terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Véspera

 Último post do ano... e cá estou eu para falar de Véspera... de Carla Madeira, o livro do mês de julho, tô bem atrasada nos posts das leituras, mas se considerarmos que o post anterior falei sobre os três livros difíceis do ano e eles são livros dos meses de  agosto, outubro e novembro eu não tô tão atrasada assim, hehe!

Mas vamos lá... depois de ter lido Tudo é Rio, que foi um livro muito impactante pra mim, cheguei com muita sede ao pote quando iniciei a leitura de Véspera, e confesso que me decepcionei... posso até dizer que fiquei chocada com esse livro.

Ele é um suspense psicológico e conta a história de Vedina, uma mãe que num momento de extremo cansaço e desespero psicológico, onde se sentia no limite em diversas esferas da vida, abandona seu filho Augusto, em uma via de mão única, mas que segundos depois se arrepende, mas ao retornar já não o encontra onde deixou o menino.

A partir daí se desenrola todo o enredo desta história que se passa entre presente e passado e que me deixou desconfortável em diversos momentos. Carla Madeira nos conta a história passada em Gênesis e que muitos conhecem bem, a história de Caim e Abel...mas estes Caim e Abel são filhos da Dona Custódia, uma mãe extremamente controladora, gêmeos que não podiam ser mais diferentes e que tomam rumos são distintos em suas vidas, para desespero da mãe que até certo ponto de suas vidas eram chamados ambos por um dos nomes pois o outro era um nome “pecador”.

O desenrolar do passado é contado explicando porque o pai deu os nomes de Caim e Abel aos filhos e o peso que isso teve em suas vidas, até o encontro de Vedina com os irmãos e o casamento de Vedina com Abel, o nascimento de Augusto até o dia do abandono do filho.

O enredo mostra toda a dor, toda violência física e psicológica vivida pelos personagens, e tudo o que essa dor gera em suas vidas e como ela reflete na vida das pessoas que convivem com cada um desses personagens e as marcas que deixam em cada um. É muita dor... As histórias contadas entre presente e passado se unem nesta dor,  fazendo com que chegue ao extremo, no limite, exatamente no dia em que Vedina abandona seu filho.

E o livro finaliza deixando um vazio, um vácuo, uma revolta que é sem tamanho... pelo menos pra mim... não sei pra vocês!

Ufa, mas me contem, já leram este livro? O que acharam? Vamos conversar?

Bjo bjo

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