quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Viagem em Família

Bom dia, boa tarde, boa noite... tudo bem com vocês?

Hoje estou aqui para escrever sobre um tema diferente... nada de livros! Ufa né? Sei que acabou que o blog ficou mais literário que outra coisa hehe, mas tudo bem, amo livros e escrever sobre eles é uma delícia apesar de que nos últimos tempos, percebi que escrever, de forma geral, sobre o que quer que seja, tem sido bem difícil, parece que me faltam palavras para descrever tudo que me vêm à mente, tudo que me vêm à imaginação, aos pensamentos... mas enfim, foco...  O post de hoje é sobre viagem... a grande viagem... sim, grande, pois foram pouco mais 1800 quilômetros rodados em 09 dias... e foram 08 cidades em 02 estados: Paraná e São Paulo... as férias em família de julho deste ano foram memoráveis.

Saímos em 07 de julho, cedinho cedinho de Curitiba, rumo à Maringá (1) para visitar nossos queridos amigos, Cintia e Jones, chegamos lá para o almoço e passamos um dia muito agradável com a Cintia e a pequena Luisa. Para nossa surpresa, descobrimos que na segunda-feira os parques da cidade estão fechados (acredito que para manutenção por ficarem abertos no final de semana). Sendo assim, fomos na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, um símbolo de Maringá, onde pude observar com cuidado toda a sua grandeza e magnitude, e também, onde pude fazer uma oração agradecendo pela viagem até ali e também, pelos queridos amigos que nos acolheram tão calorosamente, e por toda a nossa família, sempre =).

Dali seguimos para uma feira no Estádio Regional Willie Davids... onde vende-se hortifrútis de toda espécie, lindos, cheirosos, e também, o famoso pastel frito com suco de laranja.... aquele suco “espremido” na hora, geladinho... só de lembrar já dá água na boca de tão gostoso que estava. E depois de uma noite com muita brincadeira das meninas, muita conversa dos adultos e de uma manhã também com muita conversa, seguimos para a casa do meu querido sogro, o Sr. Mesquita, aí, rumo ao estado de São Paulo, para a cidade de Mirante do Paranapanema (2). Na realidade, o sítio em que ele mora é antes de chegar em Mirante, alguns quilômetros antes.... no assentamento Palu! Lá ele mora com Dona Ana, uma senhora que nos recebeu meio desconfiada, mas que aos poucos percebeu que nós éramos(somos) gente boa! =D Ah, no sítio do vô Mesquita moram também, o Bidu e a Shakira, os cachorros mais raiz que já vi na vida hehe, dormem em buracos na terra e caçam.... mas são super dóceis.

No sítio do vô Mesquita passamos momentos únicos, divertidos, dando bom dia para os porcos e as galinhas hehe.... ajudando o vovô a alimentar os bichinhos, passeando pelo assentamento e conhecendo outros familiares do vovô.  Maria foi firme no propósito de enfartar algumas galinhas de tanto que corria atrás das bichinhas gritando – coitadas hehe! Lá comemos comida bem feita, com carinho, e todas as noites, vovô Mesquita fazia um chazinho bem doce para que a gente dormisse bem! Até tentamos replicar em casa, mas não ficou igual hehe!






Também fomos até a cidade de Mirante ver a família da vovó Izabel... lá visitamos a tia Eliane, sua filha e neta, o Tio Dito, Tia Sonia e seu filho, tentamos ver Tia Judite, mas ela estava trabalhando e não deu tempo de vê-la, mas vimos a sua filha. Buscamos resolver algumas coisas burocráticas também, mas não deu muito certo, mas ao menos encaminhadas ficaram.... cidade grande ou cidade pequena, a burocracia é a mesma...  



Em um dos dias fomos para Presidente Prudente (3) também, primeiramente para arrumar o celular que o Kadu conseguiu quebrar brincando com o Zeus (cachorrinho do Centro de Formação da Paróquia Nossa Senhora do Carmo “Vila Maristela” – local onde o vô Mesquita e o Kadu garantiram um pernil para a vovó Arlete, se é que me entendem). E ao mandar consertar o celular ainda rolou uma grande oportunidade, Kadu pôde reencontrar um amigo querido da adolescência... aquele amigo das bagunças, das artes na escola e ver que ele prosperou da vida e ficar feliz por ele. Além disso, também aproveitamos para passear pelo calçadão (diga-se de passagem, uma loucura, cheio de lojas com preços bem interessantes, ah se o bolso permitisse hehe). Por lá almoçamos no Tio Patinhas, também no calçadão, onde o Kadu costumava almoçar quando morava em Prudente, lanche e PF, bem tradicional, muito bem feito e gostoso. Tudo regado a muita tubaína funada, que virou a bebida preferida da vez.





No retorno passamos por Pirapozinho (4), para visitar o Reginaldo, irmão do Kadu... não ficamos muito tempo por lá, mas o suficiente para um abraço apertado e um registro para aquietar o coração da Dona Izabel.

No mesmo dia, ao voltar para o sítio, só ajeitamos as coisas e nos dirigimos para a cidade de Presidente Bernardes (5), para a Estância São Bento, onde passamos o final de semana e onde conhecemos a família de dona Ana... ela tem 08 filhos, mais um agregado e destes, conhecemos o agregado e 06 dos filhos. Todos super animados, receptivos e parceiros. Com algumas crianças na família, Maria se sentiu em casa, brincou muito.... pintaram, pularam, cantaram, criaram, inventaram, fizeram a festa de todas as formas possíveis. Uma bagunça gostosa de ver. Se afeiçoou muito à Helloisa e a Pietra. No dia seguinte, Kadu e eu fomos até a cidade de Álvares Machado (6) para comprar o café da manhã hehe, então, mais uma cidade para a lista... por lá uma voltinha básica e também, o registro dos Loucos por Terra para deixar o Interior de SP na rota dos Loucos tbm! O dia foi de brincadeira, risada, bagunça, alimentar os animais, e até interagir com os guatis. No domingo voltamos cedo para o sitio e mesmo antes de chegar lá recebemos um convite para almoçar na casa da Janaina, filha de Dona Ana, e mal chegamos, ajeitamos as coisas, tomamos um banho e saímos novamente hehe... vida louca essa entre cidades... e bora conhecer mais uma cidade da região... fomos para Tarabai (7)... outra cidade sossegada, mas lá não saímos para passear não, ficamos na casa da Janaina, onde comemos uma lasanha delícia feita pela filha dela, a Thais. Por lá muita conversa, risada e brincadeira na pracinha com as meninas. Kadu foi atrás de picolé pra todos numa sorveteria e conseguiu a proeza de se perder, o que foi motivo de muita risada, visto que é uma cidade realmente pequena. No meio da tarde voltamos pro sitio e agora sim, foi a hora de se organizar pra ir embora... pois na segunda seguiríamos para Nova Londrina, na casa da Dona Izabel. O final do domingo já foi meio triste, nostálgico, com gostinho de saudades... foram dias muito especiais em São Paulo, com a família do Sr. Mesquista e da Dona Ana e também com a família da dona Izabel.







Segunda levantamos não querendo levantar, tomamos café, terminamos de arrumar as coisas no carro e seguimos viagem, agora rumo ao Paraná, para Nova Londrina (8), onde mora Dona Izabel, mãe do Kadu e o Sr. Natal, seu esposo. Lá ficamos só de um dia para o outro e confesso que isso foi “um erro”, pois estar com a Dona Izabel e o Sr. Natal foi tão bom, tão gostoso, tão especial, tínhamos tanta coisa para conversar, para contar, para saber.... e o cantinho deles lá é uma delícia, tudo feito com tanto carinho, por eles mesmo, com suas próprias mãos, com o suor do trabalho deles, mãos que trabalham bem, que construíram cantinhos especiais para eles ficarem mais confortáveis no seu lar. Plantam muitas coisas gostosas, tem suas galinhas que já estão chocando, dois doguinhos fofos.... Trouxemos para casa muitas coisas gostosas! =D



Acordamos cedo pra aproveitar o tempo com eles o que dava e logo pegamos a estrada, a viagem de volta seria longa e cansativa, mais de 8h pela frente... parada para almoço, depois parada para o pão de queijo.... e por incrível que pareça, o congestionamento foi em Curitiba, faltando pouquíssimos quilômetros para chegar em casa. O retorno, já no final, foi meio tenso, pois escureceu, estradas desconhecidas, buracos, trânsito intenso, caminhões, mas no final das contas, deu tudo certo.

A viagem foi mais que especial, cheia de aventuras e coisas novas, viajar de carro tão longe, dirigir por tanto tempo, conhecer tantas cidades e pessoas novas, vivenciar tantas experiências legais, interagir com os animais, conhecer um pouco mais sobre o Kadu e os seus. Valeu cada minuto, cada quilômetro, cada sacolejo do carro, cada uia, cada ai, hehe!

Ao longo do texto compartilhei algumas fotos dos momentos vividos, mas nenhum registro retrata verdadeiramente toda a alegria sentida, todas as experiências passadas, só estando lá mesmo para sentir tudo aquilo! E que venham mais viagens, mais vivências assim! =)

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

A Estranha Sally Diamond

Oi Pessoas Amadas.... cá estou eu novamente, mais uma vez atrasada com minhas postagens, meus textos... mas parece que desde o meio do ano o ciclo de correria está muito maior do que deveria, ou do que eu daria conta.... às vezes sinto que estou num eterno piloto automático... apenas com alguns momentos de lucidez. Mas apesar disso, as leituras até que tem fluido, pois mesmo com a escrita bem atrasada, neste ano já foram 15 livros lidos e um em andamento, esse bem difícil diga-se por sinal, mas caminhando a passos lentos (bem lentos)!

Mas vamos ao livro da vez... hoje vamos falar de Sally Diamond... a estranha Sally do título e também da história. Livro do mês de maio das Gurias Literárias! Mais um daqueles que, se fosse para escolher, não seria uma escolha, mas que me surpreendeu de uma forma espetacular.

Este livro foi escrito por Liz Nugent, tem 392 páginas, seu gênero é o suspense,  e foi publicado pela Editora Record em 2023.

 


Sinopse:

Sally Diamond é uma mulher de poucas palavras e de poucos amigos. Ela mora numa casa isolada num vilarejo na Irlanda com o pai adotivo e não gosta muito de socializar. Segundo ele, a filha é “desconectada emocionalmente”. A mente de Sally, apesar de funcionar perfeitamente bem, segue uma lógica muito particular. Ela não tem muitas recordações de quando era criança e leva à risca tudo o que escuta. E é por isso que não consegue entender por que o que fez com o corpo do pai, depois de encontrá-lo morto certa manhã, foi errado. “Quando eu morrer, pode me jogar no lixo”, foi o que ele pediu.

Agora Sally não só é o assunto do momento no vilarejo, como o centro das atenções da imprensa e da polícia. Como se não bastasse toda essa confusão, ela encontra, no escritório do pai, três cartas escritas por ele contando a verdadeira história dela. E o que ela descobre é uma realidade extremamente cruel e violenta, capaz de causar danos irreparáveis em qualquer pessoa.

Porém, com a ajuda de novos amigos, Sally vai, aos poucos, entendendo que sua personalidade foi moldada nos horrores de sua infância. Até o dia em que recebe uma caixa pelo correio, vinda da Nova Zelândia. Dentro dela, há um ursinho de pelúcia, velho, sujo e esfarrapado, que ela reconhece imediatamente. Toby. Aquele brinquedo tinha nome. E era dela. Mas como Sally sabe disso? Quem está acompanhando seus passos do outro lado do mundo? Será que ela pode confiar em todos à sua volta? Por que o novo morador do vilarejo está tão obcecado por ela?

 

Apesar do gênero ser suspense, eu nunca imaginava que ele geraria em mim tamanha inquietação (e alguns gatilhos também, é verdade), e que a história me deixaria tão envolvida emocionalmente quanto deixou. Ao mesmo tempo que eu queria ler e ler e ler para saber o desfecho de cada situação, eu queria ir devagar, pois não queria que acabasse.

Sally achava que levava uma boa vida vivendo com seu pai adotivo e somente com ele (depois que sua mãe adotiva morreu) numa casa isolada. Vez e outra ia até a cidade, mas pouco socializava com as pessoas, apenas o totalmente essencial e sempre com as mesmas pessoas e as mesmas palavras, sempre e sempre. Como seu velho pai lhe dizia, ela era desconectada emocionalmente, e tudo bem, ela achava que aquela era uma vida boa, já estava acostumada com aquela rotina, e a vida como levava. Tinha boas conversas com seu pai e numa dessas, ele disse que quando morresse, era para colocar ele num saco de lixo e colocar na incineradora de lixo, igual faziam com o lixo da casa... e como Sally entendia tudo de forma literal, ao pé da letra como se diz, foi exatamente isso que ela fez... e dai as coisas começaram a mudar em sua vida, mas de uma forma que ela jamais imaginou.

Ela virou notícia, teve muita atenção voltada para ela, e não sabia como lidar com aquilo, pois não estava preparada para conviver com outras pessoas, ter uma relação pessoal, e, principalmente, emocional com outros.

Após a morte do pai, Sally descobre que na verdade ele tinha deixado uma carta com diversas orientações sobre como lidar com a sua morte, inclusive o que fazer, realmente, com seu corpo. Mas o “mal” já estava feito e agora ela precisava lidar com as consequências e também, com três cartas que o pai deixou, explicando tudo sobre sua verdadeira história. História que é dolorosa, violenta e que começou lá na sua infância. E que com muita dor, dificuldade, porém, com a ajuda de pessoas que Sally encontra pelo seu novo caminho, ela passa a entender, aceitar e considerar uma “vida nova e mais social” para si. Porém, em determinado momento, aparece uma encomenda em sua casa, um ursinho chega pelos correios, e esse bichinho, Toby, parece que abre mais caixinhas dentro da sua cabeça para lembrar daquele passado tão sombrio que ela deixou guardado tão fundo dentro de sua mente que não lembrava mais. E junto com Toby vêm  alguém que quer muito estar próximo dela, conhece-la melhor e isso a inquieta e quando ela entende o por quê, tudo fica claro como a água.

Em paralelo à história de Sally outra história é contada, porém, paro por aqui, pois seria spoiler demais!

Mas me contem, vocês conhecem a Sally? Já leram este livro? Vamos conversar?

Bjo bjo