terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Véspera

 Último post do ano... e cá estou eu para falar de Véspera... de Carla Madeira, o livro do mês de julho, tô bem atrasada nos posts das leituras, mas se considerarmos que o post anterior falei sobre os três livros difíceis do ano e eles são livros dos meses de  agosto, outubro e novembro eu não tô tão atrasada assim, hehe!

Mas vamos lá... depois de ter lido Tudo é Rio, que foi um livro muito impactante pra mim, cheguei com muita sede ao pote quando iniciei a leitura de Véspera, e confesso que me decepcionei... posso até dizer que fiquei chocada com esse livro.

Ele é um suspense psicológico e conta a história de Vedina, uma mãe que num momento de extremo cansaço e desespero psicológico, onde se sentia no limite em diversas esferas da vida, abandona seu filho Augusto, em uma via de mão única, mas que segundos depois se arrepende, mas ao retornar já não o encontra onde deixou o menino.

A partir daí se desenrola todo o enredo desta história que se passa entre presente e passado e que me deixou desconfortável em diversos momentos. Carla Madeira nos conta a história passada em Gênesis e que muitos conhecem bem, a história de Caim e Abel...mas estes Caim e Abel são filhos da Dona Custódia, uma mãe extremamente controladora, gêmeos que não podiam ser mais diferentes e que tomam rumos são distintos em suas vidas, para desespero da mãe que até certo ponto de suas vidas eram chamados ambos por um dos nomes pois o outro era um nome “pecador”.

O desenrolar do passado é contado explicando porque o pai deu os nomes de Caim e Abel aos filhos e o peso que isso teve em suas vidas, até o encontro de Vedina com os irmãos e o casamento de Vedina com Abel, o nascimento de Augusto até o dia do abandono do filho.

O enredo mostra toda a dor, toda violência física e psicológica vivida pelos personagens, e tudo o que essa dor gera em suas vidas e como ela reflete na vida das pessoas que convivem com cada um desses personagens e as marcas que deixam em cada um. É muita dor... As histórias contadas entre presente e passado se unem nesta dor,  fazendo com que chegue ao extremo, no limite, exatamente no dia em que Vedina abandona seu filho.

E o livro finaliza deixando um vazio, um vácuo, uma revolta que é sem tamanho... pelo menos pra mim... não sei pra vocês!

Ufa, mas me contem, já leram este livro? O que acharam? Vamos conversar?

Bjo bjo

sábado, 6 de dezembro de 2025

Sobre Livros Difíceis

Oi Pessoal, estou um pouco ausente para variar, e para variar, a “desculpa” é a mesma... a correria. Trabalho, em casa, saúde do pai, minha, mudanças do trabalho, assumimos várias atividades na nossa Comunidade e assim acabou que reduzi muito da leitura e também, muito da escrita... mas estou aqui agora, pois minha baixinha está na sua primeira festa do pijama na escola e eu não consigo dormir, hehe, coisas de mãe. Então fiz aulas do curso que a firma proporcionou, mais umas outras aulas aí que valerão outro post um dia desses... atualizei parte do meu Diário de Leitura que está super atrasado também... e resolvi escrever um texto tripo para falar um pouco sobre três livros que fizeram parte deste ano e foram leituras propostas pelas Gurias Literárias... três livros difíceis... um deles que eu confesso, pela primeira vez na vida, desisti, pois não deu, não consegui mesmo finalizar... tá lá, no meu belo Kobo, mas quem sabe um dia eu volte e finalize: A Sociedade da Neve, de Pablo Vierce, livro do mês de agosto. Ele entrou no gênero de não ficção, história real e conta a história dos 16 sobreviventes do acidente que aconteceu em 1972 em que um avião se chocou contra uma montanha nos Andes e para sobreviver eles tiveram que se alimentar dos corpos dos colegas mortos... foram 72 dias sobrevivendo em temperaturas de até 30 graus negativos e sem alimentos ou roupas adequadas. Como o livro é escrito como memórias e são cenas fortes, e como a história é de um tema que não me chama muito a atenção, por mais que eu tenha tentado, não consegui dar continuidade.

O segundo livro difícil do ano foi O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson, título do mês de outubro, no gênero de suspenso/terror... esse foi difícil mas foi finalizado com sucesso... um clássico curtinho, mas confesso que achei confuso, com termos rebuscados, e que em minha vã ingenuidade levei um tempo para entender toda a situação, mas no final das contas gostei... Utterson foi fiel ao seu querido amigo, o doutor Henry Jekyll, tão fiel que decidiu investigar seu amigo de hábitos grosseiros e feições assustadoras, o paralisante Edward Hyde... Originalmente publicado em 1886, este livro trata da alma humana de uma forma tão atual que é assustador, pois no final das contas, todos nós temos um lado sombrio e perverso que fica muito bem guardado e só aparece eventualmente, mas que tentamos esconder muito bem, porém, sem nem perceber, às vezes ele aflora descaradamente, mesmo em meio a todo nossa “amabilidade”.

Por final, mesmo ainda não terminado, mas quase quase, temos A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, livro do mês de novembro, mais um super clássico, do gênero clássico, ops hehe... que conta a história de Macabéa, uma nordestina, mulher miserável que vivendo na extrema pobreza parece não ter consciência nem da sua própria existência.. sua ignorância dói, mas ensina, assusta e emociona, e por tudo isso, fecha esse post de livros desafiadores do ano de 2025. Gratidão Gurias Literárias, por tantas ótimas experiências literárias.


Mas e vocês, me contem, já leram alguns destes livros, concordam que são livros desafiadores? Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Como Salvar um Herói

 Hello People, bora para o último livro da Trilogia dos Canalhas?

Depois de contarmos a história de Georgie e Tristan, de Evie e Santo, agora vamos para a terceira amiga e o foco está todo em Lucinda Barrett, a mais “séria”, por ser filha de um militar.

Este é o livro Como Salvar um Herói, de Suzanne Enoch, publicado em 2020, pela Editora Harlequin, e tem 401 páginas. Livro lido em julho deste ano!


Sinopse:

As melhores amigas de Lucinda acabaram se casando com os homens que deveriam educar. Prática e sensata, ela decide encontrar alguém que precise de uma lição, mas que ao mesmo tempo seja uma boa opção de marido.

Essa pessoa, contudo, não é Robert Carroway. Ele é teimoso, mal troca duas palavras com ninguém, raramente sai de casa e é odiado pelo pai dela. Por que, então, Lucinda não consegue parar de pensar em seus belos olhos azuis mesmo quando está perto do seu noivo em potencial?

Há três anos, Robert vem sendo atormentado por suas lembranças da guerra. Mas o jeito despretensioso de Lucinda, sua serenidade e bondade parecem ser capazes de afastar o pânico que o consome diariamente. Assim, quando ela escolhe o alvo de suas lições, ele se oferece para ajudá-la, vendo uma oportunidade de voltar à Sociedade e tranquilizar sua família. O problema aparece, no entanto, quando Robert se vê desejando ser o homem vítima das lições de Lucinda e, consequentemente, a quem ela vai entregar seu coração.

 

E Lucinda, por ser filha de militar, não poderia ser mais estrategista, sabendo do destino das suas duas queridas amigas, quando chegou a sua vez de escolher o seu “alvo”, optou pelo mais “confortável”.... escolheu o militar preferido do momento, aquele que, no fundo no fundo, não tinha algo a ser corrigido afinal e, além de lindo, era um ótimo partido e teria a benção do seu pai.

Porém, o destino não iria ser tão generoso assim com ela, senão, que graça teria?  E assim ele (o destino) tratou de fazer troça com ela, colocando um certo Carroway em sua vida, para bagunçar tudo.

Robert era o irmão mais sombrio por assim se dizer de Tristan, lutou na guerra e de lá trazia fortes sequelas, que o atormentavam de forma avassaladora... ou ao menos é o que todos achavam. Seu comportamento isolado, pouco social deixa todos incomodados, porém, Lucinda desperta nele algo diferente.

Achando que a presença de Lucinda poderia ajudar Robert, surge um jardim de rosas que acaba fazendo com que passem a conviver com mais frequência e essa convivência faz com que Robert lembre-se de que têm um coração, de que ainda está vivo... porém, uma falsa acusação de traição militar, feita pelo pai de Lucinda e outros militares deixa toda a situação muito tensa e neste momento Lucinda se vê numa situação delicada... ter que escolher entre seu amado pai ou aquele rapaz que tanto a intriga... mas como vocês sabem, o amor sempre vence no final hehe...

Livro fofo, gostoso de ler, momentos divertidos, românticos, emocionantes... tem gente que achou que este terceiro livro perdeu o ritmo dos outros, mas acho que não, ele não deixa nada a desejar quanto ao primeiro e segundo, amei todos! E super recomendo.

E vocês leram essa trilogia, vamos conversar?

Bjo Bjo

domingo, 19 de outubro de 2025

Como Encantar Um Canalha

E bora para o segundo livro da Trilogia dos Canalhas?

Depois de contarmos a história de Georgie e Tristan, agora vamos para a segunda das três amigas e o foco está todo em Evelyn Ruddick, a mais doce das três amigas e também, considerada a mais frágil e ingênua de todas.

Este é o livro Como Encantar um Canalha, de Suzanne Enoch, publicado em 2019, pela Editora Harlequin, e tem 320 páginas.

 


Sinopse:
Evelyn, uma jovem obstinada, promete se vingar de um dos canalhas mais infames de Londres. Mas, quando o cafajeste vira o jogo, quem vai realmente aprender uma lição sobre do que o amor é capaz?

Nas ruas, ele é chamado ironicamente de “Santo”, mas o marquês de St. Aubyn merece sua reputação como o maior canalha de Londres. Evie sabe que deve evitá-lo, mas ela quer ajudar as crianças do orfanato, e ele preside o conselho dos administradores. Quando Santo nega seu pedido para ser voluntária no Coração da Esperança, ela decide que o homem precisa aprender uma lição. Ela só precisa descobrir como resistir aos encantos daquele mulherengo.

Para Santo, a ideia de ceder a uma mulher como Evie é impensável. Ele não quer se tornar outro projeto de caridade em suas mãos, mas a moça se recusa a desistir. Que outra opção ele tem a não ser seduzir a dama? Porém, ele não esperava ser seduzido pelo doce coração da mulher. A tentação de passar longas noites nos braços dela poderia provocar o impossível? Será que o mais conhecido cafajeste de Londres poderia mudar?


 Só para lembrá-los, as três amigas resolveram escrever um tipo de lista quanto ao que esperam do comportamento dos homens da sociedade em que vivem e para ter certeza de que tal lista faz sentido, e que os conselhos dariam certo, elas resolvem aplicar a lista escolhendo cada uma delas um “canalha” da sociedade londrina para “colocar na linha”. No primeiro livro, Georgiana conseguiu alcançar êxito em seu propósito, dando um jeito em Tristan tanto que acaba se casando com o alvo do seu projeto.

Agora, um ano se passou, Georgie está casada com Tristan e as amigas acham que está na hora de dar continuidade ao seu projeto. Evelyn está com a vida bagunçada. Seu irmão mais velho retornou das Índias com grandes aspirações políticas e por considerar a irmã meio boba e manipulável, está usando-a para fazer contatos políticos, com a intenção de ganhar aliados na Câmara dos Lordes. Porém Evie como é chamada pelas amigas já não aguenta mais ser só sorrisos forçados e fingir não ter opinião própria. Seu irmão diz como ela tem que se vestir, como falar, com quem falar, até com quem dançar nos bailes da sociedade. Ao pedir socorro para a mãe, não encontra apoio, pois a mãe só diz que ela tinha que ter se casado antes do irmão voltar da viagem, assim não precisaria passar por isso. Que agora ela tinha que se dedicar à família, aos interesses da família.

  Em um momento de “rebeldia” e coloco rebeldia entre aspas pois na verdade isso é algo que ela sempre teve em mente, porém, como não era tratada como igual, não podia expressar sua vontade, seu ato foi tratado como rebeldia quando descoberto... e isso aconteceu só bem lá na frente. Mas vamos aos fatos. Um belo dia, ao se dirigir para mais um daqueles eventos em que teria que confraternizar com as senhoras esposas de políticos que poderiam privilegiar o seu irmão ela passa em frente a um orfanato, um orfanato feio, mal cuidado, daqueles que parece abandonado ao tempo... e tomando toda a coragem que lhe resta, numa segunda oportunidade que passa pelo local, ela pede para que seu transporte volte e entra no local, perguntando se lá precisam de voluntários para atender às crianças. Já esperando ser bem recebida por quem mais interessava, ela leva consigo uma cesta cheia de doces para as crianças.

Quem a atendeu, uma senhora nem um pouco simpática, quase a colocou para correr,  mal deixando que ela conhecesse o local, quanto mais as crianças, deixando transparecer que não queria que as crianças sentissem que poderiam acreditar que ela realmente faria algo por elas. Isso pois, provavelmente, muitas senhoras da sociedade já passaram por lá, prometeram muitas coisas e nunca voltaram, deixando as crianças frustradas e com expectativas não atendidas. O abandono é algo que dói e quando ele acontece repetidas vezes, o melhor é não deixar que expectativas sejam criadas.

Porém, Evelyn não era como as outras damas da sociedade londrina que só queria fazer “exposição da figura” e depois ir embora, sem realmente se importar com aquelas crianças. Ela queria fazer algo que fizesse a diferença para aquelas crianças e portanto, decidiu entrar em contato com o conselho diretor do orfanato.

Assim, ela descobre quando será a próxima reunião do conselho e aparece para apresentar sua proposta de trabalho voluntário... para apresentar suas melhorias ao local e às crianças. Ao se deparar com vários lordes que conhecem sua família e portanto a tratam com respeito e cordialidade ela se sente segura, confiante, porém, o presidente do conselho, e também proprietário do imóvel onde está o orfanato se mostra irredutível e nega/veta todas as suas propostas. E quem é este senhor sem nenhum coração ou interesse em ajudar as crianças? Ele se chama Marques de St. Aubyn, mais conhecido como Santo. Um famoso mau caráter que já foi expulso de vários locais bem apessoados visto seu comportamento duvidoso. Este sim, um verdadeiro canalha, porém, como Evelyn está obstinada com suas propostas e não aceita não como resposta, tanto insiste que consegue fazê-lo ceder para que ela possa visitar o orfanato e interagir com as crianças e nada mais. Lembrando que faz tudo isso escondido, sem que sua família saiba, pois para o seu irmão, ela é uma boba avoada.... e suas amigas também pouco sabem, pois ela teme que ao saberem que ela está lidando com alguém como Santo, seja censurada por suas queridas amigas.

Santo, por outro lado, para tentar dissuadir Evelyn do seu projeto, colocou como condição, que suas visitas deveriam ser supervisionadas por ele, que não dava folga, sempre tentando seduzi-la para que assim, se sentindo intimidada, ela desistisse. Mas isso só fez com que ela se sentisse mais desafiada e ainda, Evie viu em Santo a oportunidade de colocar suas lições em prática escolhendo assim, o seu canalha. O problema é que, o principal motivo para afastar Evie é que Santo precisa desocupar o imóvel onde fica o orfanato, ele quer se livrar daquele “fardo”. E com aquela ação social da jovem, ele não consegue dar continuidade ao seu projeto. E neste jogo de sedução de um e de outro, acabam se apaixonando, claro hehe, mas aí acontece algo meio questionável no livro, porém, leiam, avaliem e depois me digam o que acharam. A questão é que essa situação leva Santo a repensar sua vida, seu comportamento e também, seus reais sentimentos por Evelyn e também, por aquele orfanato e, em extensão, por aquelas crianças. Pois até então ele era a perfeita definição de um canalha e não tinha problema nenhum com isso, inclusive gostava disso. E apesar de até as amigas de Evelyn acharem que ele não era a melhor opção, com medo da reputação de Santo e de tudo que ele representa, Evelyn continuou em sua intenção de dar uma lição naquele canalha sedutor, pois no final das contas, ela estava é gostando do jeito bruto dele. E o que acontece no final das contas? Ah, no final das contas, só lendo para saber meus queridos amigos... ou esperando o post do próximo livro da trilogia, pois talvez role algum spoiler por lá hehe!

Mas e ai, me contem, já leram este livro? Gostaram? Vamos conversar?

 Bjo bjo

sábado, 11 de outubro de 2025

Como se Vingar de um Cretino

 Oi Pessoal, tudo bem com vocês?

O livro da vez é o do mês de junho das Gurias Literárias, Romance de Época e esse, uma trilogia, a Trilogia dos Canalhas, olhem só que nome mais sugestivo! Livro este que me pegou de jeito e me fez ler os outros dois rapidinho, quer dizer, ler não, devorar os outros dois.

Confesso que não tenho certeza de que tenha lido um romance de época em outro momento da vida, pode até ser que tenha acontecido, mas não lembro e confesso, AMEI!

Bem, estou falando do livro Como se Vingar de um Cretino, de Suzanne Enoch, livro de 2018, publicado pela Editora Harlequin Books, e que tem 288 páginas.


Sinopse:

É possível ensinar a um notório sedutor uma lição? Lady Georgiana Halley acredita que sim. E a melhor forma é fazer o visconde Dare provar do próprio veneno!

Lady Georgie está cansada de ver Tristan Carroway, visconde de Dare, partir os corações das jovens damas da sociedade londrina. Ela o considera um cretino por fazer isso sem remorso e porque também já caiu na sedução dele. Seis anos atrás, Tristan se empenhou em cortejá-la, tudo por causa de uma aposta que quase arruinou o futuro da jovem debutante. Disposta a se vingar, Georgiana acha a forma perfeita: seduzir o terrível visconde e abandoná-lo. Dessa forma ele aprenderá a respeitar os sentimentos das outras pessoas.

Tristan está em um momento perigoso: sua família está à beira da falência e a única forma de solucionar o problema é se casando com uma herdeira que esteja interessada no título de viscondessa de Dare. Mas como é possível se aproximar e conquistar uma esposa se Georgiana Halley está sempre atrapalhando, seja batendo-lhe os dedos com um leque ou... simplesmente roubando o seu coração? Ser seduzido não está nos planos de Tristan, mas se Georgie acha que pode sair impune dessa lição, talvez ela esteja muito enganada!

  

Ele conta a história de Lady Georgie e Tristan Carroway, mas para chegar neles, é preciso contextualizar como tudo começou.

Lady Georgiana Halley e suas amigas Lucinda Barrett e Evelyn Ruddick estão cansadas de ver os homens da sociedade em que vivem tratando-as de forma rude ou como objetos e não haver consequências para este comportamento. Assim, elas resolvem criar um tipo de lista, que pensam até em publicar em algum momento, intitulada: Lições de Amor por Três Distintas Damas. Mas para ter certeza de que as lições faziam sentido, elas teriam que colocá-las em prática. Mas isso não seria um problema, pois candidatos a aprender uma lição eram muitos, era só escolher e partir para a ação.

Como a ideia principal partiu de Lady Georgie por ter “tomado um banho” junto de sua aia devido a falta de gentileza de um homem que passou com sua carruagem em meio a chuva e nem se deu ao trabalho de ver se elas precisavam de ajuda, a primeira a colocar suas lições em prática seria ela e Lady Georgie já sabia exatamente quem seria seu “pupilo”.

Só para contextualizar mais um pouco, os outros dois volumes contam as histórias das lições dadas por suas amigas a outros “cretinos/canalhas”. Porém, cada um dos volumes tem começo, meio e fim, ou seja, se não quiser ler os outros, não precisa, mas vale a pena a leitura de todos, ao menos para mim valeu! =D

Agora, voltando para Georgiana Halley e Tristan Carroway, este foi o escolhido para receber uma lição, ou várias, por já ter uma história com Lady Georgie. Eles já se conhecem a anos e por causa de uma aposta feita entre Tristan e seus amigos ele a cortejou e ela se entregou para ele, deixando ainda em sua posse um “troféu”, o que poderia acabar com sua vida social para sempre e esta é a faísca que leva à escolha tão específica deste jovem lorde.

Seu plano para colocar a lista de lições em prática é ardiloso e no dia seguinte já o coloca em prática, deixando até suas amigas confusas e com medo, pois ela literalmente, vai morar na casa do inimigo, se oferecendo para cuidar de uma das tias de Tristan, Milly, que se recuperava de uma crise de gotas.  As tias Carroways acharam a ideia adorável, aceitando imediatamente, Georgie só não tinha certeza se sua tia, Frederica Brakenridge, com quem ela morava, receberia a notícia da mesma maneira.

Quando Lady Georgiana chega a sua casa, o Visconde de Dare sabe que tem algo muito errado e quando fica sabendo que ela passará a viver ali, fica mais intrigado ainda, pois já tem muito com o que se preocupar, visto a situação precária que seu falecido pai deixou toda a família. Ele tinha que focar em cortejar uma moça rica e que quisesse um título, não queria ter que se preocupar com o que Georgiana estava aprontando.

Lady Georgie acredita que dará tudo certo, pois tem um plano bem traçado, Tristan vai se apaixonar por ela e depois ela vai o abandonar, é isso. Porém, no dia a dia percebe que não será tão fácil, visto que o Visconde Dare é deveras encantador e, ao conviver com ele, suas tias e seus irmãos, percebe que ele não é tão desalmado assim, que bem lá no fundo, existe um coração naquele homem. Que ele se preocupa com a família, que ama seus irmãos e tias, que quer o bem deles e um futuro confortável para todos, por isso busca um casamento abastado, para quitar as dívidas que seu pai adquiriu em vida, mas essa é a parte que ela não sabe.

Cada nova ideia que Georgiana tem para fazer Tristan sofrer acaba fazendo com que ela enxergue mais um ponto positivo dele, pois cada discussão que eles tem, leva a uma “lavação de roupa suja” que faz com que as coisas se esclareçam e aquela mágoa, aquela raiva, vá diminuindo... e aquela vingança que deu início a tudo acaba perdendo a força...

As respostas atravessadas que Georgiana sempre tivera para Tristan deixam de existir para dar lugar à uma jovem sem palavras e ruborizada. Assim, ela começa a questionar seus princípios, seus objetivos.... se aquele ódio todo ainda existe... e o medo de que aquilo está se tornando amor e onde tudo isso pode chegar.

Dia após dia eles se aproximam, parecem gato e rato, mas se aproximam, até que aceitam que se amam, porém, Georgiana não confia em Tristan e ele precisa provar para ela que “mudou”, que um homem bom, que amadureceu, que “tem coração” e merece o seu perdão.

Enfim, o final vocês já imaginam né? Ou não? Hehe....

Mas me contem, já levam essa trilogia? O que acharam?

Vamos conversar?

Bjo bjo

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Viagem em Família

Bom dia, boa tarde, boa noite... tudo bem com vocês?

Hoje estou aqui para escrever sobre um tema diferente... nada de livros! Ufa né? Sei que acabou que o blog ficou mais literário que outra coisa hehe, mas tudo bem, amo livros e escrever sobre eles é uma delícia apesar de que nos últimos tempos, percebi que escrever, de forma geral, sobre o que quer que seja, tem sido bem difícil, parece que me faltam palavras para descrever tudo que me vêm à mente, tudo que me vêm à imaginação, aos pensamentos... mas enfim, foco...  O post de hoje é sobre viagem... a grande viagem... sim, grande, pois foram pouco mais 1800 quilômetros rodados em 09 dias... e foram 08 cidades em 02 estados: Paraná e São Paulo... as férias em família de julho deste ano foram memoráveis.

Saímos em 07 de julho, cedinho cedinho de Curitiba, rumo à Maringá (1) para visitar nossos queridos amigos, Cintia e Jones, chegamos lá para o almoço e passamos um dia muito agradável com a Cintia e a pequena Luisa. Para nossa surpresa, descobrimos que na segunda-feira os parques da cidade estão fechados (acredito que para manutenção por ficarem abertos no final de semana). Sendo assim, fomos na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, um símbolo de Maringá, onde pude observar com cuidado toda a sua grandeza e magnitude, e também, onde pude fazer uma oração agradecendo pela viagem até ali e também, pelos queridos amigos que nos acolheram tão calorosamente, e por toda a nossa família, sempre =).

Dali seguimos para uma feira no Estádio Regional Willie Davids... onde vende-se hortifrútis de toda espécie, lindos, cheirosos, e também, o famoso pastel frito com suco de laranja.... aquele suco “espremido” na hora, geladinho... só de lembrar já dá água na boca de tão gostoso que estava. E depois de uma noite com muita brincadeira das meninas, muita conversa dos adultos e de uma manhã também com muita conversa, seguimos para a casa do meu querido sogro, o Sr. Mesquita, aí, rumo ao estado de São Paulo, para a cidade de Mirante do Paranapanema (2). Na realidade, o sítio em que ele mora é antes de chegar em Mirante, alguns quilômetros antes.... no assentamento Palu! Lá ele mora com Dona Ana, uma senhora que nos recebeu meio desconfiada, mas que aos poucos percebeu que nós éramos(somos) gente boa! =D Ah, no sítio do vô Mesquita moram também, o Bidu e a Shakira, os cachorros mais raiz que já vi na vida hehe, dormem em buracos na terra e caçam.... mas são super dóceis.

No sítio do vô Mesquita passamos momentos únicos, divertidos, dando bom dia para os porcos e as galinhas hehe.... ajudando o vovô a alimentar os bichinhos, passeando pelo assentamento e conhecendo outros familiares do vovô.  Maria foi firme no propósito de enfartar algumas galinhas de tanto que corria atrás das bichinhas gritando – coitadas hehe! Lá comemos comida bem feita, com carinho, e todas as noites, vovô Mesquita fazia um chazinho bem doce para que a gente dormisse bem! Até tentamos replicar em casa, mas não ficou igual hehe!






Também fomos até a cidade de Mirante ver a família da vovó Izabel... lá visitamos a tia Eliane, sua filha e neta, o Tio Dito, Tia Sonia e seu filho, tentamos ver Tia Judite, mas ela estava trabalhando e não deu tempo de vê-la, mas vimos a sua filha. Buscamos resolver algumas coisas burocráticas também, mas não deu muito certo, mas ao menos encaminhadas ficaram.... cidade grande ou cidade pequena, a burocracia é a mesma...  



Em um dos dias fomos para Presidente Prudente (3) também, primeiramente para arrumar o celular que o Kadu conseguiu quebrar brincando com o Zeus (cachorrinho do Centro de Formação da Paróquia Nossa Senhora do Carmo “Vila Maristela” – local onde o vô Mesquita e o Kadu garantiram um pernil para a vovó Arlete, se é que me entendem). E ao mandar consertar o celular ainda rolou uma grande oportunidade, Kadu pôde reencontrar um amigo querido da adolescência... aquele amigo das bagunças, das artes na escola e ver que ele prosperou da vida e ficar feliz por ele. Além disso, também aproveitamos para passear pelo calçadão (diga-se de passagem, uma loucura, cheio de lojas com preços bem interessantes, ah se o bolso permitisse hehe). Por lá almoçamos no Tio Patinhas, também no calçadão, onde o Kadu costumava almoçar quando morava em Prudente, lanche e PF, bem tradicional, muito bem feito e gostoso. Tudo regado a muita tubaína funada, que virou a bebida preferida da vez.





No retorno passamos por Pirapozinho (4), para visitar o Reginaldo, irmão do Kadu... não ficamos muito tempo por lá, mas o suficiente para um abraço apertado e um registro para aquietar o coração da Dona Izabel.

No mesmo dia, ao voltar para o sítio, só ajeitamos as coisas e nos dirigimos para a cidade de Presidente Bernardes (5), para a Estância São Bento, onde passamos o final de semana e onde conhecemos a família de dona Ana... ela tem 08 filhos, mais um agregado e destes, conhecemos o agregado e 06 dos filhos. Todos super animados, receptivos e parceiros. Com algumas crianças na família, Maria se sentiu em casa, brincou muito.... pintaram, pularam, cantaram, criaram, inventaram, fizeram a festa de todas as formas possíveis. Uma bagunça gostosa de ver. Se afeiçoou muito à Helloisa e a Pietra. No dia seguinte, Kadu e eu fomos até a cidade de Álvares Machado (6) para comprar o café da manhã hehe, então, mais uma cidade para a lista... por lá uma voltinha básica e também, o registro dos Loucos por Terra para deixar o Interior de SP na rota dos Loucos tbm! O dia foi de brincadeira, risada, bagunça, alimentar os animais, e até interagir com os guatis. No domingo voltamos cedo para o sitio e mesmo antes de chegar lá recebemos um convite para almoçar na casa da Janaina, filha de Dona Ana, e mal chegamos, ajeitamos as coisas, tomamos um banho e saímos novamente hehe... vida louca essa entre cidades... e bora conhecer mais uma cidade da região... fomos para Tarabai (7)... outra cidade sossegada, mas lá não saímos para passear não, ficamos na casa da Janaina, onde comemos uma lasanha delícia feita pela filha dela, a Thais. Por lá muita conversa, risada e brincadeira na pracinha com as meninas. Kadu foi atrás de picolé pra todos numa sorveteria e conseguiu a proeza de se perder, o que foi motivo de muita risada, visto que é uma cidade realmente pequena. No meio da tarde voltamos pro sitio e agora sim, foi a hora de se organizar pra ir embora... pois na segunda seguiríamos para Nova Londrina, na casa da Dona Izabel. O final do domingo já foi meio triste, nostálgico, com gostinho de saudades... foram dias muito especiais em São Paulo, com a família do Sr. Mesquista e da Dona Ana e também com a família da dona Izabel.







Segunda levantamos não querendo levantar, tomamos café, terminamos de arrumar as coisas no carro e seguimos viagem, agora rumo ao Paraná, para Nova Londrina (8), onde mora Dona Izabel, mãe do Kadu e o Sr. Natal, seu esposo. Lá ficamos só de um dia para o outro e confesso que isso foi “um erro”, pois estar com a Dona Izabel e o Sr. Natal foi tão bom, tão gostoso, tão especial, tínhamos tanta coisa para conversar, para contar, para saber.... e o cantinho deles lá é uma delícia, tudo feito com tanto carinho, por eles mesmo, com suas próprias mãos, com o suor do trabalho deles, mãos que trabalham bem, que construíram cantinhos especiais para eles ficarem mais confortáveis no seu lar. Plantam muitas coisas gostosas, tem suas galinhas que já estão chocando, dois doguinhos fofos.... Trouxemos para casa muitas coisas gostosas! =D



Acordamos cedo pra aproveitar o tempo com eles o que dava e logo pegamos a estrada, a viagem de volta seria longa e cansativa, mais de 8h pela frente... parada para almoço, depois parada para o pão de queijo.... e por incrível que pareça, o congestionamento foi em Curitiba, faltando pouquíssimos quilômetros para chegar em casa. O retorno, já no final, foi meio tenso, pois escureceu, estradas desconhecidas, buracos, trânsito intenso, caminhões, mas no final das contas, deu tudo certo.

A viagem foi mais que especial, cheia de aventuras e coisas novas, viajar de carro tão longe, dirigir por tanto tempo, conhecer tantas cidades e pessoas novas, vivenciar tantas experiências legais, interagir com os animais, conhecer um pouco mais sobre o Kadu e os seus. Valeu cada minuto, cada quilômetro, cada sacolejo do carro, cada uia, cada ai, hehe!

Ao longo do texto compartilhei algumas fotos dos momentos vividos, mas nenhum registro retrata verdadeiramente toda a alegria sentida, todas as experiências passadas, só estando lá mesmo para sentir tudo aquilo! E que venham mais viagens, mais vivências assim! =)

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

A Estranha Sally Diamond

Oi Pessoas Amadas.... cá estou eu novamente, mais uma vez atrasada com minhas postagens, meus textos... mas parece que desde o meio do ano o ciclo de correria está muito maior do que deveria, ou do que eu daria conta.... às vezes sinto que estou num eterno piloto automático... apenas com alguns momentos de lucidez. Mas apesar disso, as leituras até que tem fluido, pois mesmo com a escrita bem atrasada, neste ano já foram 15 livros lidos e um em andamento, esse bem difícil diga-se por sinal, mas caminhando a passos lentos (bem lentos)!

Mas vamos ao livro da vez... hoje vamos falar de Sally Diamond... a estranha Sally do título e também da história. Livro do mês de maio das Gurias Literárias! Mais um daqueles que, se fosse para escolher, não seria uma escolha, mas que me surpreendeu de uma forma espetacular.

Este livro foi escrito por Liz Nugent, tem 392 páginas, seu gênero é o suspense,  e foi publicado pela Editora Record em 2023.

 


Sinopse:

Sally Diamond é uma mulher de poucas palavras e de poucos amigos. Ela mora numa casa isolada num vilarejo na Irlanda com o pai adotivo e não gosta muito de socializar. Segundo ele, a filha é “desconectada emocionalmente”. A mente de Sally, apesar de funcionar perfeitamente bem, segue uma lógica muito particular. Ela não tem muitas recordações de quando era criança e leva à risca tudo o que escuta. E é por isso que não consegue entender por que o que fez com o corpo do pai, depois de encontrá-lo morto certa manhã, foi errado. “Quando eu morrer, pode me jogar no lixo”, foi o que ele pediu.

Agora Sally não só é o assunto do momento no vilarejo, como o centro das atenções da imprensa e da polícia. Como se não bastasse toda essa confusão, ela encontra, no escritório do pai, três cartas escritas por ele contando a verdadeira história dela. E o que ela descobre é uma realidade extremamente cruel e violenta, capaz de causar danos irreparáveis em qualquer pessoa.

Porém, com a ajuda de novos amigos, Sally vai, aos poucos, entendendo que sua personalidade foi moldada nos horrores de sua infância. Até o dia em que recebe uma caixa pelo correio, vinda da Nova Zelândia. Dentro dela, há um ursinho de pelúcia, velho, sujo e esfarrapado, que ela reconhece imediatamente. Toby. Aquele brinquedo tinha nome. E era dela. Mas como Sally sabe disso? Quem está acompanhando seus passos do outro lado do mundo? Será que ela pode confiar em todos à sua volta? Por que o novo morador do vilarejo está tão obcecado por ela?

 

Apesar do gênero ser suspense, eu nunca imaginava que ele geraria em mim tamanha inquietação (e alguns gatilhos também, é verdade), e que a história me deixaria tão envolvida emocionalmente quanto deixou. Ao mesmo tempo que eu queria ler e ler e ler para saber o desfecho de cada situação, eu queria ir devagar, pois não queria que acabasse.

Sally achava que levava uma boa vida vivendo com seu pai adotivo e somente com ele (depois que sua mãe adotiva morreu) numa casa isolada. Vez e outra ia até a cidade, mas pouco socializava com as pessoas, apenas o totalmente essencial e sempre com as mesmas pessoas e as mesmas palavras, sempre e sempre. Como seu velho pai lhe dizia, ela era desconectada emocionalmente, e tudo bem, ela achava que aquela era uma vida boa, já estava acostumada com aquela rotina, e a vida como levava. Tinha boas conversas com seu pai e numa dessas, ele disse que quando morresse, era para colocar ele num saco de lixo e colocar na incineradora de lixo, igual faziam com o lixo da casa... e como Sally entendia tudo de forma literal, ao pé da letra como se diz, foi exatamente isso que ela fez... e dai as coisas começaram a mudar em sua vida, mas de uma forma que ela jamais imaginou.

Ela virou notícia, teve muita atenção voltada para ela, e não sabia como lidar com aquilo, pois não estava preparada para conviver com outras pessoas, ter uma relação pessoal, e, principalmente, emocional com outros.

Após a morte do pai, Sally descobre que na verdade ele tinha deixado uma carta com diversas orientações sobre como lidar com a sua morte, inclusive o que fazer, realmente, com seu corpo. Mas o “mal” já estava feito e agora ela precisava lidar com as consequências e também, com três cartas que o pai deixou, explicando tudo sobre sua verdadeira história. História que é dolorosa, violenta e que começou lá na sua infância. E que com muita dor, dificuldade, porém, com a ajuda de pessoas que Sally encontra pelo seu novo caminho, ela passa a entender, aceitar e considerar uma “vida nova e mais social” para si. Porém, em determinado momento, aparece uma encomenda em sua casa, um ursinho chega pelos correios, e esse bichinho, Toby, parece que abre mais caixinhas dentro da sua cabeça para lembrar daquele passado tão sombrio que ela deixou guardado tão fundo dentro de sua mente que não lembrava mais. E junto com Toby vêm  alguém que quer muito estar próximo dela, conhece-la melhor e isso a inquieta e quando ela entende o por quê, tudo fica claro como a água.

Em paralelo à história de Sally outra história é contada, porém, paro por aqui, pois seria spoiler demais!

Mas me contem, vocês conhecem a Sally? Já leram este livro? Vamos conversar?

Bjo bjo

sábado, 9 de agosto de 2025

Relatos de um Gato Viajante

 Este foi um dos livros mais prazerosos do ano (leitura lá de abril/maio).... uma leitura deliciosa, fluída, leve, daquelas que superaquece o coração... gatos são um dos meus pontos fracos, amo de paixão e se dependesse só de mim, teria vários hehe.

Relatos de um Gato Viajante, de Hiro Arikawa, foi indicação de uma das meninas do clube literário, uma grata indicação. Ele é um livro da Editora Alfaguara, de 2017, tem 256 páginas e conta a história de Satoru e seu amado gato Nana.

 


Sinopse:

O gato Nana está viajando pelo Japão. Ele não sabe muito bem para onde está indo ou por que, mas ele está sentado no banco da van prata de Satoru, seu dono. Lado a lado, eles cruzam o país para visitar velhos amigos. O fazendeiro durão que acredita que gatos só servem para caçar ratos, o simpático casal dono de uma pousada que aceita animais, e o marido abandonado pela esposa que ama animais. Mas qual é o motivo dessa viagem? E por que todos estão tão interessados em Nana e Satoru? Ninguém sabe muito bem o que está acontecendo e Satoru não diz nada, mas quando Nana descobrir o motivo da viagem, seu pequeno coração passará por uma das mais difíceis provas de suas sete vidas. Narrado em vozes alternadas, esse romance emocionante e divertido nos mostra um jovem de grande coração e um narrador-gato muito esperto, numa amizade que desafia as fronteiras de um país e da própria vida.

 

Satoru teve uma infância com altos e baixos, teve um gato que amava muito, mas como perdeu os pais e foi criado pela tia que precisava ficar mudando de cidade por conta do trabalho, teve que deixar seu amado bichano com um tio distante... essas constantes mudanças fizeram com que o jovem Satoru tivesse que mudar de escola com uma frequência que deixaria qualquer criança aborrecida, mas ele não era assim, em todo local que chegava, acabava se afeiçoando às pessoas e já criando amizades com facilidade. Já na vida adulta, resolveu visitar os amigos queridos que fez nessa fase da vida.

Uma coisa que nunca mudou foi seu afeto pelos bichanos. Onde morava, sempre deixava alimentos para um felino que gostava de descansar em sua van.

Certa vez, percebeu que o gato estava machucado e depois de um tempo na tentativa de se aproximar, conseguiu pegá-lo e levá-lo para casa, para cuidar do pequeno animal. Fizeram um combinado, quando o gato estivesse bem, poderia voltar para a rua, se assim o quisesse. Com a convivência do dia a dia, já que a recuperação do bichano foi demorada, resolveu dar um nome ao novo amigo: Nana. Escolheu esse nome, pois o rabo do gato era “dobrado” em forma de “sete”, que é nana em japonês. )E ali nascia uma bela e verdadeira amizade.   

E quando Nana estava bem, 100% recuperado, pronto para voltar às ruas, não quis.... ou melhor, quis ir à rua, deu uma voltinha, mas quis voltar para a casa do amigo e neste momento ambos tiveram certeza de que aquela era uma amizade para a vida toda.

Um belo dia, a rotina ficou diferente... Satoru que sempre saia para trabalhar, anunciou que eles iriam fazer uma viagem e assim, começou uma grande aventura dos dois amigos, visitando amigos da época de escola de Satoru.

A viagem é narrada em parte por Nana, que tem ótimas tiradas e um humor muito particular... e assim vamos conhecendo um pouco mais sobre a vida de Satoru desde a sua infância até a vida adulta e entendendo o que está acontecendo e o motivo dessa viagem, o por que de sua busca por um novo lar para o seu amado Nana depois de 5 anos vividos juntos com tanto amor e cumplicidade.

Parte da história é narrada por Satoru também e além deles, os amigos da infância e juventude de Satoru também dão voz à história, relatando por seus olhos, como foi sua relação com o amigo, como era seu amor pelos bichanos e se seriam ou não bons anfitriões para Nana... sempre com Nana dando um jeito de mostrar que ninguém chega aos pés do seu amado companheiro.

E aqui, tomo para mim, porém sem deixar de referenciar, as palavras de Igor Zahir, do site https://medium.com/revista-bravo/sobre-o-amor-verdadeiro-624a424521ea:

“Por um lado, Relatos de um Gato Viajante emociona ao falar de amizade, de perdas, do desespero que acompanha toda separação, e do sentimento mais puro, recíproco e verdadeiro que muitos podem ter: o amor dedicado ao animal de estimação criado como um membro da família. Por outro lado, a autora, em um golpe de mestre, dá a entonação que mais equivale a um felino que se preze e mostra como eles são criaturas mais espertas do que nós. Nana é responsável pelo final mais leve possível, tão lúcido como poucos humanos conseguem ao confrontar o inevitável, e sua fala fica gravada na mente: “Isso não é triste, de jeito nenhum. Vamos partir para a próxima jornada, relembrando todas as memórias que colhemos na nossa viagem. Pensando em quem partiu antes de nós e em quem virá depois”. Assim é a vida. Só falta a gente aprender a aceitá-la com tanto pragmatismo e serenidade quanto o gato de Hiro Arikawa”.

 

Se eu tivesse que dar uma nota seria 1000 de 10, pois é um livro sensacional... indico de olhos fechados para todos, leiam, leiam e leiam, todos precisam ler um livro tão fofo e com uma mensagem de amizade tão linda assim!

Mas e ai, vocês já leram? Conhecem a história? Vamos conversar?

Bjo bjo

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Matéria Escura

 Hello People, cá estou eu novamente... tentando correr atrás do tempo perdido... muitos livros lidos e poucos textos escritos hehe, então, bora tentar colocar os textos em ordem.

O livro da vez é Matéria Escura, de Blake Crouch, este foi o livro do mês de abril no clube do livro, livro de ficção científica. E confesso que foi um livro difícil de ler e que não recomendo, mas valeu a experiência e a tentativa. Creio que leria, ou melhor, lerei outros do tema, para ver se realmente não gosto do gênero ou se só este mesmo é que foi uma experiência infeliz.


Mas vamos aos fatos... Ele foi lançado em 2017, pela editora Intrínseca, e tem 352 páginas que para mim, foram sofríveis, hehe, mas como a proposta do Clube é se reinventar, se provocar, se desafiar a coisas novas, vamos lá, vamos ler um livro de ficção científica, mesmo não sendo o gênero do gosto da pessoa.

E este livro conta a história de Jason Dessen, e tem seu foco no multiverso, em vidas/realidades alternativas.

Quando resolve aceitar o convite de um amigo para comemorar uma conquista, ele não imagina que ao se despedir da esposa e do filho, esse será um adeus “definitivo”, pois pouco tempo depois ele é raptado e se vê em outra realidade. Porém, demora para se dar conta de que na realidade viajou no tempo e começa a viajar entre mundos para tentar voltar para o seu filho e esposa. Cada porta que ele entra, é uma nova realidade, uma nova “vida”, onde a esposa não existe, ou ainda, onde eles não se conheceram, ou não se tornaram namorados e depois casados, ou ela morre.... são realidades alternativas, todas acontecendo ao mesmo tempo e que “convivem” em total harmonia, ops, na realidade não, não é bem em harmonia.... ou é realidade? O que é a realidade, o que é sonho, qual é a vida “verdadeira” de Jason?

Ele luta o livro todo atrás de voltar à sua realidade.... e as meninas do grupo disseram que tem uma série sobre o livro e que a tal série é boa, mas confesso que não me interessei hehe e como podem perceber pelo meu texto, esse livro eu não recomendo.

 

Mas me contem, já leram? Gostaram? Vamos conversar?

Bjo bjo

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Nunca Minta

Oi Pessoal, olha eu aqui novamente, sumida de todo, mas a vida está uma loucura.

O mês de junho foi uma correria danada, no trabalho, viagem para um Congresso em São Paulo que foi de grande crescimento profissional, foram 3 dias imersos em treinamento e desenvolvimento e em tudo de mais tecnológico e avançado para a área que temos no momento.... além de, nos horários vagos, a oportunidade de conhecer até um restaurante estrelado (o primeiro da vida – gratidão Sandrinha), mas isso deixamos para um próximo post.

Além disso, no início de julho, estive em férias, junto com a minha baixinha  e o amado esposo, e fizemos uma viagem memorável até o interior de São Paulo, onde tive a oportunidade de conhecer diversas cidades e meu querido sogro que, em quase 8 anos de casados, ainda não conhecia, mas isso também é conversa para um post especial, muito especial por sinal.

Mas bora lá para o foco deste texto que é o livro Nunca Minta, acho que o melhor de todos os da Freida que li até agora. Aquele livro que você quer ler logo pra saber o que vai acontecer, que você lê, pensa que sabe o que vai acontecer e se surpreende absurdamente, pois está redondamente enganada sem suas “falsas suposições”. Adooooro!



Ele foi lançado em 2025, pela editora Record, e com 280 páginas nos leva a vários “eita”, e “socorro”, e  “e agora?”...  Ele conta a história de Tricia e Ethan, um casal super fofo (será?), recém casados e em busca do seu lar perfeito. Porém,  parece que o lar perfeito é uma mansão, super isolada e que pertenceu a uma renomada psiquiatra que desapareceu misteriosamente há alguns anos atrás, Dra. Adrienne Hale.

Por conta de uma nevasca, o casal se vê preso na casa, sem a corretora para poder atende-los, e sem conseguir voltar para a cidade, resolvem passar a noite por lá mesmo. Assim, Tricia, ao “explorar” a casa, encontra fitas cassete das consultas que Dra Adrienne tinha com seus pacientes e, para passar o tempo, resolve ouvi-las e assim, começa a vislumbrar fatos que podem esclarecer o que aconteceu com a doutora...

O texto se passa em capítulos alternados no presente e no passado, revelando informações que nos mostram as relações entre os personagens e os fatos que constroem um quebra-cabeças sobre os reais acontecimentos daquela casa e sua antiga proprietária.  

O título cabe muito bem no destrinchar da história visto todos os segredos que vão sendo desvendados no desenrolar da história e por aqui paro, pois senão o risco de falar demais é GRAAAAANDE!

Mas e ai, já leram esse livro? O que acharam? Vamos conversar?

Bjo bjo

segunda-feira, 9 de junho de 2025

A Professora

 Oi Meu Povo, tudo bem?

Estou bem sumida daqui, sem postar desde abril, mas acreditem, a leitura está bem em dia, só a falta de tempo de escrever sobre os livros lidos mesmo. Deste a livro da CoHo, já foram, 5 livros lidos e mais um quase finalizado. =D que lindo, obrigada cunha por me incluir no clube literário!

Então, depois da série da Empregada, da nossa queridinha Freida McFadden, resolvi alçar voo por outros títulos da autora, para ver se ela mantém o mesmo padrão hehe... e cá estamos nós aqui para falar sobre “A Professora”, livro de 2024.


Cabe dizer que todos os livros discorrem para um suspense psicológico e que por muitos momentos, depois que você lê a série da Empregada, algumas coisas acabam ficando meio óbvias, ou, sugestivas.

Dito isso, vamos ao livro: temos como personagens principais desta história, Eve, a nossa professora; Addie, aluna da escola em que ela dá aulas; e Nate, marido de Eve e também professor da mesma escola.

 

Sinopse:

Todos dizem que Eve tem uma vida boa. Ela tem um emprego estável, uma bela casa, um marido lindo... Tudo parece perfeito, como deveria ser. Mas nem tudo é como Eve gostaria que fosse.

No ano anterior, um escândalo abalou o colégio onde ela leciona matemática. Segundo boatos, um professor, seu antigo mestre e amigo, teve um caso com uma aluna do ensino médio, Addie, e, por causa da polêmica, ele acabou pedindo demissão. Nada ficou devidamente esclarecido, e Eve suspeita que, por trás dessa história toda, exista algo bem mais sombrio.

Addie não é confiável. Ela mente, magoa as pessoas e destrói a vida dos outros. Pelo menos é o que dizem.

A questão é que ninguém conhece a verdadeira Addie. A adolescente guarda segredos que podem arruinar sua própria vida. Por isso, fará de tudo para que ninguém os descubra.

 

Começamos com o “hoje”, uma cena de crime, onde não ficam claros os personagens envolvidos, quem matou, quem morreu, quem quer incriminar quem, e então, o livro volta três meses e começa a contar os fatos até chegar naquele momento do início.

Estes fatos são narrados em sua maioria por Eve e Addie, porém, em dado momento, Nate também se torna o narrador da história.

Mas voltemos aos personagens: Eve – professora de matemática no ensino médio, casada com Nate, também professor da escola, porém, de língua inglesa. Nate e Eve tem quase 10 anos de diferença de idade, são casados a bastante tempo e ainda não tem filhos.

Addie – aluna do ensino médio, com 16 anos e sem um pingo de popularidade devido a um escândalo em que se envolveu no ano anterior, que levou à demissão de um professor muito querido por todos, vive se escondendo pelos cantos e se pudesse, nem iria para a escola.  

Nate – o típico professor sedutor, aquele professor galã que ama dar aulas, fala com paixão e tem brilho nos olhos, lindo, encanta todas as alunas, que suspiram quando ele passa. Mas ele é um homem sério, não dá moral pra meninada e se atém a dar suas aulas e orientar os alunos no jornal da escola.

Agora vamos aos fatos, a confusão em que Addie se meteu no ano anterior rendeu a demissão do antigo professor de matemática pois todos acharam que eles tiveram um caso, isso pois o professor a estava ajudando, por ser muito ruim na matéria. Até hoje ela nega que isso aconteceu. Eve não gosta da menina pois tinha um grande apreço pelo referido professor, que a acolheu quando chegou na escola. Quando este escândalo aconteceu, o único amigo de Addie, Hudson, acabou se afastando dela, e se aproximando da garota mais popular da escola, Kenzie, deixando Addie arrasada.

Eve é uma excelente professora, ama o que faz, porém, não é muito querida pelos alunos, pois é severa, conhecida por cobrar demais e dar lição para casa TODOS OS DIAS. Já seu lindo marido é o queridinho dos alunos, dispensando charme por onde passa, todos adoram sua aula e sua companhia. O relacionamento deles já viveu dias melhores, e a poesia que no início era o combustível da relação, se tornou a obsessão de Nate e o martírio de Eve fazendo com que ela desconte suas frustrações matrimoniais em uma compulsão por sapatos, sapatos caríssimos, diga-se de passagem. Ela os tem escondidos em malas de viagem, no porta malas do carro (e cá entre nós, acho que até no armário da escola hehe). E esta compulsão por sapatos lhe trás um amante de lambuja, o vendedor dos sapatos.

Na escola, por ser excluída pelos colegas e até pelos próprios professores, Addie se vê isolada, porém, ao conhecer o professor Nate, vislumbra uma esperança, pois em suas aulas, ela tem se destacado e ele lhe dá atenção, diz que seus textos são bons, conversa olhando em seus olhos, acredita que ela tem potencial. E ao perceber que ele lhe dá essa atenção, Eve alerta que a menina é problema, que ele deve manter distância, mas ele diz que não existem provas de que ela foi realmente culpada de algo no passado e que considera-a uma boa menina.

E assim discorre a história, e com toda essa atenção que Nate dá para Addie, o inevitável acontece... ela se apaixona por seu tão querido professor e é ai que a situação se complica e chega lá naquela primeira cena do livro, mas paramos de escrever por aqui, visto que daqui pra frente, os spoilers seriam “severos” e muito descarados hehe. Será que o professor também se apaixona por sua aluna? Se sim, será que Eve descobre tudo? O amante de Eve,  Hudson e Kenzie, tem parte nessa história? Quem são os personagens envolvidos na cena descrita no início do livro?

... daqui pra frente ainda tem muita água pra rolar e é bom, muito bom, e flui que é uma beleza e vale muito a leitura, apesar de que, como falei lá no começo, depois da leitura da série da empregada, algumas coisas acabam ficando meio obvias, porém, mesmo assim existem alguns plot twists inesperados que são bem interessantes. Freida sempre vale a leitura.

Mas e ai, já leram este livro, o que acharam, vamos conversar?

Bjo bjo!