segunda-feira, 17 de julho de 2017

As Mudanças da Vida



Agora estou aqui para falar um pouco sobre as mudanças que ocorreram na minha vida nos últimos seis (sete, ou oito) meses. 

Como alguns sabem, em novembro do ano passado, eu resolvi que era hora de partir da casa dos meus pais... tentar ser um pouco mais independente e tomar pose da minha vida de vez. 

No começo a procura por um lugar foi bem difícil, não queria sair do bairro, mas os aluguéis excessivamente caros me fizeram ter que ampliar o entorno da procura. Com a ajuda dos amigos e colegas de trabalho, fui visitar vários imóveis, até que finalmente encontrei um bacana, próximo ao meu trabalho e que cabia no orçamento. 

O processo da mudança foi muito doloroso, tanto para os meus pais quanto para mim, e também foi lento, muito lento. Mas no último dia das minhas férias de janeiro, eu tinha me mudado 100%.

Com o básico para a sobrevivência, comecei uma nova fase!

Quando vamos morar sozinhos, temos uma falsa impressão de que tudo será fácil, lindo, florido e tranquilo. Que serão só festas, bagunça e pernas pro ar. Mas não, não é assim não... muito pelo contrário, é bastante trabalho, muitas coisas para organizar diariamente, casa pra limpar, roupa pra lavar, comida pra fazer... mas também tem sim, muitas coisas boas. É o seu espaço, que você organiza quando puder e como quiser. É você aprender que sabe cozinhar sim, e que faz uma comida gostosa... é você terminar de limpar a casa e se sentir feliz e satisfeita pois ela está linda, cheirosa e bem do jeitinho que você queria.... aconchegante... e com cara de lar. 

Claro que tive que abrir mão de muitas coisas por isso!  O dimdim é sempre curto, contado e mais suado do que nunca. Ainda não tenho um guarda-roupas (e nem espaço pra isso), nem um sofá de verdade (sofá cama, eu te amo, mais você sabe que é bem velhinho e já está quase no osso, hehe).


Edit 1: Agora eu já tenho um sofá... e um armário que atende bem como guarda-roupas.


Mas a experiência é maravilhosa... o aprendizado é fabuloso... a relação comigo mesma tem melhorado muito... o amor próprio... o autoconhecimento... cada dia descubro algo diferente, novo e muito bom.

Sim, tem dias que fico triste... sinto falta dos meus pais e da Pepê... do som deles fazendo suas coisas nos cômodos ao lado. Sinto-me sozinha também... tenho medo... mas vou aprendendo a viver e conviver com tudo isso.

Foi uma escolha da qual não me arrependo. Descobri que nós geramos muito, mas muito lixo mesmo, descobri que dá pena de tomar banho e fazer comida depois que a gente deixa tudo limpinho e arrumado. Descobri também que estou crescendo e amadurecendo mais e mais. E que isto é bom, muito bom.

O saldo geral é positivo no final das contas, e assim a vida segue, traçando novos rumos, conhecendo novas pessoas, aprendendo com a vida... vivendo verdadeiramente a alegria e a tristeza de ser quem sou!

Alguns dizem que eu não deveria ter feito isso, outros que a saída foi tardia... eu acho que foi no momento certo.

Viver um dia de cada vez, aproveitando todos os momentos para crescer e ser feliz!

E vocês já passaram por esta experiência? Como foi? Vamos conversar?


Bjo bjo

terça-feira, 11 de julho de 2017

Pedalando por Vila Velha

Oi pessoal... cá estou eu para compartilhar com vocês mais uma dessas experiências maravilhosas que só o pedal pode proporcionar para você.

No dia 11 de junho eu fui pedalar com o pessoal do Bike SJP lá em Ponta Grossa. Pedalamos pelo Parque de Vila Velha, por Furnas e também até a Lagoa Dourada.

Pensem num lugar lindo, num dia lindo, em pessoas suas animadas e felizes.... pois foi assim.

Saimos de São José dos Pinhais com 8 graus... friiiiiio, e já no microonibus fomos fazendo a festa para esquentar. Chegando lá, o sol já brilhava forte... não estava quente, mas o sol ajudava e no final das contas.

E adivinhem como começou o nosso pedal em Vila Velha? Com subida, claro.... hehe! Já pra terminar de esquentar e fazer todo mundo ir tirando as diversas camadas de roupa que estavam usando, kkkkkkk!!!

Eu já tinha ido para lá quando era criança, mas lembro de muito pouca coisa... na realidade, lembro vagamente da Lagoa Dourada, só. Que passeio maravilhoso. Que lugar lindo, uma obra de Deus mesmo, perfeito.

Em termos de quilometragem, nosso passeio foi “curto”, mas em termos de paisagem, subidas e aventura, foi “longo”.

Passamos um dia muito agradável... pedalando, respirando ar puro, em contato com a natureza e ainda finalizamos o nosso passeio com um super almoço em um lugar maravilhoso, cheio de carros antigos e também outros objetos do passado, que me fizeram viajar lá para a minha infância... lá para a casa dos meus avós no Hauer... coração ficou até apertado. S2

Enquanto estávamos lá no almoço, o amigo Márcio, primo da Grasi, que mora em Ponta Grossa, apareceu lá para dar um oi, muito legal.

Enfim, foi um dia abençoado, feliz, saudável... o que só confirma a minha teoria de que pedalar só faz bem... pro corpo, pra alma, pra vida!


Bora pedalar?
E você, já fez um passeio assim? Vamos conversar?

Bjo bjo

Abaixo algumas fotos que retratam este dia mara. 
Crédito de várias das fotos à Fábio Crema - B2F Imagens Aéreas e Cobertura.















quinta-feira, 22 de junho de 2017

Férias da Engorda



E graças ao Groupon, as férias do meio do ano não ficaram sem uma pequena viagem para fugir da selva de pedra em que vivemos.

Todos os anos procuro ir para algum lugar tranquilo, onde eu possa descansar e também conhecer novos lugares. 

Por um momento achei que desta vez não rolaria. Até que o Groupon me apresentou uma boa “promoção”, bem pertinho, de fácil acesso. Entrei no site do hotel, li sobre ele, li o que as pessoas escreveram sobre ele e achei que valia a pena. Pensão completa, três pernoites, para duas pessoas. E na data marcada, busquei a minha companheira de viagens, mamys poderosa, e bora pra aventura. 

Viajar numa segunda-feira logo depois do almoço me parecia uma boa ideia, trânsito tranquilo, mas na realidade, havia bastante movimento de caminhões, mas tudo bem, faz parte. 

A estrada para o acesso ao hotel fica alguns quilômetros depois da entrada de Garuva, aquela que vai para Itapoá, entrando à direita. Seguindo o caminho há algumas placas indicando nosso destino: Hotel Fazenda Monte Crista. 


   
Da entrada até a recepção do hotel, é um bom caminho ainda. Chegamos com o tempo nublado, dizemos o nosso check in, conhecemos nosso quarto e borá dar uma volta de reconhecimento do local.

Lugar grande, estilo rústico. Um pouco mal conservado, é verdade, mas a Carla, funcionária do hotel e extremamente prestativa, explicou que o hotel está a alguns meses sob nova direção e então ainda estão em adaptação.

Fiz uma lista de sugestões de melhorias para eles... desde armários nos quartos, até uma melhor adequação da estrutura da piscina. 

É fato que a estrutura é grande e as adequações são muitas, mas parece que estão realmente interessados em melhorar.

Pontos positivos: o colchão é bom, a comida é MARAVILHOSA, os funcionários, todos, são extremamente atenciosos e prestativos. 

A comida vale um texto a parte... quatro refeições diárias: café da manhã, almoço, café da tarde e janta. A gente mal levanta da mesa e já está na hora de sentar de novo. Comida farta, gostosa, preparada com carinho e com um tempero maravilhoso.

 
Uma pena que o  tempo não ajudou muito, choveu todos os dias e na maior parte de cada um deles. Pelo menos eu pude ler bastante, pensar na vida, escrever para o blog que já estava a mais de um mês sem atualização. Só isso já valeu muito.

Dormir com o som da água do rio bem atrás do quarto... acordar com os pássaros cantando apesar da chuva... isso tudo não tem preço.

Na quarta-feira, a chuva se tornou uma garoa constante, mas mesmo assim, deu para fazermos a trilha até a cachoeira. Caminhada na mata por quase uma hora para chegar em um lugar totalmente abençoado, com uma energia fora de sério. E o mais curioso, com sinal de celular kkkkkk, coisa que não tem no hotel (lá só acesso via wifi). Bom, quanto ao caminho, a trilha... pensem em muita lama, tantos dias chovendo, só podia dar nisso. O trecho até que é bem tranquilo pra fazer, só é difícil mesmo o acesso à cachoeira, uma descida que tem que se apoiar nas raízes das árvores. Mas aquele visual vale qualquer esforço. Aquele som... a água correndo, fechar os olhos e sentir aquela paz. 

 

Voltamos para o hotel louca de felizes e revigoradas com um lugar tão lindo.

Na quinta, dia em que íamos embora, adivinhem? Amanheceu um dia lindo, limpo, e o sol até apareceu... parece piada, mas é real hehe!

Então aproveitamos para fazer a trilha sinalizada, que não precisava de guia. O problema é que em virtude da forte chuva dos últimos dias e de toda umidade que ficou, chegou uma altura da trilha e não encontramos mais as marcações. Por uma questão de segurança, resolvemos voltar. Mas já valeu, pois foi gostoso até onde fizemos.

Tivemos um almoço delicioso (como em todos os outros) e neste dia, a companhia de 20 mulheres de Joinville que foram lá para passar o dia. Foi bem legal, divertido, animado. 

Depois do almoço juntamos nossas coisinhas e de volta para a realidade. Ao hotel, e principalmente à Carla, só tenho a agradecer.  Agora já estou pronta para encarar o restante do ano.

E vocês, já foram para o Hotel Fazenda Monte Crista? Conhecem? Gostaram? Vamos conversar?

Bjo bjo

sábado, 10 de junho de 2017

Free Force



Hello People! 

Quanto tempo sem aparecer por aqui né? Mas é que realmente não andava conseguindo tempo para parar e escrever e também os últimos dois livros que li não me inspiraram pra escrever.

Mas agora estou em férias, em um lugar super fofo e tranquilo, então além de tempo, veio a inspiração para escrever.

Como algumas pessoas que me acompanham pelo face já sabem, no último final de semana de maio eu fui para Bombinhas para participar do 3º Pedal Free Force. Em dezembro do ano passado participei do 2º à convite do amigo Fabio, e quando soubemos deste, já deixamos previamente combinado que iríamos.


Conseguimos “montar” uma equipe “perfeita”... conseguimos um sobradinho mara por um preço camarada... e na data combinada, embarcamos para mais esta aventura de pedal. 

O Fabio conseguiu a van “emprestada” e fomos todos juntos... 6 pessoas, 6 bikes, malas, mochilas, comida e muita alegria no coração.

Uma viagem tranquila, com muita risada, boa conversa e diversão.

E quem é essa nossa trupe?”  Carlinha, Fabio, Lu Maia, Lu Santos e Luis, além de mim, é claro. Como disseram lá, fechamos, grupo de amigos, pessoas boas, e em quem confiamos.





  
 
 Chegamos em Bombinhas na hora do almoço. Paramos para comer no centro da cidade e rumamos ao nosso lar temporário.

O sobradinho super fofo e com todo o espaço que precisávamos era bem perto do lugar do evento.

Ajeitamos um pouco as coisas e fomos buscar nossos kits para o evento. A intenção era ir pedalando, ou até a pé, mas quem disse que a chuva deixou? Então borá de van... rumo ao Nickos que era o lugar da entrega dos kits e da partida para o pedal no domingo cedo. 

Como chegamos lá antes do horário de liberação dos kits, ficamos conversando no bar/restaurante, fomos molhar os pés na água, ver um pouco da paisagem, que mesmo cinza faz nossas energias se renovarem. Praia é tudo de bom. 

Aos poucos os ciclistas começaram a chegar e foi aumentando o número de pessoas no aguardo.

Aqui cabe dizer que houve um pouco de desorganização por parte da Equipe Free Force. Apenas duas pessoas para entregarem os kits, num quiosque minúsculo e sem iluminação adequada. 

E de repente, mesmo com toda aquela chuva, muitas e muitas pessoas “brotaram” do chão e virou uma bagunça só a entrega dos benditos kits. Quando consegui pegar o meu, já procurei sair do meio do fervo, e voltar para o bar, onde abri a minha mochilinha e constatei que não tinha a pulseira, nem a plaquinha da bike. Logo a Lu Santos apareceu e confirmamos que na mochilinha dela também não tinha. Achamos estranho, mas enfim... provei minha camiseta, vi que tinha ficado boa e ali ficamos. Como o povo não voltava lá da entrega, voltamos e verificamos que eles tinham esquecido de nos entregar a pulseirinha junto com a placa da bike. Mais uma bagunça, pois como eles não encontraram as nossas, nos entregaram placas sem os nomes e números... mas antes ter assim, do que não ter, afinal a pulseirinha é que dava acesso ao almoço. Como a plaquinha estava sem nome, não tive vontade de colocar na bike... então guardei. 

Enfim, depois desse “stress”, fomos até um mercado pegar algumas coisinhas que sentimos falta e voltamos pro sobrado. Ajudei a Lu Santos com nosso jantar... macarrão de panela de pressão. Ficou uma delícia... tomamos um vinho para harmonizar (que chique, kkkkkk). Depois da janta super batemos papo, demos risada, escolhemos nossos quartos e arrumamos as coisas para dormir, afinal tínhamos que pular cedo da cama. 

Como a entrega dos kits foi meio bagunçada, achamos por bem tomar café da manhã em casa mesmo, pra não correr o risco de ficar sem comer e passar mal durante o pedal. Como o tempo ainda não estava colaborando, fora as subidas fortes do caminho, resolvemos ir de van até o ponto de partida. 

Pouco depois do horário programado,deu-se a largada. Apenas para o passeio, pois devido a grande chuva da noite, acharam conveniente cancelar o desafio, que seria no Morro da Tainha. Tudo por uma questão de segurança dos ciclistas, o que achei bem prudente da parte da organização. 

Mas e quem disse que o passeio seria susse? Lembram das subidas que evitamos indo de van? Pois é... tivemos que seguir por elas... hehe... subidas realmente fortes. Mas tudo bem, faz parte... como eu sempre digo, nada que não deixe as pernas mais gostosas, kkkkkkk! Tudo bem que tive que descer diversas vezes e empurrar, mas faz parte... o importante foi aproveitar o passeio, admirar a paisagem, conhecer gente nova. Foi legal pois a maior parte do pedal conseguimos fazer com a nossa turminha... hora todos, hora 2 ou 3, mas sozinha não fiquei em nenhum momento. 

E melhor que isso, diferentemente de Pomerode, onde terminamos o desafio 2h depois do tempo previsto, dessa vez conseguimos terminar junto com todos... muito bom, muito feliz com isso. 

Felizes, fomos guardar as bikes e almoçar. O almoço correu bem, estava organizado e rapidamente pegamos a comida e encontramos lugar para sentir. A comida era simples, mas bem saborosa. 

Ainda ficamos lá durante a apresentação de manobras com bikes, de hip hop e também nos sorteios (infelizmente não ganhamos nada, hunf). 

No retorno ao sobrado, tomamos aquele banho esperto, descansamos e pegamos a estrada para o nosso retorno à casa.

Até “entregar” todo mundo e ser “entregue”, cheguei em casa quase meia noite... mas valeu cada minuto este final de semana de mais superação, conquistas, amizade, de conhecer gente e lugar novo. Pedalar realmente é algo que me faz muito bem. 

E que venha dezembro.... para o 4º Pedal Free Force! Bora lá?

E vocês, já fizeram algum pedal Free Force? Vamos conversar?

Bjo Bjo