quarta-feira, 18 de julho de 2018

Ser Mãe é Padecer no Paraíso




Hoje é dia 05/07/2018 e estou começando a escrever este texto. Coloco a data pois não sei se eu consigo terminar hoje, ou mês que vêm hehe... É, agora as coisas são assim... as prioridades se inverteram e foi de um jeito que eu nunca imaginei que aconteceria.

Eu sempre idealizei ser mãe... era o sonho da vida... casar, ter filhos, aquele sonho bem tradicional, de toda “menina”... e ele aconteceu comigo. Tardou, é verdade, mas como dizem, as coisas acontecem no tempo de Deus e não no nosso... então, cá estou eu agora com 38 anos e uma bebê que amanhã (06/07), completará 3 meses. 

Casei... uhuuuuu.... encontrei o louco disposto. Então tudo como “manda o figurino”!

Mas estou aqui hoje para escrever como a vida mudou... primeiro como vocês puderam notar, atualizar o blog ficou 100% esquecido.... depois, a minha vida deixou de existir para dar lugar à vida da minha filha... dizem que com o tempo algumas coisas voltam para o lugar (tomara), mas por enquanto é bastante mudança para se adaptar.

Bom, tudo começou a mudar quando descobri que estava grávida, mas nem de perto eu imaginava que na verdade as mudanças mesmo começariam depois de ouvir aquele primeiro choro, na sala de parto... aquele choro que provavelmente dava para ouvir no hospital todo, pois a bichinha tem pulmões bem “potentes” hehe!

Então, tudo realmente mudou no dia 06 de abril de 2018, às 10h38, quando veio ao mundo Maria Alice Grigowski Chagas, pesando 3,340 kg, e medindo 48 cm. Uma menina linda, cabeluda e bem, bem bocuda. Dava para ouvir a bichinha gritando longe, lá onde as enfermeiras estavam fazendo sua higienização e troca. 

Fiquei mais de uma hora aguardando para ir para o quarto... e nesse meio tempo, levaram minha menina duas vezes para mamar, pois ela chorava muito e as enfermeiras entenderam que deveria ser fome.

Que sensação mais ambígua essa de amamentar. Primeiramente, quando você ainda está dopada das anestesias....  sim, anestesias, pois devido a pré-eclampsia e uma diabetes gestacional, Maria veio ao mundo através de uma cesária e não do parto normal como eu gostaria... mas quem disse que isso importa? O que importa era a saúde dela, a minha... então, que seja cesária.

Depois de chegar ao quarto, ainda levou um tempo para levarem o meu pequeno pacote para lá...me deram banho, fizeram eu comer... ou isso foi depois? Já não lembro mais... muito do que aconteceu no hospital, hoje é um borrão para mim... a anestesia me fez muito, muito mal.

E lá veio a minha filha... tão lindo escrever isso, “minha filha”... então lá veio a minha filha... tipo: toma que o filho é seu, se vira... amamente, troque, dê carinho, amor.... Ah, socorro.... o que eu faço com isso? Onde é o botão de desliga? Essa criança não pára de chorar... tem algo errado! Socorro!!!
Por que eu estou aqui mesmo? Toda aquela teoria lida em pouco mais de 8 meses caindo por terra.... a realidade é muito diferente. 

E lá vem a enfermeira com uma caixa de remédios para mamãe... e... mamãe, vamos furar o pé da sua filha mil vezes para medir a glicose.... e vamos tirar todo o sangue dela para o teste do pezinho... e, poc, ela está de brinco e chegou a hora de ir para casa... para casa da vovó, é claro, pois não dá para ficar sozinha nesses primeiros dias com zero de experiência materna.

Vamos lá virar a casa da vovó e do vovô de cabeça para baixo... acabar com a rotina deles. Por que não é que vai um bebê para casa da vovó... é uma nova mãe completamente sem experiência, um bebê tentando se adaptar ao mundo, um marido que também é pai fresco e não sabe nada de nada e um cachorro que percebeu que tem algo “errado” pois de repente ele deixou de ser o centro das atenções e perdeu aquele colo de todo dia.

E os dias passam e o aprendizado vêm em cada banho, cada troca de fralda, cada ninar,cada colinho, cada noite mal dormida, cada noite não dormida... e o tempo passa e você já começa a ser cobrada: você tem sua casa... vamos para nossa casa.

Mas e o medo de encarar tudo sozinha, a gente faz o que com ele? Socorro de novo!

Então, a mamãe “fresca” coloca tudo dentro do carro e “volta para casa” que na verdade é seu novo lar, pois em meio a toda turbulência que é ser mãe, ela ainda resolve se mudar por motivos que nem vem ao caso. E o seu novo lar ainda não é um lar de fato... tudo virado, bagunçado, fora do lugar... eu não acho nada, não sei onde estão as coisas... e mais uma vez... socooooorro! 

Mas o dia a dia faz tudo começar a se encaixar... a filha dorme no seu bercinho dentro do seu quarto já na primeira noite, que lindo! É isso ai, nada de dormir com os pais... E no dia seguinte, o que acontece? Sobe o bercinho sobressalente, coloca no quarto dos pais... melhor ter ela por perto a noite.... Ah, mas ela não dorme na cama, só no berço, certo? Errado, algumas noites, por mil motivos diferentes, você coloca sim a sua filha na cama dos pais e ainda abraça ela, pra proteger mesmo, indo contra o que todo mundo fala por ai sobre isso. E ela dorme a noite toda, enquanto você fica acordada, com medo de algo dar errado... não tem problema se o seu braço formiga, amortece, essas coisas não tem problema, você nem sente no dia seguinte.

E falando em nem sentir, pra que coluna e joelhos saudáveis né?! Quanto mais a pequena cresce, em saúde e beleza, mais pesada fica... e gosta de um colo essa danada. 

Berço, carrinho, bebê conforto, sofá, tudo isso tem espinho... e aff, é um perigo, só no colo que eu tenho segurança mamãe.

E assim você embala a pequena, enquanto acompanha pela tela do celular, o desenrolar da vida alheia, vê os amigos indo naqueles pedais maravilhosos que você sempre quis ir, vê os seus amigos superando limites... ir até o pedágio agora é fichinha (pra eles)... e você nunca foi... e o coração fica apertado pois você se sente mal, por se sentir mal, por ter digamos “inveja” dos amigos... ué, não era você que queria ser mãe? Ser mãe é abrir mão de tudo, é padecer no paraíso... sim, é verdade... eu amo ser mãe, mas isso não me impede de sentir falta da vida que eu tinha.... das coisas que eu fazia... até a vida de casal muda, e muito... e os cuidados que precisamos ter para não ruir aquele amor eterno que agora fica abalado por causa de um serzinho tão pequeno.

Vida difícil minha gente, mas tudo é compensado quando ela me olha e abre aquele sorrisão lindo, toda simpática... e agora já começou a “conversar” sabe... fala tanto que chega a dar soluço.

E é linda, perfeita, e me faz muito feliz.

Dias difíceis são compensados com outros mais suaves... e assim vamos levando um dia de cada vez, com muito aprendizado e vibrando com cada conquista dela... diz que um dia as coisas “voltam ao normal”... e enquanto esse dia não chega, vamos vivendo do jeito que dá mesmo.

E não é que consegui escrever tudo hoje mesmo? Isso porque ela está dormindo, dormindo tanto que já estou ficando preocupada, veja se pode.

Alguns dizem, aproveita pra dormir também... tem dias que eu até faço isso, mas na maioria das vezes, tem roupas para lavar, casa para limpar, roupas para passar, comida para fazer.... e essa é a tarefa mais difícil, cozinhar... e, em consequência, tenho me alimentado meio mal, meu almoço muitas vezes é pão ou miojo, que é mais rápido, porém, nada saudável para quem amamenta. Mas com o tempo creio que dará mais tempo de cozinhar e comer melhor.

Bom, acho que por enquanto paro por aqui... vou ali dar uma olhada no meu “pacotinho de amor” e volto logo (espero).

Ah, hoje já é dia 18... então, vejam quantos dias demorei para conseguir digitar o texto escrito... e mais uma vez, porque a pequena está dormindo... e mais uma vez, dormindo tanto que já estou ficando preocupada, kkkkkk

É meus amigos, essa é a vida de mãe.... e ela é MARAVILHOSA, apesar de tudo.

Beijos para vocês e até a próxima!!!!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Balanço 2017



E ai pessoal, tudo bem com vocês?
Depois de algum bom tempo ausente, cá estou eu para atualizar vocês das coisas e também fazer um balanço do ano que passou...
2017 acabou e com ele, o ano que mudou a minha vida... sim, mudou.
2017 foi o ano do aprendizado... foi o ano que sai de casa e conquistei a minha independência. Ano em que vivi 9 meses no meu cantinho, aprendendo diariamente, vivi “sozinha” e cada dia descobria algo novo que me fazia crescer como pessoa. Foi também, o ano que encontrei o amor verdadeiro... amor que eu já não imaginava mais ser possível em minha vida. Eu finalmente “arrumei um louco disposto” hehe...
Sim, alguém que quis constituir uma família comigo. Foi o ano em que eu engravidei... foi o ano em que eu casei... mudanças? Sim, foram muitas... Aprendizado? Sim, diário.
Então, como eu desejei no post do balanço de 2016 para o ano de 2017, foi um ano realmente novo, em alguns aspectos difícil, mas no final das contas, maravilhoso, um ano MARAVILHOSO.
Mas vamos lá para o tal balanço que eu faço anualmente... este ano bem mais “fraco” que nos outros, mas é porque a vida mudou 100%.
A começar pelas atualizações do blog, que no ano passado ficaram em 22 postagens, bem menos que no ano anterior, ou seja, a primeira promessa de ano novo do ano passado não foi cumprida, pois não consegui manter a média de 3 a 4 posts mensais. Na realidade, de outubro até dezembro não postei nada.
Já quanto aos filmes e seriados vistos, foram 306 (só 02 no cinema, muito caro hehehe), pouca coisa menos que no ano anterior... e só consegui manter uma boa média, pois o marido adora um seriado e também, pois agora temos uma TV que dá pra ver netflix hehehe.
Como em todos os anos, o que mais vi, foram seriados. Grey’s Anatomy, Shadowhunters, How I Met Your Mother, Narcos, 13 Reasons Why, Grimm (terminei toda a série, pelo menos até onde tem episódios), Stranger Things, Eu, tu e ela, Glitch. Destaque para as séries mais no estilo de suspense, até um tanto de terror.
Quanto aos livros, foram 5 completos e 1 iniciado no mês de outubro! Sim, uma vergonha para quem gosta tanto de ler... mas além da falta de tempo, há também uma falta de interesse.
Neste ano que passou, tive o prazer de ver o show do Nevilton lá no Jokers, show que fazia tempo que não vinha pra cidade e foi maravilhoso. Para variar, fui sozinha, mas não dá nada... me diverti do mesmo jeito. E também, assisti a uma peça teatral no Festival de Curitiba, Macumba, que foi extraordinária.
Quanto ao balanço profissional, no final das contas não posso reclamar, tive um bom ano. Acredito que a gestação tenha influencia nisso. Sim, a gestação... acreditem, a gente muda muito, muito mesmo.
Uma coisa que estava acontecendo todos os anos e em 2017 não aconteceu, foi o convite para avaliar as bancas de TCC da UFPR, não sei o que houve, mas fez falta ter aquela interação maravilhosa com a minha área.
Agora, as viagens... apesar de todas as mudanças, até que elas aconteceram hehe... Fui para Guaratuba, Praia de Leste, Ilha do Mel (pedalar, e foi MARAVILHOSO), Morretes (pedalar também), Bombinhas (no Free Force), Garuva (para as férias de inverno), Ponta Grossa (pedalar), Praia de Leste de novo para pedalar dessa vez e por fim, Caiobá, para a minha lua de mel hehe. Neste ano que se inicia, não sei como será... com a bebê chegando, talvez 2018 não seja o ano das viagens.
Quanto às questões do coração, finalmente o status mudou... e mudou muito né? Encontrei um louco disposto, casei, estou grávida... então as questões do coração estão muito bem, obrigada!
Bom, acho que paro por aqui este balanço... que 2018 seja um ano abençoado para todos, pois o meu já está sendo! Mas e como foi o ano de 2017 para vocês? O que desejam para 2018?

Vamos conversar?

Bjo Bjo

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A Violência de Curitiba



A Pior? Sim, acho que foi a pior situação que vivi na vida, até hoje...

E cá estou eu para compartilhar mais um pouco da minha vida com vocês. Lamentavelmente, esta foi uma experiência horrível, e que não desejo para ninguém.

Como alguns já sabem, eu estou grávida, de 14 semanas, e na última sexta-feira (dia 20/10), indo fazer alguns exames de manhã cedo (6h15), eu fui abordada por dois delinquentes que me deram voz de assalto e já foram chegando, me empurrando no chão, tentando tirar minha mochila das costas. Me mandaram não gritar, mas foi só isso que eu consegui fazer, pedir por socorro, pedir ajuda... aleguei estar grávida e eles disseram não estar nem aí, queriam as minhas coisas.

Isto aconteceu na rua 24 de Maio, entre as ruas Engenheiros Rebouças e Getúlio Vargas. Por causa do horário de verão, ainda estava escuro e não tinha ninguém na rua (nem andando, nem de bicicleta, nem de carro). Enfim, era bem cedo, então, eu estava sozinha... e como disse, gritando a plenos pulmões, eles me arrastaram pelo chão, puxando de todo jeito a mochila. 

De repente, um casal começou a gritar que havia chamado a polícia e percebi outras pessoas nas janelas observando tudo... aí os dois meliantes forçaram mais ainda e conseguiram tirar a mochila de mim, saindo correndo.

Depois, só me lembro de atravessar a rua e me jogar no chão, na frente da casa deste casal. Eles me acolheu em sua casa e me levaram (de carro) pra casa... eu chorava muito, não conseguia me acalmar de jeito nenhum... acordei o Kadu e contei o que tinha acontecido... eu não conseguia parar de chorar e com o meu desespero, pude ver a aflição e raiva no rosto do meu amado. Ele agradeceu ao casal, pegou a bike e saiu feito um louco, não sei se atrás dos caras, ou atrás de achar algo que eles podiam ter deixado pra trás. 

Aqui, quero agradecer imensamente, de todo o meu coração ao casal... ainda existem pessoas boas neste mundo! Obrigada!!!!

Antes, o Kadu me colocou na cama, mas como eu não conseguia me acalmar ou descansar, levantei e comecei a tratar das questões práticas necessárias num caso deste. Então, cancelei meus cartões, o chip e o aparelho celular, mudei minhas senhas nas redes sociais que estavam salvas no celular.... depois tomei um banho pra tirar aquela roupa com todas as lembranças e traços da violência que me acometeu. Logo o Kadu voltou, de mãos vazias claro, e fomos registrar a ocorrência e ir até o hospital para ver se estava tudo bem com o nosso bebê. 

No 2º Distrito, o policial que nos atendeu não pareceu ligar muito para o que tinha acontecido comigo, ele foi de uma frieza que chegou a me irritar, mas tudo bem, ele está acostumado né? É o seu dia a dia.

Depois, fomos até o Santa Brígida, onde fui prontamente atendida, mesmo sem documentos, e com a graça de Deus, ouvimos o coração do bebê e soubemos que foi só o susto para o nosso pequeno pedaço.

De volta em casa, o Kadu saiu de novo para tentar encontrar algo... e observou que a polícia estava circulando pelas ruas, sinal de que as pessoas realmente chamaram e eles foram... então estavam abordando pessoas suspeitas na rua e fazendo um tipo de “batida”, isso já me confortou de alguma maneira.

Neste momento, o celular o Kadu tocou e um homem, se identificando como soldado, alegou ter encontrado um celular que podia ser o meu, mas que eu deveria ir até o local para identificar o aparelho e também quem estava com ele. Então fui atrás do Kadu e fomos até o local... lá na Avenida Paraná, quase no terminal do Santa Cândida. 

E lá estava o meu celular. E dois caras que eu não conseguia identificar de jeito nenhum. Me acalmando um pouco, tive certeza de que não era nenhum dos dois. Um era um pobre coitado que foi abordado pelo meliante que havia “comprado” o meu celular na Rui Barbosa. Alegou ter pago 100 pelo aparelho, mas não consigo acreditar.

Enfim, a questão é que o ser foi preso por receptação de produto roubado, e nós tivemos que ir à delegacia para eu dar meu depoimento sobre o ocorrido. E ainda terei que passar por uma audiência por isso.

Depois de um tempo imenso, conseguimos sair de lá e fomos atrás da minha mochila, que gentilmente uma senhora que trabalha no Pronto Socorro do Sugisawa encontrou... e lá estavam todos os meus documentos, minha agenda... o que foi um alívio tremendo... só não estavam lá o carregador portátil, meus pen drives, meus remédios e alguns outros objetos de uso pessoal, mas tendo em vista as circunstâncias, dos males o menor, bem menor. 

Saldo do dia, arranhões, roxos, dor nas costas, alguns itens furtados, mas os mais importantes retornaram para mim... e o mais importante, tudo bem com o nosso pedacinho.

A violência sofrida ainda será lembrada por muito tempo, o corpo ainda dói.... o medo de sair sozinha na rua ainda está aqui, afinal, a gente jamais imagina que passará por uma situação destas, ainda mais grávida, e a meia quadra de casa. 

Ainda tenho medo que tudo o que aconteceu deixe sequelas no meu bebezinho... demorei muito, muito tempo mesmo para me acalmar, para conseguir pensar, sem chorar ou entrar em desespero. Sei que tudo que sentimos passamos para o bebê, rezo a Deus que seja apenas o susto, que não haja nada mais. 

Mais uma vez, agradeço ao casal que me acolheu... agradeço também, aos policiais que desconfiaram daquele cara e o abordaram... agradeço ainda, à senhora que encontrou minha mochila e à outra senhorinha que colocou tudo na internet. Ah, agradeço também ao rapaz que encontrou o meu crachá da empresa... e também à quem o deixou na portaria da empresa. 

Ah, agradeço também à todos que, de alguma forma, se preocuparam... que mandaram mensagens, que ligaram, agradeço cada abraço e cada acolhida, tão importantes num momento como este.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Então, noivamos...



E cá estou eu para compartilhar com vocês um pouco da minha vida... um pouco das experiências pessoais que temos e que só nos fazem crescer e aprender a cada dia.

E quem diria, a Mel noivou.... e vai casar, sim senhor! (Pra quem achava que isso não iria mais acontecer pois passei do tempo, tá ai hehehe)

Minha vida está passando por mudanças “radicais” desde dezembro do ano passado... primeiramente, foram 09 meses que vivi só... no “meu apertamento”, mas que era a minha cara e super aconchegante.... até que a vida resolveu me presentear com alguém disposto a compartilhar tudo.... uma casa, as contas, as alegrias e tristezas, enfim, compartilhar a vida... e até um dog, kkkkkkk, então, vamos lá né, encarar esta nova fase da vida... a vida de casada.

Oficialmente ainda não, mas já estamos providenciando isso também.

E quando resolvemos morar juntos, começou tudo de novo... procurar um lar... um lugar para morar, para dividir a vida... e não é que o primeiro que vimos era exatamente o nosso número?! Bora lá correr atrás da papelada pra poder alugar... e daí contar com a ajuda sempre carinhosa dos amigos para fazer aquela super mudança no fds.... bem naquele que eu viajei (Roberto, Aquino, vocês foram ótimos, muito obrigada)!

E quando a pessoa volta de viagem, já volta na casa “nova”.... uma casa grande, que só na sala caberia todo o outro “apertamento” hehe... Nos primeiros dias, eu até cansava de andar por toda ela, imaginem só.

E já completou um mês que estamos lá e não está nem perto de organizar tudo... sempre tem algo à ser feito, sempre tem algo para limpar, arrumar, colocar no lugar, ou trocar de lugar... mas aos poucos está ficando tudo com a nossa cara... do nosso jeito.

Mas quero compartilhar aqui com vocês também, a experiência de viver com alguém... com alguém que não é parente hehe... nem pai, nem mãe... uma pessoa totalmente diferente de você, com comportamentos e costumes distintos.

Não vou dizer que é fácil... mas também não é tão difícil assim... interessante é viver o que sempre disse à todos os amigos próximos que se casaram... “casal, antes de mais nada, se respeitem e respeitem o espaço do outro e tem tudo pra dar certo”. E olha a Mel aqui, tentando colocar em prática o conselho que dá para os outros...

Cada dia é um aprendizado, uma novidade, uma situação diferente que nos faz aprender... principalmente, a respeitar o outro e o seu espaço (repetitivo né, mas é tão real que tem que ser repetido mesmo).

Ah, a vida muda sim, e muito quando você divide a casa e a vida com alguém... do que eu sinto falta? Talvez de ler mais, escrever mais, de ver os meus seriados e filmes... o que é novo e é muito bom? Ser recebida em casa todos os dias com um beijo, um abraço, um eu te amo, um almoço delicioso ou um café da tarde muito bem preparado. Além dos pulinhos e lambeijos do nosso Bolinha, cachorrinho que adotamos a alguns dias (mais uma coisa em que concordamos e compartilhávamos o desejo). E tem muitas outras coisas boas, que se for pra escrever, vai faltar espaço por aqui! 

Enfim, todo dia um aprendizado, todo dia uma coisa nova, às vezes aqueles questionamentos se é a coisa certa a fazer.... questionamentos que faço ao Kadu também, mas que na real, talvez nunca tenham uma resposta, pois é necessário viver um dia de cada vez, sempre pensando no futuro claro, mas vivendo aquele dia de forma que as dificuldades se transformem em crescimento, em amadurecimento, para que o relacionamento perdure.

Bom, acho que é isso... então a Mel está noiva, morando junto, com direito até a um cachorrinho e sim, ela vai casar... e está muito feliz, obrigada!

E vocês, como vai a vida? Espero que tão bem quanto a minha, senão, melhor! É o que desejo à todos vocês... uma vida feliz e plena, cheia de conquistas, realizações e aprendizado diário!

E é isso, vamos conversar?
Bjo bjo

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Viagem à Aparecida

E pelo terceiro ano seguido, fui para Aparecida com a Romaria dos Amigos de Chris e Lidi, Romaria que eles organizam à 16 anos já e que tive a satisfação de ir nos últimos dois anos com a mãe e este ano novamente, nos dias 25, 26 e 27 de agosto.

Desta vez, diferente do ano passado, nos antecipamos pra não perder a viagem, já confirmei que iríamos no mesmo dia que a Lidiane mandou as informações.

Mais uma vez uma Romaria muito organizada, com um valor justo, e novamente com dois pontos de encontro para facilitar a vida de todos os interessados.

E lá fomos nós... rumo à casa da Mãe... uma viagem tranquila, aquela parada estratégica em Registro... e quando vimos, já estávamos lá no Hotel Hollywood... o mesmo das outras vezes.
Um descanso básico, café da manhã bem reforçado e bora para o Morro da Via Sacra...  como já sabíamos o caminho, fomos na frente... bem tranquilas e sem pressa... e ainda tivemos que esperar um tempão todo mundo chegar para fazer a via sacra.

E este ano, eu tinha muitos, mas muitos motivos mesmo para agradecer à Mãe... e também, alguns pedidos especiais à fazer... afinal de contas, a gente não é de ferro né, tem que pedir uma ajuda divina para nossas vidas.

Então a via sacra teve um significado mais especial... a entrega foi maior... e a minha participação efetiva também... fiz a leitura de muitos trechos no decorrer das nossas orações, pedidos e agradecimentos. Foi tão bom, tão leve, tão... não sei nem dizer.

Também fomos à Basílica para a tradicional missa das 20h.... onde consegui abençoar algumas lembranças que comprei para pessoas especiais que ficaram em Curitiba.

Sim, claro que teve aquele momento consumo, mas bem mais suave do que da vez passada, que já foi leve, hehe!

A questão é que, como já disse lá em cima, os motivos de agradecimento eram imensos... e ainda são... todos os dias tenho algo à agradecer e é por isso que quero ir todos os anos, sendo possível, é claro.

Então é isso... terceiro ano visitando a casa da Mãe.... que venham outros e mais outros!







E vocês, conhecem Aparecida? Tem vontade de visitar a Basílica e fazer a peregrinação? Contem suas experiências... vamos conversar?


Bjo bjo

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Jusita

E no dia 06 de agosto eu tive a minha primeira experiência no Jusita, ou seria na Jusita?! Enfim... foi a minha primeira experiência de verdade em uma BR por tempo suficiente para ficar com todo o tipo de sensação que se possa imaginar hehe! Medo, euforia, alegria, aquela vontade de gritar, sensação de que iria sair voando (cheguei a 53,6 km/h – sei que para muitos pode ser pouco, mas para mim, de bike, é muuuuito) e também, e mais do que tudo, aquela sensação de superação, de mais um desafio vencido.

Ah, importante aqui lembrar, que este lugar fica em Campo Largo... para aqueles que não conhecem! Então foi uma boa “pernada”... heheh!

A intenção primeira era ir para o Pedágio, mas daí eu acabei sugerindo irmos para lá e o Kadu aceitou... e é importante registrar aqui que ele me ajudou e orientou durante todo o trajeto de ida e volta... como alguns sabem, estou com uma dorzinha chata atrás do joelho e ele estava o tempo todo cuidando para que ela não se manifestasse, ou que fosse o mais suave possível.

Chegando lá, primeiro quis ir até a Igreja que tem do outro lado da rodovia (Igreja de São Sebastião de Rondinha)... e por se tratar de um domingo pela manhã, imaginei que a mesma estivesse aberta, eu queria agradecer pela meta atingida e por muitas outras coisas... mas para minha surpresa, ela estava fechada (uma pena).

Enfim, atravessamos a rodovia novamente e fomos em direção a Jusita... uma lanchonete que tem um famoso suco de uva... lá me esbaldei de comer (esqueci que tinha que voltar pedalando sabe, kkkkkk), e ainda passamos por uma loja de louças que é de encher os olhos de tanta coisa bonita.
A volta foi um pouco mais “pesada”, pois o cansaço bateu um pouco e também porque a barriga estava cheia demais, kkkkkk.

Mas ainda paramos no Park Shopping Barigui no retorno...

A questão é que foi uma experiência única, deliciosa e que eu gostaria de repetir um dia... digo um dia, pois agora vai ficar mais difícil fazer pedais mais longos, ou que tenham mais subidas fortes e terreno irregular.... por um tempo pelo menos.

Como vocês perceberam eu sumi por tempo demais daqui.... mas é que muitas coisas aconteceram na minha vida e não deu para escrever... me faltou tempo... para compartilhar esta experiência maravilhosa que foi chegar até Campo Largo pedalando... e também para ler e escrever sobre minhas leituras.

Mas estas são histórias para os próximos posts....

Deixo abaixo, algumas fotos dos momentos deliciosos passados neste pedal mais que especial... o último forte que fiz (por enquanto).









E vocês, conhecem este lugar? Já foram pra lá? Compartilhem suas experiências...

Vamos conversar?


Bjo bjo