabio conseguiu a van “emprestada” e fomos todos juntos... 6 pessoas, 6 bikes, malas, mochilas, comida e muita alegria no coração.

Uma viagem tranquila, com muita risada, boa conversa e diversão.

E quem é essa nossa trupe?”  Carlinha, Fabio, Lu Maia, Lu Santos e Luis, além de mim, é claro. Como disseram lá, fechamos, grupo de amigos, pessoas boas, e em quem confiamos.





  
 
 Chegamos em Bombinhas na hora do almoço. Paramos para comer no centro da cidade e rumamos ao nosso lar temporário.

O sobradinho super fofo e com todo o espaço que precisávamos era bem perto do lugar do evento.

Ajeitamos um pouco as coisas e fomos buscar nossos kits para o evento. A intenção era ir pedalando, ou até a pé, mas quem disse que a chuva deixou? Então borá de van... rumo ao Nickos que era o lugar da entrega dos kits e da partida para o pedal no domingo cedo. 

Como chegamos lá antes do horário de liberação dos kits, ficamos conversando no bar/restaurante, fomos molhar os pés na água, ver um pouco da paisagem, que mesmo cinza faz nossas energias se renovarem. Praia é tudo de bom. 

Aos poucos os ciclistas começaram a chegar e foi aumentando o número de pessoas no aguardo.

Aqui cabe dizer que houve um pouco de desorganização por parte da Equipe Free Force. Apenas duas pessoas para entregarem os kits, num quiosque minúsculo e sem iluminação adequada. 

E de repente, mesmo com toda aquela chuva, muitas e muitas pessoas “brotaram” do chão e virou uma bagunça só a entrega dos benditos kits. Quando consegui pegar o meu, já procurei sair do meio do fervo, e voltar para o bar, onde abri a minha mochilinha e constatei que não tinha a pulseira, nem a plaquinha da bike. Logo a Lu Santos apareceu e confirmamos que na mochilinha dela também não tinha. Achamos estranho, mas enfim... provei minha camiseta, vi que tinha ficado boa e ali ficamos. Como o povo não voltava lá da entrega, voltamos e verificamos que eles tinham esquecido de nos entregar a pulseirinha junto com a placa da bike. Mais uma bagunça, pois como eles não encontraram as nossas, nos entregaram placas sem os nomes e números... mas antes ter assim, do que não ter, afinal a pulseirinha é que dava acesso ao almoço. Como a plaquinha estava sem nome, não tive vontade de colocar na bike... então guardei. 

Enfim, depois desse “stress”, fomos até um mercado pegar algumas coisinhas que sentimos falta e voltamos pro sobrado. Ajudei a Lu Santos com nosso jantar... macarrão de panela de pressão. Ficou uma delícia... tomamos um vinho para harmonizar (que chique, kkkkkk). Depois da janta super batemos papo, demos risada, escolhemos nossos quartos e arrumamos as coisas para dormir, afinal tínhamos que pular cedo da cama. 

Como a entrega dos kits foi meio bagunçada, achamos por bem tomar café da manhã em casa mesmo, pra não correr o risco de ficar sem comer e passar mal durante o pedal. Como o tempo ainda não estava colaborando, fora as subidas fortes do caminho, resolvemos ir de van até o ponto de partida. 

Pouco depois do horário programado,deu-se a largada. Apenas para o passeio, pois devido a grande chuva da noite, acharam conveniente cancelar o desafio, que seria no Morro da Tainha. Tudo por uma questão de segurança dos ciclistas, o que achei bem prudente da parte da organização. 

Mas e quem disse que o passeio seria susse? Lembram das subidas que evitamos indo de van? Pois é... tivemos que seguir por elas... hehe... subidas realmente fortes. Mas tudo bem, faz parte... como eu sempre digo, nada que não deixe as pernas mais gostosas, kkkkkkk! Tudo bem que tive que descer diversas vezes e empurrar, mas faz parte... o importante foi aproveitar o passeio, admirar a paisagem, conhecer gente nova. Foi legal pois a maior parte do pedal conseguimos fazer com a nossa turminha... hora todos, hora 2 ou 3, mas sozinha não fiquei em nenhum momento. 

E melhor que isso, diferentemente de Pomerode, onde terminamos o desafio 2h depois do tempo previsto, dessa vez conseguimos terminar junto com todos... muito bom, muito feliz com isso. 

Felizes, fomos guardar as bikes e almoçar. O almoço correu bem, estava organizado e rapidamente pegamos a comida e encontramos lugar para sentir. A comida era simples, mas bem saborosa. 

Ainda ficamos lá durante a apresentação de manobras com bikes, de hip hop e também nos sorteios (infelizmente não ganhamos nada, hunf). 

No retorno ao sobrado, tomamos aquele banho esperto, descansamos e pegamos a estrada para o nosso retorno à casa.

Até “entregar” todo mundo e ser “entregue”, cheguei em casa quase meia noite... mas valeu cada minuto este final de semana de mais superação, conquistas, amizade, de conhecer gente e lugar novo. Pedalar realmente é algo que me faz muito bem. 

E que venha dezembro.... para o 4º Pedal Free Force! Bora lá?

E vocês, já fizeram algum pedal Free Force? Vamos conversar?

Bjo Bjo

quinta-feira, 30 de março de 2017

A Teoria de Tudo

Eu sei que pra variar estou bem atrasada, mas só agora que liberou no netflix o filme, então vamos assistir hehe!

Enfim, hoje eu quero falar com vocês sobre o filme “A Teoria de Tudo”, filme baseado no livro de mesmo nome (livro escrito pela primeira esposa do protagonista), filme biográfico que conta a história, ou pelo menos parte dela, da vida do chamado “gênio”, o físico, Stephen Hawking.


 Ao ler diversas resenhas para escrever aqui no blog, observei muitas críticas ao filme. Eu não li o livro, então não sei se ele foi fiel ou não a história escrita, porém, eu me encantei com o filme. Mesmo as pessoas tendo dito que ele era voltado apenas para o primeiro matrimônio de Stephen e dizendo que romantizaram demais tudo. Mas vamos combinar, é um filme, é baseado em e não fidedigno.... então tem que ser comercial, certo? E se romantizar o torna comercial, então...

Bom, o filme é de 2014,  mas só essa semana eu o assisti.  E eu realmente gostei do que vi.

É muito importante aqui, ressaltar a atuação de  Eddie Redmayne como o protagonista. Ele realmente se transformou para fazer o papel e chega a incomodar a interpretação do ator. Na minha opinião, uma das melhores atuações que já vi por ai. Seus movimentos e expressões quando a doença começa a acomoter Stephen, a debilidade física que o assola, aff, muito bom mesmo.

Mas vamos a história do protagonista e também ao filme. Stephen Hawking é o autor da teoria sobre os buracos negros. Brilhante desde muito jovem, tem o diagnóstico precoce de uma esclerose lateral amiotrófica – ELA (doença incurável que leva à perda dos movimentos), que o fez perder os movimentos das pernas, braços, entre outras coisas, deixando seu corpo “preso” em uma cadeira de rodas.

Ao ser diagnosticado, o médico lhe dá apenas 2 anos de vida, porém, contrariando todas as expectativas, ele teve uma vida praticamente normal(logicamente, dentro das suas limitações). Casou, teve filhos... e dentro de tais limitações, conseguia até cuidar dos seus filhos.


E a história discorre sobre suas teorias e descobertas, e seu relacionamento... com todos os altos e baixos de um relacionamento, principalmente com alguém tão debilitado.

Em determinada altura de sua vida, Stephen entra em coma e sua esposa, Jane, contrariando todos os pedidos médicos, pede para reanimá-lo. Para que isso acontecesse, foi necessário fazer uma traqueostomia que o deixou mudo... então, além dos movimentos seriamente comprometidos, agora Stephen não falava também.

Porém, isto não foi impeditivo para que continuasse sendo brilhante. Com a ajuda de um computador acoplado a sua cadeira de rodas, ele conseguia se comunicar através de uma voz robótica, porém, conseguia assim, continuar com a sua vida praticamente “normal” se assim podemos dizer.

A doença, em nada prejudicou o seu cérebro e ele continuou sendo um homem brilhante, inteligente, que desenvolvia teorias (e queria sempre prová-las fatos) e escrevia livros... além de ministrar palestras sempre lotadas com pessoas que queriam aprender com ele.

É interessante observar a relação de Stephen com a sua esposa... primeiro pois aquela moça linda se apaixona pelo nerd da turma, contrariando o que todos “achariam normal”. Depois, pois a sua dedicação ao marido quando sua saúde fica mais e mais delibitada é lindo de ver. Ela realmente vive em função dele, de cuidar, de apoiar, de ajudar em tudo o que era possível para que sua vida fosse boa, confortável.

Não que ela não se cansasse ou ficasse triste e desanimada, mas o amor era maior que isso... pelo menos até um ponto da vida, quando ela percebeu que ele também já não a amava mais... e assim eles se separaram, mas certamente essa mulher tem lugar garantido no céu hehe! Ele casa-se novamente (com sua cuidadora), e ela se envolve com um homem que já tinha feito parte de suas vidas anteriormente e tinha se afastado.

O filme acaba, mas a vida do protagonista não... então, vale a pena ler sobre ele, pois afinal de contas, é alguém que faz a diferença conhecer.

Ah, é importante dizer que o meu texto foi baseado no filme assistido, mas também no site:

E vocês, já viram este filme? Conhecem a história de Stephen Hawking?


Vamos conversar? 
Bjo bjo

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

2º Pedal Free Force em Pomerode

E neste final de semana eu vivi mais um daqueles momentos perfeitos... e foi um momento perfeito cheio de superação e parceria que só o pedal consegue proporcionar para nós!

Eu participei do 2º Pedal Free Force em Pomerode, a convite do querido amigo Fabio! Simplesmente SENSACIONAL!!!!

Um daqueles momentos que só vivendo mesmo para poder descrever as sensações (e acho que nem assim a gente consegue descrever realmente)... pois é um misto de cansaço, desespero, dor, mas também de superação, parceria, alegria... foi uma experiência única.

Fomos no sábado a tarde para lá e chegamos já no início da noite, pois pegamos bastante trânsito. Ao chegar na Pousada apenas deixamos nossas coisas e fomos nos encontrar com o pessoal que já estava na cidade para jantar e tomar um chopp para relaxar. Comi uma batata recheada com linguiça blumenau que era dos deuses, hehe!

De volta à pousada um banho relaxante e cama, pois deveríamos “pular” cedo da cama.

O desafio tinha saída programada para às 8h, mas desde às 6h o kit já estava sendo entregue e como não deu tempo de pegar no sábado, fomos bem cedinho para o Pavilhão de Eventos pegar o nosso. Aproveitamos para tomar café por lá, já que o horário de café da Pousada era mais tarde e não conseguimos forrar o estômago antes de sair.

Comi uma (ou várias) cuca de banana pra ter energia para encarar os 40 km que viriam pela frente e que eu nem imaginava como seriam.

Pouco depois das 8h partimos... quase 900 pessoas inscritas para o Desafio, destas, aproximadamente 200 mulheres, e eu era uma delas! =D

E foi dada a largada, hehe... lindo de ver aquele mar de bikers. Muitas e muitas bicicletas, de todos os tipos e modelos possíveis e imagináveis, das mais simples até as mega sofisticadas, muitas e muitas pessoas, das mais preparadas e atletas, até aquelas com pouca experiência (como eu).

Enquanto a gente estava no asfalto, paralelepipedo e estrada de chão, mas era plano, tudo bem... mas a hora que chegou na subida, vi muito neguinho dando meia volta e retornando ao Pavilhão de Eventos. E não era uma subidinha não, era uma subida master blaster power... e não eram assim alguns metros, eram vários quilometros... e ela não era a única... tinha mais e mais pra frente.

Respirei fundo, contei até três e bora lá, kkkkkk... até encontrei os colegas Mauri e Neia na subida, mas como eu não tenho resistência, perdi eles já no início... Fui até aonde eu aguentava, não foi muito não sabe, mas foi bastante pra mim. Daí desci da bichinha e fui empurrando... quando nem empurrar era mais possível o amigo Mauro fez a gentileza de empurrar a minha bike um bom trecho. Mas um bom trecho mesmo, fiquei até com vergonha, pois eu nem conseguia vê-lo lá na frente.

Tentei levar mais um pouco e como vi que não ia rolar, pedi “arrego” para o carro de apoio e fui até uma altura do percurso. Lá desci e me garantiram que iríamos, mais a frente, seguir por um trecho plano, que não precisaria fazer o percurso pelo Morro do Saco. Então fiquei “feliz” e retonei o pedal. Mas quando chegou no local onde seria para seguir este novo caminho, informaram que o desvio seria de muitos kms e que o ideal era subir o morro mesmo. Então, sabendo dos meus limites e para não estragar a festa dos que estavam comigo, revolvi voltar para o carro de apoio. Fui nele até acabar toda a subida. Passava eventualmente pelo Fabio que resolveu seguir com a bike... ficava preocupada cada vez que o via com cara de “morto” kkkkkk... mas ele estava lá, firme e forte, um orgulho, me garantindo sempre que estava “bem”.
Quando chegou no trecho que mais para frente se iniciaria a descida, peguei a bike, esperei o Fabio e seguimos... mas e quem disse que descer era mais fácil? Descida hard também. Estrada de chão com pedrinhas (e pedronas) soltas, bike dançandinho e a ponto de tombar. Grandes emoções, algumas derrapadas, uma quase caída, alguns arranhões, agradecimentos especiais à menina do Divas da Bike de Joinville que segurou a minha bike senão o tombo seria feio.  Neste trecho também encontramos uma menina desfalecida, tinha perdido o controle da bike durante a descida e bateu com as costas no chão, tenso, mas foi atendida pelo SAMU e SIATE, e até onde sabemos, fraturou costela, mas passa bem.

E bora continuar descendo, testando os freios da bike e sem se distrair muito, apreciar a vista... alguns lugares dignos de cena de filme.

Quando chegamos no terreno plano eu nem acreditava... fiquei tão tão feliz que quase chorei hehe! Mas ainda faltavam vários kms para finalizar o desafio... então tocamos pra frente... corre lá, ou melhor, pedala Mel. Pegamos BR, onde deu pra ganhar certa velocidade apesar das pernas cansadas.

Chegando ao Pavilhão de Eventos, procuramos nossos companheiros de desafios e foi muito gratificante ver a cara de alegria do Mauro quando nos viu... pois nada nada, terminados o percurso 2 horas depois do horário previsto para o término de desafio. Mas o importante é que finalizamos. Morta com farofa literalmente... cansada, esgotada, mas feliz, muito feliz. Pela experiência, por conhecer uma nova cidade, pelo convite, pela parceria, pelos novos amigos feitos, enfim,  pelo conjunto da obra.

Só tenho a agradecer pelo convite e espero poder participar de outros eventos assim... mas da próxima vez, vou me preparar adequadamente para finalizar com melhor tempo e fazendo todo o percurso sem pedir arrego para o carro de apoio, hehe! =)






 Mas e vocês, participaram do 2º Pedal Free Force ou de algum outro desafio como este? Como foi? Vamos conversar?

Bjo Bjo