domingo, 30 de abril de 2017

Assédio Moral no Ambiente de Trabalho



E muito tem-se falado na empresa em que laboro, do tal assédio moral. Ele acontece diariamente em todas as empresas. Às vezes de forma velada, às vezes descaradamente, mas acontece.

Como é assunto forte, porém está ligado com o nosso dia a dia, resolvi escrever sobre o mesmo.
Já havia escrito antes... se quiserem conferir, clica aqui: http://entreagendas.blogspot.com.br/2013/11/assedio-moral.html

Resolvi escrever também, pois por muitas vezes me sinto assediada, então achei por bem fazer uma pesquisa e verificar se o que se passa comigo é de fato um assédio moral ou não.

Segundo o site Guia Trabalhista, “o assédio moral caracteriza-se por condutas que evidenciam violência psicológica contra o empregado. Na prática o ato de expor o empregado a situações humilhantes (como xingamentos em frente dos outros empregados), exigir metas inatingíveis, negar folgas e emendas de feriado quando outros empregados são dispensados, agir com rigor excessivo ou colocar ‘apelidos’ constrangedores no empregado são alguns exemplos que podem configurar o assédio moral. São atitudes que, repetidas com frequência, tornam insustentável a permanência do empregado no emprego, causando danos psicológicos e até físicos, como doenças devido ao estresse causado pelo assédio” (Fonte: http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/assediomoral2.htm).

Já segundo o site assediomoral.org, baseado em texto de Barreto (2000), assédio moral é “a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinados, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego. Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, frequentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ‘pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vítima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ‘perdendo’ sua autoestima (fonte: http://www.assediomoral.org/spip.php?article1). 

Ufa, que triste e horrível tudo isso... mas então, o assédio moral basicamente é um tipo de bullying,  assim como os sofridos pelas crianças e adolescentes nas escolas ou entre seus grupos de afinidade (quando não são tão afinados assim). 

Quando o seu superior ou outra pessoa só “pega no seu pé”, sem cobrar o desenvolvimento das atividades de outras pessoas e apenas a sua, quando tudo o que você faz não é bom o suficiente, entre outras situações, pode ser configurado como assédio, desde que seja um comportamento repetitivo, pois quando a situação acontece de forma isolada, não configura-se assédio. Porém, quando tal ação constrange o atingido e faz com que o mesmo não queira mais ir ao trabalho, ou ainda o faça se sentir mal psicologicamente falando, sentindo-se humilhado, com vontade de chorar, e às vezes até com vontade de “agredir” a pessoa que está lhe agredindo, pode ter certeza de que ai se encontra uma situação de assédio.

E como é difícil quando você percebe que está passando por isso, pois como é que você sai dessa? Segundo o texto que escrevi lá em 2013, a melhor saída é denunciar o assediador. Mas por vezes, na maioria das vezes, este ser é o seu superior... e só isto já intimida a denúncia... segue-se a isto, o fato de que é muito difícil comprovar um assédio... normalmente é necessário o testemunho de pessoas próximas e que presenciaram a situação. Mas, mais uma vez por medo, estas pessoas não se pronunciam, ficam caladas. Vai que eu sou demitida, preciso do emprego para pagar as contas, sustentar minha família, etc. Complicado não?!

Digo isto, fica claro que não é só o assediado que fica com sequelas psicológicas e até fisicas do assédio. Este tipo de situação afeta a todos que estão no mesmo ambiente. 

Mas acho que é isso... eu só queria escrever um pouco sobre para desabafar, para desestressar mesmo e rever, e tentar entender o por que de alguns comportamentos que ando observando e vivenciando.

E vocês, já sofreram assédio moral? Já presenciaram alguém ser assediado? 

Vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 25 de abril de 2017

13 Reasons Why

“E se o único jeito de não se sentir mal for parar de sentir qualquer coisa para sempre?”



E cá estou eu para falar da série do momento do Netflix: 13 Reasons Why. Série que assisti em uma semana (coisa rara), mas é porque eu realmente queria saber o que levou Hannah ao suicídio e se de fato o que ela alega como motivos, eram motivos para tanto.

A série foi baseada no livro de mesmo nome, de Jay Asher, publicado em 2007.

Quando comecei a assistir, por recomendação de um amigo, comecei a ler sobre ela diversas opiniões... algumas positivas, outras negativas, mas ainda não tinha formado uma opinião própria, afinal não tinha terminado de assistir. O que podia adiantar é que o rapaz que é “foco” juntamente com Hannah, o Clay, me irritava profundamente com o seu comportamento. Mas também, como julgar né, adolescente, envolto em uma situação tão delicada.



Enfim, vamos à história. A série conta quais foram os motivos (13) que levaram Hannah Baker a cometer suicídio... quem nos “mostra” os acontecidos, na maior parte dos episódios, é Clay Jansen, aquele típico estudante do ensino médio, que não é assim tão enturmado com os populares, mas também não passa 100% despercebido.

Um dia, depois da morte da sua colega de classe e de trabalho, ele encontra uma caixa em frente à sua casa, cheia de fitas cassetes e um mapa, com instruções de como proceder. Eram fitas gravadas por Hannah... 7 fitas que descreviam os motivos que a levaram ao suicídio... ou, no caso, a identificação das pessoas que a levaram a tal e por que. As instruções diziam que cada um que fosse considerado responsável pela sua morte deveria ouvir as fitas... mas não somente a sua, todas, para entender o contexto geral, já que de toda forma, como são os seus colegas de colégio, estão relacionados e suas histórias se cruzam.

Outros já ouviram as fitas, e está na vez de Clay.... mas ele não consegue fazer isso de forma direta, ou racionalizar. Ele se envolve totalmente com cada fita e quer, de alguma forma, punir os colegas que contribuiram para a morte de Hannah. E quando ele aborda seus colegas, sempre é lembrado de que ele também está nas fitas e também é responsável pelo que aconteceu.

Se alguém decidir “dar fim” nas fitas, ou levar às autoridades, Tony, amigo de Hannah, que além de ter as cópias das fitas, tem instruções para tornar público o conteúdo das mesmas, caso isso acontecesse. E tornar públicas as gravações da menina, seria, no mínimo, vergonha aos envolvidos, pois como sempre é dito no decorrer dos episódios, cada um sabe muito bem o que fez para levá-la à morte.



É importante ressaltar que as fitas falam sobre o comportamento de cada uma dessas 13 pessoas que Hannah culpa pela sua morte! O comportamento delas com a garota... são questões de assédio moral e sexual, bullying, depressão, fofocas adolescentes, descaso de quem podia ajudar, enfim, falam sobre como o ensino médio pode ser nocivo se você não estiver “blindado” de alguma forma. Ufa.... lembrei de muitas coisas que passei no ensino fundamental e médio.... por causa do tamanho dos meus lábios... aquilo era bullying, com certeza!

Agora, voltando às críticas que li enquanto assistia ao seriado e também agora, para escrever meu post: muitos entendem que a série é um desserviço, devido ao efeito Werther, que é utilizado para designar os suicídios que seguem um modelo, que são imitados. Ou seja, tem-se o medo de que a série instigue adolescentes e jovens a comenterem o suicídio como fez a protagonista da história. E isso é preocupante, pois de fato, a intenção é alertar para o problema, porém, não há um canal de contato para promover a vida, uma central de atendimento para que aqueles que estão assistindo ao seriado e se sentem mal, possam conversar (pois nem sempre, ou na maioria das vezes, estes adolescentes e jovens não tem liberdade para conversar com seus pais e familiares sobre este assunto e os seus amigos, que tem a mesma idade, não vêem como algo sério). No caso do Brasil, este contato é através do CVV – Centro de Valorização da Vida. Inclusive, o telefone de contato do CVV é 141 e o site http://www.cvv.org.br/. Se você se sente mal, se você pensa em tirar a própria vida, procure ajuda.

Quero colocar aqui também, que fiquei muito mal depois que terminei de assistir a série. Na realidade ainda não estou 100%. Há, no decorrer dos episódios, muitas cenas fortes, de violência ao outro, de violência à si próprio, de tortura psicológica.... e não tem como não mexer com a gente uma coisa dessas. É um trabalho psicológico perigoso mesmo... e se a cabeça é fraca (ou está fraca), é possível ceder aos encantos de tirar a própria vida e deixar “recados”, culpando quem fica.

Mas apesar disto, acho que vale a pena assistir, mas tentando, dentro do possível, não se envolver, utilizando um filtro interno, pois por diversos momentos eu me senti mal, deprimida, envolvida aos extremos com tudo o que estava acontecendo por não ter feito isso. Então, bora assistir, se conscientizar e ajudar a orientar as pessoas que estão à nossa volta. Principalmente, observando o seu comportamento.

Como leitura complementar, sugiro que leiam o texto do Diário de Permambuco, postado em 10 de abril, ou seja, super recente:

E vocês, já assistiram? O que acharam? Vamos conversar?

Bjo bjo

terça-feira, 18 de abril de 2017

Macumba – Uma Gira Sobre Poder


“Ah Zumbi! Avisa Dandara, nós continuaremos aqui! Ativando nosso efó, fortalecendo o nosso axé, porque eu empodero a minha alma e meu cabelo, eu empodero a minha pele e a minha história, nada nem ninguém tem o poder de tirar a minha fé, de tirar o meu ilê, de tirar o meu dinheiro, de tirar a minha roupa. Eu sou poder! Axé!”
(Fernanda Júlia – encenadora e dramaturga)

E no Festival de Curitiba eu fui agraciada pela minha querida empresa com um par de convites para assistir à peça Macumba, uma gira sobre poder.


Confesso que de início eu não tinha certeza que seria uma boa escolha, fui atraída pelo nome, achei diferente (no mínimo)... mas ao chegar lá na Sociedade 13 de Maio, já na entrada, tive certeza que sim, foi uma ótima escolha.

Como eles mesmo chamam, que espetáculo cênico (espetáculo pois engloba teatro, música, dança e artes visuais) emocionante, que boa descrição de empoderamento do negro e também da mulher. Este espetáculo faz parte do Projeto Macumba, que é contemplado pela Bolsa Funarte de Fomento a Artistas e Produtores Negros de 2014. Sem querer entrar em mérito nenhum, ter que ter um fundo próprio já é um grande pré-conceito, mas também, é uma dádiva, pois nos proporciona ensinamentos como os passados nesta bela apresentação.

“Empoderar-se significa, além de ter acesso a todos os direitos de cidadania, conhecer a sua história, ter consciência da sua cultura e identidade. O negro tem poder? Onde o negro tem poder? Por meio de um espetáculo afrografado e afro centrado, a Companhia Transitória convida a todas e todos para uma reflexão, para um provocação. O que é poder? Como se tem poder? (Fonte: http://www.bemparana.com.br/noticia/495789/macumba-uma-gira-sobre-poder-e-o-empoderamento)

O cenário “montado” já mostra que o foco é desmistificar, pois a platéia fica em volta dos artistas, o cenário é como uma cruz ou um sinal de mais... e não há cenário na realidade, apenas as falas (e que falas) de 4 atores (homens e mulheres), descrevendo a questão do empoderamento do negro e das mulheres, do racismo, solicitando o reconhecimento dos valores e da cultura negra neste país tão negro e tão preconceituoso. Inclusive, mostrando diversos negros que são “podres de ricos”, indo contra o pré-conceito de muitos.

E as músicas, ah, as músicas... músicas criadas para este espetáculo, músicas que nos envolvem de tal forma e quando nos damos conta, já estamos cantando junto, e batendo palmas e pés e vibrando com toda aquela energia positiva, com todo aquele axé.

O que dizer, simplesmente que, se você ainda não assistiu, e tiver oportunidade, assista, pois você vai sair de lá mais leve, mais feliz, mais centrado.... e mais do que tudo, você sairá com mais conhecimento sobre uma cultura que é nossa!








E aí, vamos conversar?

Bjo bjo

segunda-feira, 10 de abril de 2017

4 Vidas de Um Cachorro de W Bruce Cameron

E eu comprei este livro na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, em 2014 e só fui ler agora. E só porque saiu o filme... pois na lista de leitura, ele estava mais pra frente ainda hehe! E também porque a mãe assistiu ao filme e disse que era muito bom, emocionante.



Confesso que até quase metade do livro, eu estava achando a história muito infantil, não estava gostando, mas quando este cachorrinho chegou no sua terceira vida, tudo mudou... aí eu comecei a ver o sentido do livro, o propósito da história, e então eu comecei a me emocionar e a entender o que a mãe queria dizer.

Contar a história seria estragá-la e no final das contas, acho que realmente vale a leitura. Se no começo você achar a história e as vidas deste cachorro meio “boboca”, insista um pouco mais, pois quando você entender, junto com ele, qual era o seu propósito de vida, você vai olhar o seu cachorrinho com outros olhos.  E se você não tem um cachorrinho, pode até ser que queira um depois disso.

Coração está aqui na mão, olhos estão marejados... os cachorros são seres especiais... assim como os gatos, os coelhos... e todos so bichinhos de estimação que temos e nos trazem tantas alegrias incondicionais.

Agora quero ver o filme hehe... ter que correr atrás, pois no cinema já não tá mais.

E vocês, já leram o livro? Viram o filme?
Vamos conversar!

Bjo bjo

quinta-feira, 30 de março de 2017

A Teoria de Tudo

Eu sei que pra variar estou bem atrasada, mas só agora que liberou no netflix o filme, então vamos assistir hehe!

Enfim, hoje eu quero falar com vocês sobre o filme “A Teoria de Tudo”, filme baseado no livro de mesmo nome (livro escrito pela primeira esposa do protagonista), filme biográfico que conta a história, ou pelo menos parte dela, da vida do chamado “gênio”, o físico, Stephen Hawking.


 Ao ler diversas resenhas para escrever aqui no blog, observei muitas críticas ao filme. Eu não li o livro, então não sei se ele foi fiel ou não a história escrita, porém, eu me encantei com o filme. Mesmo as pessoas tendo dito que ele era voltado apenas para o primeiro matrimônio de Stephen e dizendo que romantizaram demais tudo. Mas vamos combinar, é um filme, é baseado em e não fidedigno.... então tem que ser comercial, certo? E se romantizar o torna comercial, então...

Bom, o filme é de 2014,  mas só essa semana eu o assisti.  E eu realmente gostei do que vi.

É muito importante aqui, ressaltar a atuação de  Eddie Redmayne como o protagonista. Ele realmente se transformou para fazer o papel e chega a incomodar a interpretação do ator. Na minha opinião, uma das melhores atuações que já vi por ai. Seus movimentos e expressões quando a doença começa a acomoter Stephen, a debilidade física que o assola, aff, muito bom mesmo.

Mas vamos a história do protagonista e também ao filme. Stephen Hawking é o autor da teoria sobre os buracos negros. Brilhante desde muito jovem, tem o diagnóstico precoce de uma esclerose lateral amiotrófica – ELA (doença incurável que leva à perda dos movimentos), que o fez perder os movimentos das pernas, braços, entre outras coisas, deixando seu corpo “preso” em uma cadeira de rodas.

Ao ser diagnosticado, o médico lhe dá apenas 2 anos de vida, porém, contrariando todas as expectativas, ele teve uma vida praticamente normal(logicamente, dentro das suas limitações). Casou, teve filhos... e dentro de tais limitações, conseguia até cuidar dos seus filhos.


E a história discorre sobre suas teorias e descobertas, e seu relacionamento... com todos os altos e baixos de um relacionamento, principalmente com alguém tão debilitado.

Em determinada altura de sua vida, Stephen entra em coma e sua esposa, Jane, contrariando todos os pedidos médicos, pede para reanimá-lo. Para que isso acontecesse, foi necessário fazer uma traqueostomia que o deixou mudo... então, além dos movimentos seriamente comprometidos, agora Stephen não falava também.

Porém, isto não foi impeditivo para que continuasse sendo brilhante. Com a ajuda de um computador acoplado a sua cadeira de rodas, ele conseguia se comunicar através de uma voz robótica, porém, conseguia assim, continuar com a sua vida praticamente “normal” se assim podemos dizer.

A doença, em nada prejudicou o seu cérebro e ele continuou sendo um homem brilhante, inteligente, que desenvolvia teorias (e queria sempre prová-las fatos) e escrevia livros... além de ministrar palestras sempre lotadas com pessoas que queriam aprender com ele.

É interessante observar a relação de Stephen com a sua esposa... primeiro pois aquela moça linda se apaixona pelo nerd da turma, contrariando o que todos “achariam normal”. Depois, pois a sua dedicação ao marido quando sua saúde fica mais e mais delibitada é lindo de ver. Ela realmente vive em função dele, de cuidar, de apoiar, de ajudar em tudo o que era possível para que sua vida fosse boa, confortável.

Não que ela não se cansasse ou ficasse triste e desanimada, mas o amor era maior que isso... pelo menos até um ponto da vida, quando ela percebeu que ele também já não a amava mais... e assim eles se separaram, mas certamente essa mulher tem lugar garantido no céu hehe! Ele casa-se novamente (com sua cuidadora), e ela se envolve com um homem que já tinha feito parte de suas vidas anteriormente e tinha se afastado.

O filme acaba, mas a vida do protagonista não... então, vale a pena ler sobre ele, pois afinal de contas, é alguém que faz a diferença conhecer.

Ah, é importante dizer que o meu texto foi baseado no filme assistido, mas também no site:

E vocês, já viram este filme? Conhecem a história de Stephen Hawking?


Vamos conversar? 
Bjo bjo

segunda-feira, 13 de março de 2017

Morretes - Rota 66



Oi Pessoal, cá estou eu novamente para falar com vocês sobre os pedais que faço. Desta vez, uma experiência totalmente nova (mais uma). Fomos para Morretes no dia 25/02! 

Gente, pensem num pedal delícia... fizemos a Rota 66... estrada de chão, muitas pedras soltas, muitas subidas e descidas.... fantástico.  Tudo bem que eu tive que empurrar a magrela em várias situações, mas não tem problema, faz parte do pacote hehe!

A questão é que foi mais uma superação, mais amigos feitos, muita risada, um pouco de “sofrimento”, e aquela satisfação, aquela sensação gostosa, que só o pedal te proporciona. 

O passeio foi organizado pelo Trilhas e Rumos, e teve parceria do Bike SJP, pois foram as meninas que puxaram... a Lilica e a Dani. 

Nos encontramos cedinho no ponto de encontro tradicional de sempre e fomos de van até uma altura da BR. De lá, encaramos a estrada de chão... todas aquelas pedras soltas, muitas derrapadas, alguns sustos... mas vale tudo, só emoção. E lá pelas tantas encontramos a plaquinha, beeeem antiga, escrito Rota 66.

Fomos em 3 vans, e pense numa galera animada... contando causos, aventuras... muito bacana. E além disso, já acabamos por ter ideias para novas aventuras, com e sem bike! 



 O tempo colaborou com a gente, então deu pra curtir um solzinho, entramos em dois rios... e por dois momentos tivemos que carregar as bikes pra não molhar a relação hehe!


Muito gostosa essa sensação de vitória ao erguer a sua bicicleta para passar por um rio. Ao ver que você consegue, que não precisa de alguém para te ajudar. Mas também se precisasse, esse não seria um problema, pois todos que estavam lá são muito parceiros e fariam isso de bom grado.

Quando estávamos chegando lá em Morretes propriamente dito, na “cidade”, começou uma chuvinha que acabou por se transformar em um chuvão. 

O que foi uma pena, pois a nossa intenção era almoçar no centro da cidade, turismar um pouco. Ver gente diferente, pois nada nada, era o sábado de carnaval, então, a cidade estava cheia.

Mas isso não anulou o delicioso passeio que fizemos. Acabamos por almoçar no caminho de retorno, e acabei por fazer a feira nesse lugar... tantas coisas gostosas para comer hehe, a começar pelas balas de banana, super tradicionais da região. 

Enfim, foi um passeio maravilhoso... muitas subidas e descidas que solicitaram todas as minhas forças... muitas vezes com a bike empurrada mesmo, pois o medo de cair e estragar o passeio dos outros era maior. Mas não tem problema, o importante foi curtir o pedal, a interação com as pessoas, a natureza. Foi tudo, realmente, uma BELEZA!


Mas e vocês, já fizeram algum pedal lá para os lados de Morretes? Já passaram pela Rota 66?

Vamos conversar?

Bjo bjo

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Os Três – Sara Lotz



E finalmente eu consegui terminar de ler o livro “Os Três”, de Sara Lotz... confesso que foram vários os motivos para demorar, primeiro minha mudança, depois a correria de organizar tudo, depois que o livro meu deixou muito confusa desde o início e até agora ainda deixa um pouco.



Ele conta a história da Quinta Feira Negra... mas agora me questiono, ela existiu de fato? Eu perdi essa parte da nossa história geral? Confesso que não fico prestando muito atenção à essas coisas, mas creio que eu me lembraria de algo do gênero.

E lendo as resenhas e comentários de diversos internautas, questiona-se exatamente isso... foi baseado em fatos? Aconteceu realmente?

Parece que não, parece que foi uma história criada pela autora, e portanto, é preciso, antes de mais nada, parabenizá-la pela veracidade que passa durante o desenrolar da história. 

A sinopse do livro diz o seguinte:

“Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: ‘Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele...’ Essa mensagem irá mudar completamente o mundo”.

12 de janeiro de 2012 amanhece como um dia normal, como todos os outros dias, e neste dia, muitas pessoas, em quatro continentes distintos, embarcam em um voo, com o objetivo de chegar em seus destinos.... visitar suas famílias, passear em férias, para um reunião de trabalho... não importa. A questão é que este dia não acabará como todos os outros, pois sem uma explicação oficialmente plausível, estes quatro aviões caem, mais ou mesmo no meu instante e mudam a vida de muitas pessoas. 

Consternadas com os acidentes, as pessoas ficavam ainda mais perplexas ao tomar conhecimento de que três crianças sobreviveram... foram encontradas com vida em meio aos escombros das aeronaves.
Além delas, sobrevive, mesmo que por pouco tempo, Pam, que estava indo ao Japão para visitar a filha... ela sobrevive tempo suficiente para deixar um recado que parece, para alguns, um tipo de profecia e que acaba, no final das contas, transformando a vida de muitas pessoas... primeiramente do Pastor Len, que ela cita na mensagem... mas também do seu esposo, e até do cachorrinho dela. 

E assim está enredada a história, que é contada através de entrevistas, confissões, matérias, artigos e conversas que uma jornalista tem com pessoas que estiveram de alguma forma envolvidas com o acidente e com as pessoas que estavam nos voos e também, com as pessoas que ficaram como cuidadoras destas três crianças sobreviventes. Todas informações que balisaram um livro escrito por ela e que dá uma repercussão muito grande dentro da história também. 

É ela também, que no final do livro nos dá uma pequena ideia do que poderia ser a verdade... verdade essa que fica a critério de cada pessoa, conforme suas crenças. 

Mas voltemos ao início...

Há todo tipo de especulação sobre os acidentes... que eram indícios do final do mundo para os religiosos, que eram os extraterrestes tentando tomar conta do que acham ser seu,  entre várias outras teorias de conspiração mesmo. Mas as autoridades, em cada um dos continentes, tratou de desmentir tudo e identificar falhas aceitáveis para justificar os acidentes. Um deles foi dito que foram pássaros que ao se chocar com as turbinas, causaram o acidente. 

Porém, de nada adiantavam estas justificativas, pois as teorias mirabolantes eram mais interessantes à população, que passou a acreditar no que mais lhe conviesse. 

No decorrer do livro é contada a história de cada um dos sobreviventes e, juntamente, das pessoas que estavam como seus cuidadores. Mostra-se a pressão sofrida por essas famílias diante de uma mídia que não mede esforços para conseguir qualquer tipo de imagem ou declaração para abastecer o criativo alheio. São abordadas questões psicológicas muito interessantes e que levam à reflexão... questões de manipulação individual e coletiva também são abordadas com muita propriedade. Fanatismo, cegueira, crenças arraigadas são abordadas também de forma a fazer o leitor refletir sobre no que acreditamos.... a Quinta Feira Negra aconteceu? Ela foi o prenúncio do fim do mundo? Como se salvar? Até que ponto o nosso psicológico é afetado por isso? 

É “perigoso” escrever muito e acabar soltando alguma informação que possa prejudicar a leitura daqueles que ainda não conhecem o livro... 

Mas vale aqui falar sobre a Floresta Aokigahara, que também é conhecida como a Floresta do Suicídio... para onde japoneses sem perspectivas vão para dar cabo da própria vida. Esta é uma parte da história que é bem sombria... principalmente porque a jornalista que faz o apanhado das informações para o seu livro, se vê diante desta floresta no final da história... em busca de esclarecimentos, mesmo depois de alguns anos passados dos acidentes. E assim ela acaba aclarando, ainda que pouco, o que realmente aconteceu naquela Quinta-Feira Negra. Digo pouco, pois o final desta história fica aberta a diversas interpretações, justamente baseadas na crença de cada um... e isto me parece, muito sensato por parte da autora, demonstra respeito aos seus leitores! 

Mas e aí, vocês já leram este livro? Curtiram? Ele mexeu com vocês? Confesso que ainda estou refletindo sobre ele e agora vou em busca de um livro bem mais suave para dar um tempo nessa tensão toda hehe! 

Vamos conversar?

Bjo bjo